MundoCoop 67

 

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Inovações Tecnológicas

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A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO Ano 15 67 ENTREVISTA LUCA BERNAREGGI, PRESIDENTE DA LEGACOOP - LOMBARDIA MOMENTO COOPERAR COOPERTÊXTIL E PARAHYBA: EMPRESA FAMILIAR, AUTOGESTÃO E COOPERATIVA RESOLUÇÃO 4.434 CMN ALTERA REGRAS PARA COOPERATIVAS DE CRÉDITO SERVICE DESIGN ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS CENTRADA NAS PESSOAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS O FUTURO DIZ PRESENTE MUNDOCOOP 1

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Qualidade e competência, o empreendedor brasileiro já tem. Com o Exporta Fácil, ele pode crescer e avançar, mostrando o que o Brasil tem de melhor para o mundo inteiro. De qualquer cidade brasileira, é possível exportar para qualquer lugar do mundo. Tudo fácil, sem burocracia, com a parceria e a confiança dos Correios. Entrega é isso: apoiar quem quer conquistar novas fronteiras e novos mercados. Serviços Internacionais. O mundo mais perto de você. 2 Fale com os Correios: correios.com.br/falecomoscorreios CAC: 3003 0100 ou 0800 725 7282 (informações) e 0800 725 0100 (sugestões e reclamações) Ouvidoria: correios.com.br/ouvidoria – SIC: correios.com.br/acessoainformacao MUNDOCOOP

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TM Rio 2016 MUNDOCOOP 3 correios.com.br/servicosinternacionais Com o Exporta Fácil, exportar é pra todo mundo, inclusive você.

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A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO Diretoria Douglas Alves Ferreira Luis Cláudio G. F. Silva Redação EDITORA / Katia Penteado - MTb 11.682/SP redacao@mundocoop.com.br *colaboração de Lucia Rebouças Arte DIRETOR DE CRIAÇÃO / Douglas Alves Ferreira ASSISTENTE DE ARTE / Felipe Ramos revista@mundocoop.com.br Publicidade DIRETOR COMERCIAL / Luis Cláudio G. F. Silva comercial@mundocoop.com.br COMERCIAL / Adriana Aguilar Soares publicidade@mundocoop.com.br Controle e Operações Wilma Zacharias Impressão TIRAGEM / 15 mil exemplares Fotos Arquivo MundoCoop e Shutter Stock cooperativismo e futurologia Há muitos anos, futurólogos de plantão acenam com o fim da mídia impressa. A cada nova mídia, novos prognósticos; mas a realidade prova exatamente o contrário. Por mais que as publicações impressas tenham criado espaços digitais e mudando sua apresentação, elas continuam existindo e sendo lidas. Esta revista é uma prova disso. São 13 anos ininterruptos de informações levadas a cooperativas de forma independente, com assertividade e a certeza de prestar um serviço focado na colaboração com a gestão dessas instituições. Mantemos também um site, que dialoga permanentemente com o setor e o mercado em plataformas as mais diversas. Da mesma forma que essas previsões não se concretizaram, vários outros prognósticos – alguns até fruto de obras de arte – mostraram-se equivocados ou irrealizáveis. Para nós, no entanto, uma certeza permanece: a de que o cooperativismo é o caminho da equidade social e econômica, que traz felicidade e bem-estar a todos os que a ele se dedicam. Reunimos tudo isso nesta edição. Nossa capa trata de tendências, tecnologias e inovação, refletindo sobre conceitos e empreendimentos de sucesso. Entrevista apresenta o exemplo do cooperativismo italiano. Momento Cooperar apresenta a Coopertêxtil, que há 16 anos assumiu a Fábrica de Cobertores Parahyba, após quatro anos de autogestão. E não ficou apenas nesses temas. As principais alterações da Resolução 4434/2015 da CMN estão em Finanças; a implantação de mecanismos de medição de risco socioambiental no cooperativismo de crédito, com objetivos e ações efetivas do sistema financeiro cooperativo são apresentados em Gestão; design service, estratégia de negócios centrada nas pessoas, que busca experiências prazerosas na relação com o cliente, é a novidade apresentada em Marketing; e a espiritualidade e a religiosidade presentes cada dia mais no cenário corporativo é tema em Pessoas. Aproveitamos, ainda, para comemorar os 45 anos da Organização das Cooperativas Brasileiras, um marco na consolidação da atividade, entre outras notícias. Como sempre, trabalhamos com o presente, de olho no futuro possível, esperando lhe entregar informações úteis. Aproveite! Katia Penteado, Editora HLMAIS PUBLICIDADE A revista MundoCOOP é uma publicação da HL/Mais Editorial Ltda. Rua Atílio Piffer, 271 - Conj. 22 - Casa Verde 02516-000 - São Paulo/SP - Telefone (11) 4323-2881 HLMAIS PUBLICIDADE www.mundocoop.com.br PUBLICIDADE Os anúncios e artigos assinados são de responsabilidade dos autores. As opiniões emitidas pelos entrevistados não refletem, o pensamento da coordenação dessa publicação. HLMAIS 4 MUNDOCOOP

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OS PRINCIPAIS EVENTOS DO COOPERATIVISMO EM UM ÚNICO LUGAR. Coop Planning 2016 Agenda do Cooperativismo UMA PUBLICAÇÃO ÚNICA E DIFERENTE. O Coop Planning será um instrumento diário de consulta, de conteúdo diversificado, para atender às necessidades das cooperativas e seus cooperados, com informações e atividades do nosso setor. E mais, uma agenda anual com os principais eventos e datas comemorativas do setor, além do calendário e espaços para anotações, agendamento de compromissos, planejamento de ações. Uma verdadeira ferramenta estratégica e administrativa, que possibilitará perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro para o setor cooperativista brasileiro. Trata-se de uma excelente oportunidade de marketing de relacionamento para a empresa ou cooperativa evidenciar a sua marca de forma prática e eficiente, quando se analisa a relação custo x exposição x benefício, uma vez que o seu anúncio terá visibilidade garantida por, no mínimo, 12 meses, para os principais executivos do setor cooperativista. Reserve já o seu espaço, e bons negócios! Cotas Limitadas. Tel 11 4323-2881 / 4324-2881 www.mundocoop.com.br/coopplanning MUNDOCOOP 5

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Sumário 14 34 37 52 58 Idade do Ouro E N T R E V I S TA Luca Bernareggi Vice-presidente da Legacoop Nacional, e desde 2006, é presidente da Legacoop Milão-Lombardia 16 | Gestão Cooperativismo de crédito implanta políticas de responsabilidade socioambiental 42 | Pessoas Religiosidade e espiritualidade muito além dos templos 46 | Marketing 1 0 Service Design: as pessoas como foco 50 | Finanças CMN altera regras para cooperativas de crédito COOPERTÊXTIL E PARAHYBA: TRÊS ATOS DE UMA MESMA HISTÓRIA: EMPRESA FAMILIAR, AUTOGESTÃO E COOPERATIVA 53 O FUTURO DIZ PRESENTE A tecnologia estará cada vez mais presente e incorporada ao cotidiano de todos para o bem e para o não tão bom 6 MUNDOCOOP 20

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Banco do Brasil. O maior parceiro do agronegócio brasileiro. Com o Plano Safra, o Governo Federal está investindo R$ 216,6 bilhões na agricultura familiar e empresarial. O Banco do Brasil é o maior financiador desses recursos. Porque apoiar o agronegócio gera desenvolvimento para todos. Central de Atendimento BB SAC 4004 0001 ou 0800 729 0001 0800 729 0722 | ciente Auditivo ou de Fala Ouvidoria BB ou acesse | Defi | 0800 729 5678 | bb.com.br/agronegocio 0800 729 0088 @bancodobrasil /bancodobrasil 8 MUNDOCOOP

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ENT REVISTA Luca Bernareggi 10 MUNDOCOOP

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E N T R E V I S TA Gestão e sucessão exigem coerência cooperativistas uca Bernareggi, vice-presidente da Legacoop Nacional, nasceu na Itália há 51 anos e, desde 2006, é presidente da Legacoop Milão-Lombardia, após desempenhar várias posições dentro da Legacoop, tanto em negócios como em comitês da Câmara de Comércio de Milão e Região da Lombardia. Em sua carreira, essas funções vieram após experiências como presidente da Cooperativa de Produção e Trabalho de Milão, da Associação Nacional da Produção e Trabalho, por recomendação da Coopfond Spa, fundo mútuo da Legacoop. Foi diretor e vice-presidente da Cooperate SPA, um fundo capital providenciado pela Legacoop para apoiar cooperativas envolvidas em projetos de desenvolvimento nacional e internacional, com produção nacional que atinge os €268 milhões. Além disso, foi funcionário público e esteve na direção do Partido Democrático de Milão com posições de responsabilidade nos setores de comunicação, negócios e trabalho. Em visita ao Brasil durante o World Coop Management, Bernareggi foi um dos líderes cooperativistas internacionais a apresentar experiências de sucesso. Ele explicou como a Legacoop faz as coisas acontecerem e aproveita as oportunidades, alcançando êxito absoluto em sua área de atuação. Também apresentou as realizações das cooperativas Itaca e Conad. Durante o evento, deu uma entevista exclusiva à MundoCoop, transcrita a seguir. Entre os temas, resumo do cooperativismo na Itália, sucessão e intercooperação. Confira! com os princípios MUNDOCOOP - Quais os números do cooperativismo na Itália? Na Itália, em 2013, computamos 70 mil cooperativas ativas, com 12 milhões de associados, representando 18,5% do produto interno líquido. A cada cinco italianos um é sócio de uma cooperativa. Todos os dias, 7 milhões pessoas se beneficiam de serviços de cooperativas sociais, graças aos esforços de outros 355.000, correspondendo a 24% do emprego total no setor. Além disso, um de cada três italianos compra nas lojas das cooperativas. Existem três grupos de cooperativas entre as 10 maiores na distribuição comercial italiana, respondendo por 34% do mercado. Nas cooperativas vinculadas à Aliança Cooperativa Italiana, temos 1,2 milhão de pessoas, das quais 52% são mulheres e 22% imigrantes. MUNDOCOOP - Quais as características da Legacoop? Fundada em 1886, a Legacoop é a mais antiga organização cooperativa da Itália e representa 12.234 cooperativas, 497.132 trabalhadores independentes, quase 9 milhões de sócios, que faturam, em conjunto, cerca de € 82 milhões. MUNDOCOOP - Quais os principais valores das cooperativas da Legacoop? Nos últimos 20 anos, a estratégia de produtos da marca cooperativa tem sido impulsionada por cinco valores centrais: seleção rigorosa dos fornecedores e implementação de políticas de qualidade (sem corantes, sem MUNDOCOOP 11

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ENTREVISTA LUCA BERNAREGGI gorduras hidrogenadas e uso limitado de conservantes de alimentos); desconto de 30% em comparação a produtos similares; processos de produção e embalagens com baixo impacto ambiental; Social Compliance, com estímulo aos fornecedores para adesão ao projeto ético da cooperativa; e cada produto é apoiado por um grupo de consumidores parceiros (testes cegos para produtos da marca) Na Itália, a filosofia cooperativa não tem conveniência econômica MUNDOCOOP - Como a Legacoop trabalha com a inovação? A cooperativa deve ser uma líder na inovação social e na sustentabilidade. Devemos ser capazes de interpretar o futuro que queremos não como espaço para novos monopólios econômicos e tecnológicos. É preciso estar atendo aos estilos de vida e aos padrões de consumo, porque uma vida saudável não pode ser resumida a um produto alimentício; informar e sensibilizar o consumidor e observar o relacionamento do cidadão-consumidor com a alimentação e as fontes e tecnológicas de produção de alimentos, acompanhando as tendências mundiais e subsidiando o mercado de dados e informações. MUNDOCOOP - O senhor falou em sua apresentação no World Coop Management que durante a crise da Itália, de 2007 a 2012, as cooperativas cresceram 8% no período. Qual o crescimento histórico? O crescimento histórico é de 2% a 3%. Sendo assim, as cooperativas nesses cinco anos cresceram muito acima dos indicadores usuais. MUNDOCOOP - Como foi o processo? Algumas empresas privadas de capital foram compradas, foram adquiridas, salvas por trabalhadores que formaram cooperativas para salvar o próprio emprego. Existe, inclusive, uma legislação do Estado Italiano que favorece trabalhadores que querem comprar a empresa onde trabalham, tornando-as cooperativas. Essa legislação data do início da década de 1980, dos tempos de política séria. MUNDOCOOP - E qual foi o setor da economia que mais se desenvolveu? O incremento de 8% é, principalmente, das cooperativas de bem-estar, que inclui serviços para infância, creche, serviços para idosos, assistência, saúde. A crise econômica atingiu tanto as empresas, os bancos e as famílias, mas também atingiu os municípios, as regiões e os Estados, os hospitais, tudo. Muitas entidades e instituições tiveram de confiar o serviço que antes prestavam às cooperativas sociais, sendo que ao longo da vida útil dessas cooperativas os mesmos serviços foram prestados melhor e mais barato do que aqueles prestados pelo Estado. MUNDOCOOP - Aqui no Brasil são 13 ramos do cooperativismo. Na Itália também há essa segmentação? Sim, temos a indústria com as cooperativas de trabalho, alimentares, consumo, crédito, habitacional, pesca e até mesmo de bens culturais. O Coliseu, por exemplo, é uma cooperativa. Dessas atividades, consumo é o setor mais expressivo. MUNDOCOOP - Ao falar sobre sucessão em cooperativa, durante sua apresentação, houve uma reação desconfortável da plateia, pois é um assunto que causa polêmica e incômodo. Como isso está na Itália? Esses problemas estão equacionados? Essa discussão existe há muitos anos na Itália, mas antes havia muito sucesso econômico e social. Temos ótimos gestores que escreveram a história nos últimos 40 anos e, por vezes, não deixaram o cargo com facilidade. A crise levou a desadaptação desses colegas, condu- zindo à essa situação desconfortável, gerando um grande debate, mesmo porque, muitos desses colegas tiveram comportamentos antiéticos. Esses comportamentos discutíveis somaram-se à longa duração do poder exercido por um dirigente. Estamos tentando estabelecer limites para a gestão, pois quando um homem fica muito tempo no poder, transforma a cooperativa em um feudo, e os espaços democráticos tendem a diminuir. Como consequência, em novembro, decidiu-se discutir sobre a limitação e, principalmente, sobre o número de mandatos, pois há colegas que fizeram 10, 15 mandatos. Agora, estamos estabelecendo um princípio burocrático e não serão mais do que três. Há, hoje, um apelo muito forte, para a governança da empresa cooperativa. Entendemos que quem não subescrever esse acordo, será deixado de lado. É importante a clareza de que uma grande cooperativa não pode ficar sob o governo de uma só pessoa. Muitas cooperativas foram coerentes com o princípio de fundação. A mudança pode favorecer o surgimento de novas lideranças, inclusive entre mulheres e jovens. Não é fácil ser coerente, mas as cooperativas precisam se esforçar para ser coerentes. MUNDOCOOP - Quais são os problemas mais comum no cooperativismo italiano? São vários, mas alguns se destacam: a capitalização das atividades e o egoísmo das cooperativas, eu sou uma cooperativa, você é uma cooperativa, trabalhamos para o mesmo município, fazemos coisas semelhantes, mas não queremos trabalhar juntos. Não é o mesmo que competição. São situações de protagonismo individual. Os bancos, também, nem sempre entendem como funciona uma cooperativa, principalmente aquelas cooperativas médias e grandes que têm problemas de acesso a capital. Não é uma questão de competitividade em relação ao capital, é uma questão de protagonismo. Um terceiro aspecto é a falta de visão aberta para a globalização, pois muitas cooperativas ficam muito regionalizadas, e o mundo vai adiante, o mundo tem outras dinâmicas, então elas acabam se perdendo. 12 MUNDOCOOP

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E N T R E V I S TA MUNDOCOOP - Aqui no Brasil, o princípio da Intercooperação é insipiente até porque as cooperativas preferem comprar de quem oferece menor preço e, não obrigatoriamente, de uma cooperativa. Como é isso na Itália? Na Itália tem um pouco disso e um pouco daquilo. Se eu tenho de escolher o seu leite, se é de uma cooperativa, tem de ser um leite bom, se não é bom, se eu tiver de vender esse leite, tenho de vender um leite bom para meus sócios para o pessoal da minha cooperativa, se não for bom, eu não vou comprar. Na Itália, o preço da cooperativa é sempre melhor do que o do mercado, pois a filosofia cooperativa não tem conveniência econômica. MUNDOCOOP - Algum recado que o senhor queira deixar para nossas cooperativas brasileiras? Vocês formam um grande país, tem um grande futuro, depois, vocês querem bem a Itália, acho que vocês vão fazer grandes coisas. ACI, Roberto Rodrigues, destacou o cooperativismo que soWorld Coop Management: especialmente em tempos de incertezas e mudanças, Lideranças de todo o mundo bressai como forma de liderança em rede: “cooperativa é filha da crise, foi assim quando surgiu em Rochdale”, enfatizou. cooperativo marcam Adrian Furnham, britânico autor de mais de 50 livros, falou sobre o mundo do futuro e os novos ambientes de trabalho, presença no Brasil além das diferenças culturais; Mike Lloyd tratou de liderança, Dividido em quatro blocos temáticos – tendência e inovação, case internacional, Link Brasil e Debates e conclusões – o WCM trouxe ao Brasil palestrantes e profissionais de destaque em suas áreas de atuação, em âmbito nacional e internacional, reunindo-os em Belo Horizonte nos dias 28 e 29 de setembro de 2015. Ideias inovadoras e novas tendências mundiais sobre liderança e estratégia foram apresentadas por grandes ícones nacionais e internacionais com amplo conhecimento dos temas abordados, apontando os melhores caminhos e as estratégias para a realização de bons negócios. “Estamos na era do conhecimento, e estar sintonizado com as principais tendências mundiais do management é tão importante quanto o relacionamento e o próprio negócio”, afirmou o diretor do Congresso, Luiz Branco. Além de Luca Bernareggi, que apresentou as experiências do cooperativismo italiano, o líder brasileiro, ex-presidente da inovação e tecnologia; Mikel Bilbao expôs o exemplo de Mondragon; e César Souza discorreu sobre posicionamento e os desafios de liderar. Já o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, abordou o contexto político e econômico do País, ressaltando o cooperativismo como ferramenta de mitigação dos efeitos da crise, e Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, enfatizou as palavras do dirigente mineiro, confirmando que a deterioração do processo político tem reflexos diretos na economia nacional. Realização da empresa Wex Business, em parceria com o Sistema Ocemg e apoio do Sistema OCB, do Sistema Unimed, da Mapfre e da revista MundoCoop, o World Coop Management reuniu mais de 300 participantes (presidentes, dirigentes, superintendentes, gerentes e gestores de cooperativas e entidades do setor) de 21 Estados brasileiros e de vários países. A segunda edição do WCM já está marcada: 26 e 27 de setembro de 2016, novamente em Belo Horizonte. MUNDOCOOP 13

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crédito BRDE financia R$ 150 mi Duas operações de crédito no valor total de 150 milhões de reais foram assinadas entre a Cooperativa Central Aurora Alimentos de Chapecó (SC) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com recursos do BNDES. Os recursos destinam-se a pagamento dos investimento que a Aurora assumiu neste ano com a aquisição da unidade industrial de aves da Cocari Cooperativa Agropecuária e Industrial de Mandaguari (PR). NOVA FRENTE PARLAMENTAR ESTADUAL Tendo completado 45 anos de trabalho em defesa das cooperativas no dia 14 de outubro, a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) reinstalou a Frente Parlamentar do Cooperativismo em ato solene realizado em 22 de outubro, na Casa do Cooperativismo Paulista. Os deputados Davi Zaia e Hélio Nishimoto estarão à frente da Frente Parlamentar do Cooperativismo Paulista na atual legislatura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Também foram empossados os deputados Itamar Borges, Aldo de Marchi e Cesinha de Madureira. Na cerimônia, estiveram presentes dirigentes de cooperativas regulares na Ocesp e também autoridades do setor e do Governo do Estado. energia posse A agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou no dia 22 de setembro, em reunião de Diretoria, o reajuste tarifário anual da Cooperativa de Distribuição de Energia – Cersul. Desse modo, as tarifas de fornecimento da Cersul foram reajustadas em média 29,59%, tendo efeito médio a ser percebido pelos consumidores do grupo A de 28,83% e para os consumidores do grupo B de 30,58%. Mesmo com o novo reajuste, a Cersul continua sendo a segunda distribuidora com as tarifas residenciais mais baixas do Brasil. O administrador de empresas e contabilista Divanir Higino da Silva, de 52 anos, assumiu a presidência-executiva da Cocamar no dia 21 de outubro, em substituição ao engenheiro agrônomo José Fernandes Jardim Júnior, que oficializou sua saída durante reunião do Conselho de Administração da cooperativa, realizada na mesma data. 14 MUNDOCOOP

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OCB completa 45 anos e desenha futuro promissor O dia 8 de junho de 1970 é um marco fundamental na estruturação do movimento cooperativista brasileiro. Nessa data a Organização das Cooperativas Brasileiras foi registrada em cartório, ato que formalizou sua existência como entidade una, representativa e defensora dos interesses do Cooperativismo brasileiro. Passados 45 anos, a força do cooperativismo é indiscutível e é reflexo da missão da OCB – promover um ambiente favorável para o desenvolvimento das cooperativas brasileiras, por meio da representação político-institucional – comprovando a finalidade dessa instituição de direito privado, sem fins lucrativos, para representar os interesses do cooperativismo brasileiro. A evolução levou à criação de um organismo composto de três instituições. Surgiu, assim, o Sistema OCB, que inclui o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop). A OCB representa 6,8 mil cooperativas atuantes, segmentadas em 13 ramos, que reúnem 11,5 milhões de cooperados. O FUTURO NA MIRA celebração FUNDAÇÃO Confira o ano de fundação das Organizações Estaduais (OCEs) espalhadas pelo Brasil. Embora os números sejam significativos, ao considerar-se a população brasileira, são pouco representativos em âmbito global, pois o movimento mundial, segundo dados da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), une mais de 1 bilhão de pessoas em mais de 100 países e gera mais de 100 milhões de empregos. De foco no futuro, o movimento cooperativista brasileiro implementou planejamento sistêmico estratégico para o período 20152020. Como diz o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, “vai mais longe quem sabe onde quer chegar”. Sendo assim, a meta é que, até 2025, “o cooperativismo brasileiro seja reconhecido pela sociedade por sua competitividade, integridade e capacidade de gerar felicidade aos seus cooperados. O caminho está traçado e envolve superar os principais desafios elencados no planejamento estratégico do Sistema OCB e que envolvem qualificar a mão de obra para o setor; profissionalizar a gestão e a governança do sistema; estimular a intercooperação, promover a segurança jurídica e regulatória e, por fim, fortalecer a representatividade, a cultura cooperativista, a imagem e a comunicação do movimento. Pensar em futuro, constata Freitas, “significa planejar, antever cenários, considerar forças e riscos, visualizando as oportunidades que nos são oferecidas”. 1999 1995 1989 1988 1984 1979 1976 1973 1972 Acre Roraima Tocantins Amapá Rondônia Mato Grosso do Sul Piauí Amazonas Distrito Federal Alagoas Mato Grosso Pará Ceará Paraíba Espírito Santo Maranhão Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Paraná Santa Catarina Pernambuco Bahia Minas Gerais São Paulo Sergipe Rio Grande do Norte Goiás 1971 1970 1966 1963 1956 MUNDOCOOP 15

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