Comunismo, Uma Nova Crítica e Contraproposta

 

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Visão a partir do Pensamento de Vitória sobre o Comunismo

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Prefácio Atualmente, ao contrário de qualquer outro momento antes, é urgentemente necessário salvar a humanidade dos males do comunismo. É verdade que a Federação Internacional para a Vitória sobre o Comunismo tem contribuído muito para o movimento para a Vitória sobre o Comunismo, formulando a “Teoria de Vitória sobre o Comunismo” que pode derrotar as teorias comunistas, e informando as massas no país e no exterior. Porque a situação interna e externa se torna mais intensa a cada dia, é necessário um impulso poderoso para a Vitória sobre o Comunismo. Aqueles que trabalham diretamente pelo movimento de Vitória sobre o Comunismo expressam a necessidade de reforçar seus armamentos teóricos. Além disso, a fim de cumprir a missão histórica que nos foi dada, o Princípio Divino, a Teoria de Vitória sobre o Comunismo e o Pensamento de Unificação vieram a ser considerados como um sistema teórico que é tão inseparável como a Trindade. Com uma grande quantidade de informações para gerenciar, um objetivo principal do programa VSC é permitir que os iniciantes, rápido e facilmente, captem a essência do Comunismo: uma Crítica e Contraproposta, o livro principal da teoria VSC. Este livreto foi publicado para atender esta necessidade. Seu conteúdo foi reunido a partir de conferências em seminários para a Vitória sobre o Comunismo, por isso ele contém a essência do Comunismo: uma Crítica e Contraproposta. Minhas experiências com seminários têm me levado a acreditar que este livreto ajudará bastante aqueles que estão interessados no movimento para Vitória sobre o Comunismo em seu estudo da Teoria de Vitória sobre o Comunismo. Eu oro por sua saúde. O autor 10 de março de 1975 1

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Nota do Tradutor: Este livreto é o resultado de um desejo expresso por inúmeras pessoas por um entendimento mais significativo do pensamento expresso no texto original de Comunismo: uma Crítica e Contraproposta, pelo Dr. Sang Hun Lee, Diretor do Instituto Pensamento de Unificação, Seul, Coreia. O pensamento básico da contraproposta do Comunismo expresso neste livreto é o Princípio de Unificação, primeiro ensinamento do Reverendo Sun Myung Moon da Coreia. A edição japonesa desta obra foi traduzida pela primeira vez para inglês pelo Professor Kenji Nomura, Diretor do Instituto Pensamento de Unificação em Tóquio, Japão, e sofreu correções finais em inglês pelos conferencistas da Vitória sobre o Comunismo no Centro Internacional de Treinamento de Barrytown, Nova York. Este livreto deve servir como um estudo do texto original em inglês do Comunismo: uma Crítica e Contraproposta, publicado nos Estados Unidos em 1973 pela Fundação Liderança Livre, Inc. Todos os envolvidos na produção deste livreto desejam que ele possa permitir que seus leitores obtenham uma visão mais profunda e fundamental sobre os profundos conceitos apresentados pelo Dr. Lee para alcançar uma Vitória ideológica sobre o Comunismo. Espera-se que os leitores apreciem mais facilmente o potencial do Pensamento de Vitória sobre o Comunismo contribuindo para um mundo unificado e pacífico através de sua exposição dos erros no materialismo Comunista, e através de prover um novo entendimento das verdades básicas pelas quais a humanidade pode progredir através de harmonia e cooperação. Os editores 8 de fevereiro de 1975 Barrytown, New York U. S. A. 2

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Conteúdo – Lista de Perguntas I. Introdução 1) Quais são as razões pelas quais o comunismo se espalhou por todo o mundo? 2) Quais são as razões pelas quais o comunismo deve perecer? 3) Explique o fundamento da época na qual o Marxismo foi estabelecido. 4) Explique de forma simples as fontes do pensamento comunista (MarxismoLeninismo). II. Materialismo 5) Explique o conceito de partidarismo defendido pelos comunistas, e então o critique de forma breve. 6) Explique brevemente as características do materialismo mecanicista e o materialismo de Feuerbach. 7) Explique o conceito comunista de matéria, e então o critique. 8) Critique a afirmação do materialismo comunista que espírito é o produto da matéria, a partir do ponto de vista do relacionamento entre espírito e matéria. 9) Critique a forma comunista de aplicar os conceitos de matéria e espírito aos fenômenos sociais. 10) Critique o ponto de vista do materialismo comunista relativo à mobilidade e historicidade da matéria. 11) Critique a visão sobre o homem no materialismo comunista. III. A Dialética 12) Apresente brevemente o conceito da dialética de épocas antigas. 13) Critique brevemente os conceitos da dialética de épocas antigas, a partir do ponto de vista do Pensamento de Unificação. 14) Apresente brevemente a dialética dos tempos modernos. 15) Critique a dialética dos tempos modernos. 16) Explique e critique a Lei da Contradição (a lei de unidade e luta dos elementos opostos) na dialética comunista. 17) Explique e critique a “Lei de Transição da Mudança Quantitativa para a Mudança Qualitativa” no comunismo. 18) Explique e critique a “Lei de Negação da Negação” no comunismo. 19) Explique e critique a dialética comunista referente ao movimento repetitivo e o movimento progressivo. IV. Visão Materialista da História 20) O que é a Visão Materialista da História? Explique-a brevemente, e então critique-a. 21) Esclareça a razão pela qual a Visão Materialista da História enfatiza que o desenvolvimento social é regido pela lei, então critique-a e apresente uma contraproposta. 22) Enumere pontos importantes das leis do desenvolvimento da história, de acordo com a visão materialista da história. 23) Critique a lei que “progresso social está baseado no desenvolvimento das forças produtivas materiais” e apresente uma contraproposta. 24) Critique a lei (da Visão Materialista da História) “O progresso das relações se produção seguem e correspondem ao progresso das forças produtivas,” e apresente uma contraproposta. 25) Critique a lei que “O progresso das forças produtivas e das relações de produção ocorre independentemente da vontade do homem,” e apresente uma contraproposta. 3

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26) Critique a lei que “Quando as relações de produção se tornam um obstáculo para o progresso das forças produtivas, a revolução ocorre,” e apresente uma contraproposta. 27) Critique a afirmação que a superestrutura é o produto do fundamento (base), e apresente uma contraproposta. 28) Explique brevemente a teoria comunista referente ao estado e revolução e critique-a, e então apresente uma contraproposta. V. Capital (Teorias Econômicas do Comunismo) 29) Apresente brevemente a Teoria do Valor do Trabalho de Marx. 30) Critique a Teoria do Valor do Trabalho de Marx. 31) Apresente brevemente uma contraproposta para a Teoria do Valor do Trabalho. 32) Critique brevemente a estagnação da economia na sociedade socialista. 33) Apresente brevemente a Teoria da Mais-Valia. 34) O que é Mais-Valia Relativa? 35) Critique a Teoria da Mais-Valia. 36) Apresente uma contraproposta para a Teoria da Mais-Valia. 37) Apresente brevemente a “Teoria do Colapso do Capitalismo.” 38) Critique a “Teoria do Colapso do Capitalismo.” 4

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I. Introdução 1. Quais são as razões pelas quais o comunismo se espalhou por todo o mundo? (1) Razões em termos de sua teoria (a) O sistema e composição de sua teoria são ordenados e razoáveis. (b) Foi dada a impressão que sua filosofia coincide com as teorias científicas. (c) Suas teorias sobre economia, sociedade, política, cultura e prática são consistentes e coerentes. (d) Ele fornece uma visão para o futuro. (e) Sua teoria é prática e agitadora. Ela tem um forte apelo para os jovens, que são mais justos e críticos. (2) Razões Realistas (Históricas) (a) A teoria de Marx era aplicável ao capitalismo em seu início. (b) Mesmo hoje a situação em países subdesenvolvidos é muitas vezes semelhante à do capitalismo em seu início. (c) Países comunistas têm um forte poder militar. (d) Em países avançados, aqueles jovens que não estão satisfeitos com sua situação são curiosos e atraídos para o comunismo. (e) Líderes em países livres têm sido indiferentes á natureza essencial do comunismo e indefesos contra a ofensiva ideológica do comunismo. (f) Estudiosos no mundo livre têm sido incapazes de oferecer qualquer contraproposta que possa criticar e conquistar o comunismo. (g) A religião tem sido incapaz de superar a ideia orientadora essencial na vida humana, e não tem nenhum poder para deter a ofensiva do comunismo. (3) Razões Providenciais (a) O comunismo é um pensamento que apareceu no lado do mal de acordo com a “Lei de Separação de Bem e Mal.” (b) Ele é o pensamento materialista do estágio de perfeição para a restauração do ambiente humano. (c) Ele é o pensamento do falso reino celeste no lado do mal que apareceu, precedendo o verdadeiro pensamento do Senhor do Segundo Advento, de acordo com a “Lei do Falso que Precede o Verdadeiro.” (d) Ele é o pensamento Gentil moderno (da atualidade) que apareceu como uma advertência para o lado do bem (o bloco democrático). 2. Quais são as razões pelas quais o comunismo deve perecer? (1) Razões em termos da teoria (a) Foi verificado no curso do progresso científico que a filosofia comunista é uma metodologia não científica e não tem nada a ver com a ciência. (b) A realidade dentro das sociedades comunistas demonstra que suas teorias são falsas. (Lei de Lieberman, restrição da liberdade, violação de direitos, etc.) (c) Todos os seguidores de Marx têm alterado sua teoria para sua própria conveniência. Esta necessidade para repetidas revisões indica que a teoria comunista é errônea. 5

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(d) A teoria comunista não tem nenhum ponto central de unidade, por isso não há nenhuma possibilidade de unidade na prática. (2) Razões Realistas (Históricas) (a) Movimentos por liberdade estão surgindo nos países comunistas. (b) O conflito entre a China comunista e a União Soviética demonstra que a desunião dentro do bloco comunista se aprofundou, devido à ausência de um ponto central unificado. (c) Por causa de seu sistema ditatorial e a formação da sociedade de classes ainda mais impiedosa, a insatisfação das massas tem aumentado. (Alguns sintomas que expressam tal insatisfação são a diminuição da produtividade, a não cooperação negativa, etc.) (3) Razões Providenciais (a) Por causa da Lei de Indenização, eles não podem evitar a indenização por sua perseguição das religiões e o assassinato de pessoas justas. (b) A luta entre bem e mal resultará na vitória do bem. Portanto, sendo que o comunismo é o mal final na história humana, ele deve ser inevitavelmente derrotado pelo bem. (c) Ele é o pensamento do falso Senhor do Segundo Advento, assim, inevitavelmente ele será absorvido pelo pensamento do verdadeiro Senhor do Segundo Advento quando esse pensamento aparecer. 3. Explique o fundamento da época na qual o Marxismo foi estabelecido. (1) Toda a Europa estava permeada por uma atmosfera revolucionária. Por causa da Revolução Francesa em 1789, e a ascensão de Napoleão ao poder e domínio da Europa, as ideias de liberalismo e nacionalismo se espalharam por toda a Europa. Entretanto, quando os regentes europeus estabeleceram o reacionário Sistema de Viena e suprimiram os movimentos de liberalismo e nacionalismo, motins e rebeliões eclodiram em vários lugares por toda a Europa (Espanha, Portugal, Sardenha, Nápoles, Carbonaro, Grécia) e as colônias na América Central e do Sul. A Revolução de 1830 na França, em parte, rompeu o Sistema de Viena; na Bélgica foi declarada a independência, e na Polônia houve uma rebelião. Na França, a revolução industrial estava em progresso, e em fevereiro de 1848, a Revolução de Fevereiro surgiu, na qual socialistas participaram e cooperaram. Desta forma, a Europa estava permeada por uma atmosfera revolucionária durante os primeiros anos de Marx. (2) Nos primeiros dias do capitalismo havia fenômenos sociais desastrosos ocorrendo em todos os lugares. Sob o sistema capitalista, que se desenvolveu juntamente com a revolução industrial na Inglaterra, os trabalhadores eram sobrecarregados e explorados impiedosamente. Os trabalhadores viviam sob condições que não poderia apoiar a vida humana; eles eram pouco mais do que escravos. Suas situações de trabalho eram insuportáveis: por exemplo, instalações sanitárias extremamente ruins, horas de trabalho excessivamente extensas; baixos salários que mal os mantinham acima do nível da fome, trabalho forçado, exploração de mulheres e crianças, e um aumento do desemprego como 0resultado da introdução de máquinas. Nesta situação, um homem de consciência social não poderia evitar de se opor ao capitalismo. 6

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(3) Uma das condições sociais desfavoráveis para os trabalhadores, era a falta de qualquer representação política. Não importava quão desumano seu tratamento, eles não tinham nenhuma forma de enviar representantes para o governo para falar contra sua situação miserável e melhorar a política nacional. No final as classes trabalhadoras iniciaram uma luta política contra a classe dominante, através da elaboração da “Carta do Povo” que defendia as seguintes melhorias no sistema político britânico: a. Sufrágio universal; b. Parlamentos anuais; c. Voto por escrutínio; d. A abolição da propriedade como qualificações para ser membro da Câmara dos Comuns; e. Pagamento aos membros do Parlamento; f. Igualdade entre os distritos eleitorais. Esta carta serviu como a base para o “Movimento Cartista.” (4) Pensadores e pessoas religiosas naquele tempo foram incapazes de corrigir estas condições sociais. Alguns pensadores lamentavam e pretendiam melhorar esta situação social miserável. Havia os Socialistas Utópicos, por exemplo, tais como Robert Owen (1771-1858), Saint-Simon (1760-1825), e Charles Fourier (11772-1837). Eles acreditavam que poderiam pacificamente remover as contradições simplesmente apelando para a consciência dos capitalistas por meio de educação e esclarecimento pacíficos. Pessoas religiosas pregavam aos capitalistas e trabalhadores, dizendo, “Acredite em Deus,” e até mesmo a disparidade declarando que isto era a vontade de Deus. Assim, para ativistas socialistas radicais, o socialismo utópico parecia impotente, e as religiões eram simplesmente o ópio das massas. (5) Por estas razões, era inevitável que o Marxismo aparecesse. A partir do ponto de vista da providência de Deus, o pensamento satânico foi capaz de disfarçar-se de bom e invadir a sociedade da Europa Ocidental, porque o Cristianismo fracassou em cumprir sua porção de responsabilidade. 4. Explique de forma simples as fontes do pensamento comunista (Marxismo-Leninismo). O pensamento comunista foi composto a partir de três fontes: a Filosofia Alemã (a dialética de Hegel e o materialismo de Feuerbach); Socialismo Francês (A Extinção dos Estados de Saint-Simon, a Luta de Classes de Fourier, a Revolução Violenta de Babeuf, a Ditadura de Blanqui); e a economia clássica Inglesa (A Riqueza das Nações de Adam Smith, A Teoria do Valor de Ricardo) Marx desenvolveu o materialismo dialético e a visão materialista da história a partir da filosofia alemã, as teorias políticas a partir do socialismo Francês e sua teoria econômica a partir da economia Inglesa. Das teorias acima, a filosofia alemã se tornou a base do Marxismo-Leninismo. 7

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II. Materialismo 5. Explique o conceito de partidarismo defendido pelos comunistas, e então o critique de forma breve. Os comunistas defendem que na sociedade de classes, todas as antigas filosofias serviam para proteger os benefícios de uma sociedade de classes. Eles dizem, por exemplo, que a filosofia de Aristóteles justificava o domínio eterno da classe regente na Grécia Antiga, e que a filosofia de Tomás de Aquino defendia a hierarquia centrando na regência papal da Idade Média. Mas, o valor da própria filosofia deveria ser avaliado pela forma que ela trata com a verdade com precisão, embora ela possa ter sido utilizada por determinada classe como resultado. O valor de uma filosofia deveria ser decidido pelo grau de verdade que ela contém, não por seu partidarismo. 6. Explique brevemente as características do materialismo mecanicista e do materialismo de Feuerbach. (1) Materialismo mecanicista (a) Ele afirma que, assim como uma máquina é uma entidade complexa composta de várias partes, da mesma forma toda coisa é um corpo constituído de seus vários constituintes. Portanto, uma coisa individual (um constituinte) é considerada mais importante do que o todo (o corpo constituído). (b) Ele afirma que tal como uma máquina começa a se mover somente quando ela recebe uma força exterior, assim, o movimento do universo recebe sua força motriz de movimento a partir de uma fonte externa, isto é, Deus. Portanto, o materialismo mecanicista certamente retorna para o idealismo. (c) Ele considera o movimento somente como um movimento repetitivo, e não como um movimento desenvolvedor através do qual nova qualidade aparece incessantemente. (2) Materialismo de Feuerbach (a) Se opondo ao idealismo de Hegel, ele afirmou que Deus não criou o homem, mas o homem criou Deus. (b) Espírito é um produto da matéria, que passa a existir quando a matéria é refletida no cérebro. O homem é o animal superior que se desenvolveu dos animais através do processo de evolução. (c), mas sendo que o homem tem vontade, emoção e amor, é possível remodelar as sociedades pela remodelação do homem. (d) Marx acusou Feuerbach de não aplicar o materialismo para a solução dos problemas sociais, e denunciou-o como sendo “um materialista da cintura para baixo e um idealista da cintura para cima.” 7. Explique o conceito comunista de matéria, e então o critique. (1) Lenin afirmou que, sendo que a matéria é independente do espírito do homem e é uma substância objetiva, na filosofia a matéria deveria ser tratada por um conceito filosófico, e não por um conceito físico que requer a busca pela causa da matéria de forma física. 9

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(2) É uma afirmação irracional que o conceito físico não possa ser o conceito filosófico, porque a atitude de buscar a causa da matéria de forma física é o estudo da ontologia (a explicação filosófica da natureza da existência), que trata com as substâncias naturais. (3) De acordo com a física de hoje, o conceito de matéria é diferente daquele defendido por Marx e Lenin. A física passou a considerar uma onda de energia que não tem massa como a causa definitiva da matéria. De acordo com o conceito moderno de matéria, a matéria não é diferente de espírito, no sentido que a causa definitiva da matéria é substância invisível que não tem massa. (4) Se deve ser provado no futuro que uma onda de energia tem uma natureza intencional, um cientista deverá concluir que matéria e espírito são dois aspectos de uma única substância que existe no mundo da causa. 8. Critique a afirmação do materialismo comunista que espírito é o produto da matéria, a partir do ponto de vista do relacionamento entre espírito e matéria. (1) O materialismo comunista insiste que espírito é o produto da matéria, porque o homem que tem espírito, veio a existir como o resultado do desenvolvimento do universo material ao longo de vários bilhões de anos. Mas esta afirmação não pode fizer o que existia antes do universo, nem tem qualquer fundamento para rejeitar a contra hipótese que a causa do universo é espírito. (2) Eles afirmam que espírito é o produto da matéria porque a desordem mental resulta de células danificadas do cérebro. Mas no caso de um rádio, está claro que a voz de um locutor não é criada no interior do aparelho, mas que ela vem de fora do rádio. A função de um rádio não é outra além da transformação da onda eletrodinâmica em som. Mas, se o aparelho está fora de ordem, então a desordem do som acontece. Da mesma forma, pode-se afirmar que o espírito do homem não é criado no cérebro, mas ao invés ele se manifesta através do cérebro. O materialismo não pode refutar isto. (3) Eles dizem que espírito é o “produto” da matéria e em outros momentos, a “função” da matéria. Se espírito é o produto, então espírito é separável do cérebro, uma vez que ele seja produzido, tal como a descendência de um animal é um produto de sua mãe. Se é assim, espírito deve ser essencialmente a mesma coisa como uma alma. Por outro lado, se espírito é a função de um cérebro, então a função deve ser incapaz de reagir sobre seu corpo de origem (o cérebro). Mas na realidade, espírito dá estímulo para seu corpo de origem, o cérebro, e faz o corpo físico agir. (4) Portanto, devemos concluir que espírito não é nem o produto e nem a função da matéria, mas um fenômeno da consciência que resulta a partir da ação dar e receber entre a mente e as células do cérebro. Somente com base nesta proposição, podemos explicar estes fatos sem qualquer contradição. 10

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9. Critique a forma comunista de aplicar os conceitos de matéria e espírito aos fenômenos sociais. (1) O materialismo comunista aplica o conceito de matéria e espírito às relações de produção e formas ideológicas na sociedade, respectivamente. E eles afirmam que, como espírito é o produto da matéria, as formas ideológicas (a superestrutura) são o produto das relações de produção. Mas é evidente que esta afirmação está errada por causa dos fatos históricos (por exemplo, formas ideológicas tais como religiões, arte, e partes das leis de tempos antigos ainda permanecem, embora as relações de produção tenham mudado completamente). (2) Os conceitos de matéria e espírito devem ser aplicados aos bens econômicos na sociedade e na consciência do homem (vontade) respectivamente. Tanto as relações de produção como as forças produtivas incluem as duas partes dos bens econômicos e da vontade do homem. Devemos considerar o relacionamento entre bens econômicos e a vontade humana como aquele entre objeto e sujeito, que tem ação dar e receber um com o outro. 10. Critique o ponto de vista do materialismo comunista relativo à mobilidade e historicidade da matéria. (1) Mobilidade (a) O materialismo comunista diz que movimento é o modo de existência da matéria, e que não pode haver nenhuma matéria separada do movimento. Eles também defendem que movimento não é dado a partir de fora, mas resulta a partir da unidade e luta de elementos opostos na contradição dentro da matéria. Mas eles não podem dizer por que esta contradição é produzida dentro da matéria; além disso, o conceito de contradição foi originalmente utilizado para explicar a cauda do desenvolvimento, mas eles também consideram contradição como a causa do movimento circular e movimento repetitivo que não são desenvolvimento. Isto não é razoável. Em outras palavras, eles não podem explicar porque a mesma contradição causa desenvolvimento em um momento, e em outros momentos causa movimento repetitivo e movimento circular. (b) De acordo com o Pensamento de Unificação, todos os seres individuais são considerados como seres que possuem interação mútua, isto é, eles são corpos conectados. Assim, seu modo de existência é inevitavelmente um movimento circular. Se eles são seres vivos, e se eles se multiplicam, seu modo de existência se torna um movimento de desenvolvimento na forma de uma espiral. Isto acontece como resultado da combinação de movimento circular e movimento progressivo, com o objetivo de avançar rumo a alguma direção definida. A causa do movimento é considerada como a ação dar e receber entre elementos subjetivos e elementos objetivos. No caso do sujeito ter vida, esta ação se torna a ação desenvolvedora de origem-divisão-união e aparece como movimento de desenvolvimento. (2) Historicidade (a) O materialismo comunista considera todas as coisas como os objetos da prática humana. Não somente montanhas, campos, grama, árvores, animais e oceanos, mas também o sol, a lua e as estrelas são os objetos do trabalho humano e da investigação que é a prática humana. Prática está conectada com todas as lutas de classes, seja direta ou indiretamente, porque a história humana tem sido a história de luta de classes. 11

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Sendo que a luta de classes tem historicidade, toda prática tem historicidade, e portanto, todas as coisas, que são os objetos da prática, têm historicidade. Consequentemente, os comunistas afirmam que a fim de serem capazes de lidar corretamente com a matéria, eles devem estar engajados na luta de classes histórica. (b) Mas esta é uma visão errônea. É verdade que matéria (todas as coisas) não é apenas objeto de cognição, mas também objeto de prática (domínio) e por isso, tem historicidade, mas o conteúdo de historicidade é bem diferente. A história humana não é a história de luta de classes, mas a história de luta entre bem e mal. Todas as coisas têm sido atraídas para esta luta entre bem e mal, e têm sofrido prejuízos e dor, enquanto “esperando com grande ardor pela manifestação dos filhos de Deus” (Romanos 8:19). A historicidade de todas as coisas não é a historicidade que está conectada com luta de classes, mas a historicidade que está conectada com a providência de Deus. 11. Critique a visão sobre o homem no materialismo comunista. (1) A visão comunista do homem é baseada na teoria da evolução de Darwin (a teoria da seleção natural). De acordo com a visão comunista, enquanto uma espécie de macaco estava fazendo algum trabalho (trabalho social), a linguagem se desenvolveu como uma ferramenta necessária de trabalho, e então a razão se desenvolveu. Ao viverem juntos, eles passaram a estabelecer regras, moralidade, religião, etc. para sua própria conveniência, e lentamente a dignidade e direitos da personalidade passaram a ser reconhecidos. Portanto, o significado do homem como um homem repousa tanto na personalidade, liberdade ou direitos como no trabalho social. Sendo que a sociedade comunista é a sociedade na qual o trabalho social do homem é garantido e desenvolvido da forma mais perfeita, é o maior dever do homem participar na revolução comunista a fim de construir a sociedade comunista. Aqueles que são contra ou estão obstruindo a revolução podem ser abatidos como animais, como elementos reacionários. Isto é porque os comunistas consideram o homem como meramente um animal superior. (2) É apenas uma hipótese que uma espécie de macaco evoluiu para o homem. Atualmente, a teoria da evolução da mutação descontínua de DeVries é considerada mais apropriada do que a teoria da evolução de Darwin. Se o homem é apenas um animal superior, não há nenhum fundamento sobre o qual rejeitar a visão que o mais fraco deve se tornar a vítima do mais forte, nem fundamento para afirmar o direito do homem à dignidade e liberdade. Todos, sem exceção, têm desejado manter a liberdade e dignidade da personalidade como se fossem a vida. (“Dê-me liberdade, ou dê-me a morte,” – Patrick Henry). Qual é a razão? É porque liberdade, direito e personalidade são derivados na natureza humana original sagrada. Dignidade é atribuída somente à santidade. Personalidade e liberdade não foram concedidas a posteriori para a necessidade e conveniência da vida social, mas eram inevitavelmente necessárias para satisfazer os desejos na natureza humana original inata. Falando a partir do ponto de vista do Princípio de Unificação, personalidade, liberdade, justiça, razão, etc. podem ser atribuídas à Imagem Original e sua Divindade. Razão é especialmente atribuída à mente espiritual do homem espiritual. 12

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Portanto, uma espécie de macaco não se tornaria o homem através do trabalho, mas o homem, a criação de Deus, começou a trabalhar para alcançar domínio sobre todas as coisas. Através do trabalho, a inteligência do homem (criatividade), concedida de forma inata, se desenvolveu gradualmente. O homem não foi criado a partir de outra coisa como um macaco, mas foi criado para ser o senhor de domínio sobre todas as coisas. 13

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