Jornal Empresários - Abril de 2016

 

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FOTO: REINALDO DE CARVALHO _ALES FOTO: DIVULGAÇÃO Ações do Governo reduzem os índices de criminalidade no Espírito Santo O secretário de Segurança e Defesa Social, André Garcia, comemora o aumento da taxa de elucidação de crimes, que chega a 40%. Página 8 Autvix vence Prêmio de Competitividade Para as Micro e Pequenas Empresas A empresa vencedora, localizada no município da Serra, integra o sistema do Sebrae desde 2011 e atua na área de automação industrial. Página 4 ® do Espírito Santo ANO XVII - Nº 196 www.jornalempresarios.com.br ABRIL DE 2016 - R$ 4,50 FOTO: DIVULGAÇÃO Tubarão completa 50 anos O complexo portuário de Tubarão recebe navios com capacidade de até 150 mil toneladas. Página 12 Nova barragem garante água para 1,5 milhão Na hipótese de crise hídrica a água armazenada vai abastecer a Grande Vitória por quatro meses. Página 14

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2 ABRIL DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS JANE MARY DE ABREU Deus me livre de ser normal F EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br elicidade se acha em horinhas de descuido. A frase é de Guimarães Rosa. Anotei no meu caderno de estudante do segundo grau assim que tomei contato com a obra do grande escritor, meu conterrâneo, lá das Minas Gerais. O alerta do mestre funciona como um escudo protetor contra as tentações da tal da modernidade, que vive apressada, perdendo o que a vida tem de melhor, que são os detalhes. Observo com certa preocupação que as pessoas já não se olham nos olhos – estão todos vidrados nos celulares. Saem juntas, mas permanecem isoladas a maior parte do tempo, conectadas com o mundo, mas distantes da pessoa que está ao lado... qual o sentido disso? Por mais que eu busque uma resposta, não consigo entender o que se passa na cabeça dos viciados em internet, mas de uma coisa eu tenho certeza: eles estão perdendo da vida o melhor, já que Deus se manifesta nos detalhes... Na ânsia de obter felicidade, que hoje em dia é entendida no sentido macro, globalizado, deixamos de saborear as pequeninas coisas, que são na verdade a essência das grandes felicidades. O tempo vai ensinando a gente que os maiores tesouros são encontrados quando cavamos o nosso próprio quintal. O futuro é uma armadilha do Ego, que está sempre apontando para fora, indicando que, após conseguir a satisfação de um desejo, obteremos a felicidade que estamos buscando. Mas o problema é que um desejo puxa outro desejo – você compra o carro dos sonhos e imediatamente a mente começa a produzir outro desejo. Que tal um barco? Por que não trocar o apartamento? O vizinho comprou um três quartos de frente para o mar... você também merece um... MAIS é o mantra do ego, ele não se contenta com nada do que possui, sempre almeja o que ainda não tem – esse é o problema. O ego vive de comparações, está sempre incentivando a gente a se movimentar e a se sentir melhor do que os outros. A mente age como se a vida fosse um campeonato, onde é preciso chegar primeiro... e sozinho! Esta é a grande tragédia do mundo lógico – todos brigando por um único lugar no pódium imaginário do ego. A depressão é inevitável. Se o sentido da vida é tão medíocre como às vezes parece, como pode a alma não sucumbir? Confesso que durante algum tempo eu até que tentei caminhar com a multidão, fazendo o que todo mundo faz. Ser diferente é extremamente difícil, às vezes. Mas tenho que confessar que fracassei em todas as tentativas para fazer parte do bando dos “normais” . Nas férias, embora meu coração manifestasse o desejo de ficar quieta no meu canto, contemplando a vida, eu acabava pegando um avião e saía pelo mundo em busca da tal felicidade, mas sempre me arrependia no meio da viagem. Já me surpreendi em Milão querendo estar no meu Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Walter Conde Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Angela Capistrano Camargo Cabral Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 pequeno jardim, cuidando das minhas plantas e dos meus cachorros... Eu ficava me perguntando: por que a gente tem essa vontade estúpida de ficar se deslocando de um lugar para outro, quando a alma só quer uma pausa para dar uma espiada mais prolongada na vida? Por que buscar novas paisagens se fecho os olhos e me descubro no mais belo de todos os paraísos? Por que ir se quero ficar? Mas ao mesmo tempo em que tinha consciência na inutilidade da movimentação frenética, a roda da vida acabava me levando para novas viagens, sendo que a viagem de volta pra casa era indubitavelmente era sempre a mais prazerosa de todas. Existe coisa mais deliciosa do que mergulhar os pés no chão depois de trafegar por aeroportos superlotados e agitados?E dormir no velho e bom travesseiro, depois de frequentar hotéis frios e impessoais por esse mundo afora? E a comida da mãe da gente... algum chefe de cozinha internacional consegue fazer melhor? Claro que não – ele tem técnica, fama, não necessariamente amor. Esse é o ingrediente básico para se agradar o coração. Penso que o mundo de hoje, que viveu até aqui do superficial, do descartável e do impermeável, terá que fazer obrigatoriamente o caminho de volta às verdades simples do coração, fonte da sabedoria divina. O cérebro, com toda a sua fama de inteligente, não deu conta de produzir felicidade. Ele não sabe nada do amor. É preciso entender que o paraíso que a gente procura avidamente nos deslocamentos que faz, não é geográfico, não está em algum lugar distante, mas dentro de nós e só se chega a ele através do coração – esse sim sabe tudo a respeito do amor. Por mais longe que a vida nos leve, ela sempre vai nos trazer de volta ao coração, porque é nele que reside a felicidade completa que temos direito por herança divina. Pensar e agir com o coração é a maior valentia de um ser humano. Como dizia o inesquecível professor Hermógenes, “Deus me livre de ser normal...” Deus me livre de abrir mão da minha liberdade e viver a vida como me aconselha o coração. Um dia perguntaram a Michelangelo sobre seu processo de criação como escultor. Ele respondeu: “Dentro de cada bloco de pedra existe uma obra de arte. Eu só retiro o excesso” . É isso! Dentro de cada pessoa existe uma obra de arte. Maravilhosa! Plena! Deslumbrante! Um ser único! Você só precisa retirar os excessos, eliminar as máscaras sociais e ter coragem de ser o que você é de fato: um ser divino, uma criação perfeita de Deus, que veio ao mundo para brilhar. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com EUSTÁQUIO PALHARES caminho para lidar comas agruras que a sociedade brasileira enfrenta será a construçãoconsensuada de uma agenda afirmativa. Um rol enxuto, para ser pragmático e viável, de ideias estruturantes que contemplem os fundamentos da nossa crise. Mesmo sendo umapanaceia, pois se nos dispusermos a constatar as nossas deformações culturais veremos que elas deitam raízes na nossa formação social orientada pelo patrimonialismo, o cartorialismo, o corporativismo e um arraigado individualismo onde o particular se antepõe ao coletivo, onde o “farinha pouca, meu pirão primeiro” legitima uma ética de sobrevivência. Temos agora o encaminhamento do processo de impeachment da presidente Dilma no Senado. Para quem é partidário, nesse processo, a “vitória” ou “solução” parece ser um nome que não seja Dilma, o que configura uma visão reducionista e pobre de uma conjuntura complexa. A verdade é que faltam alternativas de personalidades que representassemo estadista que o Brasil reclama há anos. Como tampão, o vice Michel Temer poderá exibir alguma efetividade posto que tem traquejo, entende do concerto político e mes- No resgate de uma palavra, a esperança O mo que uma gestão eficiente possa ser comprometida pela necessidade de retalhar o governo com o presidencialismo de coalizão, Temer parece ter a clara noção do rito do poder e do equilíbrio republicano para fazer um tamponato digerível. Só que os problemas que perenizam nossa crise continuam com suas raízes intocadas. Se um balde de água do mar é o mar,o Congresso nacional é a sociedade brasileira, representada em amostragem que contempla todas as suas nuances e matizes. Se as mentiras de João Santana enredaram Dilma, que nunca poderia afiança-las por irreais, há que se reconhecer que esse tipo de “marketing” é praxe nas disputas eleitorais. Vide o metrô de Vitória. Assim, nem Aécio ousava enunciar o que deveria ser feito pelo bem do povo a longo prazo, nem Dilma muito menos poderia assumi-lo por aspectos que denunciam uma infantilização da sociedade: receber tais medidas como um saco de maldades, inevitavelmente, se por maldades entende-se a supressão de alguns privilégios, arrochos na economia, restrições e uma dieta de frugalidade que democraticamente iria desagradar a todos. Asociedade brasileira não aceita notícias desagradáveis – necessárias ou não – daí certa compulsão dos políticos a, se não chegarem à mentira, omissão daquilo que inevitavelmente, menos por sua vontade mas por imposição da conjuntura terão que fazer. Depois dos votos nas urnas. Veja-se o caso da Previdência Social, uma bomba; a reforma tributária com a necessária simplificação de processo que lhe reduz o custo burocrático; a discussão do pacto federativo onde os Estados replicam colônias modernas enviando para o Poder central a maior parte de suas poupanças; Enfim, a pauta é longa e consumiria alguns artigos enumera-las. Mas o que dizer de um estamento trabalhista representado pelos funcionários públicos com suas jornadas de trabalho, poder de greve por salários que a sociedade banca, estabilidade, aposentadorias escandinavas. Quãoabsurdo é ver um brasileiro aposentarse com renda integral aos 50 anos em pleno vigor físico e intelectual, às custas de uma Previdência que será, ao fim, custeada pelo conjunto da população e não pelos seus anos de contribuição. Nada mais desmoraliza uma palavra ou conceito do que a sua banalização. Mas a verdade é que um Pacto Social deve ser colocado na agenda imediata da sociedade. Um pacto queimplique perdas individuais, de todos no particular, para o ganho coletivo, de todos no geral. Todos terão que concederem e, por justiça, na justa proporção da estratificação da renda nacional. Cobrar-se mais a quem tem mais. O critério tem prazo de validade porque renda não é razão de punição. O que se deve prover à sociedade é a oportunidade decada um se capacitar a produzir a renda de que necessita, na perspectiva ideal. A conta não pode ser dividida igualmente se um segmento, historicamente, sempre teve mais oportunidades do que a maior parte da sociedade. Qual o tamanho do Estado que a sociedade está disposta a financiar? Por que os interesses dos grupos de pressão devem prevalecer sobre as demandas mais amplas dessa sociedade? Daí a necessidade de negociação ampla da sociedade onde haja concessões irrestritasmas com trato desigual dos desiguais para um novo modelo de país. ■ As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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4 ABRIL DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Autvix Engenharia vence Prêmio de Competitividade A empresa está localizada no município da Serra e tem foco no mercado de sistemas de automação industrial emoção marcou os discursos dos vencedores nacionais do MPE Brasil 2015 – Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas, entregue no dia13, em Brasília (DF). A grande vencedora nacional na categoria Serviços foi a Autvix Engenharia, de Serra, Espírito Santo. A empresa é focada no mercado de sistemas de automação industrial e oferece uma variedade ampla de serviços e soluções, atendendo ao mercado interno e a todos os países da América do Sul. Assim como essa, outras nove empresas selecionadas entre 65,7 mil pequenos negócios de todo o país, foram premiadas na cerimônia. Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, o prêmio, que avalia a gestão e a capacidade inovadora das empresas, mostra a força do Brasil real, apesar da burocracia. “Nós temos que trabalhar muito pesado no ambiente de negócios. Não adianta trabalharmos dento da empresa a qualidade da gestão se o ambiente externo é hostil, e se é hostil por causa da burocracia. Precisamos melhorar o ambiente de políticas públicas” , reforçou. O MPE Brasil é realizado pelo Sebrae, Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Gerdau, com apoio técnico da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Durante palestra que antecipou a cerimônia de premiação, o presidente do Conselho Superior do MBC, Jorge Gerdau, destacou também a função do empresário como agente social, principalmente no momento econômico e político A atual. “Essa capacidade de ajuste do empresário aos momentos de crise é extremamente importante. Nós, empresários, temos a grande missão de responsabilidade social, na construção de um país melhor, olhando inclusive as necessidades da melhoria de competitividade como um todo” , disse. E complementou: “cada um de vocês deve estar encontrando saídas e soluções para enfrentar as dificuldades. Tenho certeza de que vamos sair mais fortes deste momento de crise". Já o presidente executivo do MBC, Claudio Gastal, explicou que o MPE Brasil não é somente um reconhecimento às boas práticas implementadas pelos empreendedores. “É mais do que uma premiação. É um processo de avaliação contínuo de melhoria da gestão. Ele tem contribuído para a competitividade do país. Empresários, vocês têm um desafio, convidem outras empresas a participarem, com isso vocês deixarão um legado para as futuras gerações", afirmou. Jairo Martins, su- perintendente geral da FNQ, também sublinhou o papel do empresariado na crise. "Em meio a tanta turbulência que estamos vivendo no país, é uma satisfação estar aqui para premiar a gestão das pequenas e médias empresas. Todos aqui são vencedores, estão fazendo a sua parte no dia a dia, sem culpar as adversidades externas” , completou. Ao todo, 98 ganhadoras estaduais concorreram ao título nacional em uma das oito categorias – Agronegócio, Comércio, Indústria, Serviços, Serviços de Educação, Serviços de Saúde, Serviços de Tecnologia da Informação e Serviços de Turismo – e dois destaques – Inovação e Boas Práticas de Responsabilidade Social. Para chegar à fase final, cada candidata teve a qualidade da gestão e a capacidade inovadora avaliadas de forma criteriosa. Além da cerimônia de premiação, os empresários participaram de uma sessão de negócios. As dez campeãs nacionais terão direito a missão técnica no Brasil. FOTO: DIVULGAÇÃO "Estamos muito orgulhosos em representar o Espírito Santo na conquista do prêmio MPE 2015 na categoria de Serviços Nível Nacional. A Autvix Engenharia vem desprendendo muitos esforços para alcançar os resultados e melhorar sua gestão continuamente com envolvimento dos colaboradores. Ser reconhecido pelo prêmio era um objetivo almejado nas nossas estratégias e conquistá-lo, em meio a atual situação econômica do País demonstra que estamos no caminho certo”, disse o diretor da Autvix, Wanderson Araujo. Para ele, o Sebrae tem sido um parceiro fundamental no crescimento da Autvix, através das diversas consultorias, treinamentos e apoio na participação de feiras e eventos e agradece a todos os colaboradores, clientes, parceiros, familiares e a Deus por essa conquista, que vem confirmar o slogan da empresa definido em sua fundação em 2008: "Onde Excelência é Uma Palavra Cotidiana". Empresa integra projeto do Sebrae desde de 2011 Foram precisos três anos desde a sua fundação, em 2008, para que a Autvix Engenharia começasse a concentrar esforços em uma gestão mais eficiente. O ano era 2011 e a empresa decidiu integrar um projeto do Sebrae e de uma grande mineradora para o desenvolvimento de fornecedores. Desde então, a organização – que é focada no mercado de sistemas de automação industrial – se transformou radicalmente. Em primeiro lugar, houve uma mudança na estratégia de atuação, com investimento em diversificação de clientes e reforço nos métodos de capacitação dos funcionários. Como resultado, a empresa desenvolveu melhorias em seus processos de gestão. Tudo, na verdade, parecia se converter em uma preparação para o reconhecimento conquistado na etapa estadual da categoria Serviços do MPE Brasil 2015. Após três anos em operação, a Autvix redefiniu diversos processos. Nesse período, 80% do faturamento se concentrava em apenas quatro clientes – o que deixava a empresa bastante exposta. Após a revisão dos processos de gestão, a empresa conseguiu elevar em 300% a carteira de clientes. Além disso, foi possível estabelecer parcerias que confirmaram a decisão de reformular processos e estratégias. Sediada em Serra, município mais populoso do Espírito Santo, com quase 470 mil moradores – superando a capital, Vitória, com 211 mil –, a Autvix oferece uma variedade ampla de serviços e soluções: consultorias, treinamentos, projetos de engenharia, além de comissionamento, suporte e manutenção em sistemas de automação. Além do mercado interno, a Autvix atende todos os países da América do Sul e se orgulha da mão de obra que ajudou a especializar. O bem-estar e satisfação dos funcionários são avaliados semestralmente por meio de pesquisas. ■

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6 ABRIL DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS FOTO: BRUNO DE MENEZES Os proprietários contabilizam grandes prejuízos com a ação de pichadores, que danificam seus imóveis com inscrições até desafiadoras como na foto Pichadores serão punidos O vereador de Vitória, Zezito Maio, pediu regime de urgência para votação do projeto do prefeito Luciano Rezende, que foi aprovado cidade de Vitória, que tem belas paisagens e monumentos que conquistam a simpatia não só de moradores, mas também dos turistas, por vezes é depredada por pichadores que atuam clandestinamente na destruição de prédios e monumentos, sejam esses bens públicos ou privados. Agora, quem pichar monumentos e construções vai ter de reparar o dano causado e ainda pagar multa pelo prejuízo. A Câmara de Vereadores de Vitória aprovou no mês de abril, por unanimidade, o projeto de lei de autoria da prefeitura que prevê que quem for flagrado pichando muros e prédios da cidade terá de limpar a intervenção ou pagar para que a prefeitura limpe. E mais: se o pichador não limpar ou não pagar pelo serviço, vai entrar na lista da dívida ativa do município, podendo chegar até mesmo a ter o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). A lei foi aprovada após um pedido de urgência do vereador Zezito Maio (PMDB), que se mostrou satisfeito com a aprovação do projeto. “Embora eu seja de oposição ao prefeito Luciano Rezende, acredito que temos que deixar de lado as divergências políticas quando a proposta é boa para a cidade. Mesmo tendo posições contrárias às do prefeito, de- A vemos estar juntos pelo bem de Vitória” , salientou o vereador. Zezito afirmou que muitos moradores o procuram para reclamar sobre as pichações e pedir que sejam tomadas providências para punir quem pratica esse tipo de violação, principalmente nos bairros da Praia do Suá e no centro de Vitória. Para o vereador, o maior incômodo visual das pichações está em bairros como Santo Antônio, Mata da Praia e Praia do Canto. “As pichações que mais incomodam estão no centro da cidade. Além dos prédios públicos, os privados também são muito sujos. As praças de Vitória, como a dos Namorados e a do Papa, também sofrem com isso” . Se a pichação for feita contra grafite, monumento ou coisa tomFOTO: DIVULGAÇÃO bada em virtude de seu valor artístico, arqueológico ou histórico, ou contra bem público, a multa será aplicada em dobro - mas poderá ser substituída por serviços comunitários. “Imagine, por exemplo, as construções históricas do centro de Vitória, como a Catedral Metropolitana, sendo pichadas? Também não dá para desrespeitar o grafiti, que é uma arte que merece incentivos e tem seu próprio espaço. Pichar é um ato de quem não ama a cidade” , considerou Zezito. Os valores das multas serão integralmente repassados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (Fundambiental). Se o pichador for criança ou o adolescente, os pais ou responsáveis poderão ser responsabilizados pela infração. FOTO: ARQUIVO JE As equipes das secretarias municipais de Meio Ambiente (Semmam), Serviços (Semse), Desenvolvimento da Cidade (Sedec) e a Guarda Municipal ficarão responsáveis por fiscalizar a pichação. As imagens da Central de Videomonitoramento também poderão servir como meio de prova da materia- lidade e autoria das infrações. Os moradores também podem denunciar os pichadores pelo telefone 190 da Polícia Militar ou junto à Guarda Municipal. “Se acharmos que essa proposta não está dando certo, faremos outros pedidos para que a lei seja mais rigorosa” , comunicou o vereador. No país, multas chegam a R$ 15 mil Embora as leis para a punição de pichadores tendam a ser cada vez mais rigorosas, a Câmara dos Deputados aprovou, em abril de 2015, um projeto de lei que acaba com a possibilidade de prisão para pichadores e estabelece como punição a prestação de serviços à comunidade por, no máximo, cinco meses. Hoje, a lei estabelece pena de 3 meses a 1 ano de detenção, além de multa. O projeto aguarda, desde maio do ano passado, a desginação de um relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Em Porto Alegre, no ano passado, a Câmara de Vereadores aprovou uma lei que estabelece que o pichador deverá "eliminar as marcas da pichação e pintar integralmente a edificação ou o monumento" avariado. A multa é de entre 150 e 750 Unidades Financeiras Municipais (UFMs), o que, em reais, corresponde a uma margem entre R$ 547,51 e R$ 2.737,57. Também no Rio Grande do Sul, na cidade de Santa Maria, a lei que pune os pichadores estabelece multas de R$ 2,7 mil a R$ 5,4 mil. Em 2015, a cidade de Taubaté, em São Paulo, estabeleceu que quem pichar prédios públicos e particulares vai arcar com uma multa que pode chegar a R$ 15 mil. A lei estabelece que o infrator que for pego pela primeira vez receberá uma advertência por escrito e, caso seja pego em uma segunda ocorrência, ele terá que pagar a multa. Os valores mais elevados são referentes aos danos aos prédios históricos tombados. ■ Zezito considerou a importância do projeto Luciano Rezende é o autor do projeto

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16 ANOS VITÓRIA/ES ABRIL DE 2016 7 Óticas não vendem lentes de contato Os pacientes encontram dificuldades para adquirir lentes de contato. As opções são os consultórios médicos ou comprar pela internet Q uem é adepto das lentes de sulta com uma profissional especontato para uso diário sabe cialista em lentes de contato. Disque, muitas vezes, ao consta- seram, ainda, que a profissional satar a necessidade de corre- beria fazer a medição da córnea do ção da visão, o próprio médico já cliente e indicar o tipo de lente mais receita e disponibiliza as lentes de adequado, além de ensiná-lo a hicontato no próprio consultório. Mas gienizar, colocar e retirar a lente da os pacientes que querem adquirir maneira correta. o produto em outros estabelecimenEm março de 2011, o Conselho tos têm uma missão difícil, porque Federal de Medicina (CFM) recopoucas óticas vendem o material. mendou que as lentes de contato Nas Óticas do Povo, Paris e Lon- só sejam vendidas com recomendres, as lentes de contato não são dação médica, porque o uso incorcomercializadas. Questionados so- reto do produto pode causar irritabre o porquê desta decisão, os ven- ções e inflamações. A resolução do dedores não sabiam responder, mas CFM dizia que é tarefa exclusiva dos diziam sempre que desde que tra- médicos fazer testes, exames e deFOTO: ARQUIVO JE balhavam no local a ótica nunca vendeu lentes de contato. Eles recomendam que o cliente procure o seu próprio médico para adquirir e fazer a adaptação correta das lentes. Alguns vendedores disseram que apenas uma outra rede de óticas vendia lentes de contato. Visitando tal estabelecimento, constatouse que, de fato, as lentes eram vendidas ali. Questionados, os vendedores responderam que só poderiam vendê-las com a receita média e após o cliente passar por con- Getúlio Azevedo: Óticas Paris terminar o tipo de lente indicado para cada paciente. Na mesma ocasião, o Sindióptica de São Paulo emitiu uma nota de esclarecimento sobre o anúncio do CFM, ressaltando que a adaptação e venda das lentes de contato nos estabelecimentos ópticos é respaldada por várias leis e normas; que os médicos que praticam a oftalmologia não podem comercializar produtos ópticos, nem receber remuneração pela sua indicação; e que todo estabelecimento que vende e adapta lentes de contato deve ter um Técnico Óptico Responsável com habilitação para lentes de contato, o chamado Contatólogo. Questionado a respeito da não comercialização das lentes, o diretor geral das Óticas Paris, Getulio Gomes de Azevedo, que é óptico e contatólogo, ressaltou que não trabalha com as lentes de contato por acreditar que o processo de recomendação e adaptação do material deve ser acompanhado por um oftalmologista. “Desde o princípio, há 37 anos, não trabalhamos com lentes de contato, porque acreditamos que a FOTO: DIVULGAÇÃO A comercialização de lentes requer assistência de profissional qualificado, segundo as óticas adaptação a elas deve ser acompanhada por um oftalmologista. A orientação que todos os funcionários recebem é de recomendar que o cliente procure o seu médico. Também não indicamos oftalmologistas, recomendamos que a pessoa vá ao seu próprio” . Getulio também disse que, em todos esses anos de profissão, nunca percebeu interferências por parte dos médicos na decisão das óticas de venderem ou não as lentes de contato. “Sou contatólogo desde 1973. Nenhum médico, ou associação de classe médica, em nenhum momento nos disse que era proibido ou que não poderíamos vendêlas. Desde o princípio, não trabalhamos com as lentes. Somos especializados em óculos” . Explicou, ainda, que há problemas nos olhos que podem não ser identificados por contatólogos não preparados. Por isso, indicam que o paciente volte ao seu médico para acompanhamento. “O óptico não está apto a detectar determinados problemas de visão. Quem está mais preparado para isso é o oftalmologista” .■

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8 ABRIL DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Índices de violência caem no Espírito Santo As ações de combate à violência implantadas pelo Governo do Estado têm resultados positivos Espírito Santo registrou uma redução de 24% nos casos de homicídios nos primeiros meses deste ano, mantendo uma tendência que desde 2010 se tornou permanente, segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, André Garcia. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o ranking geral registrava 58 de assassinatos por cada 100 mil habitantes, mas, atualmente, esse percentual caiu para 35. Em janeiro de 2015, ocorreram 142 assassinatos, e neste ano, 95 ocorrências foram registradas no mesmo período, sendo este o menor número contabilizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública nos últimos 25 anos. A Região Metropolitana da Grande Vitória apresentou redução de 27,3% nos registros de homicídios, com 56 ocorrências, e nos municípios do interior do Espírito Santo houve queda de 40% nos homicídios, com 39 registros. “O Estado deixou de figurar nos primeiros lugares nas estatísticas sobre violência. Hoje ainda entra Proteção para as mulheres A violência contra mulheres é uma das prioridades da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, como em todo o Brasil. “Começamos em 2010, quando instalamos a primeira delegacia especializada em crimes contra mulheres. Hoje, a taxa de esclarecimentos de crimes dessa natureza alcança o índice de 75%”, diz Garcia. Um dos serviços implementados nessa área é a Patrulha da Família, formada por equipes de policiais militares direcionadas para ocorrências envolvendo não apenas a mulher, mas todo o núcleo familiar. Existe ainda o programa da Polícia Civil Homem que é Homem, com a participação de policiais, psicólogos e assistentes sociais. O secretário se mostra otimista com o desenvolvimento das ações, principalmente com a queda dos números da violência nas estatísticas, embora ressalte que ainda há muito trabalho pela frente. O no ranking, mas só aparece depois dos 10 estados mais violentos do País. Não é nada para se comemorar, ainda, mas certamente são dados alentadores” , afirma o secretário. Segundo ele, este é o sétimo ano consecutivo em redução de homicídios. “O comprometimento de todos tem apresentado os resultados e estamos empenhados em colocar o Espírito Santo entre os estados mais seguros do Brasil” , diz. André Garcia aponta que esse avanço foi possível a partir da retomada da capacidade organizacional do setor de segurança pública, que passou a receber maiores investimentos, dentro de projetos planejados estrategicamente, com uma visão mais abrangente das necessidades. Como resultado dessas iniciativas, iniciadas em 2010, o Espírito Santo desenvolve atualmente programas de monitoramento de ações, com a finalidade da obtenção de diagnósticos permanentes. “Estabelecemos uma lógica de governança, que possibilita uma vi- FOTO: TONICO_ALES O secretário André Garcia diz que o número de homicídios foi reduzido em 24 % são ampliada do setor” . A Secretaria de Segurança se posiciona de forma positiva para adotar ações preventivas e chegar a um rápido controle de situações anormais à convivência pacífica da população. O desenvolvimento desse trabalho possibilita o alcance de resultados compensadores, como por exemplo no áreas de investigação policial. “O aumento da taxa de elucidação de crimes por parte da polícia civil experimentou uma ampliação significativa. No Brasil, essa taxa é de 8%, aqui no Espírito Santo chega a 40%” , comemora o secretário André Garcia. Juíza Hermínia Azoury criou o Botão de Pânico Os casos de violência contra a mulher encontram uma barreira em Vitória, com resultados muito positivos, principalmente para evitar a reincidência por parte dos agressores. É o programa Botão de Pânico, idealizado em 2013 pela juíza Hermínia Azoury, da Coordenadoria de Violência Doméstica e Familiar, em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP). “O projeto possibilita uma fiscalização mais efetiva da Lei Maria da Penha, que, embora seja um grande avanço, uma das melhores do mundo quanto à proteção das mulheres, não tinha meios de ser fiscalizado” . O Botão do Pânico surgiu como forma de preencher uma lacuna na legislação no que tange à fiscalização das medidas protetivas previstas em lei. A juíza, com 22 anos de magistratura e 16 como defensora pública, explica como surgiu a ideia, que conta com total apoio do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. “Comecei a ver muitas mazelas, sofrimento entre os idosos, crianças e mulheres, principalmente. Fui para indicada coordenadora Estadual de Combate à Violência Doméstica, quando estava começando a entrar em vigor a Lei Maria da Penha, em 2006, e comecei a observar que existe a lei, mas os agressores descumpriam as ordens e havia muitos casos de reincidência” . Ela conta que procurou o INTP e apresentou a ideia, que foi logo aprovado pela diretoria e, assim, foi montado um projeto piloto. A juíza explica que cedeu a propriedade intelectual para os parceiros, que ganharam recentemente o prêmio Inovare, um dos mais importantes do setor de tecnologia. O dispositivo, que funciona por GPS, permite que a mulher emita um alerta quando o agressor se aproxima. O áudio de toda a ameaça começa a ser gravado e a central de monitoramento da Guarda Municipal recebe o chamado com o endereço e os dados do agressor. Imediatamente a Patrulha Maria da Penha - que ganhou o nome em homenagem à mulher que batizou a lei – é enviada ao local. A Coordenadoria Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica do Tribunal de Justiça do Espírito Santo registrou que 23.328 mulheres tiveram medidas protetivas concedidas pela Justiça no Espírito Santo desde a criaçãoda Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2006. De 2006 a 2012, foram 15.343 atendimentos. Em 2013, foram deferidas 7.985 medidas protetivas. Os dados foram enviados pelas Varas Especializadas em Violência Doméstica e pelas Varas Criminais do interior que respondem por esse tipo de crime. Desdeo lançamento do projeto, em 15 de abril de 2013, até janeiro deste ano, mais de 100 aparelhos foram colocados à disposição das vítimas que moram em Vitória e estão sob medida protetiva. Em 2013 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A juíza Hermínia Azoury idealizou o programa Botão de Pânico ocorreram nove acionamentos, com quatro prisões consolidadas. Em três desses acionamentos o agressor fugiu. Em relação ao tempo para a patrulha chegar ao local da agressão, a viatura mais rápida levou três minutos e a mais demorada, nove. A juíza Hermínia explica que a parceria com a Prefeitura de Vitória existe desde o lançamento do projeto, mas somente neste ano foi aberta licitação a fim de possibilitar o pa- gamento de despesas com essa atividade. Até então, diz ela, “a prefeitura entrava com o bônus, agora entra também com o ônus” . A juíza Hermínia tem levado o projeto a outros locais, proferindo palestras e participando do lançamento do dispositivo, como ocorreu na cidade de Jaboatão. Ela explica que é necessário ter a parceira com as guardas municipais, que possuem sistema de monitoramento. ■

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10 ABRIL DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Obstáculos para a produção da própria energia elétrica As amarras burocráticas dificultam os consumidores produzirem energia elétrica para suas residências, porque existe regulamentação exagerada da Agência Nacional de Energia Elétrica geração própria de energia fotovoltaica nas residências ou em empresas ainda contém amarras burocráticas, que inibem ou até mesmo proíbem o consumidor de se libertar das concessionárias de energia elétrica e ter uma economia de 100%. A regulamentação definida pela Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece que o usuário não pode ficar independente. Há um elenco de burocracia. A Aneel exige que o consumidor continue sendo cliente das distribuidoras de energia elétrica, que vão cobrar um valor mínimo para conectá-loà rede e aplicar sobre sua conta a taxa de iluminação pública. Em alguns casos é até possível ocorrer uma economia na despesa com o consumo em até 90%, a partir do uso do gerador próprio de energia solar. A explicação da Aneel é que o uso da geração própria de energia, denominado “sistema de compensação de energia” . A justificativa é que caso a geração seja inferior ao consumo, a distribuidora fornecerá a energia necessária, e caso a ge- Consumidor tem de enfrentar a burocracia A EDP Escelsa informou que de acordo com previsto na legislação em vigor, há uma serie de etapas a serem observadas. Para os clientes atendidos em baixa tensão há necessidade de apresentar formulário com a solicitação de acesso de acordo com a potência a ser instalada, projeto elétrico executivo e memorial descritivo com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), além do certificado de conformidade dos inversores, conforme disposto na portaria Inmetro 271/2015, de 2 de junho de 2015. Já para os clientes atendidos em média tensão, a EDP Escelsa disse que deve ser realizada uma consulta de acesso junto à distribuidora e, após análise da viabilidade do atendimento e liberação, deverá apresentar formulário com solicitação de acesso de acordo com a potência a ser instalada. A partir daí será formalizado um Acordo Operativo entre a distribuidora e o cliente, visando estabelecer os procedimentos de operação e manutenção da instalação. As regras para a micro e minigeração foram definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) através da Resolução Normativa 482/2012, atualizada por meio da Resolução Normativa 687/2015. Segundo as novas regras, que começaram a valer desde 1º de março de 2016, a potência de geração do microgerador passou de até 100 kW para até 75 kW. Já para a minigeração, ficou os empreendimentos acima de 75 KW e até 3 MW para fontes hídricas e até 5 MW para cogeração qualificada. ■ A FOTO: ARQUIVO JE Aquecedores solares proporcionam grande economia para o consumidor ração própria seja superior à demanda, o excedente será injetada na rede da distribuidora, sendo os créditos compensados em até 60 (sessenta) meses. O crédito gerado também pode ser utilizado para abater o consumo em outras unidades consumidoras do mesmo titular, desde que na mesma área de concessão. A EDP Escelsainformou que, conforme regulamentado pela Aneel, o cliente que deseja gerar sua própria energia, deverá aprovar o ponto de conexão da instalação, sendo necessário submeter à análise e aprovação da distribuidora local. Também deve apresentar um projeto elétrico, onde evidencie informações detalhadas, como os itens de proteção, medição e geração da unidade consumidora. A empresa lembrou que as regras rígidas traçadas pela Aneel não são exceção no contexto internacional, uma vez que a EDP Brasil pertence ao Grupo EDP, sediado em Portugal, onde, segundo garantiu a empresa, também é necessário que o solicitante siga todo o procedimento junto à distribuidora para estar apto a gerar a própria energia. LUIZ MARINS Um quadro difícil que exige esperança T odos nós sabemos que o quadro do Brasil está difícil. Ninguém sabe qual será e quando se dará o final desta forte crise. Mas sabemos que alguma coisa deverá acontecer e, qualquer que seja ela, esperamos que seja breve e para o bem do Brasil. Enquanto isso temos que enfrentar este momento difícil, com equilíbrio. Temos que lembrar que o Brasil, mesmo com toda a crise, está entre as 10 maiores economias do mundo e é bom lembrar que a ONU tem 193 países membros. Assim, não podemos perder a noção de que somos um País economicamente forte, que representa mais de 40% da economia da América Latina; que o agro- negócio brasileiro é moderno e pujante e que o mundo dependerá cada vez mais de nossa capacidade de produzir alimentos; que temos uma indústria (que está sofrendo muito com a crise) que tem capacidade instalada e tecnologia para se recobrar com rapidez; temos um setor de comércio e serviços ávido para que possa voltar a gerar emprego e renda. Portanto, temos condições de sair da crise com a mesma velocidade com que nela entramos. Somos a quarta maior democracia do mundo; nossas riquezas e o nosso estoque genético que estimula a adaptação e a tolerância - nos fazem acreditar que saberemos passar por mais esta crise, com serenidade e equilí- brio, sem violência e dentro do mais puro espírito cívico. Vivemos não só numa época de mudança, mas num tempo de mudança de época. Um olhar atento à realidade nos mostrará que não há setor, nem ramo, nem país, nem mesmo pessoa que não esteja passando por mudanças de todo tipo e espécie. Isso nos deixa inseguros e corremos o risco de nos desesperar. A palavra “esperança” tem sua origem em SPES no latim que tem o significado de “confiança em algo positivo” . Esta palavra latina também deu origem ao verbo SPERARE, que veio dar origem ao nosso “esperar” que em latim significava “ter esperança” e não como pensamos hoje nu- ma atitude acomodada de aguardar que as coisas aconteçam. O perigo em perdermos a esperança (desesperançar) está em sermos conduzidos a nada mais esperar das pessoas e da vida (desesperar) e então cometermos enganos e erros dos quais poderemos nos arrepender. É preciso acreditar que por maiores que sejam as dificuldades sempre haverá uma saída. E essa saída será mais facilmente encontrada se tivermos confiança, serenidade, equilíbrio, paciência e mesmo gratidão pelas coisas boas que ainda nos restaram, ou seja, se não nos desesperançarmos. O desespero quase sempre nos faz cegos e como cegos não conseguiremos ver e,portanto, en- contrar a solução e a saída para os problemas que, muitas vezes, estão mais próximas de nós do que imaginamos. O desespero nos leva ao ódio, à vingança, enquanto a esperança nos conduz à compaixão, à gratidão e ao tão propalado amor. No desespero queremos resolver tudo por nós mesmos pois perdemos a confiança, nos afastamos das pessoas e nos sentimos vítimas do mundo. A esperança nos faz confiar, acreditar, agradecer e essas virtudes nos farão encontrar as oportunidades e as pessoas que nos ajudarão a encontrar a saída. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

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12 ABRIL DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS FOTO: DIVULGAÇÃO Complexo de Tubarão comemora 50 anos O complexo operacional da Vale é considerado um marco para a história da empresa e para a economia do Estado do Espírito Santo Complexo de Tubarão, área operacional da Vale em Vitória, comemorou 50 anos dia 1º de abril. O Complexo centraliza as operações de ferrovia, pelotização e porto, sendo responsável por cerca de um terço da exportação de minério de ferro da empresa. A história do Complexo tem início em 1966 com a transferência das atividades portuárias da Vale dos cais de Atalaia e Paul, em Vila Velha, para um novo local, capaz de atender à crescente demanda da época por minério de ferro. O Porto de Tubarão já nasce interligado à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), sendo considerado a mola propulsora das atividades da Vale no Espírito Santo e o trampolim para que o Estado, cu- O ja economia era centrada no café, pudesse diversificar suas atividades atuando em outros atrativos industriais e comerciais. Sempre à frente do seu tempo, o Porto de Tubarão, quando inaugurado, tinha capacidade fora do comum para a época. Podia receber navios de 150 mil toneladas, embora a maioria da frota da época tivesse, no máximo, 60 mil toneladas. De 2,9 milhões em 1966 para as atuais 120 milhões de toneladas de minério e pelotas por ano, o modal portuário teve participação decisiva no escoamento da crescente produção da Vale ao longo dos anos e marcou seu lugar na história da empresa, do Espírito Santo e do Brasil. Hoje, Tubarão recebe cerca de 1.100 navios por ano, entre eles os maiores mineraleiros do mun- do, os Valemax, com capacidade para 400 mil toneladas. Com a instalação das usinas de pelotização, a partir de 1969, o porto se transformou em Complexo de Tubarão. Além da movimentação de minério de ferro, também fazem parte do Complexo o Terminal de Praia Mole (TPM), que atua na movimentação de carvão mineral, coque e manganês; o Terminal de Granéis Líquidos (TGL), onde são desembarcados combustíveis; e o Terminal de Produtos Diversos (TPD), responsável pela movimentação de grãos e fertilizantes. Com 14 quilômetros quadrados de área física, o Complexo de Tubarão abriga hoje, além do porto, oito usinas de pelotização e o Centro de Controle Operacional (CCO) da ferrovia Vitória a Minas, que geren- O porto de Tubarão tem capacidade para receber navios de grande calado cia a movimentação de pelo menos na atração de empresas, como a Ara60 tipos de produtos, entre minério cruz Celulose (hoje Fibria) e a Comde ferro, aço, soja, carvão e calcário panhia Siderúrgica de Tubarão (hoao longo de 905 quilômetros de li- je ArcelorMittal Tubarão), que teve nha férrea, o que representa cerca a mineradora participando de sua de 40% de toda a carga ferroviária fundação. O surgimento do Centro do país. Tubarão recebe, diariamen- Industrial de Vitória (CIVIT), na Serte, cerca de 20 mil pessoas, entre ra, e a abertura de outros empreenempregados próprios, contratados, dimentos são também frutos da Vaclientes e fornecedores e funciona le pós-Tubarão. como uma cidade, 24 horas por dia. Para se ter uma ideia, o PIB esAlém das unidades operacionais de tadual era, na década de 1970, de porto, ferrovia e usinas, há também US$ 3,89 bilhões. Vinte anos deprédios administrativos, cinco re- pois quase triplicou, passando a feitórios - que servem, por dia, cer- US$ 10,5 bilhões. ca de 7 mil refeições -, além de agênA Vale também mantém imporcias bancárias e posto de atendi- tantes ativos socioambientais no mento dos Correios. Espírito Santo, como o Museu VaA VALE NO ESPÍRITO SANTO - le, o Parque Botânico Vale, a ReA presença da Vale no Espírito San- serva Natural Vale, o Trem de Pasto, e especialmente a construção do sageiros e a Estação ConhecimenComplexo de Tubarão, influenciou to na Serra. ■

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16 ANOS VITÓRIA/ES ABRIL DE 2016 13 Empresariado mais otimista Pesquisa efetuada dia 18 pela Lide-FGV, durante almoço da entidade, aponta ligeira melhora nos índices de otimismo 112ª edição da Pesquisa Clima Empresarial LIDE-FGV, realizada com 404 CEOs, presidentes e outros líderes empresariais durante almoço-debate realizado dia 18, em São Paulo, apontou uma ligeira melhora nos índices de otimismo do empresariado, em relação ao ano passado. “Porém, ainda é preocupante a expectativa quanto a uma piora da situação atual dos negócios” , avaliou Fernando Meirelles, responsável pelo levantamento e presidente do LIDE Conteúdo. O evento teve como palestrante o presidente da Telefônica Vivo, Amos Genish, que entre outros temas, abordou acobrança de excedentes de transferências de dados em pacotes de banda larga e criticou a alta carga tributária para o setor de telecomunicações. O índice, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), é uma nota de 0 a 10, resultante de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos. Segundo a pesquisa coordenada por Meirelles, a eficiência gerencial e o desempenho dos go- A vernos obtiveram notas 0,3 para a esfera federal (igual a de dezembro de 2015), 4,8 para estadual (no âmbito do Estado de São Paulo) e 1,7 para a municipal (relativa à capital paulista). Para 41% dos empresários, a situação atual dos negócios piorou ou permaneceu igual (a média de 2015 foi 55%); 21% disseram que haverá melhoras (no final do ano passado, foi 14%); e para 38%, vai ficar igual. Em relação a contratações, 21% dos líderes empresariais pretendem empregar neste ano; 49%, manter o quadro atual de empregos; e 31%, demitir. Entre os fatores que impedem o crescimento das empresas, em abril o Cenário Político mantém os altos percentuais registrados no ano passado (63% ante a 77% de dezembro de 2015), seguido da Carga Tributária (21%). Questionados sobre qual a área que o Brasil mais precisa melhorar, os empresários apontaram a Política (43%), seguida de Educação (30%), Infraestrutura (19%), Saúde e Segurança (cada uma com 4%). Com relação aos temas mais preocupantes do atual panorama do País, o Cenário Político se mantém o preponderante (92% ante 91% de dezembro passado), seguido da Inflação (5%) e Câmbio (2%), na opinião dos líderes. Segundo a pesquisa, o clima empresarial apresenta um avanço ao longo de 2015 (2,2) para abril (3,0), recuperando neste mês o índice registrado ao longo de 2014 (2,9). A primeira edição do AlmoçoDebate LIDE de 2016 contou com o copatrocínio de Everism, Genesys, Gocil e Mapfre. Como fornecedores oficiais, estão as empresas AMIL, CDN Comunicação, Corporate Films, Eccaplan, Mistral e Vinci. América Economia Brasil, as rádios Antena 1 e Jovem Pan, jornal DCI, revista e TV Lide, PR Newswire e The Winners são mídias partners do evento. O Lide,Grupo de Líderes Empresariais, foi fundado em junho de 2003, possui treze anos de atuação. Atualmente tem 1.700 empresas filiadas (com as unidades regionais e internacionais), que representam 52% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios. Fibria divulga Relatório de 2015 A Fibria divulga seu Relatório anual que apresenta, de forma integrada, o desempenho da companhia em 2015. O Relatório 2015 da Fibria abrange aspectos econômicos, sociais e ambientais dentro de uma visão completa da cadeia de valor da empresa, que inicia nas centenas de pesquisas feitas em florestas e laboratórios e se estende até os consumidores finais de papéis utilizados em higiene e educação em todo o mundo. “A publicação foi elaborada tendo como premissa o equilíbrio entre os aspectos positivos e negativos, as conquistas e os desafios do nosso negócio. O objetivo é dar ao leitor uma visão completa de toda a cadeia de valor da companhia”, explica Maria Luiza de Oliveira Pinto e Paiva, diretora de Sustentabilidade, Relações Corporativas e Comunicação da Fibria. Como acontece anualmente, o Relatório 2015 da Fibria conta com análises de leitores externos independentes e reconhecidos por seus trabalhos em sustentabilidade. Para Gustavo Pimentel, diretor da SITAWI Finanças do Bem, o documento prima pela profundidade em temas sofisticados e controversos, ilustrando a maturidade da empresa na gestão da sustentabilidade. “A integração do conceito de sustentabilidade aos negócios, um pilar desde a formação da empresa, em 2009, continuou ganhando consistência e também parece ter evoluído da resolução de passivos para a inovação em produtos e relacionamentos que vão delinear seu futuro”, diz Pimentel. ■

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14 ABRIL DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS FOTO: ARQUIVO JE Barragem abastecerá 1,5 milhão de pessoas por quatro meses Para enfrentar a crise hídrica, o governador Paulo Hartung autorizou a Cesan a desenvolver projeto para armazenamento de água do rio Jucu Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) vai passar a armazenar o excedente de água da bacia do Rio Jucu para garantir o abastecimento de 1,5 milhão de moradores da Grande Vitória, por quatro meses, em períodos rigorosos de seca. O edital de licitação para elaborar um projeto básico para a construção da represa no Rio Jucu foi divulgado no fim do mês de março. O investimento estimado para os estudos é de R$ 480 mil e a previsão é de que os estudos fiquem prontos em oito meses após a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação, como explicou o presidente da Cesan, Pablo Andreão. “Hoje, a prática da Cesan com relação ao Rio Jucu é a captação a fio d'água, que é diretamente do curso do rio. O Rio Jucu não tem reservatório e o projeto desta barragem é para garantir o consumo a longo prazo em um período de seca. Hoje, não há outra alternativa em período de seca que não seja o controle do consumo” , explicou Andreão. Entre os serviços previstos na licitação para elaborar o projeto básico estão visitas técnicas em campo, sondagens, A topografia, ensaios, determinação final da queda bruta e potência instalada. Dentro do pacote de serviços serão elaborados os projetos básicos civil e eletromecânico. Após a elaboração do projeto básico, será feita licitação para contratar a empresa que irá construir a represa. A estimativa, ainda sem os estudos prontos, é de que a construção da barragem levará dois anos. “Temos algumas condições para escolher os projetos que serão apresentados. Vamos avaliar fatores como a localização da barragem, o impacto ambiental que o projeto vai desempenhar no entorno e a capacidade ou não de geração de energia” , detalhou o presidente da Cesan. Ele também explicou que, após o término das obras, será preciso esperar o próximo período chuvoso para que se encha a barragem. A estrutura vai armazenar aproximadamente 20 bilhões de litros de água, o suficiente para garantir o abastecimento de moradores de Vila Velha, Cariacica e da ilha de Vitória por quatro meses. Atualmente, quando o volume de chuvas é muito grande e aumenta a vazão do rio, a água excedente do Rio Jucu vai direto para o mar, já que não há capacidade de armazenamento do excedente para utilização posterior. “Esse reservatório vai reforçar o abastecimento na Grande Vitória e dar segurança no abastecimento para a população. Nesse momento de crise hídrica e seca, dá muito mais segurança para o Sistema Jucu, que abastece Vila Velha, Cariacica e a ilha de Vitória” , frisou. A represa do Sistema Jucu terá múltiplos usos, como explicou o presidente da Cesan, mas a prioridade é o abastecimento à população. Porém, a barragem também pode ser aproveitada para geração de energia, redução do impacto das cheias e piscicultura, por exemplo” . Além do projeto do Rio Jucu, outros seis projetos de barragens de médio porte estão em fase de estudos e serão executados por meio de um convênio entre a Cesan e a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag). Os municípios beneficiados serão Alto Rio Novo, Vila Pavão, Pedro Canário, Ecoporanga, Barra de São Francisco e São Roque do Canaã. Hoje, a maior barragem da Cesan está localizada no município de São Ro- Novas barragens é a alternativa para o governador Paulo Hartung enfrentar a crise hídrica FOTO: DIVULGAÇÃO A Cesan constrói 34 reservatórios no interior. A Grande Vitória terá uma megabarragem que do Canaã, que ficou vazia neste período de seca. A Seag também está licitando a construção de barragens de médio porte em Pancas, Marilândia, Colatina, Sooretama e em São Roque do Canaã. Outras 26 barragens de pequeno porte também estão sendo licitadas pela secretaria em assentamentos rurais de Ecoporanga, Montanha, Conceição da Barra, Nova Venécia e São Mateus. Em Pinheiros e Boa Esperança, a Seag deve iniciar, ainda no primeiro semestre deste ano, as obras de conclusão da maior barragem do Estado, que terá capacidade para abastecer uma população de 310 mil habitantes por um ano. ■

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16 ANOS VITÓRIA/ES ABRIL DE 2016 15 No interior, 34 barragens de uso múltiplo O Governo do Estado vai investir R$ 60 milhões na construção de novas barragens, com previsão de conclusão das obras em 2018 secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Octaciano Neto, reuniu-se com prefeitos e representantes de 13 municípios com o objetivo de acelerar os processos de construção de 34 barragens de uso múltiplo. Durante o encontro, que contou também com a participação das equipes técnicas da Seag, foi solicitado o empenho e o apoio dos municípios no sentido de resolver pendências relacionadas ao licenciamento ambiental, à outorga de recursos hídricos e à titularidade das áreas onde serão construídos os reservatórios. As 34 barragens fazem parte do Programa Estadual de Construção de Barragens, que prevê investimentos de R$ 60 milhões na implantação de pelo menos 60 reservatórios de água no interior do Estado até 2018. A Seag criou duas novas gerências para cuidar, exclusivamente, da construção das barragens: a Gerência de Sustentabilidade e a Gerência de Infraestrutura e Obras Rurais. Os proje- O tos executivos dessas 34 barragens estão sendo revisados e ajustados para serem encaminhados à licitação. No entanto, paralelamente a essa análise é preciso que os municípios resolvam todas as pendências relacionadas à legalidade das obras. RESERVA HÍDRICA - A estrutura da Seag ganhou o reforço de duas novas gerências. São oito engenheiros e dois técnicos que estão trabalhando exclusivamente no Programa Estadual de Construção de Barragens. Todos os projetos que encontramos estão sendo ajustados e analisados. Por isso, pedimos o apoio dos 13 municípios envolvidos com esses projetos no sentido de resolver as pendências que já foram detectadas por nossas equipes de engenharia” , afirmou o secretário de Estado da Agricultura, Octaciano Neto. Octaciano Neto ressaltou que o aumento da reserva hídrica no Espírito Santo é um dos projetos prioritários do Governo. “Os recursos para tocar essas obras estão garantidos. Aumentar a reserva de água no Estado é uma prioridade. Nos- so planejamento prevê a construção de mais de 60 barragens no interior, mas vamos além à estruturação de muitos outros projetos” , destacou o secretário. A definição dos locais das 34 barragens levou em consideração os seguintes fatores: existência de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados; locais que possibilitavam a construção de barragens médias e com uma maior relação volume/lâmina; locais que não necessitavam de desapropriação (áreas doadas); maior número de usuários beneficiados. A mobilização das prefeituras é importante, pois as obras somente serão contratadas quando a área estiver liberada do ponto de vista ambiental e jurídico, isto é, com todas as pendências sanadas. Os municípios que serão contemplados com a construção das 34 barragens são: Baixo Guandu, Colatina, Itarana, Jaguaré, Laranja da Terra, Linhares, Marilândia, Montanha, Pancas, Pinheiros, Santa Teresa, São Roque do Canaã e Sooretama. FOTO: DIVULGAÇÃO O governador Paulo Hartung tem investido na segurança hídrica BARRAGENS - As primeiras das 34 barragens a serem construídas são as seguintes: Barragem de Santa Júlia, na localidade de Agrovila, em São Roque do Canaã; Barragem de Floresta, localizada em Lajinha de Pancas, município de Pancas; Barragem Graça Aranha, em Colatina; Barragem Liberdade, localizada no município de Marilândia; e a Barragem de Cupido, na cidade de Sooretama. A construção dessas cinco primeiras barragens foi anunciada recentemente pelo governador Paulo Hartung, juntamente com a construção de outras 26 barragens em assentamentos estaduais de reforma agrária e o fechamento da barragem de Pinheiros-Boa Esperança. Elas terão capacidade para armazenar 19,5 bilhões de litros, o que garante o abastecimento de uma população de até 360 mil pessoas por um período de um ano. Os editais de licitação começaram a ser lançados em novembro. ■

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