Newsletter Telemedicina nº4

 

Embed or link this publication

Description

Newsletter Telemedicina nº4

Popular Pages


p. 1

Abril 2016 SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 2

Constituição do GTT Henrique Martins Luís Gonçalves Carlos Ribeiro Fernando Gomes da Costa Miguel Castelo Branco Paulo Pinto Luís Mota Capitão Fernando Miranda António Pina Rui Gomes Adelaide Belo Ricardo Mestre Ana Raquel Santos Manuela Rosado (ARS-Alentejo) Presidente do Conselho de Administração da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE; Coordenador do Grupo de Trabalho de Telemedicina e representante da ARS-Alentejo; Representante da ARS-Norte; Representante da ARS-Centro; Representante da ARS-Centro; Representante da ARS-LVT; Representante da ARS-LVT; Representante da ARS Alentejo; Representante da ARS-Algarve; Diretor de Sistemas Informação da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE; Representante da Administração Central do Sistema de Saúde; Representante da Administração Central do Sistema de Saúde; Representante da SaúdAçor; Secretariado do Grupo de Trabalho de Telemedicina SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 3

Teleconsultas de forma rápida e segura Grupo de Trabalho de Telemedicina SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 4

Editorial Telemedicina: um instrumento estratégico ao serviço da Saúde O XXI Governo Constitucional tem como um dos principais objetivos para a área da Saúde, o desenvolvimento e consolidação de serviços de proximidade. Tal desiderato tem que ter uma tradução real para a vida dos doentes e das famílias. Em primeiro lugar, dispondo de respostas mais próximas dos locais onde as pessoas vivem, evitando assim deslocações longas, demoradas, clinicamente desaconselháveis, ou economicamente significativas para a bolsa de muitos portugueses. Em segundo lugar, criando mecanismos que promovam, sempre que possível, a deslocação dos profissionais em vez da movimentação dos doentes, sendo a prestação de cuidados domiciliários a expressão mais consistente deste objetivo. Em terceiro lugar, fomentando o uso generalizado das TIC, que facilitem o acesso à informação clínica à distância, reduzindo ao indispensável a mobilidade de doentes e profissionais, designadamente nas fases intermédias de definição diagnóstica. O avanço registado nas últimas décadas no desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico – quer na área médica, quer nos sistemas de informação –, permitiu níveis de especialização inimagináveis, bem como o desenvolvimento de centros de referência altamente diferenciados, de elevada rentabilidade e eficiência económica. Esta nova realidade não é, todavia, conciliável com a proximidade física dos serviços para todos os cidadãos, já que tais centros de elevada diferenciação não têm a capilaridade dos cuidados de proximidade como, por exemplo, as USF. De facto, à medida que vamos diferenciando centros altamente especializados, temos que ter consciência dos princípios estratégicos a que devem submeter-se: os recursos são escassos; a excelência clínica exige escala e massa crítica; a distribuição territorial pressupõe concentração de meios e a escolha planeada da sua instalação. As TIC têm aqui um papel crucial, permitindo conciliar proximidade das respostas com necessidade de concentração de meios. A Telemedicina, que hoje permite adotar à distância um sem número de ações de intervenção clínica – consultas, diagnósticos, intervenções cirúrgicas, acompanhamento físico e funcional, monitorização de parâmetros clínicos e alertas em situação crítica, entre outras – é, neste contexto, uma ferramenta imprescindível para dotar os sistemas de saúde de mecanismos de aproximação entre os cidadãos e o acesso a cuidados de saúde, de forma rápida, segura e com elevados níveis de segurança e de sucesso. E tudo isto conciliando as necessidades com a equidade e a racionalidade na distribuição de recursos. 04 SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 5

Ainda recentemente, tive o gosto de presidir a uma sessão que sinalizou a introdução plena na Região Centro de uma rede integrada de apoio a doentes com AVC, facultando a todos um atendimento tecnicamente similar, seja qual for o hospital da Região para o qual sejam inicialmente encaminhados. Na verdade, através de uma teleconsulta coordenada no CHUC é possível, na janela temporal clinicamente recomendável, avaliar a situação do doente, iniciar uma terapêutica e indagar da necessidade de eventual evacuação para o CHUC. O diagnóstico e tratamento do AVC é, assim, mais rápido e eficaz, e as necessidades de transporte para Coimbra são reduzidas ao essencial. Este é um caso concreto, mas poderia apresentar outros exemplos de sucesso que ilustram a importância estratégica desta relação entre a medicina e as TIC, cuja evolução deveremos estimular e desenvolver. O Governo está muito atento ao potencial das tecnologias de informação e comunicação no serviço da Saúde, em particular do SNS, e está ciente do seu impacto virtuoso na promoção da equidade no acesso dos cidadãos aos serviços de que necessitam. Secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado

[close]

p. 6

Entrevista SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 7

SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 8

Entrevista Manuel Sobrinho Simões Como avalia a aplicação da Telemedicina no âmbito da assistência em saúde, mediada pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs)? Penso que a telemedicina constitui um dos instrumentos ou, se se preferir, uma das concretizações mais interessantes das TICs em diversos domínios da assistência em saúde. O que pensa da aplicação da Telepatologia/ Patologia Digital na moderna Anatomia Patológica? A patologia digital veio facilitar o desenvolvimento da telepatologia que comecei a praticar, em 1980 – ainda era, na altura, “analógica” – no Instituto de Cancro da Noruega, sediado em Oslo, para fazer exames extemporâneos de intervenções cirúrgicas realizadas no Hospital de Trömso, acima do Círculo Polar. A dimensão e a utilidade das suas aplicações serão tanto maiores quanto mais confortáveis os anatomopatologistas se sentirem a fazer diagnóstico em computador, em vez do microscópio ótico tradicional. Para mim, como para a maioria dos anatomopatologistas da minha geração, é muito mais rápido, e dá uma maior sensação de segurança, fazer o diagnóstico ao microscópio, mas presumo que isto já não seja verdade para anatomopatologistas mais jovens. Espero que a patologia digital, seja “local”, seja à distância, venha a potenciar a utilização de processos quantitativos (ex: contagem do número de células positivas para o antigénio x) mais expeditos e fiáveis. Finalmente, a articulação virtuosa da patologia digital com a telepatologia facilitará o treino de anatomopatologistas e de técnicos de anatomia patológica em boas condições. Quais as suas impressões do modelo Telepatologia/Patologia Digital de que o IPATIMUP é parte integrante? E os resultados já obtidos são do seu agrado? Os resultados obtidos no Projeto de Telepatologia/Patologia Digital em que o IPATIMUP, através da Profª. Catarina Eloy e dos seus colaboradores, se envolveu usando a rotina diagnóstica de anatomia patológica do Hospital da Covilhã, têm sido francamente animadores. De referir que o Projeto inclui, além da histopatologia digital, uma fortíssima componente de exame macroscópico digital das peças cirúrgicas. Este segundo aspeto – exame macroscópico – é crucial para o sucesso do Projeto e pressupõe, tal como a componente de histopatologia digital, quadros técnicos muito bem treinados em permanência no local “emissor”. Felizmente, temos esses quadros técnicos e é com muito gosto que refiro a sua importância na qualidade obtida em todo o processo. Será uma estratégia adequada para o futuro desta área devido à escassez de recursos humanos? A articulação da patologia digital com a telepatologia permitirá atenuar os problemas 08 SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 9

com que atualmente nos debatemos – nós responsáveis pelos Serviços de Anatomia Patológica e nós responsáveis institucionais – no que diz respeito à escassez de anatomopatologistas praticamente em todo o mundo. A utilização de telepatologia/patologia digital permitirá, nomeadamente, concentrar o diagnóstico (sub) especializado em instituições “centrais”, com muitos anatomopatologistas, que estarão ao serviço de vários hospitais e/ ou clínicas satélites. Será fundamental, no entanto, perceber as limitações do processo (ex: não se podem fazer diagnósticos de peças cirúrgicas sem macroscopia detalhada) e insistir na necessidade de avaliação sistemática de procedimentos e de resultados. Isto é, a qualidade terá de ser assegurada com tanto rigor como na anatomia patológica tradicional. Que comentário lhe merece o facto de ter sido considerado pelos seus pares o “Patologista mais influente no Mundo”? Fiquei muito contente porque a votação significou que há bastantes colegas por esse mundo fora que me apreciam e que apreciam o trabalho de treino de anatomopatologistas, e de reforço da especialidade que venho desenvolvendo há quase quarenta anos. Cientista e Médico Manuel Sobrinho Simões 09

[close]

p. 10

Notícias SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 11

Notícias Telemedicina em debate A partilha de experiências e a promoção do debate sobre a importância e a dinâmica da Telemedicina em Portugal e no mundo é o objetivo do “1st International Summit of Telemedicine”. O programa do encontro, que decorrerá de 15 a 17 de junho, no Centro de Reuniões da FIL, contará com intervenções de especialistas internacionais. O evento pretende envolver os vários stakeholders da área num debate inclusivo e participativo, centrado na Telemedicina e nas tecnologias de informação, e no valor que estas representam para utentes e profissionais de saúde. A SPMS, enquanto responsável pela promoção da Telemedicina em Portugal, pretende com este evento promover a partilha de experiências com outros países e destacar as boas práticas nacionais. O programa será disponibilizado brevemente no site da SPMS www.spms.min-saude.pt. SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE 11

[close]

p. 12

Notícias “Salud Conectada” Nos dias 23, 24 e 25 de novembro 2015, em Sevilha, realizou-se a reunião “Salud Conectada”, que englobou o II Congreso Ibero-Americano de Telesalud y Telemedicina, a XIII Reunión do Foro de Telemedicina da SEIS e o XII Fórum Ibérico de Telemedicina, organizado pela SEIS, AITT e SITT/ADT. O objetivo foi dar a conhecer as iniciativas nesta área, que estão a ser desenvolvidas por toda a Ibero-América. A reunião foi presidida por Luciano Saez Ayearda, Marcial Garcia Rojo e Luís Gonçalves, tendo como coordenador geral Juan Coll Clavero, e como presidente do Comité Científico José Luís Monteagudo. A reunião contou com cerca de 200 participantes, provenientes de países como Portugal, Espanha, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, Uruguai, Estados Unidos da América, Venezuela e Turquemenistão. As palestras dividiram-se por temas que foram apresentados por mesas, assim: Mesa 1- Soluções de telemonitorização e integração de cuidados sociais e de saúde; Mesa 2 - Modelos organizativos, normativa para a telemedicina na sustentabilidade nos serviços de saúde; Mesa 3 - Projetos de I+D+I; Mesa 4 e 5 - Experiências consolidadas em Telemedicina; Mesa 6 - Otimização de recursos sanitários, planos de triagem e assistência integrada e segunda opinião entre profissionais. Teleconsultas; Mesa 7 - Telepatologia e Patologia Digital; Mesa 8 - Visão estratégica: Profissionais, Formação Contínua; 12 SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE Mesa 9 - Visão estratégica: Cidadãos; Mesa 10 - Administração na Telemedicina Ibero-Americana; Mesa 11 - Desafios. Houve exposição comercial, com cerca de 20 expositores e 31 comunicações científicas, distribuídas por 5 sessões. A participação portuguesa foi apresentada por Luís Gonçalves, na mesa 1, com “Estratégia da Telemedicina em Portugal”; na mesa 4, Rui Neveda apresentou o “Projeto de Telemonitorização DPOC”; na mesa 5 foi apresentado o tema “Telepatologia em Portugal” por Catarina Eloy; na mesa 6 Virgílio Costa falou de “Rastreio/Triagem Teledermatológico”; Fernando Gomes da Costa, na mesa 7, falou sobre “Teleconsultas (PDS-Live)” e, na mesa 10, Paulo Moreira apresentou “Governança na Saúde Digital e Gestão Sanitária”. Foi possível interagir com muitos participantes e integrar as reuniões das direções AITT e SITT. Por fim, ficou marcada para Portugal, em Lisboa, a próxima reunião, com o nome “1st International Summit on Telemedicine (IST)”, que engloba o I Fórum Telesalut@ da SEIS, 3ª Jornada Luso-Brasileira de Telesaúde e Telemedicina e o III Encontro de Telemedicina do SNS, que se realizará nos dias 6, 7 e 8 de julho de 2016. Luís Gonçalves

[close]

p. 13

Notícias Passaporte Telemedicina Ibero-Brasileiro Na sequência do Protocolo de Cooperação, assinado em junho de 2015 entre a UEA e a SPMS, no âmbito do PATIB - Passaporte Telemedicina Ibero-Brasileiro, estão a desenvolver-se as seguintes atividades: 1) Projeto Pirarucu – Formação de Técnicos de Anatomia Patológica na Amazónia. Pretende-se organizar um curso, com duração máxima de 2 anos, de Técnicos de Anatomia Patológica, selecionados entre pessoas com formação em Biomedicina e Biologia, cujo programa científico está a ser elaborado em conjunto com a EsTeL, de que resultará um diploma de pós-graduação com validade nos dois países. Esta formação será mista, através da gravação de aulas, utilizando uma plataforma de e-learning, fornecida pela SPMS, que permitirá o envio dos conteúdos para Manaus, onde estará um tutor com o curso de Técnico de Anatomia Patológica, Citologia e Tanalogia, formado em Portugal. Este tutor acompanhará as aulas teóricas e práticas. Numa segunda fase, durante a formação dos técnicos em Manaus, serão montados pequenos laboratórios de anatomia patológica em 10 municípios do Estado do Amazonas, e um relatório de referência na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – nas suas instalações de Manaus –, que terá a tecnologia necessária para responder a todas as necessidades, nomeadamente na área da oncologia. Nesses laboratórios serão colocados os técnicos previamente formados, dois por cada laboratório municipal, e cinco no laboratório central. Numa terceira, e última fase, aproveitando a distribuição de rede de fibra ótica no Estado do Amazonas, a ser efetuada neste momento, será fechada a conexão entre os laboratórios de anatomia patológica municipais e o centro de referências estadual, em Manaus, digitalizando as preparações obtidas em cada laboratório municipal e que serão observadas e diagnosticadas com produção do respetivo laudo, no laboratório central na UEA, em Manaus. Pensamos que a primeira fase – formação dos técnicos –, poderá ter início em janeiro de 2017. 2) Projeto Victoria Regia – referente à formação em Medicina Tropical. Serão os colegas da Amazónia a promover a formação e a transmitir os seus conhecimentos a Portugal, através de mecanismos semelhantes ao anterior, mas ainda em fase de estudo. 3) Projeto Cogitum – pretende-se estabelecer a competência em Telemedicina, em Portugal e Brasil, com a intervenção e conhecimento das respetivas Ordens dos Médicos (em progressão). 4) Evento anual para divulgação das iniciativas mistas, efetivadas na área da Telemedicina. Durante o ano de 2016 será realizada, em Lisboa, a 3ª Jornada Luso-Brasileira de Telesaúde e Telemedicina, no âmbito do “1st International Summit on Telemedicine (IST)”. Pretende-se com este leque de iniciativas dar andamento ao protocolo assinado que se transformará, assim, em instrumento vivo e capacitado para apoiar a cidadania de ambos os países. Luís Gonçalves SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE 13

[close]

p. 14

Notícias Indicadores de Telemedicina No âmbito do trabalho realizado pelo Grupo de Trabalho de Telemedicina (GTT) parece evidente que, nestes últimos anos, têm sido alcançados marcos muito significativos ao nível da telemedicina. No entanto, repare-se no uso (intencional) da palavra “parece”. De facto, na atividade de telemedicina – como em muitas outras atividades –, não se consegue gerir aquilo que não se mede. Estamos em crer que, neste caso concreto, o “parecer” corresponde mesmo à realidade. Todavia, é sobre esta medição – esta possibilidade de deixar de falar no “parece” e passar a apresentar números e indicadores –, que queremos deixar aqui algumas linhas. Na verdade, o trabalho de preparação de indicadores que permitam medir, acompanhar e monitorizar, ora a qualidade dos cuidados prestados, ora a eficiência e eficácia do trabalho realizado pelas diversas partes, já está em curso. Essa é uma faceta exigente, que requer deliberação, consenso, rigor e conhecimento especializado, mas também capacidade de diálogo, experiência e bom senso. Temos assistido a este trabalho preliminar, e estamos convictos que as condições estão reunidas para obter um primeiro conjunto de indicadores, que permitam acrescentar valor à atividade de telemedicina em Portugal. Mas não é sobre a definição dos indicadores que se pretende falar neste artigo; nem sequer sobre a forma de os medir e extrair (outra faceta deveras complexa, e que também já começou a ser alvo de trabalho pelo GTT). Na realidade, gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para referir que a saúde tem, agora, um novo mecanismo para a divulgação de dados 14 públicos, representando uma excelente oportunidade para a futura publicação de indicadores e métricas representativas do estado da arte, na prestação de cuidados de telemedicina (incluindo a importante vertente de eficiência relativa). O novo Portal do SNS (www.sns.gov.pt) veio trazer, entre outros benefícios, uma funcionalidade que estava latente ao nível da saúde em Portugal, uma forma simples mas eficaz de divulgar dados e indicadores ao público em geral. Na área da Transparência deste novo Portal é possível aceder a um catálogo de dados que reúne mais de 50 conjuntos de dados, agregando mais de 200 indicadores – e, refira-se, a telemedicina já entre eles! Pesquisando por “telemedicina” é possível aceder ao conjunto de dados “Consultas em Telemedicina”, que apresenta a evolução mensal do número de consultas, em telemedicina, por instituição hospitalar. Não sendo ainda um “verdadeiro” indicador – apenas apresentamos a evolução da quantidade absoluta de consultas realizadas –, não podemos deixar de referir a importância de começar, desde a primeira hora, a publicar (também) dados referentes à atividade de telemedicina. Mas acreditamos que, ainda mais relevante, é sabermos que já existe um palco para os indicadores que estão, presentemente, a ser definidos e que, assim, poderão começar a ser, em breve, divulgados regularmente ao público em geral. Henrique Martins | Pedro Baptista SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE

[close]

p. 15

Notícias ARS Algarve projeta-se internacionalmente através da telemedicina A ARS Algarve tem implementado alguns serviços de telemedicina relevantes para toda a Região, sobretudo no âmbito da cooperação internacional com a Andaluzia e o grupo europeu ENRICH. A cooperação com a Andaluzia foi fundamental para iniciar os programas de telemedicina, atendendo ao financiamento comunitário de projetos transfronteiriços (INTERREG), e possibilitando a aquisição de equipamentos na área da Teleradiologia e das teleconsultas por videoconferência, entre o médico hospitalar e o médico de família. Graças a estes investimentos, o Algarve será atualmente, depois do Alentejo, a região que mais teleconsultas providencia aos seus utentes, sobretudo na especialidade de dermatologia – em 2015 foram feitas 1358 teleconsultas de dermatologia e 43 de telereumatologia. No âmbito da cooperação com o grupo ENRICH, a ARS Algarve tem obtido alguma divulgação internacional dos seus projetos. Esta rede europeia ENRICH, de que a ARS Algarve é membro desde 2005, é uma rede informal de regiões e autoridades locais de saúde que pretende melhorar os níveis de saúde das respetivas populações, através da partilha e colaboração entre os seus membros. Atualmente, as regiões que têm maior protagonismo nesta rede são novamente a Andaluzia, a região francesa da Aquitânia e o Algarve. É através desta rede que a ARS Algarve tem sido convidada para apresentar, a nível internacional, os seus projetos e, mais importante, os projetos nacionais, nomeadamente as inovações dos últimos anos no enquadramento jurídico da telemedicina (p. ex., a referenciação universal e majoração dos pagamentos dos atos de telemedicina), e a criação das novas plataformas nacionais de leitura e partilha da informação médica (PDS) e de prescrição eletrónica (PEM). Estas apresentações foram feitas nos congressos anuais de 2014 e 2015 da Sociedade Francesa de Telemedicina Antel ( www.sft-antel.org), em Paris. A convite da Região da Aquitânia, a ARS Algarve também participou no Congresso «Les 36 Heures Chrono en Aquitaine» em Bordéus, no dia 16 de abril de 2015, onde apresentou a experiência nacional da telemonitorização de doentes pulmonares, que são vigiados no domicílio, através da comunicação eletrónica de dados, e a experiência regional do programa «Janela Aberta à Família» (www.janelaaberta-familia.org), como um exemplo inovador de abertura de uma janela de comunicação eletrónica entre os serviços de saúde e os cidadãos. António Pina SPMS - SERVIÇOS PARTILHADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EPE 15

[close]

Comments

no comments yet