Revista Empresário Digital - Edição 163

 

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Revista Empresário Digital - Edição 163

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carta ao leitor N Qual é a sua cachaça?  CAPA Um convite muito exclusivo Pág. 26 04 Serigrafia  06 Serigrafia Digital  08 Comunicação  10 Decoração  12 Gestão de Pessoas   14 Impressão 16 Out of home  18 Digital Signage  20 Impressão   22 Marketing  24 Impressão   30 Vendas 32 Sala Vip  34 Política 36 Projeto Pack ão devo ser o único com esse leque de contatos heterogêneo e que inspira reflexão. Conheço empresários que entraram no segmento da impressão basicamente, ou exclusivamente, por dinheiro. Mas tive a sorte de conhecer mais pessoas que entraram nessa por pura paixão – e que, de trocado em trocado, de serviço em serviço, construíram impérios.  Só que, se crescer é um desafio, manter a essência do negócio pode ser outro ainda maior. Há aqueles que, mesmo sem uma “missão” proclamada aos quatro ventos, trabalham com coerência e lutam todos os dias para oferecer o seu melhor. E há o reverso da medalha: empresas que publicam seus valores, mas agem como se nunca se lembrassem deles.  “Quando tudo se resume ao dinheiro, tudo se torna escasso. A vida se torna escassa. Nos tornamos escravos dessa escassez, até atingirmos o grau mais elevado de escravidão: a monetização do tempo” Charles Einsenstein  A frase acima, do autor e palestrante americano, foi compartilhada por Luiz Buono, da agência Fábrica. Um empresário que já tivemos o prazer de entrevistar e ter como capa da nossa revista. Alguém a quem sempre admirei e que faz o que gosta e muito me ensina, sempre. Assim como outros milhares de empresários que demonstram paixão pelo que fazem e são bem-sucedidos como consequência natural da própria motivação. É o exemplo da entrevistada desta edição, a empreendedora Samara Costa, que é referência na área de impressão de convites e lembranças para casamentos de alto luxo. Ela transformou sua paixão pelo design em um modelo de criatividade e estilo. E, cada vez mais, expande os horizontes da sua atividade. Se cases como o dela nos inspiram, por outro lado é triste constatar que grandes grupos de eventos mudaram sua essência, abandonando sua proposta inicial de ajudar um segmento a prosperar. Transformaram o valor em dinheiro. “Para entregar resultados, temos de cortar gastos”, comenta um executivo, ao explicar as métricas da multinacional. A graça, afinal, está no dia a dia de se relacionar com clientes, criar propostas e, ao final, atender à expectativa.   Quem me conhece sabe da minha intensa jornada como empresário, jornalista e consultor. Sabe o quão feliz eu fico toda vez que o desafio é construir, ajudar e dar o maior nível de atenção possível, sem querer saber o potencial econômico de quem está do outro lado. Investimos muito, sem discurso, para estruturar uma das plataformas de comunicação mais respeitáveis do país. Quem me conhece sabe que defendo um valor de dar condições para que haja prosperidade no nosso mercado. Que acredito no trabalho de publisher muito além das páginas.  Alguns, por me conhecerem tão bem, acabam sendo capazes de me definir melhor do que eu mesmo. Quando, num jantar recente, eu contava empolgado dos investimentos para a revista a um empresário de Blumenau, ele me veio com esta definição: “Marco, essa é a sua cachaça”... Rimos muito, claro, mas preciso admitir: esse foi um dos feedbacks mais importantes que recebi até hoje.  Se existe algo que aprendi e que quero sempre compartilhar com os meus leitores, é que trabalhar com um propósito, ainda que só você o entenda, é sim o valor de uma vida que vale a pena ser vivida. Muito obrigado ao meu amigo Junior Souza.   Até a próxima, Avenida Paulista, 1079 • 8º andar Bela Vista • São Paulo/SP • Brasil Fone/Fax: (11) 2787-6386 www.serinews.com.br Publisher: Marco Marcelino {44.446} mmarcelino@serinews.com.br Gerente Editorial: Jorge Luiz Mussolin {15.978} jmussolin@serinews.com.br Jornalista: Alexandre Carvalho {44.252} alecarvalho@serinews.com.br Redação: Bruna Costa - bcosta@serinews.com.br Design: Patricia Barboni patricia@be-erredesign.com.br Foto de Capa: Yuri Mine As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião da editora. As fotos publicadas têm caráter de informação e ilustração das matérias. Os direitos das marcas são reservados aos seus titulares. As matérias aqui apresentadas podem ser reproduzidas mediante prévia consulta por escrito à Editora. O não cumprimento dessa determinação sujeitará o infrator as penalidades previstas na Lei de Direitos Autorais. (Lei 9.610/98). Marco Marcelino, diretor editorial Twitter do editor: @marco_marcelino Twitter da revista: @revista_ESD www.empresariodigital.com.br (notícias todos os dias) empresariodigital.com.br • 3

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serigrafia Por Rui de Lacerda a NOVAS EXIGÊNCIAS DOS MERCADOS indústria de impressão, em todas as suas vertentes aplicativas, da rotogravura, flexografia ou offset (exemplo das indústrias de embalagens), do offset à flexografia (exemplo da indústria de rótulos e etiquetas), do offset, digital ou serigrafia (exemplo da indústria gráfica), da serigrafia ao digital (exemplo da indústria têxtil), ou nas suas utilizações per si ou em plataformas de partilha de tecnologias de impressão (uma tendência crescente), em diversificadas indústrias como o vidro, automóvel, electrónica, cartões de crédito e segurança, transferes têxteis, decalcomanias cerâmicas, etc., se vêem em presença de “Novas Exigências dos Mercados” que são: •Capacidade de resposta rápida (logística)! •Capacidade de diferenciar (design criativo - foto-realismo - acabamentos)! •Capacidade de ser flexível (pré-impressão automática - multi sistemas de impressão)! •Capacidade de ser eficiente nos custos (Automação – Produtividade - Tecnologias)! Em toda esta realidade de pressupostos, seja para a satisfação do mercado interno, seja para a exportação, como seja para produções personalizadas, ou em tiragens pequenas, médias ou grandes! Ora, um dos pilares para a garantia desses pressupostos, nas diferentes opções de tecnologia de impressão em presença, está exactamente na “capacidade tecnológica” e da “automação” da pré-impressão (CTS - CTP - Software RIP), preferível com domínio em casa mas igualmente em partilha exterior! A empresa alemã ColorGATE desenvolveu novas soluções de software RIP (ColorGATE PS8), em parceria com a Sign-Tronic AG nos seus sistemas STM (CTS), de exposição digital direta por luz. Com tramas AM, FM ou em soluções híbridas têm hoje novos padrões com uma resolução genuína de 1270 dpi´s na matriz (écran), dedicados para a tecnologia de impressão serigráfica, os quais fazem a “diferença crucial”, como comprovado por muitos clientes portugueses! Ainda da ColorGATE a novidade chamada Colorrizer - coloração e design de impressão no espaço de cor dos sistemas de produção industrial. Trata-se de um programa de software de coloração otimizado para impressão digital industrial especialmente para têxteis, cerâmica, decoração e design de interiores. Exemplos como estes dão respostas fundamentais para as novas exigências do mercado, permitindo a total parametrização dos dados no tratamento de imagem e gestão de cor, de forma totalmente automática, simples, rápida, de uma qualidade final impressa e de cor, inigualáveis, que nos levam a significativos ganhos de produção, diferenciação no design e economia de custos! Interessante referir que a par da onda de um marketing poderoso pró Digital, o ano de 2015 mostrou um crescimento do número de fabricantes de sistemas de Imagiação / exposição digital directa CTS, apresentando diferentes soluções, mostrando que a pré-impressão digital CTS cresceu na tecnologia de impressão serigráfica, a nível global, em sectores desde a gráfica, a aplicações industriais ou nos têxteis (com possibilidades únicas na decoração e no funcional)! O mundo da “Indústria de Impressão” vive tempos de enormes mudanças, quer seja pelas “novas exigências dos mercados”, pelo consequente reajuste às novas tecnologias digitais ou ainda pela exigência de fluxogramas industriais em automação Ou seja, significa que a tendência do “TUDO é DIGITAL” precisa ser colocada em perspectiva! Cada vez mais os exemplos apontam para sinais de surpresa e de satisfação pelos resultados obtidos pela tecnologia serigráfica, como uma solução tecnológica econômica (quando ancorada em modernos sistemas de pré-impressão CTS e em automação), diferenciadora e apelativa em partilha com outros sistemas de impressão! Hoje a tecnologia serigráfica oferece mais possibilidades, com a aposta na pré-impressão digital automática), pelo aumento da produtividade, criando designs diferenciadores (foto-realismo em tramas, quadricromias em processo totalmente normalizado), rapidez de resposta, enorme grau de estandardização, reprodutibilidade e efeitos de cor únicos, sendo possível imprimir em quaisquer tipo de substratos e para custos menores! A tecnologia serigráfica é um método de impressão complementar, econômico, que oferece um benefício adicional elevado e a possibilidade de se distinguir dos outros, como são prova em Portugal na produção gráfica, decalcomanias, transferes, estamparias têxteis e em muitas e diversificadas aplicações industriais e funcionais! Se a 3ª revolução industrial nos trouxe a realidade da eletrônica, do digital e da automação, agora no início da 4ª revolução industrial (Indústria 4.0) é fundamental implementarmos todas as vantagens tecnológicas ao nosso alcance fazendo análises corretas de custo-benefício para os nossos investimentos, que terão de ser tecnologicamente inovadores e em automação! 4 • empresariodigital.com.br

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serigrafia digital Por Rafael Roan E Serigrafia: stando cada vez mais conectado à internet, tenho ficado sem “saco” para o tempo que é desperdiçado no “mundo offline”. Vou explicar com um exemplo. Há algum tempo precisava comprar calças, mas com a correria do dia a dia (os leitores com CNPJ sabem bem como é) a ida ao shopping foi sendo adiada durante meses. O que fazer então? Adiar mais me faria andar com trapos. Peguei uma fita métrica, anotei minhas medidas, visitei o tio Google, encontrei uma loja Por que você ainda não está na internet? virtual, pus três calças no carrinho, optei pelo Sedex, digitei os dados do cartão, e pronto. Dois dias depois minhas calças novas já estavam no guarda roupas. O processo todo, desde a pesquisa no Google até concluir a compra, me tomou 10 minutos. Quando as calças chegaram dois insights me surgiram. O primeiro foi “incrível, comprei roupa em 10 minutos, sem enfrentar trânsito, sem precisar ir ao shopping, ir em provadores ou falar com ninguém!”. Antes de decidir optar pela compra virtual, sempre que lembrava da necessidade das calças já me imaginava perdendo uma tarde inteira na combinação trânsito-shopping-provador-trânsito, e foi justamente esse pensamento que me fez adiar a bendita compra em meses. O segundo insight foi “quantas pessoas será que fazem isso por dia?”. A dúvida foi respondida tão logo olhei minha lista de pedidos a serem despachados no dia seguinte. Todos os dias dezenas de jovens entre 22 e 26 anos compram camisetas no meu e-commerce. Alguns porque gostam da estampa e não encontram nada parecido em suas cidades, alguns porque gostam 6 • empresariodigital.com.br

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da estampa e não têm “saco” para procurar em shoppings ou lojas físicas. Agora, vamos avançar mais um pouco. Eu, Rafael, comprando calças sou apenas um sujeito entre os milhões de brasileiros com acesso à internet, e esses milhões de pessoas conectadas são apenas a metade da população do país. Imagine o que acontecerá quando todos estiverem online. Serão milhões comprando vestuário, tecnologia, publicações, e tudo o que você conseguir imaginar. Já virou costume falar que a internet é um dos principais meios de comunicação da atualidade, de modos que tudo o que acabei de escrever pode parecer obviedade. Mas quando falamos de serigrafia, parece que a internet nada passa de vitrine ou cartão visita. Moro na capital do país, e por aqui os insumos serigráficos são escassos. Os equipamentos, inexistentes. Assim, só me resta a internet. Ao fazer algumas pesquisas, descobri que uma grande marca de tintas distribui emulsões de alta definição importadas. No Youtube encontrei vários vídeos sobre a emulsão. Alguns minutos assistindo aquele material já estava decidido a comprar a tal emulsão. Voltei ao site da marca de tintas e fiquei procurando um botão “Comprar”. Não tinha nenhum. Procurei algum email de contato, com o nome de alguém. Também nada, só aquele velho formulário de fale conosco que poderia ser aceito em tempos onde fazer sites em flash era moda. “Ok, estou louco por essa emulsão, posso encarar isso aqui”. Preenchi os dados, contei meu interesse no produto e perguntei para quem eu deveria entregar meu dinheiro para ter a emulsão importada. No dia seguinte uma resposta chegou na minha caixa de entrada. Na verdade a resposta era uma pergunta: “onde você mora?”. Com um interesse mais morno, respondi “estou no DF”. Alguns minutos depois, a resposta: “temos um representante aí no DF, liga no número (61) xxx”... Agora, com só uma minúscula centelha de interesse na emulsão liguei para o representante, que logo me respondeu “estou sem essa emulsão, manda um email lá para a matriz perguntando se você consegue comprar”. Pronto, mais uma vez confirmei que não tenho mesmo “saco” para as enrolações do mundo offline. Sim, mundo offline, porque o site daquela empresa nada mais é que um cartão de visitas. No máximo, um catálogo. Um catálogo com produtos que não serão vendidos em qualquer lugar que não tenha uma loja física exibindo os produtos. Eu pergunto, por quê? Por que as empresas de equipamentos ou insumos serigráficos ainda não estão na internet? Quanto custaria para a empresa colocar um botão “Comprar” na página do produto e contratar duas ou três pessoas para cuidarem da logística dos envios? Você acha que isso aconteceu apenas nesse caso específico? Ah, bem que eu queria que tivesse sido só uma vez. Eu te convido para enfrentar a via crucis que é comprar um poliéster amarelo fio 60 pela internet. Ou qualquer uma das tintas de efeitos diferenciados que são bem exibidas nos sites-catálogos das marcas. Ou um simples esticador de matrizes... Vez ou outra você encontra uma das grandes marcas com loja virtual, com carrinho e tudo mais. Mas o que empata é que o botão “Comprar” muitas vezes não existe. Você adiciona os produtos no carrinho, clica em finalizar a compra e dá de cara com a mensagem “Seu orçamento foi solicitado com sucesso. Em breve entraremos em contato”. Dá pra ser pior? Em tempos de internet, não existe essa de “em breve”. Ou o cara passa o cartão na hora, ou é uma venda perdida. Você investe uma grana em publicidade, joga milhares de visitas no site, para entregar um “em breve entraremos em contato”?! Por que? Empresa de equipamento/insumo serigráfico por que você ainda não está na internet? Todos os dias, recebo mensagens via Facebook de pessoas que moram em cidades pequenas e em cidades de interior me pedindo recomendação de lojas virtuais confiáveis. São pessoas, todos os dias, perguntando onde comprar, já que na cidade delas o produto não existe. Eu recomendo cinco lojas que conheço. Isso mesmo, depois de pesquisar muito, encontrei apenas 5 lojas com um processo bem azeitado em que você pode entrar, escolher seus produtos, escolher o frete e passar o cartão, em menos de 10 minutos. Essas cinco lojas não são um braço extra de nenhuma marca específica da serigrafia. É aquele revendedor, que separa um tempo extra pra montar um site. Um revendedor que gasta 3, 4 horas por dia para cadastrar, vender e entregar produtos que as grandes marcas não vendem diretamente para quem quer comprar. A internet é maravilhosa. Se você trabalha direito, você consegue uma escala muito rapidamente. Você consegue uma visibilidade que nenhum ponto físico seria capaz de conseguir. Você consegue conversar diretamente com seu cliente pelas redes sociais. Você consegue medir cada uma das suas ações. Você consegue ir lapidando sua comunicação de acordo com os comentários dos seus seguidores e com as métricas do seu site. É tudo o que qualquer empreendedor poderia querer. Trabalho vendendo produtos e infoprodutos na internet há cerca de 4 anos. Já despachei camiseta para todos os estados do país, incluindo o Acre. Tenho alunos assistindo meu curso no Brasil, na Angola, nos Estados Unidos e em Londres. São vendas que acontecem porque as pessoas não têm acesso a nenhum conteúdo como esse nas suas cidades, ou porque não têm saco para as enrolações do mundo offline. Te convido a colocar um botão “Comprar” no seu site. Chega de site-catálogo. empresariodigital.com.br • 7

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comunicação Por Elienai Allebrandt U 8 • empresariodigital.com.br Marketing de conteúdo para empreendedores Marcus Sheridan dono da River Pools empresa de revenda de piscinas nos EUA, acabou criando um dos cases mais conhecidos de Marketing de Conteúdo, saindo de uma situação de quase falência para uma recuperação total da empresa, passando agora até a produzir suas próprias piscinas. Este processo todo foi iniciado através de uma estratégia de marketing de conteúdo, quando ele resolveu desenvolver um blog onde falava sobre o que mais entendia - PISCINAS. O blog tornou-se referência não só para consumidores mas para todo o segmento de piscinas onde é possível ter o melhor e mais completo conteúdo sobre este tema, revertendo em vendas e na salvação da empresa, mesmo em meio a uma crise do país. Ele descreve que o objetivo dele era sanar toda e qualquer dúvida de qualquer consumidor sobre piscinas, Marcus Sheridan diz que o que realmente salvou sua empresa não foi o blog mas uma mudança de mindset onde o objetivo da empresa era “...ser o melhor professor e revolvedor de problemas no mundo naquilo que você faz...” “...ser o melhor professor e resolvedor de problemas no mundo naquilo que você faz...” Joe Polizzi, um dos precursores do Marketing de Conteúdo, traz em seu blog uma proposta bacana para você auto testar se o seu conteúdo está sendo para você ou para seu consumidor. •1# Junte todo seu conteúdo de marketing, impresso e eletrônico, imprima e coloque tudo isto em uma mesa, incluindo revistas, jornais, blogs , resenhas e etc... •2# Mostre este material a seus sócios, executivos ou funcionários. •3# Pergunte-se “Este conteúdo é mais sobre as necessidades dos nossos clientes ou sobre nós e como nossos produtos e serviços são bons?” Se a resposta for: tudo é sobre sua marca faça algo pra mudar isto. Acredito que a melhor abordagem é: Coloque o consumidor no centro de tudo e esteja ali pra guiá-lo no que ele precisar e onde ele precisar. E você está sendo o melhor revolvedor de problemas para o seu consumidor? ltimamente tenho conversado com alguns pequenos e médios empresários e percebo neles uma grande ansiedade em estar no meio digital, evoluir no marketing de conteúdo e se apropriar dessa relação tão próxima com o consumidor. O empreendedor reconhece o poder de uma estratégia digital ainda que não saiba como implementá-la. Vejo que as grandes empresas, assessoradas por suas agências de marketing digital, têm evoluído e construído estratégias digitais e de marketing de conteúdo, mas o médio e pequeno empreendedor ainda não achou este caminho. Para exemplificar, basta olharmos o perfil pessoal nas redes sociais de algum empreendedor para notar que este passa a publicar exclusivamente conteúdo relativo ao seu negócio. Há ainda aqueles perfis que mesclam o pessoal com o profissional e o cliente acaba tendo acesso a conteúdo da vida pessoal daquele profissional. Outros empreendedores optam por divulgar unicamente o seu produto e marca, normalmente reaproveitando conteúdo de alguma campanha off-line. Recentemente li em um post a reclamação de um empreendedor que dizia vender um produto de alta qualidade, mas que perdia clientes que optavam por produtos concorrentes de menor qualidade e preço. Fui dar uma olhada no conteúdo dos canais dele, e o que ele postava diariamente basicamente era apresentar o seu produto e as variações que ele tinha. Observando suas publicações percebi que seu conteúdo era apenas um conjunto de variações sobre seu portfólio de produtos perdendo, assim, uma grande oportunidade de contar sua história para o consumidor, mostrar de onde vêm seus ingredientes, como é feito seu produto, quais as suas preocupações ao desenvolver o cardápio. O consumidor jamais terá condições de saber o quanto um produto é diferenciado se o conteúdo digital não levar em consideração uma abordagem que conte ao cliente o que ele precisa saber.

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decoração U ARQUITETA FALA SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS VITRINES PARA UMA LOJA m dos pontos de maior destaque das lojas são as vitrines. É por meio delas que o público descobre o que a loja está vendendo, suas novidades e também se atualiza sobre as tendências da moda. Além disso, as vitrines são um dos atrativos que levam os consumidores a entrarem nas lojas, por isso é preciso valorizá-las sempre. A arquiteta Marina Debasa, sócia do escritório de arquitetura Arquitetude, explica que ter uma vitrine é uma estratégia básica de venda que deve ser sempre utilizada. “Melhorar a aparência da vitrine pode impulsionar as vendas, o que é muito importante, principalmente em tempos de crise. Além disso, quem busca se diferenciar da concorrência deve sempre pensar em investir em novas vitrines”, afirma. A percepção visual é um dos pontos-chave para atrair clientes, pois a maioria das nossas tomadas de decisão leva muito em conta o que estamos olhando, e a chamada “compra por impulso” também ajuda. Por isso, é preciso que as lojas estejam sempre atentas em valorizar suas vitrines utilizando manequins bonitos, ambientações e ótimos produtos. “Não adianta os comerciantes terem uma enorme vitrine e não a utilizar corretamente. Isso pode fazer com que a loja perca clientes para marcas concorrentes. Por outro lado, também é importante lembrar que menos é mais e, às vezes, é melhor dar destaque à um produto do que causar uma poluição visual e não chamar atenção do consumidor”. Para isso não acontecer, Marina faz algumas sugestões. “Todo dono de loja deve se preocupar com a reformulação periódica de sua vitrine. Além disso, deve se preocupar com o estado de conservação de seus manequins assim como a limpeza dos vidros, tanto do lado de dentro quanto de fora da vitrine. Isso é apenas o básico para ter uma vitrine sempre atual e bonita”. Marina também alerta que, ao montar uma vitrine, é importante pensar no público-alvo que a loja deseja atingir e que a marca sempre deve estar presente. “Uma vitrine elaborada de acordo com a identidade visual da loja e da marca consegue atrair seus consumidores e comunicar de maneira correta seus conceitos”, afirma. Ela continua dizendo que manter a visão interna da loja através da vitrine também pode chamar a atenção do cliente para outros itens e, se quando o estabelecimento tem seus produtos bem expostos, a loja toda se torna uma grande vitrine. A arquiteta finaliza lembrando uma vitrine bonita pode sim ajudar a vender mais. No entanto, é preciso também pensar em outros aspectos da arquitetura da loja para que as vendas se concretizem sempre. “Ter uma linda vitrine e uma loja pouco convidativa pode acabar fazendo com que o faturamento do estabelecimento continue caindo. Dessa forma, é importante que todo empresário entenda que a vitrine é a porta de entrada para os consumidores, mas que todo detalhe pode fazer a diferença na hora de conquistar o cliente”. 10 • empresariodigital.com.br

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gestão de pessoas Por Alessandra Assad* O rápido lançamento do primeiro carro bicombustível do Brasil, em 2003, pela Volkswagen, representou uma excepcional resposta à mudança do mercado automobilístico brasileiro. A tecnologia do motor bicombustível, capaz de funcionar tanto com gasolina como com álcool, foi desenvolvida no Brasil por algumas empresas que investiram tempo e dinheiro em pesquisas. Foi a Magneti Marelli, fabricante de sistemas eletrônicos para controle de motor e fornecedora das grandes montadoras que atuam no País, que fechou a primeira parceria com a Volkswagen, para introduzir o motor flexível EA 827 1.6 l, que equipou o modelo VW Gol 1.6 Total Flex, lançado em março de 2003. Analise a velocidade com que as coisas aconteceram: dois anos depois do lançamento do Gol, praticamente todas outras montadoras que atuam no Brasil já tinham lançado ou planejavam lançar modelos bicombustíveis. Hoje, vivemos um momento em que os limites entre os setores estão cada vez mais indefinidos. Essa obscuridade, além de dificultar os passos das empresas em relação a suas áreas de atuação, permite aos que estão de fora e “antenados” com o que há de novo nos setores de tecnologia e estra- OS INGREDIENTES PARA UMA TRANSFORMAÇÃO ESTRATÉGICA tégias de mercado a criação de novos produtos e serviços que irão atingir um público-alvo cada vez mais interessado em praticidade e transparência. É preciso se perguntar: será que o que eu estou fazendo hoje permitirá que me atualize no futuro? Esse raciocínio requer drásticas mudanças no comportamento geral das empresas, o que, muitas vezes, é difícil de se conseguir. Comumente, no universo administrativo, é mais difícil (e incômodo) esquecer os métodos antigos do que criar novos. Para o professor C. K. Prahalad, reconhecido internacionalmente como um dos maiores especialistas em estratégia empresarial e negócios da atualidade, os ingredientes para os empreendedores que desejam desenvolver um processo de transformação estratégica em suas organizações são: imaginação, paixão, coragem, humanidade, humildade, intelecto e um pouco de sorte. Para Prahalad, é importante que a empresa se conscientize, antes de tudo, de sua colocação no mercado e de quais são as probabilidades reais de liderar esse setor. Para ele, muitos não tomam atitudes inovadora justamente porque desconhecem seu papel no mercado, acreditam que simplesmente ‘atuam’ em um nicho imutável de comércio. As mudanças, hoje, ocorrem de modo muito mais rápido do que alguns anos atrás. Esse ritmo pode ser útil para países em desenvolvimento como o Brasil, uma vez que eles podem “saltar” algumas etapas, ou seja, as economias em desenvolvimento têm a opção de escolher os métodos já criados pelos países desenvolvidos. Isso lhe permitiria uma maior agilidade no processo de atualização. Contudo, isso não os impede de lançar e exportar, com sucesso, seus próprios projetos. Se analisarmos o caso da Polaroid, podemos ver que a sensação de invulnerabilidade é o “Calcanhar de Aquiles” de muitos empreendimentos. A empresa foi líder em seu setor: o doutor Edwin Herbert Land inventou a fotografia de revelação instantânea nos anos 40 e a Polaroid gozou dos benefícios da patente internacional durante muito tempo. Quando a Kodak lançou uma câmera de revelação instantânea, a Polaroid a processou e ganhou a causa. A Kodak teve de retirar a máquina do mercado e pagar uma indenização de US$ 1 bilhão. O mesmo número pelo qual, anos mais tarde, a Polaroid declararia a falência. A empresa não soube se adaptar às mudanças, pensou ser invulnerável, e foi de fato, durante 40 anos, sob o amparo das patentes. Mas o mercado mudou com o surgimento da tecnologia digital. No começo, a Polaroid não entrou neste segmento, e quando finalmente produziu câmaras digitais, elas eram muito caras e difíceis de manipular, ou seja, nada competitivas. A lenta agonia terminou com a falência e o desaparecimento da empresa. Inicialmente, o produto Kleenex, da empresa Kimberly-Clark, estava dirigido ao mercado de cosméticos: era uma toalha para retirar a maquilagem, que se comercializava por um preço elevado. Com esse formato, os Kleenex não deram resultado, mas a empresa reconheceu rapidamente seu erro e relançou o produto sob a forma de lenços descartáveis. E qual é a lição dessa história? Deixe que a sua intenção seja mais rápida que os fatos! *Alessandra Assad é especialista em gestão de pessoas e negócios, e atua como professora do ISAE/FGV, instituição de ensino de Curitiba (PR). 12 • empresariodigital.com.br

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impressão “ A 14 • empresariodigital.com.br O POSICIONAMENTO DAS COMPANHIAS NO MERCADO ATUAL smartphone que adquiriu de terceiros no Mercado Livre. Ah! E a sua profissão? Blogueiro, especialista em vinhos, Youtuber nas horas vagas com um canal de vídeos que produz em suas viagens. Ele se tornou, finalmente, livre. Esta gigantesca liberdade de escolha transformou o mercado no mundo todo. Atualmente as empresas amargam prejuízos por estarem presas a velhos paradigmas e muita burocracia nos processos internos, sendo extremamente difícil modernizar as operações a fim de reposicionarem-se para sobreviver a essa nova era. A situação piora ainda mais no cenário econômico atual. Com a pior crise econômica e uma das piores crises políticas da história, o consumidor tornou-se acuado, gastando menos e escolhendo muito mais onde investir o seu dinheiro. É ai que entra a inovação, a visão de futuro e o pragmatismo na mudança, pois ela precisa começar de dentro para fora. Não adianta mais tentar regulamentar tudo o tempo todo, ou seja, depender apenas da força; o mercado se adapta e o consumidor encontra alternativas muito rapidamente. Basta lembrar que, em apenas dois dias de ‘Whatsapp’ proibido no Brasil, o app ‘Telegram’ ganhou quase 3 milhões de novos usuários ao mesmo tempo em que um outro app que desbloqueava o Whatsapp ficou viral. “É hora de se reinventar, se redescobrir e passar a oferecer novas formas de consumo, mais amigáveis e relevantes para o consumidor.” O principal: é hora de olhar para o consumidor com mais carinho e atenção. Ele clama pelas mesmas coisas, mas de formas diferentes, e hoje, é bom reforçar, ele tem alternativas, muitas vezes melhores e mais baratas. Um exemplo sólido aconteceu com a agência da qual Marcelo é sócio: depois de passar pelo mesmo processo no ano passado, percebeu que todas as agências estavam vendendo apenas sonhos e promessas. Agora, com um novo formato de gestão, o lema tornou-se um só: “resolvemos vender resultado”. Para isso acontecer foi necessário primeiro uma reflexão de cada integrante da agência e entender o que o mercado, nesse atual momento econômico, precisava. Não eram promessas; eram resultados comprovados. O retorno foi imediato e em apenas três meses a agência ganhou cinco contas, um recorde para a empresa. Tudo isso com uma das maiores crises econômicas em andamento. Com o novo processo de atendimento e gestão, a empresa driblou a crise e emplacou resultados importantes. Com isso, Montone deixa uma reflexão para os empreendedores de plantão: “E você? Já se perguntou o que o seu consumidor realmente quer da sua empresa? Se sente preparado para as mudanças que serão necessárias para o seu futuro sucesso?”. Marcelo Montone está há 18 anos atuando, pesquisando e se especializando inteiramente em internet e agências digitais. O especialista já atuou em cases de sucesso e atendeu contas importantes como a da Prefeitura de São Paulo, da marca esportiva Penalty e do banco Itaú pirâmide inverteu, as empresas não determinam mais o que o mercado vai consumir, e sim o consumidor”, afirma o publicitário Marcelo Montone, formado pela PUC e com especialização em Marketing pela ESPM e Miami AD School, e sócio de uma agência renomada de comunicação no Brasil. Para ele, o futuro de qualquer negócio depende das habilidades de adaptação na atual metamorfose pela qual passa o ser humano no mundo todo, tanto em questões de consumo de conteúdo quanto de serviços e produtos. O consumidor do passado se reunia na frente da TV com a família para compartilhar a história da ‘Maria’ que estava traindo o ‘João’ na novela das oito; todos assistiam ao Jornal Nacional e jantavam juntos e quando queriam comprar algo, eram poucas as opções de produtos e serviços no mercado. Ter uma conversa e convencer este consumidor não era tão difícil, tendo em vista que os meios e os concorrentes não eram muitos. A era digital era limitada, as necessidades eram supridas apenas com as tradicionais propagandas exibidas, e o questionamento era raso e frágil. Já o novo consumidor aluga a sua casa no AirBNB para ganhar uma grana extra, enquanto vai até o aeroporto de Uber para uma viagem que comprou no ‘Booking’, e tudo isso sem sair do

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