Revista Empresário Digital - Edição 164

 

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Revista Empresário Digital - Edição 164

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carta ao leitor H Repense seu negócio – e sua noção de como lidar com a crise CAPA Entregando valor no marketing direto á cerca de dez anos, talvez o nosso maior sonho como cidadãos era o de ver políticos corruptos condenados e que nossa voz tivesse eco para os eleitos pensassem muito antes de fazer o que bem entendem com o nosso dinheiro. O mesmo acontece com o eco dos clientes nas redes sociais para expressar o que realmente esperam de uma marca. Então, vamos refletir sobre o que chamamos de crise. Tudo o que vem acontecendo na política, e no relacionamento entre clientes e marcas, é uma mudança significativa, “um sonho”, como bem disse Mariano Gomide, CEO da Vtex, uma das mais respeitadas plataformas de e-commerce. E aí vai uma diferença grande do que entendemos por crise. Crise de verdade talvez seja quando nada mais temos a fazer diante do infortúnio, da devastação total, como aconteceu na Alemanha, ao final da Segunda Guerra Mundial. Para o especialista Brian Tracy, o cliente talvez não queira mais comprar os nossos produtos, no formato em que sempre foram comercializados. Em vez de comprar, talvez agora queira apenas pagar pelo uso – como acontece no Uber, cuja demanda já ultrapassa 1 milhão de corridas por mês. A publicidade digital cresce a passos largos, ainda que os resultados sejam contraditórios para muitos que ainda se apegam à aquisição de “likes”. Mas criar relacionamento com potenciais clientes, sem o uso de uma boa tecnologia, gera dúvidas se as empresas de fato conhecem o mercado em que atuam. Medir a participação e o posicionamento tem se tornado uma tarefa árdua. Agimos, reagimos e esquecemos de pensar o negócio. Vemos um enorme desperdício de energia e dinheiro por gente que quer fazer mais com menos. Gente que encara a fase como uma crise acirrada, e deixa de investir, esperando pelo momento em que esses tempos difíceis passem. Será que essa é a melhor alternativa agora? Eu também cheguei a acreditar que esse momento de baixa fosse uma crise cíclica. Mas me questiono se o que essas pessoas e empresas apresentam não é, na verdade, uma resistência férrea diante da necessidade de mudança. Os cenários mudam, continuarão mudando (a única certeza é a mudança), e precisamos nos reinventar, investir para que haja inovação e assertividade nas tomadas de decisão. Os grandes grupos de digital já olham para o mundo offline das lojas como uma tática para entregar resultados, e os modelos de publicidade se reinventam para atender à exposição da marca com estratégias de “branding”. O desafio é inserir as nossas empresas no conceito “Omnichanel” e aumentar a percepção para o que realmente importa. Os novos tempos exigem uma reflexão com dose de coragem para investir naquilo que vale a pena – e fechar aquilo que não mais faz sentido. Então, que tal começar esse entendimento com uma história sobre o uso do marketing direto como ferramenta de relacionamento? Imagine mapear quem seria o seu cliente ideal, descobrir onde ele está e entregar uma proposta de valor ou promoção... Nesta edição, tenho o prazer de apresentar a entrevista com Pedro Henrique Camiloti, da Laborprint. Ele fez um investimento significativo em tecnologia digital de impressão, mas antes pensou em como explorá-la para entregar uma vantagem competitiva real para seus clientes. Mostrou que, com um propósito sólido e baseado numa estratégia definida, não há momento ruim para investimentos. Frequentemente, são eles que transformam uma “crise” em oportunidades, evolução e cases de sucesso. Como você vai poder conferir em nossa matéria de capa. Pág. 24 4 Serigrafia 6 Processo  8 Impressão 10 Industrial  12 Gestão de Pessoas 14 Impressão 3D 16 Out of Home 18 Digital 20 Direito 22 Cores 30 Vtex Day 32 Lucro 34 Sala Vip 36 Criatividade Avenida Paulista, 1079 • 8º andar Bela Vista • São Paulo/SP • Brasil Fone/Fax: (11) 2787-6386 www.serinews.com.br Publisher: Marco Marcelino {44.446} mmarcelino@serinews.com.br Gerente Editorial: Jorge Luiz Mussolin {15.978} jmussolin@serinews.com.br Jornalista: Alexandre Carvalho {44.252} alecarvalho@serinews.com.br Redação: Bruna Costa - bcosta@serinews.com.br Design: Patricia Barboni patricia@be-erredesign.com.br Foto de Capa: Yuri Mine As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião da editora. As fotos publicadas têm caráter de informação e ilustração das matérias. Os direitos das marcas são reservados aos seus titulares. As matérias aqui apresentadas podem ser reproduzidas mediante prévia consulta por escrito à Editora. O não cumprimento dessa determinação sujeitará o infrator as penalidades previstas na Lei de Direitos Autorais. (Lei 9.610/98). Marco Marcelino, diretor editorial Twitter do editor: @marco_marcelino Twitter da revista: @revista_ESD www.empresariodigital.com.br (notícias todos os dias) empresariodigital.com.br • 3

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s serigrafia Por Ary Luiz Bon O USO DE INKJET COMO CTS existiam as de jato contínuo de tinta, usadas exclusivamente na marcação de embalagens). E, eventualmente, começaram as buscas por pré-impressão ainda mais barata para serigrafia e outras. Desenvolvimentos no projeto de retículas reduziram significativamente as limitações de resolução para aplicações do tipo (ainda hoje subutilizados). empre que “espiei” as novas tecnologias, procurei relacionar as inovações com a máxima de R. Buckminister Fuller que diz “a real engenharia é conseguir fazer mais com menos, mais barato e melhor”. Bem, infelizmente, esta não tem sido a regra para as inovações das artes gráficas. História (mais ou menos) recente da pré-impressão “filmless” “Avanços” serigráficos 1- Quando surgiram “filmes rápido acesso”, o objetivo era automatizar a produção de filmes, (processless?), viabilizando reveladoras mecanizadas, mas ao custo da densidade dos fotolitos. Durante um bom período se conviveu com mais produtividade, mas com qualidade pior. 2- Quando vieram as Klishographs o objetivo era produzir cilindros rotográficos sem processamento químico. Mas as suaves nuances das excelentes reproduções fotográficas que se obtinham de um cilindro gravado no processo fotoquímico foram literalmente para o espaço. Muitos anos depois, e o formato das células ainda não permite altas luzes bem limpas na roto. 3- Seguindo a tendência, vieram imagesetters com reveladoras integradas e toda uma tecnologia digital (antes empregada nos scanners) disseminadas em estações de trabalho de custo menor. Palmas para o Steve Jobs neste quesito - ele não topava abrir mão da qualidade (por isso Apple não é tão popular quanto o resto). 4- A Apple resolveu criar a “laserWriter” - uma impressora digital direta que imediatamente (inadvertidamente) se converteu em: “imagesetter”. A resolução de 600 se prestava para retículas grossas como a de impressão em jornal. Daí os serígrafos passarem a usar impressão laser em papel vegetal (ahhhrghh!!). De qualquer forma, o mercado de impressoras a laser floresceu, e se tornou “opção” de baixo custo para pré-impressão de serigrafia (com prejuízo das tonalidades claras das fotos e da definição dos traços). 5- Depois disso, surgiram as impressões jato de tinta de gota por demanda (já No lado mais “pobre” (financeiramente falando) das artes gráficas tradicionais, encontramos a serigrafia. Não, não quero dizer que seja atrasada tecnologicamente. Falo apenas da questão da capacidade de investimento da indústria serigráfica como um todo. As artes gráficas representam um mercado (ou indústria) muito pulverizado, e a indústria da serigrafia traduz isso de forma mais exacerbada, representando uma parcela significativa na economia informal. Neste cenário, os chamados “avanços” têm outro uma conotação diferente. Empresas com um pouco mais de capacidade de investimento compram Screensetters (CTS). Quem não tem essa capacidade de investimento usa uma inkjet de sinalização ou de mesa para imprimir em mídia transparente para gerar positivos e fotografar telas. Mas, isto é o trivial hoje. Não vou nem comentar os casos que tenho visto onde se tenta usar papel comum e impregnar com azeite para tornar “mais transparente”. Não vou condenar, mas apenas sugerir que obtenham óleo queimado descartado nos postos de gasolina, para assim gastar menos ainda, e esperando que não tonalize muito o fundo. Agora, brincadeiras à parte, faz muita falta uma certa noção de orçamentação e custos. Aos que se curvam às práticas de preço, digo que há uma proporcionalidade entre o quanto se abaixa a cabeça e o quanto o traseiro fica em evidência. A chave está na reticulação Não existe uma solução em busca de problemas. Ou seja, se um equipamento é destinado a uma aplicação, o projeto deste tem que levar em conta as especificações da referida aplicação. Entram os processadores de imagem com características voltadas para a reticulação adequada à aplicação. Controlar e compensar retículas para reproduzir altas luzes na serigrafia vai um pouco além de mesclar um bitmap nos canais de cor do Photoshop. O leitor deveria pelo menos testar só para sentir o “gostinho”. Pessoalmente, gosto do Wasatch, pois acho as retículas híbridas da versão SP de excelente controlabilidade e o preço é uma fração do que se pagaria em uma Kodak Stacatto, uma Agfa CrystalRaster, ou mesmo uma Barco Samba Screen. Ainda assim, 3K USD representa um investimento significativo para o serígrafo mortal comum. Outros RIPs têm recursos de reticulação quando a empresa criadora visa aplicações de pré-impressão, mas poucas apresentam recursos para compensar a compressão tonal além da calibração (linearização). Mesmo RIPS dedicados à serigrafia, como o Fast Rip ou o AccuRip, oferecem bons controles de linearização, sobre reticulas padrão (a limitação de uma retícula padrão é a resolução impressa na mídia escolhida). Dentre as opções de baixo custo, ainda não testei o Icefields (Isisimaging), software canadense que aparentemente oferece controle muito fino de todas as faixas tonais em canais separados, e com foco na reprodução fotográfica perfeita para inkjets. Uma opção de custo zero é a instalação dos freewares Ghostscript (reticulação), Gimp (processamento imagem) e Gutemprint (driver inkjet), que tem sido usado pelos serígrafos do T-shirt Forum norte-americano. São boas novas, imprimindo transparências ou direto na tela. 4 • empresariodigital.com.br

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processo Por Rafael Roan Embaplan aborda mitos e verdades sobre Sublimação 7. O papel transfer sublimático é um dos itens básicos para o processo. O que você sabe sobre o processo de sublimação? Este é um método utilizado para estampar diversos produtos, principalmente camisetas. É muito utilizado na área de moda, no setor de brindes e também pode trazer resultados de qualidade para diferentes fins. Para deixar o processo de transferência por sublimação mais claro, listamos aqui 10 mitos e verdades sobre o assunto. Confira nos tópicos abaixo: 3. Sublimação é o mesmo que transfer. Verdade! Este é um dos elementos essenciais para realizar o processo. Na sublimação digital, é essencial que o papel seja específico para essa finalidade – um papel especial -, já para a impressão offset este deve ser de excelente qualidade. Mito! São dois processos de aplicação de tinta bem diferentes. Em “Transfer” a tinta é aplicada sobre o tecido, diferente da sublimação, processo em que a tinta penetra nas fibras do tecido – característica que aumenta a resistência da estampa. 8. Mas também pode ser utilizado papel sulfite comum. 4. A temperatura da prensa é sempre a mesma. Verdade! Mas é preciso estar ciente de que o resultado alcançado não terá a mesma qualidade de um processo realizado com o papel transfer sublimático, podendo ser considerada, inclusive, uma prática bem amadora. 1. Este processo tem cores opacas como resultado. Mito! A temperatura e o tempo ideais dependem do produto utilizado e da marca e do modelo da prensa. 9. É possível reutilizar o papel de transfer. Mito. Quando o processo é bem-feito, com materiais de qualidade e com a quantidade certa de pigmentos, o resultado são produtos com estampas vivas e intensas. 5. A transferência térmica é o processo mais antigo de sublimação. Verdade! Dos dois processos mais comuns de sublimação – a impressão direta e a transferência térmica – a segunda opção é a mais antiga. Nesse caso, uma máquina de prensa térmica é utilizada para transferir a tinta sublimática para o material. 2. O processo de sublimação garante que a tinta fique bem fixada no tecido. Mito! Durante o processo de transferência de tinta, a substância deve sair toda do papel e ser transferida para a superfície. Portanto, o papel pode ser descartado. É importante que todas as etapas de transferência sejam corretamente seguidas, para que o produto final tenha a qualidade esperada. Verdade. Durante o processo de sublimação, o tecido é aquecido e suas fibras se abrem para receber o vapor da tinta – também aquecida – que tinge o tecido de forma permanente. Mesmo com lavagens posteriores e atritos da roupa, a qualidade da estampa continua a mesma, porque a tinta não sai. 6. A sublimação só pode ser usada para estampar tecidos. 10. O processo de sublimação é a mudança do estado sólido para o gasoso. Mito! O processo de sublimação revolucionou diversos setores da indústria. A partir dele, podem ser impressas camisetas, canecas, chaveiros e embalagens. Verdade! O processo de sublimação pode ser resumido desta maneira. Na estamparia, esta é uma maneira de imprimir imagens em tecidos e outras superfícies. Saiba mais em: www.embaplan.com.br 6 • empresariodigital.com.br

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impressão Novas tecnologias prometem competitividade A 8 • empresariodigital.com.br HP Inc. apresenta cinco impressoras digitais HP Indigo, três impressoras HP PageWide Web Press e aprimora os quesitos de multiplataforma em qualidade, produtividade, versatilidade e cores. Segundo a empresa, os equipamentos aumentam as possibilidades para fornecedores de serviços de impressão (PSPs). Representando as mais significativas inovações da tecnologia de eletrofotografia líquida (LEP) da HP Indigo em 20 anos, o novo portfólio HP Indigo inclui três impressoras com alimentação por folha, as impressoras digitais HP Indigo 12000, 7900 e 5900, a impressora digital HP Indigo 50000 para impressão duplex no formato grande B1, a impressora digital HP Indigo WS6800p para aplicações especiais para fotos, além de uma impressora digital HP Indigo 20000 aprimorada, agora equipada para aplicações comerciais. Expandindo o portfólio HP PageWide Web Press equipado com a arquitetura de bocais de alta definição (HDNA), as novas impressoras HP PageWide Web Press T490 HD, T490M HD e T240 HD fornecem aos clientes maior qualidade de impressão e produtividade mais alta do que era anteriormente possível, levando os PSPs a transferirem mais aplicações de impressão comercial de alto valor do offset para o jato de tinta. “Os PSPs precisam da tecnologia de impressão digital com alta tecnologia para transformar suas ideias criativas em realidade e alcançar novos níveis de lucratividade”, diz Mike Salfity, gerente geral e chefe global da unidade de negócios de soluções gráficas da HP. “Com as novas soluções HP Indigo e PageWide Web Press para definição de categoria, os PSPs podem diferenciar-se com aplicações exclusivas de alta qualidade, sem sacrificar a produtividade. ”

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industrial SPGPRINTS PARTICIPA DA LABEL SUMMIT LATIN AMERICA 2016 Líder mundial no segmento gráfico, a SPGPrints participou mais uma vez do evento, que aconteceu em Cartagena, na Colômbia, para consolidar o posicionamento da companhia nos países da América Latina A SPGPrints Brasil participou da Label Summit Latin America, apresentando suas principais soluções digitais e convencionais para o segmento, como a VariLEX e DSI Inkjet, para consolidar seu posicionamento na América Latina. O evento, considerado um dos mais importantes do setor, foi realizado em Cartagena, Colômbia, entre os dias 26 e 27 de abril, com a participação de mais de 80 empresas internacionais, entre os principais players do setor. O evento é destinado a profissionais do mercado, incluindo os segmentos de impressoras, etiqueta e designers de embalagem. Segundo Marco Sales, Gerente de Vendas da SPGPrints Brasil, a companhia tem apresentado um crescimento importante de sua presença no mercado gráfico Latino Americano nos últimos anos, nos mais variados segmentos como rótulos e etiquetas, segurança, aplicações industriais, entre outros. “Nos últimos tempos, muitos clientes da América Latina têm escolhido nossa tecnologia. Assim, entendemos ser muito importante participar de um evento como a Label Summit para que possamos compartilhar de nossa tecnologia e experiência no mercado, consolidando a posição da SPGPrints na América Latina”, comentou. De acordo com a organização da Label Summit, o evento desse ano foi uma oportunidade excelente para que as empresas participantes, como a SPGPrints, apresentassem ao mercado as últimas tendências e as mais modernas tecnologias e aplicações para impulsionar o setor, principalmente no segmento digital, foco da SPGPrints no mundo. Além disso, a feira é o local ideal para discutir os desafios comuns entre empresas e clientes para o desenvolvimento e crescimento sustentado da indústria. Entre as soluções que a SPGPrints levou para a Label Summit 2016 estão: •Compact e RSI® - Linhas especiais de impressão por serigrafia rotativa; - Permite combinar diversas técnicas de impressão; - Aplicações especiais, RFID, tintas iridescentes em papel moeda, braille, vernizes, eletrônica impressa, painel, solar flexível, etc. •VariLEX® - Solução CTP Multifuncional para tecnologia LAM (Máscara Negra) e/ou exposição UV; - Sistema de software RIP incluso; - Alta qualidade na produção de rótulos e etiquetas; - Versatilidade; - Tecnologia. •DSI Inkjet® - Sistema total integrado; - Alta qualidade de impressão; - Tinta produzida pela SPGPrints; - Excelente custo operacional; - Sistema modular híbrido; - Flexibilidade de substrato; - Fácil de operar; - Não necessita de pré-tratamento do substrato; - Único com sistema do primer aplicado em linha. Soluções 10 • empresariodigital.com.br

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gestão de pessoas Por Sílvio Luiz Johann* E xistem diversas abordagens explicativas sobre a composição da cultura organizacional, como as vertentes clássicas da Antropologia e da Sociologia. No entanto, prefiro a abordagem atualizada derivada da Psicologia Social, na qual a cultura de uma empresa é uma espécie de personalidade coletiva. Dentro desse viés podemos não somente entender a personalidade coletiva CULTURA ORGANIZACIONAL – a cultura – da empresa, mas também acessar seu inconsciente. A cultura de uma empresa – sua personalidade coletiva – recebe forte influência de alguns aspectos-chave, como o seu sonho de fundação e a atuação das pessoas que, ao longo do tempo, transferiram à organização seus exemplos de atuação e seus valores de conduta. Esses fatores passam a fazer parte da biografia da empresa que deve ser convenientemente modelada para gerar orgulho das pessoas em integrar a companhia. Na gestão da cultura da empresa, é preciso termos muito cuidado para não ficarmos presos apenas ao que ocorreu no passado. Enquanto a empresa estiver atuando, sua biografia está sendo constantemente reforçada ou renovada. Na biografia da empresa devem ser enaltecidas e as vitórias que marcaram a evolução da empresa assim como realçados os percalços que lhes serviram de aprendizado. Além disso, a biografia deve prestar tributo ao sonho de fundação da empresa e, também, compor a narrativa dos feitos das figuras mitológicas que lhe agregaram energia e transmitiram uma visão de mundo e valores culturais, como os heróis e os mitos organizacionais. A carga genética da cultura de uma empresa advém do herói civilizador, que deu alma e vida à organização e, ainda, aos heróis revitalizadores da cultura e aos mitos organizacionais. Herói revitalizador é o personagem integrante da galeria de notáveis da mitologia da empresa e que imprimiu, de certa forma, sua marca pessoal na cultura da empresa. O herói revitalizador tem função estruturadora e organizadora, podendo interpretar os eventos do passado, direcionar o presente e o futuro, diminuir complexidades e instabilidades, e, ainda, ajudar a criar uma identidade organizacional. Quando seus valores pessoais e ações, ao longo do tempo, chegam a consubstanciar-se num duradouro legado cultural, e ele se A IMPORTÂNCIA DA 12 • empresariodigital.com.br

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afasta da organização ou vem a falecer, é alçado ao patamar de mito organizacional. Por outro lado, mito organizacional é a figura de uma pessoa (fundador, sucessor, herói revitalizador já afastado) que deu alma e vida à empresa, forneceu-lhe um modelo de atuação e cujas narrativas a seu respeito despertam a admiração, dada a magnitude dos seus feitos. Diferentemente do herói, que ainda pode estar atuante, tomando decisões, por definição o mito organizacional é uma figura notável que se afastou da organização (aposentadoria, desligamento, morte), mas que é reverenciado pela contribuição que ofereceu ao jeito de ser da respectiva empresa. Alguém pode duvidar, por exemplo, que a exitosa trajetória da AmBev se deve à construção de uma cultura organizacional de alto desempenho idealizada pelo seu fundador – atual mito organizacional Jorge Paulo Leman, que deu vida e alma à empresa? Outro exemplo pode ser encontrado nas Lojas Renner, com extraordinário crescimento, mesmo em tempos de crise. As Lojas Renner têm como herói revitalizador José Galló, atual presidente, que manteve a vocação natural da Renner, empresa outrora familiar, centrada no varejo, nas vendas, mas soube imprimir na cultura da empresa uma notável visão de resultados financeiros. Portanto, Galló pode ser considerado um herói revitalizador. Quando a cultura da empresa se consolida, ela costuma conter tanto aspectos conscientes quanto nuances inconscientes. Esses últimos formam o que podemos denominar de inconsciente coletivo da cultura. Geralmente, o inconsciente coletivo comporta aspectos que as pessoas não costumam perceber como existentes no jeito de ser da empresa, mas que, logicamente, são prejudiciais à gestão de negócios da organização. Podemos encontrar no inconsciente coletivo da cultura da empresa alguns elementos pertencentes à chamada zona de sombras, como: preconceitos que existem, mas não são admitidos; arrogância advindas de conquistas de épocas áureas que não correspondem mais aos dias atuais; violação de valores centrais da cultura; etnocentrismo (crença de que nossa cultura é a melhor de todas); e, inclusive, o contrato psicológico negativo e defasado frente aos novos tempos. Confrontar os aspectos da zona de sombras geralmente é uma tarefa espinhosa, mas imprescindível para que se constituam as bases de uma cultura de alta performance. O contrato psicológico é um acordo subjetivo, implícito, não formalizado, mas tem valor – ou força – superior ao contrato tradicional de trabalho. Ele rege a percepção e as expectativas de ambas as partes – empresa e empregados – de como as pessoas devem se portar na organização para que sejam aquinhoadas ao longo do tempo com estabilidade no emprego, possibilidade de crescimento na carreira, aumentos salariais acima da média e assim por diante. Ou seja: o contrato psicológico exige dos empregados uma decodificação da cultura da empresa e, muito especialmente, a materialização de uma “prova de amor” dentro dessa mesma cultura, que podem ser os resultados positivos e a dedicação. Porém, em determinadas empresas ainda prevalecem provas de amor descontextualizadas e distanciadas no tempo, como, por exemplo “manda quem pode obedece quem tem juízo”. Quando o contrato psicológico encontra-se defasado, tende a não suportar a materialização do propósito estratégico (visão de futuro da empresa). Uma empresa, por exemplo, que tenha um propósito estratégico centrado em resultados acima da média pode ter problemas no seu atingimento caso disponha de um contrato psicológico que privilegia o tempo de casa e a obediência hierárquica como forma de o empregado permanecer e crescer na empresa. É para evitar esse tipo de problema que surge o gerenciamento planejado da cultura organizacional, que tem por objetivo possibilitar que a ação das pessoas seja dirigida para a obtenção de resultados efetivos e consiga atingir, de forma continuada, níveis elevados de desempenho quanto a sua razão de existir, a seus propósitos centrais e à satisfação das necessidades e das expectativas dos seus vários públicos. Para que isso ocorra, a cultura da empresa deve encontrar meios efetivos para que os empregados sejam continuadamente envolvidos pela personalidade coletiva da organização, vindo a sentir-se pertencentes a algo maior e despertando sentimento de orgulho em integrar a empresa. Existem mecanismos que produzem esse efeito. Recentemente, desenvolvi um estudo junto a 65 empresas que compõem o seleto grupo das maiores e melhores organizações que atuam no Brasil. Foram encontrados algum tipo de mecanismo, utilizado para o gerenciamento da cultura organizacional, em todas elas. Esses mecanismos são, entre outros, a ambientação cultural de funcionários admitidos; os gestores e líderes como modelos sociais; a comunicação e ações de endomarketing a serviço da cultura; os sensores externos das mudanças no macroambiente; a pesquisa-ação de clima organizacional; os rituais corporativos; os padrões comportamentais; e a gestão flexibilizada de pessoas. Esses mecanismos são continuadamente ativados pelas organizações para criar e manter atitude coletiva proativa. Trata-se de estimular o sentimento de orgulho em integrar a empresa e, mesmo, a percepção de o funcionário sentir-se pertencente a algo maior, que é a própria organização ao qual ele encontra-se vinculado. *Sílvio Luiz Johann é professor do ISAE/FGV, de Curitiba, consultor organizacional e autor do livro Comportamento Organizacional (Editora Saraiva/SP). empresariodigital.com.br • 13

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impressão 3D Stratasys inova com lançamento de impressora 3D J750 A Stratasys Ltd., empresa de soluções de impressão 3D e de manufatura aditiva, lança a inovadora e disruptiva impressora 3D –Stratasys J750. Esta nova solução rompe barreiras tecnológicas, possibilitando que os clientes possam, pela primeira vez, misturar e combinar diferentes materiais e cores sem precedentes para obter, em uma única impressão, peças realistas, sem pós-processamento. Esta característica, juntamente com a grande versatilidade do sistema, faz com que a Stratasys J750 seja a solução de impressão 3D ideal para designers de produto, engenheiros e fabricantes, bem como para birôs de serviços. É a única impressora 3D full color do mundo, capaz de produzir protótipos em cores variadas, com nitidez e em múltiplos materiais em uma única impressão 3D, o que elimina a demora nos processos, acelera a criação de produtos-conceito, design, decisões e entrega. O equipamento imprime peças realistas “one-stop” para viabilizar a tomada de decisões quase instantâneas, mudando a forma como os produtos são projetados e lançados. A Stratasys J750 entrega impressões 3D com incomparável versatilidade para produção de protótipos, ferramentas, moldes, peças e acessórios precisos. “Nós usamos impressoras 3D durante anos, mas nada chegou perto de revolucionar nosso processo de design e criação de forma como a Stratasys J750”, disse Brycen Smith, supervisor técnico de engenharia para OtterBox. “A Stratasys nos permite inovar nas formas de uma maneira que nunca pensei ser possível e nos dá a capacidade de criar protótipos de produtos muito realistas, o que reduz o tempo necessário para levar os produtos ao mercado. A Stratasys J750 é um divisor de águas tanto para OtterBox como para a indústria de impressão de 3D”, reforça Smith. “Atualmente, a cadeia de suprimentos já considera as oportunidades de transformação que podem ser realizadas por meio de recursos de impressão 3D, pois com elas é possível gerar novas oportunidades de negócios para projetar e testar, de forma mais rápida, produ- Impressão de tênis 3D: Este protótipo detalhado e realista de calçado esportivo foi produzido em full collor, superfícies lisas e solado imitando borracha em uma única operação de impressão na impressora Stratasys J750 3D 14 • empresariodigital.com.br

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tos que estão em desenvolvimento, bem como para realmente produzir produtos comerciais e industriais. Além disso, estes recursos também estão permitindo inovar por meio da produção de novos projetos que não poderiam ser feitos com tecnologias de fabricação tradicionais, melhorando o desempenho e oferecendo alta qualidade nas peças, destacam Michael Shanler, ciretor de Pesquisa, e Pete Basiliere, vice-presidente de pesquisa para geração de imagens e serviços de impressão, do Gartner. Mais informações sobre os recursos multimídia da nova solução podem ser encontrados no link: www. businesswire.com/news/home/20160403005061/en A Stratasys J750, é uma edição premier da ObjetConnex, que também é multicolor e multimateriais, que permite aos clientes escolher entre mais de 360.000 tons de cores diferentes, além de múltiplas variedades de materiais – dos rígidos aos flexíveis, opacos a transparentes. Seu uso pode incluir uma vasta gama de cores, materiais e propriedades em uma mesma peça, acelerando a produção de modelos, protótipos e peças realistas para praticamente qualquer necessidade de aplicação, garantindo incomparável versatilidade de impressão 3D para produzir ferramentas, moldes, peças e acessórios e muito mais. Esta nova solução torna praticamente instantânea a tomada de decisão, simplificando a forma como os produtos são projetados, avaliados e lançados no mercado. É um verdadeiro marco na indústria, pois propicia aumento de produtividade e melhora de modo considerável o Custo Total de Propriedade (CTO), eliminando muitos processos tradicionais complexos, desperdícios de tempo e de recursos para criar protótipos com grande correspondência aos produtos finais. Com isso, designers e engenheiros podem experimentar fisicamente protótipos realistas de produtos, logo após o desenvolvimento de um conceito inicial para o projeto imediato e validação de função com outros departamentos ou clientes internos e usuários finais. Desta forma, a definição do design pode ser feita instantaneamente e com plena confiança no resultado final. simples os materiais, bem como otimizem e gerenciem melhor as filas de impressão. A atribuição de cores, transparências e rigidez é facilitada por meio de controles de design familiares. As texturas das cores, por sua vez, podem ser carregadas de maneira intacta por intermédio de arquivos VRML importados das ferramentas do CAD. A Stratasys J750 também minimiza o tempo de inatividade gerado pela necessidade de trocas de materiais, pois tem capacidade de trabalhar com seis materiais ao mesmo tempo, o que permite manter as resinas mais utilizadas carregadas e prontas para impressão. As cabeças de impressão da nova solução são “state-of-the-art”, podendo ser utilizados plásticos de produção simulados, como Digital ABS”, que são impressos em 3D na metade do tempo de outros sistemas de PolyJet Stratasys. Outro diferencial é que, como modelos 3D são impressos e entregues completos (cores cheias, texturas de cores e múltiplos materiais), não se perde tempo na pintura e montagem. “Com a introdução da Stratasys J750, estamos aproveitando mais de 25 anos de experiência para definir um novo marco histórico em impressão 3D - reafirmando nosso compromisso de manter os clientes sempre na vanguarda da inovação”, disse Josh Claman, diretor de negócios, Stratasys. “Com seu realismo one-stop, a Stratasys J750 representa uma virada de jogo. Por meio da combinação de cores com vários materiais e um fluxo de trabalho simplificado, que renova o impacto da impressão 3D no ciclo de desenvolvimento do produto, as tomadas de decisões sobre o design podem ser feitas imediatamente após a fase de concepção. O tempo economizado eliminando processos de pintura e montagem pode levar a prazos de entrega mais rápidos. Além disso, é um sistema multipropósito que também pode imprimir ferramentas de produção, moldes, material didático e outros modelos, com uma grande versatilidade”, adiciona Claman. Seu escopo completo e versátil cobre todas as aplicações Ampliar produtividade e rendimento com o novo PolyJet Studio e capacidade de trabalhar de forma simultânea com seis materiais diferentes O realismo da impressão one-stop da J750 é possível devido a um fluxo de trabalho simplificado viabilizado pelo novo PolyJet Estúdio™. A nova interface intuitiva do software possibilita que os usuários escolham de modo Entre as muitas organizações e empresas que podem se beneficiar da Stratasys J750 estão indústrias de bens de consumo, de educação (universidades), saúde (dispositivos médicos, hospitais, escolas médicas), efeitos especiais e de design, assim como birôs de serviços e instituições de pesquisa, que já podem encomendar a nova solução. O prazo de entrega varia conforme a região. empresariodigital.com.br • 15

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