Jornal Eco da Tradição de Maio 2016

 

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Jornal Eco da Tradição Maio n:177 ano 14

Popular Pages


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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XIV - Nº 177 - MAIO DE 2016 50 anos 1966 - 2016 Foto: Rogério Bastos Entrevero de Peões permanece na 15ªRT. São Sebastião do Caí será a sede em 2017 Páginas Centrais Diego Azevedo, do CTG Lauro Rodrigues, 15ªRT, venceu a 28ª Edição do Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul e fez de São Sebastião do Caí, terra da bergamota, a sede do Entrevero em 2017 Foto: Rogério Bastos MTG lança a 4ª edição do livro das Danças Tradicionais Página 05 O público, o institucional e o privado Página 02 EDITORIAL Foto: Giovane Sebastiany EVENTOS 46º Ciranda Cultural de Prendas Página 03 SAÚDE EM FOCO Médico fala sobre fadiga crônica Página 13 Página 20 CULTURA Autores do livro das danças ministraram um curso para tirar as dúvidas de professores, instrutores, ensaiadores e diretores artísticos regionais. Forma de avaliar seguirá o que foi ensinado no curso, a partir de 23 de maio. #vempromate teve sua 2ª edição, em 2016 Mateadores, em diversas partes do mundo, registraram a homenagem à bebida símbolo do RS Estado anuncia R$2,5 milhões Página 18

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2 Ano XIV - Edição 177 EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente Maio de 2016 OPINIÃO Por: Anijane Varela Diretora de Concursos do MTG Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 O público, o Entrevero e Ciranda: os institucional e o privado encontros e reencontros Vivemos um momen- vemos nos manter alertas que renovam to especial, momento a estas questões. Temos importante, que permite a clareza do momento socelebrarmos a maior ins- cial que vivemos, a evolutituição associativa civil ção dos métodos, a adede nosso estado, talvez de quação dos processos, nosso país, com objetivos até mesmo sua profissioclaros e aspectos filosó- nalização. Os interesses ficos e sociológicos que da instituição construídos permanecem inalterados ao longo deste meio séao longo destes anos. culo, por muitas mentes De que forma pode- pensantes, devem ser mos fortalecer tais valores, preservados, mantidos o que a sociedade espera, e transmitidos às novas o que nossos associados gerações. Nunca devem necessitam, o que eles ser apropriados e usados precisam e esperam que para projetos pessoais. a instituição faça por toRefiro-me ao patrimôdos. Vejamos que, além nio cultural, intelectual e de festejar, confraternizar, social construído ao longo celebrar e comemorar, deste tempo pelo MTG. A acredito que possamos quem ele pertence, se não fazer deste ano do cin- ao MTG? De que forma quentenário um grande pode e deve ser usado, por momento de quem, e quem reflexão. Rever tem o direito de formas e memanipular? Escanismos que tes são questioOlhar para o namentos que praticamos incansavelmen- passado e bus- me faço, e faço te, às vezes aos senhores. nos aproprian- car a tradicio- Não tenho e do involuntanalidade dos não vejo hipóriamente, mas de alguém primórdios do tese sempre com o ter o direito de Movimento é, expor este padesejo e a vontade de fazer sem dúvida, trimônio “imamais e melhor. terial” do MTG nosso maior sem sua prévia Não temos culpa, mas autorização. desa o carregamos Assim, penuma expectativa de todos so e acredito que valores dos que querem fazer, maiores e referências físiquerem ser ouvidos, que- cas devem ser preservarem ser entendidos, que- das, respeitadas, para que rem colaborar, contribuir, nossa instituição busque serem agentes efetivos de um crescimento, um aprium processo que perten- moramento e amadurece a muitos, ou, digo, per- cimento na condução de tence a todos. todas estas questões. DeiOlhar para o passado xo estas perguntas, que e buscar a tradicionalida- são minhas e de muitos, de, simplicidade e origina- mas, acima de tudo, acrelidade dos primórdios do dito que em cada um está Movimento Tradicionalista a resposta. Cada tradicioGaúcho é, sem dúvida al- nalista sabe o que e como guma, nosso maior desa- deve ser feito, e deve fazer. fio. Cumprir o papel orien- Espero a compreensão e tador e organizador deve o entendimento para, daí, ser nosso norte, mas de juntos, respondermos a uma forma positiva e in- estes questionamentos e clusiva em sua totalidade. encaminharmos às nosJamais podemos nos sas soluções. prender a vontades e vanPreservar e transmitir, tagens pessoais nos va- ouvir e ser ouvido, falar e lendo de toda a estrutura fazer, planejar e construir, e organização que temos mas acima de tudo a INSem nossa instituição. De- TITUIÇÃO. Nos meses de abril e maio, ocorrem as finais de dois grandes eventos do tradicionalismo que tem como público principal os jovens: o Entrevero Cultural de Peões e a Ciranda Cultural de Prendas. Ambos têm como objetivos despertar o interesse da juventude pela nossa cultura, estimular o espírito de coletividade e liderança, além de escolher os peões e prendas que irão representar por um ano o tradicionalismo pelos quatro cantos do nosso Estado e, algumas vezes, até fora dele. Mas, será que só estes objetivos que são atingidos pelo o Entrevero e a Ciranda? Será que a cada edição desses eventos não alcançamos outros objetivos, além desses? Acredito que sim. Pois, todo ano é possível perceber que o movimento tradicionalista tem alcançado algo muito maior e imensurável, através desses dois eventos: a renovação. Essa renovação pode ser de pessoas, pois, a cada participante vêm junto os pais, irmãos, familiares, amigos, e, mesmo que parte dessas pessoas depois não continue ou não volte no próximo ano, sempre terá uma outra parte desse grupo que continuará e sempre voltará. E ouso afirmar, que, independente dos resultados alcançados, a parcela dos que voltam e continuam é significativamente maior dos que não continuam. Temos também os peões e prendas que concorrem num ano e, ganhando ou não ganhando, retornam em anos seguintes como diretores culturais, patrões, avaliadores, torcida ou apenas para assistir o evento e rever os amigos. E não podemos esquecer da gestão de prendas e peões que finda seu período, mas EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze e Nilton Otton JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho Andressa Mother IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Plena Parcial Especial Estudantis Maio Valor R$ 1059,56 R$ 909,63 R$ 559,78 R$ 159,96 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Nilton Otton VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco não sua importância como parte do movimento, e da gestão que inicia um novo período, renovando assim as perspectivas e fortalecendo mais o tradicionalismo. Também, temos a renovação dos valores e ideais do tradicionalismo que se reafirmam a cada verso declamado por uma prendinha na sua apresentação artística, em cada armada atirada pelo piá na vaca parada e em cada apresentação oral feita por um peão ou por uma prenda. Acontece ainda à renovação das amizades, tanto daquela que já existe há anos e que se fortalece nos reencontros a cada entrevero ou ciranda, quanto naquele encontro onde iniciamos uma nova amizade, renovando assim o nosso círculo de amigos. E estes encontros e reencontros ocorrem em todos os âmbitos do evento, junto aos concorrentes, a torcida, a comissão organizadora, a comissão avaliadora, a diretoria e coordenadorias regionais do MTG. Pois, a Ciranda e o Entrevero possuem o encanto de trazer tradicionalistas, e até não tradicionalistas, de todos os recantos do nosso Rio Grande do Sul a um único local, como vimos este ano em Portão, com o 28º Entrevero Cultural e de Peões, e como veremos em Passo Fundo, com 46ª Ciranda Cultural de Prendas. Desta forma, vemos que tanto o Entrevero Cultural de Peões quanto a Ciranda Cultural de Prendas superam os objetivos traçados em seus regulamentos, pois auxiliam o Movimento Tradicionalista Gaúcho, que completou 50 anos, a se renovar a cada evento e chegue aos 100 anos com a força e vitalidade da juventude. Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal “ O conflito não é entre o bem e o mal, mas entre o conhecimento e a ignorância.” ( Og Mandino) Por ir Elom a Malt REFLEXÃO REFLEXÃO

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Ano XIV - Edição 177 EVENTOS Maio de 2016 3 Ciranda de Prendas supera 80% de participação Concurso Estadual tem acréscimo de nove candidatas em relação ao ano de 2015 e aumenta mais de 10% na comparação com ele mesmo, no ano anterior. O Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza, de 19 a 21 de maio em Passo Fundo, na 7ª Região Tradicionalista, a 46ª edição da Ciranda Cultural de Prendas. Desde que foi oficializado, no início da década de 70 do século passado, o concurso de prendas cresceu em qualidade e, também, em quantidade de concorrentes. Na primeira edição foram 6 candidatas. Nos últimos cinco anos a média estava em 67, sendo em 2015, 64. Neste ano, foram 74 inscrições. Na categoria prenda Adulta foram 24, na Juvenil, 23 e na Mirim, 27. Nas três categorias, somadas, concorrem candidatas de 63 cidades do Rio Grande do Sul. Como previsto na programação, será realizada missa crioula na Catedral Nossa Senhora Aparecida, passeio cultural por Passo Fundo, despedida das prendas gestão 2015/2016, e sessão solene de instalação da 46ª Ciranda Cultural de Prendas. Em busca do título máximo Levar o concurso para sua cidade é o grande objetivo daquelas meninas que estarão em Passo Fundo no final do mês de maio. Nas 45 edições anteriores, a 1ªRT leva vantagem por ter chegado 6 (seis) vezes ao titulo máximo. Ela vem seguida da 9ªRT com 5 (cinco), e da 5ª, 6ª, 7ª, 13ª e 18ª RTs com 4 (quatro) títulos de 1ª Prenda do RS, cada uma. Aparece com 3 (três) títulos estaduais, a 12ªRT. Com 2 (dois) títulos vem a 23ªRT, e com 1 (um), 3ª, 4ª, 10ª, 14ª, 15ª, 16ª, 21ª26ª e 30ªRTs. Os quatro títulos da 7ª RT são de Passo Fundo: Andressa Pagnussat (1999/2000), Adriane Rebechi (2010/2011), Joelma Pauline (2011/2012) e Marina Giolo (2015/2016). Somente Adriane não era do CTG Lalau Miranda, pertencia ao CTG União Campeira. CATEGORIA PRENDA JUVENIL RT 1ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 9ª NOME LENARA VALENTE DA SILVA LUANA RAQUEL WOJCIECHOWSKI ÉRICA PEDROSO DA SILVA EMILLY BASTOS DOS SANTOS STÉFANI SCHUSTER GRIEBLER ALESSANDRA HOPPEN DAYALA MARINA UBESSI STREIT LOCALIDADE PORTO ALEGRE SANTO ÂNGELO ALEGRETE PASSO DO SOBRADO RIO GRANDE CARAZINHO IBIRUBÁ S. FRANCISCO ASSIS SERAFINA CORRÊA CANOAS SANTA MARIA NOROESTE PORTÃO SÃO LOURENÇO DO SUL DOM PEDRITO ERECHIM TRÊS PASSOS PAROBÉ CAPÃO DA CANOA LAJEADO FLORES DA CUNHA FREDERICO WESTPHALEN STA MARIA DO HERVAL PROGRAMAÇÃO 19.05.16 – QUINTA-FEIRA (programação opcional às concorrentes) 10ª EMANUELE LANÇANOVA PILAR 11ª ALUISIE PICOLOTTO 12ª RAYZA FERNANDA DE CARVALHO 13ª NATÁLIA FLORES JACOBI 14ª NATHANA DA COSTA RAVANELLO 15ª MARIA LUIZA OLIVEIRA DE PAULA 16ª AMANDA ORTIZ ZITZKE 18ª KAMILLI ALVES BAUTISTA 19ª GABRIELE DE QUADROS 20ª CRISTINA KUNZLER DIEMER 22ª LETÍCIA LOPES DO CARMO 23ª FRANCESCA MONDADORI 24ª JÉSSICA THAÍS HERRERA 25ª ELSHADDAY RIBEIRO DOS REIS 28ª GIOVANA PERTUZZATTI ROSSATTO 30ª NICOLE RAFAELA SCHUH 15h - Recepção às prendas participantes, familiares e delegações das RTs - CTG Lalau Miranda 18h - Missa Crioula Catedral N. Senhora Aparecida Av. General Neto, Passo Fundo 19h - Passeio Cultural por Passo Fundo 20h30min - Despedida das prendas: CTG Lalau Miranda - Jantar no CTG Lalau Miranda 20.05.16 - SEXTA-FEIRA CTG Lalau Miranda 08h30min - Prova Escrita 11 às 13h - Montagem da Mostra Folclórica - Salão Social 12h30min - Almoço 13h30min - Início da avaliação da Mostra Folclórica 20h30min - Sessão Solene de Instalação da 46ª Ciranda Cultural de Prendas 21.05.16 – SÁBADO 08h30min - Início das provas orais e artísticas - Universidade de Passo Fundo (UPF) MIRIM: Auditório Instituto de Ciências Exatas e Resiliência - Iceg, prédio B2 JUVENIL: Auditório Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis, prédio B6 ADULTA: Auditório Faculdade de Odontologia, prédio A7 12h - Almoço - Centro de Convivência (UPF) 13h30min - Reinício das provas orais e artísticas 22h30min - Baile com divulgação dos resultados - CTG Lalau Miranda, Salão Social Animação: Retrato do Pampa Ingressos: R$ 25,00 Será obrigatório o uso de Pilcha Completa CATEGORIA PRENDA MIRIM RT 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª CATEGORIA PRENDA ADULTA RT 1ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª 14ª 15ª 16ª 17ª 18ª 20ª 21ª 22ª 24ª 25ª 26ª 29ª 30ª NOME CAROLINA GEHRES MORAES STHEFANY NOGUEIRA ARAÚJO DA SILVA NATHALIA JACOB MULLER RENATA EIDT SCHIEDECK KAILANE GONÇALVES BARROS NICOLY CHIMENTO YASMIM HARUMI OKAMOTO KIKUCHI JÚLIA DE FREITAS LOCALIDADE PORTO ALEGRE CHARQUEADAS ENTRE-IJUÍS PANTANO GRANDE RIO GRANDE MARAU VACARIA PANAMBI S. FRANCISCO DE ASSIS NOVA PRATA CANOAS SANTA MARIA SOLEDADE MONTENEGRO S. LOURENÇO DO SUL DOM PEDRITO ERECHIM INHACORÁ PAROBÉ OSÓRIO MATO LEITÃO CAXIAS DO SUL PELOTAS SÃO JOSÉ DO OURO STA MARIA DO HERVAL NOME ADILENY NUNES MENEGHETTI CAROLINA AMARAL EHLERT LIANDRA SOUZA DA MOTA JULIA DUARTE DA COSTA NIELLE CORRÊA DE OLIVEIRA MARIANA MESSERCHMIDT PAULA VITÓRIA ROSA DA SILVA BRUNA DE MOURA MARTINS REGINA GUGLIELMIN PERUFFO CAROLINA DOS SANTOS PEIXOTO ALINE MARTINS LINHARES LUANA TATSCH DOS SANTOS FABIANE PEREIRA DA SILVA ANDRYELLE REIS OSVALD EDILENE MARTINS MAGALHÃES ROBERTA B. RODRIGUES JACINTO KARIME ALANA ZIEGLER LOUISE PEREIRA FRANCO ESTEFÂNIA GRINGS DOS SANTOS DÉBORA ALINE REIHER THAINÁ SALING ALVES PARLA CRISTIANE DE QUEIROZ MACEDO LUISE MORAIS BRUNA LUÍSA BERTOLDI LOCALIDADE PORTO ALEGRE GIRUÁ ALEGRETE PANTANO GRANDE STA VITÓRIA DO PALMAR CARAZINHO PANAMBI S. FRANCISCO DE ASSIS NOVA PRATA CANOAS SANTA MARIA SALTO DO JACUÍ PORTÃO CAMAQUÃ PALMEIRA DAS MISSÕES BAGÉ HUMAITÁ JAGUARÃO PAROBÉ VENÂNCIO AIRES CAXIAS DO SUL PELOTAS SÃO JOSÉ DO OURO SAPIRANGA MARIA EDUARDA MARCONATO VARGAS URUGUAIANA 10ª LAVÍNIA BALBINO VARGAS 11ª ANA LUÍSA ANTONIOLLI 12ª EMILY FAGUNDES ZAHNER 13ª FERNANDA PIPPI CANTARELLI 14ª JÚLIA PEREIRA PALMEIRA 15ª BRUNA ESSVEIN FLORES 16ª HELENA DUARTE SCHNEID 18ª ANTÔNIA XAVIER MURO 19ª MARINA ROSELI BATTISTI 20ª LAIZA GABRIELA SCHUMANCKER 22ª GABRIELY OLIVEIRA DE SALLES 23ª ISABELLA NUNES DA SILVA 24ª MARIA EDUARDA ELLWANGER DA COSTA 25ª MARIA EDUARDA MULLER FRANCO 26ª REBECA DIAS GOUVEA 29ª GABRIELA GRAEFF DA SILVA 30ª JÚLIA ARIANE SCHUH ERRATA: Na edição anterior do Eco da Tradição não destacamos que a 12ª Região Tradicionalista possui três títulos estaduais de 1ª Prenda do RS. Fazemos aqui a justa correção relembrando Patrícia Thomajeski, Caroline Viana da Silva e Bibiana Bortoluzzi.

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4 PROSEANDO COM TENÊNCIA Ano XIV - Edição 177 Maio de 2016 MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Por Rogério Bastos Qual o teu legado? A palestra que tenho levado pelo Rio Grande do Sul (20 este ano), fazendo uma reflexão sobre os 50 anos do MTG, consta de uma conversa e de documentários. Durante 50 minutos mostramos o que os CTGs trouxeram de bom em nossas vidas. Viajamos pelo século XIX, XX e entramos no XXI entendendo a importância da manutenção de valores através das gerações. Em um dos documentários, Paixão Cortes fala sobre o inicio de tudo isso, em 1947, e como chegamos ao expressivo número de amantes das tradições gaúchas espalhados pelo mundo. DATA 7 14 19 a 21 25 25 18 25 25 2 25 30 2 12 e 13 13 27 e 28 4 14 a 20 24 e 25 1 8e9 15 e 16 18 28 e 29 28 e 29 05 e 06 12 18 a 20 19 9 10 13 Calendário do MTG - 2016 EVENTO MAIO DE 2016 3ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 3ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR 46ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE ESTADUAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 47ª CIRANDA CULT. DE PRENDAS - FASE REGIONAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 29º ENTREVERO CULT. DE PEÕES - FASE REGIONAL JUNHO DE 2016 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA CONSELHO DIRETOR (Provas Ciranda e Entrevero Regional) 47ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL 29º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JULHO DE 2016 4ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS E DIRETORES CULTURAIS PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES ENART 2016 82ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA AGOSTO DE 2016 SORTEIO ORDEM DE APRESENTAÇÃO DAS INTER-REGIONAIS ENART 2016 ACENDIMENTO E DISTRIBUIÇÃO DA CHAMA CRIOULA TCHENCONTRO 1ª INTER-REGIONAL DO ENART SETEMBRO DE 2016 5ª REUNIÃO CONSELHO DIRETOR SEMANA FARROUPILHA 2ª INTER-REGIONAL DO ENART OUTUBRO DE 2016 5ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 3ª INTER-REGIONAL ENART 3º FEGADAN SORTEIO DA ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FINAL DO ENART 2016 50º ANIVERSÁRIO DO MTG ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE GAÚCHA NOVEMBRO DE 2016 ABERTO DE ESPORTES - 1º ENECAMP 6ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR FINAL ENART 2016 - ENCONTRO DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA 17ª MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA DEZEMBRO DE 2016 PRAZO FINAL - ELEIÇÕES COORDENADORIAS REGIONAIS REUNIÃO DE ENCERRAMENTO - CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA PRAZO FINAL - APRESENTAÇÃO PROPOSIÇÕES P/ 65º CONGRESSO TRAD. GAÚCHO RTs RTs STA CRUZ DO SUL STA CRUZ DO SUL CAXIAS DO SUL PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE RS PORTO ALEGRE TRIUNFO TRIUNFO PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE CRUZ ALTA SEDE MTG - POA RTs RTs PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PASSO FUNDO PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE CIDADE Maratona na Fronteira Cabe aqui cumprimentar Andrea e Rui Rodrigues, em Livramento, Kamilli Alves, de Dom Pedrito, Saullo Dutra, a Julia Graziela e a Morgana Heinle, de Pinheiro Machado e a Dona Mariza Ribeiro, do CTG Farroupilha, de Alegrete, que nos receberam em uma maratona de palestras, em 4 entidades diferentes, 4 cidades e 3 regiões. Ilva Goulart, Gilberto Silveira e Bicudo, obrigado pela parceria. Ritos Crendices e Superstições Professora Paula Simon Ribeiro tem escrito, mensalmente no Eco da Tradição, em um espaço destinado à Comissão Gaúcha de Folclore, sobre o tema das mostras folclóricas, à fim de contribuir com as meninas que estão se preparando para a Ciranda fase regional. Cabe lembrar que a CGF organizou no inicio do mês de abril um curso de folclore gaúcho e está estabelecendo núcleos pelo interior do estado. Participe junto com a CGF. Dicas de dicção e oratória - Improviso Muito comum no meio tradicionalista. Volta e meia e somos pegos de surpresa para tratar de um determinado assunto sobre o qual, as vezes, não temos uma base consistente de informações. Para isso, procure utilizar recursos de comparação, contraste, semelhança ou aproximação em relação ao que tu conheces. Esta é uma forma de criar afinidades com as pessoas que o ouvem mesmo não seja conhecedor da área que está sendo tratada. Não faça afirmações inapropriadas. A confiança e a coragem são elementos fundamentais para uma improvisação qualificada. Se conseguires manter a calma ficará mais fácil estabelecer uma linha de raciocínio para desenvolver o tema. Para isso a respiração diafragmática é essencial. Por meio dela infla-se a barriga (e não o tórax) com o ar, o que possibilita a oxigenação do cérebro a fim de que as ideias e os argumentos fluam com maior naturalidade. Mesmo sendo chamado dali a instantes, pontue em uma folha, na mão, guardanapos, algumas palavras-chave (roteiro de tópicos) para nortear a tua apresentação (memorize-os). Outra estratégia é iniciar falando de um tema que tu domine bem, e deste, traçarás paralelos entre ele e o tema proposto usando pontos de convergência e comparativos. Esta estratégia lhe permitirá ficar mais a vontade com a plateia e administrar a adrenalina inicial, enquanto ganhas autoconfiança. Informações sobre os cursos em www.mtg.org.br ou pelo fone 51 3223 5194 ou pelo e-mail: cursos@mtg.org.br. CURSOS 28/05 28/05 05/06 06/08 10 E 11/09 22 E 23/09 CFOR PATRONAGEM CFOR BÁSICO CFOR (A CONFIRMAR QUAL) CFOR BÁSICO CFOR AVANÇADO CFOR AVANÇADO OBS: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade Promoção 9ª RT CRUZ ALTA 24ª VENÂNCIO AIRES 7ª RT PASSO FUNDO SEDE DO MTG PORTO ALEGRE /4ª RT PORTO ALEGRE/ 4ª RT Biênio Simoniano João Simões Lopes Neto nasceu em Pelotas, no dia 9 de março de 1865 e veio a falecer em sua cidade natal em 14 de junho de 1916. Por tanto, no mês que vem completam 100 anos da morte de um dos maiores escritores gaúchos. Ele forjou personagens impressionantes e cenas fortes, universalizou a sua literatura ao abordar temáticas contemporâneas. Fica nossa pergunta: O que nossas entidades, invernadas, estão fazendo para trabalhar uma temática tão importante quanto Simões Lopes Neto? Não cruze os braços que ainda dá tempo! CIRANDA CULTURAL DE 46ª 50 anos 1966 - 2016 Realização “És a joia mais rara, por isso te chamo prenda” 19, 20 e 21 de Maio de 2016 Apoio Passo Fundo/RS

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Ano XIV - Edição 177 Maio de 2016 DEPARTAMENTO JOVEM 5 Luan Andrey Vieira – Diretor do Dpto Jovem do MTG 13ª RT no revezamento da Tocha Olímpica Espírito Olímpico: Tradicionalistas de Santa Maria, atendendo pedido do prefeito e preparam um Acampamento especial para chegada da tocha A 13ª Região Tradicionalista foi convidada pela Prefeitura de Santa Maria para participar da da programação alusiva ao Revezamento da Tocha Olímpica, que estará na cidade nos dias 5 a 6 de julho. O prefeito Cezar Schirmer recebeu no início de abril, em seu gabinete, o coordenador da 13ª Região Tradicionalista, Luiz Sérgio Fassbinder, o vice-coordenador, Elias Leal, e o conselheiro do MTG, João Carlos Cardoso de Lima. Schirmer falou aos tradicionalistas sobre os preparativos para esse que será um grande momento para a cidade, visto que o símbolo olímpico estará no município a exatamente 30 dias do início dos Jogos Rio 2016. Fassbinder agradeceu o convite feito pelo prefeito e disse que a 13ª RT irá se organizar para participar dos eventos alusivos ao Revezamento da Tocha Olímpica. Os tradicionalistas acolheram a sugestão do prefeito para que seja feito um acampamento com representantes da 13ª RT no Monumento do Gaúcho, instalado no entroncamento das avenidas Medianeira e Ângelo Bolson. No mesmo dia será realizado um grande evento na Gare da Viação Férrea para receber a Tocha Olímpica, com apresentações artísticas e culturais. Investimento nos jovens da casa Santo de casa: Investir nas crianças das entidades é o caminho para que o movimento seja perene e tenha um futuro brilhante Por muito tempo venho pensando em uma maneira de atrair jovens ao movimento. Todos os dias vemos adolescentes nas ruas, muitos sem ter o que fazer e alguns, em casos extremos, usando drogas ou ingerindo grandes quantidades de álcool. Alguns desses, provavelmente, teriam grande futuro no tradicionalismo. Por que eles não estão no movimento? Nós, tradicionalistas, não temos como analisar a situação de fora, pois fazemos parte do movimento, mas podemos pensar de outra maneira, talvez uma maneira mais empreendedora. Procurando estabelecer um ponto de partida, notamos que o principal meio de entrada dos jovens no tradicionalismo é por indicação, seja da família ou de amigos, e isso funciona bem como uma loja. Nós estamos querendo vender um produto, o tradicionalismo, e apesar de ele ser bem divulgado, ainda notamos muitas pessoas que não conhece nosso produto. O que fazer? A resposta para essa pergunta é bem simples: Investir! Investir no cliente fidelizado, aquele que já comprou o produto e volta sempre à loja e que com certeza irá fazer a propaganda de nosso produto para seus amigos. Devemos investir nas nossas bases, nas crianças de nossas invernadas mirins para que possamos ter um futuro para nossa entidade e para nosso movimento. Para que possamos garantir mais cinquenta anos de grandes frutos para o MTG, devemos procurar a melhor condição possível para nossos pequenos jovens, os futuros patrões, conselheiros, coordenadores e presidentes. Lançada a obra ‘Danças Tradicionais Gaúchas – MTG 50 anos’ 4ª Edição: Revisado e ampliado o livro das danças tradicionais foi apresentado ao público pelos autores que tiraram todas as dúvidas. Fotos: Rogério Bastos O Movimento Tradicionalista Gaúcho realizou, nos dias 23 e 24 de abril, o lançamento da obra Danças Tradicionais Gaúchas – MTG 50 anos. O evento aconteceu na sede do CTG Aldeia dos Anjos, em Gravataí, com a presença dos autores e de mais de 300 pessoas, para sessão de autógrafos e curso ao longo dos dois dias. A coordenação das atividades foi da Vice-Presidência Artística, sob o comando de José Roberto Fishborn, que na solenidade de abertura falou sobre a importânHermes Palharino(E), Savaris, Nairo e José Roberto, na abertura cia do livro para o desenvolvimento dos eventos artís- Rinaldo Souto (E), Beloni Bastos, Moacir Gomes e Helio Ferreira ticos da instituição e das entidades tradicionalistas. O ex-presidente do MTG e atual conselheiro benemérito, Manoelito Savaris, também fez uso da palavra, explicando o contexto histórico em que a obra, que já está em sua quarta edição, foi concebida. O presidente do MTG, Nairo Callegaro, em seu pronunciamento falou sobre o desejo de que a obra seja definitiva e amplamente utilizada por todos que tornam ainda mais viva a cultura gaúcha através das danças. A obra foi editada pela FunNa foto, Tiago Cambona(E), Elias Sarmento, João Lucas Cirne, dação Cultural Gaúcha, tem Vilson Porto(E), veio de Brasília especialmente para o lançamento Elias Coimbra e Juliano Elói que fizeram a música para o curso 270 páginas e foi escrita por Alexandre Sarmento Ourique, Beloni Bastos da Silva, Hélio dos Santos Ferreira, Jefferson Dom Camillo, Marco Aurélio Ávila, Moacir Gomes dos Santos, Rinaldo Souto Olivera e Toni Sidi Ferreira Pereira. Os exemplares podem ser adquiridos por R$ 80,00 na loja da Fundação Erva Mate Barão, parceira do MTG, em todos os eventos oficiais Cultural Gaúcha. Galpão do CTG Aldeia dos Anjos esteve lotado durante o curso Fotos: Rogério Bastos TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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6 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 177 ESPAÇO DA CBTG Por Sandra Veroneze Maio de 2016 Por Eduardo Larsen 1º Vice-Presidente da CBTG e Diretor de Integração Nacional Câmara de Vereadores de Palmeiras das Missões faz homenagem ao MTG pelo Cinquentenário O Movimento Tradicionalista Gaúcho recebeu homenagem especial, pelo Cinquentenário de sua fundação, no município de Palmeiras das Missões. A solenidade, realizada no dia 4 de abril, contou com a presença do presidente do MTG, Nairo Callegaro, do presidente do Legislativo, vereador Maninho Saggin, e do coordenador da 17ª Região Tradicionalista, Evandro Otero, entre outras autoridades. O presidente do MTG, em seu pronunciamento, comentou sobre a presença da instituição em aproximadamente 90% dos municípios gaúchos, através dos 1721 entidades filiadas, entre elas Centros de Tradições Gaúchas e Departamentos de Tradições Gaúchas. Também destacou as qualidades da cultura gaúcha, que inspira idealismo e amor ao Rio Grande do Sul. O presidente do Legislativo, vereador Maninho Saggin, mencionou que cada vez mais se faz necessária a preservação e valorização da cultura gaúcha. “Parabenizo essa reconhecida e respeitada entidade por estar fazendo esse papel há tantos anos”, disse Saggin. Já o coordenador da 17ª Região Tradicionalista, Evandro Otero, salientou que é uma grande satisfação fazer parte da história de preservação das tradições gauchescas. “Palmeira faz parte da história gaúcha desde a década de 40, quando o Provisório fundou o 35 CTG, quarto CTG a ser fundado no estado”, lembrou Otero. Durante a sessão, foi entregue aos representantes do MTG o diploma de honra ao mérito, e os homenageados entregaram para os vereadores um bottom e troféu comemorativo dos 50 anos da entidade. Foto: Divulgação Reflexão - Voluntário - a Referência do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro A Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) tem por finalidade representar em todo território nacional e no exterior, a cultura gaúcha na condição de entidade maior do tradicionalismo gaúcho brasileiro. Desenvolver em nível nacional o sistema confederativo do movimento tradicionalista gaúcho, para uma atuação integrada, fidedigna e próspera. Definir políticas e diretrizes de atuação do sistema que valorizem as manifestações culturais regionais de convívio comum e outros. Respaldado na filosofia de vida do gaúcho brasileiro no estado de espírito do vivente. Este ser pode estar no convívio de todos nós aguardando uma oportunidade para ingressar na nossa organização. O voluntário e simpatizante sempre está presente para compor um evento festivo, social, uma equipe de trabalho, uma atividade campeira, artística, esportiva, grupo de jovens e até uma diretoria. Por que não rever alguns conceitos e preconceitos para facilitar o ingresso na nossa organização, oportunizando às pessoas a integração e o conhecimento da nossa política, diretrizes e filosofia. Reconhecer a importância que tem um voluntário para o crescimento da nossa organização, tomando de exemplo a juventude que sinaliza a longevidade do movimento tradicionalista gaúcho. Cabe as entidades CBTG, MTG’s e CTG’s proporcionarem as oportunidades para que o povo conheça o convívio familiar com naturalidade, harmonia, dignidade e respeito ao próximo. O sistema confederativo do movimento tradicionalista gaúcho busca o equilíbrio entre os conflitos da diversidade no convívio da sociedade orientando e motivando sempre, para que o relacionamento da nossa comunidade tradicionalista melhore cada vez mais em todo nosso Brasil, mantendo a política e diretrizes das manifestações culturais estabelecidas. Só é possível o desenvolvimento cultural e social, praticando a vontade, determinação, dedicação e perseverança com apoio de uma estrutura sustentável atuante. Um povo sem tradição morre a cada geração. Aniversário da CBTG Rumo aos 30 Anos! No dia 24 de maio a CBTG completará 29 anos de fundação, organizando, defendendo, promovendo e representando a cultura gaúcha por meio de suas entidades filiadas e distribuídas pelo País. Contando com a grandiosa ajuda das federações seguimos em frente para os novos desafios - Rumo aos 30 Anos! Presidente do MTG, Nairo Callegaro e a Vice-presidente de Cultura, Elenir Winck estiveram em Palmeira das MIssões, 17ªRT, para que o MTG recebesse a homenagem do Legislativo DTG Caiboaté realiza oficina de chimarrão em Guaíba Foi no dia 29 de abril que o jovem Luan Dias organizou, no DTG Caiboaté, uma o�icina de chimarrão para ensinar o salutar hábito, resgatar usos e costumes, relembrar mitos e lendas do mate demonstrar como preparar a bebida típica dos gaúchos em sua entidade. Fotos: Divulgação Jeferson Quadros e Luan Dias A noite era fria, mas não afastou os tradicionalistas do Delta do Jacuí das atividades propostas pelo Piá Luan Dias, que convidou Jeferson Quadros, subcoordenador da região e ex-peão farroupilha regional para ministrar a oficina. Jeferson desenvolveu as atividades relembran- do seus tempos de peão regional: “O momento se tornou especial, pois me oportunizou reviver uma das atividades que desenvolvia na minha longa jornada de Peão Farroupilha. Quero agradecer a oportunidade que a entidade, os organizadores e o Luan me proporcionaram” – disse Quadros Evento em Guaíba valorizou o ato de preparar e saborear um bom chimarrão

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Ano XIV - Edição 177 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Maio de 2016 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro Tradição Ainda que de maneira muito rasa, podemos dizer um tanto sobre o que se entende por tradição: transmissão de fatos culturais de um povo, ou transmissão dos costumes feita de pais para filhos no decorrer dos tempos, ou ainda memória cultural - conjunto das ideias, dos usos, das recordações e dos símbolos conservados pelos tempos e transmitidos pelas sucessivas gerações. Muito já escrito sobre o assunto nos mais diversos suportes. Dos ensaios filosóficos, passando pelos estudos antropológicos, pelas narrativas ficcionais e aportando no singelo universo da canção popular. Vamos percorrer algumas abordagens que parecem significativas. O poeta e ensaísta Augusto Meyer afirma que tradição é um desejo de claridade. Algo que se adivinha em suas formas e se penetra com a inteligência – o amor pela terra. Algo que está acima e além do homem. Hélio Rocha diz: O passado é o marco. A Tradição é a continuidade. Os irmãos Cardoso Nunes – Zeno e Rui – no Dicionário de regionalismos do Rio Grande do Sul dizem que tradição gaúcha significa o rico acervo cultural e moral do Rio grande do Sul, no campo literário, folclórico, musical, usanças, adagiário, artesanato, esportes e atividades rurais. Há uma canção que fez sucesso nacionalmente, de autoria de Gildo Campos e de Berenice Azambuja, em que se canta eu sou um peão de estância, nascido lá no galpão, e aprendi desde criança a honrar a tradição. Luiz Carlos Borges canta, nos versos de Prado Veppo, eu quero o canto integral da tradição de amanhã. No romance Assim na terra de Luiz Sérgio Metz há uma passagem em que os personagens centrais, um jovem escritor e o velho Gomercindo, bordam em seus chapéus as frases no meu fim, meu começo e tradição não é grossura e partem para uma cavalgada de olhos vendados pela noite. Seja qual for a forma de abordagem, a tradição é um dos pilares do processo civilizatório. E sendo um dos elementos fundamentais da sabedoria popular, só faz sentido quando apontada para o futuro. Crendices e Superstições Parte II: Sem fundamento lógico, as crendices e superstições acompanham o homem desde a sua origem O instinto supersticioso é generalizado e não apenas das camadas sócio - econômicas e culturais menos privilegiados. Pessoas de todas as idades, sexo e condição social possuem em maior ou menor intensidade algum tipo de crença que a lógica não explica. Muitas destas crenças são anteriores ao cristianismo e são atuais, ainda em pleno século XXI. Segundo Câmara Cascudo “dificilmente haverá outra superstição de maior universalidade que a valorização simbólica do lado direito e do lado esquerdo do homem...” Até mesmo na religião católica percebe-se esta predileção pelo lado direito. Referindo-se à morte de Cristo, uma oração diz: “subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai todo Poderoso...” O lado direito é o “lado nobre”, ficar à direita do anfitrião na mesa de refeições é uma posição de honra, já o lado esquerdo não é desonroso, porém, é inferior. O lado direito é considerado o lado bom e forte, o esquerdo da desgraça. Direito vem de destro, destreza. Esquerda vem de sinistra, catástrofes, perigos e perdas, é considerado o lado fraco. Assim, se queremos ter um bom dia, devemos sempre levantar com o pé direito. Ao entrar em qualquer recinto também imprescindível usar este pé. Na política, conceito universal, diz-se que são de direita os conservadores, de esquerda os reacionários. Na Roma e Grécia antigas os bons augúrios vinham pela direita. Num tempo em que os viajantes iam e vinham a pé, de carruagem ou a cavalo, pássaros pousados em arvores à direita eram bom presságio, pousados a esquerda significavam mau agouro. No mundo ocidental a esquerda, canhota ou sinistra indicava má sorte ou desgraças. A pessoa canhota era malvista e as famílias obrigavam crianças canhotas a usarem a mão direita, em muitos casos até mesmo amarrando a mão esquerda. Atualmente os avanços científicos e pedagógicos amenizaram este quadro comprovando que não há demérito neste fato particular. Alberto Santos Dumont, quando construiu sua casa em Petrópolis/RJ, onde residiu desde 1918, teve cuidado de fazer os degraus de tal forma que obrigasse o início da subida ou da descida com o pé direito, ou seja, há somente metade do degrau o que obriga a colocação do pé na posição que traz sorte. O lado direito é o lado masculino, da virilidade, é o lado formador dos homens. Assim é comum se ouvir dizer: “é um homem correto, direito...” Para adivinhar o sexo do nenê que vai nascer (antes da existência de ecografia) solicitava-se a uma gestante para mostrar a mão sem dizer qual. Se mostrasse a mão direita esperava um menino, se mostrasse a esquerda seria menina. Esta crendice era vigente 4 séculos a.C conforme registrou Hipócrates, o Pai da Medicina Se o nenê dentro do útero materno se mexe mais do lado esquerdo é menina, ao contrário, se mexer mais do lado direito é menino. Estudos realizados nas obras de Hipócrates denunciam em seus escritos seu pensamento de que o lado esquerdo é o da feminilidade, e o lado direito é o da masculinidade. Pelo sim, pelo não a crença sobre o pé ou mão direita persistem através dos tempos. 20ª RT realiza Tchêncontro e Seminário de Prendas Durante a manhã e a tarde do domingo, dia 03 de abril, aconteceram no CTG Carreteiros de Horizonte dois importantes eventos regionais. O Seminário Cultural de Prendas, que tinha como tema “Para Cada Competição, um Momento de Confraternização”, aconteceu na parte da manhã. Organizado pela 1ª Prenda da 20ª Região Tradicionalista Karime Ziegler, contou com a presença e palestra da 3ª Prenda do Rio Grande do Sul, Diana Ribeiro. Este evento fez parte da parte final do projeto CTG Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha, o qual foi iniciado no dia 29 de novembro de 2015 com uma gincana no CTG, e é desenvolvido todos os anos pelas prendas. Também aconteceu, na parte da tarde, o XVIII Tchêncontro Regional da Juventude Gaúcha com o tema “A música na Cultura Gaúcha”, organizado pelas Prendas Juvenis da 20ª Região Tradicionalista Cristina Diemer, Camila Vitancourt e Giulia do Rosário. O evento contou com a palestra do músico e tradicionalista Sidi Biriva que falou um pouco sobre a música gaúcha e sua história dentro da mesma, e teve a participação de 4 entidades tradicionalistas da região com as suas respectivas apresentações, em homenagem a Antônio Augusto Fagundes. Foto: Divulgação GUILHERME SCHULTZ FILHO Agendamento e Informações pelo fone 51 3223 5194 e-mail: biblioteca@mtg.org.br A 3ª Prenda do RS, Diana Ribeiro, e o 2º Piá do RS, Leônidas Augusto participaram do evento BIBLIOTECA Em cada livro, um mundo de histórias

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8 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 177 NOTÍCIAS Maio de 2016 DTG da 25ª RT celebra o Seminário Cultural reúne Dia do Campeiro tradicionalistas na 21ª RT Foto: Divulgação Tarde produtiva no CCTG Lila Alves, na cidade de Pinheiro Machado, no dia 10 de abril. Morgana Heinle, 1ª prenda juvenil e Saullo Guilherme Dutra, Piá da entidade, realizaram um seminário para mostrar que a entidade faz parte da história dos 50 anos do Movimento Tradicionalista Gaúcho e apresentaram o plano de ação dos departamentos da entidade para o ano. O Coordenador da 18ª RT, Gilberto Silveira esteve presente ao evento com peões e prendas de sua região. DTG Herança Farroupilha sempre desenvolvendo atividades culturais na 25ª Região “Existe uma parceria muito grande entre a 18ª e 21ª RT, nossas prendas e peões trocam experiências permanentemente” – disse Silveira. Julia Graziella, que coordenou o evento, classificou de muito positivo, pois trouxe novos conhecimentos, um público bastante expressivo, e ainda, palestrantes, vindos de diversas partes do RS. “O CCTG Lila Alves proporciona para essa gurizada espaços culturais de aprendizado. O seminário foi extremamente positivo e com certeza faremos outros” disse Júlia. Foto: Liliane Pappen O Guri Farroupilha do DTG Herança da Tradição, juntamente com o Departamento Cultural e Campeiro e a 25ª RT, realizou no dia 24 de abril a 6ª Edição do “Dia Campeiro”, evento realizado desde o ano de 2014. Muitas foram as atividades realizadas, como oficinas de encilha, Vaca Parada e o Preparo do Churrasco, estas, ainda pela manhã de domingo. Durante a Tarde o Sr. Wilson Carlos Mariani, coordenador dos Jogos Campeiros da 25ª RT, proporcionou uma oficina de Tetrafe e Tava. Para finalizar o dia de atividades campeiras, os participantes realizaram uma mateada, para postar nas redes sociais a foto do projeto #vempromate #pelapazmundial, promovido pelo MTG, Comissão Gaúcha de Folclore, Estância da Poesia Crioula e Escola do Chimarrão. Uma oficina de preparo da bebida símbolo do Rio Grande do Sul foi realizada junto a uma grande roda de chimarrão com bate papo sobre o tema. O evento contou com a presença do Sr, Raul Teles, Coordenador da 25ª RT, Júlia Graziela (D/ao fundo), que coordenou o evento, e a patronagem acharam o evento muito positivo Seminário Cultural Pilcha é tema de seminário no CTG Rodeio dos Palmares “Carreteando a solidariedade” No dia 23 maio foi realizado mais um Seminário de prendas do CTG Rodeio dos Palmares, na cidade de Santa Vitória do Palmar, 6ª RT, com o tema: “Na história do vestuário da prenda alimentamos nosso tradicionalismo” que teve como palestrante Dulce Helena Mendonça, referência em indumentária e autora da proposição aprovada ha alguns anos para debates sobre as pilchas alternativas no vestuário da prenda. Também estiveram presentes representantes da coordenadoria regional e titulados, o evento foi realizado nas dependências campeiras da entidade, e obteve bom aproveitamento do público local. Foto: Divulgação Dom Pedrito foi sede da Carreteada Cultural que envolveu as entidades da cidade em uma gincana solidária. Foto: Divulgação Nielle Oliveira (E), 1ª Prenda Regional, com a equipe que realizou o seminário e a palestrante O CTG Herança Paternal, da capital da paz, Dom Pedrito, sediou dia 09 de abril um seminário cultural, promovido pela 1ª prenda juvenil da 18ª RT, Kamili Alves, junto com a 1ª prenda mirim, Antônia Xavier Muro, voltado a atividades solidárias com a arrecadação de alimentos para posterior distribuição em entidades da cidade. “Aproveitando o tema anual, do ano de 2015 “Para cada competição um momento de Evento uniu CTGs da cidade e arrecadou muitos quilos de alimentos confraternização”, resolvi junto com a minha entidade, o Departamento Cultural Alma Gaúcha criar uma gincana entre as invernadas do município, que aconteceu entre os dias 4 a 9 de abril, e os alimentos arrecadados foram depositados na carreta e doados a uma instituição carente de Dom Pedrito” – disse Kamili. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 177 TRADIÇÃO PELO MUNDO Maio de 2016 CEVANDO O MATE 9 Por Sandra Veroneze MTG-MS elege seu novo Prendado O evento contou com o apoio de alguns integrantes do prendado da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) que organizaram e fizeram parte da comissão avaliadora: 1ª Prenda Adulta da CBTG, Carolina Scheifer Piatzchaki, 3ª Prenda Adulta da CBTG, Daiane Pereira, 1º Peão Tradicionalista da CBTG, Farid Molas e 2ª Prenda Veterana da CBTG, Andreia Cristina Fachi. Além do prendado, a Conselheira da Junta Fiscal da CBTG, Reni Marchioro, foi uma das avaliadoras do Concurso. Conforme o 1º Peão da CBTG, Farid Molas, que reside na cidade de Ponta Porã, foram 18 candidatos dos CTG`s do Mato Grosso do Sul: CTG Querência da Saudade (Ponta Porã), CTG Querência do Sul (Dourados), CTG Chama Crioula (São Gabriel do Oeste), CTG Tropeiro Velho (Rio Brilhante), CTG Cultivando a Tradição (Chapadão do Sul) e CTG Campos da Vacaria (Sidrolândia). “Vamos nos empenhar e trabalhar em conjunto com nossos novos representantes do MTG-MS pela tradição gaúcha”, apontou Farid Molas. A 3ª Prenda Adulta da CBTG, Daiane Pereira, fez parte da comissão organizadora do evento. “O concurso é um meio de agregarmos mais pessoas para o movimento e transformar líderes que cultivem o tradicionalismo para que nossa tradição gaúcha se propague cada vez mais nunca perdendo sua essência. É uma honra contribuir e organizar o evento desse porte e na nossa casa”, colocou a 3ª Prenda Adulta da CBTG, Daiane Pereira. Natal José Marchioro, Presidente do MTG-MS, celebrou o evento e a data 24 de abril, onde se comemora o Dia da Tradição Gaúcha. Durante seu discurso ele relembrou o início do movimento tradicionalista com a fundação do primeiro CTG. “Estamos orgulhosos em realizar mais um evento do nosso movimento gaúcho que integra os tradicionalistas e principalmente preserva a tradição gaúcha. É uma alegria imensa trabalhar pela cultura e o folclore, destacando a participação dos nossos jovens tradicionalistas”, ressaltou o Presidente do MTG-MS. A cerimônia de entrega das Faixas e Bótons aconteceu na noite de 23 de abril com a participação do Presidente da CBTG, João Ermelino de Mello e sua esposa Carmen Beatriz. “Parabenizamos os organizadores, a comissão avaliadora, os candidatos e seus familiares, que tanto se dedicam para estudar e preservar a tradição gaúcha. Agradecemos o grandioso time do voluntariado que representa a família tradicionalista”, destacou João Ermelino de Mello. Você ouviu o que ela falou? Com muita expectativa, há aproximadamente três anos atrás, pedi de presente de aniversário a inscrição no curso de Comunicação Não-Violenta. Viria pra Porto Alegre um dos maiores especialistas brasileiros na área e o curso seria ministrado em um templo budista. Chegado o dia, tudo lindo. Primavera, clima perfeito, companhias agradáveis... Tinha tudo pra ser uma experiência incrível. E de fato foi. Depois de uma breve palestra, chegou o momento prático. O palestrante solicitou a participação de dois voluntários, que passaram a simular uma situação de conflito. Era um desentendimento de casal. Ele: Eu estou magoado com você. Mediador, dirigindo-se a ela: Você ouviu o que ele falou? Ela: Sim. Mediador: Então repita, por favor. Ela: Ele disse que está magoado. Mediador: Certo. Agora responda pra ele. E então ela prosseguia: Ela: Você é responsável por isso. Mediador, dirigindo-se a ele: Você ouviu o que ela disse? Ele: Sim. Mediador: Então repita, por favor.... Depois de quatro ou cinco vezes esse bate bola, ficou muito claro o que devíamos aprender. A questão central ali não era quem tinha ou não razão, mas que é necessário exercitar uma escuta ativa, prestando atenção às palavras, ao significado delas para quem está falando, a gama de sentimentos que está por trás. Foi um aprendizado e tanto. Desde então, nas conversas, procuro dedicar a atenção merecida a tudo que está sendo dito e me pergunto se estou compreendendo exatamente o que o interlocutor quer dizer. Sabemos que a comunicação é responsabilidade do comunicador, mas se todos fizermos um esforço no sentido de compreensão, o mundo ficará um lugar melhor. Fique então com algumas dicas para exercitar a comunicação não-violenta, segundo Marshall Rosenberg, que apoia o estabelecimento de relações de parceria e cooperação, com o uso de um diálogo mais empático: 1. Conhece-te a ti mesmo; 2. Vá além dos rótulos; 3. Pratique a empatia; 4. Aprenda a ouvir; 5. Diferencie necessidades de estratégias; 6. Peça com clareza; 7. Exponha seus sentimentos; 8. Abrace os conflitos; 9. Seja agradecido; 10. Encare o ‘não’ como um começo; 11. Certifique-se no diálogo de que tenha sido compreendido/compreendida. Prendado MTG/MS Gestão 2016/2018 1ª Prenda Mirim: CLAUDIA ROBERTA XAVIER ENGLER 2ª Prenda Mirim: ANNY EDUARDA F. KOSLOSKI 1º Peão Guaicuru Mirim: JOANIR SUBTIL VIANA JUNIOR 1ª Prenda Juvenil: CARMEM CAROLINA DEVISE 2ª Prenda Juvenil: VITORIA ALBERTO MONTANHA 1º Peão Guaicuru Juvenil: GILBERTO LUIZ BOHLING JUNIOR 1ª Prenda: KRISTIANNE DOS SANTOS PEREZ 2ª Prenda: CRISLAINE MONTIEL SPONCHIADO 1º Peão Guaicuru: PEDRO GARCIA PEREIRA DA SILVA 1ª Prenda Xiru: GRACIELY RIBEIRO PENSO PEZZI 1º Peão Guaicuru Xiru: ALEX SANDRO MARTIMIANO MOREIRA Foto: Divulgação EPC lança edital para eleições A Estância da Poesia Crioula, através de seu Presidente, Wilson Tubino, toma público a abertura do seu período eleitoral, para inscrição de chapas, visando composição da gestão 2016/2018, conforme reza o seu estatuto: Art 15 - A Assembleia Geral reunir-se-á, mediante convocação do Presidente, por meio de edital afixado na sede da EPC, por via postal, “e-mail” ou aviso pela imprensa, com antecedência mínima de trinta das I - Ordinariamente: No mês de junho de cada ano par, para eleição: A — Do Presidente, do Vice-Presidente, do Secretário Geral, do Segundo Secretário e dos Primeiro e Segundo tesoureiros; B - Dos membros do Conselho Deliberativo; C — Dos membros do Conselho Fiscal. SECÇÃO 2ª - Das Eleições Art 17 - Até quinze das antes da eleição prevista no artigo 15.I, o Presidente constituirá Comissão Eleitoral, integrada por três membros, cabendo-lhe coordenar a eleição, receber os votos e apurar o pleito, resolvendo as questões que surgirem. Parágrafo Primeiro: Poderão votar e ser votados os Sócios Fundadores e Efetivos que se acharem em da com suas obrigações sociais; Parágrafo Segundo: O registro de chapas poderá ser requerido pelo próprio candidato ou seu procurador, até setenta e duas horas antes do pleito; Parágrafo terceiro: A chapa registrada deverá conter os nomes dos candidatos e respectivos cargos a que irão concorrer; Parágrafo Quarto: Havendo uma única chapa a concorrer na eleição, a Assembleia poderá elegera por aclamação. Assim sendo, os associados que tiverem interesse e enquadram-se nas condições acima explicitadas devem encaminhara inscrição de chapa para a sede da entidade: Rua Duque de Caxias, 1525, sala 49 D- Porto Alegre/RS. Equipe, que contou com o departamento jovem da CBTG, ajudou na realização do concurso no MS

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10 Ano XIV - Edição 177 Maio de 2016 Em 2017, São Sebastião do Caí sediará o 29º Diego de Azevedo Andrade, do CTG Lauro Rod Pela 4ª vez na história, a 15ªRT será sede do concurso de peões do RS. Portão duas vezes e São Sebastião do Fotos: Rogério Bastos Fotos: Rogério Bastos Lucas Nunes Ferreira durante sua prova oral 2º Guri Farroupilha Ramiro Grethe Bregles, de Palmeira das Missões 3º Peão Farroupilha, Lucas Almeida, representou Guaíba e a 1ªRT A 15ª Região continua fazendo história. Primeiro, reeditou um título, de pai para filho, com Ernani e Lourenço Nunes, 25 anos depois do título do pai, e agora não deixou o concurso sair da região, pois, com Diego Azevedo conquistou o título máximo do Entrevero. O 2º Peão Farroupilha foi Guilherme Felipe Milanesi Callegaro, do DTG Noel Guarany, Santa Maria, 13ª RT e o título de 3º Peão ficou com Lucas Almeida de Oliveira, do DTG Berço Farroupilha, Guaíba, 1ª RT. Com 8 títulos de Guri Farroupilha, sendo 5 consecutivos (de 1999 a 2004), a 3ª RT é a maior detentora de primeiros lugares da categoria, pois Bryan Leal de Melo, do CTG Galpão de Estância, de São Luiz Gonzaga conquistou o titulo de Guri Farroupilha 2016/2017. Bryan é irmão de Gustavo Leal de Melo, que foi 2º Peão Farroupilha do RS 2014/2015. O 2º Guri Farroupilha é Ramiro Grethe Bregles, do CTG Galpão da Boa Vontade, Palmeira das Missões, 17ª RT e o 3º Guri vem de Alegrete, Felipe Braga Nunes, representante do Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas, da 4ª RT. Na categoria Mirim, Guilherme Ribeiro Rossi, do CTG Amizade de Vasco Alves, Alegrete, 4ª RT sagrou-se 1º Piá Farroupilha do estado. O 2º Piá, Miguel Augusto Bertani Gomes, do CTG Retorno à Querência , Nova Prata, 11ª RT e o 3º Piá, Lucas Nunes Ferreira, do CTG Chama Nativa, Esteio, 12ª RT. O evento movimentou a cidade de Portão, em um final de semana de muito calor. O fandango foi bem no centro da cidade, com a parte superior do pavilhão aberto, de forma que refrescou o ambiente. No ano de 2017 a cidade de São Sebastião do Caí, capital da bergamota, deverá sediar o 29º Entrevero de Peões, evento que já sediou, nos dias 11 e 12 de abril de 2002, quando Rodrigo Moura foi o anfitrião. Naquele ano Marcelo Acker levou o concurso para Novo Hamburgo. Prendas do RS prestigiaram o Entrevero de Peões em Portão As crianças alegraram o ambiente. Tradição está garantida Presidente Nairo entregou placa, que registra o evento, para o patrão Dobradinhas regionais DTG Noel Guarany apoiou muito seu peão que conquistou o 2º lugar Comissões Avaliadoras experientes compostas por ex-prendas e peões Quatro vezes na história do Entrevero aconteceu de uma região ficar dois anos com o Peão Farroupilha do estado. A primeira vez aconteceu a dobradinha Imbé/ Tramandaí, 23ª RT, nos anos de 1993 e 1994, com o Charles e o Luiz Eduardo. Depois foi a vez da 30ª RT, 2002 e 2003 com Marcelo Acker e Felipe Luiz, de Novo Hamburgo. Em 2010 e 2011, foi a vez da 11ª RT, com Monte Belo do Sul e Garibaldi, com os peões Eduardo e Douglas. Agora a 15ª repetiu o feito e fez permanecer em seu território o Peão Farroupilha do estado, 2015 e 2016, com o Lourenço Nunes e o Diego Azevedo. Manoelito Savaris(E) e Odila foram padrinhos da gestão estadual Na campeira homens experientes e a presença de ex-peões do RS

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Ano XIV - Edição 177 Maio de 2016 11 º Entrevero de Peões do Rio Grande do Sul. drigues é o novo Peão Farroupilha do estado. Caí, pela segunda vez (a primeira foi com Rodrigo Moura, em 2001), conquistaram o troféu Farroupilha. Conheça os novos representantes do tradicionalismo gaúcho 1º Piá Farroupilha do RS 2º Piá Farroupilha do RS 3º Piá Farroupilha do RS Fotos: Rogério Bastos Prova da tosa, mostra a habilidade do campeiro na modalidade Guilherme Ribeiro Rossi CTG Amizade de Vasco Alves Alegrete Miguel Augusto Bertani Gomes CTG Retorno a Querência Nova Prata Lucas Nunes Ferreira CTG Chama Nativa Esteio Saber cevar um bom chimarrão é uma prova até mesmo para os piás 1º Guri Farroupilha do RS 2º Guri Farroupilha do RS 3º Guri Farroupilha do RS Volber Carvalho e Ana Paula Labres - Experiencia na avaliação Bryan Leal de Melo CTG Galpão de Estância São Luiz Gonzaga Ramiro Grethe Bregles CTG Galpão da Boa Vontade Palmeira das Missões Felipe Braga Nunes Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas - Alegrete 1º Peão Farroupilha do RS 2º Peão Farroupilha do RS 3º Peão Farroupilha do RS Não podia faltar a selfie com a juventude tradicionalista e a tecnologia Diego de Azevedo Andrade DTG Lauro Rodrigues São Sebastião do Caí Guilherme Felipe Milanesi Callegaro DTG Noel Guarany Santa Maria Lucas Almeida de Oliveira DTG Berço Farroupilha Guaíba Coordenadores Regionais apoiando seus representantes no Entrevero

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12 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 177 NOTÍCIAS Maio de 2016 Pioneiro, 35 CTG, completa Prendas santanenses 68 anos apresentam projeto social Em uma semana de atividades comemorativas, 35 CTG encerrou as atividades homenageando personalidades que contribuíram com o tradicionalismo gaúcho Com diversas atividades programadas o pioneiro das tradições gaúchas, 35 CTG, que em 2016 completou 68 anos de atividades, festejou com seus associados e simpatizantes mais um aniversário. A agenda de eventos comemorativos se estendeu ao longo da semana que antecedeu o dia 24 de abril, data da fundação da entidade. Foram cafés, missa crioula, domingueira, torneio de truco, oficina de encilha, de chimarrão, noite da trova, da poesia e da música, simpósio de cultura, com Odila Savaris, baile com “Os Bertussi”, entre outras tantas atividades. Na noite de homenagens foram destacados: - “Grupo dos Oito” na pessoa do senhor João Carlos D’ávila Paixão Côrtes - Hélio Ferreira - Renato Borguetti - Paulinho Pires - Rudi Correa da Silva (In Memorium) do RS 2015/2016 - Vilma Paes – Voluntária na Biblioteca da Fundação Cultural Gaúcha / MTG - Elenir Winck - Vice-presidente de Cultura do MTG - Ester Correa O presidente do MTG, Nairo Callegaro prestigiou o aniversário do pioneiro. “Aniversário do 35 CTG, estar próximo com que começou o movimento, referência viva da história, o MTG como consequência deste processo” – Escreveu Nairo em seu perfil no facebook, em uma foto que aparece ao lado de Paixão Cortes, homenageado com o Troféu Pioneiro. Foto: Arquivo Pessoal para a região Troféu Pioneiro: Aconteceu no ultimo dia 24 de abril, no CTG Marcas do Tempo, na cidade de Santana da Boa Vista, o 176º Encontro Regional de Patrões, quando foram apresentados e discutidos assuntos de interesse da 18ª região tradicionalista. Acompanhadas da patroa do CTG Presilha do Pago, Andréa Rodrigues, a 1ª Prenda Stefany Severo, a 2ª prenda Emilene Severo e a 1ª prenda Mirim Raisa Bicca, basendo-se no artigo 1º da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaucho - que diz: - Auxiliar o Estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo - apresentaram o Projeto Social “ LACRES SOLIDÁRIOS - LACRES DO BEM “ para ajudar alguém. O projeto consiste em juntar os lacres das latinhas de refrigerantes e bebi- das em geral, em garrafas pet de 2 litros, sendo que precisasse juntar 90 quilos do material para trocá-los por cadeiras de rodas. O projeto foi aprovado por no encontro regional, sendo que todas as entidades trabalharão para o sucesso do projeto e ajudar seus semelhantes. O “lacre solidário” é uma parceria com o Rotary Club, e serão encaminhadas, as garrafas com os lacres, para solicitação das cadeiras de rodas. “Se cada entidade dedicar-se ao projeto em breve todas os municípios da região terão cadeiras de rodas suficientes para atender as pessoas que delas necessitem, sendo ainda que as mesas poderão ser doadas a instituições e hospitais. Fazer o bem sem olhar a quem ainda é o melhor que podemos!” – Disse a patroa Andrea. Foto: Divulgação - Jacques Zilberstein – Vice-Patrão “35” CTG Benemérito: - AC Escola de Rédeas, na pessoa de seu proprietário Antônio Correa - Aline Almeida de Souza – 2ª Prenda Moção de Reconhecimento e Aplauso: João Carlos Paixão Cortes e Nairo Callegaro Prendas do Presilha entregaram as garrafas pet ao coordenador regional Gilberto Silveira e prendas regionais, simbolizando a entrega do projeto à região. Lotação máxima para o painel de indumentária Em pleno domingo, dia 01 de maio, feriado do dia do trabalhador, equipe de avaliação de indumentária realiza painel na sede do MTG com auditório lotado Enquanto os noticiários diziam que os veículos se deslocavam para a serra, para aproveitar o friozinho e o feriado, que este ano caiu em um domingo, os tradicionalistas estavam reunidos, na sede do MTG, trocando informações, buscando conhecimento e dividindo saberes. O auditório estava em sua capacidade máxima, para receber os inscritos para o painel de Indumentária gaúcha, e debater: aspectos filosóficos, contextualização histórica, trajes de época, traje atual, pilcha, enquanto símbolo de identidade e a necessidade da sua preservação, ética e avaliação do Enart. Se fizeram presentes o Presidente do MTG Nairo Callegaro, a Vice-presidente de Cultura, Elenir Winck, Vice-presidente Artístico, José Roberto Fischborn, Helio Ferreira, Carla Thoen, Murilo Andrade, Priscila Tisott, Ilva Goulart, Rosangela Nunes, Márcio Albrecht,Aline Souza, Marco Antonio Saldanha, Lucia Andrade e Rodrigo Maciel. “A comissão manterá a postura ética e o senso de justiça, cobrando aquilo que deve ser cobrado para preservação do nosso patrimônio cultural, representado pela vestimenta, tal como preconiza a Carta de Princípios” – disse Carla Thoen. Foto: Divulgação Painel da indumentária trouxe dezenas de pessoas à sede do MTG no feriado TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 177 FÓRUM DA DANÇA Maio de 2016 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico Por: Marcelo Vasconcelos Diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Curso de Danças Tradicionais Foi realizado nos dias 23 e 24 de abril nas dependências do CTG Aldeia dos Anjos na cidade de Gravataí o curso de danças tradicionais para o lançamento da 4ª edição do livro “Danças Tradicionais Gaúchas” publicação do MTG. Com o objetivo de preservar a essência das danças tradicionais e principalmente esclarecer alguns detalhes de escrita que não haviam sido contemplados na outras edições, o grupo de autores pôde explanar sobre tais considerações a todos os presentes bem como demonstraram na pratica as alterações realizadas na obra. Um momento de extrema importância no cenário tradicionalista, pois além dos autores do livro estavam presentes os integrantes da equipe de avaliação do MTG, esclarecendo algumas duvidas sobre os critérios de avaliação para este ano, e também sobre as modificações que serão realizadas para a grande final do Enart 2016. Considerações sobre Interpretação – Pares Independentes: Uma das questões a partir da 4ª edição do livro que teve alteração é quanto aos pares independentes, tal explicação foi entregue aos instrutores, mas é de suma importância que todos tenham acesso a esta informação, segue abaixo o que foi repassado no curso. Pares Independentes - é quando os pares têm liberdade de ação e de posicionamento em relação aos demais. Não deve ser considerado como descaracterização de independência o simples fato de executarem os mesmos movimentos ao mesmo tempo. Considerando que independência significa liberdade de ação, de atitude e de escolha... Podemos concluir que levar para nossas “apresentações” e “avaliações” a condição de que: não havendo um deslocamento em formação de roda, fileiras ou coluna, que são características de “danças de formação em conjunto”, ou ainda, em “blocos” de no mínimo três pares, podemos considerar que os demais deslocamentos e disposições são INDEPENDENTES. Inclusive podendo aceitar deslocamentos “espelhados” para que se possa valorizar o caráter estético dessas atuações. Fotos: Rogério Bastos Fadiga Crônica Cansaço?: Às vezes, os sintomas se confundem, por isso, é preciso estar atento e evitar o agravamento desta síndrome. Este mês vamos falar sobre uma condição muito comum nos dias de hoje. A síndrome da fadiga crônica: é uma doença caracterizada pela fadiga extrema, que não pode ser explicada por nenhuma condição médica subjacente. Nesta síndrome, a fadiga costuma piorar com a atividade física ou mental, mas também não melhora com o repouso. SFC, síndrome da disfunção imune, encefalomielite miálgica Os cientistas não sabem exatamente o que causa a síndrome da fadiga crônica, embora existam muitas teorias – que vão desde infecções virais até estresse psicológico. A hipótese mais aceita hoje em dia, na verdade, é que uma combinação de fatores possa estar envolvida na causa da doença. Alguns destes fatores que têm sido estudados incluem: Muitas pessoas desenvolvem a síndrome da fadiga crônica depois de ter tido uma infecção viral, que levaram a uma gripe, resfriado, sinusite, etc. A síndrome da fadiga crônica tem oito sinais e sintomas oficiais, elencados pelos médicos como uma espécie de critério para o diagnóstico da doença. O principal sintoma da doença, evidentemente, é o que dá origem ao seu nome: fadiga. • Perda de memória ou de concentração • Garganta inflamada • Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço ou nas axilas • Dor muscular inexplicável • Dor nas articulações, principalmente quando a dor migra de uma articulação para outra, sem apresentar, no entanto, nenhum sinal de inchaço ou vermelhidão na área afetada • Dor de cabeça • Sono recorrente e intermitente • Exaustão extrema que dura mais de 24 horas após o exercício físico ou mental. Sintomas de Síndrome da fadiga crônica Sinônimos Causas Os outros sete sinais são: Infecções virais Os médicos também verificaram que o sistema imunológico de pessoas que têm síndrome da fadiga crônica parece mais enfraquecido que o de pessoas totalmente saudáveis. As pessoas que têm a síndrome da fadiga crônica também têm, por vezes, os níveis de hormônio em quantidades anormais na corrente sanguínea. Problemas no sistema imunológico Não há nenhum teste específico capaz de confirmar o diagnóstico para a síndrome da fadiga crônica. Como os sintomas desta doença podem ser muito similares aos de muitos outros problemas de saúde, você pode precisar passar uma série de diferentes exames para poder diagnosticar a causa. Diagnóstico de Síndrome da fadiga crônica Desequilíbrios hormonais  Fatores de risco O tratamento para a síndrome da fadiga crônica se concentra, principalmente, no alívio dos sintomas. Para isso, há duas abordagens possíveis. Confira: Como a síndrome da fadiga crônica afeta as pessoas de muitas maneiras diferentes, o tratamento costuma variar de acordo com o paciente e os sintomas apresentados por ele. Para levar o alívio dos sintomas para essas pessoas, os médicos costumam indicar alguns medicamentos específicos, como antidepressivos e pílulas para dormir. O tratamento mais eficaz para a síndrome da fadiga crônica parece ser uma abordagem dupla que combina aconselhamento psicológico com um programa de exercícios leves. Tratamento de Síndrome da fadiga crônica Anuncie no Eco da Tradição Onde o Rio Grande inteiro te lê! Informações: 51 3344 1169 ou 9765 8633 com Rogério Bastos E-mail: bastosproducoes1@gmail.com A síndrome da fadiga crônica pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em pessoas entre os 40 e os 50 anos. Pessoas do sexo feminino são mais comumente afetadas pela síndrome da fadiga crônica. Uma grande carga de estresse na rotina, principalmente no trabalho e nas relações íntimas e familiares, parece estar envolvida na ocorrência da síndrome da fadiga crônica. Idade Medicamentos Sexo Estresse Terapia TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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14 TROPEANDO VERSOS Ano XIV - Edição 177 Maio de 2016 AMPLIANDO HORIZONTES Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG Reunião A equipe de manifestações poéticas esteve reunida mais uma vez no último dia nove de abril, na sede do MTG, sempre com o intuito de aperfeiçoar os seus conceitos e aproximar cada vez mais os seus critérios, proporcionando aos declamadores participantes dos eventos uma avaliação cada vez mais transparente e justa. Mais uma vez foi reafirmada a orientação de primar pelo simples e tradicional. Também foi reforçada a intençãode continuar sentindo a poesia na sua plenitude, com sensibilidade, baseado nos conceitos de “arrepiar o pelo” e “quebrar o vidro dos olhos”. Precisamos entender a “poesia” como arte complexa e cheia de particularidades, para melhor compreender os concursos de declamação, os rodeios, o Enart, onde participar ou não faz parte de uma escolha pessoal de cada um. Por incrível que possa parecer, ainda precisamos explicar que a equipe de avaliadores não cria regulamentos, apenas cumpre os que existem. Nosso papel é apenas avaliar o que está sendo apresentado naquele exato momento, conforme a nossa convicção, só isso! Nenhum de nós é dono da “forma correta de declamar”, até porque isso não existe. Há a convicção de que “estamos momentaneamente avaliadores” e procuramos, sempre, nos colocar no lugar do declamador, oferecendo o mesmo respeito que gostaríamos de receber. Temos a consciência de que a condição de avaliador é passageira e, por sermos do meio, amanhã estaremos novamente no palco sendo avaliados, talvez, pelos que hoje estão à nossa frente. Possíveis críticas devem ser encaradas com naturalidade, pois faz parte do processo de crescimento pessoal. Porém, devem filtradas: absorver aquelas que servem para que sintamos a necessidade de rever atitudes, repensar conceitos, corrigir o rumo, enfim, reconhecer possíveis falhas que a condição humana nos proporciona, para dar a volta e acertar; e ignorar aquelas que são fruto de equívocos pessoais, de preocupações individuais com resultados negativos ou justificativas para tropeços de “alunos”, onde envolvem outros interesses. Claro, jamais generalizando, pois neste nosso meio a maioria das pessoas tem a alma nobre e interesses voltados para o bem. O nosso trabalho segue mais este ano, com a necessária humildade, mas com a consciência absoluta de sempre procurar fazer o melhor que podemos, por aqueles muitos que acreditam nesta arte como uma forma de criar um ser humano mais humano. Sim! são vários milhares de criaturas que fazem parte dessa multidão de “loucos”, que acreditam que a poesia pode modificar o mundo! E todos, sem exceção, queremos um mundo melhor para os nossos filhos. Mas, também, filhos melhores para o nosso mundo... Tradicionalismo Gaúcho no Cone sul Antes da fundação do Grêmio Gaúcho em Porto Alegre (22 de maio de 1898) houve a fundação da Sociedad Criolla, em Montevidéu, em 25 de maio de 1894. No livreto institucional da sociedad, publicado em 1991, encontramos o relato de José Irureta Goyena que nos informa: “Trienta y três hombres consubstanciados com la Patria y con la Tradición, resovieran la creación, eligieron presidente por unanimidad al gran gestor, el Dr. Elías Regules, y em apenas una hora habían firmado el Acta de Fundación”. Essa sociedade que hoje leva o nome de Sociedad Criolla Dr. Elias Regules, foi criada com o objetivo claro e manifesto de resgate, preservação e valorização das tradições gauchescas. No discurso pronunciado por Regules, no primeiro ato oficial após a criação da agremiação, resume o pensamento que orientou aquele grupo de patriotas uruguaios: “Não se acovarda quem conserva positivos entusiasmos pelas coisas da sua terra; não se apequena quem dentro do pago olha para trás para alargar a sua vista com quadros legendários de titãs; não vale menos quem através das centenas de hipocrisias com que nos movemos na incessante luta dos homens, sabe guardar intacta uma jovialidade sempre-viva para fortalecer com ela a histórias dos seus antepassados”. Em 10 de setembro de 1899 foi a vez de João Simões Lopes Neto fundar uma sociedade gauchesca, em Pelotas, com o nome de União Gaúcha. Os objetivos eram os mesmo das duas sociedades anteriores. Na argentina a primeira agremiação que se tem registro é a Sociedad Criolla fundada em Zárate, município da Província de Buenos Aires no ano de 1900. Como já tivemos oportunidade de tratar em outros momentos, podemos verificar, com facilidade, que há grandes semelhanças entre o gaúcho de origem portuguesa (sul-rio-grandense) e o “gaucho” de origem castelhana (argentinos e uruguaios). As semelhanças decorres especialmente da atividade. O gaúcho, das duas margens do rio Uruguai, é um tipo humano mestiço com que de a cavalo lida com o gado. Sua cultura decorre da composição das culturas ibérica e indígena que na pampa se fundiram e que depois de formadas sofreram a influências das culturas dos imigrantes, especialmente alemães e italianos. É claro que há diferenças, tanto em detalhes da vestimenta como em comportamentos e procedimentos sociais. Os tradicionalistas gaúchos do Cone Sul realizaram, segundo nos informa Carlos Arezo Posada, na obra “Vigencia del tradicionalismo – La Patria Gaucha” (pag. 70), Congressos Internacionais da Tradição Gaúcha em Montevidéu (julho de 1958), em Porto Alegre(outubro de 1962), em Santiago do Chile (dezembro de 1963) e em Buenos Aires (abril de 1965), antes da constituição da Confederação Internacional da Tradição Gaúcha no dia 21 de abril do ano de 1984, em reunião realizada no Parque Roosevelt, no Departamento de Canelones no Uruguai, com a presença de representes brasileiros, uruguaios e argentinos. Vejamos que a constituição da CITG é anterior à organização da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha que data de 1987. A CITG teve a sua carta constitutiva aprovada no 6º Congresso Internacional realizado em maio de 1991, ma cidade de Florianópolis. É naquela carta que encontramos os objetivos da entidade: a) Investigar, difundir e incentivar nos respectivos países os usos e costumes do tradicionalismo gaúcho, a aproximação e o intercambio cultural, respeitadas as peculiaridades regionais; b) manter a união dos Movimentos Tradicionalistas Gaúchos dos países membros; c) interceder perante os Organismos Internacionais em benefício dos direitos e interesses legítimos da cultura gaúcha. A sede atual da CITG é em Montevidéu em razão de que o seu presidente, Manuel Rodriguez, é daquela cidade. DTG organiza evento em benefício de hospital O DTG Polivalente, de São Jerônimo, 2ª RT, organizou um evento para arrecadar alimentos para o hospital da cidade O evento foi em prol do hospital de São Jerônimo, que está em precárias condições. O hospital atente a um grande número de pacientes dos municípios da região. Além de São Jerônimo, os moradores das cidades de Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Charqueadas, General Câmara e Minas do Leão também utilizam os serviços do hospital. Foi um evento organizado pela primeira prenda mirim, Stefani Soares, e pelo primeiro guri, Fernando Grazioli, com ajuda da patronagem e pais. Foram feitas apresentações de invernadas de danças e um baile. Os jovens agradeceram a parceria e contribuição e falaram aos presentes sobre a vivência como peão de crachá e prenda de faixa e, principalmente, sobre o dia a dia das invernadas. Os alimentos arrecadados foram entregues para os representantes do hospital e enfermeiras presentes no evento. O DTG Polivalente é um departamento da escola estadual José Athanásio e já foi quarto colocado, em danças tradicionais no ENART, no ano de 2003. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 177 ENTREVISTA Maio de 2016 15 O Piá do RS vem do Alegrete Guilherme Ribeiro Rossi, 12 anos, natural de Alegrete, cursa o 7º ano do Ensino Fundamental na Escola Demétrio Nunes Ribeiro,cria do CTG Amizade De Vasco Alves. Eco – Como foi ver o trabalho reconhecido e vencer o Entrevero? “O título que hoje carrego no peito de 1ª Pía do Rio Grande do Sul é a culminância de um trabalho árduo, mas que valeu a pena. Deus, com sua grandeza me iluminou e para minha felicidade e da fronteira oeste que represento,consegui vir com o título de campeão para o meu Alegrete e 4ªRT”. Eco – Quem é você, fora das atividades tradicionalistas? Fora das atividades tradicionais, sou um jovem estudante que tem sonhos, resido na zona rural de Alegrete no 4º subdistrito denominado Vasco Alves, gosto de brincar com minhas irmãs , andar a cavalo,ajudar meu pai nas lides de campo, gosto de levantar cedo, amo minha família e tenho orgulho do meu chão, meu Alegrete, berço dos Fagundes, Mario Quintana, Wilsom Paim, Oswaldo Aranha e tantos outros gaúchos que fizeram e fazem sua história. Eco – Quais os planos para gestão? Os planos para esta gestão é representar muito bem os gaúchos e pias de todo este vasto Rio Grande, mas sempre com a mesma essência, humildade e dedicação que conquistei este título. Eco - Fala sobre este momento histórico, pegar o crachá de um amigo na mesma colocação. Este momento histórico, não trilhei solito graças a deus tive o apoio de muitos, da família minha base minha essência que me ensinaram a verdadeira tradição, meus pais, minhas irmãs, minha avó, minha bisa, esses que estiveram lá comigo, mas muito obrigado aos que ficaram por aqui mas com o pensamento firme em mim, meus avós e meus tios, a vocês meu agradecimento, pois sou movido pelo amor e incentivo de vocês. A 4ª RT a toda sua coordenadoria e ao CTG Amizade de Vasco Alves pela confiança dada a mim, aos professores Miriam Antunes e Milena, Cláudio Melo e Michele a prenda Eliana Witt, e a todos os amigos que me ajudaram neste sonho que hoje é realidade, vocês não me deixaram cair e me estenderam a mão em momentos difíceis sempre o meu agradecimento. Um sonho de irmão para irmão Bryan Leal de Melo, 13 anos, natural de São Luiz Gonzaga, cursa o 9º ano na Escola Básica da Universidade Regional Integrada – URI. Iniciou as atividades tradicionalistas aos 2 anos no D.N Carlos Bastos do Prado, acompanhando dos pais, que trabalhavam nas invernadas da entidade. Aos 04 anos já era integrante invernada mirim, onde conquistou dois títulos regionais. Em 2011 passou a fazer parte do CTG Galpão de Estância. Nesta entidade foi piá regional, e desde essa época já sonhava em representar sua entidade e região no entrevero estadual, talvez por acompanhar a caminhada de seu irmão Gustavo Melo, nesta época 2º Guri do. “Conquistei o título regional de Guri Farroupilha da 3ª RT também pela família Galponeira e ai comecei a trilhar o caminho nada fácil, mas encantador de buscar o meu sonho. Foram em torno de 3 a 4 horas diárias de estudo, regadas por duas horas de treino de gaita, ensaios de danças e muito treino de campeira, comemos neste período muito bife e churrasco de fino resultado dos treinos de charque, horas e horas de tiro de laço, repetições e repetições de encilha, muitos e muitos dias de treino de tranças, mas nada foi sofrimento, tudo foi recompensador porque estava fazendo e aprendendo coisas que amo fazer, com mestres que admiro” – Conta Brayan. Eco – Qual o teu sentimento ao conseguir este feito para a 3ªRT e também para tua familia? Uma mistura de emoção, satisfação e tranquilidade. Por ver que todo o meu esforço, tudo pelo que batalhei, estava sendo reconhecido naquele momento. Um momento único. Eco – Quem é o Bryan, fora das atividades tradicionalistas? O mesmo na verdade, com apenas algumas peculiaridades. Pois o mesmo Bryan que ama os cavalos e arreios, também adora os carros antigos. O mesmo Bryan que ama as músicas gaúchas, também escuta rap e rock. Um guri que adora fazer projetos científicos, que é fascinado pelos jogos de vídeo game, que gosta de lutar boxe, que odeia ficar parado sem fazer nada, que gosta de ajudar quem precisa, gosta de estar sempre aprendendo coisas novas, de estar com os amigos, ler bons livros (muitos livros), adora dar risada e fazer as pessoas se sentirem bem, passar momentos com minha família, gosta de ficar encerrado dentro do quarto criando arranjos para a gaita, tocando violão e fazendo letras e melodias dos mais variados ritmos, mas que tem suas obrigações também com o trabalho (dando aulas de dança no projeto Mais Cultura e para a Invernada Dente de Leite em minha entidade), com os estudos e ajudando nas tarefas de casa. Eco – Quais os planos para gestão? Em minha gestão não quero ser visto como um menino que conquistou um crachá estadual. Quero que as pessoas vejam em mim, um jovem pronto e preparado para trabalhar pelo Movimento, entre meus planos está a elaboração de um canal no YouTube, com um possível nome: “ Conversa de guri”, no qual mensalmente colocarei dicas, e entrevistas com temas a respeito da preparação para entreveros, gostaria de ter a oportunidade de falar aos jovens do nosso RS em palestras e oficinas, e dividir todo o conhecimento que acumulei durante a minha preparação e poder aprender ainda mais com essas experiências. Porque embora a pouca idade, tenho certeza do papel de Guri do RS, ajudar a disseminar e fortalecer nossa cultura, trabalhando incansavelmente junto a juventude, falar sobre o nosso tradicionalismo, do amor as coisas da nossa terra para que mais pessoas compreendam nosso movimento e quem sabe se agreguem a ele, pois foi pra isso que me preparei. Eco – Nas homenagens nas redes sociais Disse ter feito isso por teu irmão. Sim, nas redes sociais afirmei que o meu título foi por meu irmão, claro o sonho era meu, mas realmente foi por ele. Nós temos uma ligação muito forte, somos irmãos, amigos e companheiros, acompanhei de perto cada batalha dele as quais não foram poucas para buscar o sonho de ser peão do estado do RS, o qual ele em parte realizou, pois conquistou o título de segundo peão do RS, pode parecer soberba, e muitas pessoas podem pensar, tá mas o guri foi segundo peão do RS e ainda achou pouco, e não se trata disso, como eu disse são os sonhos, coisas que não podemos explicar muito, e o dele era ser peão de nosso estado, e por isso como muitos fazem adiou sonhos profissionais e de estudos, não para aparecer, e engrandecer-se mas porque ele realmente acreditava na causa. Mas como todos sabem por consequências do destino e nele a gente não manda, ele não conseguiu realizar este sonho. E na entrega dos resultados na cidade de Giruá, sabendo que ele não mais retornaria aos concursos, pelo menos por um bom tempo, porque a idade chega, a vida cobra outras responsabilidades então fiz essa promessa de buscar com todas as minhas forças um título estadual por mim e por ele. E em muitos momentos de cansaço, e dificuldade essa promessa me manteve firme, porque tinha que realizar o nosso sonho. Comida: Carreteiro Livro: Faz parte do meu show de Robson Pinheiro, o Analista de Bagé de Luís Fernando Veríssimo Filme: A espera de um milagre

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