Manual de Acústica ProAcústica

 
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ProAcústica Manual de Acústica

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sobre a Norma de Desempenho Guia prático sobre cada uma das partes relacionadas à área de acústica nas edificações da Norma ABNT NBR 15575:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Manual ProAcústica Associação Brasileira para a Qualidade Acústica

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Manual ProAcústica sobre a Norma de Desempenho Guia prático sobre cada uma das partes relacionadas à área de acústica nas edificações da Norma ABNT NBR 15575:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Autores Eng. Juan Frias Pierrard e Eng. Davi Akkerman Revisão técnica Davi Akkerman Realização ProAcústica Associação Brasileira para a Qualidade Acústica Diretoria Biênio 2011-2013 Diretor Presidente Davi Akkerman Diretor Vice-Presidente Administrativo-Financeiro Alberto Safra Diretor Vice-Presidente de Recursos Associativos Francisco Carlos Munhoz Diretor Vice-Presidente de Relações de Mercado Günter Michael Leitner Diretor Vice-Presidente de Atividades Técnicas João Carlos Roman Casari Diretor Vice-Presidente de Comunicações e Marketing Luciano Nakad Marcolino Gerência Executiva Arq. Maria Elisa Miranda Criação, produção gráfica e ilustrações Strotbek & Bravo Associados Revisão Jornalista Heloisa Amorim de Medeiros | MTb 12.831 Impressão RUSH Gráfica e Editora Ltda. 1a Edição | Impresso Nov/2013 Associação Brasileira para a Qualidade Acústica 2 ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013

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Índice Prefácio 1. Instalações, equipamentos prediais e sistemas hidrossanitários 2. Sistemas de pisos 3. Sistemas de vedações verticais internas | Paredes 4. Sistemas de vedações verticais externas | Fachadas 5. Sistemas de coberturas Referências Normativas 04 06 10 16 22 26 29 ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013 3

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Prefácio O conceito de desempenho de edificações teve origem na Europa, ainda nos anos 1960, tornando-se uma metodologia estruturada para projetar, desenvolver materiais, componentes e sistemas a partir dos anos 1980, com a publicação da norma ISO 6241 - Performance standards in building - Principles for their preparation and factors to be considered, 1984, que estabeleceu o conjunto de requisitos aos quais uma edificação deve atender visando a segurança, habitabilidade e sustentabilidade. Neste contexto, o desempenho acústico das edificações, em vários países, acabou se tornando exigência de leis e códigos de obras, tendo em vista seu impacto sobre a saúde humana. Nos anos que se seguiram, a referência estabelecida pela ISO com a publicação da ISO 6241, da segunda metade dos anos 1980 em diante, teve um contexto econômico totalmente desfavorável no Brasil para que se trabalhasse no mesmo sentido quanto ao desempenho de edificações. Com a escassez de recursos para financiar a produção de edificações, em especial habitacionais, o foco em toda a cadeia produtiva, face à baixa escala de produção diante das necessidades do País, foi a racionalização e redução de custos. Essa racionalização, traduzida em redução de espessuras de paredes, pisos, ausência de algumas soluções construtivas e não no caminho para uso de sistemas construtivos industrializados, resultou numa perda do desempenho acústico que, ainda que intuitivamente, os sistemas tradicionalmente usados até os anos 1980 tinham. Sem requisitos e critérios e sem conhecimento técnico suficiente, os tomadores de decisão sobre o projeto e sistemas construtivos geraram esta racionalização focando apenas na manutenção das condições de segurança estrutural. Isso levou a uma grande redução de espessuras de lajes, a adoção de sistemas que hoje se mostram inadequados do ponto de vista do desempenho acústico, e redução de espessuras de paredes. A NBR 10152 - Níveis de ruído para conforto acústico, que existe desde 1987, estabelece os níveis de ruído máximos admissíveis nos ambientes segundo o tipo de uso. Mas nosso mercado de construção civil nunca buscou atendê-la com soluções que pudessem alcançar estes níveis lá estabelecidos. A NBR 15575 veio definir, a partir desses níveis admissíveis previstos na NBR 10152, os níveis de desempenho que os sistemas construtivos devem ter para atenuar a transmissão dos ruídos gerados externa e internamente nas edificações habitacionais. Regulam-se assim os níveis de desempenho acústico das paredes externas, das esquadrias utilizadas em dormitórios, das paredes internas que separam duas unidades, das paredes 4 ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013

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internas que separam as unidades das áreas comuns, do conjunto de paredes e portas que separam duas unidades, e dos sistemas de pisos com relação ao ruído aéreo e de impacto. De forma não obrigatória a NBR 15575 também estabelece parâmetros para os ruídos de equipamentos. Estes parâmetros explícitos em um anexo informativo visam estabelecer referência para o empreendedor dar tratamento aos ruídos gerados por equipamentos sem, no entanto, serem parâmetros obrigatórios. No atendimento destes requisitos, o empreendedor deve definir o nível de critério a atender, sendo o mínimo o nível obrigatório para qualquer padrão de empreendimento, em função da tecnologia viável para cada nível - mínimo, intermediário ou superior - e em função das características de mercado do empreendimento. Conforme definido nas incumbências dos intervenientes previstos na NBR 15575, cabe aos fabricantes de sistemas construtivos de vedações internas (paredes de alvenaria, drywall, etc) ou externas (paredes de alvenaria, chapas cimentícias, painéis pré-moldados, esquadrias de dormitórios e portas de entrada, que tenham um hall e parede de geminação com outra unidade) apresentar ao projetista e ao empreendedor o desempenho de seus sistemas quando medidos em laboratório. E cabe ao empreendedor analisar estes dados quanto à capacidade de atenderem a condição de desempenho em campo exigida do incorporador/construtor. A especificação precisa se basear nestes dados e o incorporador/construtor deve saber, de antemão, as condições de execução e instalação necessárias para atender aos requisitos e critérios estabelecidos. Qualquer sistema utilizado deve ser passível de demonstração, para que, quando necessário, se possa efetivamente obter evidências de que os níveis exigidos pela NBR 15575 são atendidos. Estas evidências devem estar registradas por resultados de ensaios realizados pelo fabricante. O usuário, por sua vez, precisa ser informado sobre como suas ações de uso, operação e manutenção podem alterar o desempenho acústico que recebeu, tais como alterações de paredes, pisos, portas e esquadrias. Este Manual esclarece aos agentes de especificação, projeto e construção o que fazer para cada requisito. Cabe agora a todos os agentes envolvidos efetivamente incorporarem essa nova cultura às práticas de desenvolvimento de novos empreendimentos residenciais. Eng. Maria Angélica Covelo Silva diretora da NGI Consultoria e Desenvolvimento ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013 5

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1 Instalações, equipamentos prediais e sistemas hidrossanitários Os requisitos de níveis de ruído deste capítulo são relativos à: ABNT NBR 15575-1:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Parte 1: Requisitos gerais (Anexo E5) ABNT NBR 15575-6:2013 Edificações habitacionais - Desempenho Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários (Anexo B1) 6 ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013

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Introdução É recomendável que as instalações e equipamentos prediais, assim como os sistemas hidrossanitários, não produzam níveis de pressão sonora elevados no interior dos dormitórios. Os requisitos de níveis de ruído para estes sistemas são informativos (não obrigatórios). Abrangência Abrange Equipamentos, instalações e sistemas de uso coletivo acionados por terceiros que não o próprio usuário da unidade habitacional a ser avaliada: • Elevadores • Descargas hidráulicas/ tubulações • Esgotos • Bombas • Exaustores • Ventiladores Não abrange Equipamentos, instalações e sistemas individuais cujo acionamento aconteça por ação do próprio usuário: • Caixa d’agua em habitações unifamiliares • Triturador de alimentos em cozinha • Geradores de emergência • Sirenes ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013 7

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Requisitos A NBR 15575-1 (E.5.2) e NBR 15575-6 (B.1.2) estabelecem os limites de ruído em dormitórios para instalações e equipamentos prediais, assim como para sistemas hidrossanitários, classificados em três níveis de desempenho informativos, Mínimo (M), Intermediário (I) e Superior (S). Existem requisitos tanto para os ruídos integrados durante um período de tempo correspondente ao ciclo de operação do equipamento (Laeq,nt) como para os níveis sonoros máximos produzidos instantâneos (Lasmax,nt). Recomenda-se que sejam observados simultaneamente para atender a um nível de desempenho. Descrição Nível de pressão sonora equivalente padronizado Nível de pressão sonora máximo padronizado Parâmetro Nível dBA ≤ 37 ≤ 34 ≤ 30 ≤ 42 ≤ 39 ≤ 36 Nível de desempenho Mínimo Intermediário Superior Mínimo Intermediário Superior Laeq,nt Lasmax,nt Avaliação do desempenho A norma de desempenho permite a realização das medições por dois métodos com procedimentos diferentes: engenharia e controle. A precisão do método de controle é inferior, levando a maiores incertezas nos resultados, que podem ser conflitantes na hora de avaliar o atendimento à norma. Por isso, recomenda-se a realização das medições pelo método de engenharia. Descrição Nível de pressão sonora equivalente padronizado Nível de pressão sonora máximo padronizado 8 Parâmetro Método Engenharia Controle Engenharia Controle Norma ISO 16032 ISO 10052 ISO 16032 ISO 10052 Laeq,nt Lasmax,nt ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013

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Medição do ruído de instalações, equipamentos prediais e sistemas hidrossanitários A metodologia de medição especificada nas normas ISO 16032 e ISO 10052 está baseada na medição dos níveis de pressão sonora no interior do dormitório, com o equipamento ligado. O tempo de medição será de: • 30 segundos para equipamentos que gerem ruídos contínuos e uniformes (climatização, bombas, etc.) • Um ciclo completo de funcionamento (definido no Anexo B da ISO 16032) para equipamentos que gerem ruídos descontínuos (elevadores, descargas hidráulicas, etc.) Durante esse tempo, deverá ser medido o nível equivalente ponderado A, assim como o nível máximo ponderado A, com o equipamento de medição calibrado, configurado em resposta “Slow”. Estes níveis serão corrigidos com o ruído residual (LAeq,ai) (existente com o equipamento desligado) e com uma correção segundo as condições acústicas do recinto receptor (reverberação sonora), proporcionando o nível de pressão sonora equivalente ponderado A e padronizado (Laeq,nt) e o nível de pressão sonora máximo ponderado A e padronizado (LASmax,nt), que são os valores comparáveis com os níveis de desempenho da NBR 15575-1 e NBR 15575-6. É recomendável que estes requisitos de desempenho, mesmo que INFORMATIVOS, sejam observados, pois os ruídos de equipamentos prediais e de sistemas hidrossanitários são origem da maior parte das reclamações dos moradores de edifícios residenciais. ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013 9

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2 Sistemas de pisos Os requisitos de isolamento acústico deste capítulo são relativos à: ABNT NBR 15575-3:2013 Edificações habitacionais Desempenho Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos 10 ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013

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Introdução Os sistemas de pisos, que separam unidades habitacionais autônomas em diferentes andares, devem garantir um desempenho adequado de isolamento acústico aéreo (conversações, TV, música, etc.) e de isolamento acústico ao ruído de impacto (passos, queda de objetos, arrastar de móveis, etc.). Sistema Os sistemas de pisos estão compostos pelos seguintes elementos: Camada estrutural: 1. Laje: Diversas morfologias: pré-moldada (concreto, EPS, cerâmica, etc.), ou concreto armado “in loco”. Seu desempenho de isolamento ao ruído aéreo (Dnt,w) e de impacto (L’nt,w) dependem das suas propriedades (densidade, espessura, dimensões e características estruturais de contorno). Elementos opcionais: 2. Contrapiso: • Normal de argamassa de cimento/areia. • Contrapiso flutuante: Interpondo um material resiliente entre a laje e o contrapiso, o que melhora consideravelmente o isolamento ao ruído aéreo e de impacto da laje, podendo-se atingir índices Intermediário ou Superior, dependendo da tipologia. Requisitos A NBR 15575-3 estabelece os limites mínimos de isolamento acústico ao ruído aéreo e de impactos (Item 12.3): Isolamento ao ruído de impacto de sistemas de pisos Parâmetro Critério MÍN Sistema de piso separando unidades habitacionais autônomas posicionadas em pavimentos distintos Desempenho INT SUP ≤ 80dB ≤ 65dB ≤ 55dB Nível de pressão sonora de impacto padrão ponderado L’nt,w Sistema de piso de áreas de uso coletivo (atividades de lazer e esportivas, tais como home theater, salas de ginástica, salão de festas, salão de jogos, banheiros e vestiários coletivos, cozinhas e lavanderias coletivas) sobre unidades habitacionais autônomas ≤ 55dB ≤ 50dB ≤ 45dB Obs.: Valores em negrito são normativos (obrigatórios) e os demais informativos. ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013 11

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Isolamento ao ruído aéreo de sistemas de pisos Parâmetro Critério MÍN Sistema de piso separando unidades habitacionais autônomas de áreas em que um dos recintos seja dormitório Desempenho INT SUP ≥ 45 dB ≥ 50 dB ≥ 55 dB Diferença padronizada de nível ponderada Dnt,w Sistema de piso separando unidades habitacionais autônomas de áreas comuns de trânsito eventual, tais como corredores e escadaria nos pavimentos, bem como em pavimentos distintos. Situação onde não haja dormitório Sistema de piso separando unidades habitacionais autônomas de áreas comuns de uso coletivo, para atividades de lazer e esportivas, tais como home theater, salas de ginástica, salão de festas, salão de jogos, banheiros e vestiários coletivos, cozinhas e lavanderias coletivas ≥ 40 dB ≥ 45 dB ≥ 50 dB ≥ 45 dB ≥ 50 dB ≥ 55 dB Obs.: Valores em negrito são normativos (obrigatórios) e os demais informativos. Notas: 1. O índice Dnt,w representa o isolamento aos ruídos aéreos medido no campo (obra), assim como o índice Rw medido em laboratório do mesmo sistema. Geralmente, apresentam valores diferentes decorrentes das condições estruturais e executivas. 2. O índice L’nt,w representa o nível de pressão sonora ponderado medido no campo(obra), oriundo da transmissão decorrente de impactação normalizada no piso acima do ambiente receptor. No Brasil, não existe atualmente este tipo de ensaio normalizado em laboratório.  12 ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013

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Transmissão de ruído de impacto A transmissão de ruído de impacto entre duas unidades habitacionais sobrepostas em uma edificação se produz através do próprio sistema de piso (1 via de transmissão direta) e os elementos laterais ou paredes (4 vias de transmissão indireta). Essas transmissões dependem das propriedades das soluções construtivas, as uniões entre elas e a geometria dos recintos. Devido a isso o desempenho de isolamento ao ruído de impacto entre dois ambientes separados por um sistema de pisos de um edifício (L’nt,w) é inferior ao desempenho do mesmo sistema de piso ensaiado em laboratório (L’nt,w). Transmissão de ruído aéreo A transmissão de ruído aéreo entre duas unidades habitacionais sobrepostas em uma edificação se produz através do próprio sistema de piso (1 via de transmissão direta) e os elementos laterais ou paredes (12 vias de transmissão indireta). Essas transmissões dependem das soluções construtivas, das uniões entre elas e da geometria dos recintos. Devido a isso, o desempenho de isolamento ao ruído aéreo entre dois ambientes separados por um sistema de pisos de um edifício (Dnt,w) é geralmente inferior ao desempenho do mesmo sistema de piso ensaiado em laboratório (Rw). Projeto acústico As normas europeias EN 12354-1 e EN 12354-2 contêm os procedimentos que permitem estimar o desempenho de isolamento acústico ao ruído aéreo (Dnt,w) e isolamento acústico ao ruído de impacto (L’nt,w) em edificações a partir das propriedades dos diferentes elementos e sistemas construtivos envolvidos, suas uniões e geometrias, avaliando as diferentes vias de transmissão. Também existem no mercado softwares específicos para projetos acústicos que englobam essas questões.   ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013 13

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Avaliação do desempenho A metodologia para avaliar o atendimento dos limites de desempenho de isolamento ao ruído aéreo e de isolamento ao ruído de impacto consiste em medições acústicas conforme procedimentos padronizados especificados em normas internacionais. A norma de desempenho permite a realização das medições por dois métodos, com procedimentos diferentes: engenharia e controle. A precisão do método de controle é inferior, com maiores incertezas nos resultados que podem conflitar na hora de avaliar o atendimento à norma. Por isso, se recomenda a realização das medições pelo método de engenharia. Isolamento acústico ao ruído aéreo Descrição Diferença padronizada de nível ponderada Parâmetro Método Engenharia Dnt,w Controle Isolamento acústico ao ruído aéreo Norma ISO 140-4 ISO 717-1 ISO 10052 ISO 717-1 Norma ISO 140-7 ISO 717-2 ISO 10052 ISO 717-2 Descrição Nível de pressão sonora de impacto padrão ponderado Parâmetro Método Engenharia L’nt,w Controle Medição de isolamento ao ruído aéreo A metodologia de medição especificada nas normas ISO 140-4 e ISO 10052,está baseada na emissão de ruído em um dos recintos mediante uma fonte sonora omnidirecional, e medição dos níveis de pressão sonora em bandas de frequência neste recinto (emissor) e no recinto próximo (receptor). A diferença entre ambos os níveis, com uma correção segundo as condições acústicas do recinto receptor, proporcionam a Diferença de níveis padronizada (Dnt), que é convertida em um número único através da ISO 717-1 obtendo a Diferença padronizada ponderada (Dnt,w) que é o valor comparável com os níveis de desempenho da NBR 15575-3. 14 ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013

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Medição de isolamento ao ruído de impacto A metodologia de medição especificada nas normas ISO 140-7 e ISO 10052 está baseada na emissão de ruído de impacto, através de uma máquina de impactos padronizada no recinto superior (emissor), e medição do nível de pressão sonora em bandas de frequência no recinto subjacente (receptor). O nível registrado processado com uma correção, segundo as condições acústicas do recinto receptor (obtidas pela medição do tempo de reverberação), proporcionam o Nível de pressão sonora de impacto padrão ponderado (L’nt,w). Este é convertido em um número único através da ISO 717-2 obtendo o Nível de pressão sonora de impacto padrão ponderado (L’nt,w), que é o valor comparável com os níveis de desempenho da NBR 15575-3. Nota: Este procedimento de medição deverá ser efetuado sobre o piso acabado, na condição em que será entregue ao usuário. Recomendações para melhores desempenhos No anexo E da norma, estão inclusas duas tabelas com indicação de requisitos NÃO obrigatórios dos desempenhos INTERMEDIÁRIO e SUPERIOR, para quando houver interesse, e que podem ser atingidos com a introdução de contrapisos flutuantes sobre mantas resilientes. O requisito MÍNIMO para isolamento de ruído de impacto entre unidades (L’nT,w ≤ 80dB) é reconhecidamente insuficiente para prover o desejável conforto aos usuários. Portanto, recomendamos, sempre que possível, o desempenho INTERMEDIÁRIO ou SUPERIOR, seja pela aplicação de contrapisos flutuantes ou por sistemas de lajes mais robustos. ProAcústica | Norma ABNT NBR 15575:2013 15

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