Embed or link this publication

Popular Pages


p. 1

Jornal dos ESTATUTÁRIOS S I N D I C AT O D O S S E R V I D O R E S E S TAT U T Á R I O S M U N I C I PA I S D E S A N T O S Ano VI – Nº 22 – Abril 2016 PLP 257-2016 Santos lança movimento contra ‘pl’ que congela salários e retira direitos Até servidores concursados poderão ser demitidos. Campanha foi lançada também em outros municípios e estados Proibição de reajuste salarial por 24 meses! Programa de demissão voluntária (pdv) para servidores! Proibição de novas contratações, exceto para substituições e, mesmo assim, terceirizadas! Esses já seriam três bons motivos para os sindicatos de servidores públicos de todo o Brasil fazerem uma greve nacional contra o projeto de lei 2572016, que está no congresso nacional. De autoria do governo federal, o projeto estabelece ainda a inclusão de terceirizados no gasto com o funcionalismo e redução em 10% da despesa mensal com cargos de livre provimento e nomeação. Nem mesmo os servidores com estabilidade por força de concursos públicos estão livres das demissões compulsórias (obrigatórias) previstas no famigerado projeto. Diante desse enorme problema, nosso Sindest tem participado de reuniões e protestos estaduais e nacionais nas últimas semanas. Em Santos, lançou o movimento no dia 26 de abril. Foi no auditório do sindicato dos trabalhadores em edifícios, localizado a uma quadra da nossa sede. O projeto foi enviado ao congresso nacional em 23 de março. FOTOS: Alexandre Cruz Nosso Sindest reuniu servidores, na noite de 26 de abril, no auditório dos empregados em edifícios PARTICIPE nesta quarta-feira 4ª-feira • 19 horas Nova reunião 4 de maio Sindicato dos empregados em edifícios Rua Júlio Conceição, 238 - Perto do Sindest

[close]

p. 2

Jornal dos ESTATUTÁRIOS ANO VI – Nº 22 – ABRIL 2016 - PÁGINA 2 INFAME Governo federal deveria se envergonhar da medida O certo seria a presidenta Dilma retirar o ‘plp’ do congresso nacional o quanto antes É inadmissível o governo pretender alterar direitos constitucionais com um simples projeto de lei complementar. A presidência da república deveria se envergonhar da medida e retirá-la do congresso imediatamente. Mas o governo só voltará atrás se perceber ampla mobilização do funcionalismo, em todas as instâncias, com organização de uma greve para abalar as estruturas do poder. A situação não é novidade. Tentaram cassar direitos dos servidores na assembleia nacional constituinte e na reforma constitucional de 1995 a 1998. Mas não conseguiram por causa da nossa força. A covarde atitude do governo considera o funcionalismo culpado pela incompetência de governadores, para falar o mínimo, ao longo de décadas, o que tornou os estados insolventes. As medidas certamente tornarão precárias as condições de trabalho do funcionalismo e a qualidade dos serviços, inviabilizando, entre outras iniciativas, a melhoria do dramático quadro da saúde pública. Elas fazem parte de contrapartidas impostas aos estados e ao distrito federal para se beneficiarem do alongamento de 20 anos de suas dúvidas com a união. João Domingos, presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), em sessão da Câmara Federal Fotos: Divulgação CSPB Diretoria da CSPB na Câmara Federal José Calixto, presidente nacional da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), terceiro da esquerda para a direita, com presidentes de federações de servidores

[close]

p. 3

Jornal dos ESTATUTÁRIOS ANO VI – Nº 22 – ABRIL 2016 - PÁGINA 3 Reunião na sede na NCST, em São Paulo, que preparou as atividades nas assembleias legislativas paulista e catarinense Sindicatos de servidores, na Assembleia Legislativa de São Paulo Fotos: Alexandre Cruz Audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com participação do senador Esperidião Amin (PP-SC), que se opõe ao projeto MOBILIZAÇÃO Temos que lutar muito e até fazer greve, se necessário Não podemos aceitar que meia dúzia de neoliberais prejudiquem 12 milhões de servidores Além de pressionar o executivo federal, devemos também trabalhar em cima dos congressistas, mostrando descontentamento e repulsa ao famigerado projeto. E não venham as autoridades dizer que o projeto diz respeito apenas à união, estados e distrito federal, pois faculta aos municípios o direito de também utilizá-lo. E ainda que não dissesse respeito aos servidores municipais, a solidariedade com os colegas das outras instâncias da administração pública nos motiva a ser contra as medidas. Outro agravante da iniciativa governamental é a privatização de empresas estatais, implícita na possibilidade da união aceitar passivos pertencentes aos estados para futura alienação. A hora é de luta. Somos 12 milhões de trabalhadores públicos no Brasil. Não podemos aceitar que meia dúzia de neoliberais mal intencionados nos prejudique.

[close]

p. 4

Jornal dos ESTATUTÁRIOS ANO VI – Nº 22 – ABRIL 2016 - PÁGINA 4 PRESSA! Nosso prazo é curto demais, em 7 de maio Confederação dos servidores públicos do Brasil programa primeira grande greve nacional do funcionalismo O Sindest alerta ao funcionalismo que o prazo de urgência constitucional dado ao ‘plp’ é 7 de maio. A partir daí, ele tranca a pauta da câmara federal, impedindo votações de outros assuntos. Como os deputados não pretendem interromper as atividades legislativas, vão quer votar o projeto 257 a toque de caixa, o que nos deixa totalmente vulneráveis. Por isso, a CSPB, confederação dos servidores públicos do Brasil, vem promovendo reuniões, encontros e protestos em todos os estados e em diversos municípios. As três primeiras audiências públicas foram em Brasília, em abril. Depois, participamos de outra grande audiência em Florianópolis (SC), onde os servidores já estão em ‘estado de greve’ contra o ‘plp’. As mobilizações têm que aumentar por causa de um agravante: a intenção anunciada pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB), possível futuro presidente, de aprovar e aplicar esse projeto. Aqui em Santos, além do movimento contra o projeto, estamos conversando com a direção da câmara municipal para realização de audiência pública sobre o assunto. Presidente Fábio Pimentel e diretoria do Sindest na primeira reunião contra o projeto, em Santos, no sindicato dos empregados em edifícios Fábio Pimentel, presidente do Sindest: ‘Além de congelar salários e subtrair benefícios, o projeto pode inclusive alterar alíquotas de contribuição previdenciária, prejudicando o pessoal nas aposentadorias e afastamentos’ Jornal do Sindest. Publicação do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos. Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br . Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor responsável: Rogério Catarino. Redação e edição: Paulo Esteves Passos, MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP. MTb 15.381 Diagramação: www.cassiobueno.com.br Impressão: Graficópias Nunes. 10 mil exemplares. Fotos: Alexandre Cruz

[close]

Comments

no comments yet