Revista Fácil Nordeste Edição 164

 

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20 de Anos de Turismo no Nordeste

Popular Pages


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Expediente Presidente Fernando La Greca Diretora de Negócios Nilza Guerra Diretora de Produção Ana La Greca Editor de Turismo Luiz Felipe Moura Projetos Especiais Roberto Nóbrega Colaboradores de Fotos Evaldo Parreira Ivaldo Régis Roberto Souza Colaboradores André Dantas Bento R. P . de Albuquerque Carlota Aymar Gilson B. Feitosa Horácio Abiahy Jaques Cerqueira José Cláudio Pires de Souza Leandro Ricardo Leopoldo Albuquerque Loy Longman Luiz Felipe Moura Marcos Alencar Marco Polo Mariana Trajano Ney Anderson Roberta Monteiro Silvio Romero Rogério Almeida Cristina Lira Colaborador São Paulo Renato Cury Fone: 11 2864.1636 Revisão Josilene Corrêa Administração Rua D. Maria Vieira, 88-E - Ilha do Retiro Recife-PE - CEP 50830-020 Tel. 55 81 3039.0594 | 0596 Redação Tel. 55 81 3039.0595 | redacao@ revistafacil.net Comercial Tel. 55 81 3039.0594 | comercial@ revistafacil.net Projeto Gráfico e Capa Contorno Ideias e Soluções Tel. 55 81 3031.6987 | www.contornoideias. com.br Site Brando Nascimento brando.interface@gmail.com Tel. 81 9974.9492 Assinaturas Tel. 55 81 3039.0594 Auditada por Baker Tilly Brasil Ceará SUCURSAL FORTALEZA Diretor Mario Pinho Rua Coronel Manuel Albano, 900, torre V, Sl. 405 Maraponga - Fortaleza - CE Tel. 85 32 98 1506 | 85 98856 5149 OI 85 99764 4290 TIM | 11 96031 2011 OI/SP Brasília | Rio de Janeiro | São Paulo Linkey Representações e Publicidades LTD. (61) 3202-4710/ 9984-9975/ 8423-0318 linda@linkey.com.br Contato São Paulo: Maria Marquezini (11) 99701-5278 | 97284-1919 | 982881919 mmarquezini@linkey.com.br A Fácil Lazer e Negócios é uma publicação da EBI - Editora Brasileira de Imprensa Ltda Opinião dos colunistas não reflete a opinião da Revista Proibida a reprodução total ou parcial de matérias ou fotos sem a autorização da Revista. ECONOMIA 28 DESENVOLVIMENTO 30 GASTRONOMIA 38 46 MODA Edição 164 | Ano XX | 2016 www.revistafacil.net | FÁCILTV - www.faciltv.tv Editorial 06 Gestão 08 O Direito 10 Opnião 11 Capa 12 Porto de Galinhas 16 Litoral Norte 24 Economia 28 Smart City 30 Sumário Aves exóticas 32 Coluna PB 35 Troféu Diva Pacheco 36 Gstronomia 38 Moda 44 Moda Noivas 46 Cerimonial 48 Saúde 50 Abrajet 34 FÁCIL | Lazer e Negócios NE 3

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Editorial Por Jorge Tadeu de Andrade O preço da arrogância Tradicionais institutos de pesquisa costumam apontar a segurança como principal exigência dos turistas que visitam o Brasil, quando o foco central é esse importante segmento da economia. O segundo mais demandado, conforme a região pesquisada, e o perfil do turista entrevistado, é a limpeza urbana. Juntos, os dois são os mais exigidos nas cidades que pretendem fazer de seus pontos turísticos o destino de visitantes internacionais e mesmo os dos brasileiros em férias ou a negócios. Daí não precisar de nenhum gênio planejador para tomar providências para sanar as duas mais importantes demandas do turista. Entretanto, o óbvio vem sendo ignorado através dos tempos, com maior ou menor desprezo, conforme o executivo que estiver à frente da cidade. Esclarecido o item segurança como um dos mais importantes, traz se à memória o deprimente incidente envolvendo uma turista servo-americana, integrante da tripulação de entretenimento de um dos mais importantes cruzeiros que visitou a cidade do Recife no fechamento da temporada de 2016. Com anunciados 3.000 turistas a bordo, esperava-se o mínimo de preparo e atenção para que a visita fosse um encantamento capaz de fazer com que voltassem no futuro ou recomendassem o destino pernambucano aos amigos e parentes, pois é assim que o ciclo do turismo funciona, quando gerido de forma profissional, técnica e comprometido com o fortalecimento do segmento. O resultado foi a imagem de uma mulher ferida na cabeça, ainda próximo do local de desembarque, dentro dos limites administrativos do Terminal Marítimo, que percorreu não apenas o país, como o mundo, numa demonstração de despreparo das autoridades para lidar com esse tipo de demanda. De longe, as autoridades que estavam em visita a Buenos Aires, inaugurando mais uma tentativa de perenizar um voo ligando as duas cidades, simplesmente lamentaram o episódio, minimizando o assunto com a costumeira arrogância. Certamente não estão dentre os que acreditam que uma imagem tem o poder de mil palavras. O mal está feito e a tragédia anunciada se consumou com todos os envolvidos tirando o corpo fora de suas responsabilidades, deixaram de fazer um dever de casa e contribuíram para jogar mais uma pá de cal no combalido destino Pernambuco. Não é nenhuma novidade o desprezo que o atual governo de Pernambuco tem pelo turismo, considerando que tanto o estado quanto o município seguem a mesma cartilha e cometem os mesmos erros, insistindo na manutenção de executivos de resultados medíocres à frente do segmento. Quando entrevistados, só falam em dois destinos: Porto de Galinhas e Fernando de Noronha, ambos são dois paraísos reconhecidos em todo o mundo, não precisando de adulações políticas ou falso reconhecimento para continuarem no gosto e preferência de quem vem a Pernambuco. Fernando de Noronha e Porto de Galinhas são dois destinos que já se vendem sozinhos, cabendo aos operadores apenas registrar pedidos de entrada e fornecer as informações básicas para que o turista tenha suas expectativas atendidas, embora se reconheça o esforço contínuo de continuar trabalhando na manutenção do que existe e na busca de melhorias que perpetuem e façam valer a preferência dos turistas. Mas por mais óbvio que as demandas sejam, a política partidária, esse câncer que contamina todas as estatais e gabinetes governamentais, prevalecem sobre o técnico, sobre a meritocracia e principalmente despreza quem sabe para prestigiar quem gera voto. Está aí o Recife Convention & Visitours Bureau, entidade criada no seio do empresariado que logo foi envolvida na maré de falta de investimentos em infraestrutura, tendo como decorrência a perda de importantes eventos para outras capitais que mantiveram Centro de Convenções dentro das exigências dos promotores desses eventos. Nessa queda de braço, a mais recente vítima foi a secretária executiva da entidade, a quem foi dada a saída honrosa, justificando curso de longa duração. Os ventos definitivamente não sopram favoráveis para a “Terra dos Altos Coqueiros”. Não bastasse a quantidade de infortúnio, veio o anúncio da American Airlines, oficializando a suspensão do voo Recife/Miami/Recife, entre os meses de maio a setembro. Isso aconteceu pela lógica empresarial simples e fria: falta de passageiros. Mesmo assim, as autoridades continuam insistindo no bolo de rolo e frevo para os gatos pingados que chegam em voos promocionais. Como nessa história não tem último capítulo, acrescente o confete sobre a Azul Linhas Aéreas e sua expansão regional. Agora participando da internacional TAP, a Azul está colhendo frutos que não plantou, pois há décadas a TAP voa para Pernambuco, sem nunca ter deixado de fazê-lo. A continuar prestigiando afilhados e políticos, Pernambuco vai segurar a lanterna do Turismo, fato que já pode ser percebido pelo crescimento do turismo em direção ao Ceará, Natal e o tradicional destino baiano. Pernambuco precisa reagir e implantar uma política profissional, séria, competente e comprometida com o turismo ou vai perder tudo o que já conquistou, ficando literalmente a ver navios. 6 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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GESTÃO Por Jaques Cerqueira jaquescerqueira@gmail.com Fotos: Divulgação Pitú para chinês 1 A Pitú, maior exportadora brasileira de cachaça, voltou a vender para a China, dentro do seu plano de abertura de novos mercados. A nova praça vai se juntar aos outros 66 destinos alcançados pela empresa pernambucana lá fora. Na China existe um trabalho iniciado de reconhecimento da denominação de origem da cachaça, como produto tipicamente brasileiro. Pitú para chinês 2 Uva e manga pesam mais Na balança comercial de Pernambuco em 2015, a uva e a manga aparecem em 7º e 8º lugares, respectivamente, como principais produtos da pauta de exportações. Os embarques de uva aumentaram 14,8%, com o faturamento passando de US$ 48,4 milhões para US$ 55,5 milhões. Já as exportações de manga subiram 3%, saindo de US$ 51,2 milhões para R$ 52,7 milhões. Na lista das lavouras permanentes no Estado, a uva tem peso de 37,1% e a manga de 36,6%, sendo as duas mais importantes entre as sete pesquisadas. A produção de manga avançou 9,6% e a de uva 0,3%. Com uma população de 1,3 bilhão de habitantes, a China é um mercado cobiçado por qualquer setor. Hoje, dos 95 milhões de litros de cachaça produzidos pela empresa, 2,1% são destinados ao mercado externo. Para o mercado chinês, o rótulo da Pitú foi escrito em mandarim. Apesar de estar completando 500 anos, a cachaça é uma mera desconhecida no mercado internacional. Sadia e Perdigão Agropecuária segura economia Com o Brasil agonizando em meio à mais grave recessão dos últimos 25 anos, a agropecuária foi a única responsável em 2015 por um bom desempenho na produção. Em Pernambuco e no País, a atividade cresceu e contribui para atenuar a queda no Produto Interno Bruto (PIB). Em âmbito nacional, a expansão foi de 1,8% e no Estado chegou a 5%. Os produtores do Vale do São Francisco aproveitaram a alta do dólar e as janelas de exportação para destinar um percentual maior da produção para o mercado externo. As exportações já chegaram a representar 70% das vendas, mas a valorização do real e o aquecimento da economia interna inverteu esse percurso. Agora, com a mudança de cenário, os empresários conseguiram destinar metade da produção para comercializar lá fora. Multinacional dona de marcas como Sadia e Perdigão, a BRF vai investir R$ 70 milhões na expansão do centro de distribuição em Vitória de Santo Antão, junto com uma fábrica de embutidos. Assim, duplica sua capacidade e melhora a logística para atender o mercado nordestino. O investimento privado inclui R$ 20 milhões na melhoria dos acessos viários do complexo. Bons hospitais A lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar com 131 hospitais particulares e públicos que receberam avaliação máxima de institutos que medem a qualidade do atendimento de saúde inclui quatro unidades em Pernambuco: Memorial São José, Santa Joana, Esperança, todos localizados no Recife, além do Esperança Olinda. Dos 131 hospitais, 59 estão em São Paulo. Baterias Moura Milhas agora valem 5 anos A Justiça de São Paulo decidiu que a TAM deve aumentar de dois para cinco anos a validade das milhas do seu programa de fidelidade, além da adequação de outras regras ao Código de Direito do Consumidor. Apesar de ainda caber recurso, a sentença já tem validade nacional e é fruto de uma ação civil pública movida pela Associação de Consumidores Proteste em 2014. A Baterias Moura está investindo R$ 210 milhões em nova planta industrial de baterias automotivas e estacionárias, no complexo industrial do grupo, em Belo Jardim. Esses recursos, somando investimento e capital de giro, serão aplicados ao longo de dois ou três anos. Na primeira fase, a nova planta terá capacidade de produção de três mil baterias por ano. Prejuízo bilionário da Oi A Oi encerrou o quarto trimestre de 2015 com prejuízo líquido consolidado de R$ 4,5 bilhões, 2,9% a mais do que no mesmo período do ano anterior. No ano, o rombo chegou a R$ 5,3 bilhões, com alta de 21,4% em relação a 2014. A Oi diz que o resultado foi impactado principalmente por ajustes contábeis, num total de R$ 3,1 bilhões. O primeiro deles é a perda de R$ 89 milhões sobre o valor justo da participação da Oi nos investimentos controlados na África, o que impactou a linha de lucro operacional. 8 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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O DIREITO Por José Cláudio Pires de Souza Advogado e Consultor O novo Código de Processo Civil e a crise política brasileira Em meio às turbulências políticas decorrentes da “operação lava jato”, para muitos passou despercebida a vigência do Novo Código de Processo Civil (NCPC), desde 18 de março de 2016, Lei 13.105/2015. O NCPC regula os procedimentos a serem adotados nas searas do direito civil, empresarial, tributário, previdenciário, assim como o processo do trabalho, o eleitoral e o administrativo, de forma supletiva e subsidiária. Fruto de 05 (cinco) anos de árduo trabalho, sob a batuta do eminente ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, o novel diploma processual trouxe uma nova mentalidade para as soluções das lides levadas ao poder judiciário, rompendo com antigos paradigmas, onde a forma prevalecia sobre o conteúdo. Com efeito, o Novo Código de Processo Civil elege os princípios constitucionais como leis primárias a serem adotadas pelos processualistas, sobretudo o princípio da dignidade da pessoa humana. Nesse diapasão, o NCPC passou a ser uma ferramenta que prioriza a conciliação entre as partes litigantes, por certo como consequência de ser o primeiro código sancionado sob a égide da democracia. Desse modo as inovações trazidas no NCPC deverão colaborar diretamente para reduzir em até metade o tempo de duração dos feitos levados aos juízos espalhados pelo país, segundo o presidente da comissão que elaborou os trabalhos, sendo importante ressaltar, com o antigo código de ritos, um processo levava de 02 (dois) a 08 (oito) anos para ser concluído. Importante salientar que o projeto sofreu várias alterações, inclusive um substitutivo, até ser aprovado e sancionado pela presidente da república, em março do ano passado, abrindo um período de 12 (doze) meses para que o sistema judiciário se adequasse aos novos dispositivos, assim como advogados e membros do Ministério Público. Destaca-se, entre as mudanças introduzidas, o PLC 168/2015, o qual retirou da proposta original a obrigatoriedade de as ações judiciais obedecerem a uma ordem cronológica, mormente porque alegavam estarem “engessados” e reivindicaram que as decisões deveriam obedecer às circunstâncias específicas de cada caso levado a juízo. Nada obstante espera-se um período e até 02 (dois) para que todos se adequam aos novos comandos processuais, quando surgirão questionamentos para que a jurisprudência passe a se posicionar a respeito da sua aplicação. Nesse momento de crise política em que estamos vivenciando, as novas regras são deveras oportunas, devendo os operadores do direito não só se nortearem, mas, sobretudo, aplicarem os princípios constitucionais que passaram a fazer parte do Novo Código de Processo Civil. 10 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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OPINIÃO Por Marcelo Marenga Presidente da Associação de Turismo do Litoral Norte (ATLN-PE) e do Conselho Municipal de Turismo do Paulista (Conturp) que possam receber bem nossos turistas. A iniciativa de investir no momento de crise mostra que acreditamos em nossa potencialidade e temos a certeza de um retorno rápido, porque quem mais aparece são os que mais crescem. Há uma patente demonstração de falta de visão estratégica e até mesmo de vontade política. Vejamos, por exemplo, o Centro de Convenções de Pernambuco, equipamento dos mais importantes e necessários para o fomento e incremento da atividade do Turismo de Negócios, e que está praticamente degradado, sucateado. Enquanto isso, Fortaleza inaugurou um moderno e amplo Centro de Convenções, desbancando o nosso que até pouco tempo era considerado um dos melhores do país. Em conversa informal com o ex-secretário de turismo Felipe Carrera, quando na oportunidade e de forma cômica eu lhe disse: “Secretário, gostaria de lhe lembrar que o Litoral Norte também faz parte de Pernambuco”. A verdade é que não vemos qualquer ação de incremento ao turismo nessa região. Ao contrário, citamos os investimentos do governo na Semana Santa, no município de Brejo da Madre de Deus, quando do espetáculo da Paixão de Cristo, onde os poucos hotéis existentes tiveram média de ocupação de 80%, além de utilizar praticamente Porto de Galinhas como propaganda turística do estado. O Governo deve entender que é necessário nesses tempos de economia em queda iniciativas criativas e que possam resultar em retorno imediato, com investimentos mais assertivos, unindo esforços de todo Trade Turístico e focando na cadeia produtiva, onde todos os setores ganham, sendo eles formais ou informais: hotéis, restaurantes, vendedores ambulantes e muitos outros, enfim, todos saem ganhando. O momento é para sermos inovadores e tornarmos nossos municípios mais fortes. Afinal, um destino com reputação positiva facilmente se torna competitivo, chama atenção, atrai recursos e pessoas, além de gerar emprego e renda. Assim, gerando emprego e renda, o município do Paulista é portão de entrada de toda região norte e nordeste e dista apenas 30 kms do Aeroporto Internacional Guararapes. O Shopping North Way que ocupou o lugar da antiga Fábrica Aurora, já é um case de sucesso. Portanto, investir no Litoral Norte pernambucano e procurar transformar a praia de Maria Farinha em polo turístico natural dessa região é, além de uma realidade, uma necessidade irreversível. Fiquemos atentos e vamos trabalhar para tentar reverter essa situação!!! Considerações sobre o Turismo no Litoral Norte de Pernambuco A despeito de uma antiga máxima, quando o aumento do dólar e do euro representava um incremento no turismo interno, além de fomentar também o turismo receptivo estrangeiro, atualmente e, diante da atual, patente e temerosa situação econômica que o país atravessa, além de uma crise política e moral, já institucionalizadas e sem precedentes, as coisas tornam-se naturalmente mais difíceis em todos os sentidos. Em recente pesquisa, foi observado um crescimento na busca por pacotes na região Nordeste. Esse momento é muito importante para darmos mais um passo em direção à interiorização do turismo e no mercado regional, ou seja, nas Capitais circunvizinhas como Natal, no Rio Grande do Norte; João Pessoa (incluindo Campina Grande), na Paraíba; Maceió, em Alagoas; além das cidades de Caruaru, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe e Petrolina, todas em Pernambuco. O Governo pernambucano precisa realizar investimentos para fortalecer esse nicho atual de mercado. Temos belezas naturais, diversidade cultural e mesmo assim Pernambuco tem ficado de fora na rota de shows internacionais. Está na hora de buscarmos novamente essa referência, utilizando grandes espaços, como a Arena Pernambuco, ou outros equipamentos FÁCIL | Lazer e Negócios NE 11

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TURISMO Por Fernando Lagreca PONTA VERDE - ALAGOAS O chamado Turismo de Sol & Mar, ao longo da faixa litorânea nordestina, com 2,5 mil Km de extensão, do Sul da Bahia ao Norte do Maranhão, sempre foi rico em variedades de praias protegidas por recifes de corais, piscinas naturais, vastos coqueirais, pequenas vilas de pescadores, vegetação de extraordinária beleza tropical. Mas há vinte anos nada disso chamava a atenção dos governantes como potencial socioeconômico e gerador de divisas, emprego e renda. Pelo menos era isso o que os governantes demonstravam. Somente a partir de 1995 o litoral nordestino passou a ganhar força com a implantação do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur-NE), que começou a alocar projetos na região, visando a atrair investimentos privados. A iniciativa deu certo. O Prodetur oferecia condições para a ocupação turística do Nordeste, preparando a infraestrutura, fazendo marketing e atraindo empresas, especialmente a rede hoteleira, com destaque para os resorts. Bahia- Com visão de futuro, a Bahia foi o primeiro Estado nordestino a criar uma empresa estatal de turismo (a Bahiatursa, em 1967), exemplo seguido por Pernambuco com a instalação da Empetur, no ano seguinte. A Bahiatursa levou o Governo baiano a investir pesado no fomento do turismo receptivo. De lá para cá, a atividade turística baiana só fez crescer. Afinal, atrativos naturais para isso não faltam, principalmente no litoral, onde as praias do Morro de São Paulo, de Trancoso e de Ilhéus se destacam como as grandes vedetes e vivem cheias de turistas o ano inteiro. Sem falar nos atrativos extraordinários de Salvador. Mas, como os 1,1 mil Km do litoral baiano não se limitam a essas charmosas praias, o turismo da Bahia ganhou há quinze anos um novo atrativo a 76 Km de Salvador: o Complexo Costa do Sauípe, que consiste em um condomínio de cinco resorts e seis pousadas, pertencentes a quatro grupos diferentes (o jamaicano SuperClubs, o francês Sofitel/Accor e o americano Marriott/Renaissance nos resorts, e a Sauípe S.A. nas pousadas), compartilhando a mesma estrutura de lazer (golf, náutica, equitação, tênis, SPA) e um centro de convivência, a Vila Nova da Praia. O conceito era ousado e nunca havia sido imitado, mas está dando certo até agora. E não tinha como ser diferente. Afinal, a área de 176 hectares oferece um cenário indescritível, onde se destacam um imenso coqueiral, lagoas, reservas da mata atlântica, dunas e manguezal preservados. Ceará- A faixa litorânea cearense tem 580 Km de extensão e forte apelo turístico. A Costa do Sol Poente, por exemplo, se estende por aproximadamente 191 km de costa, a oeste de Fortaleza, e contempla 18 municípios: Acaraú, Amontada, Aquiraz, Barroquinha, Camocim, Caucaia, Chaval, Cruz, Fortaleza, Granja, Itapipoca, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Paracuru, Paraipaba, São Gonçalo do Amarante, Trairi e Viçosa do Ceará. De acordo com a Secretaria de Turismo do Ceará, o aproveitamento do potencial turístico dessa mesorregião, pode ser expresso por “investimentos em resorts, hotéis, pousadas, parques de diversões, casas de espetáculos, esportes e equipamentos náuticos e atividades ligadas à produção de artesanato às manifestações folclóricas locais”. Na Costa do Sol são encontradas 22 áreas protegidas, distribuídas em 10 categorias, entre elas 12 Áreas de Proteção Ambiental (APAs): sendo 2 municipais, 9 estaduais e 1 federal. Há, CHAPADA DAS MESAS - MA CANION DO XINGÓ - SE Turismo Nordestino Vinte anos de mudanças 12 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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RECIFE - PE AREIA VERMELHA - PB TERESINA - PI PRAIA DO FUTURO - CE NATAL - RN SALVADOR - BA também, um Parque Nacional; dois Parques Ecológicos Estaduais; um Parque Botânico; um Parque Estadual Marinho; um Corredor Ecológico Estadual; uma Estação Ecológica Estadual; um Jardim Botânico Estadual; uma Reserva Particular do Patrimônio Natural e uma Reserva Ecológica Particular. O roteiro da Costa do Poente encanta por suas belas dunas, falésias, lagoas e lagunas, que dão o charme característico da região. Os atrativos do passeio começam já em Icaraí, Tatuba e Pecém, ainda Região Metropolitana de Fortaleza, e continuam em Cumbuco, local que reúne condições perfeitas para a prática de esportes náuticos, seguindo por Taíba, Paracuru, Lagoinha, Fleixeiras, Mundaú, Baleia e Almofala. O pôr do sol é um dos mais belos espetáculos da natureza na região e merece ser compromisso obrigatório nas agendas dos visitantes. O fim de tarde deve ser conferido em uma das praias mais bonitas do mundo, a famosa praia de Jericoacoara, que oferece águas transparentes e pedras esculturais. Com paisagens dignas de pinturas, compostas por jangadas e coqueiros, as praias de São Gonçalo oferecem diversas minas de água doce. Em Trairi, a atração é um passeio de catamarã pelo rio, que leva o visitante a praias ideais para mergulho, como a enseada de Mundaú. E para fechar com chave de ouro, um passeio de bugue em Camocim, passando claro pela Ilha do Amor. Certamente o visitante terá a garantia de encontrar um cenário indescritível e paisagens FÁCIL | Lazer e Negócios NE 13

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sem igual no mundo. Mas o turismo cearense oferece ainda outros atrativos, além das praias. A culinária, a hospitalidade de sua gente e o artesanato são elementos que estão agregados à nossa paisagem natural e cativa todos os visitantes. Sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Alagoas e Sergipe- No Litoral Norte alagoano, conhecido como Costa dos Corais, possui a segunda maior barreira de corais do mundo. São 130 km realçados pelo verde dos coqueiros e o azul intenso do mar. A exuberância das piscinas naturais e biodiversidade da vida marinha são atrações à parte de uma beleza indescritível. Vários municípios fazem parte desse cenário rico em atrativos, onde a natureza reina absoluta e oferece os melhores serviços aos visitantes. Mas a Costa dos Corais já viveu seus tempos áureos. A escassez de investimentos públicos nesse destino, entretanto, tirou boa parte de sua magia nos últimos dez anos. Os atrativos turísticos da chamada Costa dos Corais ainda incluem hotéis-fazenda e as chamadas pousadas de charme. Mas os turistas escasseiam por falta de melhor divulgação. O roteiro de 130 Km, que se destaca pela beleza de vastos coqueirais e manguezais, piscinas naturais, praias paradisíacas e um mar de tons esverdeados, abrange dez municípios costeiros: Paripueira, Barra de Santo Antônio, São Luiz do Quitunde, Matriz de Camaragibe, Passo do Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Porto Calvo, Porto de Pedras, Japaratinga e Maragogi. A elas se integrou Maceió, edificada às margens do Oceano Atlântico e da Lagoa Mundaú, igualmente originada a partir de um engenho de cana-de-açúcar, também enriquecida pelo ambiente natural favorável ao projeto colonizador e explorador português. Em Sergipe, o Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável do Polo Costa dos Coqueirais foi o instrumento para implementação do Prodetur II, no qual foram definidos ações e o montante dos investimentos necessários à consolidação do turismo em Sergipe. Constituído por 17 municípios, o Polo Costa dos Coqueirais foi implantado com o objetivo de expandir o turismo para outras localidades além da capital, Aracaju, buscando assim integrar os municípios litorâneos ao desenvolvimento ordenado do turismo sergipano. Foram escolhidos os municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros (onde se destacam as praias de Atalaia Nova, da Costa e do Porto), Estância, Indiaroba, Itaporanga D’Ajuda, Santa Luzia do Itanhy e São Cristovão. Mas, segundo alguns especialistas, faltam recursos para devolver à Costa dos Coqueirais a mesma magia de antes. Pernambuco- O turismo de Pernambuco mudou de perfil nos últimos vinte anos. Antes de 1992, a Empetur apostava ainda no chamado turismo de sol e mar. Mas, com o advento dos ataques de tubarão na praia de Boa Viagem, o Recife perdeu esse viés. Seu foco mudou para o turismo de eventos, lembrando que o fato de ser o terceiro maior polo gastronômico do País é um fator importante na escolha do Recife como destino turístico. Especialistas afirmam que o turismo de Sol e Mar no Recife sempre foi dificultado pelo fato de seus hotéis serem verticais e seus funcionários trajarem uniformes formais, adequados para o turismo de negócios e não de lazer. Como quarto maior polo médico do País, o Recife também atrai turistas de várias partes do Nordeste. Tanto o turista de eventos quanto o turista de saúde e bem-estar gasta cinco vezes mais que o turista normal. Outro acontecimento importante para o processo de fortalecimento do turismo na capital pernambucana se deu em maio de 2001, com a instalação do Recife Convention & Visitors Bureau. Cartão-postal da capital pernambucana, o Recife Antigo viveu sua fase áurea entre 1993 e 2001. Nesse período, o então secretário municipal de Turismo, Carlos Eduardo Cadoca, implementou uma série de ações para reerguer o polo de cultura do Recife Antigo, como a promoção de eventos culturais no bairro para chamar a atenção do público através do São João, carnaval, Festival da Seresta e o projeto Dançando na Rua. A ilha do Recife Antigo vivia em festa. Uma festa que terminou assim que João Paulo assumiu a Prefeitura do Recife. O Recife Antigo viveu um longo período de abandono. De uns anos para cá, há um esforço da Prefeitura no sentido de devolver ao bairro a alegria de antes. Surgiram os Espaços Culturais da Caixa Econômica e dos Correios, o Museu do Sertão e o Centro de Artesanato. Já a revitalização da área portuária possibilitou o surgimento de bares e restaurantes cheios de charme, todos com vista para o mar. Mas, como no Nordeste o forte mesmo é o turismo de Sol & Mar, as praias do Litoral Sul de Pernambuco - Porto de Galinhas em destaque - continuam atraindo turistas nacionais e estrangeiros praticamente o ano todo. Sem falar na Ilha de Fernando de Noronha. Já as praias do Litoral Norte, em especial a Ilha de Itamaracá, estão entregues ao esquecimento das autoridades. Paraíba- Em 1975, com a criação da Empresa Paraibana de Turismo, o setor ganhou novo impulso. Porém, a mais recente mudança positiva no setor se deve à ampliação da rede hoteleira, com a instalação da fábrica da Fiat Chrysler em Goiana (PE), a chegada de quatro indústrias de cimento no Litoral Sul paraibano e a implantação de um polo industrial, em Caaporã (PB). A Rede Nord Luxxor investiu pesado com a inauguração do Sapucaia Praia Hotel / Nord Luxxor Tambaú, em João Pessoa, em agosto do ano passado; do Nord Luxxor Tabatinga, na Praia de Tabatinga, litoral sul da Paraíba, e do Nord Luxxor Skyler, na orla do Cabo Branco, ambos em 2014. As joias do turismo Rica em destinos turísticos de sol & mar, o Nordeste tem conquistado visibilidade dentro e fora do País graças aos atrativos naturais de cada um de seus nove estados. Só para lembrar, na Bahia destacam-se as praias do Morro de São Paulo e a Costa de Sauípe. Em Sergipe, os destaques ficam por conta das praias de Atalaia Nova e do Porto, no município de Barra dos Coqueiros. Em Alagoas, Maragogi ganha disparado na preferência dos turistas. Já em Pernambuco, dois atrativos de peso: Fernando de Noronha e Porto de Galinhas. Na Paraíba, as praias de Tambaú e Tabatinga, sem esquecer o naturalismo de Tambaba. No Rio Grande do Norte, as praias de Pipa e Maracajaú. No Ceará, Jericoacoara e Canoa Quebrada continuam encantando turistas das mais diferentes partes do Brasil e do mundo. No Piauí, as praias do Coqueiro e de Carnaubinhas. Por fim, no Maranhão, o principal atrativo turístico fica por conta dos Lençóis Maranhenses. Costa do Sauípe BA Atalaia - SE Maragogi - AL Fernando de Noronha - PE RN Lazer e-Negócios NE 14 FÁC IL |Maracajaú Jericoacoara - CE Caranaubinhas - PI Lençóis Maranhenses - MA Coquerinho - PB

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