REVISTA EBD 3TRI2016

 

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O Desafio da Evangelização

Popular Pages


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3- Trim estre de 2016 LICAS Adultos

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Apesar de sua abrangência histórica, a Bíblia não está organizada cronologica­ mente, nem seus escritores trabalharam com esse rigor. Em termos históricos, vários de seus livros estão inseridos em outros. Daí a importância de estudar a Bíblia sob o aspecto cronológico. Vantagens: • Ajuda o estudante a entender o ar­ ranjo de cada livro internamente, ao estabelecer a ordem histórica dos fatos narrados; •Auxilia na compreensão das relações que se formam entre livros com dife­ rentes gêneros de materiais. Ou seja, a relação entre história, lei, profecia, poesia, carta etc.; • Fornece uma visão abrangente da his­ tória bíblica e, mais ainda, da história mundial, por causa da simultaneidade entre os fatos bíblicos e outros fatos historicam ente relevantes ocorridos no mundo; • Esclarece dificuldades bíblicas geral­ mente surgidas do choque de dados conflitantes colhidos de diferentes par­ tes da Bíblia, os quais podem se referir a pessoas, povos, números, lugares, culturas etc.; • Destaca as diferentes perspectivas e ênfases dos autores da Bíblia ao escre­ verem sobre um mesmo acontecimento (exemplo: os Evangelhos Sinópticos). a

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Lições B íblic a s S u m á Lição 1 PROFESSOR Lições do 3 o trimestre de 2016 - Comentarista: Claudionor de Andrade r i o 0 Desafio da Evangelização Obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura 0 que É Evangelização Lição 2 3 11 18 25 32 39 47 54 61 68 75 83 90 Lições Bíblicas /Professor 1 Deus, o Primeiro Evangelista Lição 3 Igreja, Agência Evangelizadora Lição 4 0 Trabalho e Atributos do Ganhador de Almas Lição 5 A Evangelização Urbana e suas Estratégias Lição 6 A Evangelização dos Grupos Desafiadores Lição 7 0 Evangelho no Mundo Acadêmico e Político Lição 8 A Evangelização dos Grupos Religiosos Lição 9 A Evangelização das Crianças Lição 10 0 Poder da Evangelização na Família Lição 11 A Evangelização das Pessoas com Deficiência Lição 12 A Evangelização Real na Era Digital Lição 13 A Evangelização Integral nesta Última Hora 2016 - Julho/Agosto/Setembro

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P R O F E SSO R Prezado professor, Com a graça do Senhor, estamos dando início ao terceiro trimestre do ano. Depois de estudarmos a respeito da Epístola aos Romanos e aprendermos a respeito da maravilhosa graça de Jesus Cristo, estudaremos sobre a missão mais importante da Igreja: a evangelização. Antes de ascender aos céus, o Senhor Jesus deixou, para todos os seus discípu­ los, a Grande Comissão (Mt 28.19,20). Como discípulos, temos a responsabi­ lidade de continuar o trabalho que foi iniciado pelo Salvador. Nessa missão, não estamos sozinhos, pois Ele prometeu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt 28.20). Todos os discípulos de Jesus têm a nobre missão de evangelizar até os confins da Terra. A evangelização não é uma missão exclusiva dos pastores, m issio nários e e va n g e lista s. Todo crente tem como missão testemunhar de Jesus Cristo. Fomos salvos para anunciar as Boas-Novas. Estamos vivendo na era da infor­ mação e da comunicação. Podemos contar com vários recursos tecnológicos para propagação do Reino, mas muitos povos, tribos e nações ainda não ou­ viram nada ou quase nada a respeito do Evangelho de Cristo e não foram alcançados. Infelizmente, a evangeli­ zação já deixou de ser prioridade para alguns. Os campos estão brancos para a ceifa, mas onde estão os obreiros? E como estes irão se não forem enviados? Se quisermos, como Igreja, cumprir com a nossa missão, não podemos nos isentar do trabalho, do sacrifício e da responsabilidade. Façamos a obra do Senhor "enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (Jo 9.4). p f& f S H I á lllF * i i p i pc Il /W x J P jU D Publicação Trimestral da Casa Publicadora das Assembleias de Deus Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil José Wellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Costa Júnior Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho Consultoria Doutrinária e Teológica Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção Jarbas Ramires Silva Gerente Comercial Cícero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Gerente de TI Rodrigo Sobral Fernandes Chefe de Arte £t Design Wagner de Almeida Chefe do Setor de Educação Cristã César Moisés Carvalho Editora Telma Bueno Projeto gráfico e capa Flamir Ambrósio Diagramação Alexandre Soares Av. Brasil, 34,401 - Bangu Rio de Janeiro - RJ - Cep 21852-002 Tel.: (21) 2406-7373 Fax: (21) 2406-7326 www.cpad.com.br José Wellington Costa Júnior Presidente do Conselho Administrativo CBO 2 Ronaldo Rodrigues de Souza Diretor Executivo Julho/Agosto/Setembro - 2016 Lições Bíblicas /Professor

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Tento Aureo "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coi­ sas que eu vos tenho mandado Verdade Prática (Mt 28.19,20) Evangelizar é a missão mais importante e urgente da Igreja de Cristo; não podemos adiá-la nem substituí-la. LEITURA DIARIA Segunda - Lc 9.2 Jesus envia-nos a evangelizar Quinta- 2 Co 2.12 Portas abertas à evangelização Terça - At 10.42 Evangelização e testemunho S e x t a - l C o 1.17 A cruz de Cristo, a força do Evangelho Q u a rta - 2 Tm 4.2 Evangelizar em todo tempo Sábado - 1 Pe 1.12 A excelência da evangelização Lições Bíblicas /Professor 3 2016 - Julho/Agosto/Setembro

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Marcos 16.9*20 9 - E J e s u s , te n d o r e s s u s c ita d o na haverem crido n os que o tinham visto m an hã do p rim e iro d ia da sem an a , j á ressuscitado. apareceu prim eiram ente a M aria M a­ 15 - £ disse-lhes: Ide p o r todo o mundo, dalena, da qual tinha e xpu lsad o sete prega i o evangelho a toda criatura. dem ónios. 16 - Quem crer e fo r batizado será salvo; 10 - E, partindo ela, anunciou-o àqueles m as quem não crer será condenado. que tinham estado com ele, os qu ais 1 7 - £ e ste s s in a is se g u irã o a o s que estavam tristes e chorando. c re re m : em m eu n om e, e x p u lsa rã o 11 - £, o u vin d o e le s qu e Je su s vivia dem ónios; fa la rã o novas lín gu as; e qu e tinh a sid o visto p o r ela, não o 18 - pegarão nas serpentes; e, se bebe­ creram. rem algum a coisa m ortífera, não lhes 12 -E, depois, m anifestou-se em outra fa rá dano a lgum ; e im porão a s m ãos form a a dois deles que iam de caminho sobre o s enferm os e o s curarão. para o campo. 1 9 - Ora, o Senhor, d epo is de lh es ter 13 -£ , indo estes, anunciaram -no aos falado, fo i recebido no céu e assentou-se outros, m as nem ainda estes creram. à direita de Deus. 1 4 - Fin alm en te a pareceu aos onze, estando eles a ssen tados juntam ente, e lançou-lhes em rosto a sua incredu­ lid a d e e dureza de coração, p o r não 2 0 - £ eles, tendo p a rtid o , pregaram p o r todas a s partes, cooperando com eles o Senhor e confirm ando a palavra com os sin a is que se seguiram . Amém! H IN O S SUG ERID O S: 18, 3 8 , 2 2 7 da H arpa C ristã ________________ OBJETIVO GERAL_____ __________ Mostrar que a evangelização é a missão suprema da Igreja. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópi­ co. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. Q Conhecer a diferença entre evangelism o e evangelização. O Mostrar como devem os evangelizar. Explicar o porquê da evangelização. 4 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro - 2016

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, neste trim estre terem os a oportunidade ím par de e stu ­ darm os a respeito da m issão m ais im portante da Igreja: a evangelização. Essa m issão não é som ente da liderança, m as todo crente tem a respon sabilidade de anunciar a s Boas-Novas. 0 com entarista do trim estre é o p a sto r Claudionor de Andrade — escritor, conferencista, con su ltor dou trin ário e teológico da Casa Publicadora d as A s­ sem bleias de Deus. Que possa m os anunciar o Evangelho de Je su s Cristo, ajudando a s p esso as a trilh a r os cam inhos do Senhor, p o is em breve Je su s virá. ______________ COMENTÁRIO term os são igualm ente corretos, pois a Se não levarm os o Evangelho até evangelização depende do evangelismo. aos confins da Terra, ja m a is serem o s Se este é a te o ria , aquela é a prática. re c o n h e c id o s com o d is c íp u lo s 1. Evangelismo. É a doutrina de Je s u s . D e sd e o in íc io de cujo objetivo é fundamentar bi­ PONTO seu m in isté rio , Ele sem pre blicam ente o trabalho evanC EN T RA L fe z q u e s tã o de r e a lç a r a gelístico da Igreja de Cristo, A missão suprema da natureza evangelizadora de de acordo com as narrativas Igreja é a evan­ sua m issão e da tare fa que e proposições do Antigo e do gelização. nos c o n fio u (M c 1 6 .1 5 ; Lc Novo Testamentos (Gn 12.1,2; 8 .1 ). Nenhum outro trab alho Is 11.9; Mt 2 8 .1 9 ,2 0 ; At 1.8). é tão im p ortan te e urgente quanto O evangelism o fo rn e ce tam bém a evangelização. as bases metodológicas, a fim de que os A Igreja, por se r Igreja, não pode evangelizadores cumpram eficazm ente ignorar as exigências da Grande Comis­ a sua tare fa (2 Tm 2 .15). são: evangelizar a todos, em todo tempo 2. Evangelização. É a prática e fe ti­ e lu g a r (M t 2 4 .1 4 ). A e v a n g e liz a ç ã o va da proclam ação do Evangelho, quer com preende, tam bém , o d iscip ulad o , p e sso al, quer co le tiva m e n te , até aos 0 batism o e a integração do novo con­ confins da Terra, levando-nos a cumprir vertido . Se crerm os, de fato, que Cristo plenam ente o m andato que je s u s nos morreu e ressuscitou para redim ir-nos delegou (At 1 .8 ). do in fern o , não nos calarem o s acerca A evangelização não é um trabalho de tão grande salvação (Hb 2 .3 ). opcional da Igreja, mas uma obrigação A proveitem os todas as o p o rtu n i­ de cada seguidor de Cristo (1 Co 9.16). dades para fa la r de Cristo, pois grande será a co lh eita de alm as para o Reino SÍNTESE DO TÓPICO I de Deus. É correto usar os term os evangeli­ INTRODUÇÃO 1 - EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO E va n g e lism o ou e va n g e liza çã o ? N este tópico, ve re m o s que am bos os 2016 - Julho/Agosto/Setembro zação e evangelism o, p o is a evangeli­ zação depende do evangelism o. Uma é a teoria e a outra, a prática. Lições Bíblicas /Professor 5

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SUBSÍDIO TEOLÓGICO "O mandato para as missões acha-se em cada evangelho e em Atos dos Apósto­ los. Porque toda a autoridade nos céus e na terra foi entregue a Jesus (Mt 28.19,20). 'Vão' (gr. p oreu th entes ) não é um imperativo. Significa, literalmente, ‘tendo ido'. Jesus toma por certo que os crentes irão, quer por vocação, por lazer, ou por perseguição. O único im perativo nesse trecho bíblico é 'façam discípulo s' (gr. m athêteusate ), que in clu i b atizá-lo s e ensiná-los continuam ente. Marcos 16.15 também registra esse m and am ento: 'Tendo id o po r todo o mundo, proclamem (anunciem, declarem e dem onstrem ) as boas-novas a toda a criação ' (tradução lite ra l)" (HORTON, Stan le y M. Teologia Sistemática: Uma P e rsp e ctiv a P e n te co sta l. le d . Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 5 84). p artir daí, não d escansarem os as mãos até que o m undo todo seja sem eado com a Palavra de Deus (Ec 11.6). 1. É um mandamento de Jesus. Temos de evangelizar porque, acima de tudo, é uma ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19,20; Mc 16.15; Lc 2 4 .4 6 ,4 7 ; At 1.8). Logo, não há o que se discutir: evan­ gelizar não é uma obrigação apenas do pastor e dos obreiros; é um dever de todo aquele que se diz discípulo do Nazareno. Aquele que ama a Cristo não pode d e ixa r de fa la r do que tem visto e ou­ vid o . A ssim agiam os crentes da Igreja Prim itiva. Não obstante a oposição dos poderes religioso e secular, os primeiros discípulos evangelizavam com ousadia e determ inação (At 4 .2 0 ). 2. É a m aior expressão de amor da Igreja. A Igreja P rim itiv a , am ando in te n sa m e n te a C risto , e va n g e liz a v a sem cessar, pois também amava as almas perdidas (At 2.42-46). 0 amor daqueles II - POR QUE TEMOS DE EVANGELIZAR crentes não se perdia em teorias, mas era Podem os ap resen tar pelo m enos efetivo e prático; sua postura era mais quatro razões que nos levarão a fa la r do que su ficie n te para le v a r m ilhares de C risto a tem po e fora de tem po. A de ho m ens, m u lh e re s e c ria n ç a s aos CONHEÇA MAIS ^Evangelho "Um a palavra usada somente no Novo Testamento para deno­ tar a mensagem de Cristo. 0 termo gr. euangelion, significan­ do 'boas-novas', tornou-se um termo técnico para a mensa­ gem essencial da salvação. O conteúdo do Evangelho é claramente definido no Novo Testamento. É a m ensagem proclamada e aceita na igreja cristã, pois foi recebida por todos os crentes, defendida por seu raciocínio, e constituiu uma parte vital de sua experiên­ cia. É histórica em seu conteúdo, bíblica em seu significado, e transformadora em seu efeito. 'Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras... foi sepultado, e... ressus­ citou ao terceiro dia, segundo as Escrituras... foi visto por Ceifas...', são as palavras descritivas de Paulo (lC o 15.1-6)". Para conhecer „ mais, leia Dicionário Bíblico " ' wm Wycliffe, CPAD, p. 711. 6 Lições Bíblicas /Professor julho/Agosto/Setembro -2 0 1 6

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pés do Salvador. A igreja em Tessalônica E m p re g u e m o s to d o s os tam bém se fe z notória por sua paixão n o sso s e s fo rç o s na e v a n g e liz a ç ã o , evangelística (1 Ts 1.8). p o rq u e o S e n h o r J e s u s não ta rd a a Enfrentamos hoje uma crise econó­ v o lta r. mica, moral e política muito séria, porém p recisam o s co n tin u ar e van g elizan d o os de perto e os de longe. 3 .0 mundo jaz no maligno. Im ple­ dos pecadores foi o últim o assunto de mentemos a evangelização, pois muitos Jesus aos discípulos antes de ascender são os que cam inham a passos largos ao céu. Nessa o casião . E le ordenou à para o inferno (1 Jo 5.19). Diante dessa Igreja o encargo da evang elização do multidão, não podemos ficar indiferentes. mundo (Mc 16.15). Uns acham-se aprisionados pelas drogas. O alvo do evangelism o p esso al é Outros, pela devassidão e pela violência. tríplice: salvar os perdidos, restaurar os E outros, ainda, por falsas religiões. Preci­ desviados e edificar os crentes. samos evangelizar esses cativos. Somente Ganhar alma foi a suprem a tarefa Jesus Cristo pode libertar os oprimidos do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10). das cadeias espirituais (Jd 22,23). Paulo, o grande homem de Deus, do Novo 4. Porque Jesus em breve virá. Testamento, tinha o mesmo alvo e visão Finalmente, empreguemos todos os nos­ sos esforços na evangelização, porque o Senhor Je su s não tarda a vo ltar. Sua advertência é grave e urgente: "Convém que eu faça as obras daquele que me e n v io u , enquanto é dia; a no ite vem , quando ninguém pode tra b a lh a r" (Jo 9 .4 ). Sim , Je su s em b reve v irá . O que tem os feito em prol da evangelização? Não p o d em o s c o m p a re c e r de m ãos va zia s perante o Senhor da Seara. SÍNTESE DO TÓPICO II A evangelização é um mandamento de Jesus. É também a m aior expressão de amor, pois o mundo ja z no maligno e em breve Je su s voltará. SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO "Evangelism o pesso al é a obra de fa la r de Cristo aos perdidos ind ivid u al­ mente: é levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1 .4 1 ,4 2 ; At 8 .3 0 ). A importância do evangelismo pes­ soal vê-se no fato de que a evangelização 2016 - Julho/Agosto/Setembro (1 Co 9.20). Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus é para os pregadores, pastores e o breiros em g e ral. Contentam -se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da seara (Jo 4.35). 0 'ide' de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos. Cada crente pode e deve ser um ganhador de alm as. Nada o pode im pedir, irmão, de ganhar alm as para Jesus, se propuser isso agora em seu coração. A chamada especial de Deus para o m inistério está reservada a determinados crentes, mas a chamada geral para ganhar almas é feita a todos os crentes. O e va n g e lism o p e sso a l, com o já vim os acim a, vai além do pecador per­ dido: e le alcança tam bém o desviado e o c re n te n e c e s s ita d o de co n fo rto , d ire ção , ânim o e a u x ílio . E le re a v iv a a fé e a esperança nas prom essas das Lições Bíblicas /Professor 7

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Santas Escrituras" (GILBERTO, Antonio. Prática do Evangelism o Pessoal, le d . Rio de Janeiro: CPAD, 1983, p. 10). III - COMO EVANGELIZAR A m issão de p re g a r a to d o s, em todos os lugares e em todo tem po, in ­ clui a evangelização pessoal, co letiva, nacio nal e tran scu ltu ra l. Neste tópico, destaq u em os o exem p lo de C risto , o evan g e lista por e xce lê n cia . 1. Evangelização pessoal. Em vários momentos de seu m inistério, o Senhor Je su s co nsag ro u-se à e va n g e liza çã o p e sso al. Na calada da no ite, recebeu Nicodemos, a quem falou do milagre do novo nascimento (Jo 3.1-16). E, no ardor do dia, mostrou à m ulher sam aritana a eficácia da água da vida (Jo 4.1-24). Neste m om ento, há alguém , bem pertinho de você que precisa ouvir falar de C risto . Não perca a o p ortunid ad e e evan g elize, pois quem ganha alm as sábio é (P v 1 1.3 0). 2. Evangelização coletiva. Cristo d edicou -se tam bém ao evan g e lism o coletivo. Ele aproveitava ajuntamentos e concentrações, a fim de expor o Evangelho do Reino. As multidões também precisam ser alcançadas com a pregação do Evan­ gelho, para que todos ouçam a mensagem da cruz. Voltar à prática do evangelismo em massa é uma necessidade urgente. 3. Evangelismo nacional. Em seu m inistério terreno, Jesus era um judeu in serid o na so ciedade ju d a ica, fa la n ­ d o -lh e s em sua p ró p ria lín g u a . Sua identificação com a cultura israelita era perfeita (Jo 4.9). Ele não podia esconder sua identidade hebreia (Lc 9.53). Cristo viveu como judeu e, como judeu, morreu (Mt 27.37). Nessa condição, anunciou o Evangelho do Reino às ovelhas perdidas da Casa de Israel. 4. Evangelismo transcultural. Em­ bora sua missão im ediata fosse redimir 8 Lições Bíblicas /Professor as o velhas da Casa de Jacó (Mt 1 5.2 4), Jesus não deixou de evangelizar pessoas de o u tras c u ltu ras e n a cio n a lid a d e s. Atendeu a mulher siro-fenícia (Mc 7.26). Socorreu o servo do centurião romano (M t 8 .5 - 1 1 ). E não fo ra m p o u co s os seus contatos com os sam aritano s (Lc 17.16; Jo 4 .9 ). É chegado o momento de olharmos além de nossas fro n te ira s, o uvin do o gemido das nações, trib os e povos não alcançados. SÍNTESE DO TÓPICO III P o d e m o s e v a n g e liz a r d e fo r m a pessoal e coletiva. Também podem os eva n g eliza r n o sso p a ís e as nações. SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO "Com o devemos evangelizar Para começar, o ganhador de almas tem de ter exp eriência própria de sa l­ vação. É um paradoxo alguém conduzir um pecador a C risto , sem e le próprio conhecer o Salvador. Isto é apontar o caminho do céu sem conhecê-lo. Quem fala de Jesus deve ter exp eriência pró­ pria da salvação. Estand o nosso coração cheio da Palavra de Deus, nossa boca falará dela (Mt 1 2.3 4). É evidente que o ganhador de alm as precisa de um conhecim ento prático da B íb lia; conhecim ento esse, não só quanto à mensagem do Livro, mas tam bém quanto ao volum e em si, suas d ivisõ es, estrutura em geral, etc. Sim , para ganhar alm as é preciso 'com eçar pela Escritura' (At 8 .35). A quilo que a elo q u ê n cia, o argu­ mento e a persuasão humana não podem fa zer, a P a lav ra de Deus fa z , quando ap resen tad a sob a unção do E sp írito Santo. Ela é qual espelho. Quando você fala a Palavra, está pondo um espelho Julho/Agosto/Setembro - 2016

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diante do homem. Deixe o pecador mirar-se neste maravilhoso espelho. Assim fazendo, ele aborrecerá a si mesmo ao ve r sua situação deplorável. Está e sc rito que 'p e la le i vem o conh ecim en to do pecado' (Rm 3 .2 0 ). A través da poderosa Palavra de Deus, o homem vê seu retrato sem qualquer retoque, conform e Isaías 1 .6. No e stu ­ do da obra de ganhar alm as, há muito pro veito no m anuseio de liv ro s bons e inspirados sobre o assunto. Há livros deste tipo que fo calizam m étodos de ganhar alm as; outros focalizam e xp e ri­ ências ad quiridas, o desafio, o apelo e a paixão que deve haver no m inistério em apreço. A igreja de Éfeso foi profun­ dam ente e sp iritu a l pelo fato de Paulo te r ensinado a Palavra ali durante três anos, expondo todo o conselho de Deus (At 20.27-31). Em Corinto e le ensinou dezoito m eses (At 1 8.11). Veja a d ife ­ rença entre essas duas ig rejas através do texto das duas ep ísto las (C oríntios e Efésios)" (GILBERTO, Antonio. Prática do Evangelism o Pessoal, le d . Rio de ja n e iro : CPAD, 1983, p. 30). CONCLUSÃO Evangelizar é a m issão de todo crente. Quer obreiro, quer leigo, ganhar alm as é o seu dever. Na crise atual, muitos são os que, desesperados, bus­ cam um salvador. Mas apenas a Igreja de Cristo pode mostrar o caminho da salvação. É hora de evangelizar e de fazer missões. Arranquemos as almas perdidas das garras de Satanás. 2016 - julho/Agosto/Setembro Lições Bíblicas /Professor 9

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PARA REFLETIR A respeito da missão da Igreja, responda: • Q ua l a urgência m áxim a da Igreja? A evangelização. • Q ua l a diferença entre e va n g e lism o e e va ngelizaçã o? Evangelismo: É a doutrina cujo objetivo é fundamentar biblicamente o trabalho evangelístico da Igreja de Cristo, de acordo com as narrativas e proposições do Antigo e do Novo Testamento. Evangelização. É a prática efetiva da proclama­ ção do Evangelho, quer pessoal, quer coletivam ente, até aos confins da Terra • Por que d e ve m o s eva n g e liza r? É um mandamento de Jesus; é a maior expressão de amor da Igreja; o mundo ja z no maligno; e porque Jesus em breve virá. • Como devemos evangelizar? Eva n g e liza çã o p e sso a l, e va n g e liza çã o c o le tiv a , e va n g e lism o n a cio n a l e evangelism o transcultural. • Por que Jesus é o evangelista por excelência? Porque Ele amou o mundo de ta l m aneira que deu a sua vid a na cruz para perdão dos nossos pecados. CONSULTE R evista Ensinador Cristão - CPAD, n ° 67, p. 3 6 . Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. SUGESTÃO DE LEITURA "Caminhar com Deus" é mostra­ do na Bíblia como sinónimo de aceitar a orientação do Senhor em busca do trajeto marcado por Ele para que a sua vontade seja cumprida em um tempo e espaço determinados. Neste livro. José Satirio usa os seus mais de 40 anos de experiência trabalhando no Reino para, à luz da Palavra, ajudá-lo a trilhar o caminho que 10 Lições Bíblicas /Professor Deus pensou para você. ■ Fé, visão e destino profético Permissão para evangelizar na era do Quantas vezes tentamos evan­ gelizar ou compartilhar nossa fé e somos rejeitados por não sabermos abordar da maneira correta as almas que não conhe­ cem a Cristo? 0 autor Michaet L. Simpson, um ex-ateu que costumava atacar e contradizer os cristãos, hoje oferece uma visão específica para alcançar os perdidos para Cristo. O autor, missionário e acadêmi­ co John York, com 25 anos de experiência na África, declara: a Bíblia tem que ser lida do ponto de vista de missões. Para York, a obra missionária ainda não está completa e deveria ter priori­ dade na Igreja. Mas que obra é essa e como analisá-la? Qual contribuição os pentecostais podem dar para compreender e realizar essa obra? Julho/Agosto/Setembro - 2016

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Texto Áureo "Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gen­ tios, anunciou primeiro o evangelho a Abraõo, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti." (G l 3 .8 ) Verdade Prática Deus, que deu início ao trabalho de evangelização, exige de cada um de nós uma atitude evangelistica responsável e amorosa. LEITURA DIÁRIA S e g u n d a - G n 3 .1 5 Deus anuncia a sua adm irável redenção a Adão T e r ç a - G n 6 .1 8 Deus proclam a a m aravilhosa salvação a Noé Q u a r t a - G n 1 2 .1 ,2 Deus prega o Evangelho ao patriarca Abraão 2016 - Julho/Agosto/Setembro Q u in ta - 2 Sm 7 .1 6 Deus prom ete o M essias à casa do amado rei Davi S e x t a - I s 7 .1 4 Deus revela de form a m aravilhosa a concepção v irg in a l do M essias Sáb ad o - L c 2 .1 0 ,1 1 Os anjos de Deus noticiam o nascim ento de Cristo Lições Bíblicas /Professor 11

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE G én esis 1 2 .1 -8 1 - Ora, o Sen h or d isse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua paren tela, e da casa de teu pai, p ara a terra que eu te m ostrarei. 2 - E fa r-te -e i um a g ra n d e n ação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. fa ze n d a , que haviam adquirido, e as alm as que lhe acresceram em Harã; e saíram p ara irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã. 6 - E passou Abrão p o r aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de M oré; e estavam , então, o s cananeus na terra. S - E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; 7 - E a p a re ce u o S e n h o r a A b rã o e e em ti serão benditas todas as fam ílias d isse : À tua sem ente d arei esta terra. da terra. E edificou a li um a lta r ao Senhor, que 4 - Assim, partiu Abrão, como o Senhor lhe aparecera. lhe tinha dito, e f o i Ló com e le ; e era 8 - E m oveu-se dali para a m ontanha Abrão da idade de setenta e cinco anos, à banda do o rien te de Betei e arm ou quando sa iu de Harã. a sua tenda, tendo Betei ao ocidente e 5 - E tom ou Abrão a Sarai, sua mulher, Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao e a Ló, filh o de seu irm ão, e toda a sua SENHOR e invocou o nome do SENHOR. H IN O S SUG ERIDO S: 3 7 6 , 4 3 2 ,4 4 0 da Harpa C ristã ____________ OBJETIVO GERAL___________________ Saber que Deus exige de cada crente uma atitude evangelística responsável e amorosa. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­ pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. Q E x p lic a r que na chamada de Abraão tem início o Evangelho de Jesus Cristo. M ostrar que a Bíblia é um livro essencialmente evangélico. Sab e r que Israel, como povo escolhido do Senhor, deveria ter executado o trabalho de Deus. O © 12 Lições Bíblicas /Professor Julho/Agosto/Setembro • 2016

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Professor, na liçã o de h o je estu darem os acerca da cham ada do p a triarca Abraão. Ele o uviu a voz de D eus e saiu , p e la fé , da sua terra, do m eio da sua parentela para uma terra que Deus haveria de lhe mostrar. Deus chamou Abraão para uma m issão especial, e ele obedeceu ao cham ado. 0 Todo-Poderoso não queria trazer privilégio e fa v o re s para Abraão e seus descendentes. O propósito era, a p a rtir dele e dos seu s descendentes, p rep a ra r o m undo para a chegada do M essias. Deus am ou a hum anidade perdida de tal m aneira que não m ediu e sfo rço s p ara a n u n c ia ra s Boas-N ovas. Como filh o s de Deus, não p o dem o s fic a r insensíveis, indiferentes diante dos m ilhares que ainda não ouviram nada ou qu ase nada a respeito do evangelho de Je su s Cristo. No d eco rrer da lição, ressa lte que a evangelização dos pecadores não é uma o pção do crente, m as é um a ordenança d e C risto para a Igreja (Mc 16.15). COMENTÁRIO houve d iversos anúncios de redenção, m as n e n h u m tã o c la ro e e v id e n te E n fo c a re m o s, na liç ã o de h o je , quanto ao que o próprio Deus lhe fe z . a e x p e riê n c ia do p a tria rc a A b raão , 1. Abrão, o caldeu. A história que o uviu , do próprio D eus, o de Abrão tem início quando seu PO N TO anúncio do Evangelho. A partir pai, Tera, deixando Ur dos Cal­ C EN TRA L daquele m om ento, caberia deus, foi peregrinarem Harã, Deus exige aos descendentes do patriar­ e, ali, habitaram (Gn 11.31). de cada um de nós uma atitude ca, por meio de Isaque e de Pelo te xto sagrado, d e p re ­ evangelística Jacó, preparar o mundo para endemos que era intenção de responsável e a chegada do M essias. Vê-se, Tera chegar a Canaã, a fim de amorosa. po is, que D eus se com praz em proporcionar m elhores condições anunciar as Boas-Novas à hum anidade à fam ília. Mas Tera veio a m orrer antes caída e carente de sua graça. de chegar ao seu destino. A cham ada de Abraão e vid en cia2. Abraão, o evangelizado. Após -nos que a Bíblia é um livro evangélico morte de Tera, o Senhor chama Abrão a com uma m issão claram e n te evan g é ­ uma nova realidade espiritual. E, nesse lic a . De G é n e sis a A p o c a lip se , D eus m om ento, p ro clam a-lhe o Evangelho p ro cla m a , q u e r p e sso a lm e n te , q u e r Eterno: "O ra, o Senh o r d isse a Abrão: atra vé s de seus pro fetas e apó stolos, Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e a Salvação a todos os povos da Terra. da casa de teu pai, para a terra que eu te Por conseguinte, a exem plo do Senhor mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, dos Céus e da Terra, proclam em os com e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção" (Gn 12.1,2). zelo o Evangelho de Jesus C risto . Os termos de sua chamada, ou evan­ I - A C H A M A D A DE A B R A Ã O gelização, são precisos e fortes. Ele teria É com A b ra ã o q u e te m in íc io o de sair de sua terra, a fim de form ar um Evangelho de Cristo. Antes do patriarca, povo profético, sacerdotal e real. Nessa 2016 - Julho/Agosto/Setembro INTRODUÇÃO Lições Bíblicas /Professor 13

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