Revista Pepper - Abril / 2016

 

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Edição Eletrônica da Revista Pepper - Abril 2016

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Ano 03 Abril/2016 nº 42 www.revistapepper.com.br EDIÇÃO ANIVESÁRIODEBSB ESPECIAL Made in BSB Daniel Zukko do canal “Minha Brasília” conta um pouco do projeto com sua Brasília amarela Impeachment A situação está tão polêmica que achamos um jeito de rir do cenário político Brasília como tema Lugares temáticos que têm nossa cidade como tema está dando o que falar E mais... Edição especial para os 56 anos de Brasília com colunas afiadas, matérias apimentadas e participação dos nossos leitores!

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#EDITORIAL E chegou abril. O 21 de abril que mora no coração dos brasilienses por causa do aniversário dessa cidade tão amada. 56 anos com corpinho de 23, né Brasília? Parece que a idade vai chegando e a capital vai ficando mais bonita... Mas não podemos nos esquecer o que não colabora para a beleza de Brasília... Dia 17 também teve o tão esperado “ #impeachmentDay”. Gritaria, cuspidas, confetes, Deus e família no meio, algo que não dá pra entender muito bem. Enfim, Brasília. O aniversário é seu, e de presente você recebeu uma votação histórica no plenário da Câmara. Mas nem se importe, isso não vai te ofuscar. Vamos rodar nas curvas desse avião! E vamos com muita pimenta nas mãos e na cabeça! Eis aqui nosso presente pra você! Uma edição feita especialmente para o aniversário da cidade! PARABÉNS BRASÍLIA! NOTÍCIA INÉDITA NO BRASIL: – O povo em casa e os políticos tabalhando em pleno domingo. Charge: Genildo #EXPEDIENTE Publisher Sérgio Donato Contaldo Editora Natália Moraes jornalismo@revistapepper.com.br Revisão Conttexto.com helenacontaldo@conttexto.com Correspondente Pepper Nordeste Jude Alves Site Natália Moraes, Ribamar Martins e equipe Diagramação Gustavo Facundo gustavofacundo@gmail.com Estagiário Ribamar Martins Colaboradores Sérgio Assunção J. Carlos Jr Ramalho Romolo Lazzaretti Fernando Cabral Carlos Henrique A. Santos Lisiane Cardoso Armando Barros Diego Lara Antônio Augusto Cortez jornalismo@revistapepper.com.br Assessor Administrativo e Financeiro Gilmar Ferreira Arantes Jr Redação Abner Martins Natália Moraes jornalismo@revistapepper.com.br Gráfica Gráfica e Editora Rossetto rossetto@brturbo.com.br Publicidade comercial@revistapepper.com.br Contatos (61) 3257.8434 faleconosco@revistapepper.com.br

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#SUMÁRIO 04. – O chef e colunista #RECEITADOMÊS 12 Armando Barros comandando, mais uma vez, os fogões e panelas em uma receita cheia de história. #ENTRETENIMENTO 05. – Brasília tem a 3ª #ESPORTE – Vamos resolver o impeachment de forma divertida? Que tal fazer um duelo de rap ou um campeonato de delações? maior frota de barcos no Brasil e o nosso amor pelo lago! Vamos praticar esportes por lá? 06. – Daniel Zukko do canal #MADEINBSB 13 #BRASÍLIA #COLUNA “Minha Brasília” conta como surgiu a ideia de sair andando pelas ruas da cidade em uma Brasília amarela, com passageiros inusitados Brasília é o tema! E não só pra gente... Empreendedores apostaram em lugares temáticos com a nossa cidade. 11. FERNANDO CABRAL e a cidade que Dom Bosco não sonhou 10. – Galeria Pepper #GALERIAPEPPER do #niverBSB com participação especial de vocês, leitores! 08. RAMALHO JR #COLUNA 18. – Será que estamos #ENTREVISTA – A propaganda na atual Brasília e sua homenagem vivendo o sonho de Dom Bosco? Ele baixou na redação e respondeu algumas perguntinhas... 17. #TWEETS 07 – O aniversário de Brasília está chegando, então preparamos uma agenda completa pra você sair de casa e sair para amar a cidade! #BRASÍLIA

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04 #RECEITADOMÊS Por Armando Barros barros.armando@hotmail.com “COLE SLAW” UMA SALADA COM HISTÓRIA Ingredientes • 1 repolho branco médio; • 2 cenouras; • 1 xícara de maionese; • 1 colher de sopa de açúcar; • 1 limão siciliano; • Vinagre de maçã; • Leite; • Sal e pimenta do reino; • Uvas passas escuras sem semente à gosto. N o calor, salada refrescante é uma boa opção e se vir recheada de história é melhor ainda. Nós sabemos que os antigos romanos já preparavam salada de repolho picado e serviam com vinagre, ovos e temperos. De qualquer forma os historiadores de comida, geralmente concordam que o termo “cole slaw” é originário dos Holandeses, mesmo sabendo que a receita atual é mais recente, uma vez que a maionese é uma invenção do século 18. A origem do termo “cole slaw” tem tido muito interesse pelos historiadores de comida, ou historiadores alimentares, se você preferir. Coleslaw significa literalmente salada de repolho. A língua inglesa pegou emprestado e adaptou a palavra holandesa Koolsa no final do século dezoito, dos colonos holandeses que inclusive, fundaram New York. Koolsa é uma combinação das palavras holandesas kool (repolho) eSla(salada). Os colonos holandeses que fundaram os estado de New York trouxeram das suas terras, sementes de repolho, e plantaram ao longo do Rio Hudson. Produziam e faziam com o repolho as receitas da sua terra natal. Será que se não tivéssemos expulsados os holandeses eles teriam fundado New York? Será que esta salada poderia ter surgido no nosso querido nordeste? p a ro Despreza r as prim o repolho eiras folh as que e , até enc nvolvem ontrar fo e inteiras lhas não . C o rt a machuca r o repolh parte, de das sprezar a o em qua tro. Em c parte do ada caule. Fa tiar bem reservar. fininho e Retirar a pele das c en bowl (tig ela), mistu ouras e ralar no ra Acrescen rar a cenoura, o re lo grosso. Em um tar o açú p olho, a u car e o v va passa Em outra inagre à . gosto. tigela, ad icionar a suco do maiones limão. Mis e, sal, pim turar tud enta do re ino, molho fic o e acrescentar o ar bem lí leite até quido. o Misture tu do bem molh e verifique o tem pe adinha. F aça as co ro e se a salada e reserve n rreções n s a gelade ecessária tá ira até a se hora de s ervir. Abraços. Modo de p re Agora que aprendemos um pouco mais sobre a história dos alimentos, vamos a minha receita. Você já pode ter visto e comido uma das inúmeras versões presentes no mercado, sem uva passa, com iogurte natural no lugar da maionese para deixá-la mais leve e assim por diante.

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#ESPORTE Por Redação Fotos: Divulgação NÁUTICOS Você sabia que a cidade possui a 3ª maior frota náutica do país? ESPORTES N ão é a umidade relativa do ar menor do que 10% que impede Brasília de ser uma das capitais dos esportes náuticos no País. Com mais de 11.000 embarcações registradas, o Distrito Federal fica atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Se considerarmos o número de habitantes pela quantidade de embarcações, a cidade dispara no topo do ranking. A amor do brasiliense pelos esportes aquáticos é intrínseco ao Lago Paranoá. Construído artificialmente para melhorar as condições de umidade da cidade, é considerado por muitos atletas e especialistas como um dos melhores locais do Brasil para atividades como canoagem e remo. Contudo, apesar da popularidade e da grande utilização, o Lago ainda não possui nenhum píer público, sendo todos os existentes da iniciativa privada. O Lago Paranoá é bonito e propício para prática de esporte náuticos, mas fique atento, é preciso tomar alguns cuidados antes de sair pilotando qualquer embarcação que seja. O veículo deve ser registrado na Capitania dos Portos de Brasília, mesmo que seja uma vela simples, e possuir uma habilitação específica para cada tipo de embarcação. Acredite, existe inclusive operações de Lei Seca no Lago. Para quem está interessado em praticar algum esporte no Lago a dica é procurar uns dos 32 clubes às margens, tanto nas regiões Lago Sul e Lago Norte quanto nas Asas. Existem também escolas específicas para alguns esportes, como stands de Stand-up Paddle, Kitesurf (vá em dias de vento), remo e muitos outros. Aproveite a cidade! 05 REVISTAPEPPER.COM.BR

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06 #MADEINBRASÍLIA Por Natália Moraes natalia.pmoraes@hotmail.com Fotos: Divulgação BRASÍLIA Essa foi a receita mágica que Daniel Zukko usa para fazer vídeos de sucesso em seu canal “Minha BSB” MADE IN UMA BRASÍLIA ANDANDO POR BRASÍLIA FALANDO DE BRASÍLIA B rodando por Brasília fazendo uma entrevista, rasília está de aniversário, e para comemorar que, querendo ou não, é de uma forma inusitada. No final das contas é: uma Brasília, rodando por Brasília, falando sobre Brasília. O jornalista já entrevistou várias personalidades como Dado Villa Lobos, Rafael Cortez, Nany People, Rafinha Bastos, Celina Leão, Kiko Zambianchi, dentre outros. Para comemorar os 56 anos da nossa capital, tivemos uma conversa super alto astral com Daniel Zukko e ele explicou melhor o projeto. A entrevista não foi dentro da Brasília, mas quem sabe na próxima, hein? Vem ver! e completar o nosso ciclo da série “Made in BSB”, entrevistamos Daniel Zukko, jornalista e turismólogo de 36 anos que apareceu há algum tempo com um projeto sensacional. Para quem ainda não conhece, VAI CORRENDO NO YOUTUBE PESQUISAR O CANAL “MINHA BSB”. Teve que ser em Capslock porque é simplesmente genial. Daniel Zukko tem uma Brasília amarela. Ele coloca várias câmeras no carro, pega alguma personalidade daqui ou de outras cidades, e sai

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#MADEINBRASÍLIA Revista Pepper: Conta um pouco do projeto “Minha Brasília” DZ: A ideia do projeto é conversar com pessoas sobre Brasília, inicialmente. Claro que a gente fala sobre a pessoa mas é mais a relação que essa pessoa tem com Brasília. Tem esse mote que torna o projeto único que é uma Brasília andando por Brasília, falando de Brasília. A ideia inicial era que fosse só com gente nascida aqui. Mas a gente viu que íamos restringir demais e perderíamos entrevistas muito boas. RP: Como surgiu a ideia? DZ: Eu sempre quis produzir um conteúdo que falasse bem da cidade, mas eu não queria que fosse aquela coisa meio “Secretaria de Turismo”. Eu queria uma coisa única. E um dia assistindo a campanha política de 2010 eu percebi que não tinha candidato nascidos em Brasília, e isso de alguma forma me incomodou. Onde é que as pessoas que nasceram aqui estavam escondidas? Até que vendo um álbum de fotografia na casa dos meus pais eu me lembrei que tivemos uma Brasília. Tem uma foto eu, meus irmãos e a Brasília. Estávamos sentados em frente ao Congresso Nacional. Foi quando eu percebi que tinha um carro com esse nome e eu podia fazer isso dentro do carro e a ideia fechou. Demorei mais de um ano pra comprar o carro. Essa que foi a maior dificuldade. Depois que eu comprei fiz a pesquisa das câmeras, do som, etc. Demorou 6 meses pro programa ir ao ar. O primeiro foi em setembro de 2013. RP: Qual foi sua melhor entrevista? DZ: Tem vários aspectos. A primeira que bombou foi com o Felipe Neto. Ele é muito influente na internet e bombou por causa disso. A primeira que se tornou viral, digamos assim, e me fez ser reconhecido por alguém na rua foi com o Rafael Cortez, que eu bati o carro (risos). Muita gente viu e morreu de rir, porque era uma cena inusitada. Mas tem aquelas pessoais... Eu gosto muito de rock’n’roll. Então entrevistei Dado Villa Lobos, Marcelo Bonfá... São entrevistas ótimas! E fora isso tem entrevistas que eu considero relevantíssimas. Como a do Inri Cristo, que a maioria das entrevistas que se faz com ele é na base da piada, mas essa não foi. Entrevistei também um monge budista que você acaba tratando de outros temas... RP: Você passou por alguma situação inusitada? DZ: Aquela batida com o Rafael Cortez... Teve também uma entrevista que eu fiz com a Leila Barros, que no meio do caminho quebrou o cabo de embreagem... A gente teve que fazer a entrevista na tora mesmo. São situações que o público não percebe, mas a gente que viveu ali, morre de rir. RP: O que Brasília representa pra você nessa sua fase profissional? DZ: Brasília representa tudo pra mim. Eu sempre penso nisso. Se eu for morar em outro lugar o projeto acaba, e eu não quero isso! Eu acho que o “Minha Brasília” é importante de alguma forma pra cidade. Ele ajuda a trazer de volta o sentimento de cuidado com a cidade. Eu costumo chamar isso de “orgulho nacional candango”. Pessoalmente Brasília significa muito pra mim. A cidade que eu nasci, a cidade que eu passei boa parte da minha vida, e a cidade que eu considero o melhor lugar do mundo, e profissionalmente então... As coisas casam. RP: Você é Made in BSB porque... DZ: Eu sou Made in BSB porque aqui é uma cidade que pode tudo. Ela foi inventada. Quando eu entrevistei a Dr Lúcia Braga, presidente da rede Sara, ela falou isso. Se não tinha padaria, alguém ia lá e inventava uma padaria com a cara de Brasília. Sou made in Brasília porque aqui é uma cidade que ainda está sendo inventada... Aqui está cheio de possibilidades e oportunidades. Por isso que eu me chamo de candango, não de brasiliense. Candango é o cara que construiu Brasília e eu tô construindo. 07 REVISTAPEPPER.COM.BR

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08 #RECEITA DO MÊS Por Natália Moraes natalia.pmoraes@hotmail.com Fotos: Divulgação / Arquivo pessoal HAJA COMEMORAÇÕES B rasília comemorará seus 56 anos de idade conforme sua vocação: com muita arte e ocupação dos espaços públicos. Nos dias 21 e 22, a festa será regada a música, com dez shows de artistas locais e nacionais, entre eles Plebe Rude, Scalene, Móveis Coloniais de Acaju e a pernambucana Nação Zumbi. Os shows serão realizados no gramado da Torre de TV, a partir das 17h, com participação de DJs. Além da música, a programação oficial do aniversário da capital contará com várias exposições espalhadas pelo Museu Nacional, Museu Vivo da Memória Candanga e Memorial dos Povos Indígenas. No dia 21, às 18h, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional presta sua homenagem a Brasília em concerto no Teatro Sesc do Gama. O Museu Vivo da Memória Candanga realizará a mostra de Delei e Paulino Aversa, que será aberta dia 20 de abril e reúne diferentes fases da criação dos dois artistas candangos, com diferentes formatos e técnicas, com obras que mostram as vivências e visões dos artistas sobre a cidade. Também no dia 20 de abril será inaugurada a exposição Zezé- Obras Raras, de Maria José Costa Sousa, artista pioneira de Brasília. Ainda no dia 20 terá início a Mostra de Cinema Feminino de Brasília, com programação de filmes sobre a atuação das mulheres na capital. HEIN, BRASÍLIA? Scalene No dia 19 de abril, Dia do Índio, às 20h, o Memorial dos Povos Indígenas abre a exposição de fotografias e obras contemporâneas Armadilhas Indígenas, sob curadoria do artista plástico Bené Fonteles. O evento contará com participação do grupo Descendance, formado por aborígenes australianos. De 20 a 29 de abril, na área externa do Memorial, haverá workshop de pintura corporal e feira de artesanato, das 9h às 17h. As atividades em alusão à cultura indígena começam no dia 18, com exibição do filme Xingu, às 10h (para escolas) e 19h (para o público), no Cine Brasília.

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#BRASÍLIA Na parte interna do Museu Nacional, uma série de exposições já está em curso desde a primeira semana de abril. Entre elas destaca-se A Arte Monumental de Marianne Peretti, que ficará aberta no salão principal do museu de 5 de abril a 5 de junho, reunindo as obras mais exponenciais da artista, que possui esculturas em prédios públicos de Brasília como O Pássaro, do Teatro Nacional Claudio Santoro, e os vitrais da Catedral de Brasília. Desde o dia 7 de abril está aberta para visitação a mostra de Rodrigo Rosa, Forma e Arte da Cidade, compostas por desenhos inéditos e obras vencedoras do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, da Funarte, que atualmente integram o acervo do museu. A Galeria Acervo do Museu exibirá, a partir de 19 de abril, a mostra Hiperfoto-Brasília, trabalho personalizado desenvolvido em quatro capitais brasileiras pelo artista francês Jean François Rauzier, que produz uma série de imagens inéditas sobre Brasília. A mostra apresenta 31 imagens de paisagens, da arquitetura, de brasilienses e ambientes da capital que oferecem ao espectador múltiplas maneiras de ver as imagens. A partir do dia 24, o Museu Nacional apoia o 1º Salão Mestre D’Armas – Mostra de Arte Contemporânea. Realizado com recursos do FAC, o evento ocorre no Museu Histórico e Artístico de Planatina. A exposição reúne 20 artistas de Brasília, como Bia Medeiros, Karina Dias, Adriana Vignoli e César Becker, que exibem obras de escultura, fotografia, pintura, videoarte e instalação até o dia 24 de junho. E aí? Vamos? 09 REVISTAPEPPER.COM.BR

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#GALERIAPEPPER GALERIA DO LEITOR #NIVERBSB 011 REVISTAPEPPER.COM.BR

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012 #RECEITA DO MÊS #COLUNA A BRASÍLIA QUE Por Fernando Cabral fcabralbr@gmail.com NÃO SONHOU ssa frase teria sido dita a Dom Bosco em um de seus sonhos proféticos. O destino de Brasília já estava traçado mesmo antes dos traços de Oscar Niemeyer e dos princípios urbanísticos de Lúcio Costa. Leite e mel conduziriam, pela visão do Santo, a cidade a uma riqueza inconcebível. Da inauguração aos dias de hoje muito aconteceu por aqui. O sonho não se concretizou exatamente como profetizado, mas, graças à obstinação de Juscelino Kubitscheck uma bela cidade nasceu, e ainda pode orgulhar-se de suas características arquitetônicas e urbanísticas. Apesar de algumas tolas tentativas que se insurgem vez por outra, o Plano Piloto sobrevive heroicamente. Loas à UNESCO, que em 1987 incluiu Brasília na lista de bens do Patrimônio Cultural da Humanidade. Mas, há que se refletir que Brasília não é só Patrimônio. Nem simplesmente um sítio urbanístico espetacular. Tampouco apenas o honroso habitat dos monumentos de Niemeyer, dos exuberantes jardins de Burle Max ou das paredes que ostentam os azulejos de Athos Bulcão. Brasília é a sede dos poderes da República, fato que não tem a doçura do mel nem a brancura do leite. Essa é a carga que candangos, pioneiros, brasilienses de nascimento e daqueles que escolheram Brasília por adoção, têm que carregar. Quem é de Brasília a ama. Curte suas esquinas (por que não?), ouve seu rock ou seu chorinho. Quem aproveita a magnífica visão de seus ipês, o pôr do sol avermelhado, a brisa da beira-lago. Quem se acostumou com sua secura, acredita em sua qualidade de vida, passeia todo dia num cartão postal e sabe bem o que são seus espaços bucólicos. Quem defende Brasília com unhas, DOM BOSCO E dentes, braços, pernas e o coração. Esses tantos “quens” teimaram anos a fio em dizer que os políticos vinham de fora, que esta era uma cidade (quase) normal, que as mazelas dos governos não podiam ser confundidas com a cidade, que Brasília não era a Esplanada dos Ministérios... Tinham alguma razão. Razão que durou por algum tempo. Brasília, aos 56 anos, é mais que viva. É múltipla. Não pode, nem precisa mais segregar os políticos, chamando-os de “estrangeiros”. Brasília assumiu suas posições políticas. Sai às ruas e usa roupas das cores que defende. Brasília assumiu a Esplanada, a praça dos Três Poderes. Brasília superou seu bairrismo e qualquer provincianismo que a tenha habitado. Brasília assumiu que é o centro do país. Para o bem e para o mal. Como centro do país tem compromissos políticos. Tem que buscar a todo custo que saiam desse quadrilátero as soluções para melhorar o futuro do Brasil. Quando os políticos se reúnem e tomam decisões que podem mudar o país; quando os juízes de todas as cortes superiores vestem suas togas e proferem sentenças que podem mudar o país; quando funcionários públicos, mesmo aqueles nomeados por puro fisiologismo, competentes ou não, assinam documentos importantes nos gabinetes da burocracia de Brasília, estão todos em Brasília. São atos típicos de Brasília. Fazem parte das atribuições da Capital da República. Não adianta chorar pelo leite (ou pelo mel) derramado. Todos somos Brasília, quer queiramos ou não. Quer gostemos ou não. Brasília, aos 56 anos não é coadjuvante. Não é hospedeira. É parte fundamental. Brasília é protagonista, artista principal nesse drama chamado Brasil.

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#ENTRETENIMENTO Por Redação IMPEACHMENT A votação do Impeachment no congresso vai acontecer em breve. Certamente milhares de pessoas de todo Brasil virão infladas para Brasília - defensores de ambos os lados. O problema é que a votação é um processo muito chato, os deputados vão ter horas e horas de discurso vazio antes de partirem pra votação. Propomos algumas formas mais divertidas de se decidir essa votação. Seria muito mais interessante para o público que estará acompanhando com afinco: Arena de Batalha: Situação e oposição seriam jogados e trancados em uma arena, sem armas. O grupo que sobreviver escolhe o rumo a ser tomado. Seria bem interessante ver toda a raiva acumulada no congresso sendo extravasada em socos e pontapés. Duelo de Rap: Um palco com mega estrutura seria montado em frente ao congresso. Quem mandasse a melhor rima poderia decidir o que vai acontecer. Imagine uma batalha de rimas Dilma vs Eduardo Cunha, Lula vs Eduardo Cunha. Muitos outros duelos podem ser pensados. Esquibunda na Rampa do Planalto: Essa seria uma competição de velocidade. Situação e Oposição montariam uma equipe de 10 integrantes cada. O objetivo é sentar em uma prancha e sair escorregando pela rampa do planalto Quem chegar primeiro vence. Campeonato de Delações: Mais uma vez seriam escolhidos 10 integrantes para cada lado. A equipe que conseguir contabilizar o maior número de citações em delações premiadas seria a vencedora, podendo decidir o resultado do impeachment. Campeonato de Apelidos Esdrúxulos: Essa disputa seria decidida pelo público em plebiscito. Situação e oposição teriam que elaborar uma lista com os apelidos mais esdrúxulos possíveis. A briga é boa, já sabemos que criatividade não falta para nenhum dos lados. VAMOS RESOLVER O DE FORMA DIVERTIDA : ) 013 REVISTAPEPPER.COM.BR

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014 #BRASÍLIA Por Natália Moraes natalia.pmoraes@hotmail.com Fotos: Divulgação BRASÍLIA: LUGARES TEMÁTICOS E SUAS DELÍCIAS Quem não gosta de um lugarzinho temático, A CARA DE B certo? Tem aquele bar com cinema como tema, aquela lanchonete que é só Star Wars, aquele restaurante que é de viagens, ou aquela browneria que é tudo do Rio de Janeiro. Mas se existisse algum lugar que tem Brasília como tema? Brasília é jovem ainda, e nossa cultura e amor está crescendo conforme os anos vão se passando. É um orgulho danado ver lugares que remetem à alguns lugares que nós conhecemos. Nessa nossa caça à lugares temáticos (caça porque ainda não são muitos), descobrimos lugares que você entra e pensa “Meu Deus, que lugar bom. É minha cara. É a cara de Brasília”. Para quem quer se aventurar em um restaurante com Athos Bulcão e cobogós, recomendamos o ia se chamar Marcelo Petrarca, por falta de ideias, mas quando os sócios decidiram que iriam homenagear Brasília, logo veio o nome que é hoje. É a cara da cidade, e, adivinhem? Fica no Bloco C da 211. Marcelo diz que ter Brasília como tema do estabelecimento atrai muito a clientela. “Temos clientes de embaixadas, que recebem gente de fora e acabam os trazendo para a pessoa se sentir em Brasília”. A cidade é muito significante para o chef que diz “Aqui fiz meus amigos, minha carreira e minha história. Amo a cidade e adoro o jeito de viver aqui”. Nossa Brasília é cheia de coisas boas, e tudo isso foi profetizado pelo nosso padroeiro Dom Bosco. Em seu sonho ele viu Brasília, com um extenso lago, onde era a terra prometida. Tudo isso ficou Bloco C, na 211 sul. O chef Marcelo Petrarca, que já passou pelos mais renomados restaurantes do mundo, comanda as delícias do restaurante. O Bloco C foi uma homenagem à Brasília e tem nossa cidade como tema. “A ideia surgiu através disso, de homenagear a arquitetura de Brasília, que é uma coisa que chama muita gente pra cá. A gente percebeu que não tinha nada que homenageasse, ou que fizesse isso. Colocamos Athos Bulcão, colocamos cobogós, e o nome “Bloco C”, que é muito Brasília”, disse Marcelo. A princípio o restaurante

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#BRASÍLIA bem claro quando um anjo lhe falou que a terra, com uma riqueza inconcebível, estava localizada no Paralelo 15. Desse sonho nasceu o sonho da família Levoni. Localizado na praça central do Parkshopping, o Paralelo 15 sucos é a cara de Brasília. A logomarca é um tucano do cerrado feito com azulejos inspirados no Athos Bulcão. Em seu interior tem um painel enorme que retrata nossos pontos turísticos. Seu cardápio é inteiramente dedicado à Brasília com suas gírias. Os uniformes das atendentes são do Verdurão, aquele que participou da Revista Pepper no mês passado. Daniel Levoni, um dos sócios e propreitário da lanchonete diz que sempre foi envolvido com a alimentação e que quando viu a oportunidade de abrir um negócio próprio, ficou animado e não podia deixar isso passar. Viu também o sucesso que os produtos fitness estavam fazendo e resolveu focar nesse novo mercado. Daniel é a segunda geração da família nascida na cidade, e sempre foi apaixonado por Brasília. Para ele, nossa capital é um ótimo lugar para se viver, empreender e criar filhos. Desse amor logo nasceu o Paralelo. “É aqui, no Paralelo 15, que a nossa capital se situa. Cidade que melhor representa a mistura da cultura brasileira e que recebe com carinho pessoas dos quatro cantos do mundo. Essa miscigenação de culturas faz de Brasília algo incomum e maravilhoso. Os que chegam se apaixonam e por aqui se estabelecem! Adoro isso!”, disse. O Paralelo 15 surgiu e se tornou a casa de sucos mais brasiliense da cidade. Alusões às diferentes culturas que aqui vivem, homenagens aos nossos pontos turísticos, nomes e gírias que fizeram Brasília ser o que é hoje, por lá tem aos montes. “Aqui algum de nossos pratos têm nome, então ‘Se Joga’ nos sucos, pega o ‘Eixão’ que vai dar no ‘Cerrado’ pra ter uma vista linda do ‘Planalto’. ‘Tá de Boa’! Vem que vai ser ‘Cabuloso’ ” 015 REVISTAPEPPER.COM.BR

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