AIBOC - Sucessão Pastoral

 

Embed or link this publication

Description

Sucessão Pstoral

Popular Pages


p. 1



[close]

p. 2

Lécio Dornas e Juracy Carlos Bahia (organizadores) SUCESSÃO PASTORAL

[close]

p. 3



[close]

p. 4

Lécio Dornas e Juracy Carlos Bahia (organizadores) SUCESSÃO PASTORAL 2011 Rio de Janeiro

[close]

p. 5

Todos os direitos reservados. Copyright © 2011 da Convicção Editora Direção geral Sócrates Oliveira de Souza Direção editorial Macéias Nunes Assistente editorial Sandra Regina Bellonce do Carmo Revisão Fábio Aguiar Lisboa Capa e projeto gráfico oliverartelucas S 942s Sucessão pastoral / organização de Lécio Dornas [e] Juracy Carlos Bahia .- Rio de Janeiro : Convicção, 2011. 32p. ; 21cm.- ( Documentos batistas). 1. Sucessão pastoral. 2 .Ministério pastoral. 3.Batistas---Pastores. I. Dornas, Lécio, org. II. Bahia, Juracy Carlos, org. III. Série. 262.11 Ìndice para catálogo sistemático: 1. Igreja: Ministério pastoral 2. Batistas : Ministério pastoral CDD ISBN: 978-85-61016-27-2 Tiragem: 2.000 Convicção Editora Rua: Senador Furtado, 56 – Maracanã – Rio de Janeiro, RJ CEP: 20270-020 Telefone: (21) 2157-5557 E-mail: falecom@conviccaoeditora.com.br www.conviccaoeditora.com.br

[close]

p. 6

Sumário Apresentação.........................................................................07 Introdução............................................................................11 I - Etapas no processo de escolha do pastor..........................13 1.1 - Oração....................................................................13 1.2 - Escolha do pastor interino.......................................15 1.3 - Comissão de escolha do novo pastor......................15 1.4 - Procedimento parlamentar......................................18 II - Critérios de seleção...........................................................19 2.1 - Requisitos vitais......................................................19 2.2 - Requisitos importantes............................................20 2.3 - Requisitos peculiares...............................................20 2.4 - Critérios dispensáveis..............................................20 2.5 - Definição do perfil da igreja...................................21 III - A escolha do candidato.....................................................23 3.1 - A escolha do candidato pela comissão......................23 3.2 - A escolha do candidato pela igreja...........................24 3.3 - Procedimento alternativo.........................................25 IV - Anexos.............................................................................27 Anexo 1 - Formulário para definir perfil da igreja..............27 Anexo 2 - Perguntas para uma entrevista com o indicado..30 Anexo 3 - Termo de posse.................................................32

[close]

p. 7

Apresentação A Convenção é, por sua natureza e definição estatutária, constituída de igrejas das quais procedem os mensageiros que integram as assembleias convencionais. A Convenção se relaciona com as igrejas em decorrência dos laços cooperativos, isto é, reconhece as ligações determinantes do arrolamento como igrejas cooperantes, mas também as reconhece como igrejas locais, autônomas, interdependentes e que vivem num ambiente de mutualidade. Neste relacionamento, estimula a fraternidade e a participação cooperativa nos planos e programas que objetivam alcançar os propósitos exarados na Filosofia da Convenção Batista Brasileira. O relacionamento com as igrejas também tem o intuito de ajudá-las em circunstâncias especiais e assessorá-las em seu trabalho local, mediante solicitação. A Convenção Batista Brasileira, portanto, existe em função da igreja, como declarado em seus documentos filosóficos. A Convenção é composta de igrejas batistas que decidem voluntariamente se unir para viverem juntas a mesma fé, promovendo o Reino de Deus e assumindo o compromisso de fidelidade doutrinária, cooperação e empenho na execução dos programas convencionais. A Convenção existe em função do propósito atribuído pelo Senhor Jesus Cristo à sua Igreja. Ela não substitui a igreja local, mas aglutina recursos, analisa e sugere métodos e planos, proSUCESSÃO PASTORAL | 7

[close]

p. 8

porcionando às igrejas condições melhores para o cumprimento de suas funções. A Convenção é serva das igrejas quando recebe delas condições e motivações para existir e operar. Define-se igualmente como seu foro eclesiástico - quando em suas assembleias que são constituídas por mensageiros enviados pelas igrejas cooperantes -, aprecia doutrinas, práticas e relatórios das atividades de suas organizações, debate ideias e aprova diretrizes gerais. É, ainda, coordenadora, quando recebe planos e programas como atividades que deve implementar, visando a concretização das aspirações comuns às igrejas cooperantes. Assim, a Convenção incentiva e coordena a obra cooperativa das igrejas, buscando sempre fortalecer a visão e ação de igrejas e crentes, regida pelos princípios da voluntariedade, da fraternidade, da solidariedade, do incentivo mútuo e presidida pelo respeito à autonomia da igreja participante. A partir da compreensão de sua natureza, a Convenção tem como finalidade estimular a criação de condições para abrir canais de cooperação, de congraçamento e de intercâmbio entre as igrejas da mesma fé e ordem para que cumpram seus ideais e a missão dada pelo Senhor. Além disso, age na perspectiva da unidade da fé, no pleno conhecimento do Filho de Deus, da maturidade cristã, objetivando a estatura da plenitude de Cristo. Busca a construção de uma sociedade justa, onde cada cidadão encontre seu bem-estar e o desenvolvimento pleno de suas potencialidades, bem como a formação de um povo para Deus, através da ação da igreja e da glorificação do nome de Jesus Cristo em todas as esferas existentes. Tem também como finalidade ajudar no preparo do povo de Deus, treinando pessoas para o cumprimento do sacerdócio na igreja e na sociedade, para que a presença do Evangelho se faça 8 | SUCESSÃO PASTORAL

[close]

p. 9

sentir na educação, na política, na economia, na ação social e na comunicação social, através de uma ação eficaz no âmbito missionário, docente, profissional, intelectual e cristão. Os batistas consideram este desafio com redobrada humildade e dependência de Deus, buscando condições para responder objetivamente às necessidades de um mundo tão complexo e cheio de oportunidades como o atual. Operacionalmente, a Convenção está organizada para tornar efetiva sua visão global e planejar e coordenar sua atuação nas seguintes áreas: 1- Ação Social; 2- Comunicação; 3- Culto e Louvor; 4- Educação Religiosa, Teológica, Ministerial e Secular; 5- Evangelismo, Evangelização e Missões; 6- Grupos específicos: Crianças, adolescentes, jovens, adultos, terceira idade, família, deficientes, entre outros; 7- Ministérios, Ministério Pastoral; 8- Mordomia Cristã e Sustento; 9- Música; 10- Relacionamentos. Para alcançar os objetivos apresentados anteriormente, a Convenção tem uma Missão e uma Visão que norteiam suas ações: Missão - “Viabilizar a cooperação entre as igrejas batistas no cumprimento de sua missão como comunidade local”. Visão - “Ser uma instituição ágil, eficaz e útil às igrejas batistas para fazer discípulos de Cristo no Brasil e no mundo”. Para efetivar sua missão, a Convenção deve servir com excelência às igrejas batistas brasileiras e às convenções estaduais e associações locais que dela fazem parte, respondendo com SUCESSÃO PASTORAL | 9

[close]

p. 10

eficácia e eficiência às suas demandas de serviços e produtos para que possam otimizar o seu desempenho e resultados, traduzidos em salvação de vidas, batismos, organização de novas igrejas e abertura de novos campos missionários (crescimento quantitativo), santificação de vidas, fortalecimento de igrejas, estabelecimento de lideranças altamente capacitadas e uma presença espiritual e eticamente influente na sociedade e na cultura brasileira (crescimento qualitativo). Assim, esta série Documentos Batistas - Recomendações às igrejas tem a finalidade de dar cumprimento à missão e à visão da Convenção. 10 | SUCESSÃO PASTORAL

[close]

p. 11

Introdução A igreja batista tem como característica histórica escolher em assembleia de membros o seu pastor. Esta é uma grande oportunidade e um enorme privilégio. Assim, sendo autônoma, a igreja batista precisa organizar-se para realizar um processo de escolha de pastor. Quando a igreja se organiza em um processo com esta finalidade, lançando-se a ele de forma disciplinada e espiritualmente fundamentada, se protege da ação de oportunistas, da influência de populistas e da interferência de forças que militam contra a sua saúde. Deus promete dar um pastor para o seu povo (Jeremias 3.15), e está pronto a cumprir sua promessa, bastando que o seu povo o busque e se organize para discernir a sua vontade. Através de diretrizes claras e objetivas, este manual visa ajudar a igreja nesta tarefa fascinante de identificar quem deve ser o seu novo pastor. SUCESSÃO PASTORAL | 11

[close]

p. 12

I Etapas no processo de escolha do pastor Após a saída do pastor anterior, que deve incluir a sua total descompatibilização da igreja, sua presidência e responsabilidade jurídica, a igreja precisa ser declarada em processo de escolha de pastor. 1.1 - Oração A primeira medida, sem dúvida, deve ser a de colocar a igreja em oração. Algumas ações podem ajudar nisso: •Editoriais no boletim conclamando a igreja à oração sobre o assunto. •Momentos de oração em todos os cultos e reuniões regulares da igreja. •Vigílias e jornadas de oração pelo bom andamento do processo e seu abençoado desfecho. 1.2 - Escolha do pastor interino É muito importante e altamente recomendável que a igreja eleja um pastor interino que a oriente e ajude enquanto acontece o processo de escolha do novo pastor. O pastor interino, se bem escolhido, com sua autoridade, experiência e habilidades de liderança, muito ajudará a igreja. Veja o que a igreja precisa levar em consideração nessa escolha: SUCESSÃO PASTORAL | 13

[close]

p. 13

1.2.1 - Quem é o pastor interino Trata-se do pastor que exercerá o ministério e, se for o caso, a presidência da igreja durante o tempo que durar o processo de escolha e posse do novo pastor da igreja. 1.2.2 - Qualificações do pastor interino Além das qualificações bíblicas (1 Timóteo 3.1-7), a igreja deve observar as seguintes características na definição do seu pastor interino: •Deve ser alguém sem pretensões ao pastorado efetivo da igreja. Ou seja, alguém que assuma o compromisso de não participar do processo como candidato. •Deve ser alguém aceito pela membresia da igreja, com a qual tenha bom trânsito e que não represente apenas um dos segmentos da mesma. •Deve ser um obreiro de comprovada experiência pastoral. 1.2.3 - Cuidado da igreja com o pastor interino O pastor interino deve receber uma ajuda de custo por este trabalho extra. Todo trabalhador é digno e deve ser recompensado pelo seu esforço. A igreja precisa entender as limitações do interinato, devendo os seus líderes assumirem com responsabilidade suas funções, de forma a permitirem que o pastor interino cuide apenas dos assuntos onde sua gestão e liderança sejam indispensáveis: Pregação, aconselhamento pastoral, supervisão eclesiástica e orientação ao trabalho da comissão de escolha do novo pastor. Após a devida pesquisa, a diretoria da igreja deve submeter à assembleia da mesma uma proposta de nome para o exercício do pastorado interino. Uma vez eleito e empossado, ele deverá agir como preceitua o estatuto e regimento interno da igreja ou manual eclesiástico. 14 | SUCESSÃO PASTORAL

[close]

p. 14

1.3 - Comissão de escolha do novo pastor É recomendável que a igreja eleja uma comissão de escolha do novo pastor, a quem ela encarregue das ações de pesquisa, contatos, averiguações e definições de parâmetros para que se separe um nome a ser levado para apreciação da assembleia. 1.3.1 - Fundamentação bíblica Por que uma comissão? Não poderia Deus agir diretamente, através da oração e trazer um pastor para a igreja? Poderia, mas não tem sido assim a maneira de Deus trabalhar na escolha de seus servos. Quando Deus precisou ungir Davi para ser o rei de Israel, mandou Samuel para a casa de Jessé. Foram postos diante de Samuel todos os filhos de Jessé. Deus foi dizendo a Samuel: Não é este (1 Samuel 16.1-13). Para escolher o sucessor de Judas, no grupo apostólico, Deus usou o sistema de sorteio dentre aqueles que, inicialmente, possuíam a qualificação fundamental de ter acompanhado a Jesus, convivendo com os demais apóstolos durante seu ministério terreno. Foram separados dois, e a sorte foi lançada entre eles (Atos 1.21-26). Aprendemos que Deus trabalha por caminhos “humanos” para escolher seus servos “humanos”. Aqui quer dizer: Entre os crentes. Não poderíamos pensar em usar métodos meramente profissionais, como já se faz em outras culturas. 1.3.2 - Constituição da comissão Uma boa comissão não deve ser muito grande. No entanto, precisa ser representativa. Não é necessário que todas as organizações da igreja estejam representadas, mas é importante que participem pessoas maduras, que estejam relacionadas com a diretoria e corpo diaconal, bem como lideranças das principais organizações da igreja. SUCESSÃO PASTORAL | 15

[close]

p. 15

A comissão deve ser eleita pela assembleia geral, mediante um trabalho prévio realizado pelos obreiros ou conselho de líderes. Devem ser escolhidas pessoas com: a) Neutralidade - Cada membro da comissão será um pesquisador dos interesses da igreja. Ele não fará esse serviço com imparcialidade se tem sua decisão tomada antecipadamente. Naturalmente que não poderão compor a comissão os remunerados pela igreja e nem mesmo seus parentes. Para evitar conflitos de interesse, se vier a ser considerado um candidato com laços de parentesco com algum membro da comissão, é aconselhável que este solicite sua licença da própria até que o nome em questão seja apreciado, indicado ou descartado. Deve-se evitar também pessoas que já tenham definido um pastor de sua preferência ou com histórico de forçar para fazer valer seus pontos de vista. Alguns crentes podem deixar de aceitar a indicação de um pastor apenas pelo fato de que foi indicado por “fulano”. b) Discernimento espiritual - Entre os muitos nomes que poderão surgir, a comissão indicará apenas um. Este é um exercício espiritual e não pode ser feito apenas com os recursos da inteligência, mas também, e especialmente, com os recursos da oração. c) Disponibilidade - A comissão fará muitas reuniões, e alguns de seus membros poderão ter que viajar para visitar igrejas de pastores indicados. d) Discrição - A divulgação inadequada de nomes e dos procedimentos da comissão poderá prejudicar a própria comissão, o processo de sucessão como um todo, o ambiente relacional na igreja e até mesmo pastores envolvidos e suas igrejas. Os membros da comissão precisam ser saudáveis emocionalmente. e) Representatividade - Indicados os nomes para compor a comissão, pode-se usar o critério da representatividade para 16 | SUCESSÃO PASTORAL

[close]

Comments

no comments yet