Imprensa Sindical nº 120

 

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Jornal Imprensa Sindical - Edição nº 120

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ANO XIV | 120a EDIÇÃO Pesquisa indica crescimento do desemprego em quatro regiões metropolitanas eram 18,6%. Em Fortaleza, o número de desempregados passou de 13,1% em março para 13,6% em abril. Em Salvador, o percentual de pessoas sem emprego era de 21,3% e chegou a 23,4%. Em São Paulo, passou de 15,9% para 16,8%. Em Porto Alegre, o percentual de desempregados ficou praticamente estável, com ligeira queda de 10,7% em março para 10,5% em abril, totalizando 198 mil pessoas sem emprego. Essa região registrou ainda COREN-SP IMPRENSA SINDICAL DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 A taxa de desemprego subiu em quatro das cindo regiões metropolitanas pesquisadas na Pesquisa Emprego e Desemprego (PED) entre março e abril. O estudo foi divulgado dia 25 de maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). No Distrito Federal, 18,1% da população economicamente ativa estava sem trabalho em março. Em abril SÃO PAULO aumento no nível de ocupação. Com o crescimento de 2,2% entre março e abril, totalizando 1,68 milhão pessoas inseridas no mercado de trabalho. Em São Paulo e no Distrito Federal, o nível de ocupação permaneceu praticamente estável, com ligeira variação negativa de 0,1% nas duas regiões. Em Fortaleza, ocorreu crescimento de 0,6% na comparação entre março e abril. Esse aumento no número de postos na capital cearense foi puxado pelo setor de serviços, que elevou o nível de emprego em 3,2% no período, enquanto a construção civil chegou a apresentar queda de 6,5%. Nos últimos 12 meses, todas as regiões metropolitanas pesquisadas registraram aumento nas taxas de desemprego. Em abril de 2015, o percentual de desempregados no Distrito Federal era de 14,1%, em Fortaleza de 7,9%, em Porto Alegre de 7,3%, em Salvador de 17,5% e em São Paulo de 12,4%. Geraldo Alckmin, governador de São Paulo JUNDIAÍ-SP Alckmin adia reorganização escolar no Estado de São Paulo Página 8 Coren-SP lança campanha por valorização dos profissionais de Enfermagem Página 9 Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP Ricardo Benassi lança sua pré-candidatura com presença de Roberto Freire Página 9 Engenheiro Ricardo Benassi LU ALCKMIN-SP AÉCIO NEVES-MG SUPLICY Lu Alckmin lança Campanha do Agasalho 2016 Página 14 Senador Aécio Neves (PSDB) - MG Temer inclui propostas de tucanos entre medidas prioritárias do governo Página 3 A Busca da Utopia em Maricá Página 11 Eduardo Suplicy, secretário de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo DAVID UIP-SP SECOVI-SP SINDUSCON-SP Alckmin nomeia 299 servidores para a Saúde Página 16 Dr. David Ewerson Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo A hora da reconstrução nacional Página 6 Uma agenda para a retomada do emprego Página 4 Flavio Amary, presidente do Secovi-SP José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP CUT-SP PRAIA GRANDE-SP GUARULHOS-SP BAHIA Secretária de Combate ao Racismo da CUT São Paulo, Rosana Aparecida Coletivo de Combate ao Racismo discute empoderamento de negros e negras nas empresas Página 4 Alberto Pereira Mourão, prefeito de Praia Grande/SP Administração inaugura campo de futebol no Bairro Antártica Página 5 Prefeitura de Guarulhos entrega mais 1.460 apartamentos no Lavras Prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida Página 5 Governador da Bahia, Rui Costa Rui Costa se reúne com governadores do Nordeste visando superar crise econômica Página 6 METALÚRGICO-SP PAULINHO DA FORÇA-SP SINTRACON/ITAPEVI-SP HADDAD-SP CNTM debate cenário econômico e político do País Miguel Torres, presidente do Sindicato Página 7 e da CNTM e vice-presidente da Força Sindical SINDIQUÍMICA-BA Página 7 A crise e o desemprego! Paulinho da Força, presidente da Força Sindical e deputado federal Reajuste na Construção Civil será de 9,83% Página 8 Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon Zona Leste ganha mais duas salas públicas de cinema e São Paulo chega a 12 espaços Página 10 JUNDIAÍ-SP Fernando Haddad, prefeito de São Paulo PARÁ Acidente na Basf Página 12 Página 12 Feira Pan-Amazônica do Livro fez sucesso em sua vigésima edição GRÁFICOS-SP A LUTA não vai parar Seja qual for o GOVERNO Governador do Estado do Pará, Simão Jatene Página 15 José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Guarda Municipal tem frota reforçada com 38 viaturas Página 16 Anuncie no IMPRENSA SINDICAL (11) 3666-1159 99900-0010 95762-9704

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Opinião IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 2 Editorial //A Democracia é a grande personagem do momento. Ela é ameaçada permanentemente por grupos que desejam fazer valer a sua vontade, que nesses casos, é sempre contrária ao que anseia a grande maioria. Por isso a ameaça à vontade soberana da nação. Hoje consegue-se tranquilamente manipular empresas, instituições governamentais ou não, através de influências em diversas esferas de diversos setores socioeconômicos, necessários à obtenção de privilégios pessoais políticos e econômicos. Manobras escusas são uma práxis largamente utilizada pelos abastados. Tal ação tornou-se corriqueira em nosso país. Um “mar de corruptos” assola o Brasil. Vê-los na mais descarada das hipocrisias, fazerem-se valer de cargos de representatividade popular, atentar contra o próprio povo que representa, passando por cima das leis, com o fim de se manterem intocáveis em seus atos de corrupção fáceis e rápidos e parmanecerem livres da prisão e da justiça. Justiça essa, que muitas vezes, também corrompida, os protegem. Como vemos acontecer nesse momento de forma escandalosa, em nosso país. Porém, os escândalos, só ganham projeção e repercussão, de acordo com as conveniências dos grupos interessados em manter o esquema de corrupção como sempre esteve: no anonimato. Só investiga-se, condena-se, prende-se e divulga-se, os que interessam a esses grupos. Os que fazem parte do “grande esquema”, tenta-se e consegue-se a todo custo arquivar os processos, como vem se conseguindo com muitos dos envolvidos. Para que tais manobras fossem bem sucedidas, evidenciou-se o que antes era velado: a Democracia não é de fato um sistema em uso no Brasil. Quando, pela primeira vez, ousa-se prender milionários e bilionários, políticos corruptos intocáveis, chegando-se a todos os partidos, sem poupar os que comandam a corrupção e a abafam há anos, eis que estes desesperam-se e dabatem-se para salvar suas peles, mudando tudo para que tudo continue como antes. Vivemos tempos sombrios! Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. A volta da classe do privilégio //O principal problema brasileiro que atravessa toda nossa história é a monumental desigualdade social que reduz grande parte da população à condição de ralé //por Leonardo Boff – do Rio de Janeiro //Os dados são estarrecedores. Segundo Marcio Pochman e Jessé Souza, que substituiu Pochman na presidência do IPEA são apenas 71 mil pessoas (ou 1% da população que representa apenas 0,05% dos adultos), multibilionários brasileiros, que controlam praticamente nossas riquezas e nossas finanças e através delas o jogo político. Essa classe dos endinheirados, que Jessé Souza chama de classe do privilégio, além de perversa socialmente é extremamente hábil pois se articula nacional e internacionalmente de tal forma que sempre consegue manobrar o poder de Estado em seu benefício. A narrativa é antiga, pois sataniza o Estado como o antro da corrupção e magnifica o mercado como o lugar das virtudes econômicas e da inteireza dos negócios. Estimo que seu maior feito atual foi vergar a orientação da política dos governos Lula-Dilma na direção de seus interesses econômicos e sociais, apesar das intenções originais do governo de praticar uma política alternativa, própria de um filho da pobreza e do caos social, como era o caso de Lula. A pretexto de garantir a governabilidade e de evitar o caos sistêmico, como se alegava, essa classe do privilégio conseguiu impor o que lhe interessava: a manutenção inalterável da lógica acumuladora do capital. Os projetos sociais do Governo não a obrigava a renunciar a nada, antes, eram funcionais a seus propósitos. Chegavam a dizer entre si, que em vez de nós, da elite, governarmos o país, é melhor que o PT governe, mantendo intocáveis nossos interesses históricos, com a vantagem de não termos mais nenhuma oposição. Ele assina em baixo de nossos projetos essenciais. Essa classe de endinheirados coagia o governo a pagar a dívida pública antes de atender as demandas históricas da população. Assim quitava-se a dívida monetária com sacrifício da dívida social, que era o preço para poder fazer as políticas sociais. Estas, nunca havidas antes, foram robustas e incluíram cerca de 40 milhões de pobres no consumo. Os mais críticos perceberam que esse caminho era demasiadamente irracional e desumano para ser prolongado. Foi aqui que se instalou um estremecimento entre os movimentos sociais e o governo Lula-Dilma. Tudo indicava que, com quatro eleições ganhas, apesar dos constrangimentos sistêmicos, se consolidava um outro sujeito de poder, vindo de baixo, das grandes maiorias oriundas da senzala e dos movimentos sociais. Estas começaram a ocupar os lugares e usar os meios antes reservados à classe média e aos da classe do privilégio que, no fundo nunca aceitou o operário Expediente Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 04 Conj. 82 Campos Elíseos - CEP 01201-020 - São Paulo - SP . Filial: Largo Santa Cecilia, 62 - São Paulo - SP . Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 DISTRIBUIÇÃO NACIONAL Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | www.kerachcomunicacao.com.br OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. //A pretexto de garantir a governabilidade e de evitar o caos sistêmico, como se alegava, essa classe do privilégio conseguiu impor o que lhe interessava: a manutenção inalterável da lógica acumuladora do capital. Lula e nunca se reconciliou com o povo, antes o desprezava e humilhava. Foi aí que os antigos donos do poder despertaram raivosamente, pois poderiam pela via do voto nunca mais chegar ao poder. Instaurada uma crise político-econômica sob o governo Dilma, crise cujos contornos são globais, a classe do privilégio aproveitou a oportunidade para agravar a situação e, pela porta dos fundos chegar ao Planalto. Criou-se uma articulação nada nova, já ensaiada contra Vargas, Jango e Juscelino Kubitschek assentada sobre o tema mo- ralista do combate à corrupção, salvar a democracia (a deles que é de poucos). Para isso era necessário suscitar a tropa de choque que são os partidos da macroeconomia capitalista (PSDB, PMDB e outros), apoiados pela imprensa empresarial que foi o braço estendido das forças mais conservadores e reacionárias de nossa história com jornalistas que se prestam à distorção, à difamação e diretamente à difusão de mentiras. A narrativa é antiga, pois sataniza o Estado como o antro da corrupção e magnifica o mercado como o lugar das virtudes econômicas e da inteireza dos negócios. Nada mais falso. Nos Estados, mesmo dos países centrais, vigora corrupção. Mas onde ela é mais selvagem é no mercado, pois sua lógica não se rege pela cooperação mas pela competição, onde praticamente vale tudo, um procurando engolir o outro. Há milionárias sonegações de impostos e grandes empresários escondem seus ganhos absurdos em contas no exterior, em paraísos ficais como se tem denunciado recentemente pela Zelotes, Lava-Jato e Panamá-papers. Portanto, é pura falsidade atribuir as boas obras ao mercado e as más ao Estado. Mas essa narrativa, martelada continuamente pela mídia empresarial,conquistou a classe média. Diz Jessé Souza com acerto que “em literalmente todos os casos a classe média conservadora foi usada como massa de manobra para derrubar os governos de Vargas, Jango e agora Lula-Dilma e conferir o “apoio popular” e a consequente legitimidade para esses golpes sempre no in- teresse de meia dúzia de poderosos”(A tolice de inteligência brasileira, 2015, p. 207). Na base está uma mesquinha visão mercantilista da sociedade, sem qualquer interesse pela cultura e que exclui e humilha os mais pobres, roubando-lhes o tempo de vida nos transportes sem qualidade, nos baixos salários e na negação de qualquer perspectiva de melhora já que são destituídos de capital social (educação, tradição familiar etc). Para garantir sucesso nessa empreitada perversa se criou uma articulação que envolve grandes bancos, a FIESP , a MP , a PF e setores do judiciário. No lugar das baionetas funcionam agora os juízes justiceiros que não relutam em passar por cima dos direitos humanos e da presunção de inocência dos acusados com prisões preventivas e pressão psicológica para a delação premiada com conteúdos sigilosos divulgados pela imprensa. O atual processo de impeachment à presidenta Dilma se inscreve dentro desta quadro golpista pois se trata de tirá-la do poder não por via eleitoral mas pela exacerbação de práticas administrativas consideradas crime de responsabilidade. Por eventuais erros (concedido mas não aceito) se pune com o supremo castigo uma pessoa honesta contra a qual não se reconhece nenhum crime. A injustiça é o que mais fere a dignidade de uma pessoa. Dilma não merece essa dor, pior do que aquela sofrida nas mãos dos torturadores. Leonardo Boff é articulista do JB on line e escritor

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IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 3 Aécio Neves-MG Temer inclui propostas de tucanos entre medidas prioritárias do governo nomeação de dirigentes e a responsabilização deles. O objetivo é qualificar o serviço público e substituir o aparelhamento da máquina pública pela meritocracia. No caso das novas regras para os fundos de pensão das estatais, o projeto também visa a meritocracia na ocupação de cargos, transparência na definição das prioridades de investimentos e a responsabilização por eventuais dolos cometidos. Já a proposta do tuAécio Neves, senador da República e presidente nacional do PSDB cano José Serra trata //As medidas anun- Tasso Jereissati (PSDB- do fim da participação ciadas dia 24 de maio -CE). Os outros dois são obrigatória da Petropelo presidente em a mudança nas regras bras nos projetos do exercício, Michel Temer, de gestão dos fundos Pré-Sal. O projeto flexipara melhorar a gestão de pensão, de autoria biliza as regras e permipública, conter o endi- do senador Paulo Bauer te parcerias com outras vidamento e controlar (PSDB-SC), e o projeto empresas, sem nenhum o déficit incluem três que altera as regras de tipo de prejuízo para a projetos apresentados participação da Petro- Petrobras, como explipor parlamentares do bras na exploração do cou o senador Dalírio PSDB. O primeiro é a Pré-Sal, de autoria do Beber (PSDB-SC). Lei de Responsabili- atual ministro das Re“O projeto de autodade das Estatais, que lações Exteriores, José ria do senador Serra é incorpora propostas do Serra (PSDB-SP). no sentindo de flexibipresidente nacional do A Lei de Responsabi- lizar. A Petrobras conPSDB, senador Aécio lidade das Estatais esta- tinua podendo e tendo Neves, e do senador belece critérios para a condições, podendo ser a líder de qualquer consórcio, ou mesmo explorar por inteiro, através de uma delegação do governo federal. Não há prejuízo para a Petrobras. O que nós temos com essa legislação é uma flexibilização que permite que nós possamos chamar outras empresas para suprir a deficiência da própria Petrobras, que, momentaneamente, em vista de tantos anos, perdeu a capacidade de corresponder às expectativas, de extrair petróleo, produzir combustíveis e também gerar os royalties tão necessários para fazer frente às necessidades de saúde e educação”, afirmou. O parlamentar destacou que os três projetos, todos já aprovados no Senado e em análise pela Câmara, seguem os 15 princípios e valores apresentados pelo PSDB que norteariam o apoio do partido ao governo do presidente em exercício Michel Temer. “Quando o PSDB apresentou para o vice-presidente Michel Temer os 15 princípios que o PSDB gostaria de ver atendidos para que nós pudéssemos ter uma retomada do desenvolvimento, com certeza estes três projetos estavam inseridos. O nosso objetivo é que nós tenhamos uma governança corporativa muito mais eficiente nos fundos e nas próprias empresas estatais do governo federal”, avaliou. Papel do PSDB O senador Dalírio Beber acrescentou que o PSDB cumpre o seu papel e se sente orgulhoso ao apresentar projetos que contribuem de maneira real e palpável para o futuro do país. “Esses projetos foram apresentados em momentos em que nem se imaginava que poderia ter o desfecho que teve o processo de impeachment. Já eram projetos que foram criados, construídos, melhorados, todo o processo de debate aqui no Senado Federal, com a intenção de oferecer ao Brasil um instrumento que com certeza aprimora a legislação e, sobretudo, oportuniza uma melhor gestão dos fundos de previdência, que são recursos da classe trabalhadora”, considerou. “É mais garantia de que os recursos serão sempre muito bem geridos e eles poderão ajudar o Brasil em várias frentes, mas com aplicação segura, para garantir efetivamente que esses recursos, esses fundos, cumpram a sua finalidade que é assegurar uma condição de estabilidade e de vida àqueles que trabalharam e constituíram esses programas para o período de suas aposentadorias”, completou o tucano.

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CUT-SP Sindical IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 4 Coletivo de Combate ao Racismo discute empoderamento de negros e negras nas empresas //Participantes também falaram sobre ações voltadas à geração de emprego //por Rafael Silva ‑ CUT São Paulo //No dia 20 maio, a Secretaria de Combate ao Racismo da CUT São Paulo realizou mais uma reunião do Coletivo de Combate ao Racismo, na região central da cidade de São Paulo. O encontro teve a participação de Júlio Cesar Silva Santos, do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, e de José Trevisol, coordenador do Trabalho da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo, que falaram sobre os desafios no mundo do trabalho para a população negra. Ao abrir a reunião, a secretária de Combate ao Racismo da CUT São Paulo, Rosana Aparecida, falou sobre o atual momento político do País, destacando que as políticas de promoção da igualdade racial construídas nos últimos anos correm riscos de serem extintas. “A gente está vivendo um momento muito difícil, pois o golpe acabou com a Secretaria Nacional da Igualdade Racial e isso representa um retrocesso de anos. Vamos ter que resistir e seguir na luta, principalmente empoderando os negros e as negras que estão nos sindicatos”. Secretário estadual de Finanças da Central, Renato Carvalho Zulato, lembrou que esses encontros temáticos, com a participação de convidados, foi uma demanda do planejamento realizado pelo Coletivo no início do ano. “Felizmente temos uma Secretaria muito atuante e esse encontro vai possibilitar que vocês levem essa discussão aos sindicatos. Isso será muito importante”. ações afirmativas. Disse ser necessário ter uma transformação cultural em todos os setores para que a discussão sobre promoção de igualdade ganhe força também nos espaços de trabalho. Júlio citou, como exemplo, o mercado de cosméticos que possui poucos produtos voltados aos negros. “Nós estamos no século 21 e há poucos estudos para desenvolver produtos para peles negras”. Na questão financeira, aponta que a diferença salarial entre brancos e negros continua sendo o grande desafio. Mesmo tendo o mesmo nível de escolaridade, o negro recebe, em média, R$ Desafios 1.681,32 mensais, enquanto que o branco ganha R$ Em sua apresentação, Jú- 2.812,23, segundo a peslio Cesar falou sobre cláusu- quisa Mapa da Diversidade, las raciais nos acordos cole- realizado pelo setor bancário tivos, destacando o processo em 2014. “Identificamos que de construção, implementa- há muitos negros que realição e desafios para a promo- zam o mesmo trabalho que ção da igualdade aos negros os brancos, mas eles não e negras. Aos participantes, o têm mobilidade. Ou seja, bancário contextualizou mo- quando a empresa promove mentos da história do Brasil um funcionário, a preferênque ajudaram a entender a cia é para o branco”. importância das políticas de Em seguida, José Trevisol Foto: Secom/SP contou sobre os programas implementados pela Prefeitura de São Paulo voltados à geração de emprego, como o CAT (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo), que oferece atendimento à população que busca reinserção no mundo do trabalho, o Centro Público de Direitos Humanos e Economia Solidária e a Incubadora Pública de Empreendimentos Econômicos Solidários, que fomentam iniciativas de geração de renda sob a perspectiva de cooperativismo e economia solidária. Outro tema abordado foram os desafios de inclusão da população de imigrantes que chega a São Paulo e encontra dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Trevisol disse que a Prefeitura tem realizado reuniões com empresários para colaborar na desconstrução de ideias e, com isso, gerar oportunidades para todos os públicos. “Temos feito encontros com empresários, junto com o prefeito e o secretário, para mostrar a nossa preocupação, enquanto gestores públicos, com a questão do emprego e da renda para todos os trabalhadores”, disse. Sinduscon-SP Uma agenda para a retomada do emprego //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //A retomada do crescimento econômico será fundamental para revertermos a escalada do desemprego no país. Mas para que esta retomada aconteça de fato e venha o mais rapidamente possível, precisamos colocar em prática uma agenda de prioridades. Um dos setores mais estratégicos para a volta do crescimento econômico é a indústria da construção. Se este setor for estimulado com medidas que tragam uma grande demanda por novas obras, ele é capaz de reagir rapidamente e voltar a gerar um volume massivo de emprego. Uma vez que esta demanda depende da retomada dos investimentos em infraestrutura e habitação, espera-se que o governo consiga implementar as medidas necessárias ao reequilí- brio das contas públicas. Isso possibilitará baixar a inflação e os juros e resgatar a confiança dos investidores e das famílias, gerando novos contratos para a construção. A melhor maneira de iniciar este processo é agilizar as concessões e as parcerias público-privadas da União, dos Estados e dos Municípios. Como não há recursos públicos sobrando para investimentos em ampliação da infraestrutura e fomento à habitação, as concessões e PPPs serão fundamentais, se elas conseguirem atrair o interesse de investidores nacionais e internacionais. Para tanto, precisam ser precedidas de estudos prévios de viabilidade técnica e econômica, feitos por empresas especialmente contratadas. E deve-se deixar o mercado fixar as taxas de retorno aos investidores, por meio de livre concorrência. Será necessário agilizar as concessões dos diversos licenciamentos requeridos, especialmente na área ambiental, bem como dinamizar a análise dos editais pelos órgãos de controle. Para estimular a participação de pequenas e médias empresas, será importante dividir as concessões de rodovias em tantos lotes quantos for tecnicamente e economicamente viável. É preciso facilitar a concessão de crédito nas concessões, introduzindo o Project finance. Por este modelo, aceita-se o resultado financeiro futuro da concessão como garantia para a obtenção do financiamento. Paralelamente, espera-se que o novo governo retome rapidamente as contratações em todas as faixa de renda familiar do Minha Casa, Minha Vida, efetue os prometidos aperfeiçoamentos e renove os convênios para que Es- tados e Municípios possam oferecer terrenos e recursos ao sucesso do programa. Na área trabalhista, o governo interino manifestou a disposição de realizar a reforma trabalhista, impulsionando o projeto de lei que regulamenta a terceirização das atividades de empresas. A indústria da construção aprova a busca de uma regulamentação, uma vez que a terceirização, se for feita corretamente, não precariza o trabalho, gera emprego, aumenta a renda e contribui para elevar a produtividade das empresas. Na indústria da construção, a subcontratação de empresas especializadas para realizar as distintas fases de uma obra já é legalizada pela CLT. E se tornou indispensável à atividade do setor, assegurando qualidade e produtividade às obras e reduzindo seu custo final para o contratante. A subcontratação dessas empresas também reduziu consideravelmente a rotatividade da mão de obra na construção. Em vez de contratar trabalhadores para realizar serviços específicos e dispensá-los depois da execução destas atividades, as construtoras contratam as empresas especializadas em fundações, estrutura, instalações prediais, acabamento etc. Estas, por sua vez, quando concluem a prestação do serviço em um canteiro de obras, começam a trabalhar em outro canteiro, e assim sucessivamente, mantendo os seus profissionais empregados. Portanto, a tramitação do projeto de lei so- bre terceirização aprovado na Câmara dos Deputados e ora em apreciação no Senado requer um exame cuidadoso e alguns aperfeiçoamentos, para que se respeitem os avanços trazidos pela subcontratação de empresas especializadas pela indústria da construção. Estas e outras providências serão fundamentais para a retomada dos investimentos e da consequente geração de milhões de empregos de que o Brasil urgentemente necessita. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e da da Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária)

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Brasil Praia Grande-SP IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 5 Administração inaugura campo de futebol no Bairro Antártica nós também estamos fazendo isso. Esse tipo de iniciativa permite que o aluno fique mais tempo dentro do contexto educacional e até melhore seu desempenho, pois para frequentar uma atividade extraclasse, nós cobramos sua frequência e dedicação também na escola. Está tudo interligado”, comentou. O campo de 6.400m2 (100 x 64) recebeu obras de drenagem, base em brita e pedrisco com cobertura de emulsão asfáltica, grama sintética (material autorizado pela Federação Internacional de Futebol Associado, a FIFA), e alambrado. O local recebeu, ainda, paisagismo e um estacionamento para 120 carros e 14 motos. Os vestiários também foram completamente revitalizados. Considerando todo o espaço (incluindo calçada e estacionamento), a metragem chega a 18 mil metros quadrados. O investimento foi de aproximadamente R$ 3,4 milhões. “É o segundo campo da Cidade a receber grama sintética; o primeiro foi no Bairro Real. Esse material é excelente, principalmente pela praticidade e facilidade de manutenção, por isso a tendência dos países desenvolvidos é utilizarem cada vez mais a grama sintética. Com a qualidade que temos nesse campo, temos condições de fazer aqui grandes eventos esportivos”, ressaltou o diretor da Divisão de Competições e Treinamento da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), Cláudio Luiz Monteiro de Moraes, conhecido como Camarão. “Mas o mais importante é que este equipamento permite tirar mais crianças da rua, oferecendo a elas essa nova oportunidade”. Para marcar a inauguração, houve um jogo entre alunos de outros polos de futebol (sub-013) e, logo após os discursos de inauguração, foi realizado um amistoso entre os times do bairro Botafogo e Nacional, na categoria Cinquentão. O Nacional levou a melhor por 3 x 0. A comunidade presente se mostrou muito satisfeita com o novo espaço. O presidente da Associação de Melhoramentos do Bairro Vila Antártica, Evandro Gomes Martins, resumiu o sentimento dos munícipes: “A comunidade está muito agradecida por este empreendimento aqui em nosso bairro, pois um campo dessa qualidade não se vê facilmente em outras cidades, ainda mais levando-se em conta que são nossos filhos que estarão aqui jogando! Estamos felizes com os investimentos que estão sendo feitos na nossa área”, afirmou. O técnico de futebol da Seel, Eber Luiz Costa, conhecido como Lelê, conhece bem o “antes e depois” do campo reinaugurado, pois já atuava no local desde a primeira inauguração do campo, há 20 anos. “No começo era grama natural e em pouco tempo, virou campo de terra. Treinei muitos meninos aqui, quando era um ‘terrão’. Mas agora, acredito que a motivação e o ânimo vão ser ainda maiores pra garotada, pois ficou um campo de primeiro mundo!”, elogiou. “Isso aqui está comparável aos dos países mais desenvolvidos. A meninada não vê a hora de começar as aulas!”. Aulas – Para ter aulas no campo, é necessário preencher uma ficha cadastral no local, além de apresentar cópia do RG, comprovante de escolaridade, autorização dos pais ou responsável e atestado médico. Informações podem ser obtidas pelo 3471-7619. Avança PG – A inauguração do Campo Magic Paula faz parte das metas estipuladas no Programa Avança PG, eixo Cidade Feliz. A iniciativa é um conjunto de ações planejadas para o triênio 2014-2016, distribuídas por dez grandes eixos de atuação, de acordo com os setores do Município. //A prefeitura de Praia Grande inaugurou dia 14 de maio a revitalização do Campo Magic Paula, no Bairro Antártica. O equipamento beneficiará crianças e adolescentes de 8 a 16 anos com aulas gratuitas de futebol, além de ser utilizado pela comunidade nos fins de semana. O campo de futebol –cujo maior destaque é a grama sintética oficial– fica ao lado do Ginásio Poliesportivo Magic Paula, que também passa por revitalização e será reinaugurado dentro de alguns dias. Inicialmente, o campo atenderá cerca de 100 alunos, mas quando todas as turmas estive- rem preenchidas poderá chegar a aproximadamente 500 crianças e adolescentes. “É mais um espaço de formação e aperfeiçoamento para nossos jovens, mais uma atividade saudável oferecida a eles. Tenho certeza de que este espaço será bem aproveitado por vocês”, disse a secretária de Educação, Cláudia Meirelles, dirigindo-se à comunidade presente na inauguração. O prefeito de Praia Grande destacou o investimento na área esportiva como estratégia para melhorar a educação. “Os países mais desenvolvidos do mundo investem em atividades fora da sala de aula e Guarulhos-SP Prefeitura de Guarulhos entrega mais 1.460 apartamentos no Lavras //A Prefeitura de Guarulhos entregou dia 22 de maio mais 1.460 unidades habitacionais do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Os apartamentos de 46 metros quadrados ficam na região do Lavras e vão atender os moradores oriundos das comunidades Hatsuta, Vila Any, Jardim Guaraci, Furpe e Vila Laurita. “Hoje é um dia histórico para Guarulhos, pois estamos atendendo moradores de áreas que esperam há mais de duas décadas por uma solução”, disse o prefeito Sebastião Almeida. No total, foram investidos R$ 110 milhões na construção das unidades, dos quais R$ 81,3 milhões financiados pelo governo Federal e os outros R$ 28,4 milhões pelo governo do Estado. Os apartamentos têm sala, cozinha, banheiro, área de serviço e dois quartos. Todas as unidades já estão sendo entregues com acabamento como piso, tanque, pia na cozinha e banheiro, entre outras benfeitorias. A dona de casa Ja- siele Aleixo da Silva, 27 anos, vai sair de uma área de risco na Vila Any, que costuma ficar alagada nos tempos de chuva. “Estou muito feliz e não vejo a hora de mudar. Toda vez que chove eu perco tudo, mas agora isso vai passar. Estou indo para a minha nova casa com o meu marido e o meu filho”, disse. “É uma alegria difícil de descrever para quem nunca enfrentou dificuldade”. A mensalidade mínima paga pelos moradores será de cerca de R$ 25 e a máxima, de R$ 80. Durante cinco anos, as famílias serão isentas de IPTU. Segundo o secretário municipal de Habitação, Orlando Fantazzini, a implantação do programa “Minha Casa, Minha Vida” em Guarulhos tem priorizado ampliar o número de moradias entregues a famílias na faixa de renda de zero a três salários mínimos. “Esse é um fato inédito na história de nosso país”, lembrou Fantazzini. “Está claro que o sonho da casa própria é possível desde que a popula- ção se organize”. A Caixa Econômica Federal estima que mais de 4,2 milhões de moradias já foram contratadas pelo “Minha Casa, Minha Vida” no País. Desse total, 30 mil unidades estão somente em Guarulhos. Com a entrega dos apartamentos no Lavras, a Prefeitura já contabiliza cerca de 3 mil unidades apenas neste mês de maio, uma vez que há duas semanas já haviam sido entregues 1.500 moradias no Portal Flora, em Bonsucesso, que também atenderá a faixa de renda de zero a três salários mínimos. O secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, destacou que a entrega dos apartamentos representará uma nova etapa na vida dos moradores de Guarulhos. “O número de pessoas que vai viver aqui é maior do que a população de muitas cidades de São Paulo”, lembrou o secretário, que estava acompanhado do presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Marcos Penido.

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IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 6 Secovi-SP A hora da reconstrução nacional //Secovi-SP está pronto para colaborar com novo governo federal Brasil, assumiu a desafiadora missão de recolocar o País nos trilhos e organizar as bases do futuro. O Secovi-SP , como representante do setor imobiliário no Estado de São Paulo, compromete-se a apoiar o novo governo federal, colaborando com estudos, propostas e subsídios técnicos indispensáveis à execução de uma política habitacional de Estado e ao bom desenvolvimento urbano. Comprovam os fatos que o setor imobiliário, assim como o da construção civil, tem condições de oferecer rápida resposta a um dos mais graves problemas do momento: o desemprego. Absorve intensa mão de obra e movimenta diversas outras atividades produtivas e de serviços. Sua sinergia é incomparável. Daí ser sempre lembrado em momentos de crise. Diante disso, o Sindicato da Habitação acredita que o presidente Michel Temer dedicará especial atenção ao segmento imobiliário. Aliás, em seu primeiro pronunciamento, dia 12/5, ele assegurou a continuidade do Programa Minha Casa, Minha Vida, único instrumento de acesso à moradia digna por parte da população de menor renda, e demais iniciativas sociais, devendo aperfeiçoá-las e incrementá-las. Tudo indica que o novo governo adotará as medidas necessárias para cortar gastos e diminuir o déficit público (a redução do número dos ministérios, de 32 para 23, é um bom sinal), sem elevar ou criar impostos ou mesmo lançar mão de outras soluções cansadas, cujos resultados são reconhecidamente inócuos. Há que se encontrar formas inovadoras e eficazes de reacender a crença de empreendedores e investidores, do País e do exterior. Nessa linha, existem modelos que, aprimorados, podem atrair recursos, como as PPPs, apontadas por Michel Temer, que se adaptam perfeitamente à promoção de habitação e de infraestrutura. Para o Secovi-SP , a sociedade esperou um bom tempo para voltar a ter esperança. Agora, quer resgatar a confiança. No entender da instituição, é preciso trabalhar com o governo Temer. Estar ao lado dele e de sua equipe. Levar ideias, apontar correções de rumo e se fazer ouvir para garantir a volta do crescimento econômico, preservar as instituições e fortalecer a democracia. Flavio Amary, presidente do Secovi-SP //O Senado Federal atendeu às vozes das ruas. A exemplo da Câmara dos Deputados, aprovou a abertura do procedimento de impeachment de Dilma Rousseff, permitindo, desta forma, o início do processo de reconstrução nacional. Em 12/5, Michel Temer, presidente em exercício da República do Bahia Rui Costa se reúne com governadores do Nordeste visando superar crise econômica //O governador Rui Costa se reuniu dia 19 de maio, no estado de Alagoas, com todos os governadores da região Nordeste, quando assinou a Carta de Maceió, que reúne reflexões para a construção de uma agenda positiva com foco no desenvolvimento nacional e regional e na superação da crise econômica do país. Entre as propostas da carta, assinada por todos os governadores, estão a participação nas discussões sobre ajuste fiscal que repercutam nos Estados e Municípios; apoio ao Projeto de Alongamento da dívida dos Estados com carência de 12 meses para as dívidas com a União e quatro anos para dívidas financiadas pelo BNDES; autorização para contratação de novas operações de crédito como forma de retomada dos investimentos e geração de emprego; e a criação pela União do PreviFederação para atender aos Estados que instituíram a Previdência Complementar. “O documento que apresentamos hoje, construído após muito diálogo, deixa claro o posicionamento dos estados do Nordeste frente à crise que o Brasil atravessa. O nosso entendimento é que a Federação deve estar em primeiro lugar na tomada de decisões dos poderes Executivo e Legislativo. Aqui não cabem questões partidárias, mas sim a ótica federativa”, disse o governador Rui Costa no evento. O documento ainda defende a manutenção das obras estruturantes, especialmente as hídricas, a exemplo da transposição do Rio São Francisco; adoção de medidas para superar o subfinanciamento do Foto: Márcio Ferreira/Agência Alagoas Sistema Único de Saúde (SUS); a Construção de uma Política Nacional de Segurança Pública, abrangendo controle de fronteiras, uniformização nacional de Índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), es- tabelecimento de critérios de repasse automático de 50% dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Fupen) para os Estados, utilizando o critério de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

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Metalúrgicos-SP Sindical IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 7 Paulinho da Força-SP A crise e o desemprego! CNTM debate cenário econômico e político do País //Resultado da severa crise econômica brasileira, provocada, em muito, pela sequência de equívocos cometidos pelo governo na condução do País, a escalada do desemprego atingiu índices alarmantes, frustrando os trabalhadores, em especial os mais pobres, e os jovens, que buscam ingressar no mercado de trabalho. Entre estes últimos o desemprego chegou a 24,1% apenas no 1º trimestre de 2016. As mulheres também fazem parte deste ranking às avessas. Segundo o IBGE, todo o País foi afetado pela explosão do desemprego. Em nosso Estado, por exemplo, o desemprego alcançou a casa dos 12%. Claro que, com uma industrialização superior às dos demais Estados, São Paulo foi quem mais sentiu os efeitos nefastos trazidos pela crise do desemprego. A debandada forçada de trabalhadores da formalidade gera, ainda, uma reação em cadeia na qual todos perdem: as empresas fecham suas portas ou diminuem a produção, cai o consumo das famílias, cresce a inadimplência, e até os governos, em todos os níveis, deixam de arrecadar (a União deixou de recolher, de janeiro a abril, cerca de R$ 12 bi). Vale lembrar que o desemprego é, ainda, um dos responsáveis pela desagregação familiar. Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho do governo Temer, em reunião realizada na sede da nossa Central na última 6ª feira (20), garantiu que “o presidente não vai mexer em direitos, mas sim aprimorá-los”. O ministro ainda destacou que irá melhorar o programa de qualificação e requalificação profissional. Uma ótima ação neste período de tantas incertezas. Assim esperamos que aconteça, pois o desemprego é o ápice do caos econômico, e é preciso que algo seja feito para revertermos este quadro, para que os empregos formais retornem ao nosso dia a dia e para que o País retome o caminho do crescimento e do desenvolvimento econômico. Mas sem penalizar os trabalhadores! A Força Sindical quer fazer parte, como um dos protagonistas deste processo, participando ativamente e apresentando propostas objetivando que esta reconquista seja alcançada no curto prazo. //O presidente Miguel Torres liderou dia 17 de maio, reunião da diretoria executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) na sede da entidade em Brasília. Os dirigentes metalúrgicos debateram as mudanças na política, a recessão, a situação dos metalúrgicos em todo o País e a proposta de Renovação da Frota de Veículos. “Se este programa for adotado pelo governo federal poderá gerar milhões de empregos, a médio e longo prazo, na cadeia do setor automotivo e colaborar com a tão defendida retomada do desenvolvimento”, diz Mi- guel Torres, presidente da CNTM, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e vice-presidente da Força Sindical. A reunião contou com presença do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da central, que deu mais detalhes sobre o encontro de ontem das centrais com o presidente em exercício Michel Temer. Miguel Torres e Paulinho da Força recebem ministro do Trabalho na sede da Central //Ministro participou de reunião da Força e Miguel Torres cobrou a reativação do ministério Paulo Pereira da Silva, Paulinho da Força, presidente da Força Sindical e deputado federal Emprego no Brasil 20 cidades que continuam gerando empregos no Brasil //Na contramão da crise? maneira de proteger o trabalhador neste momento econômico difícil”, disse Miguel Torres. Miguel também citou como exemplo de desestruturação o abandono da Fundacentro, um “centro de excelência” em estudos e ações importantes para, nas relações de trabalho, alavancar a área de saúde e segurança do trabalhador e melhorar os ambientes de trabalho. Miguel Torres também criticou o ataque de “todos” os governos aos direitos dos trabalhadores. “Toda vez que falam em modernizar é para acabar ou tirar direitos. A esperança que temos é de melhorar os benefícios aos trabalhadores e o respeito à expectativa de direitos. “Não aceitamos idade mínima para aposentadoria nem a flexibilização da CLT. Aliás, a terceirização é um tema não consensual no movimento sindical”. Ministro visita ao Sindicato Após a reunião na sede da Força Sindical, o ministro do Trabalho visitou a sede do Sindicato, acompanhado do presidente Miguel Torres e do deputado Paulinho da Força, presidente da central, e almoçou no restaurante do Sindicato. //Com a economia cambaleante, o Brasil fechou os três primeiros meses do ano com o saldo negativo no balanço de geração de empregos. Até março de 2015, o país perdeu mais de 50 mil postos de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho. As cidades que você vê a seguir foram na contramão desta tendência. Todas fecharam o primeiro trimestre com um saldo positivo na criação de novas vagas. Ao todo, cerca de 2,8 mil –de um universo de 5,6 mil municípios– abriram ao menos um posto de trabalho no período. No entanto, o desempenho dessas cidades ainda é tímido quando comparado aos anos anteriores. São Paulo, por exemplo, gerou mais de 48 mil vagas entre janeiro e abril de 2014. Agora, a capital paulista fechou março com um saldo positivo de 5,7 mil oportunidades profissionais. Em um ano, 280 mil pessoas entraram na fila do desemprego no Brasil, segundo informações do IBGE. A expectativa do governo é que o Brasil volte a gerar empregos a partir do segundo semestre do ano. Em março, segundo dados do Caged, 19 mil vagas foram criadas no Brasil –mas o número não foi suficiente para recompor os postos fechados nos dois meses anteriores. Franca, interior de São Paulo, é a que mais gerou empregos no primeiro trimestre: 6 mil novas vagas. O bairro Bela Vista, em São Paulo (SP): 5,7 mil novas vagas. A cidade de Santa Cruz do Sul (RS): 5 mil novas vagas. Em Blumenau (SC), foram criadas 4 mil novas vagas. Londrina (PR) gerou 3,6 mil novas vagas. Venâncio Aires (RS), 3,1 mil novas vagas. Nova Serrana (MG), 2,9 mil novas vagas. Goiânia (GO), 2,6 mil novas vagas. Joinville (SC), 2,4 mil novas vagas. Maringá (PR), 2,2 mil novas vagas. Jaraguá do Sul (SC), 1,9 mil novas vagas. Arapiraca (AL), 1,8 mil novas vagas. Pontal (SP), 1,7 mil novas vagas. Birigui (SP), 1,6 mil novas vagas. Cascavel (PR), 1,6 mil novas vagas. Poá (SP), 1,5 mil novas vagas. Vacaria (RS), 1,4 mil novas vagas. São José (SC), 1,4 mil novas vagas. Ortigueira (PR), 1,3 mil novas vagas. E por fim, Brusque (SC), 1,2 mil novas vagas. //O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, participou de uma reunião plenária da Força Sindical, em São Paulo, convocada para discutir a questão da reforma da Previdência Social e outros temas. Ele foi recebido por Miguel Torres, presidente do Sindicato e da CNTM e vice-presidente da Força, pelo deputado federal Paulinho da Força (presidente da Central) e demais dirigentes. O ministro disse que o presidente em exercício, Michel Temer, o enviou para “tranquilizar” os dirigentes e dizer que “tirar direitos, isso não vai acontecer” e que “nada será anunciado sem que seja conversado com o trabalhador”. Miguel Torres fez uma cobrança séria ao ministro. Disse que embora o Ministério do Trabalho seja o mais importante para a classe trabalhadora, perdeu poder e influência e está “totalmente desestruturado”, sem concursos para a contratação de novos auditores fiscais, sem material para as secretarias regionais e sem fiscalização, autuações e mesas-redondas para soluções de conflitos trabalhistas. “É uma situação grave. Temos que reativar o ministério, que é a única

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IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 8 São Paulo Mais 4.400 casas serão construídas no Estado de São Paulo //Novas moradias beneficiam 39 cidades do interior paulista Foto: A2img/Gilberto Marques “É um duplo benefício, gera emprego na construção civil, que é o que o Brasil está precisando, segurar e gerar novos empregos, e fornece moradia para quem precisa. Como é ordem de serviço, já instala o canteiro de obras e já começa a construir as casas. São 5.200 empregos diretos para a //O Estado de São de serviços para a cons- construção civil”, disse o Paulo terá mais 4.400 trução das moradias. governador. casas para atender a Os 39 municípios Os conjuntos habipopulação de baixa são das regiões de Ara- tacionais serão consrenda residente em 39 çatuba, Araraquara, truídos por meio do cidades. O governador Bauru, Campinas, Ma- Programa Parceria com Geraldo Alckmin e o se- rília, Ribeirão Preto, São Municípios, na modacretário de Habitação, José do Rio Preto, So- lidade Administração Rodrigo Garcia, assina- rocaba e Taubaté. Com Direta. Eles serão erguiram dia 23 de maio, no as obras finalizadas, 18 dos nos terrenos doados Palácio dos Bandeiran- mil pessoas serão aten- pelas prefeituras, que fites, as ordens de início didas. cam responsáveis pela Presidente Angelo Angelini fala aos trabalhadores no lançamento da Campanha Salarial de 2016 no Green Valley, em Alphaville licitação e administração das obras com repasse de recursos financeiros e supervisão da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). unidades habitacionais em todo o Estado, sendo 52.900 via CDHU e 36.597 via Casa Paulista. E em toda a sua história já foram entregues 514.037 mil unidades. No total, mais de dois milhões de pessoas viHabitação vem em moradias construídas por meio de proO Estado de São gramas habitacionais Paulo destina 1% do do governo de São PauICMS arrecadado para lo. a habitação de interesse social. Atualmente, Veja a quantidade encontram-se em obras de moradias para cada 86.165 mil unidades município: Adolfo (89), Alambahabitacionais em todo o Estado de São Paulo, ri (61), Álvares Florence por meio da CDHU e da (107), Analândia (78), Arandu (202), Arapeí Casa Paulista. Entre 2011 e 2015, (48), Ariranha (95), Avaa Secretaria de Habi- nhandava (173), Bebetação entregou 89.497 douro (235), Bilac (51), Brejo Alegre (101), Buritama (130), Campo Limpo Paulista (127), Canas (48), Capivari (224), Casa Branca (52), Conchas (79), Cosmorama (57), Dolcinópolis (60), Gavião Peixoto (120), Guapiaçu (199), Guaraçai (75), Itaberá (100), Itajobi (141), Itajú (114), Itararé (262), Lagoinha (66) e Mococa (70). E mais: Monte Azul Paulista (278), Monteiro Lobato (36), Novais (109), Paranapanema (132), Ribeirão do Sul (43), Santa Clara D’Oeste (46), Santa Cruz das Palmeiras (262), São Bento do Sapucai (132), Tarumã (58), Ubarana (54) e Vista Alegre do Alto (126). SINTRACON/ITAPEVI-SP Reajuste na Construção Civil será de 9,83% //A mobilização que Itapevi começou para garantir salário digno para os trabalhadores da construção civil, deu resultado. Os patrões não queriam dar nada, mas se curvaram diante da mobilização dos trabalhadores que estavam dispostos a ir às últimas consequências para garantir o que, por direito, é da categoria. Com isso, o INPC integral de 9,83% será aplicado em todos os salários, inclusive para os benefícios.

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IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 9 Coren-SP Coren-SP lança campanha por valorização dos profissionais de Enfermagem Foto: Comunicação Coren-SP //Peças publicitárias, spots, vídeos e mensagens em redes sociais são algumas das ações que integram a iniciativa meados de maio, quando se comemora a Semana da Enfermagem. Valorizar os profissionais da Enfermagem, aliás, sempre é oportuno, pois permanecem 24 horas ao lado dos cidadãos, mas em diversas ocasiões não têm o reconhecimento almejado. “Preparamos um conteúdo que foca o amor, o cuidado e competência técnica, traços essenciais para uma atuação profissional de excelência. Todas essas qualidades se complementam em um processo integral que resulta somente em benefício da saúde do paciente. Ao perpetuar esta visão, buscamos elevar a autoestima dos nossos profissionais de Enfermagem, além de homenagear os profissionais de Enfermagem nesta época tão especial”, destaca Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP . Para conferir maior autenticidade e humanizar ainda mais a campanha, as peças foram produzidas com profissionais reais (enfermeiro, técnico e auxiliar), retratando o dia a dia deles na rotina hospitalar, bem como na relação com os pacientes e colegas de trabalho, por exemplo, o médico. “Valorizar nossa classe é fundamental, ainda mais em tempos como esse, nos quais a insatisfação com o sistema se traduz muitas vezes em violência impactando nossa atuação e exigindo luta contínua para desarmar espíritos. Estamos sempre aptos para confortar e amenizar as fragilidades da saúde dos pacientes, com competência técnica e profissionalismo. Por isso é importante enaltecer o desempenho daqueles que tanto se dedicam”, conclui Fabíola. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) acaba de lançar uma forte campanha de valorização da classe. A meta é dar destaque, chamar a atenção dos pacientes para a relevância dos serviços profissionais de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. A campanha tem peças como vídeos institucionais para TV, spots para rádio, cartazes para painéis no Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP metrô e as ações em mídias sociais, que utilizam //Sob o mote “A Enfera #Coren-SP , sendo que magem faz a diferença”, o veiculação iniciou-se em Jundiaí-SP - Ricardo Benassi Ricardo Benassi lança sua pré-candidatura com presença de Roberto Freire //O pré-candidato a prefeito Ricardo Benassi (PPS) lançou dia 14 de maio, sua pré-candidatura ao pleito de 2016 na cidade de Jundiaí, no novo escritório político no centro, com a presença dos pré-candidatos a vereador, partidos apoiadores, li-deranças regionais e a presença do deputado federal e presidente nacional do PPS, Roberto Freire. Ricardo Benassi tem 39 Anos, é engenheiro civil com pós-graduação em Gestão Ambiental. Filho do grande articulador político José Benassi e sobrinho do ex-prefeito André Benassi; Ricardo já foi membro do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) local e ex-presidente da Proempi (Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região). É considerado uma novidade na cidade. É a favor de medidas de gestão para dar eficiência ao Poder Público, medidas de transparência pública, de políticas que promovam sustentabilidade e a favor da responsabilidade fiscal e otimização de recursos públicos. Personalidades “Que bom que a sociedade está mais preocupada com a política. Isso faz com que saiam candidatos como o Ricardo, preocupados com valores de honestidade e transparência. O Ricardo tem que usar essa visão de futuro diferenciada, com a base histórica que ele tem. Com isso, Jundiaí deve crescer muito. É um desafio grande e acredito que, vivendo esse momento histórico que estamos vivendo hoje, com a situação do nosso país, esse resgate de valores será fundamental”, sinalizou o deputado Roberto Freire, durante seu discurso. O ex-prefeito e tio de Ricardo, André Benassi e o presidente municipal do PPS, Paulo Sérgio Martins, que é pré-candidato a vereador também se manifestaram. André Benassi lembrou que para ser um prefeito é preciso ter fé, coragem e disposição para o trabalho. Ressaltou ainda a importância do respeito pela população e a responsabilidade em gerir uma cidade. “Não pode ser mera oratória. É necessário ter um sentido bíblico e não deixar as pessoas decepcionadas”, alerta. Já Paulo Sérgio Martins, afirmou que é hora de arregaçar as mangas e fazer um plano de governo fiel e técnico. “Só assim seremos vitoriosos”, acredita. E Ricardo, que falou na sequência, foi além: avisou que quer construir algo novo, num trabalho com valores virtuosos acima de tudo. “É com essa base que queremos fazer com que a cidade cresça. Queremos fazer dessa política algo realmente diferente; priorizamos um trabalho participativo, para assim construindo algo novo”. Ele ressaltou a situação que o país vem enfrentando e que fez a população ter um outro olhar para a política. “Somos todos de Jundiaí. E queremos chegar lá com qualidade, mas para isso teremos muito trabalho para frente”, conclui.

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São Paulo-SP Geral IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 10 Zona Leste ganha mais duas salas públicas de cinema e São Paulo chega a 12 espaços para filmes abertos desde março //Com Circuito Spcine, serão abertos 20 espaços de exibição em diferentes bairros até o fim do semestre, formando a maior rede pública de salas de cinema do Brasil. Serão 200 sessões semanais, com 960 mil espectadores por ano Foto: Cesar Ogata/SECOM Foto: Cesar Ogata/SECOM Foto: Fernando Pereira/SECOM Inauguração Circuito Spcine Parque Veredas dia 25 de maio //A região leste da capital paulista ganhou na tarde de 25 de maio duas novas salas públicas de cinema, nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) Parque Veredas, no Itaim Paulista, e Jambeiro, em Guaianazes. Com as duas novas salas, o Circuito Spcine atingiu 12 espaços de exibição de filmes gratuitos já abertos pela Prefeitura de São Paulo desde o fim de março. Já foram inauguradas salas nos CEUs Meninos, Caminho do Mar, Quinta do Sol, São Rafael, Butantã, Jaçanã, Aricanduva, Feitiço da Vila, Três Lagos, e também na Galeria Olido. Com exceção do Circuito Spcine Cine Olido, que tem ingressos populares de R$ 8, as sessões nas outras salas implementadas no CEUs tem entrada gratuita. A programação é variada e conta com grandes títulos como as animações “Epa! Cadê o Noé?”, “Snoopy e Charlie Brown – Peantus, o filme”, além do filme nacional recém-lançado “Um Suburbano Sortudo”, o internacional “Truman”, com o premiado ator Ricardo Darín. Do total de 20 salas do Circuito Spcine que serão inauguradas até o fim do semestre, 15 estão sendo implementadas em CEUs, sendo cinco na zona leste, cinco na zona sul, quatro na zona norte e um na região oeste. As outras cinco salas ficarão em equipamentos culturais como a Galeria Olido, no centro, duas no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na rua Vergueiro, uma no Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes e mais uma na Biblioteca Roberto Santos, no Ipiranga. Todos os espaços contam com equipamentos de projeção digital Christie 2D/2K, capacidade de fluxo luminoso de 10 mil lumens e sistema de som Dolby 5.1, importados do Canadá, com tecnologia de ponta. “Acho muito legal. Muita gente aqui do bairro não tem condições de ir ao cinema e é uma forma de ter cultura de graça”, avalia a estudante Maria Paula Bezerra Silva, 14 anos, que mora na vizinhança do CEU Parque Veredas e acompanhou a sessão inaugural do cinema, em que foi exibida a animação “Snoopy e Charlie Brown – Peantus, o filme”. A festa incluiu pipoca, refrigerante e cachorro-quente para a garotada. A abertura dos espaços leva em conta um estudo da JLeiva que apontou que, na média de toda a cidade, 10% dos paulistanos nunca foram a uma sala de cinema. Nas classes D e E, esse número sobe para 30%. Quando todas as salas do circuito estiverem em operação, a Spcine estima que serão cerca de 200 sessões semanais, com expectativa de 960 mil espectadores por ano. São Paulo já chegou ter 160 cinemas de rua, e atualmente, são oito. As outras salas estão todas nos shopping centers e com ingressos de valores elevados. “Guaianazes já teve cinema de rua, há muito tempo, mas perdemos isso, e ficamos só com as salas dos shoppings, que não são tão acessíveis. O prefeito mostrou sensibilidade e está levando cinemas para bairros onde não tem cinema”, disse o gestor do CEU Jambeiro, Denílson Delfino. O investimento total de equipamentos em todo o pro- jeto foi de R$ 7,4 milhões, além de mais R$ 2,5 milhões para a operação das salas. “Esta sala cheia é o maior presente para nós da SPCine. Queremos que vocês falem do cinema para todo mundo, tragam a família, os filhos, porque é um cinema de primeira qualidade. Abracem este cinema, ele é de vocês”, afirmou Mauricio Ramos, Diretor Executivo de Desenvolvimento Econômico da SPCine, ao abrir a sessão no Parque Veredas. “Faz parte do nosso trabalho levar cultura para todas as regiões da cidade e proporcionar o acesso a todas as formas de cultura, inclusive ao cinema”, disse o secretário-adjunto de Cultura, Maurício Dantas, durante a abertura da sala no CEU Jambeiro. Trabalho Juízes: crise econômica não é desculpa para mudança de direitos trabalhistas //O Brasil tem um salário-hora de R$ 4, enquanto nos Estados Unidos esse valor fica em R$ 23,31; na Alemanha, R$ 25,16; na Espanha, R$ 17,50, e em Portugal, R$ 15,40 //A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) declarou “preocupantes” as declarações de porta-vozes do governo interino Michel Temer em relação a uma reforma trabalhista que regulamente terceirizações de atividade-fim, não pagamento de horas-extras, redução de investimentos em saúde do trabalhador. “O projeto de regulamentação de terceirização que hoje avança no Parlamento (PLC nº 30/2015), bem como toda e qualquer proposta legislativa que vier a ser apresentada nesses moldes, não representará a equiparação de direitos entre contratados diretamente e terceirizados, como vem sendo divulgado; mas sim de ampliação da desigualdade hoje já vivida por mais de 12 milhões de trabalhadores contratados de forma indireta”, alerta o presidente da associação, Germano Siqueira. Outra preocupação é a possibilidade de empregadores e empregados negociarem diretamente um acordo de trabalho, à revelia da legislação trabalhista, que também é discutida em propostas legislativas. Essa alternativa representa uma efetiva precarização de direitos, diz Siqueira. “O que está se deliberando é pela formalização do desequilíbrio entre o capital e o trabalho e o enfraquecimento do tecido de proteção social dos trabalhadores.” O presidente da Anamatra criticou a posição do novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho, que afirmou que a justiça trabalhista precisa ser menos “paternalista” para ajudar a tirar o país da crise. Segundo o presidente do TST, está na hora de o governo flexibilizar a legislação trabalhista e permitir que empresas e sindicatos possam fazer acordos fora da CLT, desde que os direitos básicos sejam garantidos. Para Siqueira, o discurso é “falacioso e oportunista”. “Não há nenhum indicativo convincente de que empresas ‘quebrem’ por conta do modelo trabalhista brasileiro ou de que a economia tenha encolhido por conta da formalização do trabalho nos limites da CLT. Também é falso o discurso da baixa produtividade atribuindo-se essa ‘fatura’ à existência de um mercado de trabalho regulado”, completou. Entre 2015 e 2014, a Justiça do Trabalho pagou de R$ 125 bilhões em direitos trabalhistas não respeitados nos contratos, em todo o país, segundo dados do Superior Tribunal do Trabalho. Siqueira lembra que esses valores voltam a circular no mercado consumidor e que o custo dos direitos trabalhistas no país é dos menores do mundo: tomando por base o salário mínimo, o Brasil tem um salário-hora de R$ 4, enquanto nos Estados Unidos esse valor fica em R$ 23,31; na Alemanha, R$ 25,16; na Espanha, R$ 17,50, e em Portugal, R$ 15,40.

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IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 11 Eduardo Suplicy A Busca da Utopia em Maricá lica, ao tempo de Pio XI, o canonizou como Santo e, em 2000, o Papa João Paulo II o proclamou como o Patrono dos Políticos e Governantes por sua alta estatura Moral e Ética. Nesta mesma cerimônia, a Universidade Católica de Louvain outorgou o Título de Doutor Honoris Causa a Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, por ter tanto contribuído para a democratização da informação através da Internet para toda a humanidade; a Paola Viganó, arquiteta e urbanista italiana por sua grande contribuição para se democratizar o direito à cidade, e a mim, pela persistente batalha para que se institua uma Renda Básica de Cidadania para todos os habitantes do Brasil e da Terra. Em “Utopia”, justamente Thomas More elaborou os fundamentos de porque se deveria assegurar a sobrevivência de todas as pessoas. Num diálogo entre o Cardeal Morton, Peter Giles e o viajante português Raphael Hitlodeu eles estão conversando sobre a pena de morte que então introduzida na Inglaterra, no início do século XVI, não havia colaborado para diminuir a criminalidade violenta. Eis que então, Hitlodeu observa que muito mais eficaz do que infligir estes castigos horríveis a quem não tem outra alternativa senão de primeiro tornar-se um ladrão para daí se transformar em cadáver, é você assegurar a sobrevivência das pessoas. Com base nesta reflexão, um amigo de Thomas More, Juan Luis Vives, espanhol, escreveu para o prefeito da cidade flamenga de Bruges um “Tratado de Subvenção aos Pobres” onde, pela primeira vez propôs a garantia de renda aos habitantes de Bruges. Em 8 de janeiro de 2004, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 10.835/2004, a qual institui, por etapas, a critério do Poder Executivo, a Renda Básica de Cidadania, o direito de todas as pessoas participarem da riqueza da Nação através de uma renda suficiente para atender suas necessidades vitais, priorizando-se os mais necessitados, até que se torne universal e igual para todos. De 22 a 26 de junho, a cidade de Maricá (RJ), por iniciativa do Prefeito Washington Quaquá, promoverá o Festival da Utopia, no qual serão debatidas as inúmeras iniciativas de promoção de Economia Solidária, de Direitos Humanos e de maior equidade. Desde 2014 a cidade de Maricá proporciona a todos os seus habitantes o sistema de transporte coletivo gratuito, por 13 linhas diferentes que ligam os diversos bairros. O ex-senador Darcy Ribeiro criador da Universidade de Brasília, possuía uma chácara em Maricá. Sua família resolveu fazer a doação de metade da chácara para que ali se organize uma escola de formação de cooperativas agrícolas. Convidou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o qual tem experiência de cooperativas em seus assentamentos, para em cooperação com a Prefeitura ali ensinar a plantação de produtos orgânicos. Os produtos serão vendidos para um supermercado que vai aceitar o pagamento em MUMBUCAS. Seguindo o exemplo do Banco de Palmas em Fortaleza (CE) que criou a moeda social PALMAS, a qual é aceita pelos comerciantes do bairro Palmeiras, Maricá criou o Banco Comunitário Popular de Maricá que para gerar oportunidades de microcrédito, ou seja, empréstimos em Mumbucas. Cada Mumbuca equivale a um Real. Desde dezembro de 2015, Maricá foi o primeiro município brasileiro a criar uma Renda Básica de Cidadania para todos os seus 150 mil habitantes. A RBC, por enquanto, é de 10 mumbucas igual a R$ 10,00 por mês. Trata-se de um valor modesto. O Prefeito Quaquá entretanto informou-me que em 2017 a RBC passará a ser de cem reais por mês. Há ainda outras iniciativas de Economia Solidária. Todas elas serão objeto de conferências por alguns dos melhores professores no Brasil, dentre os quais o Professor Paul Singer, Secretário de Economia Solidária dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O Festival da Utopia será aberto com palestra do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e espera-se a confirmação da presença do Ex-Presidente Pepe Mujica, do Uruguai. //Em 2 de fevereiro de 2016, fui convidado para participar de belíssima cerimônia na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, uma das melhores universidades da Europa, em que se comemorou os 500 anos da publicação de Utopia, em 1516, de Thomas More, considerada uma obra prima, cuja redação ele começou a escrever quando designado embaixador da Inglaterra em Flanders, na Bélgica. More nasceu em Londres, em 1478. Estudou Direito, e depois considerou se tornar um sacerdote, por isso foi viver num monastério. Foi um monge devoto enquanto fazia seus estudos de Direito. Tornou-se um teólogo, mas desistiu do sacerdócio. Mais tarde, foi convidado a fazer parte da corte do Rei Henrique VIII. Tornou-se membro e Presidente da Câmara dos Comuns. A certa altura, o Rei Henrique VIII, que então era católico, solicitou a ele que escrevesse uma justificativa para que ele pudesse se casar outra vez, pois a sua esposa não lhe dava herdeiros. Mas Thomas More se recusou a fazê-lo, pois não era o que acreditava certo. Por essa razão, Thomas More foi julgado, condenado a morte e decapitado, em 1536. Em 1935, a Igreja Cató- Eduardo Suplicy, é secretário de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 12 Sindiquímica-BA Acidente na Basf balho de investigação do acidente e os laudos e certificações de treinamento do trabalhador de manutenção do equipamento, já questionados pelo Sindiquímica. O guindaste utilizado tinha capacidade de movimentar até 60 toneladas e no momento do acidente o operador movimentava apenas 1,2 ton. Foi discutido ainda o processo da análise de risco e da permissão de trabalho para o trabalho de movimentação de carga da unidade. Para a conclusão da investigação é necessário o laudo do Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT) que ainda não saiu. Infelizmente, a falta de segurança nas empresas petroquímicas, no Polo de Camaçari, fez mais uma vítima. Em média, por ano, dois a três trabalhadores perdem a vida em acidentes de trabalho nas fábricas do complexo petroquímico, que no exercício da sua atividade profissional acabam morrendo. Quem sobrevive às ocorrências na maioria das vezes fica mutilado, perdendo braços, mãos e dedos ou morre em decorrência de doenças ocupacionais, que muitas vezes só serão descobertas depois de aposentados. O Sindiquímica vem denunciando sistematicamente a política de contenção de custos adotada pelas empresas petroquímicas que negligencia a saúde e segurança dos trabalhadores. Dentre as práticas nefastas das empresas está: diminuição do quadro de pessoal; o sucateamento dos equipamentos; a terceirização feita de forma irresponsável; a sobrecarga de trabalho; o equivoco das empresas de colocar metas de segurança nos acordos de PLR, pressionando os trabalhadores; além do o assédio moral dentro das fábricas do Polo. Os trabalhadores estão cada vez mais assustados e estressados, já que não têm a certeza de que voltarão para casa, após a jornada de trabalho. O agravamento da precariedade das condições de trabalho tem sido objeto de denúncia do sindicato aos órgãos públicos e à sociedade. A cada ano, nas campanhas salariais, são incluídas na pauta de reivindicação cláusulas específicas na área de saúde para evitar novas ocorrências, a exemplo do Direito de Recusa: os trabalhadores devem cruzar os braços em caso de risco de acidente, este direito é também assegurado nas Normas Regulamentadoras (NR-9 e NR-5), que tratam sobre legislação trabalhista na área de saúde. Existem outros problemas como: número insuficiente de profissionais no Programa de Auxílio Mútuo de Emergência do Polo (PAME) para atender as vítimas atingidas por substâncias químicas ou outras ocorrências, caso aconteçam em mais de um local ou com mais de uma vítima. E não há uma brigada de emergência profissional que combata os acidentes nas fábricas do Polo de Camaçari. No ano de 2000, o Sindiquímica em defesa da vida dos trabalhadores decidiu investir em campanhas de esclarecimentos à população com anúncios em jornais de grande circulação, outdoors, coletiva de imprensa, enfim não faltaram instrumentos para denunciar os constantes acidentes. O slogan dessa campanha foi: “Não Há Lucro que Pague uma Vida – O Pólo Mata”. O objetivo da campanha foi denunciar a falta de segurança, os equipamentos sucateados, a redução do quadro de pessoal e o aumento do número de acidentes. Ao longo dos anos foram realizadas várias mobilizações nas fábricas em defesa da vida. Apesar de tudo isso, as empresas continuam ignorando os alertas que são feitos sobre os riscos existentes e criminosamente omitem informações importantes sobre problemas que podem provocar graves acidentes. //No início do mês de maio, aconteceu uma reunião com a participação de dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico da Bahia (Sindiquímica), do Recursos Humanos e equipe de segurança industrial da Basf e da Cipa, para discutir os procedimentos da investigação do acidente que provocou a morte do operador de guindaste da Locar, Antonio Santos de Jesus, em 19/04, que prestava serviços à Basf. Segundo informações obtidas pelo Sindiquímica, o equipamento tombou no momento da movimentação de uma tubulação próximo à torre de refrigeração da Basf. Antonio morreu na cabine do guindaste. Nessa reunião, a segurança industrial e a Cipa apresentaram os resultados do tra- Pará Feira Pan-Amazônica do Livro fez sucesso em sua vigésima edição Foto: Rai Pontes/Ascom Seduc Fotos: Anderson Silva/Ag. Pará //Belém abriu as portas, dia 27 de maio, para o maior evento literário da Amazônia: a Feira Pan-Amazônica, que, em 2016, completa 20 anos. Com a participação de 109 expositores distribuídos em 218 estandes e uma vasta e variada programação que incluiu palestras, oficinas e atrações culturais, a coordenação da Feira espera receber cerca de 400 mil visitantes em dez dias de evento. O dia 27 foi um ótimo momento para conferir as cerca de 90 mil opções de títulos literários dos mais variados gêneros, já que é o primeiro dia de visitas. Entre os expositores novos, estão: Câmara dos Deputados; H&J Livros Técnicos; Promolivros; Fases Livros; Clube Amigo do Livro; Trem da Leitura (representando editoras minei- ras, tais como: Aletria, Dubolsinho, Fino Traço, Mazza, RHJ e UniDuni); Pakatatu; Mundo dos Livros Disney (DCL, Girassol, Rideel e Melhoramentos); Livraria Nacional (livros de pós-graduação); Pará Tecnologia; Iphan– Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; Editora Intersaberes; Bookshop Livraria e Sebo. A expectativa é uma movimentação financeira estimada em R$ 16.110.000,00 em negócios realizados durante a Feira. Tendo como escritora homenageada a paraense Amarílis Tupiassú, que no dia 2 de junho, durante a Feira lançou seu mais novo trabalho, o livro “Escritores da Amazônia e de outros nortes: uma leitura inquieta”, o país homenageado deste ano faz uma reverência à “Terra, o país de to- dos”, que propõe uma reflexão sobre o planeta, a sustentabilidade e as guerras pelo mundo, entre outros assuntos. “Ao longo de diversas edições, tivemos vários países homenageados como Portugal, Argentina, Peru e Itália, entre outros. Este ano, escolhemos homenagear o país de todos nós, a Terra, onde procuramos focar os principais temas nessa direção, no sentido de termos uma convivência pacífica e harmoniosa em todo o planeta, respeitando-se as diferenças e, particularmente, o meio ambiente”, explica o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves. Já a escolha da escritora homenageada, entre outras razões, se deu pelo empenho da autora ao longo de quase duas décadas na Feira. Programação – Entre oficinas, seminários, workshops, palestras e programação cultural, a Feira do Livro ofereceu dezenas de opções. A programação começou no dia 28 de maio, com atrações culturais, oficinas e o seminário “Diálogos Sustentáveis”, que, nesta edição comemorativa de 20 anos, ganhou um espaço maior dedicado a questões relacionadas à sustentabilidade. No dia 29, começou o Seminário “Belém do Pará, 400 anos de cultura – História e Memória”, no auditório Eneida de Moraes, programação dedicada para celebrar os 400 anos da capital paraense. Outros seminários que estavam na programação da Feira foram: Seminário Pan-Amazônica e Áfricas: terras (Des) colonizadas; o Seminário Amarílis Tupiassú – Uma leitura inquieta (escritora homenageada); além do VIII Festival Internacional de Humor da Amazônia. Já as oficinas começaram dia 30. Exposições – Em homenagem aos 20 anos, o espaço terá uma exposição que rememorou a trajetória de duas décadas do evento. A mostra batizada de “20 Anos da Feira Pan-Amazônica do Livro” será composta por cartazes do evento e fotografias dos escritores que já foram homenageados e ficará a disposição do público no Hall Foyer 1º piso – Frente. Outra exposição foi “Nas Trilhas da Cabanagem”, promovida pelo Centro Cultural, Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Câmara dos Deputados/Assembleia Legislativa do Pará e Governo do Estado do Pará, por meio da Secult e que conta a história do movimento cabano, com gravuras, frases épicas e informações preciosas. A mostra, que ficou no Hangar I Corredor Lateral, trouxe ainda as principais lideranças do movimento, suas opiniões e atos, personagens famosos e anônimos e uma contextualização do que foi a Cabanagem no Brasil de 1835 a 1840, época do movimento. O público também pôde visitar a exposição “Encontro das Águas”, do artista visual e grafiteiro Sebá Tapajós, no auditório Benedito Nunes e “Saberes e fazeres das terras indígenas dos povos Asurini e Araweté”, promovida pela Norte Energia e Fundação Ipiranga, no Hall Foyer 1º piso – Lateral. A XX Feira Pan-Amazônica do Livro, se deu de 27 de maio a 5 de junho, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia.

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IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 13 “Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo.” Saúde Idosos Confúcio Pesquisa brasileira pode aumentar longevidade de pacientes com câncer de pulmão //Pesquisadores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro descobriram por meio de pesquisas que pode aumentar a qualidade e a longevidade de pacientes com câncer de pulmão com metástase óssea. Eles identificaram maior risco de metástase óssea em um subtipo do câncer: adenocarcinoma de pulmão, explicou o coordenador da pesquisa, Marcelo Bragança dos Reis. Foram selecionados 413 pacientes diagnosticados entre 2003 e 2012. A pesquisa ocorreu durante o ano de 2015, e o estudo foi publicado recentemente no periódico Lung Cancer, a mais importante revista científica sobre câncer de pulmão. “Os ossos são um dos principais locais de metástase no organismo e esse risco aumenta em pacientes com adenocarcinoma. Com esta descoberta, temos como avaliar por exames e tentar rastrear o osso do paciente com adenocarcinoma. Se identificarmos que se espalhou para o osso, podemos tratar mais cedo e aumentar as chances de vida desse paciente”, disse. O exame para detectar metástase nos ossos é feito normalmente quando o paciente sente dores, disse Bragança. Embora não seja o mais comum, o câncer de pulmão é o que mais mata no mundo, alertou o ortopedista, e o adenocarcinoma é o subtipo mais comum. Ação em Fortaleza esclarece população sobre qualidade de vida e envelhecimento ativo //A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) promoveu no dia 7 de junho, o SBGG Fala com você: conversando com o especialista uma iniciativa que aconteceu com apoio do SESC-CE, durante XX Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia (CBGG 2016) encontro nacional sobre envelhecimento realizado em Fortaleza (CE), no período de 8 a 11 de junho, no Centro de Eventos do Ceará. Aberta à população de idosos foi grátis, a atividade possibilitou o esclarecimento sobre o processo de envelhecimento, bem como mecanismos para manter o cérebro saudável e evitar doenças crônicas como a incontinência urinária. O uso da alimentação como ferramenta propulsora de qualidade de vida também foi alvo dos ensinamentos promovidos ao público. Houve ainda uma abordagem centrada no modo com que refletimos sobre a finitude da vida e como lidar com esta perspectiva da terminalidade, inerente ao ser humano. Por fim, os participantes poderam compreender como a dança pode ser fonte de estímulo e autonomia na velhice. Participaram da programação médicos geriatras e profissionais especialistas em gerontologia como fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudiólogo, assistente social etc. Lazer Horóscopo //Nem tudo que parece é. A verdade sempre está lá, mesmo quando se sabe dela. 21/03 a 19/04 20/04 a 20/05 Culinária AZUL MARINHO (prato típico caiçara) //INGREDIENTES • 12 postas de peixe (garoupa, corvina, taínha, linguado), sugere-se peixes de carne firme, limpas e sem escamas; • 3 xícaras (chá) de água; • 1 cebola grande cortada em rodelas; • Sal a gosto; • 3 tomates picadinhos; • Coentro, cheiro verde a gosto; • 6 bananas nanicas bem verdes; • Óleo; • Farinha de mandioca. //MODO DE PREPARO Descasque as bananas em água corrente para banana não ficar preta. Reserve. Em uma panela grande, coloque o óleo, frite a cebola e o tomate. Adicione o coentro e o cheiro verde. Coloque as bananas inteiras e um pouco de água. Deixe cozinhar até que fiquem quase moles. Adicione as postas, aumente a água caso tenha pouco caldo, tampe a panela e deixe cozinhar até que o peixe esteja cozido. Faça o pirão com as bananas cozidas e amassadas, um pouco do caldo do peixe e a farinha de mandioca. Cozinhe até que se obtenha uma massa uniforme. Sirva com arroz branco. // Controle suas emoções. Antes de expor suas conclusões, procure saber o que aconteceu de fato. //A intolerância nunca é o melhor caminho. Pode-se cometer grandes injustiças usando-a. 21/05 a 21/06 22/06 a 22/07 //Viva mais as pessoas. Não as analise tanto. Fonte: http://receitasdemais.com.br/receitas/rabanada-recheada-com-doce-de-leite //Diante de você pode estar a pessoa perfeita e você não a enxerga, por exigir comportamento sobrehumanos. 23/07 a 22/08 Humor Geração virtual //Analise se não está criando muros intransponíveis entre você e as pessoas a quem pode amar e ser amado(a). 23/08 a 22/09 //Deixe o fluxo da vida acontecer naturalmente. Não se debata em ações inúteis. Aguarde o tempo certo. 23/09 a 22/10 23/10 a 21/11 //Há que se respeitar as decisões das pessoas. Forçar ou insistir levará fatalmente ao fracasso. //O amor acontece ou não. Então relaxe e viva tranquilamente o fluxo da vida. 22/11 a 21/12 //Viver a vida é aceitá-la em sua plenitude. Confie nos designos divinos para você! 22/12 a 19/01 //O está reservado a você chegará sem esforço. Não perdemos o que nunca tivemos. 20/01 a 18/02 Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/1632-geracao-virtual/ //Abrace a vida como ela é. Aí está o segredo da felicidade e da harmonia. 19/02 a 20/03 “Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão.” Confúcio

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IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 14 Lu Alckmin - Ação Social-SP Lu Alckmin lança Campanha do Agasalho 2016 //Ação conta este ano com o curta-metragem de animação da Malu Moletom, criação da agência Lew’Lara/TBWA para incentivar as doações capital cadastradas no Fundo Social de Solidariedade, além de hospitais e albergues. Para participar como um posto de arrecadação, o interessado deve preencher um formulário no site www.campanhadoagasalho.sp.gov. br. Após o cadastro, o material de divulgação (caixas e cartazes) deverá ser retirado no depósito do Fundo Social. Para aqueles que desejam doar uma peça de roupa ou cobertor, o endereço dos locais de coleta estarão disponíveis no mesmo site a partir do dia do lançamento da Campanha. Sobre o filme O curta-metragem de animação “Malu Moletom – uma história para aquecer a todos” tem seis minutos e foi produzido pela Vetor Zero. A personagem principal é a Malu Moletom, uma menininha que vive em uma cidade onde todos usam ao mesmo tempo todas as roupas que têm. Esta cidade sofre terremotos diariamente quando o sol se põe e ninguém sabe, e nem se importa, por qual razão isso acontece. Até que sem querer, Malu Moletom descobre que os tremores são causados por um Gigante – personagem dublado pelo ator Rodrigo Lombardi – que sente muito frio e tem arrepios dentro da caverna onde vive. A menina toma a iniciativa de tirar algumas peças do corpo e cobrir o Gigante. Sua ação acaba fazendo com que as demais pessoas façam o mesmo. Com o problema resolvido, o Gigante passa a ser mais um membro da sociedade. A Animal Estúdios assina a trilha sonora, com destaque para a canção “Calor para dar”, interpretada pelas vozes da cantora Sandy e do ator Rodrigo Lombardi. O curta será apresentado nos cinemas de São Paulo e na internet. Além do filme, todas as peças publicitárias criadas para a campanha como o livro e a música estarão disponíveis para download no site da Campanha do Agasalho. Neste endereço, também será possível assistir ao curta e ao making of, baixar wallpapers e obter todas as informações sobre como doar. Informações sobre a Campanha do Agasalho Telefones: (11) 2588-5972 (11) 2588-5912 Email: campanhadoagasalho@sp.gov.br //A presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, Lu Alckmin, realizou dia 18 de maio, o lançamento da Campanha do Agasalho 2016. O evento aconteceu no Cinema Playarte Bristol, em São Paulo e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin. A novidade deste ano está por conta da animação da Malu Moletom, a história de uma menininha linda que muda a vida de uma cidade inteira. A agência Lew’Lara/ TBWA assina a criação da campanha publicitária. O objetivo da ação é arrecadar cobertores e roupas novas ou em boas condições de uso. “O filme mostra como podemos ajudar quem mais precisa. Cada um que doar uma peça de roupa pode fazer toda diferença na vida de quem recebe. Quando fazemos o bem, o maior beneficiado somos nós”, afirma Lu Alckmin. “É muito importante a Campanha do Agasalho porque é um ato de solidariedade e amor ao próximo. Todo mundo tem em casa uma roupa boa que não usa mais. Nós ainda estamos no Outono e já podemos verificar o quanto esfriou”, afirmou o governador Alckmin. A Campanha terá duração de dois meses, mas o Fundo Social recebe doações durante todo o ano em seu depósito, localizado no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. As peças arrecadadas são encaminhadas para os municípios do Estado e para as entidades sociais da

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Sindical Gráficos-SP //por José Alexandre da Silva IMPRENSA SINDICAL // DE 10/JUNHO A 10/JULHO DE 2016 // PÁGINA 15 A LUTA não vai parar Seja qual for o GOVERNO //Nós trabalhadores, do setor da indústria, estamos há muito tempo sofrendo com seguidas crises mundiais, políticas ou de gestão. Neste momento os sindicatos estão sofrendo com as propostas predatórias dos patrões, que sempre aparecem propondo reduzir cada vez mais os DIREITOS dos TRABALHADORES. É um momento importante para discutir com o Congresso a questão do custeio sindical, pois o sindicato garante conquistas para todos. Os meios de comunicações e entidades patronais sempre vêm com ataques aos sindicatos, questionando as contribuições. Questões estas, que visam estrangular as organizações dos trabalhadores. O Ministério Público esta aí para perseguir sindicatos. Por que não autua empresas que não recolhem o INSS e o FGTS por exemplo?! Os trabalhadores, sempre, em algum momento da vida, recorrem ao sindicato, que conquista seus aumentos de salários e suas conquistas, como a PLR. Os patrões querem na verdade o sindicalismo fraco e contam com ajuda de setores poderosos da sociedade. Para nós trabalhadores não interessa o PARTIDO que está no poder. Nosso papel é lutar e debater com os trabalhadores a política salarial, a situação econômica, financeira e política do BRASIL. O sindicato deve sempre observar a pluralidade de pensamentos e opiniões, respeitando os companheiros que pensam de forma diferente. O debate deve ser sim, respeitoso dentro do campo da fraternidade. No conjunto de sócios e membros da categoria tem todos os tipos de pensamentos e tendências e o sindicato deve falar para todos. Não é bom para a democracia das entidades e do País, o pensamento monolítico e maniqueísta. O sindicalismo tem o dever de valorizar diversas formas de pensamentos. O sindicato sempre deve ser a casa do debate, mas cabe sim à direção passar seu ponto de vista e assumir suas posições, respeitando também a diversidade. É com isso que as entidades crescem na LUTA. Todos somos um na defesa das conquistas da CLASSE OPERÁRIA. José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Economia mundial - Relações trabalhistas Cadeias produtivas globais em discussão //por Kjeld Jakobsen //Um dos temas da agenda da 105ª Conferência Internacional do Trabalho, que se realizou de 30 de maio a 12 de junho, é uma discussão geral sobre o “Trabalho Decente nas Cadeias Produtivas Globais” que, grosso modo, representam a atual estrutura de produção e comércio por cima das fronteiras. A Confederação Sindical Internacional (CSI) defende que a reunião do Conselho de Administração da OIT em novembro próximo aprove a criação de uma nova Convenção de Trabalho sobre este tema. Uma convenção é o máximo que se pode esperar da OIT em termos práticos e é o que devemos defender. Porém, sem maiores ilusões, pois o problema da violação de direitos trabalhistas nas Cadeias Produtivas Globais (CPGs) é extremamente complexo e não será apenas a mera aquisição de uma nova convenção que vai solucioná-lo. Na OIT, os aspectos estratégicos das discussões são frequentemente deixados de lado e lida-se apenas com a superfície dos problemas relacionados à violação de direitos trabalhistas. Será difícil tratar as CPGs sem olhar os dois lados da moeda, o estratégico e o tático, bem como para o papel que caberia aos sindicatos. As CPGs representam a mudança do paradigma de trabalho que vigorou até o final dos anos 1970 e os sindicatos que conhecemos são os que surgiram para defender os trabalhadores de um modelo produtivo que mudou profundamente. As CPGs representam um novo modo de produzir no qual não haverá retorno ao modelo “Fordista” anterior, do modo de produção vertical e concentrada, –no qual a grande empresa produzia ela mesma todos os insumos para gerar um determinado bem. Agora as empresas coordenam a produção de forma horizontal e em muitos casos somente administram uma marca, seu design, seu marketing e sua ciência e tecnologia. Todo o restante da cadeia produtiva é descentralizado via subcontratações ou terceirizações com a participação desde componentes sofisticados de tecnologia e trabalho até os mais simples e precários. A CSI divulgou recentemente uma pesquisa realizada em 50 grandes cadeias produtivas e verificou que apenas 6% dos empregados tinham relações de trabalho diretas com as empresas do topo das cadeias e 94%, equivalente a 116 milhões de trabalhadores, eram trabalhadores “ocultos” por meio de subcontratações e terceirizações ao longo destas CPGs. Assim, estavam ainda mais sujeitos a todo tipo de violação de seus di- reitos elementares. Se os sindicatos quiserem preservar seu poder por meio de sua representatividade, necessitam também alterar seu paradigma de representação e organização sob risco de ter seu espaço de atuação reduzido somente aos 6% de trabalhadores formais das CPGs. Há outros aspectos estratégicos a serem considerados. Um é a concentração e oligopolização das CPGs. Atualmente, cerca de 700 megabancos e fundos de investimentos controlam 80% das CPGs e, igualmente, 80% do comércio e 60% da produção mundial é realizado pelas CPGs existentes. É muito poder, o que permite às cadeias se expandirem sem restrições e convencerem os governos de Estados Nacionais a aceitarem seus investimentos a qualquer preço. Chamam este processo de aumento de produtividade e competitividade, mas a rigor trata-se simplesmente de incremento na extração de mais valia. O Relatório da OIT que será a base da discussão daqui a uma semana traz alguns dados: uma camiseta é produzida na Ásia por R$ 0,80 e será vendida no Ocidente pelo valor que o varejo definir; uma caixa de chá que é vendida na Inglaterra por R$ 8,24 remunera R$ 0,05 ao trabalhador que colheu as folhas e uma unidade de bana- na exportada do Equador para a Inglaterra será vendida por R$ 0,62 e pagará R$ 0,04 ao produtor equatoriano. A primeira consequência desta situação é o aumento da jornada de trabalho e danos à saúde e à segurança no trabalho. A segunda é o aumento da pobreza devido aos salários aviltantes, o que não contribui em nada para o desenvolvimento e, por fim, a baixa remuneração, normalmente, vem acompanhada por diversas violações de direitos fundamentais dos trabalhadores, como a ausência de liberdade sindical e negociações coletivas, trabalho infantil e escravo, salários menores para as mulheres, entre outras. Estas situações poderiam ser evitadas se os Estados cumprissem o seu papel de regular e fiscalizar o mercado de trabalho. Porém não o fazem. Alguns porque não querem espantar os investidores. Outros porque não querem investir o necessário no aparato do Estado. E ainda há os que defendem a ideia liberal da prevalência do negociado sobre o legislado, tremenda hipocrisia porque nestes setores de trabalho precário e mal pago, normalmente, não há sindicatos que representem os trabalhadores. Por isso, vez ou outra assistimos a cenas como aquela do prédio que abrigava milhares de trabalhadores do setor têxtil e que desabou no Rana Plaza em Bangladesh em 2013 matando centenas de operários. Era algo comum no Século XIX, mas não deveria ser no Século XXI. O outro aspecto estratégico desconsiderado são os acordos comerciais e econômicos de nova geração que EUA, Japão e União Europeia tentam fechar (TPP , TTIP , TiSA, etc) e que incluem instrumentos de solução de controvérsias entre investidores e Estados (sigla ISDS em inglês) que podem colocar questionamentos de investidores sobre leis trabalhistas e ambientais para apreciação em tribunais supranacionais e não mais no poder judiciário nacional. Se este tipo de solução prevalecer, altera-se totalmente a lógica da OIT, que conta com o poder coercitivo dos Estados para fazer cumprir suas normas, desde que devidamente ratificadas. Desta forma, a discussão em junho na OIT não prescindiu de considerações sobre o poder das CPGs, iniciativas anti-trusts e se os Estados Nacionais quererão colocar alguns limites institucionais sobre elas como, por exemplo, a rejeição às ISDS. Se as CPGs têm atuação global, necessitamos de instrumentos de negociações de contratos de trabalho globais, pelo menos, para assegurar com maior formalidade os direitos básicos e fundamentais. A Confederação Sindical das Américas (CSA) aprovou uma resolução em seu III Congresso ao final de abril sobre Cadeias Produtivas Globais com várias preocupações fundamentais, entre elas: 1) A partir do entendimento que as empresas principais têm responsabilidades sobre o que acontece ao longo da cadeia produtiva, construir uma norma que dê transparência à formação das CPGs para que seu organograma se torne público; 2) Conscientizar as centrais sindicais nacionais filiadas quanto à mudança do paradigma produtivo e da necessidade de alterar o paradigma organizativo sindical; 3) Colocar fim aos contratos de trabalho de curto prazo; 4) Fiscalizar os locais de trabalho inseguros com a finalidade de punir responsáveis e estimular os estabelecimentos seguros para o trabalho; Se conseguirmos colocar na resolução desta discussão que o trabalho decente tem de ser promovido nas CPGs, que as violações de direitos têm de ser combatidas e que devemos impedir a extinção do poder coercitivo nacional por meio das ISDS, teremos marcado um tento. Kjeld Jakobsen é integrante da Fundação Perseu Abramo/FPA e do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/GR-RI.

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