Jornal Empresários - Maio de 2016

 

Embed or link this publication

Description

Jornal Empresários - Maio de 2016

Popular Pages


p. 1

® do Espírito Santo ANO XVII - Nº 197 www.jornalempresarios.com.br MAIO DE 2016 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A VITÓRIA DOS AMBULANTES O desemprego provocado pela crise econômica fez aumentar o número de camelôs na cidade. Página 13 Casagrande deixou déficit de R$ 1,4 bilhão A informação está no Boletim de Finanças Públicas da Secretaria do Tesouro Nacional . Páginas 8 e 9

[close]

p. 2

2 MAIO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS JANE MARY DE ABREU Somos todos aprendizes obre crise, Einstein escreveu: “É a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. E mais: “Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência... Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um...” Também penso assim... Embora a minha formação seja o Jornalismo, não vejo com bons olhos a fúria com que a mídia tem explorado a crise, parece até que o movimento de sobe e desce não faz parte da dinâmica da vida... parece até que o Brasil não faz parte do mundo, que está em crise há um bom tempo. Enquanto o sofrimento estava batendo na porta dos nossos irmãos portugueses, espanhóis, argentinos e etc, a gente não achava a situação tão grave assim. Estávamos em plena subida, gastando tudo que podíamos e o que não podíamos, sem problemas. Egoisticamente, a gente olhava para o drama deles, sem estender a razão de tanto espanto... a velha história: pimenta nos olhos dos outros é refresco. Agora, que o movimento de descida chegou para nós também, é esse Deus nos acuda. Com a redução das verbas publicitárias, a mídia incentiva o desespero. É só ligar a televisão e a gente tem a impressão que o mundo vai acabar no momento seguinte... todos gritam e ninguém tem razão, igual acontece em casa que falta pão. S EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Walter Conde Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Angela Capistrano Camargo Cabral Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 O pior é que quanto mais se fala em crise, em dificuldade e escassez, mais atraímos dificuldade e escassez para a nossa vida e para o país. Tudo que emanamos, seja positivo ou negativo, ressoa e retorna a nós. Se penso e emano raiva, atraio pessoas raivosas para o meu convívio; Se penso e emano amor, atraio pessoas amorosas. Simples assim. A Ciência moderna já comprovou que nossos pensamentos criam a nossa realidade, mas ninguém quer escutar porque responsabilizar o outro pela infelicidade pessoal virou um vício nacional. Enxergar os defeitos das pessoas é mais fácil do que identificar suas qualidades. Infelizmente é assim que a coisa acontece. Há 500 anos antes de Cristo, Buda dizia: “Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo e com os nossos pensamentos interferimos na vibração do planeta. O problema é que a descoberta foi colocada na conta do misticismo, ainda com pouca credibilidade no mundo da lógica. Recentemente, o mundo foi novamente sacudido com a declaração de um grupo de físicos, liderados por RC Henry, Professor de Física e Astronomia da Universidade Johns Hopkins. Ele disse: “O fluxo de conhecimento está caminhando em direção a uma realidade não-mecânica; o universo começa a se parecer mais com um grande pensamento do que com uma grande máquina. A mente já não parece ser uma intrusa acidental no reino da matéria. Devemos superar isso e aceitar a conclusão indiscutível: O universo é imaterial-mental e espiritual. Então... como não há mais o que duvidar, só nos resta enxergar o óbvio: Se focamos nossa atenção numa determinada coisa, ela só tende a crescer. Se falamos em crise o tempo todo, é claro que ela só vai aumentar. Se gastamos tempo demais falando mal de nossos governantes, criaremos em todo o país uma densidade coletiva tão nociva que será impossível encontrar uma solução. O que era para ser passageiro, poderá se prolongar. A Física Quântica vem comprovando há tempos que eu, você e todos os habitantes deste planeta somos pequeninas partes de uma única energia. Estamos interligados por fios invisíveis que nos conectam à fonte criadora da vida. Não existem barreiras físicas entre nós, isso é tudo uma ilusão. Somos um imenso tecido de luz, uns influenciando no comportamento dos outros através do pensamento. O mundo é uma grande sala de aula e nós estamos aqui para aprender, e aprender implica em errar, acertar, errar, acertar... Nossos erros fazem parte da construção dos nossos acertos. Não existe nenhum ser humano pronto e acabado na terceira dimensão, todos nós estamos em processo de evolução, o que equivale dizer em processo de aprendizagem permanente, e é permitido errar enquanto se aprende... O que devemos sempre nos perguntar diante de um deslize de conduta de um semelhante é o seguinte: o que eu faria se fosse um filho meu que estivesse sendo apedrejado por um erro cometido? Eu o odiaria e o arremessaria para fora do meu coração? Claro que não. Quando amamos uma pessoa, nossa tendência natural é compreendêla e, em seguida, protegê-la com o nosso amor, ajudando-a a se transformar. Assim devemos agir também quando é a nação que está pedindo ajuda. Toda vez que damos vazão à nossa fúria e ódio, tornamos tudo pior, tiramos da pessoa toda a chance de recuperação, agimos contra a lei de Deus. A história religiosa está repleta de exemplos de santos e sábios redimidos e transformados. São Paulo foi Paulo de Tarso, um fanático corrupto e matador de cristãos. Hoje ele é o Apóstolo Paulo, seguido por milhões de pessoas. O grande santo tibetano Milarepa foi um desprezível feiticeiro que assassinou 37 pessoas. Valmiki, um dos maiores sábios do hinduísmo, foi um bêbado, ladrão e assassino, antes de se transformar em exemplo de santidade para o povo indiano. Se desejamos de verdade estar afinados com elevados valores humanos, devemos alterar nossa atitude em relação àqueles que se desviam momentaneamente do caminho do amor. Isso não significa permitir que as pessoas nos machuquem ou nos roubem. Não significa nos tornarmos passivos diante de um crime. Leis existem para serem cumpridas, o que a gente não pode, de jeito nenhum, é ficar realçando o erro e torcer pelo pior só para punir quem errou, seja ele um governante ou não. Tenho comigo duas certezas: Os poderes espirituais do universo não nos julgarão pelos crimes que foram cometidos contra nós, mas pelo modo como reagimos a eles. Ninguém pode se considerar bom se não souber ser bom com aqueles que momentaneamente se apresentam como maus. Em tempo: Não sou ativista política, não sou filiada a nenhum partido político, sou apenas um ser humano que abriu o coração para o amor universal, o sentimento maior que nos faz enxergar o mundo como a nossa casa e a humanidade como a nossa verdadeira família. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com EUSTÁQUIO PALHARES ara quem sofre os rigores de uma crise ela é certamente um evento a ser evitado mas é indiscutível o seu caráter purgativo. Não por acaso a sabedoria oriental define crise como ajunção de ameaça e oportunidade. A crise atual que nos engolfa como consequência da óbvia incompetência de um Governo em não identificar os vetores que permitiram o país surfar a tsunami iniciada na década passada como uma marolinhaoferece-nos, em contrapartida, uma grande chance de reformas que poderão implicar um grande salto. Quando se vê pelas redes sociais a paixão política exacerbada pelas ideologias divergentes percebe-se os dois principais males que afligem a humanidade na esfera do coletivo e na dimensão pessoal. Nesta, na categoria da subjetividade, o grande mal está na ignorância de ignorar o que seignora; ou seja, não saber que não sabe; na categoria coletiva, o maior mal é a falta de percepção do todo, do conjunto, do coletivo. Aí, segue-se o fatiamento da percepção do mundo ideal segundo as respectivas idiossincrasias e ideologias. O tema foi considerado neste espaço: como gerir a dívida social a partir do gigantismo Alternativa esquecida P de um Estado que no seu financiamento garroteia o setor produtivo? de um Estado em que a burocracia, como um meio, se torna um fim em si mesmo? Veja-se ao custo de geração de um posto de trabalho no Brasil por força de uma Constituição que não alinhou deveres com direitos. Se se considerar a produtividade do trabalhador brasileiro frente ao arcabouço legal que lhe provê todo amparo percebe-se a assimetria, o desnivelamento dos dois pratos da balança. Mesmo os político que sedão conta dessa complexidade preferem jogar com o possível. E o possível é a avaliação desejável de um mandato, mesmo que se preserve a filosofia do enxugamento de gelo, do prego na areia, das aparências mascararem a essência. A crise está oferecendo uma excelente agenda para a revisão de alguns fundamentos da nossa economia. Os grandes projetos que dividem a opinião, entre os que acham que com todo o desconforto são positivos pela renda que distribuem ao longo de seus arranjos produtivos, e os que acham que o preço da degradação da qualidade de vida do entorno é caro para o ganho econômico proporcionado, es- As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. tão a merecer uma discussão desapaixonada. A Vale não e esconde de seus executivos, até de nível gerencial, que, a assumir os custos de uma transferência da sua base atual, prefere se plantar na Asia, mais preferencialmente na Malásia, onde já opera um entreposto que acumula estoques estratégicos para a proximidade daqueles mercados. A preferir o Brasil, certamente o vazio Noroeste capixaba seria uma alternativa tão interessante quanto foi, no início dos anos 60, um anônimo Espírito Santo perdido entre o Rio de Janeiro e a Bahia. E o custo desta remoção impactaria o PIB positivamente. Imagine o que se despenderia em uma transferência de tal monta, com tudo que a nova planta iria requerer de infra-estrutura e superestrutura? E porque essas considerações a esmo? Elas acodem na descida de Santa Teresa, ainda inebriado pelos dois dias em que a cidade serrana experimentou o cosmopolitismo dos grandes centros com os acordes musicaisdo Santa Teresa Jazz e Bossa mesclando-se com a exuberância da natureza que cerca a cidade. Milhares de pessoas responderam ao evento, o comércio local experimentou a intensa movimentação que se repetida por mais dois ou três eventos anuais devem assegurar uma renda média satisfatória para a cidade, além da mobilização da força de trabalho local gerando um oportuno ganho sazonal. Mas essas iniciativas são eventuais, pontuais, aleatórias e expressam o ímpeto e a ousadia empreendedora dos seus realizadores. Não constam de um plano que identifique o potencial do setor como alternativa econômica concreta. Tal plano se inseriria em um programa mais ambicioso – e alternativo – de Economia Privativa onde o incremento do turismo realmente se tornasse política de sociedade, para além da sensibilidade maior ou menor do Governo de plantão. Santa Teresa, Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Guarapari, mereciam apropriar-se de suas características culturais que as entronizassem como destinos nacionais, para além da leva de visitantes capixabas que poderiam regularmente receber. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

[close]

p. 3

16 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2016 3

[close]

p. 4

4 MAIO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Linhares terá polo empresarial Com 12 milhões de m², o empreendimento terá lotes para instalação de empresas e áreas para processamento de exportação município de Linhares ganhará um polo empresarial, que será chamado de Distrito Empresarial Norte Capixaba. O protocolo de intenções com as medidas iniciais para a execução do projeto foi assinado entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Linhares e a empresa MLog em solenidade realizada no Palácio Anchieta. O documento estabelece as atribuições de cada parceiro no projeto de criação de um polo empresarial e logístico de 12 milhões de metros quadrados no município. O distrito terá nove unidades, que incluirá: polo de distribuição, zona de processamento de exportação, polo moveleiro, zona de armazenamento e silos, condomínio de serviços, concretaria, zona de processamento (aço e granito), condomínio industrial e polo gás/químico. "Hoje estamos dando um passo importante na caminhada deste projeto com a assinatura do protocolo de intenções. His- O toricamente sofremos com a burocrática, porém esperamos avançar para conseguirmos viabilizar a modernização de nossos moldais logísticos e, consequentemente, dar mais competitividade ao Estado. Se conseguimos avançar neste projeto, vamos desenvolver a região Norte do Espírito Santo e beneficiar os estados vizinhos no escoamento de seus produtos” , analisou o governador Paulo Hartung. INVESTIMENTOS - O distrito oferecerá estrutura para a instalação de negócios de diversos setores, como metalomecânico, rochas ornamentais, moveleiro, cadeia de petróleo e petroquímica, dentre outros, e prevê ainda projeto de acesso logístico e portuário. Nos próximos meses, a empresa fará os estudos iniciais para definir segmentos que terão prioridade no local, valor de investimentos e empregos a serem gerados. “Para nós, o Espírito Santo é o melhor estado para desenvolvimento logísti- FOTO: LEONARDO DUARTE/SECOM-ES O governador Paulo Hratung recebeu os empresários responsáveis pelo empreendimento e lideranças politicas da região co. Queremos desenvolver esses 12 milhões de metros quadrados em fases, com toda a infraestrutura necessária. Minha mensagem é de otimismo, nós precisamos empreender” , destacou a presidente da MLog, Patrícia Coelho. Para o secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, esse empreendimento abre uma nova área de infraestrutura, integrada, para a implantação de empresas de médio e grande porte no Norte do Estado. “Essa re- gião já tem esse tipo de demanda incentivada pela Sudene e por estar localizada próximo a outras empresas de Linhares. Com o polo, o potencial para atrair investimentos locais, nacionais e internacionais será ainda maior” , destacou. ■ FGTS investirá em Letras de Crédito Imobiliário O Conselho Curador do FGTS, em reunião realizada nesta terça-feira (10) em Brasília, aprovou a inclusão de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) em operações habitacionais com recursos o Fundo. O Conselho já havia autorizado, em fevereiro, o investimento de R$ 10 bilhões em Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), agora estendeu a este valor aprovado em fevereiro às operações em LCI. O FGTS compra dos bancos públicos e privados um título a uma taxa de juros de 7,5% ao ano. Ao receber o valor investido pelo FGTS, o banco precisa usar os recursos para financiar habitação nos limites do SFH. Para operações em CRI o prazo de amortização é de 180 meses e para LCI, de 120 meses. Os conselheiros também aprovaram mudança no orçamento financeiro do FGTS para 2016, que pretende aplicar este ano R$ 103,2 bilhões nas áreas de habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana. ■ LUIZ MARINS Revisitando as virtudes estes tempos em que todos nós sentimos falta de virtudes morais e que a justiça vem sendo tão chamada a participar de nossa vida no Brasil, pensei ser hora de revisitar as virtudes, que sempre começam pela justiça. A personificação da justiça que equilibra os dois pratos numa balança remonta às divindades gregas Thémis e sua filha Diké. Mas foi na Roma Antiga que se adotou a imagem que vemos hoje, de uma deusa que se chamou de Iustitia representada carregando uma balança e uma espada e usando uma venda nos olhos. A balança simboliza o equilí- N brio, a prudência e o comportamento correto. A balança representa a pesagem das ações e a aplicação equilibrada da lei; os olhos vendados representam a imparcialidade e a espada na outra mão faz referência ao poder e rigor com que as decisões da justiça devem ser executadas. A justiça é uma das quatro virtudes cardeais (que vem de cardo que em latim significa “eixo”) em torno das quais todas as demais virtudes humanas giram. Essas virtudes são: a Justiça, a Fortaleza (domínio da vontade), a Prudência e a Temperança (ou moderação). E como virtude é defi- nida como uma disposição habitual e firme para fazer o bem, a lista das virtudes humanas ou morais é grande. No seu polêmico livro “Religião para Ateus” , o filósofo suíço Alain de Botton faz uma relação das “10 virtudes para ser uma pessoa completa” . Segundo ele essas virtudes são: 1. Resiliência: A capacidade de não desistir frente aos obstáculos da vida; 2. Empatia: A capacidade de se colocar no lugar do outro e olhar para si mesmo honestamente; 3. Paciência: A capacidade de aceitar o que não podemos mudar e de saber que as coisas nem sempre são como nós queremos; 4. Sacrifício: Desenvolver em nós a capacidade de esquecer nossos interesses pessoais e nos sacrificar por outra pessoa ou por uma causa; 5. Boas maneiras: Compreender que boas maneiras e educação são uma regra necessária para qualquer civilização e estão intimamente associados com a tolerância: a capacidade de conviver com pessoas com quem nunca iremos concordar; 6. Senso de humor: Saber rir de si mesmo e das dificuldades; 7. A consciência de si: A capacidade de assumir seus erros e problemas e não fazer os outros responsáveis por nossos problemas ou alterações de humor; 8. Perdão: Saber perdoar ; 9. Esperança : Acreditar que o bem prevalecerá e agir em conformidade com essa crença; 10. Confiança: Confiança não é arrogância, mas a consciência de que não podemos viver sós e que temos capacidade de vencer. Assim, é preciso revisitar as virtudes nestes tempos tão difíceis e nos juntar àquelas pessoas que ainda têm a disposição habitual e firme de fazer o bem. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

[close]

p. 5

16 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2016 5

[close]

p. 6

6 MAIO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Empréstimo para pagar dívida Pesquisa diz que 42% dos tomadores de empréstimo pessoal recorreram a bancos e financeiras para quitar dívidas ndividar-se ainda mais para quitar uma dívida. Pode parecer um contrassenso, mas essa é a principal razão observada entre os consumidores brasileiros que recorrem aos empréstimos em bancos e financeiras. De acordo com um levantamento nacional feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a principal finalidade do empréstimo pessoal é o pagamento de dívidas, como faturas do cartão de crédito, prestações de lojas e até mesmo outros empréstimos adquiridos no passado (41,6%). Em segundo lugar aparecem o pagamento de contas básicas, como aluguel, condomínio, luz, telefone e escola (15,1%). A aquisição de eletrodomésticos (8,7%), a compra de móveis (7,5%) e a realização de viagens (5,5%) completam o ranking de motivações. “O empréstimo sempre foi visto E como uma alternativa para a aquisição de bens de valores elevados, mas o estudo mostra que parte relevante dos consumidores já o enxerga como um meio para resolver problemas financeiros. Se as dívidas saem do controle, pode ser conveniente trocar uma modalidade de crédito mais cara por outra mais barata. Porém, em todos os casos é necessário buscar orientação especializada para encontrar tarifas e juros compatíveis com a realidade financeira e a capacidade de pagamento” , explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. De acordo com a pesquisa, mais de um terço (35,4%) dos consumidores brasileiros possui nos dias de hoje ao menos um tipo de empréstimo, seja ele com banco (31,3%), financeira (18,0%) ou na modalidade pessoal de consignado (25,5%), que é descontado diretamente da folha de pagamento. E a maioria desses consumidores acredita que o empréstimo pode funcionar co- mo solução para a falta de dinheiro: 75,2% dos brasileiros que atualmente possuem algum empréstimo o veem como algo positivo, sobretudo por ser um recurso de auxílio em situações difíceis (28,9%) e possibilitar a realização de sonhos de consumo (25,2%). Em contrapartida, dois em cada dez entrevistados (19,3%) pensam tratar-se de algo negativo, principalmente pelo fato de muitas pessoas não terem controle sobre os gastos (5,6%) e acabar estimulando o consumo desenfreado e desnecessário (4,8%). Para Marcela Kawauti o empréstimo deve ser sempre a última opção para consumidores endividados. “Quando a pessoa precisa de uma nova dívida para resolver uma outra dívida mais antiga, algo está errado e mostra que as finanças do consumidor estão desequilibradas. Neste momento, é preciso rever hábitos e atitudes para controlar as finanças antes de partir para esse recurso” , explica. Banestes Celular passa a oferecer mais funcionalidades O Banestes Celular está com nova versão. Entre as novidades estão ferramenta de zoom, interação com outros aplicativos, como Whatsapp e Facebook,eopções para investimento. Essas novidades chegam para aparelhos com os sistemas operacionais IOS e Android. Com a atualização,o aplicativo passa a ser compatível com os smartphones mais modernos. Agora, oBanestes Celular pode rodar em dispositivos Android 64bits (Samsung Galaxy S6 e S7, por exemplo) e em aparelhos com processadores Intel, como Zenfone, Qbex e Motorola Razr. Também é possível realizar operações de investimento, como aplicação, resgate, consulta de saldo e cancelamento de transações agendadas. A integração com outros aplicativos, como o Whatsapp e Facebook, proporcionará ao cliente salvar ou enviar extratos por meio desses programas. Outro recurso incluído foi o de zoom, possibilitando redimensionar a tela do aplicativo da forma de proporcionar uma melhor visualização dos dados. O Banestes Celular foi lançado em junho de 2015. Até a primeira quinzena deste mês, foram realizados 49.533 downloads do aplicativo no Google Play (Android) e 16.603, na Apple Store (IOS). O diretor de Tecnologia do Banestes, Silvio Henrique Brunoro Grillo, destacou que ambiente de segurança também evoluiu. “O Banestes Celular está ainda mais seguro. Com essas novas melhorias, o usuário terá uma experiência completa de um banco na palma da mão” , ressaltou o FOTO: JARDEL TOREZANI/BANESTES 21% não prestaram atenção em juros e taxas antes de fechar empréstimo pessoal De acordo com o levantamento, 21,0% dos consumidores que hoje estão pagando parcelas de empréstimo pessoal com bancos admitem não ter observado as condições contratuais, como tarifas e juros cobrados. No caso dos que têm empréstimos com financeiras, que na média cobram os juros mais elevados do mercado, sobe para 28,0% o percentual dos que reconhecem não ter analisado as condições atentamente. Entre os que têm empréstimo consignado, a proporção é de 18,9% de consumidores desatentos. Para o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’ , José Vignoli, em qualquer tipo de empréstimo é sempre fundamental prestar atenção nas próprias finanças e nas contrapartidas exigidas pelo credor. “Os juros cobrados pelas financeiras, em geral, são maiores do que os praticados pelos bancos. Deixar de analisar esses dados é um sério risco ao bolso do consumidor, pois ele poderá estar trocando uma dívida atual por outra que rapidamente poderá se tornar ainda mais grave” . Dentre os 31,3% do total de consumidores brasileiros que atualmente possuem algum empréstimo pessoal em banco, 55,0% fizeram a solicitação diretamente com o credor, enquanto 16,4% aceitaram a oferta do banco. Já dos 18,0% que possuem empréstimos pessoal em financeiras, mais de um terço (33,9%) o solicitaram diretamente, ao passo que 22,2% receberam a oferta de uma instituição e aceitaram a proposta. Segundo o levantamento, 11,4% dos tomadores de empréstimos em bancos estão com o ‘nome sujo’ devido a atrasos na quitação das parcelas. No caso dos empréstimos com financeiras, o percentual de devedores registrados em serviços de proteção ao crédito é de 10,5%. ■ diretor de Tecnologia, Silvio Henrique Brunoro Grillo. Outra inovação incluída nesta atualização do Banestes Celular é o controle de versão. Com esta ferramenta, o cliente sempre receberá alerta de atualizações críticas e necessárias, por meio do aplicativo. ■ NOVIDADES DA NOVA VERSÃO ■ O Banestes Celular passa a rodar em dispositivos Android 64bits (Samsung Galaxy S6 e S7, por exemplo) e também em aparelhos com processadores Intel (Zenfone, Qbex e Motorola Razr). ■ O cliente poderá realizar aplicações e resgates por meio do aplicativo. ■ Integração com outros aplicativos, como o Whatsapp e Facebook. Com isso, o cliente poderá salvar ou enviar extratos de sua conta por meio desses programas. ■ Inclusão do recurso de zoom, permitindo ao cliente redimensionar a tela do aplicativo.

[close]

p. 7

16 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2016 7

[close]

p. 8

8 16 ANO Secretaria do Tesouro Nacional confirma dé descompasso nas contas públicas do ex-governador Renato Casagrande resultou em um déficit de R$ 1,4 bilhão no caixa do Estado do Espírito Santo, de acordo com levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) divulgado em maio. Os dados confirmam o diagnóstico iniciado pela equipe de transição do governador Paulo Hartung, ainda em 2014. Naquela época, foram identificados gastos irregulares no montante de R$ 475 milhões, quantia que avançou para R$ 981 milhões até chegar aos valores identificados em 2015 e agora confirmados por técnicos da STN. De acordo com os trabalhos realizados pela Secretaria de Estado da Fazenda, o governo anterior contratou serviços sem ter assegurado os recursos para pagá-los, inclusive sem o devido empenho, conforme manda a lei. O governo Renato Casagrande desconsiderou a crise econômicamundial, responsável pela redução do mercado comprador de commodities, especialmente minério de ferro, a quedado preço do petróleo e a diminuição das transferências de recursos do governo federal. Esta situação atinge várias secretarias de Estado. As secretarias mais atingidas fo- O relatório técnico do Governo Federal, divulgado em maio, atesta o diagnóstico financeiro feito pela equipe do go O ram a de Saúde, Desenvolvimento Urbano, Justiça e Transportes e Obras Públicas. Atualmente, o governo, por meio da Secretaria da Fazenda, adota medidas saneadoras, que resultaram em nota de risco de crédito do Estado para B, considerada forte, segundo os critérios do Tesouro Nacional. No gráfico sobre situação fiscal do Estado, a STN analisa a receita bruta, despesas com transferências a municípios, receita líquida, despesas não financeiras e o resultado primário. No item despesas não financeiras, ressaltam-se aquelas correntes entre 2012 a 2014, que foram aumentadas em R$ 2,7 bilhões. Um dos pontos de destaque é o montante equivalente entre as despesas financeiras e as despesas com pessoal. “As outras despesas correntes e de capital são subdivididas em investimentos,inversões, sentenças judiciais e outras despesas correntes. Inclui o montante das despesas com transferências aos municípios como constitucionais e legais” , diz o Boletim da STN. É a primeira vez que este Boletim da Secretaria do Tesouro Nacional é publicado. A finalidade é dar maior transparência às contas públicas dos estados. São informações essenciais, “capazes de permitir um aprofundamento na análise das principais variáveis fiscais". Secretária da Fazenda defende maior transparência nas contas As contas públicas no Brasil perderam muito a sua capacidade de transparência e quando se faz essa leitura nem todo mundo consegue entender. A afirmativa é da secretária de Estado da Fazenda do Espírito Santo, a economista Ana Paulo Vescovi, ao comentar a constatação pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) que os programas de ajuste fiscal dos estados no ano passado mostram que no Espírito Santo houve um crescimento das despesas correntes entre 2012 e 14 de R$ 2,7 bilhões sem um aumento similar das receitas. “Quando fizemos esse debate no Espírito Santo, em 2014, alertamos para uma coisa que ninguém estava vendo ainda. Percebemos que as despesas do estado cresciam assustadoramente, num ritmo divergente das receitas, que também cresciam, no entanto, muito devagar, em um ritmo de desaceleração iniciado, para nós, antes até mesmo da desaceleração da economia do País” , afirma. Ana Paula Vescovi aponta que já no primeiro trimestre de 2011 surge o primeiro indício de que a economia capixaba parara de crescer, mas essa situação foi ofuscada pela renda do petróleo. “As rendas do petróleo foram usadas para obscurecer a atual situação, pois não é uma renda ordinária, ela é uma renda especial, não é permanente” , explica. Para ela, isso foi colocado em debate para sociedade, inclusive pela via eleitoral. “Quando entramos, legitimados eleitoralmente, sabíamos o que estava por vir, pois já vínhamos alertando para a situação, tínhamos um diagnóstico correto” . A transparência nas contas públicas, dentro de uma democracia, possibilita que a sociedade entenda bem o assunto, que assimdeixa de ser um privilégio de poucos técnicos, defende a secretária. “Ao longo dos anos, porém, várias normas foram sendo aprovadas para contornar as contas públicas. É preciso transparência, colocar esse debate para sociedade e isso nós fizemos” , diz. O reconhecimento do diagnóstico por parte da Secretaria do Tesouro Nacional chega no momento em que o Estado se prepara para iniciar uma nova etapa, com investimentos e manutenção dos serviços ofertados à sociedade. “Assumimos uma postura de humildade, real, de só se contratar quando há garantia do pagamento” . Para Ana Paula, isso é muito importante no reajuste fiscal. “Nós entramos muito cedo no assunto e fizemos um diagnóstico correto das finanças públicas e das contas do Estado. Com o petróleo, o Estado arrecadava R$ 530 milhões em 2010, saltou para R$ 1,786 bilhão em 2014, caiu para R$ 1, 35 bilhão em 2015, queda real” . A secretária afirma que é urgente prosseguir com a disciplina rigorosa dos gastos do Estado, pois a velocidade de queda das receitas é muito maior do que a velocidade de adequação das despesas, que tiveram uma redução de 3,3% neste quadrimestre. “Estamos em busca do equilíbrio fiscal, tornando o Estado mais leve” . FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Ana Paula disse que em 2014 as despesas cresceram assustadoramente

[close]

p. 9

OS VITÓRIA/ES MAIO DE 2016 9 éficit de R$ 1,4 bi nas contas de Casagrande Estado tem melhor classificação de risco O Espírito Santo melhorou a classificação de risco perante o Tesouro Nacional, demonstrando o acerto do ajuste fiscal realizado a partir de 2014, medida considerada essencial para equilíbrio do caixa do Estado, que ganhou nota B. A divulgação foi feita pela Secretaria do Tesouro Nacional e comprova as informações do diagnóstico elaborado pelo governo do Estado, no início da atual gestão. Os números atuais indicam um déficit real de R$ 1,4 bilhão. Com a nota B da Secretaria do Tesouro Nacional, o Espírito Santo passa a ter uma situação fiscal forte e um risco de crédito baixo, de acordo com os critérios do organismo federal, que disciplina as contas públicas de estados e municípios, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal. As contas públicas do Estado do Espírito Santo apresentavam déficit desde 2011, quando a economia estadual passou a sofrer desaceleração.Essa situação agravou-se com problemas de gestão, havendo inclusive despesas sem empenho. O equilíbrio das contas públicas, com corte de gastos e aumento da arrecadação possibilitou um ajuste de R$ 1,6 bilhão. As medidas adotadas pela atual gestão resultaram numa queda de 3,3%, nominal, dos gastos do poder Executivo. Nas despesas correntes, que somavam R$ 2,7 bilhões de 2012 a 2014, a redução foi de 9,9%. A disciplina com os gastos do Poder Executivo se mantém por meio de decreto de contenção de gastos, reprogramação do orçamento, suspensão de despesas supérfluas, congelamento de cargos e revisão de contratos. Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, o resultado primário, que é o conjunto do setor público estadual consolidado, alcançou em abril de 2016 um resultado superavitário de R$ 290 milhões no acumulado do ano. Já o superávit orçamentário foi de R$ 437milhões, sendo R$ 219 milhões do fundo previdenciário dos servidores e o restante dos demais Poderes e fontes vinculadas. A secretária de Estado da Fazenda, Ana Paula Vescovi, afirma que essa situação demonstra a necessidade de dar prosseguimento ao ajuste fiscal iniciado em 2015. overnador Paulo Hartung, liderada pela economista e secretária da Fazenda Ana Paula Vescovi

[close]

p. 10

10 MAIO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Com vagas de garagem apartamento vale mais Devido ao alto poder aquisitivo de parte da população, o mercado oferece imóveis com muitas vagas partamentos com pelo menos uma vaga de garagem são, hoje, um produto básico da indústria imobiliária. Porém, a quantidade de vagas extras que um imóvel possui, na hora da venda, também rende maior valorização e determina a facilidade para concretização da venda. De acordo com especialistas no assunto, os imóveis que hoje possuem dois quartos e duas vagas de garagem são os mais valorizados, proporcionalmente. Imóveis maiores, com mais quartos e mais vagas, também são mais valorizados . Isso se deve ao fato de que uma vaga de garagem, geralmente, tem um preço que varia entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, mas chega a custar R$ 60 mil nas melhores localizações de Vitória, como na Praia do Canto. Já o aluguel de uma dessas unidades varia entre 200 e 500 reais mensais, dependendo também da disponibilidade de vagas nas ruas. De acordo com o diretor da indústria imobiliária do Sinduscon, Leandro Lorenzon, os municípios geralmente exigem, por meio de leis municipais, que toda unidade residencial tenha pelo menos uma vaga de garagem. "Normalmente, é obrigatório que os apartamentos tenham uma vaga. Quando a construtora faz um prédio todo de dois quartos, com 60 apartamentos, é normal que ela construa 60 vagas de garagem e, quando possível, tenha vagas a mais para serem vendidas a qualquer um dos condôminos que queira comprar. Outra opção é determinar que as melhores unidades, as mais altas por exemplo, vêm com mais vagas. Em geral, a convenção de condomínio também permite que os condôminos aluguem vagas de garagem entre si", explicou. O diretor comercial da Lorenge, Samir Ginaid, destacou que outros fatores que fazem com que as vagas de garagem valorizem ainda mais o imóvel são o poder aquisitivo das famílias e a disponibilidade de vagas nas ruas dos bairros. "Um apartamento na Praia do Canto, que é uma área já consolidada, muito valorizada e onde moram pessoas de mais alto poder aquisitivo, tende a ter mais de uma vaga. Até porque lá não é mais possível deixar um carro na rua, devido à cobrança do rotativo. Por outro lado, na região de Itaparica, ainda há muitas vagas na rua e quem mora lá geralmente são pessoas em início de vida, que às vezes não podem pagar Imóveis com cinco garagens Imóveis de altíssimo padrão costumam ter um número extraordinário de vagas de garagem. Em Vitória, alguns deles estão localizados nos pontos mais nobres da Praia do Canto, próximo à Praça dos Namorados. Porém, às vezes, quem vai comprar um imóvel e precisa de um número maior de vagas de garagem, como cinco ou mais unidades, tem maior vantagem em pagar o preço dessas vagas extras do que comprar um imóvel de alto padrão que já as tenha incluídas. As situações são as mais diversas: famílias com muitos filhos que tenham seus próprios carros, colecionadores de automóveis, empreendedores que pensam na valorização do imóvel e que planejam alugá-las, e até mesmo moradores que possuem caminhonetes grandes e usam duas vagas para estacioná-las. "Essa demanda grande por vagas existe há cerca de oito anos. Tudo é questão de nicho de mercado. As famílias de maior poder aquisitivo querem ter mais vagas, querem ter status em todos os níveis, e o mercado acompanha essas demandas", apontou Grasselli. "Algumas famílias têm pelo menos um carro esporte para os fins de semana e alguns sedans para o dia a dia, por isso procuram pela quinta vaga de garagem". É o caso de vários proprietários de apartamentos no Edifício Parador, da Argo Construtora, localizado na Orla de Itaparica. "Há pessoas que não têm carro para todas as vagas, mas pensam na valorização do imóvel. Outros têm caminhonetes grandes e querem um espaço maior para o veículo. Também há casos de colecionadores de automóveis", contou o diretor comercial da Argo Construtora, Fernando Vilela. Além disso, outros prédios da Argo também contam com vagas específicas para portadores de necessidades especiais. No Ilha de Capri, na Praia da Costa, das 260 vagas totais, 15 são exclusivas para visitantes, para quando os moradores querem receber visitas ou organizar festas, por exemplo. Já no Itaville, em Itaparica, há vagas específicas para motos."Com isso, começamos a atingir um publico diferente. Amantes de motos, como aqueles que têm uma Harley-Davidson, optam e procuram pela vaga específica para motos", explicou. ■ A pelo luxo de ter uma vaga a mais de garagem". O fato de muitas das ruas residenciais serem mais estreitas e não terem espaço para estacionamento de carros também é um fator para maior demanda de vagas de garagem, de acordo com o diretor comercial da Argo Construtora, Fernando Vilela. "A procura pelas vagas só aumenta, principalmente porque as ruas são estreitas, o que dificulta o estacionamento. Ter vagas de garagem, para um empreendimento, já é muito importante, mas ter a opção de comprar a segunda é um diferencial. Cerca de 90% das pessoas que querem comprar um imóvel procuram a segunda vaga". Apesar de a demanda pelas vagas de garagem ainda ser alta, o engenheiro civil da DG Projeto de Edificações, Diocelio Grasselli, aponta que há uma tendência de que as vagas extras de garagem não sejam mais tão valorizadas como um diferencial no preço dos imóveis. "As cidades mais planejadas e estabilizadas do mundo não têm muita necessidade de demanda de vagas de garagem porque os meios de transporte público são bons. À me- FOTOS: ARQUIVO JE Samir Ginaid é diretor da Lorenge dida em que a cidade vai se organizando, tendo modais melhores, e que as pessoas vão confiando mais no modal público, a demanda pela vaga diminui muito. A relação de que um prédio é supervalorizado porque tem cinco vagas, daqui a 10 ou 15 anos, não vai ser mais tão importante. Talvez o mais importante seja estar próximo do centro de trabalho e de lazer", expôs o engenheiro. Diocelio aponta para um movimento que já se vê na Grande Vitória, que é o maior uso de bicicletas, Grasseli vê mudança de comportamento levando muitos condomínios a já contarem com um serviço de bike share, onde as bicicletas são emprestadas aos moradores, e também a terem vagas específicas para esse tipo de veículo. "As famílias vão ter uma redução em seus membros. Hoje mesmo, são poucas aquelas que têm necessidade de ter dois carros. Pelo contrário, já é possível enxergar famílias de quatro pessoas, onde cada uma possui sua bicicleta como meio de transporte, e que criam demandas de vagas de bicicletas nos prédios". O preço de uma garagem é supervalorizado, podendo chegar a R$ 50 mil

[close]

p. 11

16 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2016 11 Atacadista fatura R$ 218,4 bilhões Modelo atacado de autosserviço, conhecido por “atacarejo”, puxou crescimento do setor, com elevação de 12% entre 2014 e 2015 pesquisa realizada anualmente pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) e que oferece ao mercado o mais abrangente panorama do segmento atacadista distribuidor nacional, aponta crescimento do setor atacadista e distribuidor de 3,1% em termos nominais em 2015 (em termos reais, houve queda de -6,8%). Com isso o faturamento anual atingiu R$ 218,4 bilhões. O modelo atacado de autosserviço, também conhecido por atacarejo, impulsionou esse crescimento, com alta nominal de 12% entre 2014 e 2015 e abertura de quase 50 novas lojas no país. Apesar do crescimento expressivo, o número de Atacados de Autosserviço (em torno de 500) é reduzido em relação ao setor como um todo, estimado em mais de 5.000 empresas de diversos portes (3.000 delas são associadas à ABAD). Este modelo de negócio ainda está crescendo, mas é preciso lembrar que mesmo no Atacado de Autosserviço o consumidor segue A racionalizando as compras, escolhendo marcas mais em conta e substituindo ou mesmo cortando itens, dando preferência aos produtos mais básicos. Do ponto de vista do cliente varejista, o grande atrativo é também o preço, já que esse modelo não costuma investir em serviços. CENÁRIO - Questões como inflação, desemprego e insegurança quanto ao cenário político-econômico vêm provocando sensível retração do consumidor, que resultou em 4% de queda no consumo das famílias no ano passado, com 6% de queda na renda média real e expressivo aumento da inadimplência, segundo dados do IBGE e da Nielsen. Dessa forma, as empresas precisaram aprender a lidar com um consumidor muito mais seletivo e preocupado em buscar preço mais baixo, ofertas e embalagens econômicas e marcas alternativas. Tudo isso teve impacto no segmento atacadista distribuidor, já que voltaram as grandes compras mensais de abastecimento, em detrimento das várias pequenas com- pras semanais de reposição feitas no varejo de vizinhança, principal cliente dos agentes de distribuição. Dentre os varejos atendidos pelo setor, os supermercados médios foram os que apresentaram melhor desempenho. Já os pequenos varejos de vizinhança, embora continuem a cumprir um papel importante nas compras de reposição ou de conveniência, apresentaram crescimento reduzido ou queda, justificando retração de 1,1 ponto percentual na participação do setor dentro do mercado mercearil nacional. Dessa forma, o foco dos agentes de distribuição passa a ser o ganho de produtividade por meio de ações voltadas para dentro da empresa, para aspectos de gestão e treinamento/capacitação dos colaboradores. Além disso, é hora de rever a sua relação com o varejista, oferecendo serviços diferenciados, e com a indústria, de modo a extrair ganhos a partir de um melhor relacionamento, planejamento mais cuidadoso, melhores estra- tégias de vendas e inovações voltadas ao cliente final. Para o presidente da ABAD, José do Egito Frota Lopes Filho, apesar da situação momentaneamente difícil, esse movimento de ajuste é positivo: “A necessidade impele o empresário a pôr a casa em ordem e prepara o negócio para um novo salto de crescimento sustentado, assim que a economia mostrar alguma recuperação. A dificuldade, enfrentada com criatividade, no futuro irá beneficiar o setor” . Setor possui 50% do mercado De acordo com os resultados do Ranking, o setor agora possui uma fatia de 50,6% do mercado mercearil nacional. É o 11º ano em que essa participação de mercado supera os 50%, atestando a importância da atuação do chamado Canal Indireto da indústria, que atende a todos os estabelecimentos varejistas que não têm volume de pedidos para adquirir produtos diretamente do fabricante. O mercado mercearil compreende produtos de uso comum das famílias, como alimentos, bebidas, limpeza, higiene e cuidados pessoais, entre outros. Os números do Ranking são apurados a partir de dados fornecidos voluntariamente por empresas do setor associadas à ABAD e analisados pela consultoria Nielsen, em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração). O Ranking ABAD/Nielsen 2016 contou com a participação de 544 atacadistas e distribuidores de todo o Brasil. Essas empresas representam aproximadamente 42% do mercado atacadista distribuidor brasileiro, em faturamento. ■

[close]

p. 12

12 MAIO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA A calçada é do morador de rua A presença de pessoas abandonadas nas calçadas de Vitória sensibiliza voluntários que levam a elas apoio psicológico e material aumento da população em situação de rua na cidade de Vitória é notável para vários cidadãos e comerciantes da Capital. Caminhando por bairros como Praia do Canto, Jardim da Penha e Bairro República, é evidente a presença dessa população vivendo sob as marquises de centros comerciais, em situações precárias. Muitos deles contam com o trabalho notável de voluntários que, diariamente ou semanalmente, fornecem ajuda do próprio bolso a esses cidadãos, disponibilizando alimentação, por meio da distribuição de marmitas, sopas, pães e café; além de vestimentas e roupa de cama. Ainda que a Prefeitura de Vitória conte com um Centro de Referência Especializado de Assistência Social para População de Rua, localizado no bairro Mário Cypreste, e também acolha esses cidadãos nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), é evidente para os comerciantes que os trabalhos da assistência social ainda são insuficientes perante o grande número de pessoas em situação de rua presentes no município. Para os comerciantes, também é notável que a presença dessa população nesses bairros aconteceu após a tentativa de revitalização do Centro de Vitória. Ou seja: não é que toda a população em situação de rua do Centro tenha sido devidamente encaminhada e tenha deixado de viver dessa maneira, mas uma parte dela, que não recebeu assistência ou que não foi devidamente orientada, migrou para esses bairros. Nesses locais, é evidente o estranhamento dos moradores das casas e prédios com relação ao morador em situação de rua. Muitos dos que têm casas e condições O básicas de vida não enxergam o cidadão que vive nas ruas como um ser humano exposto a condições insalubres de vida. Chegam até mesmo a desviar o caminho nas calçadas, ou caminhar pela rua, expostos aos carros, para não passarem perto das pessoas que dormem nas ruas. Para o comerciante Glayltonn Penna, a crise e o crescimento do desemprego também provocaram o consequente aumento dessa população. “O número de pessoas em situação de rua tem aumentado visivelmente e precisamos notar que esse é um problema social. Penso que o agravamento do desemprego faz com que mais pessoas estejam nessa situação” . O presidente da Associação Comercial da Praia do Canto, Carlos Eduardo Sardenberg, evidenciou que os moradores em situação de rua não são as mesmas pessoas que praticam delitos no bairro, na maioria dos casos, cometidos por usuários de drogas. “Reparamos o aumento dessa população, principalmente depois da revitalização do centro da cidade. Então, percebemos que houve um deslocamento dessas pessoas que estavam lá e, assim, eles vie- Carlos Eduardo Sardenberg ram para a Praia do Canto. Junto com essa massa, vieram também muitos usuários de drogas, e é preciso diferenciá-los, porque nem toda pessoa em situação de rua é um usuário de droga. Continuamos observando que mesmo com os esforços da prefeitura, mais especificamente do pessoal de abordagem, eles não conseguem tirar essas pessoas da rua” . Ele ressaltou que a equipe de abordagem da Prefeitura de Vitória sempre é vista na Praia do Canto trabalhando para retirar essas pessoas da rua, porém opina que é preciso que as ações sejam mais enérgicas, que haja um maior acompanhamento psicossocial e que os centros de acolhida ensinem um ofício para que essas pessoas possam trabalhar e ter condições melhores de vida. Também alertou para a condição desumana em que muitos desses moradores vivem, sem ter acesso a estruturas e a atendimentos que garantam a saúde. “O problema maior é à noite, que é quando eles usam as marquises de lojas e prédios. Ali comem e usam como banheiro. É inconcebível que a sociedade queira que um ser humano passe por essa situação, independentemente de religiões e credos. Muita gente fala que os moradores de rua quebram as lojas, mas isso não é verdade. Na Praia do Canto, quem invade loja de madrugada para cometer delitos não são moradores de rua, são pessoas sob o vício e que roubam para sustentar esse vício. São duas situações diferentes” , ponderou. Embora os comerciantes da Praia do Canto tenham notado um aumento na população em situação de rua, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) informou que, em janeiro O que se vê nas ruas é o oposto ao mostrado nas propagandas da prefeitura de 2013, havia 732 pessoas em situação de rua em Vitória e que, atualmente, esse número reduziu para cerca de 130. Em 2015, a Semas atendeu uma média mensal de 300 pessoas, entre idosos desorientados, menores fazendo trabalho infantil, trabalhadores informais, migrantes e pessoas em situação de rua. Além do Centro de Referência e dos Creas, a Capital também dispõe de um Albergue para Migrantes; da Casa Lar I e II, para pessoas com transtorno Mental; e do serviço de Hospedagem Noturna, de acolhimento provisório. Também existe um Abrigo para Pessoas em Situação de Rua, localizado no bairro Jabour, que é um espaço de moradia provisória para adultos encaminhados pela abordagem e pelo Centro de Referência. O principal objetivo do abrigo é a ressocialização familiar e comunitária dos usuários, que lá recebem atendimento psicossocial, participam de oficinas de alfabetização e artísticas, de palestras educativas e são encaminhados para emissão de documentos e tratamentos de saúde. A Semas informou ainda que o Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) realiza monitoramento diário em Vitória, para assegurar o trabalho de abordagem e busca ativa que identifique situações de violação de direitos, dentre elas situação de rua, exploração sexual e trabalho infantil. Durante este monitoramento, a equipe avalia as situações encontradas e, verificando a existência de vulnerabilidade social, estas pessoas são alvos de abordagem social, intervenções e encaminhamento para os serviços da rede. O Seas busca fazer uma reflexão com as pessoas em situação de rua sobre a necessidade de buscarem atendimento nos espaços disponibilizados, encaminhando para o acolhimento, higienização, alimentação, documentação e para diversas outras políticas como saúde, trabalho e habitação, de acordo com a demanda apresentada por cada um. ■ Nem todas as pessoas entendem o drama do morador de rua. Em Vitória, a prefeitura informa que retirou centenas deles, mas a realidade é bem diferente

[close]

p. 13

16 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2016 13 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA A crise econômica atingiu também o comércio de rua em Vitória, entretanto o número de ambulantes tem aumentado significativamente Vitória é tomada por ambulantes Com ou sem a licença da Prefeitura, as calçadas da cidade são ocupadas pelo comércio informal de produtos de qualidade duvidosa ma caminhada rotineira pelas ruas de Vitória nos expõe ao comércio de variados tipos de objetos, utilidades para o lar, novidades eletrônicas, além de comidas e bebidas para todos os gostos. Oferecidos, em maioria, por um preço bem menor que o do comércio formal, aquele que dispõe de salas e estrutura física para receber os clientes, os produtos dos vendedores ambulantes costumam ser muito mais baratos e, até mesmo, em preços absurdamente mais baixos. Na região da Praia do Canto, por exemplo, um vendedor de óculos sem licença da Prefeitura chega a comercializar uma armação, com a marca de um determinado fabricante, por R$ 15. O mesmo produto, em uma loja formal do centro comercial nas proximidades, não sai por menos de R$ 600. A situação é a mesma para a comercialização de CDs e DVDs. Na mesma região, um vendedor de rua expõe seus produtos na calçada e chega a vender três unidades pelo preço de R$ 15. Em uma loja formal próxima dali, embora esse tipo de comércio seja escasso, os produtos são vendidos, em U média, entre R$ 30 e R$ 60. Já para os alimentos, a situação exige um pouco mais de cautela, porque muitos dos vendedores informais não seguem as normas da Vigilância Sanitária no preparo e manuseio dos produtos, já que não são cadastrados na Prefeitura. Entretanto, os vendedores de rua que comercializam alimentos têm, em sua maioria, um público fiel que aprecia o sabor, a comodidade de comprá-los no caminho entre um compromisso e outro, e a variedade dos alimentos, aliada, claro, ao preço acessível, pelo qual um lanche equivalente não poderia ser comprado em um estabelecimento formal. Devido aos baixos custos de manutenção, que acarretam em um preço mais acessível e, logicamente, mais atraente para o consumidor, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, classifica que esse tipo de atividade é uma concorrência desleal ao comércio formal. “Respeitamos a atividade dos vendedores ambulantes, mas compete às autoridades tomar as providências cabíveis. Quando o prefeito Luciano Resende ganhou as eleições, uma das ponderações que mais pontuamos foi de que ele deveria tomar uma atitude com relação aos ambulantes. Não temos nada contra esses trabalhadores, mas é uma concorrência desleal para quem está estabelecido e paga todos os impostos” . O presidente da Fecomércio disse também que a crise econômica e o aumento do desemprego fizeram com que o comércio informal crescesse, com tendências a aumentar ainda mais. Por isso, a Fecomércio já sugeriu à prefeitura que fosse José Lino Sepulcri, da Fecomércio instalado um espaço específico para esse tipo de comércio, o chamado Camelódromo. “No passado, sugerimos à Prefeitura de Vitória que fizesse algo parecido com o que vimos em Campo Grande, Capital do Mato Grosso do Sul, onde há um local específico para esse tipo de atividade, onde todos os ambulantes estão concentrados” . Além disso, Sepulcri alertou para o fato de que muitos desses trabalhadores não têm estrutura para trabalhar com qualidade nas ruas, onde estão expostos às variações climáticas e não dispõem de espaços como banheiros e refeitórios. “Gostaríamos de alertar as autoridades para a criação de um espaço com uma estrutura humana, porque essas pessoas estão em locais a céu aberto e não têm condições básicas para se manter durante o dia. Acabam ocupando as calçadas de forma irregular, o que aumenta as chances de um acidente com pedestres, além de contribuir para uma maior poluição visual em muitos pontos da cidade” , apontou o presidente da Fecomércio. De acordo com o subsecretário de Controles Urbanos, Rodrigo Monjardim, a Prefeitura está estudando a viabilidade para a instalação de um camelódromo em Vitória, embora ainda não tenha uma data para a divulgação dos estudos, nem para o início da construção. “O município de Vitória visitou alguns estados para verificar como funcionam os camelódromos nesses locais. Estamos estudando a viabilidade de instalação na nossa cidade, pois é preciso primeiro verificar se é possível a instalação, para depois estudar a estrutura e os possíveis locais a receberem essa construção” . O subsecretário informou ainda que o município está em constante fiscalização desses vendedores e que os licenciados pela prefeitura precisam seguir algumas regras como, por exemplo, estar instalados a uma distância mínima de 100 metros do comércio formal, caso vendam produtos do mesmo ramo. “Temos fiscalizações rotineiras para que não haja um impacto negativo, tanto para a população como para comerciantes ou turistas. Quem se sentir incomodado pode ligar para o Fala Vitória 156, que vamos tentar solucionar o caso” , afirmou o subsecretário. ■

[close]

p. 14

14 MAIO DE 2016 VITÓRIA/ES 16 ANOS Sete mil empregos em obras e serviços Planejamento Estratégico estabelece metas de desenvolvimento para os próximos anos no Estado do Espírito Santo oi dada a largada para áreas de saúde, educação, se- Água do Rio Reis Magos, na criação e manutenção de gurança e assistência social. Serra, além da Barragem de sete mil empregos no Es- Entre as obras, destacam-se o Pinheiros e mais 26 barragens pírito Santo, com a exe- reinício da rodovia José Set- em assentamentos rurais. cução de várias obras previs- te, em Cariacica, e a duplicaNa área de Educação, estão tapara os próximos 12 meses, ção da rodovia ES 482, trecho previstas mais 10 unidades da num momento em que o País Cachoeiro-Coutinho, com Escola Viva – além das cinco atravessa uma situação crítica abertura de 150 a 230 postos já em funcionamento -, e a nesse setor. Esse é o principal de emprego. construção e ampliação de 14 resultado do Encontro de PlaO reinício das obras do unidades de ensino, além de nejamento Estratégico do Go- Aeroporto Regional de Linha- um investimento de R$ 15 miverno do Estado, realizado nos res e o Contorno do Mestre Ál- lhões na manutenção e refordias 29 e 30 de abril, que des- varo, na Serra, bem como a ma de 120 escolas estaduais. taca a responsabilidade de só conclusão da rodovia LesteO programa prevê duas grancontratar o que o Estado pode Oeste, entre Cariacica e Vila des obras na área da saúde: a lipagar, a fim de manter equi- Velha, a primeira etapa e lici- citação e o início das obras de líbrio nas contas públicas. tação da segunda etapa da construção do Hospital Geral Ao anunciar as novas frentes Avenida Leitão da Silva, e a li- de Cariacica, com 400 leitos, a de trabalho, no dia 6 deste citação da obra do Portal do abertura de 40 leitos no Hospimês, o secretário de Estado de Príncipe, em Vitória, também tal Estadual de Vila Velha (anEconomia e Planejamento, fazem parte do pacote. tigo Hospital dos Ferroviários) e Regis Mattos Teixeira, destaPara enfrentar um dos sé- o início das obras dos blocos IV cou algumas prioridades: es- rios problemas que atinge o e V do Hospital Estadual de Urforço para manter pagamen- Estado, a crise hídrica,o Pla- gência e Emergência (HEUE), tos de servidores em dia, fo- nejamento Estratégico prevê, em Vitória, onde estão previsco na continuidade de servi- entre outras ações, a realiza- tos 43 novos leitos e um prontoços essenciais, especialmente ção de estudos e projeto exe- socorro.Ainda na área da saúos da Saúde, Educação, Segu- cutivo da Barragem do Rio Ju- de, em Nova Venécia, será conrança e Assistência Social, e cu, a licitação para constru- cluído o Centro de Consulta e gerenciamento intensivo de ção de cinco barragens de Exames Especializados, medida investimentos, com manuten- usos múltiplos no interior, e importante para a descentralição e geração de empregos. a conclusão do Sistema de zação do atendimento à popuDurante o encontro de pla- Produção de Distribuição de lação do Estado. FOTO: LEONARDO DUARTE/SECOM-ES nejamento estratégico foram debatidas diretrizes e prioridades do governo, a fim de alinhá-las com a atual conjuntura econômica, que tem causado redução de receitas. Participaram do encontro 130 gestores da administração estadual, entre secretários, subsecretários e dirigentes de órgãos. Através de documento gerado no encontro, além das obras, fica assegurada a continuidade do atendimento à população com serviços essenciais, principalmente nas Planejamento estratégico deu direcionamento às açoes do Governo F FOTO: THIAGO GUIMARÃES/SECOM-ES Paulo Hartung discutiu o Planejamento Estratégico no Corpo de Bombeiros Para Segurança e Justiça, no Planejamento Estratégico estão previstos aquisição de terreno para nova obra da Sede do 1º Batalhão da PM, em Vitoria, abertura de 120 novas vagas com a reforma da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Cachoeiro de Itapemirim, licitação do Centro de Detenção Provisória de Linhares, com 604 novas vagas, e a ampliação das Audiências de Custódia para a Região Norte do Estado. Também estão previstos o fortalecimento das políticas de trabalho, a reorganização do Sistema da Assistência Social e a implantação, nos próximos 12 meses, em 25 bairros, das ações do Projeto Ocupação Social, garantindo atendimento a quatro mil jovens. ENCONTRO – Dividido em grupos, onde ocorreram muitas discussões e reflexões, o Encontro de Planejamento Estratégico possibilitou à equipe técnica um alinhamento em torno de objetivos, entregas e resultados da administração estadual, revisitando projetos e ações com foco nos próximos 12 meses. Durante o seminário, a equipe também pôde compreender melhor o contexto político, econômico e social, participando de palestras ministradas pelos professores da Fundação Getúlio Vargas Fernando Abrucio e Samuel Pessoa. Ambos destacaram o equilíbrio fiscal do Governo, fruto de ações da atual administração do Estado. O secretário de Planejamento, Regis Matos Teixeira, destacou a ativa participação dos executivos do Governo. “Concluímos o seminário com uma excelente participação da equipe, que sai mais animada e motivada para superar os desafios e fazer o melhor pelo Estado” , disse. Segundo ele, nestes tempos desafiadores, o foco do Governo é garantir a continuidade dos serviços essenciais para a população, especialmente os das áreas de Saúde, Educação e Segurança, e o pagamento em dias dos servidores. ■

[close]

p. 15

16 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2016 15

[close]

Comments

no comments yet