Guimarães mais verde #2

 

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Newsletter Guimarães mais verde #2

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eco-revista #02 SETEMBRO 2015 Esta revista é uma publicação da Câmara Municipal de Guimarães. Trimestral, de distribuição gratuita, acompanhará o processo de candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020. Resultados do Inquérito ambiental Autarquia investe em Academia de Ginástica Guimarães visita Bristol e Bruxelas Mohan Munasinghe em entrevista: Guimarães pode ser um exemplo para o mundo

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2 guimarães mais verde Nota Introdutoria Tem nas mãos a segunda edição da eco-revista “Guimarães Mais Verde”, uma publicação da autarquia de Guimarães, e que acompanha a candidatura do município a Capital Verde Europeia 2020. Aqui encontrará as últimas novidades ambientais do concelho e ficará a par do esforço recente na identificação de boas práticas internacionais, como é o caso de Bristol. Nesta edição, não deve perder a entrevista exclusiva a Mohan Munasinghe. O Prémio Nobel da Paz 2007 está otimista no caminho a percorrer por Guimarães e acredita que a cidade pode influenciar positivamente milhares de outras cidades por todo o mundo. Curioso é o resultado do inquérito ambiental realizado em maio deste ano. O questionário focou diferentes aspetos do quotidiano, como a poupança de água e de energia e a gestão do lixo doméstico, e os resultados não deixam de ser surpreendentes. Por fim, descubra o que vai nascer em breve junto ao Parque da Cidade. Um importante ativo que, certamente, marcará o futuro desportivo de Guimarães. Boa leitura! Econotícias Guimarães Mais Verde Inquérito Ambiental Entrevista a Mohan Munasinghe Programa Pegadas Guimarães representa ANMP Boas práticas internacionais Academia de Ginástica Semana da Mobilidade 03 04 06 08 10 11 12 14 16 Ficha Técnica: propriedade Câmara Municipal de Guimarães / periodicidade trimestral / tiragem 20.000 exemplares edição e design Central de Informação / impressão Gráfica Ideal de Guimarães / papel Munken Pure / distribuição gratuita (O papel Munken Pure é produzido de acordo a certificação FSC - Forest Stewardship Council. O FSC é um dos selos florestais mais reconhecidos em todo o mundo. Trata-se de uma garantia de origem que assegura a exploração florestal de forma responsável. Criado em 1993 na Alemanha, por várias instituições internacionais, o FSC tem como objetivo estabelecer princípios e critérios para conciliar a exploração da floresta e a conservação dos seus recursos).

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guimarães mais verde  3 Polícia Municipal com mobilidade ecológica Um motociclo elétrico e duas bicicletas são os mais recentes reforços da Polícia Municipal de Guimarães que, a partir de agora, conta com esta ciclopatrulha para reforçar a vigilância da cidade. Além de aumentar a mobilidade em zonas de maior afluência de pessoas, este investimento da Câmara de Guimarães é uma aposta ecológica que reflete as mensagens de consciencialização e responsabilidade ambiental adotadas pela cidade. A ciclopatrulha funcionará diariamente – sempre que as condições climatéricas o permitam – com especial enfoque em zonas verdes, como os Parques de Lazer, a Horta Pedagógica, o Caminho Real e Creixomil. A ecopista da cidade, o Centro Histórico e os principais monumentos serão, também, algumas das zonas controladas pela nova patrulha. A escolha de alternativas de mobilidade elétrica reduz não só os níveis de poluição mas, também, os custos de manutenção, uma vez que não existe a necessidade de substituir elementos como filtros, óleos ou correias. Este investimento em opções de mobilidade sustentável é um de vários passos do Município de Guimarães que, daqui em diante, apostará em meios de transporte mais amigos do ambiente. Festas Gualterianas mais verdes Tornar as Festas Gualterianas mais verdes. Esta foi a proposta da Câmara Municipal de Guimarães que – juntamente com a Resinorte, a Vitrus e a cooperativa a Oficina – promoveu uma campanha de sensibilização junto dos concessionários que, como já é tradição, ocupam entre o final de julho e início de agosto o Parque das Hortas com divertimentos e negócios de restauração. Além da sensibilização para uma correta triagem do lixo, foram instalados cinco ecopontos extra para garantir a separação dos resíduos Os comerciantes do setor da restauração receberam, ainda, 50 miniecopontos que funcionaram como contentores temporários para, posteriormente, facilitar o transporte para os ecopontos. Uma aposta ganha!

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4 guimarães mais verde Guimarães em torno de um objetivo comum Conta Comigo é a frase-chave de uma campanha que envolve os cidadãos. Uma flor é a imagem que vai acompanhar a candidatura vimaranense numa espécie de convite à participação de todos. Comemorando o Dia Mundial do Ambiente, a Câmara Municipal de Guimarães apresentou a 5 de junho, no Centro Cultural Vila Flor, as linhas orientadoras do seu programa de candidatura a Capital Verde Europeia a formalizar em 2017. A sessão contou com as presenças do Prémio Nobel da Paz 2007 e presidente do Comité Externo de Aconselhamento da candidatura vimaranense, Mohan Munasinghe, do Reitor da Universidade do Minho, António M. Cunha, do presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, entre outras individualidades. Domingos Bragança destacou os pontos essenciais desta caminhada: “Em parceria com a Universidade do Minho, desejo um concelho de Guimarães verde, ecológico, onde todos os nossos projetos são pensados tendo em conta este desígnio. O maior investimento é o da envolvência das pessoas. Quero que os vimaranenses se envolvam no objetivo de termos um território verde, que tenham uma forte consciência e inteligência ecológica e que sejam os primeiros cuidadores do nosso ambiente, da biosfera de Guimarães. As cidades de futuro são as que se preocupam com a natureza”. Já o Reitor António M. Cunha agradeceu a forma como a Universidade do Minho foi cooptada para este projeto e manifestou o seu “compromisso pessoal e institucional” em relação à candidatura de Guimarães: “Aquilo que nos deve unir é todo um caminho, é toda uma agenda para melhorar a sustentabilidade do Município, tornar a cidade mais verde e alterar comportamentos para construir um futuro melhor para o ambiente e melhor para as pessoas”. ················································································································ 12 requisitos fundamentais ················································································································ Nos próximos dois anos, as equipas operacionais farão o seu trabalho de implementação de boas práticas ambientais identificadas no plano global de ação e, em 2017, será formalizada a candidatura de Guimarães cujo processo exige o cumprimento de 12 áreas de indicadores: Alterações climáticas: mitigação e adaptação; Transporte local; Áreas urbanas verdes incorporando uso sustentável do solo; Natureza e biodiversidade; Qualidade do ar ambiente; Qualidade do ambiente acústico; Produção e gestão de resíduos sólidos; Gestão da água; Tratamento de águas residuais; Ecoinovação e emprego sustentável; Desempenho energético; e Gestão ambiental integrada. Até ao momento, a cidade sueca de Estocolmo (2010), a alemã Hamburgo (2011), a espanhola Vitoria-Gasteiz (2012), a francesa Nantes (2013), a dinamarquesa Copenhaga (2014) e a inglesa Bristol (2015) foram as Capitais Verdes Europeias eleitas, estando a eslovena Ljubljana já escolhida para 2016. O Prémio Capital Verde Europeia (“European Green Capital Award”) nasceu da vontade de 15 cidades europeias em estimular e reconhecer as boas práticas ambientais, o que resultou num memorando de entendimento que serve atualmente de referência às cidades candidatas e que foi acolhido pela Comissão Europeia, enquadrando-se no âmbito das políticas para um planeamento urbano sustentável.

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guimarães mais verde  5 Comité Externo de Aconselhamento discute Plano de Ação Também a 5 de junho, mas durante a tarde e no Laboratório da Paisagem, realizou-se a reunião do Comité Externo de Aconselhamento de apoio à candidatura de Guimarães. A reunião foi presidida pelo Prof. Mohan Munasinghe e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, do Reitor da Universidade do Minho, dos vários membros do Comité Executivo e dos seguintes membros do Comité Externo de Aconselhamento: Mauro Agnoletti, Jane Carruthers, Will Wynn, Vincenzo Riso, Estelita Vaz, João Monteiro, Helena Sousa, José Pacheco e Lígia Pinto. Durante a reunião foi apresentado pelo Comité Executivo o Plano de Ação delineado pelas várias Unidades Operacionais e que sustentará o processo de preparação da candidatura. O Plano foi objeto de reflexão crítica por parte de todos os intervenientes, que destacaram a ambição que o norteia e o seu alto grau de exequibilidade.

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6 guimarães mais verde Guimarães e o meio ambiente: inquérito à população Durante o mês de maio a autarquia, juntamente com a Escola de Ciências da Universidade do Minho, levou a cabo um inquérito ambiental junto da população do concelho num trabalho realizado no âmbito da Licenciatura em Estatística Aplicada Resíduos ² ² ² 72,6% faz separação de resíudos 90% está satisfeito com o serviço de recolha 64,3% tem um ecoponto a menos de 200 m de casa Eficiência Energética ² ² 52% desliga os electrodomésticos da tomada quando não utiliza 88,1% desliga as luzes quando sai de uma divisão de casa Água e Saneamento ² ² ² 84,7% está ligado à rede pública de abastecimento 53,5% bebe água da torneira 85,7% está ligado à rede de esgotos

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guimarães mais verde  7 No âmbito de processo que conduzirá à candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia em 2020, a autarquia vimaranense levou a cabo – durante o mês de abril de 2015 – um inquérito alargado à população. No total foram inquiridas 804 pessoas de Ronfe, Brito, Serzedelo, Caldelas, Ponte, Selho S. Jorge, Moreira, S. Torcato, Lordelo e da União de Freguesias de Oliveira do Castelo, S. Paio e S. Sebastião. Os estratos foram definidos de acordo com os dados dos Censos 2011, tendo sido considerado o número de pessoas por faixa etária: 54,7% entre os 30 e os 59 anos; 24,3% com mais de 59 anos; e 21% entre os 16 e os 29. Procurou-se que a mostra fosse equilibrada no que respeita à distribuição por género. Meio de transporte ² ² ² 50,9% utiliza habitualmente o automóvel 53,1% utilizaria bicicleta se existisse uma rede de ciclovias 25,8% usa modos suaves nas deslocações (bicicleta + pedonal) Ruído ² ² 37,4% Empresas ² considera o seu local de residência ruidoso 68,9% aponta o trânsito como a principal fonte de ruído 49,7% 91,9% acha que Guimarães se deve candidatar a Capital Verde Europeia refere que a empresa onde trabalha tem preocupações ambientais ²

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Entrevista Mohan Munasinghe Economista, Prémio Nobel da Paz 2017 “Guimarães pode ser um exemplo para o mundo” Mohan Munasinghe lidera o Comité Externo de Acompanhamento da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. O Prémio Nobel da Paz em 2007 considera que Guimarães pode influenciar positivamente 10 milhões de cidades de pequena e média dimensão por todo o mundo. Como avalia a importância do título Capital Verde Europeia? Como vê a candidatura de Guimarães? É um reconhecimento importante. Não só a nível europeu mas também numa perspectiva global. A boa notoriedade gerada pelo título é muito importante – especialmente para uma cidade mais pequena como Guimarães. Isto transformará a cidade num exemplo para 10 milhões de cidades de pequena e média dimensão por todo o mundo. Temos boas hipóteses. Em edições anteriores, os vencedores foram, quase sempre, grandes cidades – Guimarães será um bom contraste. Até agora, a cidade já completou muitas iniciativas de sustentabilidade e já se comprometeu com muitas outras. Existe uma excelente harmonia entre o ambiente, a economia e os aspetos sociais e isso “Guimarães já foi Capital Europeia da Cultura e é, hoje, um excelente exemplo de causas sociais e de uma boa liderança”

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guimarães mais verde  9 torna-a no exemplo perfeito para milhares de outras cidades. Guimarães já foi Capital Europeia da Cultura e é, hoje, um excelente exemplo de causas sociais e de uma boa liderança. Sente que as novas gerações estão mais sensíveis ao tema Ambiente? Espero que sim. São essas gerações que vão ter de enfrentar os problemas sérios que ameaçam o ambiente e assegurar soluções inovadoras. Quais os maiores desafios que as cidades modernas enfrentam em questões ambientais? O trânsito é um dos maiores problemas e representa custos bastante elevados – 1% do PIB na Europa, por exemplo. Prevê-se, também, que a poluição do ar cresça de tal forma que, em 2050, se torne a principal causa de morte prematura por questões ambientais. Os altos e ineficientes consumos de energia também podem ser um problema. As cidades estão a usar grande parte dos recursos do planeta. Numa perspectiva mais económica, os custos sociais também podem ser um desafio. Estes custos incluem segurança nas estradas e os problemas de saúde causados pela baixa atividade física. Finalmente, as cidades, o nosso novo e principal habitat, têm contribuído para o aquecimento do clima. Ainda vamos a tempo de reverter a degradação do ambiente a nível global? Há ainda diferenças substanciais do norte para o sul da Europa? Em muitos casos ainda vamos a tempo de implementar algumas soluções. Já sabemos o suficiente para resolver não só as questões ambientais mas também combater a pobreza, a fome e a doença. Todas essas questões estão ligadas e, por isso, precisamos de soluções interligadas que permitam resolver vários problemas em simultâneo. Isto pode ser feito. Em 1992, apresentei na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), no Rio de Janeiro, o método Sustainomics, que permite encontrar soluções práticas e que está a começar a ser aplicado em vários países e cidades. Em muitos casos, há apenas falta de vontade política. Guimarães pode, neste capítulo, ser um exemplo para o mundo. “Prevê-se que a poluição do ar cresça de tal forma que, em 2050, se torne a principal causa de morte prematura por questões ambientais” Sim e não. O norte da Europa é mais próspero e industrializado. No entanto, existem muitas semelhanças e problemas comuns. Em ambos os casos, os líderes devem encontrar soluções que permitam superar as barreiras geopolíticas tendo, sempre, em consideração o contexto local. Política e cidadania: é possível a implementação de boas práticas ambientais sem esta equação? Uma boa liderança e cidadania são essenciais – Guimarães tem estas duas qualidades. Todos os envolvidos – o governo, a população e a economia local – estão a trabalhar juntos para atingir esse objetivo. Uma cidade verde, além de bem gerida e de assentar em fundamentos democráticos, necessita de reunir alguns requisitos essenciais. É necessário garantir a qualidade da água que bebemos e do ar que respiramos. Temos de nos tornar eficientes e sustentáveis – sermos mais verdes.

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10 guimarães mais verde Programa Pegadas Caminhar para um futuro mais verde Programa transversal incentiva à mudança de paradigma nos comportamentos da comunidade, com base em práticas assentes em princípios ecologicamente sustentáveis O Município de Guimarães apresentou no final de maio o programa “Pegadas”, programa de educação ambiental que tem como principal objetivo educar e sensibilizar a comunidade educativa para a defesa do ambiente e para as políticas de desenvolvimento ecossustentável, reduzindo a pegada ecológica provocada pela emissão de carbono para a atmosfera. O teor deste programa transversal incentiva à mudança de paradigma nos comportamentos e modo de estar da comunidade, com base em práticas comunitárias assentes em princípios ecologicamente sustentáveis, no âmbito da estratégia concelhia para o desenvolvimento e promoção de políticas amigas do ambiente, ecológicas e inclusivas. Os resíduos, a energia, a água, o ar, o ruído, a mobilidade, a floresta e a biodiversidade são alguns dos temas que serão tratados por todas as escolas de ensino público e privado do concelho. Como objetivos específicos, o Programa deverá ser transversal em termos de temáticas para o ambiente e a sustentabilidade; ser inclusivo em termos de comunidade educativa; ser abrangente em termos de parcerias e outros programas conexos, como por exemplo o eco-escolas; ser agregador e impulsionador de comportamentos e práticas ecológicas; contribuir para a mudança de paradigma e atitudes quotidianas da comunidade; contribuir para a mobilização de pessoas e entidades públicas e privadas; promover o conceito de concelho ecológico e sustentável; criar uma ligação próxima com o património, material e imaterial, cultural e turístico de Guimarães; e contribuir para os objectivos da Agenda 2020. Mais informações em www.cm-guimaraes.pt/pegadas. Ações exemplo: ≥ C riação de Brigadas do Ambiente nas Escolas, passando por um registo municipal; ≥ Organização de atividades de sensibilização e consciencialização ambiental; ≥ O rganização de concursos de ideias nas mais  diversas áreas (mascote ecolino; fotografia, desenho, projetos, etc); ≥ O rganização de Campos de Férias Ecológicas, Ecossustentáveis ou Ambientais; ≥ Organização de um Eco-Parlamento; ≥ Organização de ações de Formação para Educadores na área do Ambiente; ≥ Organização de atividades com objetivos de redução de consumos e poupança de recursos (energia, água, resíduos, etc); ≥ O rganização de atividades de mapeamento  ambiental, através do registo de espécies ao nível da flora e fauna; ≥ O rganização de atividades de levantamento de dados ao nível do ambiente urbano; ≥ L igação aos projetos e atividades do Programa  Eco-Escolas e com todos os outros similares na área da energia, proteção civil, agricultura, resíduos, etc. ≥ Criação de um prémio à(s) escola(s) mais ecossustentável (estabelecer critérios e regulamento para concurso); ≥ Atribuição de prémio de mérito ao melhor aluno de Biologia (Secundário) ou Ciências da Natureza (Básico); ≥ Criação de um protocolo específico entre a CMG e a Escola de Ciências e de Engenharia da UM, com intuito de criar uma maior proximidade entre os alunos do secundário e os cursos na área ambiental; ≥ Envolvimento dos Seniores 65+ no PEGADAS; ≥ Organização de uma Feira/Festa do Ambiente no final de cada ano letivo; ≥ Comemoração dos dias temáticos; ≥ Desenvolvimento de parcerias locais para a criação de atividades artísticas, sociais e desportivas, ligadas ao ambiente e desenvolvimento sustentável (Ex: Peça de Teatro, Espetáculos de Dança, Atividades Desportivas, Percursos Pedestres, Oficinas de reciclagem de materiais e equipamentos; etc).

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guimarães mais verde  11 Guimarães representa ANMP na Coligação para o Crescimento Verde A representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses na Coligação para o Crescimento Verde, criada pela Resolução do Conselho de Ministros 28/2015 de 30 de abril, é assegurada desde junho deste ano pelo presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança. A escolha prende-se com o esforço de Guimarães na criação de um território indutor de políticas ambientalmente sustentáveis e pelo objetivo em torno da candidatura a Capital Verde Europeia 2020. Escolha prende-se com o esforço do município na criação de um território indutor de políticas ambientalmente sustentáveis O Compromisso para o Crescimento Verde, do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, fixa 13 objetivos quantificados para 2020 e 2030. São eles: 1 2 3 4 5 6 7 aumentar o VAB “verde” 3000 milhões de euros em 2020 e 5 100 milhões de euros em 2030 incrementar as exportações “verdes” 700 milhões de euros em 2020 e 1200 milhões de euros em 2030 criar postos de trabalho “verdes” 95 000 pessoas ao serviço em 2020 e 140 000 pessoas ao serviço em 2030 aumentar a produtividade dos materiais 0.98 em 2020 e 1.19 em 2030 (assegurando o objetivo europeu de crescimento de 30% até 2030) privilegiar a reabilitação urbana 17% das obras novas em 2020; 23% das obras novas em 2030 aumentar a eficiência energética intensidade energética: 134 tep/M€ PIB em 2020 e 107 tep/M€ PIB em 2030 aumentar a eficiência hídrica máximo de 25% de água não faturada no total da água colocada na rede em 2020 e 20% em 2030 8 9 reduzir as emissões de CO2 entre 68 e 72 Mt CO2 em 2020 e entre 54 e 60 Mt CO2 em 2030, contingente a interligações reforçar o peso das energias renováveis peso de 31% no consumo final de energia em 2020 e 40% em 2030 o estado das massas de água 10 melhorar 72% das massas de água passar de qualidade “Inferior a Boa” a “Boa ou Superior” em 2020 e 100% em 2030 11 aumentar a incorporação de resíduos na economia 68% em 2020 e 87% em 2030 a qualidade do ar 12 melhorar máximo de 9 dias com IQAR – Índice de Qualidade do Ar “fraco” e “mau” em 2020 e máximo de 2 dias em 2030 a biodiversidade 13 valorizar 126 espécies e 96 habitats com estado de conservação “favorável” estabelecido por região biogeográfica em 2020 e 158 espécies e 144 habitats em 2030 Para além destes 13 objetivos quantificados para 2020 e 2030, o Compromisso para o Crescimento Verde formula 83 iniciativas repartidas por 10 setores (água; resíduos; agricultura e floresta; energia; transportes; indústria extrativa e transformadora; biodiversidade e serviços dos ecossistemas; cidades e território; mar; e turismo) e seis catalisadores (financiamento; promoção internacional; fiscalidade; inovação; informação; e contratação pública).

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12 guimarães mais verde Ambiente Guimarães visita boas práticas internacionais Viagens a Bristol, atual Capital Verde Europeia, e a Bruxelas inserem-se na estratégia de identificação de boas práticas para a preparação da candidatura. Já a trabalhar na futura candidatura a Capital Verde Europeia 2020, Guimarães tem apostado num conjunto de visitas internacionais. Exemplo disso mesmo foi a visita que efetuou em junho a Bristol, atual Capital Verde Europeia. Durante a visita, os representantes vimaranenses analisaram dinâmicas que a cidade inglesa adoptou quando se candidatou ao título, informações importantes para tornar Guimarães um exemplo de cidade verde. Guimarães teve, ainda, oportunidade de reunir com parte da equipa responsável pela Capital Verde 2015 e de conhecer algumas das áreas da cidade onde mais se destacou a mudança de paradigma. Guimarães marcou presença, ainda, na cerimónia de atribuição da entrega do título de Capital Verde Europeia 2016 a Ljubljana. Ainda no âmbito das visitas internacionais, Guimarães teve oportunidade de participar em Bruxelas num workshop de preparação para cidades candidatas ao galardão de Capital Verde Europeia. Os benefícios de ser Capital Verde Europeia, a partilha de boas práticas na Europa e o processo de candidatura ao prémio foram alguns dos temas analisados durante a iniciativa. O workshop contou com a intervenção de Mark Leach, membro do conselho da Capital Verde Europeia 2015, que partilhou com os participantes a sua experiência na Capital Verde Europeia. Nos próximos meses o trabalho de identificação de boas práticas ambientais prossegue, sendo que neste capítulo Guimarães pode e deve receber autarcas e técnicos ambientais de outros países e continentes, revelando os seus desafios e algumas das soluções encontradas. Os problemas ambientais a nível mundial são muitas vezes semelhantes, pelo que a procura de soluções já testadas reduz em grande escala o tempo de implementação. Lixo, energia, trânsito, água, mobilidade e tantos outros vetores são questões que mobilizam milhões de profissionais no mundo inteiro, na busca de soluções viáveis e eficazes. É também isso que Guimarãrães deve apreender e partilhar.

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guimarães mais verde  13 Sobre Bristol Bristol, atual Capital Verde Europeia, é a primeira cidade do Reino Unido a conquistar este título. A justificar o galardão, e mais importante do que desenvolver planos para o futuro, a cidade acredita que a fórmula para o sucesso se prende com o envolvimento da comunidade num esforço coletivo: tornar Bristol a melhor cidade para se viver na Grã-Bretanha. Com uma população de 433 mil habitantes, Bristol é hoje a sexta cidade mais populosa de Inglaterra e a oitava do Reino Unido. A cidade tem vindo a destacar-se pelos esforços ambientais ao longo dos últimos 40 anos, sendo hoje um exemplo em áreas tão diversas como poupança de energia doméstica, transportes pouco poluentes, rede de ciclovias, redução de lixo e aumento da qualidade de vida em geral. Uma cidade a visitar!

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14 guimarães mais verde Academia de Ginástica vai nascer no Parque da Cidade O projeto será praticamente autossustentável do ponto de vista energético e promete condições de excelência para a prática desportiva. A Quinta do Outeiro, no topo do Parque da Cidade de Guimarães, está prestes a ganhar uma nova vida. Brevemente, no terreno começará a transformação que dará origem a uma academia onde a ginástica – uma das modalidades-mãe do desporto – será a atividade central. Além de criar as condições necessárias para a prática organizada da modalidade e de promover a prática do desporto, o projeto promete contribuir para o dinamismo da área que, atualmente, tem pouca vida urbana. Além da vertente desportiva, o edifício abre portas a uma possível transformação da área envolvente. Um skatepark e negócios da área da restauração são dois dos possíveis projetos que podem, brevemente, ser incorporados no espaço e que, sem a construção da academia, não seriam viáveis. Na perspetiva arquitetónica, por se anexar ao Parque da Cidade, este investimento promete tornar-se um ícone de referência para a cidade, valorizando e qualificando a paisagem do concelho. O arranque deste projeto está previsto para 2016 e pretende, ainda, apresentar-se como um exemplo que possa ser replicado noutras ações, criando um equilíbrio entre espaços de construção e os espaços verdes. Refira-se ainda que o projeto arquitetónico respeitará todas as preocupações ambientais e garante que o edifício seja praticamente autossustentável do ponto de vista energético. Um bom exemplo nesta longa caminhada verde de Guimarães.

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