17e - Informativo extra - Prestação de ContasPrestação de Contas

 

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Prestação de Contas Impresso Especial 9912252267/2010 - DR/MG COOPSERJUSMIG CORREIOS DEVOLUÇÃO GARANTIDA Demonstrativo Financeiro Exercício 2010 - Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais Ltda. CORREIOS FECHAMENTO AUTORIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT ais um ano fiscal foi concluído e é com entusiasmo que a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais traz, neste informativo de prestações de contas, com a clareza que sempre demonstrou, toda a movimentação financeira da nossa instituição do exercício 2010. RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Ao Conselho de Administração, Administração e Cooperados da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais Ltda – SICOOB CREDJUS Belo Horizonte - MG Prezados Senhores: Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais Ltda – SICOOB CREDJUS, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações de sobras ou perdas, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais Ltda – SICOOB CREDJUS é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Cooperativa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cooperativa. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais Ltda – SICOOB CREDJUS em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Belo Horizonte, 21 de março de 2011 M PARECER DO CONSELHO FISCAL Em cumprimento à disposição estatutária, nós membros do Conselho Fiscal da COOPSERJUSMIG – Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais Ltda., em sua sede, localizada á Rua Araguari nº. 358 – salas 603 e 604 - Barro Preto, nesta Capital, em reunião realizada em 31 de Janeiro de 2011, no uso de nossas atribuições legais e estatutárias, examinamos o Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/2010 e as demonstrações: de resultado do exercício, das mutações do patrimônio líquido, o fluxo de caixa e demais documentos pertinentes às demonstrações contábeis acima referidas. Os exames foram pautados e conduzidos em conformidade com as normas de contabilidade, com vista aos documentos e através de esclarecimentos prestados pela Contadora da COOPSERJUSMIG, em reuniões realizadas mensalmente por este conselho no decorrer do ano de 2010. Somos de opinião que os referidos documentos estão de acordo com a legislação e representa adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da COOPSERJUSMIG, razão pela qual opinamos favoravelmente pela sua aprovação sem ressalvas, e emitimos o seguinte PARECER DO CONSELHO FISCAL – Os abaixo assinados membros do Conselho Fiscal da COOPSERJUSMIG, tendo examinado o Balanço Patrimonial e demais demonstrações contábeis referente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, somos de parecer que as mesmas demonstram com fidelidade a situação patrimonial e financeira da COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MUTUO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS LTDA, assim sendo, somos de parecer que os mesmos devem ser aprovados pela Assembleia Geral. Belo Horizonte, 31 de Janeiro de 2011. OLÍMPIO GONÇALVES PIMENTA Conselheiro Fiscal Efetivo WALTER ROBERTO COSTA LIMA Conselheiro Fiscal Efetivo LEOPOLDO LÚCIO LOTTI VIEIRA Conselheiro Fiscal Efetivo LUIS FLÁVIO ALVES DA SILVA Antonio Alberto Sica Contador CRC MG 080.030/O CNAI 1845 Conselheiro Fiscal Suplente

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BALANÇOS PATRIMONIAIS ENCERRADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 31 DE DEZEMBRO DE 2009 ATIVO Circulante Disponibilidades Relações Interfinanceiras (Nota 4) Operações de Crédito (Nota 5) Outros Créditos (Nota 6) Não Circulante Investimentos (Nota 7) Imobilizado em Uso (Nota 8) Diferido (Nota 9) Intangível (Nota 10) 31/12/2010 10.662.139,12 86.306,38 1.624.145,23 8.482.179,99 469.507,52 325.712,57 290.867,87 25.604,68 4.010,04 5.229,98 Em Reais 31/12/2009 8.767.965,89 79.399,29 1.227.610,90 7.062.495,50 398.460,20 325.262,18 290.867,87 25.296,84 6.673,68 2.423,79 PASSIVO Circulante Depósitos (Nota 11) Depósito a Prazo Outras Obrigações (Nota 12) Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Diversas Patrimônio Líquido (Nota 14) Capital Social Reserva de Sobras Sobras Acumuladas 31/12/2010 4.480.385,99 3.509.760,01 3.509.760,01 970.625,98 858.854,92 16.680,08 95.090,98 6.507.465,70 5.264.114,12 686.704,86 556.646,72 Em Reais 31/12/2009 3.327.226,86 2.886.114,53 2.886.114,53 441.112,33 271.122,06 46.515,05 123.475,22 5.766.001,21 4.458.005,67 466.643,47 841.352,07 TOTAL 10.987.851,69 9.093.228,07 As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. TOTAL 10.987.851,69 9.093.228,07 As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DE SOBRAS OU PERDAS PARA O SEMESTRE E EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 Em Reais Descriminação INGRESSOS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Operações de Crédito DISPÊNDIOS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses Provisão para Operações de Créditos RESULTADO BRUTO INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA OUTROS INGRESSOS/REC. (DISPÊNDIOS/DESP.) OPERACIONAIS Ingressos/Receitas de Prestação de Serviços Dispêndios/Despesas de Pessoal Outros Dispêndios/Despesas Administrativas Dipêndios/Despesas Tributárias Outros Ingressos/Rendas Operacionais Ingressos de Depósitos Intercooper. Outros Dispêndios/Despesas Operacionais RESULTADO OPERACIONAL RESULTADO NÃO OPERACIONAL RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO E PARTICIPAÇÕES IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL RESULTADO ANTES PROVISÃO JUROS AO CAPITAL JUROS AO CAPITAL SOBRAS LÍQUIDAS DO EXERCÍCIO PARTICIPAÇÃO ESTATUTÁRIA NAS SOBRAS FATES Reserva Legal Segundo Semestre/10 1.006.468,83 1.006.468,83 (221.313,44) (168.154,03) (49.233,39) (3.926,02) 785.155,39 (215.076,90) 7.648,30 (185.965,51) (137.960,35) (1.657,47) 154,08 102.704,05 570.078,49 570.078,49 (1.132,70) 568.945,79 (442.485,73) 126.460,06 - 2010 1.933.368,46 1.933.368,46 (370.590,82) (295.144,37) (74.295,73) (1.150,72) 1.562.777,64 (419.976,33) 15.425,35 (330.413,26) (272.465,94) (3.176,70) 623,56 170.031,29 (0,63) 1.142.801,31 3.727,39 1.146.528,70 (3.429,10) 1.143.099,60 (442.485,73) 700.613,87 (143.967,15) (73.905,76) (70.061,39) 2009 1.784.393,60 1.784.393,60 (448.888,28) (319.072,31) (115.649,78) (14.166,19) 1.335.505,32 (340.027,32) 12.817,55 (270.824,65) (232.174,04) (2.701,70) 2.816,61 150.201,02 (162,11) 995.478,00 995.478,00 (3.579,98) 991.898,02 991.898,02 (150.545,95) (51.356,15) (99.189,80) 841.352,07 SOBRAS OU PERDAS À DISPOSIÇÃO DA AGO 126.460,06 556.646,72 As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. dois

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DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O SEMESTRE E EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 Em Reais Capital Eventos Saldo em 31/12/08 Destinação de Sobras Exercício Anterior Ao FATES Constituição de Reservas Ao Capital Movimentação de Capital: Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Sobras ou Perdas Líquidas FATES - Atos Não Cooperativos Destinação das Sobras ou Perdas: . Fundo de Reserva .FATES Saldos em 31/12/09 Destinação de Sobras Exercício Anterior Ao FATES Constituição de Reservas Ao Capital Movimentação de Capital: Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Sobras ou Perdas Líquidas Provisão de Juros ao Capital FATES - Atos Não Cooperativos Destinação das Sobras ou Perdas: . Fundo de Reserva .FATES Saldos em 31/12/10 Saldos em 30/06/10 Movimentação de Capital: Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) Sobras ou Perdas Líquidas Provisão de Juros ao Capital FATES - Atos Não Cooperativos Destinação das Sobras ou Perdas: . Fundo de Reserva .FATES Saldos em 31/12/10 Mutações do Exercício 5.264.114,12 806.108,45 536.704,86 220.061,39 150.000,00 70.061,39 (70.061,39) (70.061,39) 556.646,72 284.705,35 315.611,95 (243.056,12) 568.945,79 (442.485,73) (3.844,37) 5.264.114,12 5.191.558,29 536.704,86 466.643,47 150.000,00 150.000,00 70.061,39 (70.061,39) (70.061,39) 556.646,72 574.153,81 716.649,16 (559.825,18) 1.143.099,60 (442.485,73) (3.844,37) 649.284,47 150.000,00 (42.067,60) (150.000,00) (649.284,47) 716.649,16 (559.825,18) 1.143.099,60 (442.485,73) (3.844,37) (70.061,39) 6.507.465,70 6.382.355,57 315.611,95 (243.056,12) 568.945,79 (442.485,73) (3.844,37) (70.061,39) 6.507.465,70 741.464,49 (42.067,60) 4.458.005,67 466.643,47 99.189,80 (99.189,80) (49.594,90) 841.352,07 659.893,09 (494.277,56) 991.898,02 (1.761,25) 601.518,23 5.791,23 (601.518,23) 659.893,09 (494.277,56) 991.898,02 (1.761,25) (49.594,90) 5.766.001,21 (31.658,85) (31.658,85) 5.791,23 Reservas de Sobras Capital Subscrito 3.690.871,91 Capital a Realizar - Legal 361.662,44 Expansão - Sobras ou Perdas Acumuladas 633.177,08 Totais 4.685.711,43 As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O SEMESTRE E EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 DESCRIÇÃO Atividades Operacionais Sobras/Perdas do Exercício IRPJ / CSLL Provisão para Operações de Crédito Provisão de Juros ao Capital Depreciações e Amortizações Aumento (redução) em ativos operacionais Operações de Crédito Outros Créditos Aumento (redução) em passivos operacionais Depósitos a Prazo Outras Obrigações Obrigações por Empréstimos e Repasses Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Aplicação no Intangível Inversões em Imobilizado de Uso Inversões em Investimentos Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos Atividades de Financiamentos Aumento por novos aportes de Capital Devolução de Capital à Cooperados Destinação de Sobras Exercício Anterior Ao FATES FATES - Resultado de Atos Não Cooperativos FATES Sobras Exercício Ganho de Capital transferido para Reserva Legal Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos Aumento / Redução Líquida das Disponibilidades Modificações em Disponibilidades Líquida No Ínicio do Período No Fim do Período Variação Líquida das Disponibilidades 2º SEMESTRE 2010 570.078,49 (1.132,70) (3.926,02) (442.485,73) 5.083,87 127.617,91 (250.595,79) (35.434,06) 833.751,30 681.422,26 (940.373,86) 416.387,76 (185,98) (1.351,20) (1.537,18) 315.611,95 (243.056,12) (3.844,37) (70.061,39) (1.349,93) 413.500,65 1.296.950,96 1.710.451,61 413.500,65 31/12/2010 1.146.528,70 (3.429,10) (1.150,72) (442.485,73) 9.564,09 709.027,24 (1.418.533,77) (71.047,32) 623.645,48 529.513,65 372.605,28 (3.935,98) (6.078,50) (10.014,48) 716.649,16 (559.825,18) (42.067,60) (3.844,37) (70.061,39) 40.850,62 403.441,42 1.307.010,19 1.710.451,61 403.441,42 31/12/2009 995.478,00 (3.579,98) (14.166,19) 9.105,24 986.837,07 54.056,69 (11.777,08) (21.542,49) 95.809,01 (929.288,93) 174.094,27 (837,00) (1.578,00) (92.300,22) (94.715,22) 659.893,09 (494.277,56) (31.658,85) (1.761,25) (49.594,90) 5.791,23 88.391,76 167.770,81 1.139.239,38 1.307.010,19 167.770,81 três

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Notas explicativas da administração às demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2010 e 31 de Dezembro de 2009 - (Em Reais) 1. Contexto operacional A Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CREDJUS, é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em 14/03/2002, filiada à Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CECREMGE e componente do SICOOB - Sistema das Cooperativas de Crédito do Brasil. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei 4.595/64, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei 5.764/71, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar 130/09, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução 3.859/10 do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. A Cooperativa integra o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil – SICOOB, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. O SICOOB CREDJUS tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: (i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; (ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e (iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos. 2. Apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis são de responsabilidades da Administração da Cooperativa e foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, considerando as alterações exigidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, adaptadas às peculiaridades da legislação cooperativista e às normas e instruções do Banco Central do Brasil – BACEN, bem como apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. Consideram ainda, no que for julgado pertinente e relevante, os pronunciamentos, orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, tendo sido aprovadas pela administração. 3. Resumo das principais práticas contábeis a) Apuração do resultado Os ingressos e dispêndios são registrados de acordo com o regime de competência. As operações de crédito com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, e os ingressos e dispêndios correspondentes ao período futuro são apresentados em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. Os ingressos e dispêndios de natureza financeira são contabilizados pelo critério "pro-rata temporis" e calculados com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As operações de crédito com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. As receitas e despesas são reconhecidas na demonstração de sobras em conformidade com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços são reconhecidas na demonstração de sobras ou perdas quando da prestação de serviços a terceiros, substancialmente serviços bancários. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato nãocooperativo, quando não identificados com cada atividade. b) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, entre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Cooperativa revisa as estimativas e premissas, no mínimo, semestralmente. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução 3.604/08 do Conselho Monetário Nacional – CMN incluem caixa, depósitos bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. O caixa e equivalente de caixa compreendem: de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (risco mínimo) a H (risco máximo). f) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SICOOB CENTRAL CECREMGE, são avaliados pelo método de custo de aquisição. g) Imobilizado Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para baixar o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas divulgadas na Nota 8, que levam em consideração a vida útil econômica dos bens. h) Diferido O ativo diferido foi constituído pelas benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, e pelos softwares adquiridos, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente, e classificados nessa conta conforme determinação do COSIF. Esses gastos estão sendo amortizados pelo método linear no período de 5 anos. Conforme determinado pela Resolução no 3.617/08 do CMN devem ser registrados no ativo diferido, exclusivamente, os gastos que contribuirão para o aumento do resultado de mais de um exercício social. Os saldos existentes em setembro de 2008 são mantidos até a sua efetiva realização.conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridos. i) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício econômico. Os ativos intangíveis compreendem softwares adquiridos de terceiros e são amortizados ao longo de sua vida útil estimada. j) Demais ativos e passivos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos, até a data do balanço. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridos. k) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. l) Obrigações legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, as quais a Cooperativa tem por diretriz. m) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em operações consideradas como atos não-cooperativos. O resultado apurado em operações realizadas com cooperados é isento de tributação. n) Valor recuperável de ativos – Impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 31 de dezembro de 2010 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. 4. Relações interfinanceiras Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa depositada junto ao SICOOB CENTRAL CECREMGE, conforme determinado no artigo 37 da Resolução CMN nº. 3.859/10. 5. Operações de crédito a) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº. 2.682 de 21/12/1999: d) Operações de crédito As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pósfixadas são registradas a valor presente, calculadas "pro rata temporis", com base na variação dos respectivos indexadores pactuados. e) Provisão para operações de crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. A Resolução CMN nº 2.682/99 introduziu os critérios para classificação das operações b) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento – operações vincendas (dias): quatro

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de pagamento.Os depósitos a prazo recebem encargos financeiros contratados estando vinculados ao CDI. c) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito: 12. a) Outras Obrigações Outras Obrigações - Sociais e estatutárias d) Concentração dos Principais Devedores O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituído pelo resultado dos atos não-cooperados e 10% das sobras líquidas do exercício, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em conta de passivo segue determinação do plano de contas do COSIF. b. Outras Obrigações – Diversas e) Créditos Baixados Como Prejuízo, Renegociados e Recuperados: 6. Outros créditos Valores referentes as importâncias devidas à Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no País, inclusive as resultantes do exercício corrente, conforme demonstrado: (a) Refere-se a provisão de rendimentos decorrentes de aplicação na centralização financeira do SICOOB CENTRAL CECREMGE. (b) Refere-se ao desconto em folha de pagamento dos cooperados para amortização de parcelas de empréstimos, capitalização e aplic-coop. 7. Investimentos O saldo é representado por aportes de capital e o recebimento de distribuição de sobras efetuados pelo SICOOB Central Cecremge e aquisição de ações do BANCOOB e outros investimentos, conforme demonstrado: 8. Imobilizado de uso Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme abaixo: , (a) Refere-se a impostos e contribuições a recolher: IRPJ, CSLL, FGTS, INSS, ISSQN, IRRF s/salário e serviços prestados pessoas jurídica, PIS, COFINS. (b) A rubrica em sua maioria está composta por provisão de pagamentos a efetuar: salários, férias, fornecedores e seguros. 13. Instrumentos financeiros A Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CREDJUS opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, aplicações interfinanceiras de liquidez, relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos a vista e a prazo. Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos valores justos, conforme critérios mencionados nas correspondentes notas explicativas. 14. Patrimônio Líquido a) Capital Social O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número de suas cotas-partes. b) Reserva Legal Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 10%, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades. c) Reserva para Expansão (Fundo de Modernização e Desenvolvimento) Representada pelas destinações estatutárias das sobras a ser utilizada para adesão a marca SICOOB, aquisição de imóvel para instalação da sede da cooperativa, obras e instalações, modernização, ampliação dos recursos de TI – Tecnologia da Informação, equipamentos e mobiliários de apoio a administração da cooperativa, promoção e outras afins da cooperativa. d) Destinações estatutárias e legais De acordo com o estatuto social da cooperativa e a Lei nº. 5.764/71, as sobras líquidas do exercício terão a seguinte destinação: 9. Diferido Nesta rubrica registram-se as benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, e pelos softwares adquiridos, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente. 10. Intangível Nesta rubrica registram-se os direitos que tenham por objeto os bens incorpóreos, destinados à manutenção da companhia, como as licenças de uso de softwares. A Reserva legal destina-se a reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades. O Fundo de assistência técnica, educacional e social (FATES) é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa. Os resultados decorrentes de atos não cooperativos são destinados ao FATES. As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do Bacen, através da Carta Circular 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em gastos para o qual se destina, conforme a Lei 5.764/71. Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 20 de Março de 2010, os cooperados deliberaram pelo aumento do Capital Social com as sobras do exercício findo em 31 de dezembro de 2009, no valor de R$ 649.284,47, transferência para Reserva de Expansão em R$ 150.000,00 e R$ 42.067,60 ao FATES. e) Resultado de atos não cooperativos O resultado de atos não cooperativos tem a seguinte composição:: 11. Depósitos O SICOOB CREDJUS mantém depósitos a prazo destacando o RDC - PÓS CDI e APLIC-COOP que é uma aplicação mensal programada, com desconto direto na folha cinco

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15. Partes Relacionadas As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas. As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica. As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito. As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária. Montante das operações ativas e passivas no exercício de 2010: garantia das operações de crédito. 18. Índice de Basiléia O Patrimônio de Referência - PR da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da estrutura dos ativos, apresentando margem para o limite R$6.503.455,66 em 31 de dezembro de de compatibilização de 2010 e R$5.759.327,53 em 31 de dezembro de 2009. 19. Mudanças Estatutárias Respeitando a aprovação dos delegados presentes na Assembleia Geral Extraordinária – AGE, realizada em 11 de Dezembro de 2010, e homologada pelo Banco Central em 06/01/2011 foi alterado o nome da COOPSERJUSMIG para CREDJUS e também aderimos ao Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil – SICOOB. Agora passamos a ser o SICOOB CREDJUS.As demonstrações contábeis referente ao exercício de 2010, encontram-se com a nova denominação: SICOOB CREDJUS. COOPERATIVA DE CRÉDITO DE ECONOMIA E CRÉDITO MUTUO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS LTDA. SICOOB CREDJUS IVO CAMPOS ATHAYDE Diretor Presidente EDMUNDO DANTÉS PATROCÍNIO Diretor Administrativo Operações ativas e passivas – saldo em 31/12/2010: MARCO ANTÔNIO MATTAR DA SILVA Diretor Financeiro MÁRCIA CRISTINA NEME ROSA Contadora – CRC/MG nº. 080762/0-1 Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, empréstimos, dentre outras, à taxa/remuneração relacionada no quadro abaixo, por modalidade: 16. Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CECREMGE O SICOOB CREDJUS em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiada à Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CECREMGE, que representa o grupo formado por suas filiadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. O SICOOB CENTRAL CECREMGE é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos. Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL CECREMGE a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos captados, o monitoramento dos controles internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômicofinanceiras, operacionais e gerenciais, em função das atividades de suas filiadas, entre outras. As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL CECREMGE, de 30 de junho de 2010, foram auditadas por outros auditores independentes que emitiram parecer datado de 17 de agosto de 2010, sem ressalvas. A auditoria de suas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2010 está em andamento. 17. Cobertura de seguros A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2010, os seguros contratados são considerados suficientes pela administração para cobrir eventuais sinistros relacionados a seis

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