DISCIPULANDO 4º CICLO

 

Embed or link this publication

Description

DISCIPULANDO 4º CICLO

Popular Pages


p. 1

iss n a3sfl-aisa

[close]

p. 2

Arm inio e seus escritos As d o u trin as b íb lic a s e te o ló g ica s, co m o p a s s a r do tem p o , fo ra m d esen v o lv id as e ap erfeiço ad as, de tal form a que a teologia que tem os hoje é fruto de um longo processo de p esquisa bíblica, m ed itação e d ebates na b u sca do que o h o m em en ten d e se r aquilo que D eus re a lm en te falou em sua Palavra. U m a das m ais im p o rtan tes d ou trin as te o ­ lógicas é a da Salvação. Ela aborda a form a com o som os salvos, por que som os salvos e o m eca n ism o d essa salvação. De acordo com a Palavra de Deus, a salv ação é o fere­ cida a todos, m a s a su a c o n c re tiz a ç ã o vai depender do livre-arbítrio hu m ano, ou seja, o h o m em p recisa decidir en tre re je ita r sua vida de pecados e aceitar a Jesus Cristo com o seu Salvador e Senhor, ou re je ita r a Cristo e su jeitar-se à perdição etern a. Ja có A rm ínio trouxe luz aos debates da salvação pela fé e, por m eio do estudo aprofundado da Palavra de D eus, nos e n sin a qu e a p re sc iê n c ia de Deus não determ ina antecipadam ente quem vai ou não para o céu, pois Cristo m orreu por todos in d istin tam en te, m as apenas aqu eles que crerem serão salvos; e a graça de Deus, no to c a n te à sa lv a çã o , pode se r re sistid a pelo pecador. Obra: ARMÍNIO, Jacó. As Obras de Armínio. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

[close]

p. 3

Discipulando^P Sumário Tema: P o rta n d o um a N ova Id e n tid a d e Comentarista: Silas D a n iel ► Lição ► Lição 1 - UM NOVO CARÁTER: A LEI DO REINO DE DEUS .......................................... 3 2 - VOCÊ É SAL E L U Z ................................................................................................ 70 34 5 CRISTO, O DISCÍPULO EA LEI.................................................................................. 77 DESVIANDO-SE DA CÓLERA E DO HOMICÍDIO ............................................. 24 A FIDELIDADE NO CASAMENTO ...................................................................... 31 A HONESTIDADE COM AS PALAVRAS ...............................................................3 8 SOBREA VINGANÇA E O AMOR .............................................................. .............. 45 ► Lição ► Lição ► Lição ►Lição 6 ►Lição 7- ► Lição 8 - SEM HIPOCRISIA, MAS COM VERDADE.......................................................... 52 ►Lição 9 - ORAÇÃO NÃO MECÂNICA, MAS CONSCIENTE ........................................ 59 ► Lição 10 - A AMBIÇÃO DO DISCÍPULO: NÃO A “SEGURANÇA” DOS BENS MATERIAIS..............................................66 ►Lição 11 - NÃO JULGUE O PRÓXIMO, PARA QUE NÃO SEJAS JULGADO .................... 73 ► Lição 12- A BONDADE DE DEUS E OS FALSOS PROFETAS .............,.................... 80 ►Lição 13- JESUS É A NOSSA IDENTIDADE........................................................................ 87 1 | Discipularido Professor 4

[close]

p. 4

Díscipulando Professor CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS Av. Brasil, 34.401 - Bangu Rio de Janeiro - RJ - cep: 21852/002 TeL (21) 2406-7373 / Fax: (21) 2406-7326 Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil José Wellington Bezerra da Costa EDITORIAL Prezado professor, Chegamos ao fim do nosso “curso” que fornece as primeiras informações ne­ cessárias ao viver cristão. Esse quarto e último ciclo de estudos fala da nova identidade do convertido ao Evangelho. No ciclo passado, estuda­ mos as aplicações práticas das grandes verdades da Bíblia. Neste, estudaremos acerca da aplicabilidade dos valores do Sermão do Monte. Toda a ética e a moral do Reino de Deus estão explicitadas nes­ se Sermão. O ensino do Sermão do Mon­ te é bálsamo para a nossa vida em Cristo. Que o Senhor o ajude no ensino des­ se último ciclo de estudos. Permita Deus, que nessa última etapa de aprendizado, você e os alunos possam regozijar-se por terem conhecido um pouco mais de como servir ao Mestre. Os Editores. Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Costa Júnior Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho Consultoria Doutrinária e Teológica Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção e Arte & Design Jarb as Ramires Silva Gerente Comercial Cícero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Chefe de A rte S Design W agner de Almeida Chefe do Setor de Educação Cristã César Moisés Carvalho Editor Marcelo Oliveira de Oliveira Projeto Gráfico - capa e miolo Jonas Lemos Diagramação Nathany Silvares 2 | Discipulando Professor 4 |

[close]

p. 5

Um a Lei do TEXTO BÍBLICO BASE Mateus 5.1-12 Novo Caráter: Reino de Deus disserem todo o mal contra vós, por minha causa. 12 - Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim per­ seguiram os profetas que foram antes de vós. 1 - Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; 2 - e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo: 3 - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; 4 - bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; 5 - bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; 6 - bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; 7 - bem-aventurados os misericordiosos, por­ que eles alcançarão misericórdia; 8 - bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; 9 - bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; 10 - bem-aventurados os que sofrem perse­ guição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; 11 - bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, MEDITAÇÃO Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. (Rm 14.17) REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA ► SEGUNDA - Romanos 14.17-19 ► TERÇA-Salmos 51.17 ► QUARTA - Apocalipse 21.4 ► QUINTA-Hebreus 12.14 -t SEXTA - Mateus 6.33 ► SÁBADO - Míqueias 6.8 | Discipulando Professor 4 |

[close]

p. 6

ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR INTERAGINDO COM O ALUNO O Sermão da Montanha é um dos textos mais importantes da Bíblia para o cristão, por­ que nele Jesus apresenta aos seus discípulos o alto padrão pelo qual eles devem se condu­ zir na vida. Esse padrão se choca frontalmente com o estilo de vida pregado pelo mundo. Por isso, a lição deste trimestre se constitui numa excelente oportunidade para incutir na mente e no coração dos seus alunos o estilo de vida do discípulo do Senhor no mundo. Na lição de hoje, enfoque as qualidades que o cristão deve manifestar em seu caráter, e que são apresentadas por Jesus nas oito beatitudes que abrem o seu célebre sermão. Aproveite para ressaltar como elas se diferen­ ciam dos valores apreciados pelo mundo. Em contraste com a autossuficiência, Jesus ensina a humildade de coração; em contraste com a indiferença, Jesus ensina a importância da sensibilidade espiritual; em contraste com o orgulho e a arrogância, Ele ensina a mansidão; em contraste com uma vida acomodada, Ele nos ensina a termos fome e sede pelas coisas espirituais; em con­ traste com o egoísmo, a misericórdia; em con­ traste com a malícia, a pureza de coração; em contraste com uma conduta situacionista, a fidelidade ao que é certo mesmo no momento de dificuldade. Destaque essas diferenças e inspire seus alunos a viverem o padrão do Reino de Deus em suas vidas. OBJETIVOS Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos: ►Conscientizar seus alunos sobre o que é a verdadeira felicidade segundo a Bíblia; ►Diferençar o padrão moral do Reino de Deus do estilo de vida do mundo; t Inspirar seus alunos a viverem o padrão estabelecido por Jesus no Sermão do Monte. PROPOSTA PEDAGÓGICA Para introduzir a lição, proponha a se­ guinte reflexão aos seus alunos: “Afinal de contas, o que é felicidade? Ela está relacio­ nada a coisas ou a um modo de vida?” . Em seguida, explique-lhes que Jesus se importa­ va com esse tema porque, depois de esco­ lher os seus primeiros discípulos, Ele pregou o Sermão da Montanha, cujo objetivo era o de ensiná-los a viver e se conduzir. Conscientize os seus alunos sobre a importância de, como filhos de Deus, desen­ volvermos em nossas vidas as qualidades apresentadas por Jesus nas oito beatitudes expostas no Sermão do Monte. 4 | Discipulando Professor 4 |

[close]

p. 7

COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO No primeiro ciclo do nosso curso, estudamos sobre o Reino de Deus e a pessoa de Jesus Cristo. Neste trimestre, o último, desta série de quatro ciclos de estudos, estudaremos o caráter dos filhos deste Reino, ou seja, os valores que devem orientar e caracterizar a vida de todos aqueles que um dia entregaram as suas vidas a Jesus, tomando-se filhos, membros e embaixadores do Reino de Deus. Como membros deste Rei­ no, temos a responsabilidade de viver de forma condizente com ele, e essa nova forma de viver encontra-se resumida no chamado Sermão da Montanha, proferido por Jesus no início do seu ministério terreno. Esse célebre sermão de Jesus encontra-se, em sua totalidade, nos capítulos 5 a 7 do Evangelho de Mateus, cujos textos servirão de base para o nosso estudo neste ciclo. 1. O SERMÃO DA MONTANHA E O CARÁTER DOS FILHOS DO REINO ► 1.1.0 Sermão da Montanha. O “Sermão da Montanha” ou “Sermão do Monte” é a mais célebre mensagem de Jesus registrada na Bíblia. Ele recebeu esse nome porque Jesus o proferiu quando estava assentado sobre um monte, rodeado por seus discípulos e tendo uma multidão na planície a ouvi-lo (Mt 5.1,2; Lc 6.17-20). Originalmente, Jesus proferiu esse ensino para os seus discípulos. Mas a multidão na planície, ao pé daquela elevação, também acabou desfrutando do seu ensinamento nesse dia (Mt 7.28). Quando proferiu esse sermão, o Mestre havia escolhido, não fazia muito tempo, os seus primeiros discípulos (Mt 4.12-25) e os doze apóstolos (Lc 6.12-16), e desejava agora, por meio desse sermão, ensiná-los sobre o verdadeiro discipulado, sobre como seus dis­ cípulos deveriam viver e se conduzir. O Sermão da Montanha apresenta, portanto, o padrão de vida e de comportamento estabelecido por Deus para os seus filhos. ► 1.2.0 caráter dos filhos do Reino. Jesus abre o Sermão da Montanha falando aos seus discípulos sobre um assunto muito importante: a relação entre o caráter e a felicidade. Ora, sa­ bemos que o objetivo de vida do ser humano é buscar a felicidade. Não há dúvida de que todas as pessoas, de alguma forma, procuram ser felizes. Entretanto, nem todas realmente conseguem isso. O máximo que a maioria consegue são momentos passageiros de euforia, não poucas vezes seguidos por momentos de depressão. No entanto, felicidade, tem a ver com o estilo de vida, ou seja, não tem nada a ver com “ter”, mas, sim, com “ser”. Mais especificamente, tem a ver com o que chamamos de “caráter”. É o que Jesus ensina em seu Sermão da Montanha. No texto bíblico que serve de base para a lição de hoje, vemos Jesus chamando de “bem-aventuradas” - ou “felizes” - pessoas que apresentam determinadas qualidades em seu caráter que são manifestadas no seu dia a dia. Ele não está falando, aqui, de temperamentos, mas de caráter que se manifesta em atitudes concretas, um caráter que é fruto da ação do Espírito de Deus em nossas vidas. Qualquer pessoa, não importa seu temperamento, uma vez que se submeta a essa ação divina, pode manifestar esse novo caráter em sua vida e, consequentemente, novas atitudes. Ao afirmar que felizes são os humildes, os mansos, os misericordiosos e os pacificadores, Jesus está dizendo que a verdadeira felicidade é uma conseqüência natural na vida daqueles que manifestam no seu dia a dia um estilo de vida baseado nos valores divinos. Somente esse estilo de vida, produzido pela transformação | Discipulando Professor 4 |

[close]

p. 8

que o Evangelho de Cristo opera em nossas vidas, pelo poder do Espírito Santo, poderá proporcionar a verdadeira felicidade. As qualidades desse novo estilo de vida são as marcas distintivas dos filhos do Reino, são marcas identificadoras dos verdadeiros filhos de Deus. Quando buscamos diariamente a Deus e permitimos Ele agir em nossas vidas, por intermédio da sua Palavra e da oração, o Espírito de Deus prodüz essas qualidades em nossa vida cotidiana (Gl 5.22). E entre os frutos por Ele produzidos em nós estão uma paz e uma alegria novas, diferentes e especiais. Essa alegria é de ordem espiritual, é um prazer e uma satisfação em servir a Deus e às pessoas, uma sensação de realização e de preenchimento de alma que nada neste mundo pode proporcionar. O amor de Deus é derramado em nosso coração (Rm 5.5), a presença divina se torna patente em nossa vida, animando-nos. E a paz que passamos a experimentar, a paz que vem de Cristo (Jo 14.27), é do tipo que “excede todo entendimento” (Fp 4.7), porque, diferentemente da paz mundana, ela não é sentida apenas nos momentos de bonança, o que é natural, mas também nos momentos de dificuldade, nos fazendo vencer o desespero e o medo nas situações difíceis. O filho de Deus consegue alegrar-se e exultar até mesmo na - e apesar da - perseguição, porque o Deus de paz guarda o seu coração em meio às dificuldades mais intensas. Por fim, é importante frisar ainda que quando Jesus diz que os filhos do Reino são bem-aventurados, Ele não se refere a uma realidade apenas presente da vida, mas tam­ bém ao que lhes reserva a eternidade. Logo, os filhos do Reino ganharão benesses eternas que nenhum outro ser humano poderá gozar: “herdarão a terra”, “serão fartos”, “verão a Deus”, receberão “grande galardão nos céus” (Mateus 5.5,6,8,12) etc. Sob qualquer perspectiva, seja a do presente ou a do futuro, os filhos do Reino são felizes. ^ AUXÍLIO DEVOCIONAL1 “O rei Herodes estabeleceu muitas novas cidades durante os quarenta anos do seu rei­ nado. Em cada ocasião, ele recrutou cidadãos, prometendo-lhes muitos benefícios especiais, incluindo cidadania, redução de impostos, ter­ ras etc. Este era um costume comum no Impé­ rio Romano durante a era de Augusto, quando muitas cidades novas foram fundadas. Mas é difícil imaginar um governante convocando ci­ dadãos e anunciando que no seu reino os re­ crutados receberão pobreza de espírito, man­ sidão, choro, fome e sede, e até mesmo per­ seguição. No entanto, essas são as bênçãos que Jesus oferece àqueles que reivindicam a cidadania que Ele descrevia. Além disso, o Rei Jesus disse que os pobres de espírito, os man­ sos e os que choram são bem-aventurados! Ele não oferece uma mudança nas condições, mas a bênção nas condições que desgostam os cidadãos deste mundo. As Bem-Aventuranças permanecerão um mistério, a menos que nos demos conta de que Jesus está falando de atitudes básicas e valores que produzem frutos espirituais” (RICHARDS, Lawrence. Co­ mentário Devocional da Bíblia. Rio de Janei­ ro: CPAD, 2012, p.556). 2. AS BEM-AVENTURANÇAS ► 2.1. “Bem-aventurados os pobres de espírito”. A expressão “pobres de espírito” se refere àqueles que são humildes de coração. Lucas 6.20 diz apenas “Bem-aventurados os pobres”, em vez de “Bem-aventurados os pobres de espírito”. Mas isso ocorre porque, na cultura judaica da época de Jesus, mais especificamente desde o fim do cativeiro babilônico, os judeus passaram a usar muitas vezes o termo “pobres” para se referir “aos piedosos, em contraste com os opressores ricos, ímpios e mundanos dos pobres”; logo, “as afirmações em Mateus [5.3] e Lucas [6.20] significam a mesma coisa” (Comentário Bíblico Beacon, CPAD, vol. 6, p.54). Os pobres de espírito são aqueles que reconhecem a sua necessidade espiritual, a 6 | Discipulando Professor 4

[close]

p. 9

sua dependência de Deus; são aqueles que destronam o orgulho. Jesus diz que somente os que manifestam essa disposição em seus corações “herdarão o Reino de Deus”. ► 2.2. “Bem-aventurados os que cho­ ram”. Jesus refere-se aqui àqueles que são quebrantados de coração, sensíveis para as coisas de Deus, para o que é certo, para as coisas espirituais. São aqueles que choram, em primeiro lugar, arrependidos, em reconheci­ mento pelos seus pecados - estes alcançarão consolo através do perdão divino. Mas eles também são aqueles que choram sincera­ mente pelo seu próximo, sensibilizados pelo sofrimento e o estado espiritual dos outros, e intercedendo por estes com confiança no Senhor. São ainda aqueles que choram por mais de Deus para suas vidas. Todos estes “serão consolados”, abençoados pelo Senhor. ► 2.3. “Bem-aventurados os mansos”. Mansidão, aqui, não é uma aparência de mo­ déstia, nem é também uma referência a apenas ser paciente com as pessoas. O termo aqui refere-se a mais do que isso. Ele significa, sim, não ser arrogante, mas é, sobretudo, uma referência à submissão sincera a Deus, a uma atitude constante de submissão à vontade divina. É não exasperar-se, mas confiar em Deus, entregar sua vida totalmente a Ele e seguir plenamente a vontade divina para sua vida, não importando as circunstâncias. Os que assim procedem “herdarão a terra”, isto é, reinarão com Cristo na terra futura. ► 2.4. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça”. A expressão "justiça” aqui é tanto uma alusão às bênçãos espirituais quanto à conduta ética; ela é tanto dotação graciosa da parte de Deus a ser experimentada quanto exigência ética a ser vivenciada. Uma coisa está intimamente relacionada à outra. “Fome e sede de justiça” é uma referência à busca ávida, prazerosa e constante pelo exercício da justiça divina em nossas vidas como uma forma de nos aprofundarmos mais na maravilhosa graça que recebemos do Se­ nhor. Ou seja, se alguém tem mesmo fome pelas coisas de Deus, sede por mais da sua presença sobre sua vida, então deve ter ao mesmo tempo fome e sede de buscar a sua vontade em obediência. Aqueles que buscam mais da vontade de Deus para as suas vidas recebem mais dEle. Eles serão “fartos”, isto é, plenamente satisfeitos em Deus. ► 2.5. “Bem-aventurados os misericor­ diosos”. Misericórdia é a bondade em ação. Quem recebeu a misericórdia de Deus tem a obrigação de ser misericordioso para com os outros. O cristão que não é misericordioso está, na prática, desprezando a misericórdia de Deus em sua vida, pela qual foi salvo. Jesus é claro: somente os misericordiosos “alcançarão misericórdia”. ► 2.6. “Bem-aventurados os limpos de coração”. Ser limpo de coração é ser puro de coração, é ter um coração santificado, o que só é possível quando permitimos que o amor de Deus seja derramado em nosso coração pelo Espírito Santo (Rm 5.5). Somente um co­ ração puro poderá ver Deus, no sentido tanto de usufruir da sua presença gloriosa aqui na terra quanto de um dia vê-lo face a face na eternidade. A Bíblia é clara: sem santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). ► 2.7. “Bem-aventurados os pacifica­ dores”. Aqueles que foram salvos em Cristo têm paz com Deus (Rm 5.1) e são chamados para serem pacificadores, promotores da paz. Jesus apresenta o ser pacificador como uma característica marcante da identidade do cris­ tão, isto é, do caráter que ele deve manifestar como filho de Deus (Mt 5.9). Alguém que se diz cristão e semeia contendas, ou é do tipo que não está nem aí se “o circo pegar fogo”, não é um cristão verdadeiro. Pois um verdadeiro cristão faz tudo o que estiver ao seu alcance para promover a paz entre as pessoas. ► 2.8. “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça”. Este texto não se aplica àqueles que se fazem de vítimas ou que deliberadamente provocam | Discipulando Professor 4 |

[close]

p. 10

situações de conflito, mas àqueles que, por fazerem o que é certo, por cumprirem a von­ tade de Deus, são perseguidos pelo mundo. Estes são bem-aventurados, porque Deus os galardoará grandemente nos céus pela sua fidelidade em melo às provações. ^ AUXÍLIO TEOLÓGICO 2 “A palavra ‘bem-aventurados’ refere-se ao estado abençoado daqufeles que, por seu rela­ cionamento com Cristo e a sua Palavra, rece­ beram de Deus o amor, o cuidado, a salvação e sua presença diária. Há certas condições neces­ sárias para recebermos as bênçãos do Reino de Deus. Para recebê-las, devemos viver segundo os padrões revelados por Deus nas Escrituras, e nunca pelos do mundo. A primeira destas con­ dições é ser ‘pobre de espírito’, o que significa reconhecermos que não temos qualquer autossuficiência espiritual; que dependemos da vida do Espírito, do poder e da graça divinos para podermos herdar o Reino de Deus” (STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.1392). imputação dessa justiça a nós, e confirmadas pela fidelidade de Deus. Vários fatos definem o que é essa justiça: o fato de Cristo ter sido feito a justiça de Deus por nós; o fato da justi­ ça de Deus ter sidó feita nEle; e o fato de todo homem ter sido renovado na justiça, tornandose um novo homem, trazendo em si mesmo a imagem de Deus, passando a ter um interesse em Cristo e nas suas promessas. Destas coi­ sas devemos ter fome e sede. Nós verdadeira­ mente devemos desejá-las, como alguém que tem fome e sede deseja beber e comer e não consegue ficar satisfeito com nenhuma coisa, a não ser alimento e bebida; e será satisfeito com estas coisas, embora sinta necessidade de ou­ tras. Os nossos desejos de bênçãos espirituais devem ser fervorosos e importunos” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testa­ mento: Mateus a João. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.45). CONCLUSÃO A verdadeira bem-aventurança está em Cristo. Em meio às tensões deste mundo, não há como se conduzir de forma melhor e mais abençoada se não seguindo às diretrizes de Jesus para a nossa forma de viver. Sejamos, pois, humildes de coração; sensíveis às coisas de Deus, sensíveis ao que é correto; sejamos submissos à vontade divina; sejamos pessoas que não se acomodam em sua vida espiritual, mas que buscam sempre mais de Deus; sejamos misericordiosos; pacificadores; puros de coração; sempre fiéis, mesmo em meio às provações. Somente assim seremos, de fato, bem-aventurados! 3. NÓS SOMOS BEM-AVENTURADOS Os filhos de Deus são bem-aventurados, felizes, porque eles rejeitaram os valores do mundo e abraçaram os valores eternos do Reino de Deus, sem os quais é impossível alguém ser feliz neste mundo perdido. Ao final do Sermão do Monte, Jesus é claro: somente aqueles que praticam os valores ensinados por Ele em seu sermão, dentre eles, aqueles valores apresentados nas oito bem-aventuranças, não serão abalados es­ piritualmente, mas permanecerão firmes para sempre (Mt 7.24,25). APROFUNDANDO-SE “As virtudes que Jesus exalta no Sermão do Monte são quase que exatamente o oposto daquelas admiradas pelos gregos e romanos em seus dias” (Comentário Bíblico Beacon, vol.6, p.56). “ Não é a pessoa que afirma ser bem-sucedida es­ piritualmente que encontra o Reino, mas ^ AUXÍLIO TEOLÓGICO 3 “A justiça é mencionada aqui represen­ tando todas as bênçãos espirituais (SI 24.5; Mt 6.33). Elas nos são compradas pela justi­ ça de Cristo, transmitidas e asseguradas pela 8 | Discipulando Professor 4 |

[close]

p. 11

o indivíduo que reconhece enquanto é pobre (v. 3). Não é a pessoa que está sa­ tisfeita com o que o mundo lhe oferece, mas a pessoa que chora, e olha além do brilho do mundo, a que encontra consolo (v. 4). Não é a pessoa que é arrogante, mas o manso, que responde à voz de Deus, o que herdará a terra (v. 5). Os que serão fartos não são aqueles que estão satisfeitos com a sua própria justiça, mas os que têm fome e sede de uma justiça que não têm” (RICHARDS, Lawrence. Comentário Devocional da Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.556) VERIFIQUE SEU APRENDIZADO . Qual o propósito do Sermão da Montanha? R. Ensinar sobre o verdadeiro discipulado, sobre como os discípulos de Cristo deveriam viver e se conduzir. 2 . O que é a verdadeira felicidade? R. A verdadeira felicidade é uma conseqü­ ência natural na vida daqueles que manifestam em seu caráter um estilo de vida baseado nos valores divinos. 1 r j SUGESTÃO N l / / DE LEITURA . Qual o significado da expressão “ pobre de espírito”? R. Refere-se àqueles que são humildes de coração. . Quando Jesus falou dos “ mansos” , Ele estava se referindo apenas àqueles que não são arrogantes com os outros? R. Não. Ele se referia também e principal­ mente à submissão sincera a Deus, a uma atitude constante de submissão à vontade divina. que significa ter “fome e sede de justiça”? R. Se refere à conduta ética, isto é, a exi­ gência ética a ser vivenciada, quanto a fome pelas coisas de Deus, sede por mais da sua presença sobre nossas vidas. 3 4 ►Crescimento em Cristo Orientações bíblicas para o novo convertido com exposições dos passos fundamentais da nova vida em Cristo e de como vivê-la vitoriosamente. ^ 12 Princípios para Fortalecer sua Cami­ nhada com Cristo Torne-se o tipo de pessoa que caminha com Deus e exerça influência de Deus em seu mundo. Com um panorama conciso, diversos exemplos e ideias práticas, este poderoso guia o ajudará a desenvolver a maturidade que todo o homem de Deus foi criado para refletir. 5.0 ► Enquanto os pregadores, oradores e professores de hoje seguem o costume grego e romano de ficar em pé para falar, os mestres judeus sempre se sentavam enquanto ensinavam (Comentário Bíbli­ co Beacon, CPAD, vol.6, p.53). Por isso encontramos na Bíblia Jesus proferindo muitos ensinos assentado, como no caso do Sermão da Montanha. | Discipulando Professor 4 |

[close]

p. 12

Vocêé Sal e Luz TEXTO BÍBLICO BASE Mateus 5,13-16 13 - Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insí­ pido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. 14 - Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; 15 - Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. 16 - Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus. MEDITAÇÃO Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo. (Fp 2.15) REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA ► SEGUNDA - Provérbios 4.18 ► TERÇA - Filipenses 2.14,15 ► QUARTA - Malaquias 3.16-18 ► QUINTA-João 17.20-23 ► SEXTA - Efésios 5.8-13 ► SÁBADO- 1 Pedro 2.9,10 10 f | Discipulando Professor 4 I ------- ^ ---- ------- -- ----------í

[close]

p. 13

ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR INTERAGINDO COM O ALUNO Na lição de hoje, o seu objetivo principal deve ser conscientizar alunos de que ser filho de Deus não significa apenas ter a bênção divina sobre a nossa vida, mas também responsabi­ lidades. Seus alunos devem compreender que todo o cristão tem sobre si um chamado divino para fazer diferença neste mundo, influenciando-o positivamente com os valores do Evangelho. Seu aluno precisa saber ainda que essa influência positiva se manifesta não apenas através da pregação do Evangelho, mas tam­ bém por intermédio de uma vida que encarna os valores do Evangelho. Explique como as figuras do sal e da luz, usadas por Jesus, ilus­ tram perfeitamente o tipo de influência que o cristão deve exercer sobre o mundo. Ressalte também a importância das boas obras, ressalvando que elas não devem ser praticadas por ostentação, mas como fruto do amor de Deus derramado em nossos corações. E, finalmente, enfatize que essa influência posi­ tiva que o cristão deve exercer sobre o mundo precisa se manifestar em todas as esferas de atuação do cristão, a começar da sua casa, pas­ sando pelo seu trabalho, escola e universidade, e atingindo todo o mundo. ►Inspirar seus alunos a fazerem a diferen­ ça neste mundo através da pregação do Evangelho e das boas ações que encar­ nam os valores divinos; ►Conscientizar seus alunos das responsabili­ dades que temos de influenciar a sociedade. PROPOSTA PEDAGÓGICA Inicie a aula falando da importância do sal e da luz para o nosso dia a dia. Em um pri­ meiro momento, destaque como é ruim comer algo sem sabor e como é desconfortável estar­ mos em um lugar mal iluminado. Em seguida, ressalte o contrário: como é agradável comer algo com sabor e como é bom estarmos em um ambiente iluminado. Após a exposição des­ ses contrastes, leia o texto bíblico que serve de base para a lição de hoje e introduza o assunto, enfatizando inicialmente que ser filho de Deus é uma bênção, mas esta bênção, como todas as outras, traz consigo responsabilidades. Acres­ cente, em seguida, que Jesus usou as figuras do sal e da luz exatamente para ilustrar o tipo de influência que somos chamados a exercer sobre a sociedade como cristãos. Não se es­ queça de aplicar os objetivos da lição ao dia a dia dos seus alunos, mostrando como eles podem fazer diferença no mundo onde estão. Discipulando Professor 4 OBJETIVOS Sua aula deverá alcançar os se­ guintes objetivos ►Explicar o significado e as implica­ ções, na vida do cristão, das expres­ sões “sal da terra” e “luz do mundo”;

[close]

p. 14

toda Judeia e Samaria, e até os confins da Terra (Atos 1.8). Aplicando esse chamado às nossas vidas hoje, Jerusalém representaria a nossa cidade; Judeia representaria o nosso Estado; Samaria representaria os Estados vizinhos; e os confins da Terra representariam, claro, todo o mundo. COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO Deus nos chamou para fazer diferença neste mundo, para influenciá-lo. Você não foi chamado por Deus para apenas receber bênçãos, mas para também, e principalmente, ser bênção para a vida das pessoas: bênção para sua família, bênção para a sua igreja, bênção para a sociedade e bênção para o mundo. Por isso, logo após Jesus falar sobre o caráter do cristão e a verdadeira felicidade, Ele passa a ensinar sobre a responsabilidade que o cristão tem de influenciar positivamente o mundo. E para ilustrar como deve se dar essa influência positiva, Jesus usou dois símbolos do cotidiano das pessoas: a luz e 0 sal. Veremos na lição de hoje como esses dois símbolos - o sal e a luz - ilustram perfei­ tamente a influência do cristão na sociedade. ► 1.2. Os atributos do sal. Quanto ao tipo de influência ao qual Jesus se refere, sabemos que o sal tem dois atributos prin­ cipais: dar sabor e conservar. Logo, Jesus está dizendo que o cristão exerce influência sobre o mundo dando-lhe “sabor” e ajudan­ do a conservar determinadas coisas cuja íí Você não foi chamado por Deus para apenas receber bênçãos, mas para também, e principalmente, ser benção para a vida das pessoas 1 . “VÓS SOIS O SAL DA TERRA” ► 1.1. “Sal da terra”. Jesus afirma que o cristão verdadeiro é como o “sal” (Mt 5.13). O sal” fala de um tipo específico de influência que o cristão exerce. O detalhe inicial, porém, é que Jesus não diz que seus discípulos deveriam ser “sal” apenas na região em que viviam. O mestre afirma que eles deveriam ser o “sal da terra” - isto é, deveriam fazer diferença em todo o mundo. Os discípulos de Cristo foram chamados para serem tes­ temunhas do Evangelho em Jerusalém, em J 5 12 | Discipulando Professor 4 |

[close]

p. 15

preservação significa um grande bem para a sociedade. Mas o que é “dar sabor” ao mundo? E que tipos de coisas o crente pode e deve preservar por meio da sua influência sobre a sociedade? ►1.3. Dando sabor. Uma vez que o sal tem como função dar sabor, Jesus está afirmando, ao referir-se aos seus discípulos como “sal da terra”, que eles poderiam e deveriam dar “ sabor” ao mundo por meio de suas vidas. Ao serem mansos, humildes, sensíveis moral e espiritualmente, incansáveis na busca de Deus, misericordiosos, limpos de coração e pacificadores (Mt 5.1-12), os discípulos estariam manifestando ao mundo, por meio de suas vidas, os valores divinos e, dessa forma, influenciando positivamente as pessoas. Ou seja, “ salgar” o mundo, na linguagem de Jesus, significa, em primeiro lugar, influenciar positivamente as pessoas por intermédio do exemplo. Mas, não só pelo exemplo. Dar “ sabor” ao mundo fala também da mensagem do Evangelho, que é a única a dar um sentido real à vida do ser humano. O Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que nele crer (Rm 1.16). O testemunho cristão, seja por meio da pregação do Evangelho ou da própria vida que manifesta os valores do Reino de Deus no dia a dia, é o verdadeiro sentido de “dar sabor” ao mundo. ►1.4. C onservando. O atrib uto de conservar, do elemento do sal, ilustra muito bem outro tipo de influência positiva que o cristão verdadeiro exerce sobre a sociedade: o poder de deter ou resistir à corrupção do mundo. Corrupção, aqui, é aquela tanto na área moral como espiritual - aliás, essas áreas estão intim am ente relacionadas, porque a nossa condição espiritual afeta o nosso comportamento, nossas escolhas, nossa moral. Como “sal da terra”, o cristão verdadeiro não se conforma com o padrão moral e espiritual da sociedade em que vive, militando assim contra o mal e a corrupção na sociedade. ►1.5. “Pisado pelos homens”. Jesus disse que se o sal perder os seus atributos, “ para nada m ais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens” (Mt 5.13). Isso significa que aqueles cristãos que deixam de cumprir a sua responsabilidade de influenciar o mundo positivamente com suas vidas particulares e com a mensagem do Evangelho são espiritualmente “insípidos” e por isso acabam sendo “destruídos pelos maus costumes e pelos baixos valores da sociedade ímpia” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1393). AUXÍLIO DIDÁTICO 1 “O sal não perde a sua salinidade se é cloreto de sódio puro. Isso nos leva à suges­ tão do que Jesus quis dizer quando disse aos discípulos que eles deixariam de ser dis­ cípulos se perdessem o caráter do sal. O sal não refinado do Mar Morto continha a mistu­ ra de outros minerais. Deste sal em estado natural o cloreto de sódio poderia sofrer lixiviação em conseqüência da umidade, torna­ do-se imprestável. O ensino rabínico asso­ ciava a metáfora do sal à sabedoria. Esta era a intenção de Jesus, visto que a palavra gre­ ga traduzia por ‘nada mais presta’ tem ‘tolo’ ou ‘louco’ como seu significado radicular [na raiz da palavra]. É tolice ou loucura os discí­ pulos perderem o caráter, já que assim eles são imprestáveis para o Reino e a Igreja, e colhem o desprezo” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentá­ rio Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.43). 2. “VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO” ► 2.1. “Luz do mundo”. Assim como no caso da expressão “sal da terra”, a expressão “ luz do mundo” deixa claro que o cristão deve exercer a sua influência no mundo inteiro, em todas as áreas de sua atuação na sociedade. Discipulando Professor 4 |

[close]

Comments

no comments yet