Jornal Conecta Baixada - 11ª Edição

 

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Jornal Conecta Baixada - 11ª Edição

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Nas quatro maiores cidades da Baixada Fluminense 1,5 milhão de pessoas não têm acesso à rede de esgoto e sofrem com a falta de água. Páginas 6 e 7 OS SEM SANEAMENTO 995-75-4545 www.conectabaixada.com.br 2016 BAIXADA FLUMINENSE A INFORMAÇÃO VAI ATÉ VOCÊ 1 a 15 de Abril ANO 2 - N° 11 Distribuição gratuita PODE TUDO NA FEIRA Conecta Baixada DE HOLLYWOOD PARA A BAIXADA FLUMINENSE Reprodução Keysi é a nova modalidade de defesa pessoal urbana que Página 12 virou febre entre produtores de cinema. DROGARIA SOBRE TRILHOS Uma das mais tradicionais do estado, feira de Caxias é território livre para o tráfico de animais silvestres e venda de armas brancas como adagas, punhais e espadas. Página 3 Ambulante oferece remédios como se fossem doces no Ramal Japeri. Página 9 PREFEITURA DE MESQUITA PROCESSADA Procuradores da cidade acionam na Justiça a administração municipal. Página 2

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OPINIÃO/GERAL 2 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR JORGE MIRANDA jorge.miranda@conectabaixada.com.br FEIRA DO LIVRO ESPÍRITA DE MESQUITA No dia 9 de abril, Mesquita receberá uma feira sobre livros espíritas, na praça João Luiz do Nascimento (Praça da telemar). A abertura do evento acontece às 10h e irá até 18h. Além do lançamento do livro feito pelas crianças das evangelizações, a feira terá uma palestra com o grupo “Amigos da Luz”, falando sobre humor e espiritismo e um show do cantor Thiago Brito. O almoço no local custará R$ 15 e toda renda será repassada para a instituição Abrigo Luz de Escol, casa que abriga idosos enfermos, deficientes físicos e dependentes químicos. Empresário Mesquitense N HÁ SOLIDARIEDADE NA FÉ e padres fico impres- a razão de tanta confiansionado com o que nar- ça nos líderes religiosos? ram. São eles que estão Porque eles realmenmais próximos te ajudam, das pessoas e sem esperar As escutam seus nada em troproblemas, tra- instituições ca. Diferenbalhando de religiosas te do poder forma particupúblico. Comerecem lar com cada nheço casos um, de acordo atenção de pastores com suas difique pagam culdades. Na nossa cul- a mensalidade de escola tura, quando um pai fica e até universidade para desempregado o lugar jovens compromissados, onde vai buscar ajuda pois esses não conseguinão tem um represen- riam arcar sozinhos com tante do governo. É na essa despesa. É o religioigreja ou no templo onde so fazendo o papel que ele consegue suas cestas não deveria ser seu, mas básicas, roupas e até um do poder público. Sem emprego. Mas qual seria ajuda do estado, esses lí- os últimos meses, tenho andado bastante, conhecido muitas pessoas e ouvido suas histórias. Fui apresentado a muitos cidadãos e muitos confiam em mim para desabafar e me contar suas angústias e dificuldades. E daí imagino o quanto pastores e padres têm escutado em seus templos. Se essas pessoas confiam em mim para externar seus problemas, imagina o quanto acreditam em seus líderes religiosos? Em conversa com amigos pastores, missionários, presbíteros “ ” deres religiosos contam apenas com a ajuda de seus seguidores. Sei que o estado é Laico, portanto neutro em relação às religiões. Assim como eu. Entretanto, como negar a importância e, sobretudo, ajuda a essas instituições que aparam mais aos necessitados do que os que têm o dever de fazer isso? Infelizmente é o que acontece. As institituições religiosas merecem a atenção e, principalmente, a acolhida do poder público, assim como o povo que é acolhido por elas. PREFEITURA DE MESQUITA É PROCESSADA Procuradores da Aprome acionam a administração municipal na Justiça por irregularidades vilegia servidores comissionados e terceirizados, ignorando os candidatos aprovados em concurso. No relatório enviado à Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANMP), os procuradores de Mesquita alegam aparelhamento por parte da prefeitura. Atualmente, dos dez procuradores, apenas sete são concursados. E só conseguiram tomar posse nos cargos amparados por mandados de segurança concedidos pela Justiça. Em Mesquita falta transparência e até papel "Essa é uma grande preocupação nossa, que lutamos arduamente para que todos os municípios brasileiros tenham em seus quadros procuradores concursados. A aprovação da PEC 17, que determina a realização de concurso público para a admissão de Procuradores Municipais, resolveria grande parte dos problemas hoje vivenciados por nossos colegas", comentou a presidente da ANPM, Geórgia Campello. "As secretarias convivem diariamente com falhas nos sistema de informática e ausência de itens básico de trabalho. Falta até papel e tinta para impressão de documentos", ressaltou o procurador Igor Silva de Menezes, presidente da Aprome. Ao menos dois mil servidores são afetados pelos problemas da administração municipal. A demora na convocação de funcionários aprovados em concurso, além dos frequentes atrasos no pagamento de servidores e o descumprimento, há cinco anos, do reajuste anual nos salários, são alguns dos itens descritos na ação conjunta movida na Justiça pela Associação dos Procuradores Municipais de Mesquita (Aprome) contra a prefeitura da cidade. De acordo com os procuradores que integram a entidade, a exemplo do que acontece nas secretarias municipais (onde ao menos 80% dos funcionários são nomeados e não concursados, como prevê a lei), a administração Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro, priLélio Neto/Conecta Baixada/Arquivo Presidente da Aprome, Igor Silva de Menezes, fala da falta de material na prefeitura

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 3 Fotos: Conecta Baixada GERAL DOMINGO EM CAXIAS O ANIMAIS SILVESTRES E ARMAS NA FEIRA menino se aproxima e em voz baixa oferece por R$ 60 o filhote de cágado. A venda da espécie de quelônio é proibida por lei, mas na Feira de Caxias animais silvestres e armas brancas são negociadas abertamente. Com uma microcâmera, o Conecta Baixada flagrou uma série de irregularidades. Uma rotina nas manhãs e tardes de domingo num dos mais tradicionais mercados de rua do estado. A feira também virou ponto para outra prática perigosa: a venda de armas brancas, como punhais, adagas e espadas dos mais diversos tipos e tamanho para qualquer um, independente da idade. Nem a presença de policiais do Batalhão Ambiental da PM em dois pontos da feira inibe a ação dos traficantes. “Tartaruguinha, tartaruguinha”, anuncia um garoto aparentando 12 anos, em meio às barracas de venda de pássaros e gaiolas. Na mão, traz um filhote de cágado e não sabe dizer a diferença entre os dois animais. Ao seu lado um homem anuncia uma lista que mais parece a do jogo do bicho: “Coruja, iguana, papagaio, arara”, grita. Quando aparece algum interessado, e não são poucos, os traficantes o leva a algum local, geralmente uma casa próxima à feira, onde o negócio é concluído. Entre os animais mais procurados e vendidos, pássaros de todas as espécies, legais e ilegais, alguns com anilha, que torna a comercialização legal, a maioria sem o selo; e calopsitas de todas as cores. Cachorros Uma das ruas é usada apenas para a venda de filhotes de cães das mais diversas raças. Há Pitbull, Chow-chow, Labrador e um sem número de raças, nenhum animal com procedência comprovada, apenas a palavra dos vendedores, todos apresentados como “criadores”. Segundo estatísticas do Linha Verde, serviço do Disque Denúncia para informações sobre tráfico de animais e crimes ambientais, em 2015, a polícia conseguiu resgatar mais de 5 mil animais. As penas previstas para o crime de tráfico de animais silvestres são de seis meses a um ano de prisão e multa. Armas brancas Em outro ponto da Feira de Caxias, uma barraca chama a atenção pela quantidade de armas brancas expostas para venda. São punhais, adagas, espadas e canivetes de todos os tamanhos e estilos: árabe, indiano e espadas ninja. O vendedor faz a demonstração do uso de um canivete em forma de uma pequena pistola, observado por duas meninas aparentando 10 anos que prometem comprar um dos punhais para a mãe. Além das armas de corte, há uma infinidade de socos ingleses em plástico e metal. O material, exposto sem o menor pudor, pode ser comprado por qualquer pessoa, sem qualquer tipo de fiscalização ou controle. Em junho do ano passado, o governo do estado sancionou lei que proíbe o porte de arma branca no estado. Filhote de cágado, vendido como tartaruga, é oferecido por garoto Cães de todas as raças, sem compovante de procedência, passam de mão em mão Na feira de Caxias é possível comprar desde filhotes de cachorros até animais silvestres e armas brancas O dono da barraca de venda de facas, punhais e adagas mostra funcionamento de um canivete em formato de pistola

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EDUCAÇÃO EMPREENDEDORISMO SOCIAL NA UNIABEU A Uniabeu está com inscrições abertas para o curso gratuito de Empreendedorismo social. Segundo a universidade, os objetivos do curso são desenvolver a capacidade de liderança, criatividade e empreendedorismo de pessoas que possam participar ativamente da mudança de realidade da comunidade em causas sociais e ambientais, com ou sem fins lucrativos, formando multiplicadores que possam trazer um diferencial para a comunidade. Os perfis interessantes para o curso são estudantes de graduação em busca de desenvolvimento pessoal para atuação no desenvolvimento de comunidades da região da Baixada Fluminense. De acordo com a coordenadora, Fátima Antunes, o curso favorece o desenvolvimento de multiplicadores que possam organizar ações e projetos que provoquem mudanças sociais. “Os participantes se empoderam de suas habilidades a partir da autorreflexão e do desenvolvimento da capacidade de inovação, para tornarem-se agentes de 4 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR Divulgação mudanças no seu contexto social”, analisa Antunes. O conteúdo proposto refere-se a: gestão, planejamento, liderança, criatividade, solução de conflitos e comunicação. O curso é ministrado por estudantes dos dois últimos períodos do curso de Psicologia da Uniabeu e supervisionado pela professora Fátima Antunes. Cada turma é composta por, no máximo, 25 alunos. O cadastro pode ser feito no site da Uniabeu (www.uniabeu.edu.br) ou pelo telefone 21040450 ramal 468. Serviço: Curso: Empreendedor Social Local: Uniabeu Endereço: Rua Itaiara, 301, Centro, Belford Roxo WhatsApp (21) 995-75-4545

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 5 GERAL CONEXÃO GERAL Davi de Castro davi.castro@conectabaixada.com.br s alianças de apoio à pré-candidatura do empresário Jorge Miranda (PSDB) à prefeitura de Mesquita ganharam reforço de peso nesta semana com a adesão do pastor Everaldo, presidente do nacional PSC (centro). O encontro aconteceu na sede do partido, no Rio, e contou com a participação do deputado estadual Márcio Pacheco (esquerda) e do vereador Carlos Bolsonaro (direita). Essa parceria representa a aproximação com várias denominações religiosas. A DE MÃOS DADA POR MESQUITA VICE DE ROGÉRIO Depois das especulações em torno do ex-vereador Fernando Cid (PCdoB), para vice-prefeito na chapa de Rogério Lisboa (PR-NI), o nome que apareceu nas conversas politicas esta semana foi o do vereador Marcos Rocha, eleito do PDT com 4.957 votos. ALEXANDRE AFUNDA Naufraga na educação o barco politico do prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso (PSD). Das 177 escolas da rede municipal, quase a metade está caindo aos pedaços. Exemplo é a escola Álvaro Alberto, a mais antiga e tradicional da cidade. A outra aliança foi com o deputado estadual André Correa e com o deputado federal Rodrigo Maia, lideranças do DEM. Além disso, Jorge Miranda tem recebido apoio de prefeitos da Baixada. NOVE NO PÁREO O jovem empresário Marcelo Nardelli é o mais novo pretendente ao cargo de prefeito de Nova Iguaçu pelo Partido Popular (PP). Com ele sobe para nove o número de pre-candidatos à sucessão na cidade. LISTÃO Dos mais de 200 políticos de 24 partidos na lista da empreiteira Odebrecht estão Sergio Cabral, Jorge Picciani, Eduardo Cunha, Lindbergh Farias, Aécio Neves, Eduardo Paes, Rodrigo Maia e outras excelências suspeitas. PREFEITO PERDIDO Complica ainda mais a situação de Dennis Dauttman (PCdoB), prefeito de Belford Roxo. Mergulhado em dívidas, falta de obras e crise na saúde, ele foge da reeleição e continua disposto a indicar o ex-prefeito Alcides Rolim (PT) como sucessor. FALTA DE MULHER Dos 513 deputados em Brasilia apenas 45 são mulheres (9%). Apesar das campanhas publicitárias, elas estão se afastando das disputas. Pela lei, 30% das vagas seriam delas. Mas está difícil juntar esse percentual nas nominatas de vereador.

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 6 POLÍTICA Davi Boechat/Conecta Baixada OS SEM SANEAMENTO 1,5 milhão SEM ESGOTO NA BAIXADA Davi Boechat davi.boechat@conectabaixada.com.br aléria Rocha, de 39 anos, poderia refazer palmo a palmo o tortuoso caminho percorrido pela água até chegar às torneiras de sua casa no alto do Morro da Caixa D'água, no Caonze, em Nova Iguaçu. Afinal, ela ajudou a assentar parte dos 400 metros de canos da rede que lhe garante acesso ao líquido, que deveria ser distribuido pela Cedae. Já o esgoto é lançado diretamente no solo. Uma realidade para 1,5 milhão de habitantes das cidades de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo e São João de Meriti. O número equivale a 58,2% da população dos quatro municípios. Os dados alarmantes fazem parte do ranking elaborado pela ONG Trata Brasil, que analisou a situação do serviço de saneamento básico nas 100 maiores cidades do País. Nessa lista, os quatro municípios da Baixada Fluminense figuram entre os piores do País. Mesmo morando ao lado V do reservatório Caonze, que tem capacidade para seis milhões de litros, Valéria e cerca de vinte famílias precisaram se unir para montar uma rede própria, alimentada pela água retirada de um córrego próximo. "Para ter água na torneiras, os moradores se reuniram e compraram centenas de canos. Me lembro de ter precisado participar disso quando me casei e mudei pra cá há 12 anos", relata Valéria. Sem água ao lado do reservatório "À época, um reservatório enorme da Cedae estava terminando de ser construído bem atrás da minha casa. Alguns vizinhos chegaram a ter casas desapropriadas por oferecerem complicações às obras", relembrou a integrante do movimento 'O K11 que queremos ter'. O grupo foi criado para reivindicar melhorias na localidade. Após a conclusão da obra os moradores viram a água sendo distribuída para outras regiões. À época, os mais de 20 mil moradores esperavam que o reservatório fosse a solução do problema.. A construção, contudo, só entrou em operação doze anos depois, abastecendo mais de 120 mil moradores de comunidades no entorno, incluindo parte baixa do Caonze, além de Mesquita. No entanto, as partes altas do Caonze, como o 'Vai e Vem' e 'Morro da Botinha' seguiram com as torneiras secas. Em Nova Iguaçu, 56,2% (451,8 mil habitantes) não têm acesso à rede de esgoto. Já em relação à rede de água, 7% das residências não contam com o serviço. De acordo com a assessoria, o problema é uma realidade e a prefeitura esta trabalhando para mudar isso. Em São João de Meriti, 192 mil pessoas não tem acesso à rede de esgoto. O que representa 41,3% da população. No município, 8% da população não conta rede de distribuição de água. Desde outubro passado, a Águas de Meriti diz que pretende atender 90% da população em até cinco anos. Divulgação Moradores fazem protesto ao lado do reservatório que não os atende Já em Duque de Caxias, 480 mil pessoas, 55,6% da população, não contam com rede de esgoto. De acordo com a assessoria de imprensa de Caxias existe um contrato firmado com a Cedae para ampliar as redes de distribuição de água e esgoto na cidade. Desperdício é grande na região Em termos percentuais, Belford Roxo é a cidade com maior déficit na rede de esgoto. Lá, 59% dos 479 mil habitantes não têm suas casas ligadas a redes de esgoto. Ao menos 307 mil pessoas, distribuídas entre os quatro municípios, não dispõem de rede de água em suas casas. No entanto, o desperdício com vazamentos nas tubulações que abastecem as cidades é grande. Em Belford Roxo, 35% da água é perdida antes que chegue às casas. Em Duque de Caxias, 28%. O número é ainda maior em São João de Meriti; chega a 32%. Já em Nova Iguaçu, quase 30% do volume é desperdiçado. As más condições da rede, que em muitos trechos é velha, seria o principal motivo do desperdício.

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GERAL OS SEM SANEAMENTO 7 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR Divulgação Crianças brincam sobre ponte no Rio Botas, em Morro Agudo (foto a esquerda). No Caonze, moradores protestam contra a falta de água . O Ranking do Saneamento elaborado pela ONG Trata Brasil com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, é um raio x do saneamento básico nas 100 maios cidades do Brasil. O tamanho das redes de abastecimento, coleta e tratamento de esgoto, além da relação entre investimento e arrecadação são alguns dos quesitos avaliados no estudo. A Baixada Fluminense têm quatro munícipios entre os avaliados, que não obtiveram bom desempenho. Três estão entre os 10 piores. Nenhuma das cidades marcou mais do que 2 no ranking, onde 10 é a nota máxima. RANKING DO DESCASO 86º BELFORD ROXO LUGAR 93º DUQUE DE CAXIAS LUGAR SÃO JOÃO DE MERITI 94º LUGAR 95º NOVA IGUAÇU LUGAR População: 479 mil Sem esgoto: 282,6 mil População: 864 mil Sem esgoto: 480,3 mil População: 470 mil Sem esgoto: 192 mil População: 804 mil Sem esgoto: 451,8 mil 59% 55,6% 41,3% 56,2% Fonte: ONG Trata Brasil

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EMPREENDEDORISMO VIDA DE UM EMPREENDEDOR Jorge Eduardo jorge.eduardo@conectabaixada.com.br 8 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR SEM IR MUITO LONGE UM EMPREENDIMENTO DE SUCESSO NO QUINTAL DE CASA Renato Ferreira/Conecta baixada FASI – FERMENTE A SUA IDEIA Hoje nossa coluna vai falar de uma oportunidade sensacional para um tipo de empreendedor específico: aquele que talvez nem saiba que é um empreendedor, mas tem uma ideia que o deixa com a pulga atrás da orelha. Trata-se do projeto FASI - Fermente Suas Ideias, programa para ajudar universitários do Rio de Janeiro (A Baixada Fluminense terá universidades participantes), que têm uma ideia, mas ainda não sabem como fazê-la acontecer. Se você se enquadra em algum dos exemplos abaixo, o FASI é para você: - Tenho uma ideia que acho muito boa e meu sonho é montar uma empresa com isso algum dia. - Sou muito bom em alguma coisa, até tenho uma ideia, mas não sei se é legal. - Não tenho bem uma ideia, mas gostaria de fazer algo nesse sentido. O que é? O FASI é uma iniciativa de quatro jovens, que juntaram forças a partir de um interesse comum: colaborar com o desenvolvimento social e econômico através do empreendedorismo. A decisão de criar o FASI partiu da percepção da capacidade e interesse dos jovens em empreender e sua luta contra a falta de informações e de iniciativas que os capacite para criar negócios de grande impacto nacional e, quiçá, mundial. Cientes das necessidades desses empreendedores potenciais, temos aqui a missão de compartilhar conhecimento e apoiar você, jovem, com tudo o que é necessário para transformá-lo em um empreendedor de sucesso. O programa é totalmente voluntário e inicialmente vai acontecer só nas universidades que forem cadastradas no programa. Por que empreender? O empreendedorismo é a válvula de escape para nossa situação atual, então se você quer empreender o ou conhece alguém que queira não deixe de participar desse projeto. Se você se enquadrou nos exermplos citados no início de noissa cluna, corra e fale com a sua universidade sobre o programa e iremos até você para dar aquela forcinha para alavancar sua ideia. Saiba mais em: http://concursodeideias. wix.com/fasi Nas noites de quinta-feira o karaokê atrai clientes que soltam a voz. Às vezes em companhia da empreenderora Zélia Leilane Oliveira leilane.oliveira@conectabaixada.com.br berto há um ano e seis meses no centro de Mesquita, o Bar Steffe ocupa metade do quintal de uma tranquila residência, que se transforma em um agitado palco nas noites de quarta até domingo. Mas quem conta essa história é Zélia Steffe, de 49 anos. Moradora da cidade há 15 anos, a comerciante é formada em educação física, mas nunca exerceu a profissão. Prefere levar a vida cantando. A rotina de Zélia, contu- A do, não é só de festa. Filha de uma familia com tradição no comércio na Baixada, ela aproveitou a experiência para criar o espaço, que tem como principal atração o karaokê onde os clientes podem soltar a voz. "Não esperava esse sucesso todo. Espero muito sucesso daqui pra frente", diz Zélia. Um dos fatores que fazem o comércio crescer é a parceria. "Porque é sempre bom saber que há alguém com quem você realmente possa contar, tanto para os bons, quanto para os maus momentos", diz a empresária, referindo-se ao parceiro de trabalho, Evandro Bezerra. Zélia também aposta nas comida para chamar a atenção da clientela, com cardápio variado elaborado pela cozinheira Marta. Na programação há novidades a cada dia. PROGRAMAÇÃO 4ª: grupo nosso querer 5ª: karaoke 6ª: Jeniffer quintão Sáb: Erisson Dom: Domingueira do steffe Rua Saturno, 521, Centro Mesquita. Tel: 98400-7935 MESQUITA: LUGAR PARA EMPREENDER O município de Mesquita já possui 7.996 Micro Empreendedores Individuais. Os números estão nas estatísticas do Portal do Emprendededor-MEI e mostram a força dos pequenos negócios na geração de emprego e renda na cidade. Entre as vantagens em se tornar MEI está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais. WhatsApp 995-75-4545

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 9 RELIGIÃO E FÉ/GERAL PROFESSOR CLÁUDIO DUARTE evangelho@conectabaixada.com.br HUMILHAÇÃO E ORAÇÃO, O CAMINHO PARA DEUS "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha presença, e se desviar dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra". II Crônicas 7:14. Neste belíssimo texto, em um diálogo de Deus com o rei Salomão, nosso Senhor ensina-nos o caminho perfeito para que os que Nele confiam encontrem solução e direção para os seus mais angustiantes problemas. Em primeiro lugar, Deus manda que nós nos humilhemos. Humilhar-se a Deus é o primeiro passo para que qualquer oração seja ouvida e atendida por Ele, pois este ato é um tácito reconhecimento de nossa incapacidade para agir por conta própria, e também de nossa absoluta dependência de Sua força e da Sua vontade. A segunda recomendação que Deus faz é orarmos. Precisamos orar mais. Muito mais. Juntos e coletivamente. A Igreja de Jesus parece cada vez menos disposta a percorrer este indispensável caminho da humilhação e da oração. E, certamente por isto, vivemos tantos e tão graves problemas e questões, em que nós, os crentes em Jesus, que temos a chave de solução entregue por Deus, não contribuímos para que Deus sare, cure e liberte pessoas, cidades e nações por nosso intermédio. Precisamos nos humilhar e orar com toda força e determinação! Orar contra a corrupção e os corruptos que infestam nossos governos! Orar contra os maus juízes e governantes! Orar para que Deus levante mais e mais homens e mulheres justos e íntegros para que tragam a faxina de Deus para nosso País, nosso Estado e nossas cidades! Orar para que a Igreja de Jesus nestes dias seja referência moral e ética para os não crentes e não torne barata e vil a Graça maravilhosa do seu chamado! Comece hoje, comece agora, pratique todos os dias a humilhação e a oração, e certamente veremos a ação majestosa, sobrenatural, viva, de um Deus que está sempre pronto a agir quando a oração de Seus filhos está de acordo com sua Palavra. GIRO PELAS IGREJAS Todas as terças, com culto de oração às 19:30 e estudo bíblico também no mesmo horário aos domingos, a Igreja Evangélica Congregacional de Edson Passos se reúne em seu endereço, na rua Abel de Alvarenga, 95. Todas as terças, sempre às 19 horas, acontece a Terça da Promessa no Ministério Assembleia de Deus Ministério da Promessa, localizado na Avenida União, 253, Chatuba. Mande para nossa coluna a programação e eventos de sua igreja, e divulgaremos GRATUITAMENTE. O endereço do e-mail é claudio.duarte@conectabaixada.com.br. DOCE REMÉDIO NOS TRENS DO RAMAL JAPERI U m ambulante percorre os vagões dos trens do ramal Japeri oferecendo seus produtos. De longe parece mais um vendedor de balas e doces como outras dezenas que ganham a vida todos os dias nos trens. Mas quando se chega perto nota-se a diferença e constata-se uma modalidade perigosa e ilegal: a venda de medicamentos. Nos saquinhos, ao invés de balas, bananadas e chocolates, dipirona, AAS, Doril e outros remédios que só podem ser vendidos em farmácias. E o que não falta são clientes, atraídos pelo preço bem menor. Uma mulher compra uma caixinha de dipirona em gotas e, no diálogo com o vendedor, alçado à categoria de farmacêutico, alega falta de tempo de ir a uma droga- ria legal. Ao seu lado outra compra um remédio pra dor de cabeça e pergunta se é bom, pois usa frequentemente analgésico de outra marca. Sem qualquer repressão ou crítica dos passageiros, o ambulante continua sua venda de vagão em vagão, mudando de trem e de ramal de quando em quando. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a fiscalização sobre a venda de medicamentos e a repressão ao comércio ilegal seria função da Vigilância Sanitária dos municípios. O problema é que a ”drogaria sobre trilhos” percorre pelos menos sete municípios diariamente, uma verdadeira dor de cabeça para quem quiser fazer valer a lei. Mas remédio não vai faltar. Marco Antonio Canosa Remédios em embalagens de balas

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ARTE E CULTURA RAPLAB EM NOVA IGUAÇU 10 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR ENSAIOS SOBRE A REALIDADE DA BAIXADA Projeto leva laboratórios de Rap, Grafite e Break a alunos de escolas públicas Marcelle Bappersi marcelle.bappersi@conectabaixada.com.br Fotos: Lélio Neto/Conecta Baixada D ispense tubos de ensaio, provetas e até mesmo o bico de bunsen (aquecedor a gás de produtos não inflamáveis). Para se dar bem no laboratório do Rap é necessário apenas a criatividade. No RapLab, jovens aprendem sobre os quatro pilares do Hip Hop - rap, break, grafite e DJ-, desenvolvem senso crítico e social, além de compor e gravar rimas. Embora a atividade não integre a grade curricular de alunos do Ciep 172, em Morro Agudo, Nova Iguaçu, o projeto trabalha em conjunto com outras disciplinas obrigatórias. E o workshop começa assim: um tema polêmico, como educação, política ou saúde, é escolhido. Palavras relacionadas ao assunto são ditadas pelos alunos e escritas numa lousa. Depois vem a produção da rima. O passo-a-passo do método de sucesso desenvolvido pelo rapper Dudu Morro Agudo, do Movimento Enraizados, já foi usado na França. "No começo, teve aquela desconfiança de que o projeto não daria certo. Mas eles se surpreenderam. O RapLaB já passou por algumas escolas na França, na escola britânica do Rio, em alguns Cieps e ONGs", explica. O rapper explica que o RapLAB funciona na escola como apoio mul- Depois das discussões dos temas propostos os participantes do projeto partem para a prática. Painéis grafitados nascem a partir daí CONVIVÊNCIA COM REFERÊNCIAS DO RAP As crianças e adolescentes têm a oportunidade de conviverem com uma referência do rap. Dudu Morro Agudo e o grupo Comboio (composto também por Marcão Baixada e Leo da XIII) ganharam o campeonato Take Black the Mic, em Miami (EUA), em maio do ano passado. O trio foi criado na ONG Enraizados, que há 15 anos incentiva e trabalha o debate da cultura e da arte da periferia. tidisciplinar para tornar a instituição escolar um ambiente atraente para os alunos, que enxergam o modelo educacional engessado e muito monótono. "Nós não resgatamos vidas, como o AfroReggae; nós oferecemos formação e trabalhamos o senso político e social dos jovens. E isso modifica a cabeça deles em relação às condições sociais e ao ambiente escolar. Então os meninos começam a ter vontade de ir para a escola, a usá-la para eventos e deixam de vê-la como um lugar chato", conta. Dudu conta que, além do Ciep 172, para onde foi levado a pedido de alunos e professores, o RapLAB acontece na Arena Juvenil Jovelina Pérola Negra, no Cisane, em Nova Era. "No início, a direção da escola desconhecia a gente, só souberam do projeto quando a mídia noticiou. E muita coisa mudou lá dentro. Para os alunos, foi muito importante, porque eles viram que podiam fazer mudanças se aliando à O rapper Dudu Morro Aguudo (centro) comanda o projeto e a ONG Enraizados cultura", disse. O projeto é oportunidade também para os instrutores de Graffite, DJ e Break. O formato democrático do projeto,promove a troca de informações entre alunos e professores. Para o MC e beatmaker, Gustavo Baltar, de 21 anos, evidenciar a cultura da periferia é importante para que haja uma quebra de paradigmas e preconceitos. "É uma forma de mostrar nossa cultu- ra menos marginalizada possível", explica. Baltar revela que o Rap teve grande impacto em sua vida. Ele, que desenvolve temas como pensamentos pessoais e cotidiano, afirma que ainda tem dificuldade em construir rimas. "Eu me expresso melhor fazendo Rap. Mas lá, como muitos são da minha idade, deixo as dificuldades de lado e me divirto, porque todos viram amigos", conclui.

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 11 PASSATEMPO EXPEDIENTE: Presidente: Ricardo Lucena Consultor Editorial: Sérgio Ramalho Coordenador Editorial: Marco Antonio Canosa Projeto Gráfico : Daniel Souza e Renato Ferreira Diagramação: Renato Ferreira Tecnologia: Ronald Henrique Tiragem: 20 mil exemplares Distribuição Gratuita Edição Quinzenal Impressão: NewsTech - (21) 3552-0580 O Jornal Conecta Baixada não se responsabiliza pelas opiniões emitidas por colunistas e colaboradores. Redação: Rua Dr. Mário Guimarães . Nº 428, SL. 308 . Centro, CEP: 26255-230, Nova Iguaçu, RJ. Tel: (21) 3765-3423 Comercial: (21) 3765 3423 WhatsApp: 995-75-4545 Email: contato@conectabaixada.com.br

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ESPORTES Divulgação 12 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Abril WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR DEFESA PESSOAL KEISY CHEGA A MESQUITA Novo método, que mistura artes marciais e briga de rua, ganha adeptos pelo mundo e chega à Baixada O governo do Japão convidou o criador do Keysi, Justo Diéguez, para implantação e divulgação no outro lado do mundo Divulgação Rodrigo Melo rodrigo.melo@conectabaixada.com.br M ais novo sucesso entre os adeptos da Defesa Pessoal, o Keysi é um método que se baseia nos instintos naturais e várias técnicas de luta de rua. Desenvolvida pelo espanhol Justo Diéguez, a técnica foi trazida para o Brasil pelo mestre Clauber Rocha, em 2003. Tiago Braga, representante do Keisy na Baixada Fluminense, quer implantá-lo em Mesquita. O faixa-preta garante que o Keysi é direcionado para pessoas de todas as idades. “Nós (Mesquita) somos o primeiro lugar da Baixada Fluminense a dar aulas de Keysi. Crianças, adultos e terceira idade podem praticar nosso método. Atualmente, sou instrutor assistente e dou aulas na academia Mega Physical, em Mesquita. Porém, quero alugar um espaço e dar continuidade ao trabalho. As pessoas estão demonstrando interesse e isso tem me deixado motivado”, afirmou. Início precoce Aos 27 anos, Tiago começou a praticar artes marciais aos seis anos, no Kickboxing, e não parou mais. Aos dezoito pegou a primeira faixa-preta e foi questão de tempo até o Keysi entrar na vida do lutador. Ao lado de Clauber Rocha, coordenador geral do método no Brasil, Tiago quer popularizar a técnica ainda pouco conhecida no país. “Nós apresentamos o projeto à prefeitura de Mesquita para treinar a Guarda Civil Municipal, mas, infelizmente, não fomos adiante. Seria algo inédito para a Baixada Fluminense. No Brasil, apenas o Rio de Janeiro e o Maranhão possuem aula de Keysi", revela. Sucesso nos cinemas Devido à grande divulgação mundial e eficiência do KFM (Keysi Fighting Method), a técnica vem sendo utilizada em vários filmes, como Batman Begins, Missão Impossível, 007 - Cassino Royale, Fúria de Titãs e outros. “Grandes produções do cinema estão utilizando o Keysi. Com o sucesso do nosso método, representantes do Japão convidaram o Justo Diéguiz (Fundador do KFM) para formar instrutores lá. Enquanto nós tentamos difundir por aqui, as técnicas estão voando pelo mundo. Não é um esporte. Nós ensinamos um método de defesa pessoal urbana. Todos deveriam ter o direito de saber se defender”, finalizou. Para saber mais: www.Keysiworld.com Em Mesquita, intessados conhecem a nova técnica de defesa pessoal urbana DAS RUAS PARA HOLLYWOOD Reprodução Internet No filme Batman Begins, o herói mascarado usa a técnica Keysi para enfrentar os inimigos. Outras produções também usaram o método.

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