DISCIPULANDO 1º CICLO

 

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DISCIPULANDO 1º CICLO

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Professor Discipulando C Da ad d .c Co 0m m.br cp

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Editorial Em 2015, a Casa Publicadora das Assembleias de Deus completa 75 anos, o seu jubileu de brilhante. São 75 anos de história dedicados à Escola Dominical, ao fortalecimento da Igreja, ao evangelismo e ao cumprimento da missão que o Senhor Jesus Cristo nos deixou, o de fazer discípulos em todas as nações. Comemorando essa ditosa data, apresentamos o Novo Currículo de Escola Dominical. Trata-se de um novo material, pensado para os atuais desafios da Igreja no Brasil no século 21. A equipe de educadores de nossa Casa preparou um plano educacional com o que há de melhor e mais moderno no campo da Educação Cristã. Assim, a CPAD honra uma tradição de compromisso com a Escola Dominical e com o ensino bíblico coerente e cristocêntrico. O material que apresentamos é o currículo mais completo do Brasil, e abrange todas as faixas etárias existentes, desde o bebê recém-nascido (a faixa de Berçário) à fase da maturidade da vida (Adultos). As lições foram preparadas buscando o que a Palavra de Deus tem para ensinar para cada faixa etária, e acima de tudo, o compromisso com uma teologia conservadora e bíblica. Acreditamos que esse compromisso é essencial para a igreja em dias de tantas mudanças, como os nossos, e cremos também que a Educação Cristã pautada nas Sagradas Escrituras é o compromisso da CPAD com a Igreja Evangélica no Brasil. Portanto, queremos dar as boas vindas a você, que participa da Escola Dominical. Esta instituição existe por sua causa. Sim, você é a razão da Escola Dominical. O nosso desejo é que este novo currículo faça com que você ame ainda mais a nossa Escola Dominical, mas sobretudo, ame mais a Palavra de Deus e faça dela sua regra de fé e prática para a vida. A Deus toda a Glória! Pastor José Wellington Bezerra da Costa Presidente da CGADB Pr José Wellington Costa Júnior Presidente do Conselho Administrativo da CPAD Ronaldo Rodrigues de Souza Diretor Executivo da CPAD CPAD

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Sumário Comentarista: César Moisés Carvalho ► Lição 1 - A NECESSIDADE HUMANA: O PROBLEMA DO PECADO........................................................................03 * Lição 2 - O FRACASSO DE ISRAEL EM REPRESENTAR O REINO DE DEUS......................................................10 ► Lição 3 - QUEM É JESUS.......................................................................................... 17 ► Lição 4 - O CARÁTER DE JESUS.............................................................................. 24 ► Lição 5 - O MINISTÉRIO DE JESUS ......................................................................... 31 ► Lição 6 - O NOVO MANDAMENTO...........................................................................38 ►Lição 1 MENSAGEM DE JESUS - O REINO DE DEUS .................................... 45 ► Lição 8 - O REINADO DE DEUS JÁ TEVE INÍCIO ................................................... 52 ► Lição 9 - A MORTE DE JESUS ............................................................................. 59 ► Lição 10- A RESSURREIÇÃO DE JESUS ............................................................. 66 ► Lição 11 - A SALVAÇÃO EM CRISTO ..................................................................... 73 ► Lição 12 - SENDO UM DISCÍPULO DE JESUS ................................................... 80 ► Lição 13 - IGREJA: UMA EXPRESSÃO DO REINO DE DEUS..................................... 87 | Discipulando Professor 1 |

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Discipulando Professor CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS Av. Brasil, 34.401 - Bangu Rio de Janeiro - RJ - cep: 21852/002 Tet: (21) 2406-7373 / Fax: (21) 2406-7326 Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil José Wellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Costa Júnior Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho Consultoria Doutrinária e Teológica Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção e Arte 8 Design Jarbas Ramires Silva Gerente Comercial Cícero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Chefe de Arte 8 Design Wagner de Almeida Chefe do Setor de Educação Cristã César Moisés Carvalho Redator Marcelo Oliveira de Oliveira Projeto Gráfico - capa e miolo Jonas Lemos EDITORIAL Caro professor, as novas revistas Discipulando chegam com uma propos­ ta permanente de um rico discipulado. Após sete anos de sucesso com o an­ tigo currículo, os professores de Escola Dominical se veem agora diante de no­ vos desafios, agendas e complexidades que fazem com que eles sintam a neces­ sidade de contar com revistas que aten­ dam a esses desafios contemporâneos. Este material foi pensado e planeja­ do visando ao desenvolvimento inte­ gral e permanente do novo convertido. Este, por sua vez, entrará numa nova realidade, em um novo mundo até en­ tão desconhecido para ele. O desafio de qualquer discipulador é fazer com que o seu discipulando deseje cada vez mais parecer-se com o maior discipulador de todos os tempos: Jesus de Nazaré. Portanto, este também é o desafio da CPAD, ou seja: produzir um material que desperte nos alunos do discipulan­ do a inspiração de ser igual a Jesus e de compreender os aspectos manifestos do Reino de Deus e da sua Justiça no mundo. 2 | Discipulando Professor 1 |

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Necessidade Humana: o problema d o pecado a TEXTO BÍBLICO BASE Romanos 3.9-11; 5.12-14 ► Romanos 3 9 - Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstra­ mos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado, 10 - como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. 11 - Não há ninguém que entenda; não há nin­ guém que busque a Deus. ► Romanos 5 12 - Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. 13 - Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei. 14 - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. MEDITAÇÃO “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” ( Rm 23.3). REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA ►SEGUNDA-Gênesis 4.7 ►TERÇA- 2 Crônicas 7.13,14 ►QUARTA-Salmos 1.1 ►QUINTA-Mateus 9.13 ►SEXTA-Lucas 7.36-50 ►SÁBADO-João 1.29 | Discipulando Professor 1

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ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR INTERAGINDO COM O ALUNO Trabalhar com a classe de novos con­ vertidos é um grande privilégio para qualquer educador. É como “alfabetizar” adultos, ou seja, ensinar pessoas que se comunicam através da fala, mas ainda não sabem ler. Nesse sen­ tido, esse novo material apresentado para se trabalhar com o novo convertido é ideal, pois trata dos temas mais pertinentes e básicos da fé. Talvez, pelo seu conhecimento, você ache os assuntos simples demais, porém, é preciso ter em mente o fato de que, aos alunos, tais temas são novos. Daí o desafio de ensiná-los com dinamismo e criatividade. Para essa primeira aula, por exemplo, é imprescindível falar acerca do conceito de pecado. O que tal expressão significa? O que é, ou não, pecado, define-se historicamente ou há outra maneira de fazê-lo? Se o pecado é um mal que nos assola desde quando nas­ cemos, há alguma maneira de nos livrarmos dele? A presente lição trabalha alguns desses problemas, contudo, apresenta a solução que, na verdade, o aluno dela já se apropriou, pois já receberam Jesus, o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). ►Distinguir o pecado pessoal do pecado estrutural; ►Elencar as conseqüências físicas, sociais e espirituais do pecado. PROPOSTA PEDAGÓGICA Para introduzir a lição, proponha a seguinte reflexão: “Se você soubesse que alguém ama porque não há outra opção para essa pessoa a não ser amá-lo, o que acharia desse amor?” Aguarde as respostas e depois complemente dizendo que, provavelmente, não acreditaria na pureza de tal sentimento, posto não ser ele espontâneo, mas obrigatório e mecânico. Conclua dizendo que se Deus criasse-nos incapazes de desobedecer-lhe ou não amá-lo, nossa relação com Ele seria uma farsa. Assim é que, por sua bondade, o Criador fez-nos livres e, por isso mesmo, com capacidade de rejeitá-lo. Justamente por isso nossos progenitores pecaram. Entretanto, o contrário também é verdadeiro, ou seja, po­ demos também amar a Deus e abrimo-nos a um relacionamento com o Criador. OBJETIVOS Sua aula deverá alcançar os seguintes objetivos: ►Demonstrar como a criação perfeita tornou-se imperfeita e também o surgimento do pecado; 4 | Discipulando Professor 1 |

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INTRODUÇÃO Uma das primeiras e mais duras verdades que tomamos conhecimento quando passamos a ter consciência, é que um dia iremos morrer. Isso leva-nos a refletir o porquê de não apenas morrermos, mas também o porquê de existir­ mos. Quando nos perguntamos acerca desse assunto, chegamos ao maior e mais decisivo acontecimento de que se tem notícia, que é o fato de Deus ter decidido criar, por amor, o universo e a humanidade (Gn 1.1—2.25; Jo 1.1-5; Hb 11.3). Contudo, o modo como Ele decidiu criar-nos, isto é, livres e não autômatos, fez com que fôssemos responsáveis pela decisão de viver segundo nossa própria maneira e não de acordo com a forma que o Criador estipulara. Esse é o ponto de partida para se entender a triste realidade do pecado (Rm 3.9,10; 5.12-14). dimensão espiritual e sensível com o Criador. Não há como saber quanto tempo durou tal condição no mundo, fato é que não havia choques ou dis­ putas por espaços, pois durante esse período tudo funcionava harmoniosamente. a ► 1.2 - Queda. Juntamente com a ordem de cuidar do planeta, a humanidade recebeu 1. A CRIAÇÃO PERFEITA E A uma orientação ética (Gn 2.15-17). Como é pos­ sível verificar, tal orientação continha deveres, ORIGEM DO PECADO ► 1.1 - Criação. Criada à imagem e semelhan­direitos, proibições e punições, portanto, servia como um norte para que o ser humano tivesse ça de Deus (Gn 1.26; 5.2; Tg 3.9), a humanidade uma direção. Lamentavelmente, representada recebeu um propósito muito específico: admi­ pelo casal progenitor, a humanidade optou por nistrar o planeta (Gn 2.15-17). O primeiro casal desobedecer ao Criador e assim transgrediu vivia em plena harmonia entre si, com a natureza a ordem divina expressa (Gn 3.1-24). Tal de­ e com o Criador (Gn 2.18-25; 3.8). Na realidade, sobediência e transgressão, conhecida como eles viviam literalmente a plenitude do “Reino “Queda”, rompeu a relação da criatura com o de Deus”, ou seja, eram dirigidos, orientados e Criador, alterando todas as demais relações plenamente adaptados tanto à dimensão física, (Gn 3.9-24). A harmonia que antes havia fora humana, social e natural do mundo; quanto à então quebrada. O Reino de Deus, isto é, o reinado divino que contava com a participação humana em sua administração, passou agora a ser um desejo praticamente inatingível, pois o mundo tornara-se o reino humano no pior sentido da expressão (Gn 3.17,23). A dor e a morte tornaram-se uma realidade. A humanidade optou por desobedecer ao Criador. n ► 1.3 - Redenção. Desse triste episódio em diante, a tentativa desesperada da humanidade é “voltar” ao estado paradisíaco do mundo ou recriá-lo à sua própria forma e maneira. A hu­ manidade, mesmo sem Deus, percebe que há alguma coisa errada, consigo e com o mundo, e procura de todas as formas consertá-los. Por | Discipulando Professor 1 j

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verificar nas próximas lições, na realidade, a “redenção" só pode acontecer por intermédio de uma pessoa habilitada que, assim como Adão, represente toda a humanidade. Isso, porém, não nos exime de participar no pro­ cesso de cuidado com o mundo e a criação. 2. A NATUREZA E A REALIDADE DO PECADO > 2 . 1 - 0 pecado e sua universalidade. 0 texto paulino registrado em Romanos 3.23 informa que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Os versículos nove a onze do mesmo capítulo tratam igualmente desse assunto e informam que a realidade do peca­ do é irrevogável do ponto de vista humano. A despeito de o povo de Israel ter sido usado por Deus como canal por onde o mundo recebeu a promessa de que seria abençoado (Gn 12.1-3), o apóstolo Paulo, que também era judeu, diz que mesmo o seu povo em nada é mais excelente, ou melhor, do que as demais nações e povos. Em outras palavras, todos igualmente estão debaixo da maldição do pecado, isto é, “não há um justo, nem um sequer”, pois ninguém, por si mesmo, entende e muito menos busca a Deus (Rm 3.10,11). isso, em toda a sua trajetória é possível verificar as diversas criações humanas que intentam produzir uma realidade melhor: religião, filosofia, política, ciência, ideologia, etc. Todas, porém, têm se mostrado insuficientes, pois a transgressão humana exige um pagamento (redenção) que somente Deus pode saldar. Assim, como ato de misericórdia o Criador, ainda na cena do terrível episódio da Queda, mencionou uma promessa denominada pelos teólogos de protoevangelho. Ele disse à serpente que da “semente” da mulher nasceria um descendente que lhe esmagaria a cabeça (Gn 3.14,15 cf. Ap 20.2), destruindo o poder do pecado. ^ AUXÍLIO DIDÁTICO 1 A fim de esclarecer o trinômio “criação, queda e redenção", é de vital importância que você esteja inteirado acerca da doutrina da criação, pois a “Criação é a base da dig­ nidade humana, pois nossa origem diz-nos quem somos, por que estamos aqui e como devemos tratar uns aos outros” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E Agora, Como Viveremos? 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.132). Voltando ao trinômio acima re­ ferido, é imprescindível conhecê-lo, pois ele contém as três perguntas fundamentais: “De onde viemos, e quem somos nós (criação)? O que deu errado com o mundo (queda)? E o que podemos fazer para consertar isso (redenção)?” (Ibid., p.32). Como se poderá ► 2.2 - O pecado pessoal. A doutrina cristã ensina que a humanidade peca justamente por ser pecadora e não o contrário, ou seja, não se torna pecadora ao pecar. Desde quando o Criador advertira Caim, a Bíblia nos mostra que o pecado está sempre nos espreitando querendo fazer com que cedamos (Gn 4.7). Na verdade, conforme vemos em Gênesis 6.5, o próprio Criador constatara, em relação à humanidade, que “toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. Se an­ tes de transgredir, ou desobedecer, a vontade humana era inclinada a manter-nos sendo o que Deus projetou-nos para que fôssemos, agora nossa natureza fora completamente deturpada, levando-nos, às vezes até mesmo a contragosto (Rm 7.15-23), a nos rebelar contra Deus através do pecado. “Não há pessoa alguma que não 6 | Discipulando Professor 1 |

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“Romanos 5.12, junto com os versículos 18 e 19, são os textos primários do Novo Testamento para o conceito de ‘pecado original’, ou seja, que todas as pessoas nascem em pecado por causa do pecado de Adão. Ou, como se diz frequentemente, todos herdam uma natureza ► 2.3 - O pecado estrutural. Mesmo a depravada” (Ibid., p.844). humanidade tendo, através da desobediência e consequentemente rebelião, aberto mão de seu direito de ser governada por Deus, 3. O SOFRIMENTO HUMANO E A o Criador, ciente de que a maldade humana PRIVAÇÃO DE DEUS não tem limite, por sua misericórdia, desde os ► 3.1 - Conseqüências físicas do pecado. tempos de Moisés, transmitiu leis para proteger Dos transtornos proporcionados pela Queda, a os menos favorecidos (Lv 19.9-18; Dt 23.7,8). morte talvez seja uma das mais visíveis e cruéis Todavia, a maldade humana é tão terrível que, conseqüências (Rm 5.12). No entanto, até que mesmo assim, o povo que deveria servir como cheguemos a este momento final, o drama humano um exemplo ao mundo todo do que significava é permeado por angústias, doenças e males di­ ser governado por Deus (Êx 19.6; Dt 4.5-8), versos, tal como dissera o Criador no triste evento resolve, por causa da natureza pecaminosa, da Queda (Gn 3.16-19). O desastre causado pela rebelar-se contra o Deus que o havia libertado desobediência humana atingiu proporções tão (Êx 20.2; 1 Sm 8.4-22). Como o Senhor adver­ drásticas que até mesmo a natureza foi atingida tira, o resultado da rebelião não poderia ser negativamente, pois o Senhor dissera que a terra outro, Israel terminou tornando-se novamente passara a ser maldita (Gn 3.17). É justamente por escravo e assim passou a aspirar ainda mais isso que as Escrituras falam sobre o fato de que o reinado divino sobre si (Lv 18.24-30; 20.22; “a criação geme e está juntamente com dores de 2 Cr 30.6-9). Mesmo no exílio, a misericórdia parto até agora” (Rm 8.22). A harmonia que era divina é tão grande, que a condenação de tão real no jardim do Éden fora completamente Nabucodonosor, rei da Babilônia, conforme transtornada, trazendo terríveis conseqüências dissera Daniel, talvez fosse revogada se ele físicas, tanto para a humanidade quanto para o fizesse justiça aos menos favorecidos (Dn 4.27). restante da criação. peque”, já reconhecia o sábio rei Salomão na cerimônia de dedicação do Templo em Jerusalém, muitos séculos depois de o casal representante da humanidade ter pecado pela primeira vez (2 Cr 6.36). ^ AUXÍLIO DIDÁTICO 2 “O pecado no jardim do Éden resultou na interrupção da relação íntima que existia entre Deus e o casal original. O fato de terem sido expulsos do jardim, onde eles tinham andado com Deus, fornece ilustração gráfica da perda de intimidade. Tendo perdido a relação perfeita que tinham conhecido com Deus, a perdà da vida se lhes tornou o destino subsequente. Em outras palavras, a morte espiritual resultou em morte física" (JOHNSON, Van. “Romanos” In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds ). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.843-44). Este mesmo autor informa que ► 3.2 - Conseqüências sociais do pecado. Desde o início é perceptível que o Criador pla­ nejara a vida em sociedade para todos os seres humanos (Gn 1.28; 2.18). Mas até mesmo essa característica da humanidade foi transtornada pelo pecado. O desejo egoísta de dominar logo aflorou, fazendo com que uns tivessem poder sobre a vida dos outros (Gn 10.8,9; 11.1-6). A escravidão e a subserviência nunca fizeram parte do plano original de Deus para a humanidade, porém, tornaram-se uma das conseqüências da Queda (Lc 22.24-26). ► 3.3 - Conseqüências espirituais do pecado. Apesar de vermos o quanto o pecado afetou a humanidade, primeiramente | Díscípulando Professor 1 |

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aspecto pessoal, atingindo até mesmo a própria natureza, a “morte” mencionada pelo Criador a Adão, como se pode ver, não se referia simples­ mente ã morte física, ou a cessação da vida, mas apontava para a privação momentânea da presença divina durante a vida terrena do ser humano e, posteriormente, a separação eter­ na de Deus (Gn 2.17). Chamada de “segunda morte” trata-se da pior conseqüência que pode vir sobre qualquer ser humano, pois significa o banimento e a deserção eterna da presença do Criador, privando a criatura completamente de voltar à sua fonte originária (Ap 2.11; 20.6,14; 21.8). CONCLUSÃO Como vimos nessa primeira lição, o pecado é um efeito colateral decorrente do fato de não termos sido criados como autômatos e sem vontade própria. Por esse ato aprendemos que Deus não queria seres robotizados e sem ca­ pacidade de pensar, mas justamente o inverso, isto é, o Criador optou por criar seres livres. Isso, inclusive, custou a Ele o preço de ser rejeitado pela humanidade que, por amor, criara. Se por um lado isso possibilitou a humanidade rejeitar o Deus Criador, por outro trouxe também obrigações a cada um de nós, pois somos responsáveis por nossas decisões e atitudes, em relação a Deus, a nós mesmos e às demais pessoas. ^ AUXÍLIO DIDÁTICO 3 “A morte (heb. maweth, gr. thanatos) teve sua origem no pecado, e é o resultado final do pecado (Gn 2.17; Rm 5.12-21; 6.16,23; 1 Co 15.21,22,56; Tg 1.15). É possível distinguir entre a morte física e a espiritual (Mt 10.28; Lc 12.4). A morte física é uma penalidade ao pecado (Gn 2.17; 3.19; Ez 18.4,20; Rm 5.12-17; 1 Co 15.21,22) e pode vir como um juízo espe­ cífico (Gn 6.7,11-13; 1 Co 10.13,14; At 12.23). Entretanto, para os crentes (que estão mortos para o pecado, Rm 6.2; Cl 3.3; em Cristo, Rm 6.3,4; 2 Tm 2.11) significa uma restauração mediante o sangue de Cristo (Jó 19.25-27; 1 Co 15.21,22) porque Deus tem triunfado so­ bre a morte (Is 25.8; 1 Co 15.26,55-57; 2 Tm 1.10; Hb 2.14,15; Ap 20.14)” (MARINO, Bruce R. “Origem, natureza e Conseqüências do pe­ cado” In HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática. Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.132, pp.296-97). Acerca da separação de Deus, o mesmo autor afirma que os “não salvos vivem na morte espiritual (Jo 6.50-53; Rm 7.11; Ef 2.1-6; 5.14; Cl 2.13; 1 Tm 5.6; Tg 5.20; 1 Pe 2.24; 1 Jo 5.12), que é a derradeira expressão da alienação entre a alma e Deus. Até mesmo os crentes, quando pecam, experimentam uma separação parcial de Deus (SI 66.18), mas Ele está sempre disposto a perdoar (SI 32.1-6; Tg 5.16; 1 Jo 1.8,9)” (Ibid., p.297). APROFUNDANDO-SE “O ponto de vista bíblico é que o pecado origínou-se no abuso da liberdade con­ cedida aos seres criados, os que foram equipados com o uso da vontade. Não foi Deus o criador do mal. O mal é uma ques- íl A escravidão e a subserviên­ cia nunca fizeram parte do plano original de Deus para a humanidade. 55 8 Discipulando Professor 1 |

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tão de relacionamento e não algo provido de substância. Basicamente, desconsidera a glória, a vontade e a Palavra de Deus. Rompe com a relação de obediência para com a fé em Deus, e toma a decisão de falhar diante dEle. A vontade é um importante corolário da personalidade racional. A ação moral é aquilo que determina o caráter. E isso en­ volve um tremendo risco, o de fracassar. Deus, ao prover espaço para a tomada de decisões livres e morais aos anjos e seres humanos que criou, teve de permitir a pos­ sibilidade do fracasso em algumas de suas criaturas. Sem essa possibilidade, não haveria liberdade genuína nem verdadeira personalidade. O pecado, por conseguinte, originou-se da livre escolha das criaturas de Deus. Em lugar de crer e confiar em Deus, e corresponder a seu admirável amor e à sua provisão, destronaram-no, e entronizaram o próprio ‘eu’. A incredulidade e o desejo de exaltar o próprio ‘eu’ foram elementoschaves do primeiro pecado”. (William Menzies e Stanley Horton. Doutrinas Bíblicas. Os Fundamen­ tos da nossa Fé. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.72,74). VERIFIQUE SEU APRENDIZADO ^ ^ 1. Segundo o primeiro ponto da lição, quais são os três elementos estruturais que sintetizam a trajetória humana? R. Criação, queda e redenção. Cite os dois aspectos principais da uni­ versalidade do pecado. R. Pessoal e estrutural. ‘ { Em sua opinião, por que Deus abomina o pecado estrutural tanto quanto o pecado pessoal? R. Apesar de a resposta ser pessoal, é imprescindível que ela contenha o princípio de que o pecado estrutural prejudica a co­ letividade, enquanto que, muitas vezes, o pecado pessoal afeta apenas quem pecou. . Cite as três principais conseqüências do pecado. R. Físicas, sociais e espirituais '> O que é a “segunda morte”? R. Trata-se da pior conseqüência que pode vir sobre qualquer ser humano, pois significa o banimento e a deserção eterna da presença do Criador, privando a criatura completamente de voltar à sua fonte originária (Ap 2.11; 20.6,14; 21.8). r j SUGESTÃO W DE LEITURA ►Teologia Sistemática: Uma Pesperctiva Pentecostal Uma obra completa para os principais te­ mas doutrinários para o professor dominical. ►Manual do Professor de Escola Dominical Esta obra tem a finalidade auxiliar os edu­ cadores cristãos através de um estilo claro e preciso ►Manual do Discipulador Cristão Descubra a importância de ser e fazer discípulos. WmBimz í i ►Que o “tema da salvação já aparece em Gênesis 3.15, na promessa de que o Descendente - ou ‘semente’ - da mulher esmagará a cabeça da serpente. ‘Este é o protoevangelium [protoevangelho], o primeiro vislumbre da salvação que virá através daquEle que restaurará o homem à vida”’ (Daniel B. Pecota. A Obra Salvífica de Cristo In Stanley Horton (Ed.). Teologia Sistemática. Uma Perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.337). Discipulando Professor 1

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o Fracasso de Israel em Representa. o Reino de Deus TEXTO BÍBLICO BASE ► Romanos 2.17-24 17 - Eis que tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; 18 - e sabes a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei; 19 - e confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, 20 - instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; 21 - tu, pois, que ensinas a outro, não te ensi­ nas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? 22 - Tu, que dizes que não se deve adulterar, adúlteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio? 23 - Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? 24 - Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. 10 | Discipulando Professor 1 | MEDITAÇÃO “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos i/ós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3.26-29-ARA). REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA ► SEGUNDA - Gênesis 12.1-3 ► TERÇA - Deuteronômio 7.1-11 ► QUARTA - Zacarias 8.22 ► QUINTA - Mateus 23.34-38 ► SEXTA - Romanos 2.25-29 ► SÁBADO - Gáiatas 5.6

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ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR INTERAGINDO COM O ALUNO A presente lição tem como propósito mos­ trar que Deus não privilegia povo algum, mas que escolhera uma pessoa e, a partir desta, formou uma nação cujo dever era representá-lo. Infelizmente, como se verificará, o Criador fora ostensiva e deliberadamente rejeitado por parte desse povo, não restando ao Senhor outra alternativa, a não ser permitir que tais pessoas sofressem os reveses comuns a quem vira as costas para o Deus eterno. Apesar disso, é oportuno destacar que o Pai misericordioso não os rejeitara perpetuamente, antes, inúmeras vezes procurou convertê-los, insistindo a que voltassem atrás. Na consumação de todas as coisas, a Bíblia é clara em dizer que Israel será restaurado. Para melhor orientar os alunos e tam­ bém auxiliá-los no processo de refletir, faça algumas perguntas: “Por que Deus resolveu destruir o mundo que Ele mesmo criara? Com qual propósito o Criador espalhara os cons­ trutores da torre de Babel? Abrão, o homem que Deus chamara para, a partir dele, formar uma grande nação, era um homem perfeito?”. Aguarde as respostas e então os convide a, juntamente com você, crescer um pouco mais no conhecimento da “pré-história” de Israel. ►Refletir acerca da escolha divina por Jacó, da proteção de Deus no caso das parteiras, durante os 430 anos de permanência no Egito e também nas quatro décadas de peregrinação pelo deserto; ►Dissertar panoramicamente acerca do longo tempo do governo de Israel sob os juizes (cerca de 300 a 400 anos), durante os reinos unido e dividido (cerca de 200 anos) e, finalmente, no cativeiro (cerca de 70 anos). PROPOSTA PEDAGÓGICA A respeito do relacionamento com Israel, existem duas posições extremas que acabam sendo comuns nos dias atuais. As pessoas acham que devem se “judaizar”, ou seja, adaptar os utensílios e costumes judaicos à nossa vida, ou então partem para o outro polo, igualmente danoso, tornando-se antissemitas, isto é, inimigas do povo escolhido. Com vistas a evitar tais posturas, é de alvitre que o profes­ sor saiba conduzir o assunto da presente lição com o devido cuidado. E qual a melhor forma para fazer isso? Utilizando a Bíblia Sagrada. Estude os capítulos 9 a 11 da epístola de Paulo aos Romanos e proponha à classe o mesmo. Vocês certamente terão maturidade para falar a respeito do tema sem cair em um ou outro dos Discipulando Professor 1 OBJETIVOS Sua aula deverá alcançar os se­ guintes objetivos: t Explicar o porquê do dilúvio e de Deus ter espalhado os construtores da torre de Babel, bem como a razão de ter chamado Abrão;

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extremos aqui referidos. Se desejar, no início da aula proponha a seguinte questão: Em um extremo da lousa escreva “judaizantes” e, na outra, “antissemitas”. Em seguida, pergunte à classe qual das duas posições deve ser assumida pelos seguidores do Evangelho de Cristo. Na seqüência, se ninguém sugerir, diga que nenhuma das duas, mas que devemos ter uma atitude de respeito por esse povo, pois foi o canal de Deus, através do qual recebemos, inclusive, o Salvador. informa que a rebeldia e a afronta contra Deus atingiram proporções inimagináveis (Gn 6.15,11,12). Tão crescentes foram as manifestações de rebelião, que o Criador “arrependeu-se” de ter criado a humanidade e resolveu julgá-la de forma drástica (Gn 6.6). Em outras palavras, Ele decidiu destruir a humanidade do mundo antigo (Gn 6.7). Mesmo assim, conforme já foi dito na introdução, o Criador não desistiu da raça humana, pois, a despeito de todo o pecado do mundo de então, Ele encontrou em Noé, alguém que o temia, isto é, respeitava, sendo uma pessoa justa e reta que procurava ter intimidade com o Criador (Gn 6.8-10). Ainda que Deus tenha determinado o seu juízo sobre o mundo, Ele usou Noé não apenas para construir a arca que protegeria a este e sua família (Gn 6.13-22), mas também o levou a pregar e anunciar tal juízo à humanidade, oferecendo a todos a chance de se arrepender, salvandose da catástrofe iminente (1 Pe 3.20; 2 Pe 2.5). Como se sabe, apenas Noé, sua esposa, seus três filhos — Sem, Cam e Jafé — e suas noras sobreviveram e assim a terra foi repovoada, dando continuidade à raça humana (Gn 7.1-9.19). ► 1.2 - A Torre de Babei. Não é possível saber quantos séculos se passaram para que a terra fosse repovoada, o fato é que a hu­ manidade desenvolveu apenas uma língua e a comunicação se fazia sem limites (Gn 11.1). Isso, porém, longe de criar um mundo melhor, fez com que a humanidade intentasse “recriar o paraíso” através da ostentação (Gn 11.2-6). O próprio Criador percebeu que a maldade que havia no coração da humanidade não levaria aquele projeto de construção de uma torre a bom termo. Sua construção serviria para distanciar a humanidade ainda mais de si e do Senhor Deus, por isso, o Criador, novamente por amor e compaixão, fez com que surgisse a diversidade de línguas, levando-os a espalharem-se por toda aterra (Gn 11.7-9). COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO Mesmo tendo visto a humanidade virar-lhe as costas em franca rebelião, o Criador não desistiu de nós. Isso, a despeito de o Senhor reconhecer que “a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice” (Gn 8.21). Na realidade, o que a Palavra de Deus relata, em toda a sua extensão, desde o Antigo até o Novo Testamento, é a incessante misericórdia divina procurando resgatar a humanidade caída (Jr 32.30-44; Jo 3.16). Nessa segunda lição veremos o desenrolar do plano divino, sobretudo no período bíblico, e como Deus, mesmo diante da rebelião humana, não desiste de propiciar meios de resgatar-nos. 1. DEUS CHAMA ABRAÃO ► 1 . 1 - 0 Dilúvio. Séculos depois de a ► 1.3 - A chamada de Abraão. O texto bíblico humanidade representada pelo prim eiro informa que da família do filho primogênito de casal ter pecado e caído (Gn 3.1-24), a Bíblia Noé, Sem, nasceu Abrão (Gn 11.10-31). Habitante 12 | Discipulando Professor 1 |

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de Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia, Abrão, saiu com destino a Canaã e, sem conhecer a Deus, foi chamado peio Criador para peregrinar, por fé, definitivamente a uma terra desconhecida que, posteriormente prometeu o Senhor, seria dada aos descendentes do patriarca (Gn 12.1; 15.18). Na verdade, a primeira grande promessa que o Criador fez a Abrão foi justamente a de fazer dele uma grande nação (Gn 12.2). Embora pouco se reflita acerca de o porquê de Deus ter feito essa promessa ao patriarca, é importante observar que ela tinha o propósito de que, a partir da família de Abrão, se formasse uma nação que seria fonte de bênção para o mundo todo e não apenas para si mesma. O texto diz que Abrão seria “uma bênção” para que, nele, isto é, em sua atitude de crer, fossem “benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.2,3). Talvez pelo fato de o próprio Abrão, que significa “pai exaltado", não ter entendido, é que Deus mudou o seu nome para Abraão que pode ser traduzido para “pai de uma multidão” (Gn 17.5). Apesar de o foco de nossa reflexão não ser o milagre de o casal ter tido um filho em sua velhice, é digno de menção que o cumprimento da promessa de fazer de Abraão uma grande nação, só pôde tornar-se uma realidade porque o Senhor permitiu que Sara, idosa e estéril, concebesse Isaque, o filho da promessa (Gn 16.1; 21.1-13). e a lhe dar glória” (JOHNSON, Van. “Romanos” In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.839). Na realidade, informa o mesmo autor, foi “justamente por causa da confiança de Abraão no ponto da impossibilidade humana que Paulo usa essa situação para atacar o entendimento da justiça vigente no judaísmo. Não foi pela fidelidade ou obras de Abraão que ele obteve o crédito da justiça. Antes, foi sua confiança em Deus somente — sua confiança num Deus que faria o que só Ele poderia fazer. Foi precisamente porque era humanamente impossível Abraão ter um filho que sua decisão retrata a natureza da fé. A fé bíblica é a confiança na capacidade de Deus fazer o que não podemos. Levando em conta Romanos 3.21 a 4.25, é nossa fé em sua capacidade de fazer o que só Ele pode — nos tornar justos” (Ibid.). 2. A FORMAÇÃO DO POVO SANTO E DO REINO SACERDOTAL > 2.1 - Jacó e Esaú. É interessante e curioso notar que Isaque era filho de uma mulher estéril e, ao casar-se, o fez sem saber, com Rebeca, que também era estéril. Após vinte anos de oração ela concebeu e teve dois filhos: Esaú e Jacó (Gn 25.19-28). Cercados por conflitos familiares que se iniciaram ainda na gestação, Esaú tornou-se mais apegado com Isaque, e Jacó, por sua vez, com Rebeca (Gn 25.22,28,2934). Após uma conturbada convivência, os dois irmãos separaram-se, reconciliando-se depois de duas décadas (Gn 31.41 cf. 32.2—33.17). Foi durante o trajeto desse encontro que Deus mu­ dou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.22-32), nome este que designou primeiramente o povo escolhido e que, até os dias de hoje, designa também o país. Assim, a formação das doze tribos de Israel vem dos filhos de Jacó, entre os quais temos José que, após ser vendido por seus irmãos, de escravo tornou-se governador no Egito (Gn 37.1-36; 39.1—41.57). Dessa forma o povo de Israel formou-se no Egito. | Discipulando Professor 1 | ^ AUXÍLIO DIDÁTICO 1 Apesar de haver necessidade de falar a res­ peito do dilúvio e também da infortunada torre de Babel, o ponto alto a ser destacado nesse ponto é a chamada de Abrão. A partir dessa chamada, vemos a revelação do propósito de Deus não apenas para o patriarca e para o povo que dele descenderia, mas sim para toda a humanidade. “Avançado em idade, a capacidade reprodutiva de Abraão e Sara era ‘tão boa quanto morta’ (veja Gn 18). Mas Abraão estava ‘certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer’ (Rm 4.21), e ‘[Abraão] em esperança, creu’ (v. 8), ‘dando glória a Deus’ (v.20). Abraão era diferente do pecador descrito em Romanos 1.21, que se recusou a responder a Deus como Deus

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