Guimarães mais verde #3

 

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eco-revista #03 dezembro 2015 Esta revista é uma publicação da Câmara Municipal de Guimarães. Trimestral, de distribuição gratuita, acompanhará o processo de candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020. Pegadas: 15 mil árvores em dois anos Lixo: Inovação no Centro Histórico Entrevista: Reitor da Universidade do Minho Bandeira Verde ECOXXI 2015 Guimarães Município Sustentável

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2 guimarães mais verde guimarães mais verde  3 Guimarães instala Papa-Chicletes e EcoPontas Nota Introdutória Nesta terceira edição da eco-revista “Guimarães Mais Verde” – publicação da município de Guimarães e que acompanha a candidatura a Capital Verde Europeia 2020 – trazemos até si muitas novidades da intensa atividade ambiental do município. Desde logo, o título de Bandeira Verde “Município ECOXXI 2015”. Na edição deste ano, candidataram-se 43 municípios, sendo que Guimarães integra o grupo dos 10 primeiros. Trazemos também as últimas do Programa Pegadas e o objetivo de plantação de 15 mil árvores em dois anos. E revelamos o novo sistema pioneiro de recolha de resíduos no Centro Histórico, resultado da conjugação de esforços entre a Câmara, a Vitrus Ambiente e a Resinorte. Com o sistema PAYT (pay-as-you-throw), o cidadão e os empresários do Centro Histórico só vão pagar o lixo que produzirem. Não perca ainda a entrevista ao Reitor da Universidade do Minho e o balanço ao programa OP_Escolas. Em 2015 foram recebidas 50 propostas, 33 das quais elegíveis. Ainda nesta edição conheça as bases definidas pelo município para novos investimentos no quadro 2020. Boa leitura! Econotícias Programa Pegadas Guimarães “Município ECOXXI 2015” Entrevista ao Reitor da UMinho Projeto “Pay-as-you-trhow” Boas práticas internacionais OP_Escolas Investimentos 2020 Últimas 03 04 07 08 10 12 14 15 16 A Câmara Municipal de Guimarães apresentou o “PapaChicletes” e o “EcoPontas”, duas novas estruturas de mobiliário urbano que pretendem contribuir para a redução de chicletes e pontas de cigarro atiradas para o chão. O processo de reciclagem a que serão submetidos, posteriormente, permitirá a sua conversão e valorização científica, transformando-os em novos produtos disponíveis para a comunidade, desde a formação de novos plásticos ou de papel, passando pela energia ou agricultura. Os equipamentos ficarão situados, numa primeira fase, em nove locais públicos, nomeadamente Centro Histórico, Paço dos Duques de Bragança, Largo do Toural, Universidade do Minho, Plataforma das Artes e Laboratório da Paisagem. O Papa-Chicletes ficará também instalado em três escolas secundárias: Martins Sarmento, Francisco de Holanda e Santos Simões. O projeto resulta de uma parceria entre o Município de Guimarães, o Laboratório da Paisagem e o CVR - Centro para a Valorização dos Resíduos. Guimarães assinalou Semana Europeia para a Prevenção de Resíduos Guimarães assinalou, no final de novembro, a Semana Europeia para a Prevenção de Resíduos. Trata-se de uma campanha que tem vindo a reunir cada vez mais adeptos em torno das questões da prevenção de resíduos, tendo tido este ano a temática da Desmaterialização. Para isso foi desenvolvido um conjunto de ações, como exposições, workshops, conferências e atividades performativas de sensibilização. A inicitiva decorreu no âmbito da European Week for Waste Reduction. Teve como público-alvo autoridades públicas, empresas privadas, bem como os próprios cidadãos, contando com o patrocínio do Parlamento Europeu. Ficha Técnica: propriedade Câmara Municipal de Guimarães / periodicidade trimestral / tiragem 20.000 exemplares edição e design Central de Informação / impressão Gráfica Ideal de Guimarães / papel Munken Pure / distribuição gratuita (O papel Munken Pure é produzido de acordo a certificação FSC - Forest Stewardship Council. O FSC é um dos selos florestais mais reconhecidos em todo o mundo. Trata-se de uma garantia de origem que assegura a exploração florestal de forma responsável. Criado em 1993 na Alemanha, por várias instituições internacionais, o FSC tem como objetivo estabelecer princípios e critérios para conciliar a exploração da floresta e a conservação dos seus recursos).

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4 guimarães mais verde guimarães mais verde  5 Um aluno, uma árvore “Guimarães mais Floresta” quer plantar 15 mil árvores em dois anos Cada jovem aluno, em contexto escolar, vai plantar e batizar uma árvore com o seu nome, ficando responsável pela mesma ao longo da sua existência. 13 escolas em Guimarães Eco-escolas celebram 20 anos em Portugal Ao celebrar os 20 anos em Portugal, a Rota Eco-escolas transforma-se na “Rota dos 20”. O objetivo é o de chegar a todas as Eco-escolas em Portugal. ····································································· CALENDÁRIO ····································································· N ovembro 2015 a abril 2016 Recolha de sementes e sementeira ····································································· D ezembro 2015 a março de 2017 Germinação e tratamento; ····································································· Abril e maio de 2017 Plantação Plantar mais de 15 mil árvores – uma por cada aluno – é o objetivo do projeto “Guimarães mais Floresta”. A parceria entre o Município de Guimarães – através do programa de educação ambiental PEGADAS –, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Guimarães, a Sol do Ave e o Laboratório da Paisagem, pretende unir a comunidade educativa, contribuindo para a criação de corredores verdes e para a reflorestação de várias zonas do concelho, como o monte da Penha e da Lapinha. Esta meta será alcançada com a plantação de árvores autóctones de diversas espécies, como amieiro, azevinho, bétula, carvalhos, castanheiros, freixos, salgueiros e sobreiros. Cada jovem aluno, em contexto escolar, terá a oportunidade de cumprir três fases: escolha de sementes, realização da sementeira e plantação da árvore. Os alunos vão batizar as árvores com o seu próprio nome, ficando responsáveis pelas mesmas ao longo da sua existência. O projeto visa melhorar vários indicadores ambientais, como o aumento da capacidade de captação de carbono, contribuindo para o propósito da Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020. O projeto Eco-escolas – coordenado pela Associação Bandeira Azul da Europa – integra-se no tema mobilidade sustentável e visa alertar a comunidade escolar para a importância de uma mobilidade mais segura, eficiente e inclusiva, através do envolvimento de toda a comunidade educativa e do município. As escolas participantes preenchem um pergaminho com sugestões e compromissos para uma mobilidade mais sustentável, que é depois transportado – preferencialmente de forma sustentável – para outra eco-escola. O pergaminho é entregue ao presidente da Câmara no fim da rota em cada concelho. Cada escola preenche ainda o “Livro da Rota dos 20” com testemunhos sobre “o que é ser eco-escola”. Em Guimarães, a Rota dos 20 passou nas 13 eco-escolas entre 21 de outubro e 9 de novembro deste ano, dia em que foi recebida na Câmara Municipal para apresentação das sugestões e testemunhos. ····································································· Rota dos 20: objetivos ····································································· ≥ Promover a mobilidade sustentável ≥ Intervir na comunidade local identificando problemas e propondo soluções ≥ Promover o contacto entre eco-escolas concelhias ≥ Envolver os municípios na articulação da rede de eco-escolas ····································································· Eco-Escolas em Guimarães ····································································· ≥ Abação ≥ Abel Salazar ≥ Briteiros ≥ Cisave ≥ Gandarela ≥ João de Meira ≥ Mário Cardoso ≥ Martins Sarmento ≥ Oliveira Castelo ≥ Pinheiral ≥ S. Roque ≥ Taipas ≥ Virgínia Moura

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6 guimarães mais verde guimarães mais verde  7 Inscrições até 16 de dezembro PEGADAS lança Eco Parlamento nas escolas de Guimarães A final municipal do PJE será no dia 8 de abril de 2016, no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor. Guimarães premiada com Bandeira Verde “Município ECOXXI 2015” A ABAE reconhece Guimarães como “Município Sustentável” na primeira vez em que apresenta candidatura. Território vimaranense é o único da região a receber este galardão. O concelho de Guimarães foi premiado como Município Sustentável, tendo recebido em setembro, em Sesimbra, o galardão “ECOXXI 2015 – Bandeira Verde”, uma distinção enquadrada no Programa de Educação para a Sustentabilidade, implementado em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) e dirigido aos municípios enquanto agentes privilegiados de promoção do desenvolvimento sustentável a nível local. Esta foi a primeira vez que a Câmara Municipal de Guimarães se candidatou ao programa “Município ECOXXI”. No total obteve uma pontuação de 74% na classificação dos 21 indicadores que distinguem a adoção de boas práticas, políticas e ações ambientais em torno de temas considerados determinantes, como limpeza urbana, recolha de resíduos, reciclagem, água, participação ativa, conservação da natureza, educação ambiental, mobilidade, energia, turismo e ordenamento do território, entre outros. Na edição deste ano, candidataram-se 43 municípios, sendo que Guimarães integra o grupo dos 10 primeiros. As candidaturas são pontuadas e somente os municípios que obtêm uma pontuação acima dos 50% é que recebem a Bandeira Verde. As pontuações entre os 40 e 50% dão direito a certificado e abaixo de 40% a uma folha de participação. O índice “ECOXXI” sintetiza o resultado obtido em cada ano pelos municípios. Para além de uma ferramenta de gestão da sustentabilidade possibilitada pelos 21 indicadores e 54 subindicadores que o compõem, este programa da Associação da Bandeira Azul da Europa pretende traduzir o caminho a percorrer para atingir a meta dos 100%, ou seja, o percurso da sustentabilidade. No âmbito do Programa de Educação e Sensibilização Ambiental para Guimarães (PEGADAS), o Eco Parlamento previsto para o Ensino Secundário vai integrar o Parlamento Jovem Europeu (PJE), cuja temática para o próximo ano será o Ambiente. O programa visa ainda a interligação dos três projetos em curso nas escolas do Ensino Secundário e Profissional: o Eco Parlamento, o Parlamento Jovem Europeu e a “Minha Escola de Ciências”. As inscrições na iniciativa estiveram abertas até 16 de dezembro e, as escolas que não aderiram ao PJE poderam fazê-lo no âmbito da integração desta atividade com o Eco Parlamento PEGADAS, As equipas, de quatro elementos e respetivos coordenadores PEGADAS, contarão com o apoio da Rede de Bibliotecas Escolares. Para tal, devem articular com os coordenadores o trabalho a desenvolver com os alunos, nomeadamente no que concerne à pesquisa e estruturação da informação a incluir nos trabalhos. A final municipal do PJE será no dia 8 de abril de 2016, no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor. A final com as cidades geminadas será no dia 21 de maio do próximo ano, participando apenas a escola vencedora na fase municipal. No caso das escolas que integram o Projeto “A minha escola de Ciências” deve igualmente ser feita a coordenação com os respetivos Embaixadores, com vista à articulação destes projetos, e com o intuito de preparar os trabalhos desenvolvidos para apresentação em congresso a decorrer a 15 de abril. Teatro Bus… numa rua perto de si! Guimarães tem desde setembro deste ano um novo teatro itinerante. Inserido no objetivo Guimarães Mais Verde para a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020, o Teatro Bus tem o seu palco num autocarro transformado. O projeto permite que as pessoas assistam a peças de teatro ou mesmo que se levem peças de teatro a outras zonas do concelho. A empresa de transportes ARRIVA importou a ideia original da sua congénere em Madrid, aproveitou e transformou um autocarro da sua frota disponibilizando-o, por fim, ao Município para uso junto da comunidade. Coube ao Município de Guimarães dar corpo e forma ao Teatro Bus, idealizando e criando os seus conteúdos artísticos. O projeto integra-se no Programa PEGADAS, e visa todas as crianças e escolas do Concelho, onde será apresentada uma peça em torno da natureza, do ambiente e da sustentabilidade, sem perder a ligação ao património de Guimarães. Marcos Barbosa é o encenador da peça de estreia.

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guimarães mais verde  9 Entrevista António Cunha Reitor da Universidade do Minho “Tenho uma expectativa muito positiva nos efeitos que este título (...) terá nos campi/espaços da UMinho em Guimarães”. Que Importância poderá ter para a Universidade – e nomeadamente para o Campus de Guimarães – um título desta natureza atribuído à cidade? “O parceiro mais importante deste projeto é a população vimaranense” A Universidade do Minho é, desde a primeira hora, parceira da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. O Reitor, António Cunha, preside – a par de Domingos Bragança – a Estrutura de Missão e é um acérrimo defensor do caminho traçado, num forte compromisso com o município. Como avalia o trabalho que tem sido desenvolvido em torno da futura candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia? Qual o papel da Universidade do Minho neste projeto? A avaliação é muito positiva. A equipa de trabalho é interdisciplinar e internacional, aspetos que considero essenciais face ao desafio que temos pela frente. O programa de trabalhos é ambicioso e inovador, na abordagem e no modelo operacional, nomeadamente no nível de articulação ente a Câmara Municipal e a Universidade do Minho. Importa ter sempre presente que temos um longo caminho a percorrer, que exige investimentos e mudanças aos níveis infraestruturais e comportamentais. Por isso, o parceiro mais importante deste projeto é a população vimaranense. Tenho uma expectativa muito positiva nos efeitos que este título, e sobretudo o caminho que vamos percorrer para o alcançar, terá nos campi/espaços da UMinho em Guimarães (Azurém, Couros e AvePark). De facto, no âmbito do Plano de Investimentos da Universidade do Minho, está em curso um processo de redefinição do conceito dos nossos campi, de modo a proporcionar melhores condições de vida e de trabalho para toda a comunidade académica, garantir uma maior abertura e comunicação com a sociedade e a envolvente das cidades onde estamos, bem como a melhoria dos indicadores de sustentabilidade e ambientais dos mesmos. Neste contexto, o alinhamento com as iniciativas a concretizar no âmbito da Guimarães Capital Verde Europeia é muito grande. Como é que a UMinho vê e transmite aos seus estudantes a importância das questões ambientais? Com programas de interação com a sociedade e projetos educativos, nomeadamente os protagonizados pelo Instituto de Educação e pelo Instituto de Ciências Sociais. Com projeto de mobilização da comunidade académica, como é o caso da Campanha Stop para a racionalização do consumo de energia. Com a implementação de boas práticas na gestão da Universidade, como é o caso da elaboração anual do nosso Relatório de Sustentabilidade, de acordo com as recomendações da Global Report Initiative, no que fomos uma das primeiras universidades do mundo a fazê-lo. Na sua opinião, a sustentabilidade do território é a chave para esta candidatura? O programa de trabalhos é ambicioso e inovador (...), nomeadamente no nível de articulação ente a Câmara Municipal e a Universidade do Minho”. De várias formas e com várias iniciativas, como é normal numa instituição universitária. Com as nossa ofertas educativas neste domínio, incluindo um curso em Ciências do Ambiente, aos níveis de formação graduada e pós-graduada. Com trabalhos de investigação neste domínio, que têm especial expressão nas Escolas de Ciências, Engenharia e Arquitetura. Sim. Território é importante porque é aqui que nos queremos desenvolver e criar condições para uma vida melhor. Território tem a ver com a qualidade da terra que cultivamos, da água que bebemos e do ar que respiramos. Tem igualmente a ver com a paisagem que vemos e mobilidade que temos, o modo com preservamos o nosso património e como perspectivamos o futuro. A palavra sustentabilidade tem que ser vista de um modo holístico. Que mensagem quer passar a UMinho com o envolvimento neste projeto? “Importa ter sempre presente que temos um longo caminho a percorrer, que exige investimentos e mudanças aos níveis infraestruturais e comportamentais”. Um grande compromisso com este projeto, na senda do que tem sido o compromisso com o Município de Guimarães.

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10 guimarães mais verde guimarães mais verde  11 Sistema PAYT (pay-as-you-throw) Projeto inovador muda recolha de lixo no Centro Histórico Cada cidadão entrega diretamente o seu saco de lixo indiferenciado ou reciclável. E só pagará pelos resíduos que produzir. O sistema de recolha de resíduos no Centro Histórico de Guimarães vai mudar. Num projeto pioneiro, resultado da conjugação de esforços entre a Câmara Municipal, a Vitrus Ambiente e a Resinorte, está a ser introduzido o sistema PAYT (pay-as-you-throw), onde o cidadão e os empresários do Centro Histórico só vão pagar o lixo que produzirem. Para isso, será disponibilizado um mini ecoponto por cada habitação para a separação do lixo reciclável (papel, vidro, plástico). Cada morador ou comerciante vai passar a utilizar sacos próprios e adequados à deposição do lixo doméstico e quantos menos sacos utilizar, menos paga. Até agora o cálculo da tarifa que cada cidadão pagava pelo lixo era indexado ao consumo de água na sua habitação, não existindo nenhuma compensação pela separação do lixo ou pela sua redução. Com este novo projeto o cidadão é incentivado a reduzir, a reutilizar e a reciclar, num sistema que será mais justo, mais cómodo e mais amigo do ambiente. A viatura elétrica de recolha do lixo efetuará várias passagens diárias por todas as ruas do Cento Histórico, iniciando o seu percurso, de segunda a quinta, às 07h30, com novas passagens às 09h30, 13h30, 15h30, 19h30, 21h30 e 00h30. Às sextas e sábados, será efetuada uma passagem extra às 02h30. Fora destes períodos, é proibida qualquer deposição de lixo na via pública. A empresa municipal Vitrus Ambiente vai oferecer um mini ecoponto por cada habitação e iniciará a venda dos sacos próprios para a deposição dos resíduos domésticos ou indiferenciados, cuja capacidade unitária é de 30 litros para consumidores residenciais e de 50 litros para o comércio. Os sacos podem ser adquiridos nas instalações da Vitrus ou diretamente na viatura elétrica que passará a fazer a recolha. Os restantes resíduos (papel, plástico e vido) devem ser colocados nos ecopontos. Projeto premiado ······································································································ O novo modelo de recolha de resíduos resulta de um projeto da vimaranense Dalila Sepúlveda, chefe de divisão dos Serviços Urbanos da Câmara Municipal de Guimarães, distinguida em 2014 com o Prémio “Obra Escrita Original Green Project Awards”, com a apresentação do conceito “pay-as-you-throw”, uma inovadora proposta para a aplicação de um sistema de pagamento de deposição de resíduos que beneficia cidadãos que promovam a reciclagem de resíduos indiferenciados. O sistema PAYT já está a ser aplicado em diversas cidades europeias, com o sistema de Guimarães a assemelhar-se ao modelo belga. Guimarães passa a ser o primeiro município nacional onde o sistema é implementado.

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12 guimarães mais verde guimarães mais verde  13 Capital Verde Europeia 2016 Liubliana: exemplo de sustentabilidade A cidade impressionou o júri com as significativas transformações que tem vindo a operar nos últimos 15 anos. Guimarães visita Pontevedra Liubliana é a capital e o centro político, administrativo, cultural e económico da Eslovénia. É também a Capital Verde Europeia 2016, sucedendo a Bristol nesta caminhada europeia por um território mais sustentável. A cidade impressionou o júri com as significativas transformações que tem vindo a operar nos últimos 15 anos, em áreas como os transportes e a proteção das áreas verdes. Com 280 mil habitantes, a cidade foi no passado recente dominada pelos automóveis. Hoje, e fruto de uma acertada estratégia de política pública, o focus está assente no transporte público e nas redes pedonais e de ciclovias. Também ao nível do resíduos e da água Liubliana tem feito progressos assinaláveis. Atualmente, três quartos do território da cidade é composta por áreas verdes, onde se incluem zonas agrícolas, de água e de floresta. Só na última década foram plantadas mais de duas mil árvores, construídos cinco novos parques verdes e reabilitado o fundo do rio Sava, que banha a cidade. ··················································································································· ··················································································································· 20 projetos verdes ··················································································································· Nesta já longa caminhada de Liubliana rumo ao título de Capital Verde Europeia, a cidade ostenta com orgulho o desenvolvimento de 20 projetos que o município levou a cabo nos últimos anos e que mudaram a face do território. Projetos em áreas diversas, com dimensões diferentes, mas que em conjunto projetaram a cidade para uma dimensão de total consciência ambiental. Um desses projetos foi lançado em 2011. Trata-se do sistema urbano de partilha de bicicletas, que tem hoje 36 postos na cidade e um total de 306 bicicletas em uso. Um outro projeto de referencia é o cartão urbano de pagamento de transportes públicos, parques de estacionamento e aluguer de bicicletas. Funciona via smarthpone e venceu em 2014, em Londres, o primeiro prémio no MasterCard Transport Ticketing Awards. Mas a lista de projetos verdes é vasta e contempla áreas como a utilização de energia solar,a eficiência energética do centro histórico, a substituição de coberturas de amianto em escolas e jardins de infância, a criação de áreas verdes, a correcta e eficaz separação e tratamento de lixo, entre outros. A lista pode e deve ser consultada em http://www.ljubljana.si/en/green-capital/ green-merits/ ··················································································································· Experiência de Bristol ··················································································································· O presidente e vice-presidente do Município de Guimarães, e uma delegação da Unidade Operacional “Mobilidade e Transporte Local” da Estrutura de Missão da Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020, visitaram em novembro a cidade espanhola de Pontevedra. Premiada este ano pela ONU no âmbito da transformação efetuada na sua mobilidade urbana nos últimos anos, a cidade foi sendo adaptada com o objetivo de eliminar o trânsito automóvel no seu Centro Histórico. A reforma citadina permitiu melhorar a qualidade da vida urbana, ampliou o espaço público para a vida social, tornou o nível de acessibilidade universal e aumentou a segurança viária, num processo em que o cidadão passou a ter total prioridade. Outra das decisões tomadas foi a restrição da velocidade para os 30 quilómetros em toda a cidade e rede viária sob a alçada do Município. A medida, acompanhada pela limitação do uso do automóvel nas vias públicas do Centro, gerou a ordenação do tráfego e dos espaços públicos e a emissão anual de dióxido de carbono (CO2), por habitante, foi reduzida para meia tonelada. Atualmente, a população de Pontevedra tem sido a única a crescer na província galega como consequência da qualidade de vida que a cidade gera com a devolução do espaço público aos cidadãos. ··················································································································· Hoje, o focus está assente no transporte público e nas redes pedonais e de ciclovias. Mark Leach, coordenador do projeto de Bristol Capital Verde Europeia 2015 , esteve em Guimarães, no Laboratório da Paisagem, para uma reunião de trabalho. O encontro aconteceu durante o mês de novembro e serviu fundamentalmente para troca de experiências entre as candidaturas de Bristol e de Guimarães. Mark Leach reuniu com a Unidade de Missão da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia, apontando os aspetos essenciais para um projeto vencedor e a utilização de parcerias como forma de alavancar a mudança que se exige.

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14 guimarães mais verde guimarães mais verde  15 Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Guimarães apresenta bases para investimentos no quadro 2020 Na primeira edição do OP_Escolas foi lançado o desafio a todos os agrupamentos de escolas e às duas secundárias do concelho de Guimarães a apresentar ideias inovadoras nas Áreas do Ambiente e Sustentabilidade e também do Voluntariado e Solidariedade. Para esse efeito destinou-se uma verba global de 100 mil euros, correspondendo a um valor de 6.250 euros para cada um dos agrupamentos e secundárias, distribuída pelas propostas vencedoras no processo de votação que envolveu os alunos. Num período intenso de apresentação de propostas e de envolvimento da comunidade educativa foram recebidas um total de 50 propostas, 33 das quais elegíveis. A maioria das ideias apresentadas (28) enquadraram-se na área do Ambiente e Sustentabilidade, com ideias centradas em projetos de criação de hortas pedagógicas, espaços de criação de ervas aromáticas e intervenção e melhoria de zonas ajardinadas entre outros. Ainda no âmbito da temática ambiental, a substituição de iluminação no recinto escolar, por elementos de menor consumo energético, são também projetos emblemáticos para muitos dos alunos. Versando a área do Voluntariado e Solidariedade, surgiram propostas que pretendiam uma aposta na formação dos idosos e no apoio a estudantes institucionalizados, pela criação de diversas atividades com o intuito de envolver esses mesmos benificiários e conseguir dessa forma a sua participação mais ativa no seio da comunidade escolar. O elevado empenho e motivação da comunidade escolar neste processo, evidenciado pelo envolvimento na apresentação de propostas, traduz o sucesso desta iniciativa, e assegura o garante da aposta na área da educação como elemento fundamental para a melhoria da participação ativa, cidadania e consequente melhoria da qualidade de vida da população. Assim, a edição do OP_Escolas’16 perspetiva-se como uma ferramenta fundamental de intervenção cívica, ao nível da democracia participativa, para a população escolar e de impacto em toda a comunidade, contribuindo também desta forma para o envolvimento da população no desígnio da candidatura de Guimarães a Capital Capital Verde Europeia 2020. Relembre-se que esta iniciativa pretende afirmar-se como uma das componentes centrais da estratégia da Câmara Municipal de Guimarães no reforço do envolvimento das comunidades escolares nas dinâmicas de governação do concelho. O OP_Escolas visa reforçar a participação dos alunos e através dos seus contributos, apoiar os processos e tomadas de decisão que potenciem tornar a sua escola e o concelho de Guimarães um território sustentável ao nível ambiental e energético, assim como reforçar o Município como uma referência na área do voluntariado e da solidariedade. Excelência do ambiente urbano, reabilitação rigorosa, economia cultural e dimensão ambiental são as estratégias da cidade Planeamento. Esta é a chave para os novos investimentos municipais previstos no quadro orçamental 2014-2020. No âmbito das Estratégias Integradas de Desenvolvimento Territorial (EIDT), foi lançado um programa de apresentação de candidaturas de Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano (PEDU), com data de encerramento a 10 de setembro de 2015. O programa destina-se a Municípios dos centros urbanos de nível superior, previstos nos Programas Operacionais Norte, Centro, Lisboa e Alentejo, que, caso pretendam mobilizar para efeitos de financiamento as prioridades de investimento (PI) previstas no Eixo Urbano desses PO (mobilidade urbana sustentável, regeneração urbana ou regeneração urbana associada a comunidades desfavorecidas), deveriam elaborar um Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). No caso do Município de Guimarães, o plano agora apresentado encontra um suporte e um enquadramento alargado para as ações preconizadas: a reabilitação de parques industriais tendentes à valorização económica, a redução da emissão de gases com efeitos de estufa, a integração das áreas residenciais das comunidades desfavorecidas na vida da cidade, a criação de espaço público e comunitário são disso evidências cabais. Necessariamente coerentes, as pri - oridades de investimento correm atrás desta “excelência do ambiente urbano”, replicando-se e reinventando-se a herança e prática de Guimarães ao longo deste tempo longo da sua história, fazendo da reabilitação urbana rigorosa e identitária imagem de marca, consolidando a economia cultural como inata à própria vida da cidade e acrescentando-lhe uma dimensão ambiental. A classificação como património cultural da humanidade e a responsabilidade de ter sido “Capital Europeia da Cultura” reforçam a ambição de um dia ganhar o epíteto “Capital Verde Europeia”. Por forma a antecipar o futuro, naturalmente, a estratégia urbana e territorial não pode deixar de se focalizar e depender desta mesma realidade e visão: o Ambiente Urbano como suporte de excelência do território vimaranense. Cinco elementos estruturadores: 1. Pessoas, que remete de modo particular para a componente social; 2. Território, que remete para a componente material e edificada; 3. Modo como se movem as pessoas, que remete para a componente da mobilidade; 4.  Modo como se atua e transforma, que remete para a componente empresarial e económica; 5. Ambiente, que condiciona e resulta destes quatro elementos estruturadores.

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16 guimarães mais verde Guimarães promoveu candidatura a Capital Verde Europeia na Cimeira Mundial do Clima Uma delegação de Guimarães esteve no início de dezembro em Paris, na Cimeira Mundial do Clima (COP21), a promover a candidatura a Capital Verde Europeia. A presença de Guimarães neste evento internacional – onde se discutiram os novos acordos, compromissos e políticas no âmbito do clima e da sustentabilidade – foi uma excelente oportunidade para a Câmara Municipal dar a conhecer as mudanças que estão a ser realizadas no seu território, estabelecer parcerias e partilha de boas práticas com outras cidades e empresas ligadas ao setor. Ao mesmo tempo, a presença na COP21 permitiu consolidar e integrar redes de cooperação com instituições que são fundamentais para o processo de candidatura de Guimarães. A cidade francesa acolheu, ainda, o Fórum da Inovação Sustentável, no qual a delegação vimaranense aproveitou a presença do novo Ministro da Ciência e Tecnologia, Manuel Heitor, para dar a conhecer o trabalho que Guimarães tem desenvolvido ao nível da inovação sustentável, das cidades inteligentes e da educação ambiental. Seminário Internacional sobre Ambiente Durante o mês de janeiro de 2016 decorre em Guimarães a segunda reunião promovida no âmbito das ações preparatórias da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. A presença em Portugal dos vários elementos do Comité de Aconselhamento Externo, presidido pelo professor Mohan Munasinghe, permitirá ainda a realização de um Seminário Internacional, a 25 de janeiro, onde participarão individualidades ligadas ao setor empresarial e à Universidade do Minho e cujo tema é “Guimarães: como construir uma Cidade Verde”. O objetivo é refletirem, em conjunto, sobre os problemas ambientais que as cidades estão a enfrentar e avançar com propostas efetivas que contribuam para a sustentabilidade ambiental. Veja o vídeo de apresentação: www.cm-guimaraes.pt/guimaraesmaisverde

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