Revista Film Export Magazine

 

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Distribuição gratuita - Ano I - Edição 01 - ABRIL/201 6

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EDITORIAL Dear readers, It is a pleasure inform about the objectives of the Film Brazil Export Magazine, that is issued to increase the brazilian and latin american participation film industry and audiovisual in the overseas market, to promote co­productions in Brazil,and Latin America and abroad, export of brazilians films and productions, promote indians films in Brazil,joint ventures, foreign finance for brazilians producers, and promote all over the world the Internationals Film Comissions, among others activities. This initiative was made by a foreign trade consultant, lawyer and former trader, and former pres. of the first Brazil India Chamber of Commerce and Industry, ( 1987 to 2002) Roberto A.Nóbrega, with a large experience in foreign trade ( 40 years ) and a team of journalists, web designers and foreign trade advisors, in Brazil. The magazine will be circulating in Nationals and Internationals Film Festivals, Film Comissions, Brazilians Embassies, Brazilians Consulates, Chambers of Commerces, Luxury Festivals and others relevant foreigns Organizations. A iniciativa de criação dessa Revista, criada pelo empresário Roberto Nóbrega e equipe, com quarenta anos de experiência em comércio exterior e membro da Federação das Câmaras de Comércio Exterior desde 1982, deve­se ao fato, que em contato com algumas Embaixadas, Consulados do Brasil e Câmaras de Comércio, observar­se um grande desconhecimento no mercado externo do cinema nacional, principalmente em países asiáticos, e por esta razão, decidiu­se criar esta ferramenta em prol deste segmento do audiovisual. O objetivo da Revista Film Brazil Export Magazine, que será trimestral, será o de levar ao mundo o audiovisual e o cinema nacional, a começar pelo mercado da Índia, que inclusive será objeto de matéria na nossa primeira edição, para estimular a realização de co­produções, joint ventures entre produtores nacionais e estrangeiros, a exportação dos filmes nacionais, financiamento externo as produtoras nacionais e um maior conhecimento dos Film Comissions, espalhados pelo mundo. Na próxima edição, já estamos pautando o mercado da Rússia e Irã, entre outros mercados. Roberto Nóbrega ­ Diretor Executivo

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ÍNDICE 06 l O gigantesco mercado da 12 13 14 18 18 20 22 24 26 l Roseni Kurányi l YORIMATÃ, o filme l American Film Market l Bauneário Camboriú Film l Porto Alegre Film Commission l O Menino e o Mundo l Beto Rodrigues l Rio Content Market l Carolina Zétola e Amanda India, para o audiovisual do Brasil Commission Torraca 29 l E Se a Fonte Secar ­ Lei do Audiovisual 30 l Novos Talentos 31 l Lara Polegati 32 l Filme Lutando por um Sonho Expediente Target Consultoria e Assessoria. Diretor Executivo: Roberto Nóbrega Jornalista RJ: Juliana Grau - DRT041 9770606 Jornalista SP: Renato Cury Web Designer: Luciana Nóbrega Colaboradores: Roseny Kuranyi, Beto Rodrigues, Jaqueline Santos Distribuição gratuita Rua Carlos Tyll,99 - cep: 2571 0-260 - RJ Tel: 55 24 2291 -3621 Cel: 55 21 97469-051 9 redacao@filmexportmagazine.com.br www.filmexportmagazine.com.br facebook.com/FilmlExportMagazine twitter.com/filmexpor O potencial de atração da Índia no mercado global A Índia é uma terra de multiplicidade, com uma grande diversidade em termos de geografia, políticas, raças, castas, culturas e línguas. Falam­se mais de 1600 línguas na Índia, se incluirmos os vários dialetos. Para além de ser um dos países mais diversos, a Índia é também a quarta maior economia (paridade do poder de compra ­ PPC) e uma das economias com a maior taxa de crescimento do mundo. O Produto Interno Bruto (PIB) da Índia cresceu a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 8% entre 2006 e 2011. Prevê­se que esse crescimento vá continuar no futuro e que a Índia se torne a segunda maior economia do mundo em 2050. Atualmente, ocorre uma mudança demográfica que terá com toda a certeza um forte impacto durante os próximos 10 anos na sociedade, na economia e nas empresas que têm atividades comerciais na Índia. Um número enorme de consumidores está subindo da base da pirâmide econômica, formando uma classe média emergente. Embora ainda ganhem valores modestos – USD 1,70 a USD 5 percapita por dia o poder coletivo de compra desses consumidores da classe média emergente vai alcançar USD 1 trilhão por ano ao longo da próxima década.Para além disso, o seu número ainda está crescendo devido às elevadas taxas de natalidade na Índia. São esses segmentos da classe média emergente e da classe média que estão dinamizando o crescimento na Índia. Prevê­se que a classe média emergente, que representou 39% da população da Índia em 2010, vá crescer e alcançar 570 milhões em 2021, com uma CAGR de 19%. Ao mesmo tempo, a classe média e a classe média emergente irão representar 65% da população da Índia em 2021. Além do aumento da classe média emergente,a Índia também goza jovem de em um maior dividendo a demográfico,ao economias apresentar a população com a idade média mais comparação outras emergentes e desenvolvidas. Atualmente 58% da população da Índia tem média de 30 anos. Enquanto 73%dos jovens sabe ler e escrever, 62,1% dessa juventude alfabetizada vive na Índia rural. 201 6 I FilmExportMagazine I 4

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Por: Marcela Vidal M arcela Vidal, que é atriz e modelo no Brasil, formada pela USP, está na India, desde o começo de 2015 e lá começou a ministrar um curso que ensina yoga, inglês e a cultura indiana para os brasileiros que visitam o país e está atuando na área de moda e participando de filmes em Bollywwod. Marcela contou a nossa revista, que a vontade de morar na Índia veio devido ao fato dela querer mudar de vida e passar a enxergar o mundo por outra perspectiva. “Eu vim morar na Índia porque eu queria um tempo do Brasil e vir para o oriente era uma razão para eu aprender um novo jeito de viver”, explica. Marcela conta que o choque cultural não lhe afetou. “Além da comida apimentada e das vacas pelas ruas, aqui é o berço da Yoga, e existe uma atmosfera e um sorriso no olhar das pessoas. É difícil explicar os aromas e os sabores da Índia. Tem que vir aqui para ver”. De acordo com a santista, o povo indiano é muito receptivo e demonstra curiosidade ao ver estrangeiros. “Eles são muito simpáticos e dispostos a ajudar. Todo mundo te chama para tomar chá na casa deles e alguns pedem para tirar foto. Somos como estrelas de Hollywood para eles. Quem tem cabelo cacheado é sucesso por aqui”, afirma. Apesar de já ter uma grande admiração pela yoga desde que morava no Brasil, Marcela afirma que a prática na Índia possui um significado diferente. “Tem lugares que você sente realmente a espiritualidade do lugar. Aqui é o berço da yoga, aqui se aprende que yoga não são poses para postar no Instragram e no Facebook, e sim uma filosofia de vida”, conclui. 201 6 I FilmExportMagazine I 5

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O Gigantesco Mercado da India, para o Audiovisual do Brasil Principais Centros Indianos de Produção Cinematográfica Mumbai, são produzidos cerca de 200 filmes por ano, na língua hindi, o que ficou conhecido como Bollywood. Os filmes de Bollywood são caracterizados pela presença da língua oficial e tradição cultural, constituída pela forte presença do romance, drama, moral, conflitos e muita música. A cidade sempre teve duas correntes distintas do cinema: uma destinada a fornecer entretenimento chamativo, emocionalmente e satisfatório às massas; e o outro concebido para apelar a um nicho de audiência com um gosto para filmes mais realistas. Chennai­TamilNadu, antiga Madras, é o lar de produções de enorme sucesso na produção cinematográfica indiana, tendo ao longo das décadas produzido alguns dos filmes mais conceituados e premiados da Índia. Desde meados de 1910 a indústria cinematográfica Tamil manteve o ritmo de crescimento constante do cinema indiano, servindo de modelo para outras industrias no quesito tecnologia e práticas de produção e filmagem. As produções de Tamil não são acompanhadas somente no estado de TamilNadu, mas também em outros estados ao Sul da Índia, além da comunidade de expatriados de Tamil ao longo de todo o mundo. West Bengal existem duas A Índia é provavelmente a nação com maior diversidade cultural e linguística do mundo. Dentro da Índia, são faladas 22 línguas diferentes, além de centenas de dialetos. Devido a isso, os milhares de filmes produzidos no país também são caracterizados por essa enorme diversidade linguística e também cultural. Cada filme conta com sua própria literatura, história, teatro e música distinta. O filmes indianos são produzidos em cidades diferentes, em vários centrosem todo o país. Cada uma destas cidades serve como um centro de cinema em uma determinada língua proeminente. acrescentam imensamente para a profundidade a amplitude do cinema indiano. Mumbai – Maharashtra é uma metrópole indiana, considerada o coração da indústria cinematográfica. Só em indústrias de cinema na língua bengali, uma em Kolkota (Calcutá) , na Índia e outra menos conhecida em Dhaka, no Bangladesh (chamada de Dhallywood). A indústria de cinema bengali há muito que é centrada em Tollygunge, um distrito de Kolkata, por isso a 201 6 I FilmExportMagazine I 6

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indústria também é popularmente conhecida como Tollywood, mistura das palavras Hollywood e Tollygunge. Os filmes bengalis costumam estar entre os favoritos do júri dos Prémios Nacionais de cinema, quase todos os anos sem exceção, pois misturam mérito artístico e potencial comercial. Hyderabad ­ AndhraPradesh A indústria cinematográfica telugu é baseada na capital do estado de AndhraPradesh, Hyderabad e é a segunda maior indústria da Índia, logo depois do cinema hindi. Este estado também afirma ter o maior estúdio cinematográfico do mundo, o RamojiFilm City. Na última década, os filmes deTelugu tiveram mais lançamentos do que todos os outros filmes de língua indiana, incluindo o Hindi, no período de um ano. Thiruvananthapuram – Kerala de cinema bengali A indústria de cinema malaiala, é baseada em Kerala, estado do Sul da Índia. Os filmes malaialos são conhecidos pela sua natureza artística e frequentemente figuram na entrega de prémios cinematográficos nacionais.Quando a indústria do cinema nesta parte do paísdecolou na década de 1950, não só emparelhou rapidamente com as outras indústrias de cinema, como também se estabeleceu na vanguarda do movimento paralelo de cinema indiano. Esta indústria também é conhecida como sendo a mais conservadora da Índia, apesar de ter passado por uma fase liberal nos anos 80.Como os outros cinemas da Índia, os filmes malaialos estão divididos entre um gênero popular e uma vertente socialmente relevante. Bangalore ­ Karnataka Em Bangalore, considerado o vale do silício indiano, filmes são feitos na língua Kannada. A indústria Kannada foi responsável pela produção do primeiro filme feito na era falada. A partir de então, o crescimento da indústria foi constante. Enquanto o cinema alternativo tem continuado a prosperar no estado, o cinema comercial também tem crescido, apesar de não possuir tanta influência financeira como os filmes de Tamil e Telugu. Lucknow ­ UttarPradesh / Patna ­ Bihar A cidade central indiana de Lucknow é a base do cinema Bhojpuri, que é produzido em grande parte para UttarPradesh e Bihar. O primeiro filme produzido no dialeto Bhojpuri foi lançado somente no início dos anos 60. Desde então, a indústria cresce progressivamente à medida que a demanda de pessoas que falam o dialeto na Índia e em outros lugares aumentou. O cinema Bhojpuri tem seu próprio sistema de estrelas e uma audiência bem fiel, porém não foi capaz de construir as oportunidades necessárias para invadir o mainstream nacional.Em partes da Índia onde os oradores Bhojpuri vivem e trabalham, esses filmes continuam a ser extremamente populares, mas a maioria destes filmes são feitos com orçamentos apertados e seguem cronogramas de produção apressados, por isso eles contam com poucas técnicas de produção. Bhubaneswar – Odisha No estado indiano oriental de Odisha, os filmes são feitos em Bhubaneswar e Cuttack. O primeiro filme em língua nativa foi feito em 1936, mas até 1950 apenas poucos títulos haviam sido produzidos, pois a indústria cinematográfica de Odisha não possuía instalações de produção própria e dependia de outras industrias, o que dificultava o processo de produção e filmagem. No final dos anos 1950, o primeiro empreendimento cooperativo para produzir, distribuir e exibir filmes em lingua nativa foi instituído, possibilitando a produção de diversos filmes a partir de 1960 e dando ao cinema Odisha uma identidade distinta. Atualmente a indústria cinematográfica de Odisha produz uma média de 20 filmes por ano. Guwahati – Assam Os filmes produzidos no nordeste de Guwahati, são uma presença constante no Prêmio Nacional da Índia. No entanto, a indústria de filmes de Assam permanece comercialmente inviável. Constantemente sob a sombra de filmes de Bollywood, o estado não tem sido capaz de desenvolver um sistema de distribuição e exibição que possa sustentar filmes feitos localmente e torná­los viáveis. Apesar do esforço dos pioneiros e do trabalho de seus sucessores na década de 1950 e 1960. 201 6 I FilmExportMagazine I 7

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O potencial de atração da Índia no mercado global Fonte:Ministério das Relações Exteriores A Índia é uma terra de multiplicidade, com uma grande diversidade geografia, em termos de políticas, raças, castas, culturas e línguas. Falam­ se mais de 1600 línguas na Índia, se incluirmos os vários dialetos. Para além de ser um dos países mais diversos, a Índia é também a quarta maior economia (paridade do poder de compra ­ PPC) e uma das economias com a maior taxa de crescimento do mundo. O Produto Interno Bruto (PIB) da Índia cresceu a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 8% entre 2006 e 2011. Prevê­se vá que esse no do crescimento segunda mundo ocorre continuar economia taxas de natalidade na Índia. São esses segmentos da classe média emergente e da classe média que estão dinamizando o crescimento na Índia. Prevê­se que a classe média emergente, que representou 39% da população da Índia em 2010, vá crescer e alcançar 570 milhões em 2021,com uma CAGR de 19%. Ao mesmo tempo, a classe média e a classe média emergente irão representar 65% da população da Índia em 2021. Além do aumento da classe média emergente, a Índia também goza de um maior dividendo demográfico, ao apresentar a população com a idade média mais jovem em comparação a outras economias emergentes e desenvolvidas. Atualmente 58% da população da Índia tem média de 30 anos. Enquanto 73% dos jovens sabe ler e escrever, 62,1% dessa juventude alfabetizada vive na Índi rural. Aproximadamente 67% da Índia ainda vai viver nas áreas rurais em 2021, oferecendo oportunidades e desafios comerciais únicos para as empresas. A Classe Média Emergente vai constituir um mercado de um trilhão de USD (números de 2010),representando cerca de 28% do PIB da Índia, em 2021. Não só este segmento da população se está expandindo rapidamente, como os rendimentos disponíveis desses consumidores também estão aumentando a um ritmo elevado.Estima­se que a média do rendimento disponível anual para a classe média emergente será de USD 2190 (USD internacional ajustado segundo o PPC) em 2021 em comparação a USD 2000 per capita em 2011. Na medida em que os rendimentos disponíveis aumentam, gastos atividades entretenimento, também substancialmente. prevê­se como que os em o as aumentarão Essas discricionários futuro e que a Índia se torne a maior em uma 2050. Atualmente, mudança demográfica que terá com toda a certeza um forte impacto durante os próximos que 10 têm anos na sociedade, na economia e nas empresas enorme subindo atividades comerciais na Índia. Um número de consumidores está da base da pirâmide comunicações e o transporte econômica, formando uma classe média emergente. Embora ainda ganhem valores modestos USD 1,70 a USD 5 per capita por dia – o poder coletivo de compra desses consumidores da classe média emergente vai alcançar USD 1 trilhão por ano ao da próxima década. Para além disso, o seu úmero ainda está crescendo devido às elevadas – a oportunidades de crescimento, juntamente com a diversidade do país, asseguram que a Índia seja um mercado único e atraente, com um forte potencial no futuro. longo n 201 6 I FilmExportMagazine I 8

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luciana.marketing@terra.com.br Tel: 21 98034-6549 / 24 99238-931 0(whatsApp) 201 6 I FilmExportMagazine I 10

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PRIME FRACTION CLUB ABRE BASE OPERACIONAL NO RIO DE JANEIRO. Fonte: GPCom Comunicação Corporativa Com investimento estimado de R$ 53 milhões, empresa de propriedade compartilhada de bens de luxo passa a operar na capital fluminense O Prime Fraction Club – empresa pioneira de compartilhamento de bens de luxo como aeronaves executivas, helicópteros, embarcações e carros esportivos – amplia sua atuação no País com a abertura de uma base operacional no Rio de Janeiro, em Jacarepaguá, hoje dia 31 de março. O investimento inicial do Prime Fraction Club, para a abertura da base operacional de Jacarepaguá, está estimado em cerca de R$ 53 milhões, e inclui a oferta de dois jatos executivos e um helicóptero. A expectativa é que a empresa irá disponibilizar mais aeronaves para atender a demanda do mercado fluminense nos próximos três anos. No Rio de Janeiro, especificamente, o Prime estará comercializando e operando, inicialmente, os modelos Phenom 100 e Phenom 300, ambos fabricados pela Embraer, com capacidades para 4 passageiros e 2 tripulantes e 8 passageiros e 2 tripulantes, respectivamente, além de um helicóptero Agusta Power, fabricado pela Agusta, com capacidade para até 6 passageiros e 2 tripulantes. O investimento na aquisição de uma cota de cada um destes ativos é feito a partir de uma entrada e o pagamento do saldo financiado a uma taxa bastante competitiva a partir de 4,5% ao ano. 201 6 I FilmExportMagazine I 11

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POR Roseni Kurányi Escritora brasileira “namora” com o cinema Obra de Roseni Kurányi chama a atenção de roteiristas da Europa e Índia. O sucesso de alguns livros da autora brasileira Roseni Kurányi, que tem trabalhos publicados em português e alemão, vem chamando a atenção de roteiristas de cinema da Europa e, principalmente da Índia, hoje considerada a segunda maior indústria cinematográfica do mundo em número de filmes produzidos. Pois agora parece que, enfim, um de seus livros premiados, “Reverendo Antônio”, poderá chegar às telas de cinema. A escritora, que vive entre o Brasil e Alemanha, vem conversando com alguns roteiristas ingleses e indianos interessados em sua obra. Nenhum contrato ainda foi assinado, mas as negociações estão a pleno vapor. “A literatura e o cinema são formas de arte e de expressão que se completam. O próprio roteiro do filme é um formato literário adaptado para as filmagens. Algumas pessoas condenam as adaptações de livros para o cinema, pois acreditam que os filmes nunca vão conseguir contar a história com os mesmos detalhes do livro. Eu discordo totalmente dessa ideia, inclusive, penso o contrário: é preciso muita criatividade e perfeccionismo para fazer uma adaptação que seja tão boa quanto o livro, por isso, admiro os cineastas que conseguem sim fazer uma boa adaptação”, comenta a escritora brasileira. Para quem não conhece, "Reverendo Antônio" é um romance policial, forte, que fala do abuso de poderes de todos os tipos. Sequestro, morte, pedofilia, recheiam a história que prende o leitor do começo ao fim. A trama, muito bem construída por Roseni Kurányi, está sendo agora disputada para a base de um roteiro para a grande tela. As negociações estão acontecendo, como sempre, em sigilo entre os roteiristas, a autora e empresas cinematográficas. Mas os mais próximos à escritora, confirmam que as “conversas” estão progredindo a cada dia, com grande possibilidade de êxito. Muitos dizem que os livros sempre serão melhores que as versões cinematográficas, mas a verdade é que algumas das melhores obras do cinema foram baseadas em livros. Quem sabe não poderemos ver, em breve, mais uma obra nacional premiada nos cinemas? “A adaptações são maneiras diferentes de contar uma história e são essenciais para a criatividade artística”, completa Roseni, empolgada com a nova possibilidade de ampliar a visibilidade de seu trabalho literário. 201 6 I FilmExportMagazine I 12

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Por: Beatriz Macruz / Ibira Machado Estréia Divulgação Divulgação 66 YORIMATÃ, o filme que conta a história da dupla de compositoras e cantoras Luhli e Lucina, tem estreia prevista para 07 de abril. 99 Eleito o Melhor Filme pelo júri e pelo público no Festival In­Edit Brasil em 2015, YORIMATÃ é o primeiro longa­ metragem dirigido por Rafael Saar, e retoma a história destas duas artistas de obra e vida incomum que marcaram o cenário musical brasileiro nas décadas de 70 e 80. Luhli e Lucina não formam apenas uma dupla musical, formaram juntas também uma família ao lado do fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca. Ao mesclar preciosas e inéditas imagens de arquivo, com depoimentos de parceiros, intérpretes e registros cotidianos da vida atual de Luhli e Lucina, YORIMATÃ devolve à dupla o seu lugar de direito como parte fundamental da História da música brasileira, e entre seus intérpretes estão artistas como Nana Caymmi, Tetê Espíndola, Zélia Duncan, Secos e Molhados, e especialmente Ney Matogrosso, que entre muitas outras canções da dupla gravou “Bandoleiro”, “O Vira” e “Fala”. Descrito pelo crítico Carlos Alberto Mattos como “um necessário manifesto anticonservadorismo”, YORIMATÃ foi também um dos 10 filmes mais votados pelo público na Mostra Internacional de Cinema SP, em 2014. O documentário é uma coprodução Imagem­Tempo, Dilúvio, Tela Brasilis e Canal Brasil, com patrocínio da Riofilme, reunindo filmagens atuais com cenas, shows e depoimentos das artistas Luhli e Lucina; registros e depoimentos de seus encontros musicais com Ney Matogrosso, Joyce Moreno, Gilberto Gil, Tetê Espíndola, Alzira Espíndola, Zélia Duncan, Antonio Adolfo, Luiz Carlos Sá, dentre outros; junto a um o vasto material de Divulgação arquivo recuperado para o projeto, que inclui filmes raros em super 8mm como shows e momentos familiares, registrados pelo companheiro Luiz Fernando Borges da Fonseca. YORIMATÃ tem estreia prevista para 07 de abril de 2016, em cinemas de todo o Brasil. TRAJETÓRIA MUSICAL CALCADA NA LIBERDADE E DIVERSIDADE ARTÍSTICA “Yorimatã faz jus a uma das duplas mais importantes e menos reconhecidas da vasta história de nossa música popular” – Jair Tadeu da Fonseca Com mais de 800 canções que passeiam pelo folk, rock hippie, bossa nova, música caipira, samba, pontos de umbanda, cantos indígenas e uma vida pessoal abertamente libertária, a dupla Luhli & Lucina nunca se encaixou em padrões. Seu disco de estreia, Luli & Lucinha, em 1979 é ainda um dos grandes tesouros escondidos da música brasileira. A dupla representa um papel fundamental na MPB, até então marcada por mulheres intérpretes de grandes compositores homens. Não aceitaram concessões às gravadoras, tornando­se pioneiras na música independente nacional; após Antonio Adolfo e Danilo Caymmi, foram as primeiras mulheres a produzirem e distribuírem seu próprio LP Luli & Lucinha. Seu segundo disco Yorimatã ­ Amor de Mulher, de 1981, foi feito através de uma espécie de financiamento coletivo pioneiro – uma campanha intitulada “Canção entre amigos”, na qual o público comprava antecipadamente os LPs, custeando antecipadamente a sua produção. Seguiram com “Porque sim porque não”, que as leva para uma turnê na Europa; “Elis e Elas”, de releituras em homenagem a Elis Regina; e um disco comemorativo de 25 anos de carreira. Dir. Rafael Saar |Documentário |117 min. | Brasil|10 anos 201 6 I FilmExportMagazine I 13

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