Jornal Eco da Tradição de Junho 2016

 

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Jornal Eco da Tradição junho 2016 178 ano 14

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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XIV - Nº 178 - JUNHO DE 2016 50 anos 1966 - 2016 Foto: Rogério Bastos É de Bagé, da Rainha da Fronteira, a 1ª Prenda do Rio Grande do Sul Páginas Centrais “A foto mostra que a conquista foi coletiva. E maior que o título é a felicidade em poder retribuir a confiança, o esforço, o incentivo e o carinho de cada um em busca do NOSSO sonho!” - Escreveu Roberta Jacinto, em seu facebook, dedicando a conquista, que não acontecia para Bagé, desde 1978, à equipe que acompanhou-a desde que concorreu pela primeira vez até chegar em Passo Fundo Produtos alusivos ao cinquentenário do Movimento Tradicionalista Gaúcho Página 09 2016 - Rio Grande do Sul homenageia o centenário da morte de Simões Lopes Neto Páginas 02 e 04 Chama Crioula Oficial do RS será acesa em Triunfo, 15ª RT, Terra de Bento Gonçalves Página 03 EDITORIAL Para não perder os trilhos da história Página 02 CURSOS DFTA organiza diversos cursos pelo estado Página 05 SAÚDE EM FOCO Os riscos da pneumonia no inverno Página 13 REPORTAGEM Humor inteligente feito por tradicionalistas Página 08 CAMPEIRISMO Sabedoria sobre os ditos de pelos de cavalos Página 19

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2 Ano XIV - Edição 178 EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente Junho de 2016 OPINIÃO Por: Renata de Cássia Pletz Professora graduada em Letras e Literaturas de Língua Portuguesa. Especialista em Educação. Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 Para não perder os trilhos da história Vivemos momentos de extrema dificuldade em nossa sociedade, momento propício e campo fértil àqueles que levantam incertezas, dúvidas, implantam desconfianças e não desejam que as coisas se estabeleçam com tranquilidade e serenidade. Infelizmente, para aqueles que se intitulam verdade absoluta, caminho seguro, sem a capacidade de reconhecer outras alternativas, verdadeiras e propositivas, alimentar dúvidas quanto à capacidade individual de realização é uma das estratégias largamente usadas. Estas situações se enquadram nas relações dos indivíduos e em relações institucionais. O próprio MTG, uma entidade que constrói ao longo de sua história uma trajetória forjada em valores que moldam nossa sociedade e nossa identidade regional, também sobre ele recaem dúvidas, falta de apoio, descrédito, alimentando um desconhecimento que muitas vezes parece provocativo e sem o devido reconhecimento. Devemos ter a grandeza e a sensibilidade de tomarmos as posições devidas e necessárias para buscarmos cumprir objetivos claros de nosso Movimento, de agregar, oportunizar o surgimento e a construção de novas lideranças, saber que a sociedade tem capacidade intelectual de contribuir com a caminhada de nossa instituição. Quando nos apercebermos pode ser tarde demais. Movimentos paralelos e interesses rondam nossa organização. Alguns movimentos coletivos, individuais, que se julgam organizados, tentam interferir nos processos de caminhada do nosso Movimento. Este é o grande momento de retornarmos a pensar o Movimento. A necessidade é urgente. Precisamos aprofundar debates, estudos, análises, projetar nosso futuro buscando alternativas que estabeleçam uma situação confortável de nossa instituição. Nosso crescimento é visível e mensurado a cada evento que realizamos e o caminho é este. As soluções estão a nossa frente, basta abrirmos os olhos, a mente, mudar e reestruturar algumas atitudes e posicionamentos, posturas, sairmos de uma zona que consideramos de conforto e implementarmos os processos evolutivos que a sociedade nos oferece, buscando um aperfeiçoamento em nossas relações, sem perdermos a simplicidade e ao mesmo tempo fazendo um resgate destas questões e das formas como fazíamos há algum tempo atrás. Este é o momento de gerarmos estes questionamentos, de aprofundarmos questões que se apresentam, de pensarmos que forma queremos que nosso Movimento se apresente à sociedade. Temos uma grande força, uma grande organização, eventos envolventes, pessoas abnegadas e solidárias a este trabalho. O MTG, nossa federação, deve ser cada vez mais engrandecido, valorizado e a ele dado o devido reconhecimento quanto a sua importância social. Temos história, serviços prestados à sociedade, comprometimento com o coletivo, com a família, responsabilidade na construção de soluções juntamente com os governos legitimamente constituídos e comprometidos com as organizações sérias e construtoras de um bem maior, o bem social. Assim está o MTG para o estado. João Simões Lopes Neto: um poeta moderno antes mesmo do Modernismo” O contato que teve João “apresentação” é do outro, que Simões Lopes Neto com a vida vem de fora daquele ambiente? do campo, o conhecimento É através deste clima que da terra e da gente, possibili- o leitor-comum começa a ler tou traduzir, com relativa fide- como quem entra em uma roda lidade, a realidade do homem de galpão. Neste sentido, o Aucampesino. Sua obra revela, tor é muito perspicaz. O leitor tanto no plano linguístico como não consegue “livrar-se” do que na abordagem de temas, um lê, pois sempre quer saber mais equilíbrio que o torna mere- e mais. Outro fato bastante relecedor do título de criador do vante é o poder persuasivo da regionalismo gaúcho, já que, obra, pois tendo os gaúchos transcendendo o mero localis- estes aspectos telúricos tão enmo, JSLN apresenta o gaúcho raizados em seu cotidiano, acanuma perspectiva universal. bam por identificar-se com as Sua obra, embora escrita em histórias e apaixonar-se pelos tom telúrico, demonstra não só causos que, na maioria das veo apego à terra, mas ultrapassa zes, chegam a emocionar. os limites regionais, retratando O Autor não teve reconhecios conflitos humanos, que são mento na sua época. Viveu em iguais em qualquer lugar. dificuldades financeiras durante A parte mais significativa toda a vida adulta, herança de de sua obra corresuma família aristoponde à produção crata decadente. Fade “Contos Gauzia, como ele mesmo chescos”, coletâ“bicos”, Em “Contos denominava, nea de dezenove escrevendo matérias pequenas histórias Gauchescos”, o para jornais, usando narradas pelo va- protagonista re- pseudônimos, como queano Blau Nunes, “João Felpudo”. Teve “alter ego” do Autor. lembra o passa- peças teatrais (a Nesses contos, SL do para situar- maioria delas coméfixou o mundo rioe sátiras) des-se no presente. dias -grandense com cobertas só a partir toda a sua oralidada déc. de 70. Como de e mitologia. empresário foi um verdadeiro Em “Contos Gauchescos”, fracasso. Quando veio a falecer, o protagonista relembra o pas- foram publicados pelo jornal “A sado para situar-se no presen- Opinião Pública”, onde trabate: o início do século XX, com lhara até morrer, apenas dois o campo repartido, a cidade projetos escritos por ele. Um crescendo e a indústria re- didático, dedicado à instrução propondo, em novas bases, o primária, e outro sobre pisciculpoder do capital. Blau tenta ex- tura, que para o referido jornal plicar, tanto “as cousas que ele “bastavam para formar a repucompreendia, como as que tação de João Simões”. eram-lhe vedadas ao singeConforme nos disse Hillo entendimento”. Por isso, se da Simões Lopes “tratava-se espanta e exclama, para e se de um poeta e, em terra de interroga, interrogando, tam- charqueadores e fazendeiros, bém, o leitor. queriam-no empresário.”. Mas Simões Lopes Neto é, por- hoje, quando comemoramos tanto, moderno antes do Mo- o biênio Simoniano, render-lhe dernismo, paradoxalmente, homenagens é ainda pouco. pela força do seu apego à tra- Um visionário, um homem à dição, entre outros traços de frente de seu tempo. Escritor sua modernidade. Dentre eles, de talento ímpar, que com coa instituição da figura de dois ragem e pioneirismo incontesnarradores: um que aparece táveis compilou da oralidade a apresentando Blau e outro que história de um povo e a partir é o próprio Blau narrando seus dela, fez literatura. Reconhecer “causos”. Porém, a questão sua grandiosidade e as inegámais intrigante é outra: onde veis excelências de sua obra é começa um e termina o outro? mais do que uma obrigação. Blau entra em cena já a partir do É o pagamento de uma dívida segundo parágrafo ou toda a histórica. EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze e Nilton Otton JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho Andressa Mother IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Plena Parcial Especial Estudantis Junho Valor R$ 1069,18 R$ 917,80 R$ 564,59 R$ 160,92 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Nilton Otton VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal

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Ano XIV - Edição 178 EVENTOS Junho de 2016 3 CHAMA CRIOULA – 12 e 13 de agosto em Triunfo Com 69 anos de história a Chama Crioula o�icial do Rio Grande do Sul será acesa em Triunfo, 15ª RT, mostrando seus atrativos turísticos e históricos Criada no ano de 1947, quando Paixão Cortes, Fernando Machado Vieira e Cyro Dutra Ferreira retiraram uma centelha do fogo simbólico da Pira da Pátria, a Chama Crioula é acesa, anualmente, representando o inicio das festividades farroupilhas no Rio Grande do Sul. Dia 7 de setembro de 1997, Paixão Cortes, Cyro Dutra Ferreira e José Fernando Almeida Vieira, representando o pai, Fernando Machado Vieira, repetiram o ato de 50 anos atrás: retiraram uma centelha da Pira da Pátria e a conduziram a cavalo até o Colégio Júlio de Castilhos. No dia seguinte foi a Chama Crioula conduzida para a Estância da Harmonia. Em 1999 o acendimento da chama crioula foi realizado em Pelotas, em uma homenagem ao centenário da União Gaúcha Simões Lopes Neto. No ano de 2000 o acendimento ocorreu em Alegrete, na “Capela Queimada”. Os dois eventos que foram prestigiados pela direção do MTG, mas tiveram muita pouca participação das coordenadorias regionais. Foram eventos locais, sem grandes repercussões midiáticas. O acendimento da chama crioula se transformou em um grande evento à partir de 2001, em Guaíba, quando foi gerada em frente ao cipreste farroupilha, que fica na frente da casa que pertenceu a Gomes Vasconcellos Jardim, com participação das 30 Regiões Tradicionalistas. Locais de acendimento oficial da Chama Crioula • • • • • • • • • • • • • • • 50 Anos da Chama Crioula 2001 - Guaíba, na fazenda de Gomes Jardim 2002 - Santa Maria, no centro do estado 2003 - Camaquã, na Chácara das Águas Belas, de Barbosa Lessa 2004 - Erechim, no Recanto dos Tauras 2005 - Viamão, cidade fundamental na história do RS 2006 - São Gabriel, na Sanga da Bica, onde tombou Sepé Tiarayú 2007 - São Nicolau, 1ª Redução e um dos 7 povos das missões 2008 - São Leopoldo, Terra de Colonização Alemã 2009 - São Lourenço, no casarão de Ana, irmã de Bento Gonçalves 2010 - Itaqui, o acendimento volta para a fronteira 2011 - Taquara, Cinquentenário da Carta de Princípios 2012 - Venâncio Aires - Capital Nacional do Chimarrão 2013 – General Camara – Distrito de Santo Amaro 2014 – Cruz Alta – Terra de Érico Veríssimo 2015 – Acendimento internacional na Colônia do Sacramento e no Brasil a distribuição aconteceu no Chuí • 2016 – Triunfo – Terra de Bento Gonçalves e da Batalha do Fanfa Programação Dia 12/08/2016 – SEXTA-FEIRA 10h – Geração da Chama Crioula na Ilha do Fanfa – Porto Pedreira. 11h – Cavalgada do Porto Pedreira até a Praça Bento Gonçalves. 14h - Apresentações artísticas das escolas municipais na Praça Bento Gonçalves. 15h - Mateada na Praça Bento Gonçalves. 15h – Ato de homenagem no monumento Cruz das Almas. 15h30min - Recepção à Centelha da Chama Crioula na Praça Bento Gonçalves. 17h – Cavalgada conduzindo a Centelha da Chama Crioula até o Parque Camboatá. 18h30min – Apresentações artísticas de invernadas - Pq Camboatá. 20h - Livre para jantar. 20h30min – Show com Os Tiarajus 21h – Show Nativista com Shana Müller– Parque Camboatá. CONTATOS E INFORMAÇÕES DO ACENDIMENTO DA CHAMA CRIOULA Subcomissões Coord. Geral: Marcia Cristina Poeta (51) 9600 6195 Infraestrutura: Jaimir Peixoto Lopes (51) 9188 0839 Recepção: Marina Cullman Karlz (51)9574 3609 Trânsito: Caio Urei Pinheiro Cornelius (51)9879 1118 Segurança: Luiz R. Moraes Pires (51) 3654 1358 Alimentação: Ivete Nilva Stasczak (51) 9262 0097 Artística: Sandra Regina da Silva (51) 9875 1312 Divulgação: Marilene da S. Gonçalves (51) 8418 7355 Comércio: Orlando Maroco Vargas (51) 9900 8868 Artesanato: Arnildo Precht Filho (51) 9900 8868 Acampamento: Antônio Nilton de O. Campos (51) 9846 7517 Estacionamento: Rogério R. Machado (51) 9902 2139 Distribuição de Centelha: Pedro Sérgio A. Milk (51) 9984 6630 Diretor da Cavalgada: Claudio Rogélio Corrêa Oliveira (51) 9843 2771 Informações: Prefeitura de Triunfo (51) 3654 3480 www.triunfo.rs.gov.br (51) 3654 3307/3654 3059 turismo@triunfo.rs.gov.br FB/chamacrioula2016 Secretaria de Turismo e Cultura Hotéis: Hotel Ilha das Pedras Av. Luiz Barreto, 112 – Centro - Triunfo - RS Fone: (51) 3654 1355 reservas@ilhadaspedras. com.br Hotel Italianinho Rua Cel Soares Carvalho, 515 – Centro São Jerônimo – RS Fones: (51) 3651 1282 – 3651 2083 italianinhohotel@UOL. com.br Salton Polo Hotel Rodovia BR 386 – Tabaí/ Canoas, km 423 III Polo Petroquímico - RS Fones: (51) 3501 3401 saltonpolohotel@saltonpolohotel.com.br Dia 13/08/2016 – SÁBADO PARQUE CAMBOATÁ 07h – Recepção e credenciamento 08h30min – Abertura da Feira de Artesanato e Exposição de Orquídeas. 09h – Abertura Oficial da distribuição da Centelha da Chama Crioula 2016 e do Tchêncontro. 09h30min – Ato solene de distribuição da Centelha da Chama Crioula 2016. 12h – Livre para almoço. 13h30min – Visitação ao Centro Histórico de Triunfo. 16h - Palestra com Manoelito Carlos Savaris. 22h – Fandango com Os Serranos. Dia 14/08/2016 – DOMINGO PARQUE CAMBOATÁ 08h – Recepção e credenciamento. 08h30min – Abertura da Feira de Artesanato e Exposição de Orquídeas. 08h30min – Distribuição da Centelha da Chama Crioula 09h – Apresentação da Banda Municipal. 10h – Missa Crioula. 12h – Livre para almoço. 15h – Chimarrão, Charla e Cantiga ENDEREÇO DOS LOCAIS DOS EVENTOS Ilha do Fanfa Porto Pedreira – 4º Distrito Parque Camboatá R. Dom Pedro II, S/N – Estaleiro

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4 PROSEANDO COM TENÊNCIA Ano XIV - Edição 178 Junho de 2016 MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Por Rogério Bastos Centenário da morte de Simões Lopes Neto Vivemos na era da informação imediata. Um clique, e o mundo sabe o que pensamos. Essas facilidades nos fazem refletir o quanto temos de possibilidades de fazer as coisas acontecerem em um tempo muito menor que nossos antepassados. Cezimbra Jacques e Simões Lopes Neto contavam com escassos meios de comunicação para a difusão de seus propósitos. Cada um, porém, fez o que pode. Simões pôs-se a pesquisar o folclore, a sabedoria espontânea da sociedade e reuniu centenas de quadrinhas populares em seu “Cancioneiro Guasca”. Depois projetou a cultura folclórica através das “Lendas do Sul”, dos “Contos Gauchescos” e dos “Casos do Romualdo”. Mas havia um problema, que hoje não enfrentamos: a maioria das pessoas não eram letradas, entre outros fatores. Simões chegaria ao fim da vida como um modesto escritor, desconhecido além dos limites de Pelotas. Hoje nosso grande problema é que sabemos ler, isso mesmo, mas não gostamos muito. Simões Lopes ganhou notoriedade “post mortem”, com grande influencia na construção da identidade do povo gaúcho e do folclore de nosso estado. Precisamos ler mais. Calendário do MTG - 2016 DATA 18 25 25 2 25 30 2 12 e 13 13 27 e 28 4 14 a 20 24 e 25 1 8e9 15 e 16 18 28 e 29 28 e 29 05 e 06 12 18 a 20 19 9 10 13 EVENTO JUNHO DE 2016 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA CONSELHO DIRETOR (Provas Ciranda e Entrevero Regional) 47ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL 29º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JULHO DE 2016 4ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS E DIRETORES CULTURAIS PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES ENART 2016 82ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA AGOSTO DE 2016 SORTEIO ORDEM DE APRESENTAÇÃO DAS INTER-REGIONAIS ENART 2016 ACENDIMENTO E DISTRIBUIÇÃO DA CHAMA CRIOULA TCHENCONTRO 1ª INTER-REGIONAL DO ENART SETEMBRO DE 2016 5ª REUNIÃO CONSELHO DIRETOR SEMANA FARROUPILHA 2ª INTER-REGIONAL DO ENART OUTUBRO DE 2016 5ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 3ª INTER-REGIONAL ENART 3º FEGADAN SORTEIO DA ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FINAL DO ENART 2016 50º ANIVERSÁRIO DO MTG ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE GAÚCHA NOVEMBRO DE 2016 ABERTO DE ESPORTES - 1º ENECAMP 6ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR FINAL ENART 2016 - ENCONTRO DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA 17ª MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA DEZEMBRO DE 2016 PRAZO FINAL - ELEIÇÕES COORDENADORIAS REGIONAIS REUNIÃO DE ENCERRAMENTO - CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA PRAZO FINAL - APRESENTAÇÃO PROPOSIÇÕES P/ 65º CONGRESSO TRAD. GAÚCHO CIDADE SEDE MTG - POA RTs RTs PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE CRUZ ALTA PORTO ALEGRE TRIUNFO TRIUNFO RS CAXIAS DO SUL PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE O equilíbrio na hora da apresentação Acompanhando as provas orais na Ciranda de Prendas, em Passo Fundo, constatei que, ao entrarem no palco as prendas desenvolvem verdadeiros espetáculos, treinados, com “cortina” musical, confiantes, falam de suas cidades, das entidades, aulas de geografia e história. Ponto. Neste instante começam a falar do tema sorteado, propriamente dito. Para a música. O momento é tenso. Muda o timbre de voz e podemos senti-la vacilante. O que o(a) concorrente tem que lembrar naquele momento? Ele (a) está tentando vender um produto para a comissão avaliadora. Chegou, bateu na porta, falou da empresa, do produto e ai, o cliente fez perguntas. Não pode vacilar para responder. Quando alguém vendeu o 1º forno de micro-ondas teve que mudar a maneira de pensar do consumidor em relação a forma de preparar alimentos. Imagine o poder de persuasão deste vendedor para vender um produto desconhecido. Conseguir convencer a comissão avaliadora é a meta quando se sorteia o tema. Falo sempre para as pessoas que me perguntam sobre a prova oral. Domine, com maestria, a tese de Barbosa Lessa, domine, com entendimento e compreensão, do que trata a Carta de Princípios e terás sucesso em tua prova. Este ano, quem leu o Eco da tradição, teve maior facilidade ao discorrer sobre o tema sorteado. STA CRUZ DO SUL STA CRUZ DO SUL RTs RTs Informações sobre os cursos em www.mtg.org.br ou pelo fone 51 3223 5194 ou pelo e-mail: cursos@mtg.org.br. CURSOS 05/06 06/08 24/07 10 E 11/09 22 E 23/09 CFOR (A CONFIRMAR QUAL) CFOR BÁSICO CURSO DE JUÍZES DE CAMPEIRA CFOR AVANÇADO CFOR AVANÇADO OBS: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade 7ª RT PASSO FUNDO SEDE DO MTG CASA DO GAÚCHO 25ª RT PORTO ALEGRE /4ª RT PORTO ALEGRE/ 4ª RT Palestras A missão do palestrante: Mudar a vida das pessoas com suas palavras. Até 2003, quando começaram os CFors (Curso de Formação Tradicionalista), a forma de palestrar era outra. Com a introdução do Data-show (projetor de multimídia), telão, filmes, mensagens em Power Point e microfones sem fio, de boa qualidade, as palestras passaram a se tornar interessantes. Mas ainda está no orador, no palestrante, no apresentador, a magia de dominar a plateia, de convencê-la, e fazê-la sair dali com o gostinho de “quero mais!” – Seja convincente e impactante. Ofereça qualidade para seu público. A palestra ministrada precisa ser bem focada e fazer com que o público se lembre, pelo menos, dos pontos principais. OrCav pleiteia acompanhar a chegada da Tocha Olímpica Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul através de seu Presidente, Airto Timm, pleiteia junto ao COB a possibilidade de acompanhar a Tocha Olímpica. A notícia desta possibilidade ganhou espaço na mídia. A Secretária de Estado do Turismo fez contato e se prontificou a buscar as condições para que a OrCav/MTG também participasse do trajeto em Porto Alegre e Passo Fundo, recepcionando, a cavalo, a Tocha Olímpica. A Tocha passará por Passo Fundo e Erechim no dia 3 de julho. Dia 4 em São Miguel das Missões, Santo Ângelo, Ijuí e Cruz Alta. Dia 5 em Santa Maria, Santa Cruz, Lajeado e Encantado. Dia 6 em São Sepé, Caçapava, Rio Grande Canguçu e Pelotas. Dia 7 na Capital, Guaíba, Camaquã e São Lourenço. Dia 8 em Novo Hamburgo, Gramado, Canela, Nova Petrópolis, Esteio, Caxias do Sul e Canoas. E no dia 9, Torres e Bento Gonçalves. Dicas pro Regional Treine sua apresentação. Isso possibilitará que tu aprimores a estrutura da mensagem e tenhas um desempenho de palco cada vez melhor. Fale de modo simples e deixe clara a idéia que queres passar. A OrCav – Foi criada no ano de 1998, durante o 43º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado entre os dias 8 e 11 de janeiro, na cidade de Santa Cruz do Sul, como órgão auxiliar da Diretoria do Movimento Tradicionalista Gaúcho, ligado diretamente a Presidência. Oficializa, junto ao MTG, as cavalgadas realizadas, através de um processo de reconhecimento, devidamente protocolado em sua secretaria.

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Ano XIV - Edição 178 CURSOS Junho de 2016 DEPARTAMENTO JOVEM 5 Luan Andrey Vieira – Diretor do Dpto Jovem do MTG DFTA realiza diversos cursos pelo Rio Grande Conhecimento: Departamento de Formação Tradicionalista e Aperfeiçoamento (DFTA) tem levado seus cursos para o interior do estado Foto: Divulgação A juventude tem novos representantes Ciranda e Entrevero: Dois dos concursos mais importantes do tradicionalismo elegeram os novos representantes da juventude gaúcha Saudações aos mais novos representantes das Prendas e Peões do Rio Grande do Sul. Os concursos, Ciranda e Entrevero, são baluartes da tradição gaúcha cultivada entre a juventude. Local de representação altiva das mais diferentes artes e costumes do povo gaúcho, sempre nos trazendo momentos de emoção, seja felicidade ou tristeza. Para 18 jovens, uma grande conquista, para todos os outros, o aprendizado. O conhecimento, assim como as lembranças, são algo que ninguém pode tirar das pessoas. Já dizia Albert Einstein: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.” Ninguém pode apagar a experiência vivenciada participando de um entrevero ou uma ciranda cultural,e justamente por estar lá, esses peões e prendas já são vencedores. Vencedores por que saíram de suas entidades e regiões para representá-las em um dos maiores eventos do MTG, puseram-se à prova, na presença de centenas de pessoas. Milhares, se contarmos aquelas que acompanham pela TV Tradição. Mas o mais importante não está na frente das câmeras. Não está em cima dos palcos nem nos tablados. Está dentro de nossas casas. Junto com as nossas famílias. Seja a família de sangue ou de coração. Notamos a aflição nos olhos das mães e pais, avôs e avós que acompanham seus filhos e netos durante os concursos, assim como dos companheiros de jornada que auxiliam durante toda a caminhada desde a entidade até o estadual. Notamos a importância do Objetivo anual do MTG para o ano de 2012, que foi “Abrace sua família tradicionalista”. Valorize aqueles que se mantêm firmes ao teu lado, independente da situação, devemos respeitar de onde viemos, para poder alcançar nossos objetivos. “Curso de Juizes de Campeira lotou o saguão da sede do MTG e teve palestra do Presidente Aconteceu, na Sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho, em Porto Alegre, no dia vinte e um de abril do corrente ano, o Curso de Juízes de Provas Campeiras, promovido pelo Departamento de Formação Tradicionalista e Aperfeiçoamento e em parceria com a Vice-Presidência Campeira. O Curso contou com a presença de trinta e três participantes, estando representadas 13 RT’s. Foram palestrantes Toni Pereira, Dauro Soares, Nairioli Antunes Callegaro, José Alvoni Araújo Silva e José Nicanor Castilhos, que abordaram as temáticas: Ética Tradicionalista e de Avaliação, História do Rio Grande do Sul, Origem do Gaúcho, Movimento Organizado, Os Rodeios no RS, Regulamento Campeiro, Indumentária Atual e Indumentária para as atividades campeiras. “A todos que se dispuseram a realizar e participar da Formação, nossos agradecimentos. O nível de aproveitamento foi excelente, uma vez que todos foram aprovados na prova final, que teve como finalidade medir os conhecimentos construídos ao longo do Curso” – Disse Lucia Andrade, diretora do departamento. “Este é um ano ímpar para nós, tradicionalistas. Comemorar cinquenta anos de história do MTG, sabendo que este surgiu em razão da valorização e preservação dos usos e costumes do homem do campo, nos compromete ainda mais em mantermos vivas a cultura e a história do Rio Grande do Sul. Assim, acreditamos que essa Formação de Juízes de Provas Campeiras, cumpre com seu compromisso de auxiliar na manutenção e na conservação da cultura campeira do nosso Estado” - completou. Também ocorreu no dia 5 de maio, o segundo CFOR Básico do ano. Os palestrantes que contribuíram com seu conhecimento foram: Rogério Bastos, Ivo Benfato, Manoelito Carlos Savaris, Odila Savaris e Márcio Avozani Albrecht, os quais desenvolveram os conteúdos específicos para essa Formação, que são: História do RS, Carta de Princípios, História do Tradicionalismo Gaúcho, Objetivos e estrutura administrativa do MTG de pessoas: liderança, relacionamento interpessoal e gerenciamento de conflitos, Noções Básicas de Tradicionalismo e Indumentária atual, para os 79 participantes. “Desejamos a todos que participaram dessas formações, que sua caminhada tradicionalista seja repleta de êxito, sucesso e, acima de tudo, comprometimento e amor pela nossa tradição” – concluiu Lucia. Foto: Divulgação Venâncio Aires e Cruz Alta sediam CFor Aperfeiçoamento: Lideranças de várias partes do estado se reuniram em Venâncio Aires, 24ªRT (CFor Básico), e em Cruz Alta, 9ªRT (CFor Patronagem), para a realização de cursos de formação tradicionalista Com mais de 70 participantes foi realizado no sábado, dia 28 de maio, o Curso de Formação Tradicionalista (Cfor básico), no auditório do Parque Municipal do Chimarrão, na cidade de Venâncio Aires. O curso foi promovido pelo departamento de cursos do MTG, com apoio da coordenadoria da 24ª RT e contou com a presença, além de tradicionalistas da 24ª RT, representantes de mais dez regiões, entre ela a 1ª e a 12ª RTs. Segundo Rodrigo Adriano Maciel, vice-diretor de cursos do MTG, da cidade de Venâncio Aires participaram: CTGs Erva-Mate, Chaleira Preta e Lenço Branco; Piquetes Parceria Campeira e Cavaleiros da Estrada; CPF Terra de Um Povo . História do tradicionalismo gaúcho, estrutura e objetivos do MTG; História do RS e origem do gaúcho; gestão de pessoas, liderança, relacionamentos e gerenciamento de conflitos; Carta de Princípios; noções básicas de tradicionalismo e indumentária, foram temas abordados pelos palestrantes. Também aconteceu no mesmo dia o primeiro CFOR Patronagem desse ano, na 9ªRT, no Instituto de Educação Professor Annes Dias, na cidade de Cruz Alta/ RS. O curso contou com a presença de noventa e um participantes, atingindo um número significativo de inscritos dessa Região. Foram representadas trinta e sete entidades tradicionalistas da 9ªRT, e também outras quatro Regiões se fizeram presentes: a 2ª RT - CTG Saudades do Pago,17ªRT - CTG Galpão da Boa Vontade e 35 CTG, 19ªRT - CTG Galpão Campeiro e 20ªRT. Os temas abordados foram os mesmos de Venâncio, acrescidos de: Organização de Eventos, Constituição da empresa - CNPJ/Compromissos legais de ordem fiscal tributária, RAIS e relação anual/IR. o segundo CFor do ano foi realizado na sede do MTG teve quase 80 inscritos TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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6 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 178 ESPAÇO DA CBTG Junho de 2016 Por Aline Kraemer Assessora de Comunicação da CBTG MTG será homenageado em Novo Hamburgo Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo realizará sessão solene em homenagem aos 50 anos do MTG Sandra Veroneze O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, recebeu na tarde de terça-feira, 24 de maio, o assessor do vereador Enio Brizola, Maurício Cornely, de Novo Hamburgo. Acompanhado do patrão do CTG M´Bororé, Henrique Scholz, e do coordenador da 30ª Região Tradicionalista, Carlos Alberto Moser, ele apresentou convite para realização de uma sessão solene em homenagem ao cinquentenário do MTG. Segundo Cornely, a ideia é, na mesma solenidade, também se prestar uma homenagem pelos 25 anos da 30ª Região Tradicionalista. A solenidade acontecerá no dia 21 de julho, a partir das 19 horas, tendo como proponente o vereador Enio Brizola. Mais detalhes serão divulgados em breve. Foto: Divulgação MTG-MS: Laguna Carapã sediou encontro da tradição gaúcha O CTG Recanto da Laguna e o Movimento Tradicionalista Gaúcho do Mato Grosso do Sul (MTG-MS) realizaram o 9º Rodeio Artístico e Cultural do MTG-MS na cidade de Laguna Carapã nos dias 21 e 22 de maio. Dança, música, declamação e bocha foram as modalidades do evento. “Contamos com a participação de dez CTG’s associados ao MTG-MS, reunindo mais de mil membros do movimento tradicionalista gaúcho nesta grande festa de integração, onde a população lagunense participou e teve a oportunidade de conhecer a grandiosidade do tradicionalismo”, disse o Patrão do CTG Recanto da Laguna, Vanderlei Spessato. De acordo com a comissão organizadora foram 699 concorrentes que disputaram as provas dos concursos. É a primeira vez que o CTG Recanto da Laguna organiza e sedia um evento do MTG-MS. “Estamos orgulhosos do CTG mais jovem do Estado, fundado em 2012, que preparou um grandioso encontro artístico-cultural da tradição gaúcha em mais uma oportunidade de integrar e fortalecer os valores de cultivar o tradicionalismo repassado em cada CTG”, pontuou o Presidente do MTG-MS, Natal José Marchioro. O 9º Rodeio Artístico e Cultural foi realizado pelo CTG Recanto da Laguna e MTG/MS e contou com o apoio da Prefeitura Municipal, da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Comércio, da Câmara Municipal e da Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (SECTEI). Laguna Carapã - Localizada na região sul de Mato Grosso do Sul, a cidade está a 288 km da capital Campo Grande. Tem 24 anos de criação e uma população estimada em 6.935 (seis mil novecentos e trinta e cinco) habitantes de acordo com o último censo do IBGE. Laguna Carapã é um nome guarani que significa “Lagoa Torta” e foi proposto pela grande lagoa que existe na região. A cidade é conhecida pelo Concurso do Pé de Soja Solteiro, que acontece anualmente e quebra recordes sucessivos na produção dos pés de soja com maior número de vagens. Foto: Divulgação O Coordenador da 30ªRT, Carlos Moser (D), visitou o Presidente Nairo para oficializar a homenagem CTG Prenda Minha, de Bagé, é comandado por um time de mulheres Com 46 anos de história, o CTG Prenda Minha, de Bagé, na 18ª Região Tradicionalista é administrado, pela primeira vez, por uma mulher. A nova patroa é Lúcia Barbosa Dias, 42 anos e atua no tradicionalismo há bastante tempo acompanhando os dois filhos que participam de invernadas artísticas e também do Entrevero de Peões. Foi Posteira Artística da entidade, bem como ocupou os cargos de Capataz e Sota-capataz. Lúcia está muito orgulhosa e acredita ser uma grande responsabilidade assumir esse cargo que, por 46 anos, foi ocupado por homens. Busca, através dessa nova gestão, em que 80% são mulheres, reafirmar a capacidade feminina na gestão do CTG. O título de 1ª Prenda do Rio Grande do Sul, conquistado na última Ciranda Cultural de Prendas, por Roberta Jacinto, na cidade de Passo Fundo, aumentou a responsabilidade delas no biênio 2016/2017: “Foi um sonho, muito desejado por todos nós e, orgulhosamente a Roberta, com sua dedicação o conquistou, a realização do sonho dela motivou a participação de muitos que acompanhavam o trabalho dela dentro da entidade, mostrando que é possível sim, conquistar os sonhos que eles também buscam” - ressalta Lucia. Foto: Divulgação Jovens participam dos rodeios em outros estados e mostram a mesma paixão pelas tradições gaúchas Lançamento da 4ª Edição do Livro Danças Tradicionais Gaúchas, em Brasília/DF Nos dias 14 e 15 de maio aconteceu o lançamento, em nível nacional, da 4ª Edição do Livro de Danças Tradicionais Gaúchas. O evento foi realizado no CTG Estância Gaúcha do Planalto, em Braília-DF, contando com a presença dos autores Beloni Bastos da Silva, Marco Aurélio M. Ávila, Toni Sidi Pereira e dos avaliadores da CBTG Luciano Fleck e Douglas Diehl. Além dos tradicionalistas do MTG-PC, integrantes do MTG-PR, MTG-MT e MTG-MS também participaram do encontro. O curso e o painel de danças transcorreram num ambiente descontraído com elevado aproveitamento dos presentes e com uma explanação de alto nível por parte dos autores e avaliadores, onde demonstraram seus conhecimentos. Lúcia Barbosa Dias assumiu e já tem pela frente a Ciranda de Prendas, em 2017

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Ano XIV - Edição 178 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Junho de 2016 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro Pedro Canga No seu “Ensaio sobre os costumes no Rio Grande do Sul”, João Cezimbra Jacques, entusiástica e exageradamente, afirma: “Pode-se quase dizer que todos os rio-grandenses são poetas, pois que a risonha e mimosa perspectiva de seu solo os excita naturalmente para a poesia.” E cita, referindo-se a um pretenso “bardo rústico” que fora soldado farrapo, que sabia apenas assinar o nome, a seguinte estrofe rimada: Pode do mundo a grandeza / Reduzir-se toda ao nada / E ver-se toda mudada / A ordem da natureza / Esta vasta redondeza / Matizada de mil cores / Pode o autor dos autores / Mudá-la em céu de repente / E desse modo igualmente / Pode o sol produzir flores. Uma leitura, ainda que superficial, destes versos por certo não deixam a impressão de que o autor seja um iletrado. Um espontâneo cantor popular, esgrimindo apenas com o intuitivo aço da oralidade, talvez não estivesse apto a tal construção aplicando com rigor as normas da língua culta. Os versos não parecem acomodar-se com conforto à boca de um cantador pouco letrado. Contudo, assim foi sendo construída a lenda de Pedro Muniz Fagundes, o Pedro Canga. Guilhermino Cesar refere-se, em História da Literatura do Rio Grande do Sul (1955), a Francisco Pinto da Fontoura – o Chiquinho da Vovó – letrista do Hino Rio-grandense e a esse Pedro Muniz Fagundes, como poetas populares. Mais tarde, em 1968, publica um breve estudo intitulado “O embuçado do Erval – mito e poesia de Pedro Canga”. Localizando um indivíduo afeito à guerra, às lides do campo e improvisador à viola, o historiador deixa claro que as fontes documentais são frágeis: “Não sabemos, assim, onde estudou, se é que estudou, se é que fez estudos regulares. Suas poesias dizem que sim;” Contudo, a fama que lhe restou o apresenta como um poeta-soldado, do qual, o pouco que se sabe só passou a ser divulgado a partir de 1889. Aí está mais uma daquelas provisórias origens com as quais seguidamente nos deparamos. Pedro Canga um precursor da poesia oral improvisada do Rio Grande do Sul e ainda um enigma. Festas Juninas Folclore: A origem e crendices das festas juninas tem forte correlação com as comunidades em que estão inseridas. As festas juninas são universais, tão antigas quanto a humanidade e assumem características próprias nas comunidades onde são praticadas. Tem sua origem nos cultos agrários dos povos da antiguidade, que ao fim das colheitas reverenciavam seus deuses agradecendo os produtos da terra e pedindo novas safras abundantes. Muito antes do cristianismo, os povos primitivos acendiam fogueiras com as quais homenageavam a deusa Ferônia, cujos devotos eram os camponeses, em louvor a esta deusa pagã pessoas “de alma pura” caminhavam sobre as brasas da fogueira. Na Europa o ciclo junino coincide com o solstício de verão, período de termino das colheitas e de preparação da terra para novas plantações. Gregos e romanos homenageavam os deuses agrários com fogueiras, estes usos foram difundidos pelos legionários romanos chegando assim a Portugal. Recebemos esta tradição de nossos povoadores portugueses e em nosso país demos continuidade a mesma adaptando-a aos nossos usos e costumes e ao nosso calendário. Estas festas espalharam-se por todo o território brasileiro, algumas características se perderam com o tempo e outras foram modificadas e outras ainda acrescentadas. O ciclo junino ocorre de 13 a 29 de junho e traz em seu contexto herança de povos antigos e elementos de civilizações já desaparecidas. Com o advento do cristianismo a igreja católica cooptou para si as festas deste ciclo, os deuses pagãos foram substituídos pelos do hagiológico católico romano surgiram lendas sobre os santos de junho e as comemorações fundiram-se adquirindo fisionomia própria . No RS as festas são menos expressivas, o aspecto religioso é privilegiado, em muitas comunidades no RS os santos do ciclo são homenageados com novena, missa, distribuição de pães, procissões (diurna, noturna e motorizada), fogos de artificio e fogueira. Quermesses com brincadeiras e provas como pau-de-sebo, leilões, jogos diversos e muitos comes e bebes com os produtos da terra, já que é genuinamente em sua essência uma festa de colheita e não pode faltar batata doce assada na fogueira, milho verde e comidas derivadas deste produto. No RS como não poderia deixar de ser o pinhão cozido ou assado na chapa do fogão de lenha é muito apreciado. O quentão é servido para os adultos preparado com vinho, ou para crianças com suco de uva. Nas comunidades rurais ainda ocorre a tradição da fogueira, que é armada conforme o gosto pessoal do dono da casa ou conforme o tipo de madeira disponível. Nas cidades o fato está caindo em desuso em razão de muitos fatores que impedem sua realização . Uma pequena lenda explica a origem das fogueiras de São João. Conta-se que as primas Isabel e Maria estando ambas a espera de um filho, e morando longe uma da outra, combinaram que a que primeiro desse à luz avisasse a outra através de uma fogueira que deveria ser acesa em frente à casa da mãe. Como Isabel ganhou João Batista em 24 de junho, fez arder uma fogueira em frente à sua casa para que de longe sua prima ficasse sabendo do nascimento de seu filho. Desde então o aniversário de São João é comemorado com fogueiras. 18ª RT participa da confecção de tapetes de Corpus Christi Convidados pelo bispo de Bagé, Dom Gilio Felício, para a tradicional confecção dos tapetes de Corpus Christi, as entidades tradicionalistas filiadas do município, junto com a coordenadoria da 18ª RT, em parceria com o Santuário de Nossa Senhora Conquistadora, confeccionaram 200 metros de tapetes com diversos temas religiosos. Estiveram engajados no trabalho as patronagens das entidades, prendas, peões e pais, utilizando moldes, serragem colorida, casca de arroz, cal, areia, borra de café, erva mate seca, para a confecção. Foram mais de 3 horas de trabalho. As atividades tiveram inicio as 8 horas da manha e foram concluídas próximo das 11h30min, sendo que, na parte da tarde, foi realizada a tradicional procissão. Dia 25 de maio, dia do Desafio, capitaneado pelo SESC, teve a participação dos CTGs de Bagé, deixando de lado o sedentarismo. “Acho importante registrar a participação das entidades tradicionalistas de Bagé, filiadas ao MTG, no dia do desafio: GAN Campo Aberto, CTG Prenda Minha, CTG Sentinela da Fronteira, CTG Pampa e Minuano” – registrou o Coordenador Regional, Gilberto Silveira. Foto: Divulgação DIA DO DESAFIO GUILHERME SCHULTZ FILHO Agendamento e Informações pelo fone 51 3223 5194 e-mail: biblioteca@mtg.org.br BIBLIOTECA O trabalho que Gilberto desenvolve na 18ª RT é reconhecido pelo engajamento dos tradicionalistas Em cada livro, um mundo de histórias

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8 REPORTAGEM ESPECIAL Ano XIV - Edição 178 Junho de 2016 Um humor inteligente que alegra toda gente Se “de médico e louco, todos temos um pouco” – “No universo tradicionalista, sempre tem algum humorista”. Quem não gosta de contar umas piadas de vez em quando? Pois a geração digital faz a piada e coloca nas redes. Fazer humor sem apelação é tudo que as pessoas esperam quando assistem, na televisão, a um programa humorístico, que na atualidade, pouco nos faz rir. Tentam, de alguma forma, manchar, macular, a imagem de pessoas ou personagens conhecidos. No Rio Grande do Sul os humoristas conseguiram fazer esta arte sem prejudicar a imagem do estado, pelo contrário, contribuem, de alguma forma trazendo conhecimento e boas risadas. Os mais famosos como Paulinho Mixaria, Mulita, Guri de Uruguaiana, Maragato, Zurba Fagundes já fazem sucesso, ao vivo, e nas redes sociais, mas existe uma leva de humoristas escondidos no meio tradicionalista que, devido ao mundo virtual, por vezes, saem do anonimato. Trollar, na gíria da internet, significa zoar, chatear, tirar o sarro. Mas no facebook o jovem dançarino, hoje da União Gaúcha, de Pelotas, Gustavo Mazza, criou o Movimento Trolldicionalista Gaúcho para brincar com a “nada mole vida” de quem dança em invernada. Fez muito sucesso e sempre tinha uma piada da vida cotidiana em algum CTG que se identificava com as imagens ou textos. O “Tome Tento”, com Fabinho Nascimento e Foto: Rogério Bastos Foto: Rogério Bastos O Tome Tento levou laço vaca parada para a esquina democrática Foto: Divulgação Felipe Neguinho, visitava os CTGs e invernadas para entrevista-los e brincar com eles. Brincavam tanto que, em certa oportunidade, quiseram fazer um vídeo sério debatendo danças e os entrevistados não queriam fazer pensando no resultado final do vídeo. Em um canal do You Tube encontramos Caciano Kuffel, de Caxias do Sul, que produz vídeos engraçados como: “Emoticons Gaúchos”, “Xingamentos Gaúchos”, “Olimpíadas Gaúchas”, “Coisas que irritam os Gaúchos”, “20 palavras que somente os gaúchos entendem”, entre outros. Recentemente Caciano (com “c”, como ele mesmo diz) foi assaltado e teve seu material de trabalho roubado. Os amigos estão contribuindo via “vaquinha virtual” para ajudá-lo: https://www.vakinha.com.br/ vaquinha/faz-bem-sorrir/ . O “Guri” desistiu de um bom contrato com a Globo e virou herói Foto: Rogério Bastos Zurba Fagundes promove diversão sadia e muito bem elaborada Maragato faz humor sem apelação. Revelado em 2008, na TV Conhecido por cantar o “Canto Alegretense” em dezenas de ritmos - de Elvis Preslei à Roberto Carlos - Jair Kobe, que faz o personagem Guri de Uruguaiana, foi convidado a integrar o programa de humor Zorra Total, da Rede Globo, contracenando com “Nerso da Capitinga”, entre outros. Kobe, como qualquer outro artista, ficou honrado com o convite de estar em uma televisão nacional. Mas aí veio o grande problema: “Sempre deixavam no ar que seria para fazer um estereótipo de gaúcho homossexual. Isso não dá, porque cairia tudo o que criei para o meu personagem” – contou Jair em entrevista para Rafinha Bastos, na BAND. A decisão de Kobe transformou-o em herói nas redes sociais. Atualmente, a marca Guri de Uruguaiana tem DVD, venda de produtos da marca, canais de vídeos no Youtube e um trabalho de divulgação de conteúdo na internet. O ‘Guri’ que disse “não” à Rede Globo La Omerta películas – Talagaço Os jovens, Bruno de Mello Jardim, 28, natural de Uruguaiana, e Aline Streck Donato, 26, de São Borja, criaram a empresa La Omerta Películas, empresa que produz vídeo clipes, institucionais, teasers do JuvEnart, ENART entre outros. Ela é graduada em Jornalismo, Doutoranda em Manifestações Culturais, Professora de Ensino Superior, iniciou no CTG Caiboaté, de São Gabriel e ele, graduado em Marketing, pós graduando em Gestão Estratégica, Empresário, começou lá no CTG Patrulha do Oeste, hoje não estão ligados a nenhuma entidade. “Nosso trabalho como produtora começou em 2014, lá surgiu “O Charrua” e os primeiros ‘teasers’ do ENART, porém o primeiro vídeo humorístico foi lançado em janeiro desse ano” – conta Bruno. Eco – Por que a nomenclatura “La Omerta Películas”? LA OMERTA É UM ACRÓSTICO, Levante A banda Oriental. Manifesto que Enaltece e Relembra a Tradição e o Amor pela cultura gaúcha Película – se refere aos rolos de filme usado nas filmagens do cinema antigo, que leva o nome de película. Eco – Qual a tua opinião sobre vídeos de humor ligados ao tradicionalismo, sem apelação? O humor é apenas o gênero utilizado para evidenciarmos o tradicionalismo de uma forma jovem, alcançando dessa maneira várias gerações de tradicionalistas, desde a criança até os pais,várias pessoas, principalmente de outros estados, nos agradecem pelo fato de nossos vídeos deixarem eles um pouco mais perto dessa terra amada. Como diria Paixão: “Podemos viver um momento tradicionalista de calção ou de smooking; tradicionalismo não se manifesta exclusivamente na forma de ser, mas principalmente na de sentir, de viver”. Vemos isso somente pelo lado positivo. Eco – Entre os projetos qual o de maior sucesso nas redes? O “Talagaço” disparado, esquetes de humor que brincam com as realidades encontradas pelo gaúcho. Queremos seguir, separadamente, com o canal, produzindo humor e informação sempre enaltecendo nossa cultura. Foto: Arquivo Pessoal Aline e Bruno trabalho sério com humor TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 178 NOTÍCIAS Junho de 2016 CEVANDO O MATE 9 Por Sandra Veroneze MTG lança produtos alusivos aos 50 anos A comissão organizadora das festividades alusivas ao cinquentenário do Movimento Tradicionalista Gaúcho, composta pelos casais: Oscar e Márcia Gress, Ciro e Elenir Winck, Manoelito e Odila Savaris, com aprovação do Conselho Diretor do MTG, mandou confeccionar 50 moedas numeradas comemorativas ao aniversário e 300 facas personalizadas. Esses dois itens comemorativos foram oferecidos, primeiro para os Coordenadores Regionais, em seguida para os integrantes do Conselho Diretor e logo esgotaram. Também foram produzidas camisas masculinas e femininas, jaquetas, botons, entre outros produtos, referentes aos 50 anos, que estão a venda na loja da Fundação Cultural Gaúcha - MTG. O superávit apurado na comercialização dos produtos irá financiar as atividades comemorativas, inclusive um churrasco para duas mil pessoas, que serão realizadas nos dias 28 e 29 de outubro, no Parque da Harmonia, em Porto Alegre. Um projeto está sendo preparado para a comemoração do aniversário com diversas atividades. O calendário completo será publicado no jornal Eco da Tradição do mês de julho. Foto: Divulgação Precisamos de mais informação? O universo digital já é tão vasto quanto o real e continua se expandindo. Estudo da EMC, empresa líder do mercado internacional de armazenamento de dados, revela que já existem disponíveis hoje no mundo quase 1 septilhão de bits de informação — ou o número 1 seguido de 24 zeros, total similar ao de estrelas conhecidas no céu, segundo a Agência Espacial Europeia. A estimativa é que, até 2020, o número de dados armazenados em computadores, servidores, celulares, smartphones e tablets seja, no mínimo, multiplicado por seis; um volume tão gigantesco que os especialistas passaram a medi-lo em termos de distância da Terra à Lua. Essa informação é do jornal O Estado de São Paulo e nos leva a um questionamento: efetivamente, precisamos de mais informação? A verdade é que boa parte desse volume é empilhamento, ou seja, uma mesma pesquisa, uma mesma notícia, sendo reproduzida em outros canais, outros formatos e multicompartilhada por veículos de comunicação e usuários de mídias sociais. E isso é fácil de constatar. Em média quantas vezes você vê a mesma informação, publicada originalmente por um jornal, reproduzida por outros jornais em seus sites e edições impressas e compartilhada por amigos em sua timeline? Em literatura costumamos dizer que não há mais nada a ser dito. Todas as histórias já foram contadas. Podem mudar os personagens, a época, o pano de fundo, a trama, até o roteiro, mas na essência não há muito mais o que explorar. A originalidade, quando pretendida, fica não no ‘o que’, mas no ‘como’. E o escritor se consola: ‘tudo já foi dito, mas do meu jeito é a primeira vez’. E com o mundo real? A verdade é que praticamente tudo que a humanidade sabe está disponível a um clic do mouse e o crescimento do volume de informação é inevitável, até mesmo porque a evolução não para. Se precisamos de mais informação é uma pergunta fácil de responder. Evidentemente que sim, à medida em que novas descobertas, desdobramentos e outros avanços ocorrem. Mas com certeza precisamos mais ainda de melhores informações. Uma velha chave filosófica diz que dados levam a informação, que leva a conhecimento, que leva a sabedoria. Um questionamento pertinente nesse contexto é em que etapa dessa caminhada nos quedamos satisfeitos. Somos meros consumidores (e multiplicadores) de informação, ou nos permitimos um olhar crítico que orquestra várias informações rumo ao conhecimento e à sabedoria? São 50 moedas e 300 facas numeradas, exclusivas para colecionadores do cinquentenário do MTG MTG realiza Painel de DTCE Marcas do Pampa Danças Gaúchas de Salão recebe homenagem do Legislativo de Santa Maria Texto: Rodrigo Gonçalves Texto: Rodrigo Gonçalves O Departamento Tradicionalista Cultural Estudantil (DTCE) Marcas do Pampa, da 13ª RT, recebeu uma “Moção de Congratulação” da Câmara de Vereadores de Santa Maria pelos seus 16 anos de fundação, comemorado no dia 16 de maio. Durante a homenagem, os vereadores destacaram o trabalho realizado pela entidade, por ser a primeira na região a ser fundada dentro de uma Escola Municipal e ser filiada ao MTG. Os integrantes do DTCE Marcas do Pampa trabalham com alunos, professores, pais e comunidade da Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmão Quintino. A entidade foi fundada no dia 16 de maio de 2000 e sempre foi destaque nas atividades realiza- das na 13ª RT e no MTG. Com os departamentos artístico, campeiro e cultural em funcionamento, o DTCE participou várias vezes de eventos estaduais como FESTMIRIM, ENART, FECARS e Cirandas de Prendas e Entreveros de Peões. Estiveram presentes na solenidade, o patrão da casa, Gedeon Bordin, a 1ª Prenda, Ticiana Corrêa Leal e membros da patronagem. Para comemorar o aniversário de 16 Anos, eventos culturais e sociais foram programados pela entidade. Um dos eventos foi realizado pelas prendas e peões, o “Resgatando nossas Marcas: sua história conta os nossos 16 Anos!” contou com a presença de entidades de Santa Maria (13ª RT), de Tupanciretã (9ª RT) e Santo Cristo (3ª RT). A Equipe Técnica de Danças Gaúchas de Salão do MTG realizou, no dia 26 de maio, o Painel Técnico da modalidade. O encontro foi no CTG Felipe Portinho, em Marau, 7ª RT. Na oportunidade foi apresentada a Nota de Instrução para os concursos de 2016. Com a coordenação de Madeline Zancanaro e com o apoio de toda a equipe, as danças que fazem parte do concurso foram explanadas aos participantes, com demonstrações práticas. Na ocasião, os dançarinos realizaram questionamentos e esclareceram dúvidas sobre a apresentação. Mais de 100 pessoas participaram das atividades, que contou com a presença de todos os avaliadores da equipe. A Nota de Instrução estará disponível no site do MTG em breve. Foto: Divulgação Mais de cem participantes no curso de danças de salão em Marau, no CTG Felipe Portinho

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10 Ano XIV - Edição 178 Junho de 2016 Depois de 38 anos, o CTG Prenda Minha, de B da beleza da mulher gaúcha. Roberta Jacinto Fotos: Rogério Bastos Fotos: Rogério Bastos No longínquo ano de 1978, a então prenda do CTG Prenda Minha, Elenice da Luz Ghisol�i, conquistava o esta regiões foram premiadas, 7ª, 11ª, 23ª, 18ª, 29ª, 28ª, 9ª cada uma com uma prenda e a 3ª RT com duas. Pren Já era quase 3h da madrugada de domingo, dia 22 de maio, noite que dificilmente Roberta Jacinto, do CTG Prenda Minha, de Bagé, esquecerá. Cerca de 1.300 pessoas participavam do Fandango no CTG Lalau Miranda, de Passo Fundo, quando o cerimonial da 46ª Ciranda Cultural Gaúcha, formado por Airto Glademir Timm e Andressa Pagnusatt, anunciou a representante do estado, como 1ª Prenda. O concurso realizado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), que este ano completa 50 anos, através da 7ª Região Tradicionalista e o CTG Lalau Miranda recebeu o maior número de participantes dos últimos anos. Prendas de todas as regiões do estado movimentaram a Passo Fundo desde a quinta-feira (19). Ao todo, 73 candidatas, inscritas nas categorias Mirim, Juvenil e Adulta, buscavam o título máximo das prendas do Rio Grande do Sul. Foram aplicadas provas: escrita, artística, oral, mostra folclórica) ou arte tradicional) e relatório de atividades, conforme regulamento do MTG. De forma tradicional e regulamentar, o evento sempre é realizado na região representante da 1ª Prenda do Rio Grande do Sul. Dessa forma, pela quarta vez, Passo Fundo foi sede do concurso. Bagé sediará pela primeira vez a Ciranda de Prendas em 2017, pois em 1978, quando o CTG Prenda Minha conquistou o estado, através de Helenice da Luz Ghisolfi, o concurso era realizado no Congresso Tradicionalista. A madrinha da Ciranda de Prendas, a Coordenadora Ilva Goulart Presidente Nairo Callegaro na cerimônia de despedida das prendas Jandira Tisott, Kelly Rocha, Carla Thoen e Toni Pereira Marina Giolo (D) entrega a faixa para Roberta Jacinto, da 18ªRT Luciane Brum, Marcio Lima, Raquel Pinheiro e Marcia Gusi A 3ª RT elegeu duas terceiras prendas do Rio Grande do Sul O Conselheiro Elio Moreira Souza com a familia ren 1ª P an de do S ul a do nd Rio Gra e do Sul a d do R io ren 2ª P d 1ª Pre an de do S ul iri m r do Rio G an de do S ul iri m r do Rio G iri m Ana Luísa Antoniolli CTG Retorno a Querência Nova Prata - 11ª RT Nicoly Chimento CTG Sentinelas do Pago Marau - 7ª RT r do Rio G Luise Morais CTG Piquete da Querência São José do Ouro - 29ª RT Roberta Barbosa CTG Pren Bagé - nd 2ª Pre 3ª Pre a M nd a nd a M Isabella Nunes da Silva CTG Estância da Serra Osório - 23ª RT M Gestão 20

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Ano XIV - Edição 178 Junho de 2016 11 Bagé, conquista o título máximo da cultura e o sagrou-se 1ª Prenda do Rio Grande do Sul Fotos: Rogério Bastos ado. Em 2016, nos 50 anos do MTG, o titulo voltou para a Rainha da Fronteira. Das 9 faixas disputadas, oito ndas da CBTG e de Santa Catarina estiveram presentes ao evento, e o quali�icaram como ‘grandioso’. Fotos: Rogério Bastos Erva Mate Barão atendeu o evento distribuindo erva e agua quente As prendas que se despediam, homenagearam Iolanda Banunas Gilda Galeazzi(E), Elenir e Ciro Winck, Edite Callegaro, e Izolde Fischer Público lotou as dependências do CTG Lalau Miranda na abertura Airto Timm e Andressa Pagnussat foram os cerimonialistas As prendas da gestão atual da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) prestigiaram a 46ª Ciranda Cultural de Prendas do MTG-RS, realizada na cidade de Passo Fundo, CTG Lalau Miranda, de 19 a 21 de maio. A CBTG foi representada por suas prendas: 1ª Prenda - Carolina Scheifer Piatzchaki (MTG-PR), 1ª Prenda Veterana - Thais Dutra da Rosa (MTG-SC) e 1ª Prenda Mirim - Rafaella Fontana Klein (MTG-PC). “Foi uma grande honra e privilégio representar a CBTG na Ciranda Cultural de Prendas em sua fase estadual e acompanhar de perto o sonho de tantas meninas, moças e mulheres, que assim como eu, enquanto prenda estadual, sonhava representar meu Estado com orgulho. Acompanhei as atividades desde o primeiro dia e percebi o quão grandioso é o concurso. Durante as atividades desenvolvidas presenciei a imensa alegria dos familiares, amigos e coordenadores ao término da apresentação de cada prenda. Por fim, foi uma preciosa chance para enriquecer os conhecimentos sobre as nossas tradições, mas principalmente, uma nova oportunidade de fazer amigos e renovar as esperanças no futuro do nosso movimento”, enfatizou a 1ª Prenda da CBTG, Carolina Scheifer Piatzchaki. Para a 1ª Prenda Veterana da CBTG, Thais Du- CBTG na Ciranda Cultural de Prendas do RS tra da Rosa, o encontro proporcionou a emoção em ver tantas pessoas envolvidas em prol do culto e propagação do tradicionalismo. “Estar na 46ª Ciranda foi um momento muito agradável e enriquecedor. Trocar experiências com outras prendas, rever amigos e fazer novas amizades representam para mim, o que move o meio tradicionalista. Sem dúvida, o destaque desta Ciranda foi a categoria mirim, onde pequenas grandes prendas encantaram com sua delicadeza, convicção e conhecimento, servindo de exemplo para muita gente grande. Agradeço a hospitalidade e a valorização dos gaúchos que encontrei durante o evento tendo a certeza do respeito e admiração que os gaúchos tem pela CBTG”, pontuou a prenda. Presidente do MTG com as prendas da CBTG e de Santa Catarina do nd Rio Gra an de do S ul Carolina Amaral Ehlert CTG Querência Crioula Giruá - 3ª RT r ve nil d Rio G o r ve nil d Rio G o 016/2017 Dayala Marina Ubessi Streit CTG Rancho dos Tropeiros Ibirubá - 9ª RT Giovana Pertuzzatti Rossatto CTG Rodeio da Querência Frederico Westphalen - 28ª RT r ve nil d Rio G o Luana Raquel Wojciechowski CTG Os Legalistas Santo Ângelo - 3ª RT an de do S ul Rodrigues Jacinto nda Minha - 18ª RT an de do S ul a do nd o Gra e do Sul Sul e ren 3ª P 1ª Pre d nd 2ª Pre 3ª Pre u aJ nd u aJ nd u aJ

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12 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 178 NOTÍCIAS Fonte: G1 – g1.globo.com Junho de 2016 Fonte: Jornal Folha do Mate CTG na Califórnia realiza torneio de bocha Um evento realizado neste domingo (29) em Perri, na Califórnia (EUA), reuniu americanos, argentinos, mexicanos e brasileiros - gaúchos e catarinenses - para um torneio de bocha acompanhado de churrasco para uma confraternização. A organização foi do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Rancho Rio Grande, que existe há 10 anos no estado americano. Esse é o segundo ano consecutivo que o CTG realiza o evento. De acordo com um dos integrantes, Fabio Brazeiro, que é gaúcho, alguns americanos praticam um esporte parecido com a bocha, que é o bocce ball. “Eles jogam na grama e na praia”, diz Fabio, que acrescenta que os argentinos também estão acostumados com o esporte. A bocha é um jogo entre equipes em que o objetivo é deixar a bocha arremessada o mais perto possível do balim (bola pequena) para marcar os pontos. Nesta edição, 14 duplas se inscreveram para participar. No ano passado, Fabio foi campeão ao lado do amigo Amarildo Silva. Até por volta das 23 horas (horário de Brasília), ainda não havia saído a dupla campeã deste ano. Eles se organizaram para uma verdadeira competição, com medalhas e troféus para premiação. O CTG Rancho Rio Grande tem 30 participantes ativos, entre gaúchos e catarinenses. Mas em eventos e encontros chega a reunir até 100 pessoas, de diversas nacionalidades, segundo Fabio. Sem fins lucrativos, o CTG tem o objetivo de integrar os participantes e os tradicionalistas ao resgate e à preservação dos costumes gaúchos através da dança, do churrasco e de esportes como a bocha e o tiro de laço. O Rancho Rio Grande é afiliado à Confederação Americana do Tradicionalismo Gaúcho. (Foto: Divulgação/CTG Rancho Rio Grande) Biblioteca, na 24ª RT, homenageia Nico Fagundes “Eu sei que não vou morrer, porque de mim vai ficar, um mundo que construí, o meu Rio Grande, o meu lar...”, são palavras do alegretense, Antônio Augusto Fagundes (Nico), falecido em junho de 2015, e que recebeu, no dia 3 de abril, a primeira homenagem póstuma no Rio Grande do Sul, na cidade de Venâncio Aires. Com a presença da viúva de Nico, Ana Piagetti Fagundes, ocorreu o lançamento da ‘Pedra Fundamental’ da biblioteca do Centro de Tradições Gaúchas Erva-Mate, que recebeu o nome do tradicionalista. Emocionada, ela relembrou a trajetória do marido e falou da gratidão pela homenagem. Também colocou-se à disposição da entidade para apoiar o projeto, destacando as duas paixões do marido: os livros e o tradicionalismo. O evento contou com a presença de tradicionalistas e convidados. Ação Pioneira Idealizada pelo 1º Piá Farroupilha da 24ª RT, Arthur Correa Teixeira, 10 anos, filho de Vanderlei e Kerlen Teixeira, o projeto foi acolhido pela patronagem do Erva-Mate e teve o apoio da comunidade. Nos próximos meses deverá começar uma nova etapa: a efetiva construção, conforme projeto que terá 37,5 metros quadrados de área construída. O espaço tem por objetivo oferecer bibliografia para concursos de prendas e peões, também em âmbito regional, e à comunidade escolar do município. O Presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Nairo Callegaro, participou da cerimônia e destacou a iniciativa: “pequenos gestos de grandes homens, engrandecem a nossa história” – disse Nairo. O encontro culminou em um almoço que teve seu resultado convertido para a obra. (Foto: Beatriz Colombelli) Torneio de bocha reuniu gaúchos, catarinenses, americanos, mexicanos e argentinos na Califórnia Ana Fagundes (C) e o Presidente do MTG, Nairo Callegaro, prestigiaram o evento Prenda é Rainha em Júlio de Castilhos Jariane de Oliveira Gomes, 19, acadêmica do 5º Semestre de Terapia Ocupacional, prenda do CTG Júlio de Castilhos é Rainha do município 2016 Foto: Arquivo pessoal Ser prenda de CTG, ou prenda regional, proporciona para as meninas tradicionalistas a oportunidade de se preparar não só para outros concursos, mas também para a vida. Os Centros de Tradições são escolas informais de cidadania. Em Júlio de Castilhos o concurso que escolheu a Rainha da cidade elegeu Jariane Gomes, ex-prenda da 9ª RT (2014/2015) como soberana. Ela que já trazia consigo experiências anteriores de outros 5 concursos. “Os concursos que participei me fizeram crescer muito, tanto no âmbito tradicionalista, quanto no pessoal e profissional. Porém neste ano de 2016 tive a oportunidade de participar do concurso de escolha da Rainha do Município de Júlio de Castilhos, o qual conquistei o 1º lugar” – Conta Jariane. “Ser tradicionalista, e estar participando destes concursos só nos faz crescer enquanto indivíduo, enquanto ser humano, e toda a exigência que este meio possui, tanto em conhecimentos históricos, geográficos e culturais, só vêm a engrandecer na nossa vida pessoal, pois sabemos que é uma longa caminhada, um trabalho árduo, que necessita de muito estudo e dedicação, mas que é extremamente prazeroso e só nos faz crescer.” Conta Jariane. Relato da prenda Jariane Gomes já foi prenda da 9ªRT e, agora, é prenda do CTG Júlio de Castilhos TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 178 FÓRUM DA DANÇA Junho de 2016 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico Por: Luciano Fleck Vice-diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Mudanças nas planilhas de Avaliação Neste final do mês de Maio, estaremos disponibilizando no site da Vice Presidência Artística do MTG as novas planilhas de avaliação das Danças Tradicionais. Elas não mudaram em sua essência, mas vão propiciar uma avaliação mais justa e com uma maior possibilidade de diferenciar os grupos, principalmente no quesito de Interpretação Artística. Anteriormente neste quesito, o avaliador podia aplicar a nota nas figuras da dança, num intervalo de 0,05 pontos (3,80 – 3,85 – 3,90). Com a mudança o intervalo de notas baixa para 0,02 pontos (3,80 – 3,82 – 3,84). Também é importante o descritivo separado para justificar as notas aplicadas no contexto da dança, que proporciona uma orientação maior para quem busca através do descritivo das planilhas, aprimorar o seu grupo. Estas novas planilhas estarão à disposição no site e podem ser usadas pelos eventos que assim preferirem. Outro assunto que está gerando muita conversa nos grupos das redes sociais, é a já anunciada aplicação das planilhas eletrônicas nas inter-regionais e na final do ENART em novembro. Não pensem que para o avaliador, também não gera expectativa, pois a partir desta nova ferramenta o mesmo terá que ter uma agilidade muito grande, e terá que ser específico e direto em suas observações, pois a agilidade e a transparência norteará este processo. Já tivemos a experiência no último ENART do sorteio eletrônico, que na minha humilde opinião veio para ficar. Mas todas estas mudanças, na realidade, são frutos de nossa adaptação ao processo tecnológico que está presente em nossas vidas, no dia-a-dia. Se temos a disposição toda esta tecnologia, porque não utilizá-la? É chegada a hora de nos atualizarmos neste sentido, sem perder de vista aquilo que nos une, a tradição. Os riscos da Pneumonia Inverno: Os dias frios e úmidos da estação podem ocasionar este tipo de doença, mas alguns cuidados são fundamentais para a prevenção Buenas gauchada!!, nesta edição vamos ver um pouco sobre Pneumonias, pois é a época com maior incidência desta doença no nosso estado. O que é Pneumonia? Pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões (órgão duplo localizado um de cada lado da caixa torácica). Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro). Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue. Diferentes do vírus da gripe, que é uma doença altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente. Tipos Existem diversos tipos de pneumonia. Entre eles estão: Pneumonia provocada por vírus, Pneumonia provocada por fungos, Pneumonia provocada por bactérias, Pneumonia química. Fatores de risco Fumo, Álcool, Ar-condicionado, Resfriados mal cuidados, Mudanças bruscas de temperatura. Sintomas de Pneumonia Entre os sintomas de pneumonia estão: Febre alta, Tosse, Dor no tórax, Alterações da pressão arterial, Confusão mental, Mal-estar generalizado, Falta de ar, Secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada, Toxemia (danos provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue), Prostração (fraqueza). Diagnóstico de Pneumonia O diagnóstico de pneumonia é feito com exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax. Tratamento de Pneumonia O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar para pneumonia pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases. Prevenção Lave as mãos com frequência, principalmente após: Assoar o nariz, Ir ao banheiro, Trocar fraldas. Também lave suas mãos antes de comer ou preparar alimentos. Não fume. O fumo prejudica a capacidade dos pulmões de evitar a infecção. As vacinas podem ajudar a prevenir a pneumonia em crianças, idosos ou pessoas com diabetes, asma, enfisema, HIV, câncer ou outras condições com efeitos a longo prazo. Gabrielenses doam sangue Do Bem: Pelo segundo ano consecutivo entidades tradicionalistas de São Gabriel participam de campanha de doação de sangue Uma ação social, capitaneada pela Coordenadoria Tradicionalista Municipal de São Gabriel, juntamente com as entidades tradicionalistas, realizou a campanha #DOMESMOSANGUEGAUCHO, no Dia do Desafio (gincana de atividades físicas e sociais organizada pelo SESC). Somente os CTG’s Tarumã, Pai Quati, Lenço Verde e Sentinela do Forte conseguiram 49 bolsas de sangue. A meta, segundo Márcio D’Avila, é bater o ano anterior que chegou a 200 bolsas. “Sigam nosso exemplo, e façam o mesmo, mobilizem pessoas em sua cidade e doem sangue, pois ninguém esta livre de precisar um dia”- Disse Márcio. Foto: Arquivo pessoal Patrão do CTG Lenço Verde doando sangue Gaudérios do Litoral com nova patronagem O Piquete Gaudérios do Litoral, da praia do Magistério, tem nova patronagem. O piquete é uma opção para os veranistas e moradores da praia. Fundado em fevereiro de 2004, a entidade tem seu quarto patrão, José Carlos Neves, o “Zé”, como é conhecido, que tomou posse em um jantar com homenagens. Várias autoridades estiveram presentes e fizeram da noite um momento de alegria e diversão. Em seu planejamento José Carlos já reformou parte da frente do Piquete e, agora, prepara para ter invernadas de dança. A entidade já procurou a coordenadoria da 23ª RT para regularização e participa dos encontro regionais de patrões. Foto: Arquivo pessoal Anuncie no Eco da Tradição Onde o Rio Grande inteiro te lê! Informações: 51 3344 1169 ou 9765 8633 com Rogério Bastos E-mail: bastosproducoes1@gmail.com Vera Lúcia e José Carlos Neves em Magistério TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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14 TROPEANDO VERSOS Ano XIV - Edição 178 Junho de 2016 AMPLIANDO HORIZONTES Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG Quesitos de Avaliação Subjetividade é algo que varia de acordo com o julgamento pessoal, é um tema que cada indivíduo pode interpretar da sua maneira. Diz respeito ao sentimento de cada pessoa, sua opinião sobre determinado assunto. É formada através das crenças e valores do indivíduo, seus conhecimentos, suas experiências e histórias de vida. A arte da declamação está baseada no subjetivo(que pertence ao sujeito pensante e a seu íntimo), nascendo basicamente da emoção de quem transmite para a percepção de quem recebe a mensagem. Porém, há um caminho que se percorre até se chegar ao conceito de transmissão desta mensagem. Quando abordamos os concursos de declamação, estes são baseados em planilhas e, nelas, constam quesitos, técnicos ou subjetivos, que são observados como parâmetros pelos avaliadores. Os declamadores, no momento da apresentação, devem preocupar-se apenas em “transmitir a emoção das palavras”. Porém, nos ensaios, devem ser trabalhados todos os quesitos. Hoje vamos abordar um dos quesitos técnicos, que faz parte dos fundamentos da voz. IMPOSTAÇÃO: - Fixar a voz nas cordas vocais de maneira que o som seja emitido sem vacilações, tremor ou desafinações, proporcionando a amplificação natural, num timbre flexível a tons mais baixos ou mais altos, o mais próximo do tom natural do emissor. A voz deve se situar na caixa de ressonância para obter o máximo rendimento com o menor esforço. A voz impostada corretamente deve ser capaz de ser ouvida mais claramente do que um grito, mesmo sem o uso de uma alta intensidade. - Voz impostada é aquela emitida de maneira a aproveitar da melhor forma possível a ressonância corporal para a sua projeção. Um bom exemplo do uso da voz impostada é quando alguém fala em público, seja no palco, no rádio, na TV, etc. O falante utiliza mais entonação do que o normal e melhora a sua dicção para que os seus interlocutores possam entender claramente a informação que ele quer passar. - Impostar a voz é projeta-la com plenitude para que possa haver um bom entendimento pelos ouvintes. Precisa ser firme e segura sem ser modificada. - Impostação é “preparar” a voz para uma fala, conhecendo seu tipo de voz e tirando dela o melhor desempenho. Está diretamente ligada ao “tom”, “timbre”, “volume” e “clareza”. - Para impostar a voz deve-se usar todos os recursos técnicos disponíveis, como respiração, apoio, articulação e ressonância, evitando fixar a voz em pontos como a garganta (voz gutural), nariz (voz nasalada) e faringe (voz entubada, abafada). O ideal é uma voz equilibrada usando todos os pontos de ressonância, procurando sempre colocar a pressão de som para cima, preenchendo toda a cabeça, principalmente o que chamamos de máscara. Legados dos Congressos Tradicionalistas Já ouvimos inúmeras vezes a afirmação de que os congressos tradicionalistas foram e são fundamentais para a perenidade do movimento tradicionalista organizado. Assim mesmo, não é demais reafirmar e relembrar a importância dos congressos tradicionalistas, especialmente agora que comemoramos o cinquentenário do MTG. Entre todos os congressos tradicionalistas, o mais importante para a fixação da base ideológica do Movimento é, sem dúvidas, o primeiro, realizado nos dias 2, 3 e 4 de julho de 1954, na cidade de Santa Maria. Desse episódio destaco algumas coisas que foram fundamentais para que o Movimento florescesse: o discurso de abertura do presidente do Congresso, Manoelito de Ornellas; a tese de Barbosa Lessa “O sentido e o valor do tradicionalismo”; a tese de Oswaldo Lessa da Rosa “Os valores morais do gaúcho”; a tese de Ruy Ramos “A importância da reforma agrária”; a moção de Getúlio Marcantônio para a criação de uma comissão para elaborar uma “Carta de Princípios do tradicionalismo gaúcho”. Nesta coluna vamos nos ater ao que nos ensinou o Presidente do Congresso inaugural: Manoelito de Ornellas nasceu em Itaqui no ano de 1903 e faleceu na capital aos 63 anos de idade. A sua trajetória foi construída como jornalista e como literato. Sua principal obra é “Gaúchos e Beduínos”, uma importante publicação sobre a formação étnica e social do gaúcho. Destacou-se, ainda, como colunista do jornal Correio do Povo. Foi adido cultural do Brasil junto à República Oriental do Uruguai. Homem atento aos movimentos sociais percebeu desde logo a importância e a força do nascente movimento tradicionalista. Ele compareceu no baile gauchesco realizado pelo departamento de tradições do colégio Julio de Castilhos, no dia 19 de setembro de 1947 e destacou no Correio do Povo que “o gesto desses moços” era muito mais do que uma simples manifestação de orgulho regional. Escolhido para presidir o 1º Congresso, Manoelito proferiu um discurso marcante com conotação fortemente moralista e de valorização de dois pilares sociais: a família e a tradição: “A velha família rio-grandense, de cunho patriarcal, com figuras femininas do porte de Ana Terra que Érico Veríssimo desenhou, está ameaçada na sua estrutura magnífica ...” “A palavra, que antigamente se empenhava e valia mais do que as estampilhas fiscais e as garatujas dos tabeliões, tem hoje apenas valor fonético e gramatical ...” “Sim, a tradição é o espírito de uma raça, força poderosa que empresta coesão e firmeza ao caráter de um povo ...” E ao se dirigir aos patrões dos 38 centros de tradições presentes naquele Congresso, o orador foi direto: “vamos dar aos nossos Centros finalidades mais amplas no campo da moral e do espírito? Torne-mo-los escolas práticas de civismo e moral (...) Cada Centro poderá, e deverá, ser um núcleo de irradiação cultural, no ensino da história, da caracterização do nosso folclore, no estudo da literatura, na prática do teatro.” O MTG e suas entidades filiadas não podem deixar de revisitar as decisões e as recomendações do seus Congressos Tradicionalistas. Se soubermos entender e reforçar esses conceitos, estaremos dando importante contribuição para que, no futuro, se comemore o centenário do Movimento. Foto: Divulgação Café de Cambona tem festa nas Missões Ocorreu no domingo, dia 29, a 12ª edição do “Café de Cambona” na Praça Roque Gonzáles, junto ao Sítio Histórico de São Nicolau, 3ªRT – Patrimônio Nacional. Empresas, entidades, associações, CTGs e Clubes de Mães participaram na recepção dos visitantes, algo em torno de 25.000 pessoas. Foram distribuídos, gratuitamente, café na cambona e bolo frito. Aconteceram premiações para primeiro e segundo lugares das categorias: melhor bolo frito, melhor café de cambona, galpão mais “original” e galpão mais hospitaleiro e, ainda, o “Troféu Cambona de Ouro”. Foto: Divulgação Bolo frito acompanhou o saboroso café de cambona Luiz Alberto Ibarra (E), Walter Miller Barlem e Guilherme Schultz Filho TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 178 ECO ENTREVISTA Junho de 2016 15 “Te aprochega patrício, vem tomar um chimarrão...” Ramiro Grethe Bregles, 17 anos, formado no Ensino Médio pelo Colégio Estadual Três Mártires. Iniciou no tradicionalismo com cinco anos na invernada pré-mirim do CTG Galpão da Boa Vontade, entidade esta que ele defende até então. É natural de Palmeira das Missões, terra do Carijo da Canção Gaúcha e do primeiro trovador do Movimento, Wilmar Wink de Souza, o Provisório. Representa a 17ª Região Tradicionalista e é o 2º Guri Farroupilha do Rio Grande do Sul 2016/2017. Eco – Como foi a sensação de vencer os obstáculos e chegar a um dos títulos estaduais? Até hoje não conheço um sentimento melhor que este. No momento que anunciaram meu nome fiquei sem reação, com o sorriso estampado na cara, eu praticamente não acreditava que após anos de preparação eu estaria com o tão almejado título de Guri Farroupilha do Estado. Os dias foram passando e fui recordando todos os momentos, os estudos e o quanto batalhei para representar o Movimento com este encargo. E Hoje, eu paro e penso que tudo valeu a pena, que faria tudo de novo e se por acaso não desse certo, eu tentaria a Peão quantas vezes fosse preciso. Realmente, estar onde estou, é de se orgulhar. Orgulhar-se de representar este povo, esta terra, minha tradição! Eco – O que tu fazes, quando não está à serviço da causa tradicionalista? No momento, estudo em um Curso pré-vestibular para no final deste ano, prestar os vestibulares e o ENEM. Pretendo cursar a Faculdade de Direito e assim sigo meus dias estudando para mais este sonho se tornar real. Minha família, possui um estabelecimento comercial, uma churrascaria, na qual eu auxilio nos serviços no meio do dia. De ante mão convido os amigos para saborear um bom churrasco na Palmeira. No más, sigo compondo versos, uma das minhas habilidades, a fim de enaltecer minha terra através das rimas! Eco – Fale sobre tua trajetória. Entrei para o tradicionalismo com cinco anos, na invernada pré-mirim do CTG Galpão da Boa Vontade e de lá pra cá só aumenta o meu amor pelo tradicionalismo. Em 2010, concorri na concurso interno da entidade, onde conquistei o encargo de Guri Destaque Artístico e Cultural do CTG Galpão da Boa Vontade. Apesar de ter “perdido” para um dos concorrentes, eu defendi meu nome e o nome de minha entidade durante todo o ano, concorrendo e se tornado o Guri Farroupilha da 17ª Região Tradicionalista em 2011. Então mesmo que você não alcance seu total objetivo, não desista, vencedor não é aquele que sempre vence, mas sim aquele que nunca para de lutar. Em 2012, com 13 anos, participei do Entrevero Estadual em Garibaldi, obtendo a sétima colocação, uma experiência e tanto que abriu as porteiras de meu sonho. Novamente segui peleando, retornando no encargo na entidade e região para em 2014 participar do Estadual em Giruá. Com a melhor prova artística, alcancei a quinta colocação e mais ainda o deslize serviu de inspiração. “Boleia a perna patrício, pra tomar do meu chimarrão, porque eu venho lá da Palmeira, da terra missioneira, pra cantar nesse Portão! Com estes versos e com a bagagem carregada de histórias, cheguei a cidade de Portão para mais um vez representar minha região e minha entidade no Estadual. Cantei minha terra, meu carijo, minha Palmeira, o que me orgulha em ter nascido na terra da melhor erva-mate do mundo, símbolo da hospitalidade deste povo, que levarei comigo em todos os eventos, a cara alegre e a erva boa. Deus sabe a hora de nos conceder alguma tarefa e quem sabe é agora que estou preparado para representar a figura do Guri do Rio Grande! Eco – Quais os planos para gestão? Agora este coração pulsa mais forte, pois do lado esquerdo do peito trago o dever de bem representar todos os guris farroupilhas do nosso estado. Espero que seja um ano de muitas amizades e compromissos com o Movimento. Demorei alguns anos para estar nesta gestão e agora é a hora de agir ainda com mais fervor como militante deste Cinquentenário Movimento. A todos os peões, guris e piás que desejam um dia representar o Movimento, jamais desistam, tenham muita fé, seja qual for sua crença, a fé vem de cada um. Os exemplos estão aí e é claro que nenhuma história é igual a outra, mas sempre temos algo para aproveitar. Na vida não podemos parar, quem para vai ficar pra trás, o nosso Movimento é para frente, mais 50 anos virão e eu estarei quem sabe contanto deste momento para as futuras gerações. Comida: Churrasco. Livro: Viagem ao Rio Grande do Sul, Auguste de Saint-Hilaire. Filme: O Tempo e o Vento. Um Peão Farroupilha viajado Guilherme Felipe Milanesi Callegaro, engenheiro agrônomo, técnico em administração, aluno do Programa de Pós-Graduação em Agricultura de Precisão e acadêmico do curso de Ciências Econômicas (todos pela UFSM), 25 anos, natural de Santo Ângelo/ RS, criado em Primavera do Leste/MT. “Iniciei minha participação no tradicionalismo ainda no Mato Grosso, no CTG Querência Distante, quando piá, e dei seguimento aqui em Santa Maria, no DTG Noel Guarany” – conta Guilherme. Eco – Como foi a sensação de vencer os obstáculos e chegar a 2º Peão do estado? Sensação de tranquilidade, de perceber que o objetivo de apresentar o que foi ensaiado, estudado e treinado, felizmente trouxe um bom resultado. Abrir mão de outras atividades durante a preparação para o concurso foi compensado com o título de 2º Peão Farroupilha do RS. Mas melhor que a sensação da conquista, foi o conhecimento adquirido durante esse trajeto, cada uma das amizades que pude criar e fortalecer, e as oportunidades de conhecer diversos lugares do estado. Eco – O que tu fazes, quando não está à serviço da causa tradicionalista? Atualmente tenho me dedicado aos estudos, para a conclusão da pós-graduação. Saio com amigos, vou a festas, churrascos, futebol, cinema, teatro e outras atividades culturais, leio livros, escuto música, mateio com a gurizada. Eco – Fale sobre tua trajetória, cruzando outros estados da federação A experiência de poder conhecer outras estados e outras culturas é muito enriquecedora. Me criar no Mato Grosso como se estivesse em terras gaúchas, aprender os costumes, a história, a cultura do Rio Grande do Sul através das danças, lides campeiras e tantas outras formas, mostra o quão forte é o tradicionalismo gaúcho. Sair de casa para estudar trouxe a oportunidade de continuar e fortalecer ainda mais minha ligação com o tradicionalismo aqui no RS. Conhecer entidades tradicionalistas de outros estados, no Mato Grosso, Bahia, e no Distrito Federal me fez perceber que a força da nossa tradição não reconhece fronteiras, pois é levada no coração de cada tradicionalista. Eco – Quais os planos para gestão? Inicialmente vamos dar sequencia ao excelente trabalho que já vinha sendo conduzido pela gestão anterior, e procurar estar sempre presentes e ativos nos mais diversos eventos que ocorrem pelo estado, juntamente com a gestão estadual de prendas, para desenvolvermos as nossas atividades. Comida: Costelão Livro: Pai rico pai pobre Filme: À procura da felicidade

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