Filho sem pai, até aonde vai?

 

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Independentemente do que se faça, o recomeçar sempre será uma hipótese a ser considerada.

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Filho sem pai, até aonde vai? Henrique Felipe

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Filho sem pai, até aonde vai? 1 Filho sem pai, até aonde vai?

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Filho sem pai, até aonde vai? 2 Dedico este livro aos filhos órfãos de pais vivos.

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Filho sem pai, até aonde vai? 3 Agradecimentos Agradeço minha mãe, por ter sido meu pai durante todos esses anos.

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Filho sem pai, até aonde vai? 4 Prefácio O fato de alguém ter feito uma escolha errada, não o condena, nem o predestina a equívocos futuros. Independentemente do que se faça, o recomeçar sempre será uma hipótese a ser considerada, pois a qualquer instante a história poderá ser mudada.

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Filho sem pai, até aonde vai? 5 ou filho de mãe solteira, nascido em agosto, criado num bairro de periferia no interior do Brasil, mesmo antes de eu nascer, fui rejeitado, minha mãe queria uma menina e não veio, quiseram que ela me abortasse, ou pelo menos que alguém de posse me adotasse, ela contra tudo e contra todos, lutou por mim, me querendo mesmo assim e no oitavo mês de gestação então; eu nasci, e não pára por aí... Pensem bem, Nascido em agosto, de oito meses?! Tudo me leva a crer que eu fui fruto de uma festa de final de ano, um acidente de percurso! Eu quis narrar meu início de tudo com um ar trágico, pois carrego comigo as marcas de um preconceito ultrapassado e medíocre. Grande parte da nossa sociedade vê "um filho seu que não foge à luta", pelo simples fato de ele ser órfão de pai vivo, como um mero fadado ao fracasso e à mercê dos sortilégios da escória. E para não te perder como leitor ante a tanta catástrofe e muito menos te deixar comovido pelas armas de um vitimismo, deixo de mencionar aqui parte da minha infância. S

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Filho sem pai, até aonde vai? 6 Pois bem, todas as teorias do universo conspiram contra alguém nessa minha situação, a julgar pelos jargões: "Filho de mãe solteira não presta". "Não vá se misturar com essa gente". "Furtaram, procurem na casa de fulano de tal, filho de mãe solteira, já viu né?!" " Esse aí não vai dar em nada"! ...E por aí muitos mais... Me perguntam sempre se eu não sou ou fui um revoltado, se eu não senti falta da figura paterna, sobre minha sexualidade, pelo fato de minha mãe desejar uma filha, por eu ser pobre, enfim, por que eu não parti para o caminho das drogas, ou do crime? Eu não vou mentir para você que fui ou sou o homem mais feliz da terra, de maneira nenhuma. Senti falta sim de alguém para eu chamar de pai, que me tirasse dúvidas que uma mãe ou várias mães não poderiam. Eu nunca quis ir contra o meu gênero simplesmente por minha mãe sonhar ter uma garotinha. O fato de que em uma época da minha vida eu ter sido o mais pobre, o único que pagava aluguel e por sinal da casa mais humilde e feia da rua, essas condições nunca me fizeram optar por uma busca aos atalhos e às facilidades de uma vida bandida. Uma parte significativa dos meus colegas de classe foram subtraídos desse mundo por escolher trilhar caminhos largos demais, muitos destes, com suas mães e seus pais lutando para dar-lhes uma vida digna e melhor. E eu me incluo aqui com infelicidade, como exceção à regra. Será que eu sou melhor que algum deles? Obviamente não! Somos todos iguais; alguns até tiveram muitas oportunidades a mais do que eu. E qual então seria a grande diferença entre mim e eles? Sabemos que as pessoas são influenciadas pelo meio e quando o habitat não é dos melhores então, as influências são assoladoras. Já recebi diversas propostas, e o fator que determina o meu aceite ou não, é uma simples análise da proposta em si e finalmente, da vida de quem a faz. Se alguém oferece algo que o está destruindo, eu seria tolo se aceitar?

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Filho sem pai, até aonde vai? 7 Você certamente já recebeu algumas propostas indecentes e vai continuar a receber, isso é inevitável. Contudo, a partir de agora comece a analisar esses dois fatores; atitudes assim podem salvar sua vida. É que, aos nove anos de idade eu fiz a minha melhor escolha. Meu cenário era sombrio e o meu filme era suspense, todavia, o meu futuro poderia ser brilhante e estava ao alcance das minhas mãos. Eu começaria ali uma nova etapa, uma nova jornada, uma nova vida. Numa noite comum, eu escolhi viver para Jesus, naquele instante eu o coloquei como centro da minha vida, mesmo muito jovem, um pré adolescente, talvez como disse o apóstolo Pedro: "Para onde irei se só tu tens palavras de vida eterna". Então eu escolhi me entregar a Jesus para que Ele transformasse a minha vida e mudasse a minha história. (João 6:68) Nessa nova fase, tudo mudou, comecei a ter um relacionamento íntimo de pai para filho, de melhores amigos, de confidente, de tirar dúvidas, de conversar, de buscar estar perto, ou seja, eu acabara de conhecer um Deus vivo, um Deus presente, que fala, que ouve, que entende, que aceita, que intercede, que corrige, que instrui, que se importa, que não abandona, que me dá segurança, abrigo, seu colo, seus ombros. Você entendeu como essa minha atitude mudou tudo? Não tenha dúvida, eu me apaixonei por Ele e o que é mais importante, essa paixão a cada dia vem se transformando em amor e o amor...”Tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta”. (1 Coríntios 13:7) Eu não me tornei com isso um super herói, pelo contrário, eu diariamente tenho percebido a minha fragilidade diante desse mundo mau, a fundamental diferença é que apesar de Jesus ser eterno e estar disponível em tempo integral, Ele só se manifesta a nós no momento em que o procuramos, de modo algum Ele interfere em nossas escolhas, mas se o escolhemos, a simples atitude de o aceitar, traz consigo um upgrade.

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Filho sem pai, até aonde vai? 8 É como se tivéssemos uma “Assinatura Livre” a qual nos permitisse um acesso limitado e o “Pacote Premium” é totalmente gratuito todavia, não é entregue sem que o solicite. Somos todos criaturas de Deus, isso nos credencia a “Assinatura Livre”, o sol nasce para todos, temos um vida inteira pela frente, temos um lugar nesse universo para chamar de nosso, etc. Mas apenas no instante em que decidimos reivindicar o “Pacote Premium” recebemos o direito de sermos chamados filhos de Deus. (João 01:12) Eu gostaria de deixar bem claro, que o fato de uma pessoa ser fruto de um “adultério” não a torna inferior, muito menos eternamente amaldiçoada. Você pode até ter sofrido bullying, ter sido vítima de preconceito, porém, você é maior que essas coisas, não permita que o comportamento de determinadas pessoas, te faça menor do que você é ou que poderá ser.

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Filho sem pai, até aonde vai? 9 As expectativas de muitos ao meu respeito eram as piores possíveis, eu contudo, jamais aceitei nenhuma delas, pelo contrário, mostrei a cada um, sem proferir palavra alguma, apenas com o meu novo estilo de vida, que com Jesus Cristo sendo meu mentor, o futuro brilhante verdadeiramente está em minhas mãos. Para a glória de Deus nunca usei minha falta de recursos como argumento, ou para me justificar, pois sei que o papel da justificação está nas mãos de Deus. (Romanos 8:31-39) O maravilhoso disso tudo é que não existem restrições para escolher Jesus, Ele mesmo disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus 11:28-30) Ele não restringe ninguém, apenas chama, sobretudo, ao aceitar o seu chamado se aplica uma nova fala de seu ensinamento: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. (Mateus 16:24) Enfim, para aceitá-lo, basta querer, porém para segui-lo, é preciso renunciar. Por mais que renunciar nos remete diretamente à privações, estas nos trazem mais ganhos do que perdas, agora entretanto, me coloco desta vez, extremamente feliz como exemplo de um filho sem pai que novamente foge à regra pelo simples fato de ter chegado até aqui.

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