DISCIPULANDO 2º CICLO

 

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DISCIPULANDO 2º CICLO

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Professor 2° CICLO c p .a d .co m .b r IS S N 2350-0152 Conhecendo as Doutrinas Cristãs

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A CGADB e a CPAD lançam o maior projeto de Evangelização pós-Centenário: EUG A N H O ONDE HOUVER: Um ponto de pregação, uma sala de culto, ou uma catedral das Assembleias de Deus, haverá um alvo: Um crente ganhar pelo menos uma alma por ano. COORDENAÇÃO NACIONAL PR. JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA Presidente da CGADB PR. JOSÉ WELLINGTON COSTA JÚNIOR A METODOLOGIA E ESTRATÉGIA DO PROJETO VISA: • Conscientizar, treinar, desafiar e envolver toda a igreja na evangelização, com os respectivos departamentos: • Faixas etárias: crianças, adolescentes, jovens, adultos e terceira idade. • Treinar os jovens universitários para evangelizar nas Universidades. • Profissionais Liberais e Empresários (com o apoio dos coordenadores nacionais) Presidente do Conselho Administrativo da CPAD DR. RONALDO RODRIGUES DE SOUZA I Diretor Executivo da CPAD PR. RAUL CAVALCANTE BATISTA Presidente da Comissão de Evangelização e Discipulado da CGADB PR. ARNALDO SENNA Coordenador Nacional de Projetos de Evangelização da CGADB ^ ► V is ite nosso portal: www.avancaad.com.br • Curta nossa página no Face: EuGanho+Um

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Discipulando Sumário Comentarista: M arcelo O liveira de O liveira ►Lição 1 - O QUE É CRER.......................................................................................... 3 ►Lição 2 - CONHECENDO A BÍBLIA............................................................................ 10 ►Lição 3 - CRENDO PARA INTERPRETAR A BÍBLIA ................................................. 17 ►Lição 4 - CRENDO NO DEUS TRINO..........................................................................24 ►Lição 5 - CRENDO EM DEUS P A I ......................................................................... 31 ►Lição 6 - CRENDO EM JESUS CRISTO..................................................................... 38 ►Lição 7 - CRENDO NA VINDA DE JESUS CRISTO...................................................45 ►Lição 8 - CRENDO NO ESPÍRITO S A N T O ......................................................... 52 ►Lição 9 - CRENDO NO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO ............................. 59 ►Lição 10 - CRENDO NA SANTA IGREJA CRISTÃ, A COMUNHÃO DOS SANTOS ................................................................ 66 ►Lição 11 - CRENDO NAS ORDENANÇAS DE CRISTO À IGREJA ...................... 73 ►Lição 12- CRENDO NA GRAÇA DE D EU S ........................................................... 80 ►Lição 13- CRENDO NA RESSURREIÇÃO DO CORPO E NA VIDA ETERNA................................................................ 87 1 j Díscípulando Professor 2 |

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Discipulando Professor CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS Av. Brasil, 34,401 - Bangu Rio de Janeiro - RJ - cep: 21852/002 Tel: (21) 2406-7373 / Fax: (21) 2406-7326 Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil José Wellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Costa Júnior Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho Consultoria Doutrinária e Teológica Antonio Gilberto e Ciaudionor de Andrade Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção e Arte 6 Design Jarbas Ramires Silva Gerente Comercial Cícero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Chefe de Arte S Design Wagner de Almeida Chefe do Setor de Educação Cristã César Moisés Carvalho Redator Marcelo Oliveira de Oliveira Projeto Gráfico - capa e miolo Jonas Lemos EDITORIAL Prezado (a) professor (a), neste novo ciclo da Revista Discipulando, estudare­ mos as principais doutrinas da Fé Cristã. Veremos que elas estão solidamente cal­ cadas nas Escrituras Sagradas. Nos 3 primeiros séculos da Igreja Cris­ tã, pela primeira vez, um documento ofi­ cial sintetizou a fé das tenras comunida­ des. Esse documento chama-se Credo Apostólico. Trata-se de uma declaração escrita e histórica que demonstra com clareza como as Escrituras testemunham sobre Deus, Jesus Cristo, o Espírito San­ to, a Igreja Cristã, a remissão dos pe­ cados, a ressurreição do corpo e a vida eterna. Por isso, a estrutura da presen­ te revista está de acordo com esse do­ cumento, levando em conta a realidade da fé pentecostal que professamos hoje. Sugerimos que ao longo da revista você mostre também ao alunos a declaração de fé das Assembleias de Deus (que pode ser acessado por intermédios de sites e do jornal Mensageiro da Paz). Fazemos votos de que os assuntos da presente revista o ajude na tarefa subli­ me de discipular o novo crente. Busque a Deus em oração, estude a Palavra e leia bons livros. Certamente, o Senhor dará sabedoria do alto para você! Bom ciclo de estudos! Os Editores 2 I Discipulando Professor 2 |

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TEXTO BÍBLICO BASE ► Hebreus 11.1-10 1 - Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem. 2 - Porque, por ela, os antigos alcançaram tes­ temunho. 3 - Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. 4 - Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual aiçançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala. 5 - Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte e não foi achado, porque Deus o trasladara, visto como, antes da sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara a Deus. 6 - Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam. 7 - Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para sal­ vação da sua familla, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé. 8 - Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. 9 - Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. 10 - Porque esperava a cidade que tem funda­ mentos, da qual o artífice e construtor é Deus. MEDITAÇÃO “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Rm 1.16,17). REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA ►SEGUNDA-G ênesis 15.1-6 ► TERÇA-Salm os 27.13,14 ► QUARTA - Habacuque 2.1-4 ► QUINTA-M ateus 15.21-28 ►SEXTA-Marcos 11.22 ► SÁBADO-Hebreus 11.1,2,6 Díscípulando Professor 2

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ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR INTERAGINDO COM O ALUNO A Fé é um assunto palpitante, principal­ mente para os novos convertidos. Estamos iniciando um estudo onde abordaremos o conteúdo mais detalhado da Fé Cristã. Em que os cristãos creem? O que pensam a respeito de Deus? De Jesus Cristo? Da vida? Do mundo? São perguntas que procuraremos responder ao longo das treze lições. Professor, por mais que você ache esses assuntos básicos, ou fáceis para quem milíta há tempo na fé, contanto, para o novo conver­ tido eles são novidades. Lembre-se de que o discipulando está começando a dar os seus primeiros passos na fé. Tudo é novo para ele. Por isso, na presente lição, um conceito que deve ficar claro para o seu aluno é a Fé. Tal conceito pode ser elucidado por intermédio de determinadas perguntas: “ O que é fé?” ; “Por que ela não precisa ser comparada com a razão?” Após respondê-las ao aluno, afirme que, tanto fé quanto a ciência, não precisam fazer oposição entre si, mas pode colaborar uma com a outra. A fé cristã está fincada no “chão da vida” , alicerçada em Cristo, o autor e consumador da fé (Hb 12.2). ►Eiencar os três aspectos da Fé traba­ lhados na lição: Crer é confiar; Crer é conhecer; Crer é confessar. ^ Explicar as esferas da confissão da fé: outros seres humanos; o uso da lingua­ gem da igreja e do mundo; as ações e atitudes pessoais. PROPOSTA PEDAGÓGICA Para introduzir a lição dessa semana, escreva na lousa a seguinte reflexão: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” Pergunte aos alunos o que eles enten­ dem dessa reflexão. Ouça as respostas com atenção e sem parcimônia. Faça algumas considerações a partir das respostas de cada um. Em seguida, peça para que abram a Bíblia em Lucas 17.5,6. Posteriormente, leia o texto com eles. Explique o texto lido informando que a parábola não está prometendo a pessoa poder para fazer o que bem entender, segun­ do o egoísmo humano. Mas o nosso Senhor ensina que a fé no Evangelho começa sempre a partir da simplicidade e, quando menos se espera, toma uma proporção incomensurável. OBJETIVOS Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos: ►C onceituar a Fé segundo as Escrituras. Discipulando Professor 2

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COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO No ciclo passado do curso bíblico Discipulando, você estudou treze lições que falavam acerca de Jesus e do Reino de Deus. E conheceu o projeto de vida que Jesus de Nazaré ensinou aos seus discípulos. Neste 2o Ciclo, de acordo com o conhecimento que possuímos das Escri­ turas, a nossa proposta é justificar o conteúdo da pregação cristã ao longo da história da Igreja no mundo. Um dos primeiros problemas que enfrentamos quando assumimos a fé em Jesus é o de justificá-la para as pessoas. A família pergunta “o que é fé?”; os amigos igualmente interrogam sobre “quem é Deus?”; outros insistem acerca da legitimidade da nossa experiência espiritual particular e tantas outras questões que precisamos responder equilibradamente. Para iniciarmos a jornada sobre as grandes doutrinas da fé cristã, o ponto de partida é a própria fé. Este é o tema desta lição. 1. CRER É CONFIAR ► 1.1. Confiamos cegamente? É possível confiar em Deus num mundo cada vez mais tecnológico e filosoficamente questionador? A fé seria um produto da mente humana, ou o estado subdesenvolvido da humanidade? Cer­ tamente você já se deparou com tais perguntas preconceituosas que manifestam tam anha ignorância sobre a dimensão espiritual do ser humano, dentre os principais elementos, a fé. Os seres humanos são subjetivos. Os cientistas, embora proclamem aos quatro cantos do mundo suas conquistas e “descobertas absolutas”, são seres humanos subjetivos. Não conseguem dar respostas coerentes sobre o amor, de como o pensamento é produzido, do espaço de tempo entre a intenção e o pensamento propriamente dito. Por isso, deveríamos ignorar a ciência por ela não conseguir dar as respostas que espe­ ramos? Claro que não! A ciência versará sobre o que lhe compete: a matéria. Se por um lado a ciência tem o objetivo de dar respostas sobre a matéria, por outro lado, a fé deve ser ignorada por não dar respostas cientificamente plausíveis? De modo algum! A fé não tem como objetivo responder cien­ tificamente ao mundo material, mas ambas, razão e fé, desde que o mundo é mundo, são inerentes à natureza humana. O que não pode é uma invadir o campo da outra e ditar as regras. ►1.2. Em quem confiam os? Q uando su b m e te m o -n o s ao Evangelho por livre e | Discipulando Professor 2 | Um dos primei­ ros problemas que enfrenta­ mos quando assumimos a fé em Jesus é o de justificá-la para as pessoas.

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na Terra Prometida, entretanto, temos “a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Pela fé, Abraão alcançou testemunho, ainda que não tivessem visto a concretização da promessa (Hb 11.39). Os exemplos de Abraão, de Isaque e de Jacó, o de Davi e de outros, nos orientam a pisar no “chão da fé” na “certeza daquilo que não vemos” e com a prova de que Jesus Cristo, autor e consumador da fé, foi quem nos prometeu (Hb 12.2). Ao longo das Sagradas Escrituras, lemos que nem todos os santos viram concretizar em vida o que esperavam, isto é, na caminhada de fé eles não obtiveram resultados imediatos, conforme afirma a “galeria dos heróis da Fé” em Hebreus 11. Entretanto, não foi por isso que deixaram de crer e de servir a Deus. Quando dependemos de Jesus e compreendemos que Deus estava nEle reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19), temos a certeza de que o Senhor está conosco todos os dias. Por isso, confiamos! espontânea vontade e, arrependidos, cre ­ mos que somos pecadores que precisam de um salvador, entregamo-nos a Jesus Cristo como uma pequena criança solta do colo da mãe esperando cair intacta no colo do pai. Um texto bíbiico que ressalta a característica acolhedora de Jesus Cristo encontra-se em Mateus 9.13: “ Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”. Igualmente, em outra oportunidade, Jesus ratificou que “os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes” pois, disse Ele, “eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores” (Mc 2.17). Quando afirmamos confiar em alguém, confiamos em uma pessoa que pode resolver as nossas demandas, as nossas angústias e compreender as nossas fragilidades. Jesus de Nazaré é esse alguém! Por isso, atendemos ao seu chamado, compreendemos o seu projeto de misericórdia e lançamo-nos confiantemente em seus braços acolhedores. ► 1.3. Por que confiamos? O motivo ► AUXÍLIO DIDÁTICO 1 Professor, para elucidar melhor o texto base da lição, Hebreus 11, é importante que você percebê-lo exegeticamente. “O capítulo 11 é um tratamento cuidadosamente construído do tópico da fé. Este tópico é formalmente introduzido pela citação de Habacuque 2.4, no final do capítulo 10: ‘Mas o justo viverá da fé’ (10.38). A ênfase da fé em Habacuque e em Hebreus está na fé pela qual cada justo vive a sua vida, não na fé pela qual somos justificados ou declarados justos (como em Romanos e Gálatas). A fé em Hebreus está intimamente ligada à resistência firme e à herança das pro­ da messas de Deus (cf. 6.12). Ela faz com que todo o curso da vida do crente possa ser regulado pelas promessas de Deus (isto é, o futuro) e por realidades espirituais que são presentemente Invisíveis — a despeito das adversidades ou das circunstâncias desencorajadoras. A fé é a confiança em Deus ‘que habilita o crente a seguir firmemente de modo independente daquilo que o futuro lhe reserve’. nossa confiança é o fato de que Deus fez brotar em nós uma fé indizível: “ Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). Ora, o que é fé? Dizem as Escrituras que ela “é o firme fundamento das coisas que se esperam” (Hb 11.1). Não vemos se cumprir a promessa agora, como Abraão não viu o dia em que o povo de Israel entrou 6 | Discípulando Professor 2 |

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A palavra ‘fé’ (pistis) consta mais frequente­ mente em Hebreus do que em qualquer outro livro do Novo Testamento — vinte e quatro vezes, somente no capitulo 11, A se enfatiza a fé em ação, e não a fé como um corpo de convicções (ADAMS, J. Wesley. Hebreus. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testam ento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1609). Jesus traz-nos a verdadeira razão de existirmos (Ap 1.8). Portanto, a fé no Evangelho implica ter essa confiança total em Deus e em sua Palavra Encarnada, Jesus Cristo. ► AUXÍLIO DIDÁTICO 2 Quanto à relação entre a razão e a fé, o teólogo J. Wesley Adams em seu comentário expõe que “ no reino de Deus a nossa com ­ preensão não vem da mente natural, mas da revelação da fé. Deste modo, a mente natural não pode entender as coisas de Deus (cf. 1 Co 2.12), inclusive a criação; apenas uma ‘mente renovada’ pode compreender tais coisas. Quanto à relação entre a fé e a compreensão, o teólogo Agostinho escreveu perceptivamente: ‘O entendimento é a recompensa da fé. Portanto, não procure compreender aquilo em que você deve crer; mas creia, e assim um dia entenderá (Em Evangelium Johannis tractatus 29.6). A revelação e a fé precedem necessariamente a compreensão de que o universo ‘foi criado pela ordem de Deus’ (rhemati,a palavra de Deus, falada), como pelas palavras: ‘E disse Deus...’, em Gênesis 1.3,6,9,14,20,24,26. Sendo assim, o testemunho da Palavra escrita de Deus é intrínseco, para uma fé que entende ‘que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente’. Uma pessoa ainda não regenerada pode crer que a parte material da terra e do universo evoluiu a partir de gases existentes e substâncias disformes; mas a fé entende este fato de um modo diferente. ‘A fé discerne que o universo do espaço e do tempo tem uma fonte invisível, isto é, a vontade de Deus e o poder de sua Palavra, e que continua a ser depen­ dente de suas ordens, isto é, de Deus; tudo é sustentado e assegurado por Deus; cf. Cl 1.17’. Podemos acrescentar que a ‘nova criação’ ou a ‘nova criatura’ (2 Co 5,17) do crente, em Cristo, é semelhante à criação original porque (1) am­ bos os casos envolvem um milagre criativo de Deus que se tornou possível pelo poder da sua Palavra, e (2) nossa compreensão do milagre em cada caso é pela fé, baseada na revelação | Discipulando Professor 2 | 2. CRER É CONHECER ► 2.1. Por intermédio do Espírito Santo. Estudar a Bíblia e crer nela como Palavra de Deus só é possível se a compreendermos como plena revelação da pessoa de Jesus Cristo, a Palavra Encarnada de Deus: “ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Jesus Cristo é a plena revelação de Deus (Hb 1.1-5)! Se você quer saber como Deus se relaciona com o ser humano, basta ler o Jesus dos Evangelhos. O Cristo descrito em Mateus, o Jesus versado por Marcos, o Cristo ministrado por Lucas, o Jesus apresentado por João: os evangelhos têm o objetivo de apresentar ao m undo o projeto do Reino de Deus em Jesus Cristo. Para isso, o Espírito Santo fará você conhecer e constatar a dimensão universal do Reino de Deus e a humildade de Jesus Cristo no modo de lidar com as pessoas. O Espírito Santo nos iluminará para isso! ► 2.2. Por intermédio da razão. O ser huma­ no, desde a antiguidade, busca o sentido para a vida e não o acha. Entretanto, muitos acham incompatível a relação da fé com a razão. Ora, Jesus Cristo é a Palavra Encarnada. O evangelista João, ao descrever o Filho de Deus como o logos (Jo 1.1 - do grego, logos , que também significa razão), procurou mostrar ao seu primeiro público leitor que Jesus se apresentara ao povo como o significado existencial de todos os dramas e dúvidas dos seres humanos. Em Jesus, desco­ brimos que Deus é a razão de tudo quanto há, e o objetivo de tudo que existe. E que o Senhor

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de Deus contida nas E scrituras" (ADAMS, J. Wesley. Hebreus. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.1611-12). precisamos dominar a linguagem social também para comunicar a mensagem do Reino de Deus. ► 3.3. Em ações e atitudes. Não há nada mais poderoso na vida de um discípulo de Cristo que as suas ações e atitudes proporcionalmente coerentes com o Evangelho de Cristo. Um grande seguidor de Cristo, na Idade Média, disse certa vez: “ Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras”. Uma frase que sinte­ tiza exatamente o que Jesus ensinou aos seus discípulos: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt 7.24). Hoje vivemos um tempo em que as pessoas não dão mais crédito ou ouvidos para quem fala o que não vive com verdade. Jesus nos advertiu quanto a esse perigo, pois quem escutasse o Sermão do Monte e não o colocasse em prática seria igual ao homem que edificou a sua casa na areia. Quando veio o vento forte, a queda foi grande (Mt 7.26,27). 3. CRER É CONFESSAR ► 3.1. Declarando sua confiança às pesso­ as. A fé cristã implica confessar publicamente aos homens tudo quanto Deus é e faz na vida de quem crê. Pela fé em Jesus, você decide livremente declarar a sua inteira confiança nEle. O seu conhecimento de Jesus Cristo e a sua confiança na Palavra de Deus farão você pro­ clamar com liberdade a fé que alcançou o seu coração. “Declarar”, “proclamar” e “pregar” são ações inerentes à natureza da Igreja de Cristo. Conforme o exemplo da mulher samaritana, que ao ouvir de Jesus e interpretar o significado daquele encontro, saiu proclamando a todos a verdade que ela experimentou por um “homem diferente” (Jo 4.1-30). Assim, nós somos constrangidos a anunciar o que Jesus fez por nós, e confessá-lo diante de Deus e diante dos homens (Mt 10.32)1 ► 3.2. Na linguagem da Igreja e na do mundo. Você tem frequentado a igreja locai e deve ter reparado uma linguagem diferente da sua. Com o tempo, termos como “graça”, “paz”, “pecado”, “alegria do céu”, “gozo indizível” e tantos outros, ganham significados bem particulares no ambiente que faz todo sentido para você e as pessoas que compreendem tal linguagem. Entretanto, a verdade de Deus também precisa ser confessada na linguagem do mundo, da dos outros seres humanos que não estão acostumados à nossa linguagem desenvolvida no grupo em que nos reunimos rotineiramente, a igreja local. Com pessoas de fora, você deve fazer uso de uma linguagem inteligível, de modo que o seu ouvinte entenda-a com clareza. Jesus Cristo falava de maneira clara e direta quando queria se fazer entender. Ele usava expressões rurais para comunicar-se com pessoas do campo, usava a linguagem religiosa para se comunicar com líderes religiosos e assim por diante (Mt 15.1-20). Todavia, por vezes usava enigmas quando percebia que pessoas desejavam distorcer o seu ensino (Mc 4.12; Lc 8.10). Jesus é o nosso exemplo de boa comunicação. Temos a linguagem da igreja, mas ► AUXÍLIO DIDÁTICO 3 “Todos os dias você e eu tomamos deci­ sões que ajudam a construir um mundo de um tipo ou de outro. Nós cooptam os pelas perspectivas passageiras da nossa época, ou estamos ajudando a criar um novo mundo de paz, amor e perdão? E agora, como devemos viver? Abraçando a verdade de Deus, entendendo a ordem física e moral que Ele criou, defendendo amorosamente essa verdade diante de nossos vizinhos, e tende coragem de demonstrá-la em todos os caminhos da vida” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.310). CONCLUSÃO Nesta lição vimos que crer é confiar; crer é conhecer; crer é confessar. Com isso, pro­ curam os introduzir o conhecim ento básico da fé para então, a partir das próximas lições, conhecermos panoramicamente as principais doutrinas bíblicas da fé cristã. Começaremos 8 j Discípulando Professor 2 |

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pela Bíblia, a Palavra de Deus. Desejamos que você seja muito abençoado neste 2o Ciclo do nosso curso. Bons estudos! VERIFIQUE SEU APRENDIZADO 1 . De acordo com a lição, comente a relação da fé com a razão. Reposta livre. Na relação entre a fé e a ciência, um conceito não precisa invadir o espaço do outro. Tanto a ciência quan­ to a fé tem lugar no mundo. A fé em relação à subjetividade humana e o mundo espiritual e a ciência, ao mundo físico, material. 2 . Em quem e por que confiamos? R. Em Deus que nos reconciliou com Ele por intermédio de Jesus Cristo. Confiamos porque Ele produziu em nós a fé (Ef 2.8). 3 . Como é possível crer na Bíblia como Pala­ vra de Deus? R. Se compreendermos a Bíblia como plena revelação da pessoa de Jesus Cristo, a Palavra Encarnada de Deus: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). APROFUNDANDO-SE O que são doutrinas bíblicas? A palavra Doutrina vem do latim doctrina, do verbo docio, que significa “ensinar” , “ instruir” , “ educar” . Basicamente é o conjunto de princípios que formam a base de um sistema religioso. Neste caso, as doutrinas bíblicas acham-se baseadas na Bíblia Sagrada. Nos dbis primeiros séculos da nossa his­ tória, sob o regime do império romano, a Igreja Cristã precisou expressar em poucas linhas o que cria. Muitas eram as acusações despropositadas. Para se comunicar com clareza com o mundo daquele tempo, a Igreja publicou o Credo Apostólico. Este confirma a fé da Igreja na Santíssima Trinda­ de, no Pai, no Filho e no Espírito Santo, bem como na universalidade da Igreja de Cristo. r ) SUGESTÃO DE LEITURA ► Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Um rico e profundo comentário bíblico, de perspectiva pentecostal, sobre o Novo Tes­ tamento. Uma material que todo professor deve ter. ► O Cristão na Cultura de Hoje. Uma obra que procura dar todos os instru­ mentos para que o cristão possa dialogar com a cultura moderna e apresentar o projeto do Reino de Deus ao mundo. ► Marketing para a Escola Dominical Uma proposta para potencializar positiva­ mente o espaço da Escola Dominical e o trabalho educativo do professor, superin­ tendentes e todo o pessoal que ministram a Educação Cristã. 4. “Jesus é a Palavra Encarnada.” Comente a afirmação. Resposta livre. Jesus é a plena revelação de Deus ao homem. Se quisermos saber como Deus é , somente a partir de Jesus que saberemos. Õ . De acordo com a lição, cite as três maneiras de confessarmos a fé. R. Crer é confiar; crer é conhecer; crer é confessar. ►Credo, do latim credo, significa crer. É a exposição resumida dos princípios de fé de uma religião. No caso da fé cristã, os princípios que constam na Bíblia. Embora leve o nome de apostólico, o Credo não foi escrito pelos doze apóstolos de Cris­ to. Quando o Credo foi editado, os apósto­ los do Senhor já haviam morrido. Entretanto, a fim de homenageá-los, a Igreja daquele tempo nomeou o documento de Credo Apostólico, pois esse documento concorda inteiramente com os ensinos dos apóstolos ao longo das Escrituras Sagradas. | Discipulando Professor 2 |

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Conhecendo a Bíblia MEDITAÇÃO “Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3). TEXTO BÍBLICO BASE Salmos 119.33-40 33 - Ensina-me, ó SENHOR, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim. 34 - Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei e observá-la-ei de todo o coração. 35 - Faze-me andar na verdade dos teus man­ damentos, porque nela tenho prazer. 36 - Inclina o meu coração a teus testemunhos e não à cobiça. 37 - Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade e vivifica-me no teu caminho. 38 - Confirma a tua promessa ao teu servo, que se inclina ao teu temor. 39 - Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons. 40 - Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me por tua justiça. 10 I Discipulando Professor 2 | REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA ► SEGUNDA-Salmos 33.4,6 ► TERÇA - Mateus 4.4 ► QUARTA-João 5.24 ► QUINTA-João 12.47 ► S E X T A -Efésios 6.17 ► SÁBADO - 2 Timóteo 4.1,2

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ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR INTERAGINDO COM O ALUNO Professor, este é um dos assuntos mais importantes (Sara o nosso discipulando. Reco­ nhecer a Biblia como Palavra de Deus e com­ preender que ela contém elementos humanos fará toda a diferença para a formação cristã do seu aluno. Deus se revelou para nós usando a linguagem humana, a cultura do povo e todos os elementos possíveis para que fosse o veículo condutor da sua graça e misericórdia. É um privilégio termos a Bíblia Sagrada em mãos. Aproveite esta e a aula seguinte para estimular os discipulandos a desenvolverem uma relação de carinho e seriedade com a Bíblia. Pesquise, indique textos, passe filmes, conte histórias em que a Bíblia influenciou definitivamente a vida de uma pessoa e até mesmo uma nação. Faça tudo que estiver no seu alcance para esclarecer o seu aluno sobre a Bíblia. Deus o abençoe! PROPOSTA PEDAGÓGICA Para introduzir a lição desta semana, você pode apresentar um quadro esquemático, logo abaixo, que resume a organização de todos os livros contidos na Bíblia dos evangélicos-protestantes. Após ministrar a lição, revise-a usando o esquema sugerido por nós, a fim de que os alunos reconheçam os livros do Antigo e do Novo Testamentos. Parece que não, mas achar um livro da Bíblia é uma das maiores dificuldades dos novos convertidos. Por isso, seja paciente, explique-os amorosamente e tire todas as dú­ vidas possíveis. Boa aula! A BÍBLIA - Evangélica Protestante ANTIGO TESTAMENTO O Pentateuco, Gênesis (Gn); Êxodo (Êx); Levítico (Lv); Números (Nm); Deuteronômio (Dt). Livros Históricos. Josué (Js); Juizes (Jz); Rute (Rt); 1 Samuel (1 Sm); 2 Samuel (2 Sm); 1 Reis (1 Rs); 2 Reis (2 Rs); 1 Crônicas (1 Cr); 2 Crônicos (2 Cr); Esdras (Ed); Neemias (Ne); Ester (Et). Livros Poéticos. Jó (Jó); Salmos (SI); Provérbios (Pv); Eclesiastes (Ec); Cantares de Salomão (Ct). Livros Proféticos. Maiores: Isaias (Is); Jeremias (Jr); Lamentações (Lm); Ezequiel (Ez); Daniel (Dn). Menores: Oseias (Os); Joel (Jl); Amós (Am); Obadias (Ob); Miqueias (Mq); Naum (Na); Habacuque (Hc); Sofonias (Sf); Ageu (Ag); Zacarias (Zc); Malaquias (Ml). Discipulando Professor 2 OBJETIVOS Sua aula deverá alcançar os se­ guintes objetivos: ►Explicar o desenvolvimento da Bíblia ►Dissertar sobre o Antigo Testamento e sua organização. ►A presentar o Novo Testamento e sua organização. 4Sf

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1. A ORIGEM DA BÍBLIA ►1.1. Como se deu. Qual o significado do termo Bíblia? A palavra deriva do latim e provém do grego bíblia. Outros dois vocá­ bulos gregos (b iblion - plural e dim inutivo de livro / biblos - livro ou documento escrito em papiro) denotam a ideia que queremos dar ao termo Bíblia: Escritos ou Escrituras. Ou seja, vários livros dentro de um só livro. Uma biblioteca em um único lugar. Ao longo da história da revelação divina ao ser humano, pessoas registraram suas experiências com Deus, desde a mais remota antiguidade ao tem po mais próximo da era presente. Assim, por intermédio de um período de aproximadamente 1600 anos, form ou-se um conjunto de Escritos de 66 livros, Antigo Testamento e Novo Testamento que, por mais de 20 séculos, vem formando os membros da Igreja de Cristo no mundo. ► 1.2. Palavra de Deus. Desde o mais remoto tempo da história cristã, os cristãos creem que a Bíblia é a Palavra de Deus. Os evangelistas afirmavam isso: “ Nunca lestes nas Escrituras?” (Mt 21.42). Naturalmente, Mateus se refere às Escrituras do Antigo Testamento. O apóstolo Paulo confirmou para o jovem Timóteo: “desde a tua meninice, sabe as sagradas letras” (2 Tm 3.15). E as suas epístolas foram consideradas Escrituras Sagradas pelo apóstolo Pedro: “fa­ lando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igual­ mente as outras Escrituras, para sua própria perdição” (2 Pe 3.16). Portanto, os escritos do Antigo Testamento e, posteriormente, os do Novo Testamento, são a Palavra de Deus para a Igreja de Cristo no mundo. ►1.3. Cultura do Hom em . A Bíblia foi escrita num tempo, espaço geográfico e em meio a diversas culturas. No Antigo Testa­ mento, vemos o povo de Israel im ergir de dentro de uma cultura politeísta (adoração a vários deuses) a p a rtir de nações re co ­ nhecidas pela História Moderna, tais como: Egito, Império Babilônio, Império Medo-Persa A BIBLIA - Evangélica Protestante NOVO TESTAMENTO Os Quatro Evangelhos. Mateus (Mt); Marcos (Mc); Lucas (Lc); João (Jo). Livro Histórico. Atos dos Apóstolos (At). Epístolas Paulinas. Romanos (Rm); 1 Coríntios (1 Co); 2 Coríntios (2 Co); Gálatas (Gl); Efésios (Ef); Filipenses (Fp); Colossenses (Cl); 1 Tessalonicenses (1 Ts); 2 Tessalonicenses (2 Ts); 1 Timóteo (1 Tm); 2 Timóteo (2 Tm); Tito (Tt); Filemon (Fm). Epístolas Gerais. Hebreus — autor des­ conhecido — (Hb), Tiago (Tg), 1 Pedro (1 Pe), 2 Pedro (2 Pe), 1 João (1 Jo), 2 João (2 Jo), 3 João (3 Jo) e Judas (Jd). Livro profético. Apocalipse (Ap). COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO Não há um livro igual à Bíblia. Esta tem formado a cultura ocidental e a identidade de muitos povos ao longo dos séculos. A Bíblia é o livro que integram o conteúdo da fé cristã. Nossas crenças acham-se fundamentadas no texto da Bíblia. Por isso é importante que você conheça como essa obra surgiu, quais livros a integram e como eles estão organizados. Nesta lição, veremos que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus que, concomitantemente, desenvolveu-se em meio à cultura humana e que está organizada em dois principais documentos: o Antigo e o Novo Testamentos. Esses são os assuntos da presente lição. 12 I Discipulando Professor 2 |

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e Império Grego. Em o Novo Testamento, a cultura greco-rom ana (união das culturas do Império Grego com as do novo Império Romano) está presente na form ação da Bí­ blia. Por exemplo, em Atos 17, Paulo pregou entre os filósofos gregos; a família de Jesus voltou para a Judeia a partir de um edito de um imperador romano (Lc 2.1-7). Ou seja, os escritos bíblicos foram forjados dentro das culturas dos povos do mundo e num período aproximado de 16 séculos. Por volta da Idade M édia, a B íblia foi d iv id id a em ca pítu los e versículos (antes não havia essa divisão) para facilitar a nossa leitura. Por exemplo, quando mencionamos João 3.16, queremos dizer o livro do Evan­ gelho de João, capítulo 3 e versículo 16. A cultura humana facilitou a leitura da Bíblia. expressão Primeiro Testamento ao invés de A ntigo Testamento e Segundo Testamento ao invés de Novo Testamento, pois a palavra “antigo” pode sugerir a ideia de algo obsoleto e de menor consequência. Entretanto, quem escolheu os termos “Antigo e Novo” não tinha uma intenção depreciativa para com a Bíblia. Todavia, hoje, há quem considere falta de respeito usar esse term o referente ao texto bíblico. Entretanto, quando usamos “Antigo” e “Novo” queremos apenas denominar a principal divisões da Bíblia. 2. O ANTIGO TESTAMENTO ►2.1. O que é? Um conjunto de escritos inspirados que norteiam a história de um povo escolhido por Deus, a nação de Israel, para revelar o reino divino ao mundo. Entretanto, esse povo falhou em sua missão. O Antigo Testamento foi ► AUXÍLIO DIDÁTICO 1 “A palavra ‘testamento’, nas designações ‘Antigo Testamento’ e ‘Novo Testamento’, para as duas divisões da Bíblia remonta através do latim testamentum ao termo grego diathéke, o qual na maioria de suas ocorrências na Bíblia grega significa ‘concerto’ em vez de ‘testa­ mento’. Em Jeremias 31.31, foi profetizado um novo concerto que iria substituir aquele que Deus fez com Israel no deserto (Êx 24.7,8). ‘Di­ zendo novo concerto, envelheceu o primeiro’ (Hb 8.13). Os escritores do Novo Testamento veem o cumprimento da profecia do novo concerto na nova ordem inaugurada pela obra de Cristo. Suas próprias palavras ao instituir esse concerto (1 Co 11.25) dão autoridade a esta interpretação. Portanto, os livros do Antigo Testamento são assim chamados por causa de sua estreita associação com a história do ‘antigo concerto’. E os livros do Novo Testamento são desse modo designados porque se tratam dos documen­ tos do estabelecimento do ‘novo concerto’” (COMFORT, Philip Wesley. A Origem da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998, pp.15-16). Professor, é im portante que você saiba que há especialistas bíblicos que adotam a transmitido por meio de “ palavras proféticas”, de toda história e das obras poderosas de Deus para com o seu povo. A narrativa dessas obras e das palavras proféticas faz com que não duvidemos do interesse de Deus em se relacionar com os seres humanos. A iniciativa de relacionar-se conosco foi sempre d Ele (cf. Êx 3.1-12)1 ► 2.2. Qual o assunto? O Antigo Testamento conta a história da origem, da ascensão, do desenvolvimento e da queda da nação de Israel. É uma espécie de introdução do que Deus falou antigamente aos nossos pais da fé pelos santos profetas e ao cumprimento do que foi falado pelo seu Filho Jesus Cristo (Hb 1.1,2). Por isso, o Antigo Testamento era a Bíblia dos primeiros crentes e do próprio Senhor Jesus (Lc 4.14-17). Foi nos escritos antigos que a Igreja encontrou o testemunho claro sobre a pessoa de Jesus de Nazaré: “ Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (Jo 5.39). Por isso, o Antigo Testamento precisa ser lido, estudado e interpretado à luz do que Jesus nos ensinou nos Evangelhos e os seus apóstolos em todo o Novo Testamento. ! Discipulando Professor 2 |

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