Boletim ILCATc Maio 2016 Edição 50

 

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Instituto Lynaldo Cavalcanti realiza MBA em Empreendedorismo

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Edição Nº 50 - Maio de 2016 Boletim ILCATc MENU Kassab assume Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações MCTI abre consulta pública para regulamentação do Marco Legal da CT&I Pesquisadores brasileiros demonstram que a estirpe brasileira do vírus Zika causa defeitos de nascimento em modelos experimentais Chamada do Programa iTec 2016 está aberta para empresas e instituições com desafios e soluções tecnológicas Finep disponibiliza R$ 1,3 bilhão para o apoio a áreas estratégicas Brasil reduz em mais de 50% emissão de gás carbônico entre 2005 e 2010 Finep lança programas para estimular setores de lecomunicações e de minerais Pesquisadores brasileiros podem se inscrever em oportunidades do Newton Fund RNP participa de consórcio que disponibiliza conexão de 100G entre América Latina e Estados Unidos Prêmio Fernão Mendes Pinto Professores do CTC/PUC-Rio lançam versão em inglês, revista e expandida, de importante livro sobre Fadiga Multiaxial Capes - Acesso aos conteúdos científicos será realizado exclusivamente pelo Portal de Periódicos Pós-graduação - Instituições federais têm prazo de 90 dias para apresentar propostas de ações afirmativas Acordo Internacional é tema de reunião das FAPs do Nordeste com a França Instituto Lynaldo Cavalcanti realiza MBA em Empreendedorismo Lynaldo Cavalcanti é homenageado e dá nome a revista da UFCG PEASA lança edital para projetos de extensão tecnológica e cultural em agricultura familiar Prêmio Naíde Teodósio lança sua nona edição Abertas inscrições para o Prêmio Sebastião Simões de Mérito à Inovação Tecnológica Ufersa oferece 629 vagas de graduação para quem possui diploma Fórum de Pró-Reitores de Graduação do Nordeste acontece na Paraíba Instituto Lynaldo Cavalcanti realiza MBA em Empreendedorismo Uma ação conjunta do IlcaTc - Instituto Lynaldo Cavalcanti em parceria com o ENDEAVOR Brasil, a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, as Universidades Federal de Campina Grande e Estadual da Paraíba, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, com apoio do IEL – Instituto Evaldo Lodi, resultou na realização do MBA em Gestão Empreendedora e Inovação, em Campina Grande, Paraíba. Contatos: (83) 21011591 / 2101-1590 / 2101-1589 E-mail: boletim@ilcatc.org.br Site: www.ilcatc.org.br Blog: www.ilcatc.org.br/blog Endereço: Avenida Aprigio Veloso, 802, Bodocongó, CEP: 58109-970. Campina Grande - PB. Parceiros: Diretor Presidente: Vicente de Paulo Albuquerque Araújo Diretor Adjunto: Ivan Rocha Neto Diretor Financeiro: Rossino Ramos de Almeida Secretário-Executivo: Thiago Xavier de Ataíde Jornalista Responsável: Helda Suene Colaboradoras: Geneceuda Monteiro e Maria Elisabete Ferreira Diagramação: Estela Maris de Medeiros e Oliveira Expediente Leia o Blog Lynaldo Cavalcanti: www.ilcatc.org.br/blog

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Boletim ILCATc Página 2 VOLTAR PARA CAPA Nacionais Kassab assume Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações O novo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, tomou posse nesta quinta-feira (12) em cerimônia no Palácio do Planalto. Na solenidade, o presidente interino Michel Temer empossou a nova equipe ministerial. Graduado engenheiro civil e economista pela Universidade de São Paulo, Kassab iniciou a vida política em 1992 como vereador de São Paulo e se elegeu deputado federal em 1999 e 2003. Na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) em 2004. Eleito vice-prefeito de São Paulo em 2004, assumiu a prefeitura dois anos depois. Em 2008, foi reeleito para mais um mandato. De janeiro de 2015 a abril de 2016, Kassab ocupou o cargo de ministro das Cidades. Fonte: MCTI Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 3 VOLTAR PARA CAPA MCTI abre consulta pública para regulamentação do Marco Legal da CT&I Um dos objetivos do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação é aproximar o setor produtivo da pesquisa científica desenvolvida nas universidades. (Crédito: Laboratório Nacional de Biociências) O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocou em consulta pública o decreto de regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro de 2016 pela Presidência da República. O texto está disponível no site Participa.br até o dia 12 de junho. A nova lei altera as regras das compras públicas para o setor de CT&I, prevendo a adoção do regime diferenciado de contratações (RDC) e novos casos para dispensa de licitação. Além disso, facilita a importação de insumos para pesquisas e estabelece novas regras de propriedade intelectual para o licenciamento de tecnologias. O texto também simplifica o processo de emissão de visto para pesquisadores estrangeiros, aumenta o tempo que os professores das universidades federais poderão se dedicar à pesquisa e aproxima o setor produtivo da academia. A consulta pública será feita em duas fases. Na primeira, a população deve opinar sobre os dispositivos da lei que exigem algum tipo de regulamentação. Nesta etapa, o objetivo é colher subsídios para a elaboração de uma primeira minuta de decreto. Por isso, ao lado de cada dispositivo a ser regulamentado, foram formuladas questões para orientar a participação dos interessados. Essas questões também representam algumas das principais dúvidas que o MCTI identificou nas discussões sobre a regulamentação. Após a realização da primeira consulta, um novo Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 4 VOLTAR PARA CAPA prazo de trinta dias será aberto para a elaboração de uma minuta de regulamento a partir das contribuições recebidas da sociedade. A segunda fase da consulta aberta ao público é a discussão da minuta do decreto, em formato mais tradicional, com contribuições a serem apresentadas em relação a cada um dos dispositivos. Após o período da consulta, os trabalhos se concentrarão no MCTI para elaboração de uma proposta final de regulamentação, sem prejuízo de novas rodadas de discussão. Durante a realização das duas fases da consulta, o MCTI pretende intensificar sua agenda de eventos públicos para discussão das propostas e mobilização da sociedade para participação nos debates do Participa.br. Ajude a regulamentar essa legislação que estimula o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Acesse o site e dê a sua opinião. Fonte: MCTI Pesquisadores brasileiros demonstram que a estirpe brasileira do vírus Zika causa defeitos de nascimento em modelos experimentais cepa causa defeitos de nascimento. A pesquisa apresentada demonstrou, em camundongos, que vírus brasileiro infecta fetos, causando restrição de crescimento intrauterino, incluindo os sinais de microcefalia. O artigo relata que o vírus infecta células progenitoras corticais humanas, levando a um aumento da morte celular. O artigo é resultado do trabalho da Rede Zika, da FAPESP, um conjunto de pesquisadores atuando em torno da pesquisa sobre o vírus. Para o bioquímico, Professor da USP, Walter Colli, “o Brasil construiu uma base de cientistas que contribuem todo dia para que a sociedade fique mais inteligente, rica e menos desigual. Essa mesma comunidade demonstra que pode reagir quando o país é desafiado por crises como a determinada pela invasão do virus Zika”. Colli acredita que resultados como esse provam que o momento é de reforçar que o apoio à ciência deve ser política de Estado e o orçamento para sustentar a comunidade científico-tecnológica deve ser compatível com a sua importância. Leia o artigo completo (em inglês) clicando aqui. Em artigo publicado nesta quarta-feira, na Revista Nature, pesquisadores brasileiros apresentam estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP) no qual relatam que a estirpe brasileira do Vírus Zika atravessa a placenta e pode provocar a microcefalia. O Zika tem sido associado a malformações congênitas, incluindo microcefalia e outras doenças neurológicas graves, tais como síndrome de Guillain-Barre, mas, segundo o artigo, apesar das evidências clínicas, não há prova experimental direta mostrando que a estirpe brasileira Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 5 VOLTAR PARA CAPA Chamada do Programa iTec 2016 está aberta para empresas e instituições com desafios e soluções tecnológicas Com inscrições válidas até o dia 27/5, o objetivo desta iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação é aproximar empresas arrojadas e parceiros com conhecimento de fronteira para aumentar a geração de negócios tecnológicos e a competitividade. O Programa iTec convida os atores do Sistema Nacional de Inovação (SNI) - empresas demandantes por tecnologia - para a Chamada do Programa iTec 2016, que tem como objetivo aumentar a geração de negócios tecnológicos por meio do uso contínuo e constante da Plataforma iTec. As empresas selecionadas receberão suporte da equipe iTec nas fases de identificação, preparação e submissão de desafios tecnológicos na Plataforma. Serão selecionadas as seis organizações que tiverem melhor avaliação nos seguintes critérios: 1. Histórico de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I); 2. Experiência com parcerias; 3. Capacidade de investimento em projetos de parceria; 4. Aderência dos desafios tecnológicos da organização ao conceito da Plataforma. As inscrições serão avaliadas por um Comitê de Gestão Estratégica do Programa, composto por representantes de instituições parceiras. No caso de propostas equivalentes, será priorizada a empresa que tiver se inscrito primeiro na chamada. Podem participar empresas e instituições de qualquer porte, com interesse e capacidade financeira para realizar parcerias tecnológicas. Na primeira chamada para postagens e suporte de desafios e soluções tecnológicas na Plataforma iTec, que aconteceu em 2015, empresas como Embraer, Vale, Irani, Braerg, Bosch, AES Brasil, Grupo Vamtec, Pirelli, Stefanini, Nestlé, Natura, Votorantim e Dow receberam suporte do Programa iTec e fizeram negócios e parcerias estratégicas a partir da plataforma digital. O prazo para inscrição encerra-se no dia 27 de maio. A divulgação das empresas selecionadas no dia 1º de junho. Saiba mais O Programa iTec é uma iniciativa do MCTI e tem a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI) e a PUC-RIO como parceiras de execução. As estratégias do iTec são orientadas pelo seu Comitê Técnico, composto pelas seguintes organizações: MCTI, ANPEI, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Senai, Sebrae, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), BNDES e FINEP. São parceiros da iniciativa: Unesco Brasil, Movimento Brasil Competitivo (MBC), EMBRAPA, EMBRAPII, INPI e CNPq. Para inscrever a sua empresa, clique aqui. Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 6 VOLTAR PARA CAPA Finep disponibiliza R$ 1,3 bilhão para o apoio a áreas estratégicas A Finep divulgou na sexta-feira (13/05), durante a reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em São Paulo, as áreas temáticas que serão prioritárias para o apoio em 2016, e o montante disponível para contratações neste ano a partir de financiamento com juros subsidiados: R$ 1,3 bilhão. Esses recursos estão disponíveis por intermédio de fluxo contínuo, ou seja, a partir da submissão de propostas junto ao sistema da Finep, e terão as taxas e condições previstas na política operacional vigente. O apoio será direcionado aos seguintes setores: saúde (R$ 150 milhões); agronegócio e alimentos (R$ 150 milhões); energia (R$ 185 milhões); petróleo e gás (R$ 50 milhões), aeroespecial, defesa e segurança (R$ 80 milhões); recursos hídricos (R$ 70 milhões); engenharias (R$ 185 milhões); tecnologia da informação (R$ 150 milhões); mineração e transformação mineral (R$ 180 milhões); têxtil, couro e calçados (R$ 50 milhões); e outros, tais como tecnologia assistiva, mobilidade urbana e economia criativa (R$ 50 milhões). A linha relativa à mineração e transformação mineral também prevê a disponibilização de recursos não-reembolsáveis e de subvenção econômica, via Inova Mineral, programa lançado em conjunto com o BNDES, e também lançado pela Finep no dia 13/05. Fonte: Finep Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 7 VOLTAR PARA CAPA Brasil reduz em mais de 50% emissão de gás carbônico entre 2005 e 2010 A Terceira Comunicação Nacional do Brasil (TCN), submetida à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), aponta redução de 53,5% no total de gás carbônico (CO2) emitido pelo Brasil na atmosfera, entre 2005 e 2010. Segundo o levantamento, os números caíram de 2,73 bilhões de toneladas de CO2 para 1,27 bilhão. Os dados foram divulgados pela ministra em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, nesta sexta-feira (6). “A metodologia de cálculo que nós desenvolvemos é de última geração. Vamos transmitir conhecimento para estudo do clima e efeito do gás carbônico no mundo todo”, disse a ministra. A TCN traduz o esforço brasileiro para atingir a meta de reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões projetadas até 2020. Para o pesquisador Carlos Nobre, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a metodologia aplicada na Terceira Comunicação Nacional baseia-se na “melhor ciência”. “É um inventário densamente de conteúdo científico. Essa comunicação avança muito em estudos de impactos potenciais das mudanças climáticas em todos os setores. Só existem 11 países no Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 8 VOLTAR PARA CAPA mundo que têm capacidade de modelagem global”, afirmou. O estudo avalia os impactos das mudanças climáticas distribuídos em cinco setores: uso da terra, mudança do uso da terra e florestas; agropecuária; energia; processos industriais e tratamento de resíduos. “Com relação à redução de emissões, o setor que mais se destaca é o de uso da terra. Nesse setor, a gente avalia basicamente o desmatamento dos biomas e também a calagem [processo de adubação da terra fazendo uso de cal e outras substâncias químicas]. O que se registra é, de fato, um resultado muito positivo das ações do governo federal no sentido de controlar o desmatamento fundamentalmente da Amazônia e do Cerrado”, explicou o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do MCTI, Márcio Rojas. Rojas deve entregar a versão final da TCN na próxima Conferência de Mudança Climática de Bonn, que será realizada na Alemanha, de 16 a 26 de maio. Na avaliação do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, as metas do Brasil igualam-se a dos países desenvolvidos. “O Brasil apresenta metas ambiciosas. É um país em desenvolvimento com metas de um país desenvolvido. O Brasil já se adiantou, na realidade. Foi o único país a entregar lá em Paris os resultados de monitoria, relatoria e verificação com relação ao desmatamento da Amazônia até 2010”, disse Klink, em referência à Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 21. Para o diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Raphael Azeredo, o Brasil dá importante contribuição para redução das emissões de gases. “O Brasil sempre foi identificado como um dos países propulsores desse movimento. No contexto da mudança do clima, as ações atuais do Brasil representam uma das maiores contribuições até o momento”, avaliou. Sirene O MCTI também lançou o Sistema de Registro Nacional de Emissões (Sirene), um sistema computacional desenvolvido para disponibilizar resultados do Inventário Brasileiro de Emissões Antrópicas por Fontes e Remoções por Sumidouros de Gases de Efeito Estufa não Controlados pelo Protocolo de Montreal e informações oriundas de outras iniciativas de contabilização de emissões. O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, Niky Fabiancic, ressaltou que o país é, hoje, reconhecido internacionalmente pelos seus esforços de mitigação dos gases na atmosfera. “Esperamos que esse instrumento facilite o acesso aos resultados do inventário nacional para toda a sociedade, bem como permita ao governo brasileiro dar continuidade na elaboração dos seus projetos e ações de mitigação em todas as esferas”, afirmou. O portal do Sirene está disponível no endereço http://sirene.mcti.gov.br, bem como o sumário executivo da Terceira Comunicação em português e inglês, e a versão completa do documento em inglês. Fonte: MCTI Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 9 VOLTAR PARA CAPA Finep lança programas para estimular setores de telecomunicações e de minerais A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/ MCTIC) lançou, na última sexta-feira (13) dois programas destinados a apoiar o desenvolvimento tecnológico dos setores de telecomunicações e de minerais. Os recursos destinados às empreitados somam cerca de R$ 1,8 bilhão – R$ 600 milhões para o primeiro e mais R$ 1,18 bilhão para o segundo, este em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Programa de Apoio às Empresas do Setor de Telecomunicações – Funttel vai disponibilizar R$ 600 milhões em crédito e investimento direto, em três anos. Os recursos vão servir para apoiar a redução da dependência tecnológica do setor – considerado estratégico –, e o desenvolvimento e adensamento da cadeia de fornecedores de equipamentos e serviços de telecomunicações. As pesquisas poderão ser feitas em quatro linhas temáticas: comunicações ópticas, comunicações digitais sem fio, redes de transporte de dados e comunicações estratégicas. Os recursos serão oriundos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), sendo que 40% do total (R$ 200 milhões em cada ano entre 2016 e 2018) serão destinados para as Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A participação da entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) é de até 80% do financiamento. Do total de R$ 600 milhões, até R$ 150 milhões poderão ser utilizados para operações de investimento direto. Isso significa que a Finep poderá participar diretamente nas empresas que desejem ser investidas. Parceria em minerais Outro programa lançado pela Finep é o Inova Mineral, voltado para o desenvolvimento tecnológico, produção e comercialização de produtos, processos e serviços inovadores e sustentáveis. O plano abrange atividades de pesquisa, exploração e transformação mineral, insumos, máquinas, equipamentos, softwares e sistemas, Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 10 VOLTAR PARA CAPA além das atividades de lavra e beneficiamento mineral, contribuindo para as políticas de inovação, de competitividade e de sustentabilidade nesses segmentos. A empreitada terá um aporte de R$ 1,18 bilhão, em parceria com o BNDES. Os recursos serão divididos igualmente entre as duas instituições, sendo que R$ 220 milhões serão disponibilizados em forma de apoio não reembolsável. O Inova Mineral prevê uma consulta a parceiros e potenciais clientes empresariais e acadêmicos, a ser feita antes do lançamento do edital definitivo, previsto para o início do segundo semestre deste ano. A coleta de opiniões vai começar em 1º de junho e vai se encerrar no dia 1º de julho. prazo para submissão de propostas à Finep e ao BNDES se encerrou em 5 de maio. O Padiq vai investir até R$ 2,2 bilhões, sendo que R$ 200 milhões serão concedidos na modalidade recursos não reembolsáveis, até 2021. O valor total da chamada pública será dividido igualmente entre as duas instituições. Os contratos firmados terão valor mínimo de R$ 10 milhões para empresas. Já para instituições de ciência e tecnologia (ICTs), os recursos serão de até R$ 20 milhões. As propostas foram apresentadas entre as seis linhas temáticas estabelecidas no certame. A que mais recebeu submissões foi a de Químicos a Partir de Fontes Renováveis, com 66% dos planos de negócios. Materiais Compósitos e Fibras de Carbono (15%); Insumos Químicos para Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (11%); Aditivos para Alimentação Animal (4%); Aditivos Químicos para E&P de Petróleo (3%); e Derivados de Silício (1%) são as outras linhas de investimentos previstas. Fonte: Finep Setor químico O edital do Programa de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq) recebeu 62 propostas válidas de planos de negócios, com um total de R$ 2,97 bilhões. O Pesquisadores brasileiros podem se inscrever em oportunidades do Newton Fund British Council e parceiros têm inscrições abertas para os programas Researcher Links, Institutional Links e Researcher Connect. Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 11 VOLTAR PARA CAPA Até o dia 27 de junho, pesquisadores brasileiros podem se inscrever em três diferentes chamadas que fazem parte do Newton Fund, o fundo do governo britânico que visa desenvolver parcerias em ciência, tecnologia e inovação para promover o desenvolvimento econômico e o bem-estar em países emergentes. É esperado que mais de um milhão de Libras Esterlinas sejam desembolsadas para financiar estas propostas. O Researcher Links tem como objetivo apoiar a realização de workshops coordenados por dois pesquisadores sêniores, um no Reino Unido e outro de instituição de ensino superior ou de pesquisa nos países parceiros. Os proponentes devem ser pesquisadores sêniores, ou seja, que consigam demonstrar a relevância de seu trabalho em seu campo de conhecimento. Será oferecido apoio financeiro de, no máximo, 42 mil Libras esterlinas para a realização destes encontros entre acadêmicos do Reino Unido e do Brasil. Os workshops deverão ser em inglês e ter duração mínima de 3 dias e máxima de 5 dias. Os workshops selecionados deverão ser realizados até 31 de março de 2017. Os coordenadores poderão identificar até quatro outros pesquisadores líderes para participar como mentores dos eventos, mas os demais participantes deverão ser pesquisadores em início de carreira de ambos os países (entre 15 a 20 de cada país). Há chamadas abertas em Pernambuco e Sergipe, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Santa Catarina, e Tocantins. Entre os temas elegíveis estão: Zika Vírus, Energias renováveis, Agricultura, Clima e meio ambiente, Educação, Crescimento econômico inclusivo, Saúde (doenças negligenciadas), água e saneamento, alimentação e nutrição, mudança demográfica, infraestrutura, desastres humanitários, governança, prevenção e recuperação de danos causados pela mineração, entre outros. Há, ainda, uma chamada para a realização de workshops tripartites, entre pesquisadores do Estado de São Paulo, Uruguai e Reino Unido, inaugurando a participação brasileira no Researcher Links trilateral. Já o Researcher Connect consiste em uma série de pequenos módulos interativos para pesquisadores de qualquer formação acadêmica. O foco dos cursos é o desenvolvimento de habilidades em comunicação a serem utilizadas por pesquisadores em contextos internacionais e multiculturais. Os cursos, ministrados em inglês, têm duração de 3 dias e serão realizados na instituição selecionada, no Brasil, entre 1° de agosto de 2016 a 1º de março de 2017. Representantes de Pró-Reitorias de Pesquisa, Pró-Reitorias de Pós-Graduação, Departamentos e programas de pós-graduação são candidatos elegíveis como coordenadores de curso e serão selecionados para realizar uma edição dos cursos do Researcher Connect em sua instituição. Coordenadores de 15 estados serão selecionados para ministrar cursos. Esta chamada contempla os seguintes Estados: Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Sergipe e Tocantins e Santa Catarina. Cada candidato submeterá uma proposta por instituição para que esta sedie um curso para treinar 20 pesquisadores em qualquer disciplina ou área multidisciplinar. O processo de seleção estará focado no desenvolvimento de habilidades em comunicação em áreas relevantes ao desenvolvimento econômico e social incluindo Ciências Naturais, Ciências Sociais, Artes e Humanidades. Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 12 VOLTAR PARA CAPA Por fim, o British Council, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e Scnheider Electric lançam o Institutional Links, que aceita propostas para atividades de cooperação entre instituições brasileiras incluindo workshops, missões, palestras e outras atividades de intercâmbio. A chamada aberta irá financiar uma parceria na área de desenvolvimento sustentável em comunidades ribeirinhas isoladas da Amazônia entre instituições amazonenses e britânicas de ensino superior ou pesquisa. Duas propostas serão selecionadas e receberão apoio financeiro de até 60 mil Libras Esterlinas. Cada proposta terá acesso a até três bolsas de mestrado e três bolsas de graduação e deverá considerar trabalho de campo de até um mês em comunidades selecionadas. Researcher Connect Inscrições abertas até 27 de junho de 2016, 10h, horário de Brasília. Os cursos deverão acontecer entre 1° de agosto de 2016 a 1º de março de 2017. Institutional Links Inscrições abertas até 27 de junho de 2016, 10h, horário de Brasília. Sobre o British Council O British Council é a organização internacional do Reino Unido para oportunidades educacionais e relações culturais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e criar laços através do intercâmbio de conhecimento e de ideias entre pessoas ao redor do mundo. Atua em cinco áreas: Educação, Língua Inglesa, Artes, Esportes e Exames. A organização está presente em mais de 100 países, com parceiros como os governos em diversas instâncias, organizações não governamentais e iniciativa privada. No Brasil, tem escritórios em Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Para mais informações, visite o site www.britishcouncil.org.br. Informações para imprensa Ana Signorini – 21 2105 7540 ana.signorini@ britishcouncil.org.br Serviço A International Unit, instituição parceira, ajuda organizações brasileiras a encontrar instituições com interesses similares no Reino Unido para projetos do British Council financiados pelo Fundo Newton. Para saber mais, escreva para newton@international.ac.uk, indicando o assunto “Researcher Links – Brazil call”. Os editais para inscrições estão disponíveis em www.britishcouncil.org.br. Duvídas sobre os programas podem ser esclarecidas pelo email centro.info@britishcouncil.org.br Sobre o Fundo Newton Lançado no Brasil pelo Ministro das Finanças britânico George Osbourne em abril de 2014, o Fundo Newton de fomento à pesquisa e inovação em países emergentes investirá £735 milhões em diversos programas que contemplam mobidade, pesquisa e capacitação em 15 países. No Brasil, deverão ser investidos £45 milhões até 2021. O fundo é parte do compromisso assumido pelo Reino Unido diante à comunidade internacional de promover iniciativas que fortaleçam o desenvolvimento social e econômico de países emergentes. Researcher Links Inscrições abertas até 27 de junho de 2016, 10h, horário de Brasília. Os workshops selecionados deverão ser realizados até 31 de março de 2017. Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 13 VOLTAR PARA CAPA RNP participa de consórcio que disponibiliza conexão de 100G entre América Latina e Estados Unidos A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), em parceria com a Rede Acadêmica do Estado de São Paulo (ANSP) e a Universidade Internacional da Flórida (FIU, na sigla em inglês), anunciou a entrega da primeira co nexão internacional de 100G entre a Amé rica Latina e os Estados Unidos. O trecho liga Fortaleza (CE) e São Paulo (SP) a Miami e faz parte do projeto AmLight Express, que visa disponibilizar uma infraestrutura de rede de alto desempenho para a colaboração científica entre as duas regiões. A conexão de 100G amplia a saída internacional da rede acadêmica brasileira, a rede Ipê, e se soma aos canais internacionais que atualmente ligam São Paulo a Miami. Os enlaces nos cabos submarinos são mantidos pela AmLight, que gerencia as conexões internacionais entre os Estados Unidos e países da América Latina para fins de ensino e pesquisa. A iniciativa é financiada pela National Sciences Foundation, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela RNP. Para o pesquisador de Pesquisa e Desenvolvimento da RNP, Michael Stantos, os links operados pelo consórcio AmLight são o principal apoio para a colaboração entre o Brasil e a comunidade internacional. “A adoção de links de 100G este ano repre sentam um aumento da capacidade de banda de até 500%, demonstrando o am plo suporte para o crescimento de colaborações científicas internacionais de intenso tráfego de dados”, afirmou. Para mais informações, acesse esta página. Fonte: RNP Prêmio Fernão Mendes Pinto mestrado ou doutorado que contribua para a aproximação entre comunidades de língua portuguesa. As dissertações devem ser redigidas em português e devem ter sido defendidas durante o ano civil imediatamente anterior ao da candidatura com o encaminhamento feito até 31 de julho. A instituição onde a dissertação foi defendida deve ser membro da AULP. Mais informações e regulamento acesse o site www.aulp.org Atribuído anualmente pela Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), a distinção, no valor de 8 mil euros, tem como objetivo premiar uma dissertação de Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 14 VOLTAR PARA CAPA Professores do CTC/PUC-Rio lançam versão em inglês, revista e expandida, de importante livro sobre Fadiga Multiaxial Obra renomada entre acadêmicos da engenharia mecânica, ganha nova edição indicada, inclusive, pelo professor americano Timothy Topper, da Universidade de Waterloo, um dos mais produtivos e famosos pesquisadores de fadiga do mundo multiaxial estuda a vida útil de peças usadas na indústria automobilística, de aviação e transportes, sendo uma das especialidades da Engenharia Mecânica, e esta nova edição foi revista e expandida da obra originalmente lançada em 2009, em português (Fadiga: Técnicas e Práticas de Dimensionamento Estrutural sob Cargas Reais de Serviço, em dois volumes), também vendida através do site americano. A apresentação do livro, escrita por Timothy Topper, professor emérito da Universidade de Waterloo e um dos mais produtivos e famosos pesquisadores de fadiga do mundo, recomenda: “esse é o texto mais completo sobre fadiga disponível no mercado (...) é um trabalho de referência que junta informação e técnicas de projeto apropriadas aos muitos tipos de problemas de fadiga encontrados na indústria, e (inclui) algoritmos computacionais para resolvê-los, ... devendo ser tratado como um texto de referência padrão”. A nova versão em inglês, para a qual foram necessários outros sete anos de desenvolvimento, chega agora ao mercado 60% maior: com mais de 1.700 páginas divididas nos três volumes. O primeiro, High-Cycle Fati gue, trata da iniciação de trincas sob cargas nominalmente elásticas e do projeto à Resultado de 14 anos de trabalho, o livro Fatigue Design Techniques, escrito pelos professores Jaime Tupiassú Pinho de Castro e Marco Antonio Meggiolaro, ambos do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), ganha agora uma versão internacional, em inglês, dividida em três volumes e já à venda no site da Amazon (Estados Unidos e Europa) e em grandes livrarias do exterior. A fadiga Anterior Próxima

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Boletim ILCATc Página 15 VOLTAR PARA CAPA fadiga para vidas muito longas; o segundo, Low-Cycle and Multiaxial Fatigue, trata da iniciação de trincas sob cargas elastoplás ticas e inclui um estudo particularmente detalhado dos problemas de plasticidade cíclica sob cargas multiaxiais genéricas; e o terceiro volume, Crack Propagation, Tem perature, and Statistical Effects, estuda os conceitos básicos das Mecânicas da Fratu ra linear elástica e elastoplástica, a mode lagem da propagação de trincas por fadiga sob cargas reais de serviço, a interação fadiga-fluência causada por temperaturas altas, e os conceitos básicos de confiabi lidade necessários ao dimensionamento mecânico à fadiga. julgamos necessário”, declaram os autores. Dentre as inovações que a edição em inglês traz, Meggiolaro destaca alguns modelos multiaxiais gerados recentemente na PUC que já podem ser usados em aplicações práticas. O professor conta, por exemplo, que, em 2014, apresentou em um congres so um novo modelo de Fadiga Multiaxial baseado numa notação vetorial em cin co dimensões, que substitui com muitas vantagens a tradicional notação tensorial. Segundo o professor, este modelo não afe ta os resultados dos cálculos, mas torna-os muito mais fáceis e muitíssimo mais rápi dos, viabilizando assim sua aplicação para quantificar dano à fadiga sob cargas reais de serviço. Tupiassú menciona outro exemplo, fruto de um trabalho conjunto com o centro de pesquisas da Marinha dos EUA: “Conse guimos estender para problemas de corrosão sob tensão o modelo que havíamos proposto para quantificar a tolerância a trincas curtas e a outros pequenos defeitos, e comprovamos experimentalmente a validade das previsões feitas por ele. Essa contribuição pode vir a fazer uma grande diferença no tratamento desses problemas na prática, porque a solução atual é sim plesmente trocar o material por um que seja mais resistente ao ataque corrosivo, sem considerar a contribuição do estado de tensões. Essas soluções radicais reque rem um investimento elevadíssimo, que pode simplesmente não ser necessário se as tensões induzidas pelas cargas de serviço não forem suficientes para propagar os defeitos não detectáveis nas estruturas sensíveis à corrosão sob tensão”. “Foram muitas pesquisaspublicadas em centenas de trabalhos apresentados em inúmeros congressos e em revistas técnicas durante o período de gestação do livro”, revela Meggiolaro. Os autores reforçam ainda que, apesar da versão em inglês ter sido reescrita e expandida para cobrir o estado da arte nesta área e atender às demandas mais avançadas do mercado internacional, ela é ao mesmo tempo recomendada para principiantes, pois foi escrita de forma clara e didática, focada especificamente na en genharia aplicada. “Esse livro se propõe a ensinar como fazer. Não repete apenas o que está disponível em outras obras, até porque, em muitos casos, os modelos tra dicionais são incompletos e/ou precisam de correções. Assim, propusemos também muitos novos e melhores modelos quando Anterior Próxima

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