Edição 209

 

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Edição número 209 da Revista Jornauto

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EXPEDIENTE - EDITORIAL Depois da vírgula Por Gilberto Gardesani Dados da Anfavea mostram que terminamos o ano de 2015 com uma queda de 22,8% na produção e de 25,2% na de vendas totais de veículos nacionais, isto é, somente os produzidos no Brasil. Foram produzidas 2.429.114 unidades contra 3.146.386 em 2014. Foram comercializadas internamente 2.154.618 unidades contra 2.881.015 em 2014. Números positivos somente na exportação que começa a deslanchar em virtude da desvalorização do real. Exportamos 416.955 veículos contra 334.219 em 2014. Aumento de 24,8%. Aqui a perspectiva é positiva. Juntando pessimistas, otimistas e realistas, é provável que as vendas totais desse ano tenham uma queda de cerca de 5%, alcançando 2.050 milhões entre automóveis e veículos comerciais. No setor de veículos comerciais, a situação é mais dramática ainda. Entre semileves e pesados, foram produzidas 74.062 unidades contra 139.965 em 2014. Queda de 47,1%. As vendas caíram 48%, de 134.998 em 2014 para 70.226 no ano passado. Expectativa também não é boa e tem quem aposte em mais uma redução, para 60 mil caminhões em 2016. Cerca de 5 mil por mês. Também nesse setor existe boa chance de crescimento nas exportações. Em 2015 foram mandados para fora do país 20.869 caminhões contra 17.737 em 2014, aumento de 17,7%. O segmento de transporte de passageiros mostra a mesma situação. Produção de ônibus caiu 34,7%, vendas sofreram queda de 38,9% e, menos mal, exportação teve crescimento de 10,9%. Competitividade As fábricas de veículos já estão quase adaptadas ao novo patamar de mercado que recuou, em alguns casos, mais de 10 anos. O que interessa, de agora em diante, são números positivos depois da vírgula, isto é, a participação de mercado de cada marca, de cada modelo em seus respectivos segmentos e, para isso, é preciso cuidar melhor de cada detalhe. A criatividade nunca foi tão valorizada. E o que se pode notar nesse início de ano, é um aprimoramento das equipes que cuidam da parte comercial e da imagem dos produtos e das empresas. E criar ambiente propício para o mercado poder reconhecer, de forma independente, os predicados de uma marca, de um produto. Isso é conosco, com as publicações independentes que têm tradição e prestígio junto aos empresários do setor. Na área de comunicação tem fabricantes andando na contramão, se desfazendo de equipes já formadas e experientes para contratar prestadores de serviços independentes que, por melhor que possam ser, nunca conseguem obter o mesmo resultado de quem está por dentro do negócio, vivenciando o dia a dia da empresa e vestindo a camisa. Concordo com a contratação de terceirizados apenas para auxiliar nas tarefas, nunca para assumir a responsabilidade de criar, manter e elevar o prestígio de uma marca no mercado. Por exemplo, tem fabricante importante de caminhão que não soube chegar. A assessoria contratada não levou em consideração o prestígio mundial da marca. Levo em conta o verso de uma música que diz: não tem de chegar primeiro, mas tem de saber chegar. E tem empresa de muita tradição que está sofrendo importantes perdas do mercado por ter contratado pessoas erradas. Outro fato que quero destacar como deplorável é ignorar pedidos para evitar dizer “não”. É muita falta de respeito, de profissionalismo e mesmo de educação. O mercado ainda precisa crescer nesse sentido. Edição: Gilberto Gardesani editoria@jornauto.com.br Membro da Assessor: Giulio Gardesani Tuvacek giulio.gardesani@jornauto.com.br Distribuição/Assinaturas: assinatura@jornauto.com.br Colaboradores: Adriana Lampert (RS) Alexandre Akashi (SP) Eliana Teixeira (ES) Fernando Calmon (SP) Guilherme Ragepo (BA) Luís Perez (SP) Mauro Geres (SC) Paulo Rodrigues (RS) Ricardo Conte (SP) Cultura automotiva Edição 209 - Março 2016 Diretoria: Gilne Gardesani Fernandez Gisleine Gardesani Tuvacek Administração: Neusa Colognesi Gardesani Cadastro: cadastro@jornauto.com.br Produção Gráfica: Daniel Moscardo Impressão: DuoGraf Uma publicação da Rua Oriente, 753 - São Caetano do Sul - SP Cep. 09551-010 | PABX: (5511) 4227-1016 contato@jornauto.com.br | www.jornauto.com.br Circulação Nacional: Distribuição dirigida aos diretores e principais executivos que decidem pelas marcas de veículos e peças utilizadas em suas empresas, nos segmentos de frotistas urbanos e rodoviários de cargas e passageiros, rede oficial e independente de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas e distribuidores de autopeças, fabricantes de veículos, concessionários, autopeças, equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos e associações de classes que representam todos os segmentos do setor automotivo brasileiro. 4 Revista Jornauto

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CARGA Na rota do crescimento Gilberto Gardesani | Caxias do Sul – RS Ford Caminhões tem bons números para mostrar e caminha para consolidar seus produtos entre os mais tradicionais e desejados pelo mercado. C omo todos no setor, a Ford está nadando em águas turbulentas, mas foi bafejada pelo que se pode classificar como sorte ou visão estratégica de mercado ao relançar a linha F modernizada em meados de 2014. Com os modelos F-4000 e F-350, domina os segmentos de leves onde tem 31% e o de semileves com 42%. E mais, no geral, sua participação no mercado de veículos comerciais cresceu de 14,3% em 2014 para 18,9% em 2015. O fabricante tem se dedicado, não só com novos projetos de modernização e diversificação de seus produtos, mas também com o aprimoramento do atendimento aos usuários. Com uma rede de 120 casas cobrindo todo o território nacional, mostra índices de Satisfação de 91,9% em Vendas e 88,4% em Serviços. Números e fatos A Ford tem uma longa história no setor. Iniciou suas atividades no Brasil em 1919 e em 1957 lançou seu primeiro caminhão, o famoso F-600. Muitos frotistas começaram a vida, ou melhor, uma verdadeira aventura, por um território ainda inóspito, com esse produto. Foi a primeira do setor a ter a própria pista de testes. Em 1960 já tinha fabricado 100 mil caminhões e atingiu um milhão em 1990. A partir do ano 2000 transferiu sua fábrica do Ipiranga para São Bernardo do Campo. O primeiro gráfico ao lado mostra a participação de cada segmento no mercado total de caminhões e o segundo os índices obtidos pela Ford nas vendas feitas no Brasil em 2015. A marca aumentou sua participação em vários segmentos, o que poderá resultar, a longo prazo, em ganhos ainda maiores quando o mercado voltar à normalidade. 6 Revista Jornauto

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Segundo Amaury Rossi, Diretor de negócios para o Grupo Veículos da EATON, a parceria com a Ford resultou no desenvolvimento de uma robusta transmissão automatizada modelo EA 11109LA visando as necessidades e condições do mercado brasileiro. Busca pelo melhor Temos dois tipos de usuários de caminhões: o autônomo que representa 45% da frota rodante e o restante, 55% nas mãos de frotistas organizados, geralmente atendendo o mercado pelo formato de logística, isto é, retirando da linha de produção, armazenando e distribuindo aos consumidores. Oferecem todo tipo de garantia no serviço efetuado. O que se nota, nos últimos tempos, principalmente por esses empresários que têm maior afinidade pelas novas tecnologias, é a busca pelas novidades onde prevalecem, basicamente, o desempenho, economia, durabilidade, disponibilidade e conforto. Este último é fundamental para obter os melhores profissionais do volante. Dois exemplos: os produtos que operam no ambiente urbano são todos equipados com ar condicionado, que era opcional não faz muito tempo. O mesmo ocorreu com o índice de caminhões extrapesados equipados com transmissões automatizadas, hoje já é praticamente de 100%. Com o lançamento dos novos caminhões pesados Torqshift e outros que ainda serão lançados, a linha Ford 2017 cresce de 26 para 34 modelos. “Os novos modelos Cargo 2017 representam uma grande inovação de engenharia com a transmissão automatizada mais avançada do segmento”, afirma João Pimentel, diretor de Operações de Caminhões da Ford. “É um lançamento importante que virá acompanhado de outros modelos para a Ford continuar crescendo no mercado com soluções focadas na João Pimentel rentabilidade do frotista. ”As transmissões automatizadas são uma alternativa às transmissões puramente automáticas. Muito mais baratas, graças à eletrônica introduzida nos motores dos caminhões, foram sendo aperfeiçoadas a ponto de se transformar em um produto altamente confiável. Sendo confortáveis e seguras, mantém o motorista sempre com ambas as mãos no volante. Mais econômicas. O motor trabalha o tempo todo em regime de rotação ideal. Menor custo de manutenção. Segundo o fabricante, a embreagem dura quatro vezes mais e o conjunto do trem de força sofre menos impactos. No caso da Ford, o disco de 395 mm também da Eaton tem revestimento sinterizado de cerâmica. Ford Cargo Torqshift A Ford já oferece seus dois modelos extrapesados F-2042 e F-2842 equipados com um conjunto europeu: motor FPT italiano com transmissão automatizada ZF alemã de 12 marchas. Agora lança sua linha de pesados, composta pelos seguintes modelos e versões: 1723, 1723 Koletor, 1729R, 1729T, 1933T e 2429 6x2, todos equipados com um conjunto motriz tipicamente americano: motor Cummins e transmissão Eaton. Revista Jornauto 7

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MERCADO Inédita no Brasil Essa transmissão da Eaton, modelo EA-11109-LA de 10 ou 16 velocidades, está sendo utilizada pela primeira vez no Brasil. Está acoplada a um motor da marca Cummins modelo ISB de 6,7 litros, 290cv@2300rpm de potência e 951Nm@1200/2100rpm de torque. A parceria das engenharias da Ford, Cummins com a da Eaton desenvolAntonio Baltar veu três versões diferentes, uma para cada tipo de aplicação. O custo desse equipamento é de aproximadamente R$ 10 mil reais. Os seis modelos Cargo Torqshift atendem a diversos tipos de operação e são equipados com três diferentes versões de transmissão. “Por fazer as trocas de marcha sempre no regime ideal de rotação, o Cargo Torqshift nivela o desempenho dos motoristas. Assim, aumenta a economia de combustível e a vida útil da embreagem, reduzindo os custos de manutenção. Ao mesmo tempo, diminui a fadiga do motorista no trânsito urbano e em viagens longas”, diz Antonio Baltar, gerente geral de Marketing e Vendas da Ford Caminhões. “Hoje, esse tipo de transmissão representa cerca de 20% do mercado e a expectativa é crescer para 50% em 2017, chegando a 70% nos próximos cinco anos”, completa Baltar. “Em alguns segmentos, como os extrapesados, deve chegar a 100%.” Visibilidade total com leitura rápida. Assinala também a marcha que está sendo utilizada. Um atualizador elétrico substitui a embreagem. A conhecida função “D” seleciona a marcha adequada com trocas imperceptíveis. A “M” torna a operação manual com um botão na alavanca. A interessante função “L” é exclusiva da Ford e permite a redução gradativa das marchas conforme velocidade e rotação do motor e segura o veículo por até 3 segundos em aclives. E tem também o sistema Kickdown permitindo ao motorista controlar a troca de marchas pisando até 90% do curso do acelerador, a 1.800rpm e com pedal no fundo a 2.300rpm, entrando assim no Modo Economia. A versão EA-111109LA de 10 marchas equipam os modelos 1723, 1729 e 2419. A versão EA-11109LB para operações severas, também de 10 marchas, é aplicada no modelo 1723 Kolector. E a versão F-11E316D com 16 marchas equipa o Cargo 1933 com suspensão a ar. Esta utiliza embreagem de dois discos. Recursos oferecidos Essa transmissão da Eaton, inédita no mercado nacional, oferece diversos recursos ao operador, importantes para poder obter o máximo de economia não só em combustível, mas também no sistema de freios, tempo de viagem, resultando em mais conforto e consequente segurança. E mais, muito simples de serem operados. Vale também destacar o painel de instrumentos. “Integrar os equipamentos para buscar maior eficiência energética é uma tendência global, a exemplo da parceria Cummins e Eaton já existente em outros mercados”, diz Eidy Arima, engenheiro sênior de aplicações da Cummins Latin America. 8 Revista Jornauto

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PICAPES Fiat Toro, rumo ao topo Gilberto Gardesani | Campinas - SP A Fiat lançou a Toro, uma picape inédita no mundo, totalmente desenvolvida no Brasil, com tecnologia de última geração C om ela, começa e se consolidar um novo conceito nesse segmento, o de desenvolver produtos com o conforto do habitáculo de um SUV equipado com caçamba aberta para transportar carga. A nova denominação é Sport Utility Pick-up (SUP). Nesse aspecto, sem dúvida nenhuma, o Duster Oroche da Renault foi o pioneiro. É uma maneira de tirar a brutalidade de um produto que até algum tempo atrás estava mais para caminhão. Tinha como objetivo principal transportar carga. É bom mencionar que a Fiat foi a pioneira no segmento dos sub compactos ao lançar, em 1978, uma versão derivada do então Fiat 147. A Strada, versão atual é, há 15 anos, a líder disparada nesse segmento, agora disputado por somente três marcas. Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto da FCA e de Brand Fiat, conta que, para criar um carro que combina o melhor de uma picape, de um SUV e de um automóvel, a empresa ouviu os clientes. “Nos pediram um carro robusto, com bom espaço interno, capacidade de carga e versátil, sem perder a facilidade de dirigir, o conforto e a segurança. O resultado foi uma picape que permite infinitas possibilidades de uso e pode ser usada por clientes dos mais diferentes perfis.” Perfil do mercado Hoje, temos no Brasil um segmento de picapes com três distintas capacidades de carga, o que define a categoria de cada produto: sub compactos para500 kg, intermediária para 650 kg e média para 1.000kg. Nos gráficos, o leitor poderá verificar quais são e qual o comportamento de cada modelo no mercado. Com o passar do tempo, os faCarlos Eugênio Dutra bricantes de picapes foram percebendo que os usuários eram compostos por uma mescla muito diversificada de pessoas. Alguns precisavam de um produto para transporte de carga, outros para eventualmente transportar carga e outros para lazer, mas todos buscavam mais espaço e conforto para os passageiros e, assim, poder usar o veículo no trabalho, em viagens e atividades sociais também. Dai surgirem versões com cabina estendida para abrigar bagagens, com três portas e finalmente cabina dupla com quatro portas. Claro, sempre com prejuízo para o espaço destinado à carga. Para poder transportar motos, por exemplo, criaram extensões que são vendidas como assessório. E nesse quesito a Toro também inovou. Sua caçamba tem capacidade para 820 litros de carga e mais 405 litros com a extensão. 10 Revista Jornauto

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Toro posicionada Produto inédito no mercado mundial que a Fiat pretende explorar aliando as vantagens de um produto desenvolvido com tecnologia de última geração com o atual câmbio favorável. Será produzido na fábrica da Chrysler em Goiana, Pernambuco. “Aqui, no Brasil e na América Latina, temos os nossos desafios, especialmente pelo tamanho, importância e condição estratégica do nosso país. E ainda temos a grande importância da marca Fiat no Brasil e o ressurgimento da marca Jeep. Apesar das dificuldades transitórias, o Brasil e a América Latina são players muito relevantes na economia mundial. E são mercados essenciais para a estratégia global da FCA”, diz Stefan Ketter, presidente da Stefan Ketter FCA para América Latina. Não é um produto derivado do Jeep Renegade. Utiliza a plata- forma global Small-Wide, flexível que permite mudanças. Apenas algumas partes são comuns e, mesmo usando o trem de força do Renegade, ele teve de ser totalmente recalibrado, assim como a suspensão e freios, para atender as necessidades de um produto com capacidade de carga de 650 kg para a versão flex e uma tonelada para a versão diesel. A plataforma e a carroçaria, esta com estrutura monobloco, utiliza 85% de aços de alta resistência, com reforços específicos para cada área considerada vital para a segurança dos ocupantes. É, portanto, uma picape que se enquadra nos dois segmentos: intermediário e no das médias. Versões disponíveis A Toro está sendo oferecida em quatro diferentes versões. Toro Freedom de entrada, equipada com motor flex 1.8, tração dianteira e já vem equipada com câmbio automático de 6 marchas. Com tecnologia que permite variar o fluxo de ar dentro do coletor de admissão. Está equipada de série com piloto automático com controlador de velocidade, computador de bordo e quadro de instrumentos personalizável de 3,5 polegadas em TFT, ESC (controle eletrônico de estabilidade), Hill Holder (auxiliar de partida em subidas) e rádio Connect com comando no volante, este com regulagem de altura e profundidade. Uma série especial de lançamento, também com motor flex e câmbio automático de 6 marchas, é a Toro Opening Edition 1.8. Revista Jornauto 11

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PICAPES Vem com mais equipamentos e um visual exclusivo, incluindo rodas de liga leve de 16”, faróis de neblina, retrovisores elétricos rebatíveis com tilt down e luz de conforto, capota marítima, ar-condicionado dual zone, câmera de ré, volante em couro com borboletas (paddle shifters) para troca manual das marchas e central multimídia Uconnect Touch NAV 5”. Estas duas versões do Toro Freedom trazem sempre câmbio manual de 6 marchas e podem ter tração 4x2 ou 4x4. O câmbio automático de última geração tem 9 marchas e com tração nas quatro rodas. Toro Freedom 2.0 Diesel. Estas duas versões do Toro Freedom trazem sempre câmbio manual de 6 marchas e podem ter tração 4x2 ou 4x4. Trazem todos os equipamentos da Freedom 1.8 Flex, mais alguns itens exclusivos. A versão com tração 4x2 vem com Skid Plate integrado ao para-choque dianteiro, rodas de aço de 16” Super Spoke e protetor de cárter. Recebeu também o Hill Descent Control (controle automático em descidas íngremes no fora de estrada), retrovisores externos elétricos com memória (tilt down / rebatimento / luz de conforto) brake light, alarme e iluminação de caçamba. Para aquele público mais exigente, a Fiat desenvolveu a versão Volcano 2.0 turbodiesel, topo da gama. Completa e muito sofisticada. Possui todos os equipamentos das versões anteriores e mais: ar-condicionado dual zone, rodas de liga leve de 17”, câmera de ré, central multimídia Uconnect Touch NAV de 5”, quadro de instrumentos com display em TFT de 7” colorido, faróis de neblina cornering (que acompanham as curvas), faróis principais com DRL (LEDs de segurança diurnos) e muitas outras tecnologias. 12 Revista Jornauto

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PEÇAS&SERVIÇOS Motorcraft elege melhor mecânico independente do Brasil Alexandre Akashi | São Paulo - SP Vencedor do concurso é de Vacaria, Rio Grande do Sul; competição faz parte da estratégia da marca para incrementar vendas no aftermarket automotivo A Motorcraft, marca alternativa de autopeças ligada à Ford, realizou pelo segundo ano consecutivo o GP Motorcraft, com objetivo de encontrar o melhor reparador independente de veículos da marca. O vencedor de 2015 foi o mecânico Cláudio de Oliveira Carvalho, da cidade de Vacaria, RS, que levou como prêmio um New Fiesta Hatch 0Km. Carvalho foi um dos 9 mil inscritos na competição, que contou com prova escrita, pela internet, e avaliação prática, realizada no Senai Ipiranga, entre os 10 melhores colocados na fase escrita. Para superar os concorrentes, o reparador gaúcho precisava encontrar os defeitos em um Fiesta Rocam antes de todos. Ele completou a prova em pouco mais de uma hora e meia. O desafio era fazer o carro ligar, mas para tanto precisava encontrar e comprovar por meio de instrumentos as avarias no veículo. Assim como na vida real, os participantes não sabem quais são os defeitos nem a quantidade. Claudio ao lado de Rodolfo Possuel Desafio é grande Porém, não devem substituir nenhuma peça. Segundo o vencedor de 2014, Ricardo Cramer, proprietário da oficina Aires & Filhos, os participantes devem apenas indicar e explicar o defeito para um jurado. “E é nesse ponto que o trabalho fica complicado, pois pode haver mais de um componente ruim”, comentou. As avarias no Fiesta Rocam de Carvalho eram três: na alimentação da bomba de combustível (necessário a troca do relê), em um cabo de vela (necessário a troca do cabo), e em uma das velas (necessário a troca da vela). Pode parecer simples, mas na hora da competição, nada parece fácil. Estratégia A competição é uma nova estratégia da Ford para abocanhar um mercado bilionário, o de venda de peças de reposição. Em ano que o mercado de veículos 0Km retraiu 25%, trabalhar bem o aftermarket pode ser uma solução à crise. E parece que tem surtido efeito. Segundo o gerente de Serviços e Pós-vendas da Ford, Rodolfo Possuel, de 2014 para 2015 as vendas de peças Motorcraft cresceram 40%. “Neste mesmo período, a média de crescimento de autopeças genuínas Ford foi de apenas 4%”, comentou o executivo. Aqui é preciso explicar que peça Motorcraft não é genuína Ford, mas, sim, uma marca paralela, com preço mais competitivo. “Porém possuem qualidade idêntica às aplicadas na linha de montagem”, afirma Possuel. São destinadas aos modelos que já não fazem mais revisões em garantia, seja dentro do concessionário ou em oficinas independentes. Diesel Por enquanto, o concurso GP Motorcraft está disponível apenas para reparadores da linha de veículos de passeio. Possuel afirmou que existem planos para realizar uma versão diesel da competição, porém ainda não há nada oficial. Isso porque, primeiramente, é preciso desenvolver mais itens da linha diesel, uma vez que atualmente a Motorcraft possui apenas 20 itens para linha de leves e pesados com motorização diesel. “O time da Ford está trabalhando para aumentar esse número em 2016”, disse o gerente da montadora, ao comentar que a linha de filtro de ar é a mais vendida, com os itens de embreagem ficando em segundo lugar. Revista Jornauto Vencedor Cláudio de Oliveira Carvalho 13

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MERCADO O desafio continua Ricardo Conte | São Paulo (SP) Semileves Leves Médios Ford F-350 VW Delivery 8.160 Ford Cargo 1119 Unidades emplacadas por segmento OS CAMPEÕES DE 2015 1.549 3.914 1.897 O governo de Dilma Rousseff conseguiu a proeza de fazer a indústria4.194 de Semipesados VW Constellation 24.280 6x2 caminhões se retrair a níveis de 10 anos atrás. 2015 foi um Pesados Volvo FH 460 6X2 desastre. 1.651 2016 é uma incógnita. Fontes: Fenabrave e fabricantes N em passava pela cabeça dos executivos do setor quedas nas vendas mês a mês. Como consequência, o mercado encolheu pela metade (-48%) ao encerrar o ano passado com 71,7 mil unidades licenciadas. A produção acompanhou na mesma proporção. Resultado do franco declínio das atividades econômicas. E nada indica uma estabilidade, muito menos uma retomada. Quase toda a indústria em geral trabalha hoje com praticamente metade da sua capacidade instalada dentro do menor nível já registrado há mais de duas décadas e meia. O que vale dizer que haverá menos mercadoria para ser transportada e, portanto, menor procura por caminhão novo. MERCADO DE CAMINHÕES Variação por segmento Semileves Leves Médios Semipesados Pesados Total 3.713 19.371 6.968 22.940 18.663 71.655 -6,5% -32,6% -40,4% -49,3% -60,6% -47,7% Começo ruim O setor de caminhões sente na pele que o ano começou ruim. Comparando o início de janeiro deste ano com igual período de 2015, os primeiro dias de 2016 foram de amargar, ou seja, no nível mais baixo da indústria. “O mercado do ano passado estava difícil, mas menos pior do que está hoje”, afirma Ricardo Alouche, vice-presidente de Marketing e Vendas da MAN. Baseado nessa premissa, para o VP, existem duas possibilidades: Ricardo Alouche ou o mercado ficará do jeito que está ou será menor do que 2015. Mas tem esperanças que até a virada do segundo semestre possa haver algum tipo de recuperação. “Na nossa visão, vai começar ruim e, talvez, melhorar depois, ao contrário do que aconteceu no ano passado, chegando a um placar zero a zero”, torce. Pela primeira vez, seu otimismo está mais conservador devido às inúmeras variáveis apontadas pelo mercado. Janeiro começou estagnado. O PSI do Finame, principal programa alavancador de crédito, acabou em dezembro. O Finame tradicional sofreu novas mudanças que desanima o empresariado, principalmente pela sua complexidade de sistemas e taxas que inviabilizam qualquer operação financeira nos bancos privados. Por exemplo, para as grandes empresas, o apoio do BNDES continua em 70% do valor do bem, mas a TJLP na composição do custo pulou de 50% para 70%. Os 30% restantes financiados com taxas de mercado. Fonte: Anfavea – inclui importados novos e não membros Exportar é uma saída A Anfavea, que representa o setor, incentiva DESEMPENHO dando expec- DOS FABRICANTES Por Renavam/Participação de mercado tativas de que a produção re27,27% MAN/VWC 19.543 gistre estabilidade este ano, com ligeiro aumento de 0,5%. 26,74% 19.161 Mercedes-Benz Na visão do presidente Luiz 18,03% 12.923 Ford Moan Yabiku Junior, 11,65% 8.349 Volvo compensada pelas exportações. “Acreditamos que exportar 7,29% 5.224 Scania é um caminho já ocasionado 6,27% 4.492 Iveco pelo esforço das montadoras 1,25% 893 Hyundai/CAOA em expandir negócios externos em um momento cambial oporLuiz 0,62% 443 Moan Yabiku Junior DAF tuno”, disse. 0,37% 265 Agrale Tanto que lembra que 2015 0,12% 83 na comparação Foton uma alta de 17,7% nas exportações registrou anual. Foram mil unidades, contra 17,7 mil em 0,11% 802014. Consequentemente, FCA 20,9 (RAM) a entidade prevê uma redução da participação dos importados. Fez as 0,11% 80 Sinotruk contas e disse que haverá maior número de dias úteis o que o leva a 0,09% International crer aumento da produção, porém retração 67 no licenciamento. “Incluindo todos os autoveículos, o emplacamento deve mas a 0,03% 21cair 7,5% em 2016, Spartan exportação terá novo crescimento de 8,1%”, projeta. JMC 15 0,02% 0,01% 0,01% Engesa JBC 5 Em linha com a Anfavea 4 A Ford, quando analisa o cenário econômico e as previsões de economis0,01% 4 Renault tas, chega à conclusão de que o PIB, principal propulsor nas vendas de 0,00%do 3 caminhões, continuará negativo, o que ocasionará pequena retração Kenworth mercado este ano. 0,00% 2 Shacman GM Total 1 71.658 Fontes: Anfavea/Fenabrave 0,00% 14 Revista Jornauto

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“Achávamos que 2015 alcançaria as cem mil unidades, mas a cada mês a gente via o cenário se deteriorando. Agora começamos um ano ainda mais desafiador, porque as empresas estão mais bem preparadas. Não só as montadoras, mas os fornecedores, implementadores e, principalmente, os clientes que fomentam nossa indústria”, disse Flávio Costa, gerente de Marketing. O executivo acredita que os Flávio Costa transportadores também começam suas atividades com seus custos mais estruturados e, claro, mais cauteloso em investir em caminhão novo. Espera que, ao longo do ano, o mercado acene uma melhora, diferentemente de 2015 com quedas sequenciais. “Acho que o primeiro semestre vai ser muito parecido com o último trimestre do ano passado”, aposta. ação do mercado ser boa ou ruim, tivemos desempenho consistente e mantivemos a liderança”, completa. Com isso, no geral, somados suas duas faixas de atuação, a Volvo fechou o ano com 8.349 unidades comercializadas e participação global de 11,6%. Só não foi pior porque, segundo o presidente interino do grupo, Carlos Morassutti, a Volvo “acertou” ao apostar no mercado brasileiro. “É a primeira vez que não levamos lucro ao Grupo no mundo”, lembra. Nos últimos anos, a montadora investiu cerca de US$ 800 milhões na planta de Curitiba. A situação atual da economia brasileira, para o CEO, não muda o planejamento a longo prazo da montadora. Correndo atrás do pequeno A Scania enfrentou um dos anos mais difíceis da sua história. Conseguiu se equilibrar nos semipesados, mas perdeu pontos importantes nos pesados que afetaram sua participação global. Como resultado, desabou acima do mercado global (-63,1%). Argumenta que, além do segmento ter sido muito penalizado, o setor de rodoviários, onde a marca é forte, se retraiu. “Automaticamente sofremos pouco mais”, disse Victor Carvalho, diretor de Vendas de Caminhões. O equilíbrio obtido nas vendas de Vitor Carvalho semipesados foi resultado de um trabalho de aproximação da rede de concessionárias às empresas de pequeno e médio porte, que continuará em 2016, com propostas estruturadas que envolvam produto, serviços, solução financeira e seguro. “10% dos nossos volumes foram vendidos para clientes que não compravam há mais de cinco anos”, informa. O executivo diz estar satisfeito com o trabalho realizado no varejo, que tem como meta aumentar carteira de clientes por região. Por exemplo, tinham 50% de mercado em uma e apenas 10% em outras. “Trabalhamos cada pedacinho do Brasil como um negócio para identificar potenciais compradores com ofertas atrativas”, afirma. Além do mais, diz que os concorrentes tinham um grande estoque de caminhões produzidos em 2014. “Nós não tínhamos estoque. Trabalhamos dentro de uma programação. Como o mercado é sensível, e diante dos volumes menores, trabalharam 2015 com esse estoque e saíram na nossa frente no primeiro semestre”, argumenta. Como resultado, seu principal produto perdeu a liderança dos extrapesados, o R440 6X4 que representou 40% do total das suas vendas. “Os grandes frotistas não compraram. Sabemos que não vão comprar tão já. Então é a hora de intensificarmos nossa aproximação junto ao pequeno”, conclui. Para 2016, a posição na Scania é um pouco diferente. “A gente enxerga um ano com um pouco mais de equilíbrio de força. Como disse, todo mundo trabalhou com boa parte do estoque de 2014 em 2015. Este ano iniciamos mais competitivo numa briga mais igual”, conclui. Fundo do poço por vir Apesar da direção da Volvo demonstrar otimismo diante do resultado negativo da indústria automotiva em 2015, por consequência da crise econômica do País, a montadora sueca acredita que o fundo do poço para caminhões pesados está preste a acontecer ainda este ano. “Deve retrair 15%, incluído os semipesados”, disse o diretor de Caminhões Bernardo Fedalto. Segundo ele, a empresa vendeu no ano passado 6.722 pesados contra 18.832 em 2014. Mesmo assim, continuou na liderança nesse segmento com participação 29,6%, um terço dos veículos comercializados no ano. Já sua linha de semipesados VM também teve resultado satisfatório, apesar de produzir um volume menor que o negociado em 2014. Neste segmento, conquistou 12,3% de participação no ano passado, resultado parecido ao obtido no ano anterior. “Independente da situ- Bernardo Fedalto Carlos Morassutti Revista Jornauto 15

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