Jornal do Sintáxi

 
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Edição 181 - Março de 2016

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F Os 511 envelopes com as propostas foram abertos no Auditório Araújo Vianna, na presença dos interessados, convidados, autoridades e jornalistas durante audiência pública que durou cerca de 2h30min Tomás Sá Pereira/SP Comunicação inalmente “as cartas foram colocadas na mesa” e a licitante, Susiane Aparecida Schuetz Ramos, abriu um Royal Straight Flush - a maior jogada do Pôquer -, batendo todos os demais concorrentes do certame, oferecendo R$ 756.001,90 por uma permissão de táxi, para pagamento em 240 parcelas (20 anos), a partir de R$ 3,1 mil mensais, valor que será corrigido anualmente pela variação da Unidade Financeira Municipal (UFM), hoje em R$ 3,6501. Com a proposta apresentada, a licitante ficou em primeiro lugar, seguida de Milton Serafim Gomes Reges, com uma proposta de R$ 700 mil, ou R$ 2,9 mil mensais para pagamento em 20 anos. Se forem confirmadas todas as 89 propostas apresentadas na Concorrência nº 3/2015, a Prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal dos Transportes/Empresa Pública de Transporte e Circulação (SMT/EPTC) vai lucrar mais de R$ 37,9 milhões em 20 anos, cerca de R$ 158 mil mensais, equivalente a 43.331,93 UFM’s. Até o fechamento desta edição do JORNAL DO SINTÁXI, os integrantes da Comissão Especial de Licitação ainda não haviam divulgado a lista oficial com todas as propostas ordenadas da primeira à última colocada. Para divulgar a relação oficial é necessário analisar a documentação apresentada pelos vencedores. Os 150 primeiros colocados serão chamados para realizarem a prova prática que consiste no embarque e desembarque de um cadeirante no prazo máximo de 15 minutos. A prova terá caráter eliminatório e os 89 aprovados assinarão o contrato com a SMT/EPTC. A partir da assinatura dos documentos cada novo permissionário terá até 180 dias para adquirir o veículo e adaptálo ao transporte de cadeirantes. O diretor Administrativo do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Adão Ferreira de Campos, acompanhou a audiência pública realizada no dia 12 do mês passado no Auditório Araújo Vianna, e ficou surpreso com a oferta da primeira colocada na licitação. “O valor é muito alto, está acima do mercado e resta saber se a vencedora terá condições de arcar com as prestações”, disse Adão. Páginas 2 a 6

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JS - Março de 2016 - Página 2 Havia uma grande expectativa em torno da abertura dos envelopes com as propostas dos concorrentes da licitação do sistema de táxi de Porto Alegre. Diante do silêncio e da inexplicável prorrogação do prazo, chegamos a supor de que não havia um número suficiente de propostas idealizado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Apareceram 511 pessoas interessadas em se tornar permissionárias da noite para o dia, ou seja, superando, de longe, as expectativas de todos. Mas chamou a atenção duas propostas apresentadas, uma de R$ 756 mil e outra de R$ 700 mil. Valores muito elevados para um serviço de táxi. Quem é do ramo sabe exatamente quanto é possível ganhar dirijindo táxi e cumprindo uma jornada diária de trabalho. Não existe mágica, portanto, ninguém vai conseguir ganhar mais do que os outros colegas. A partir daí surge a dúvida se os dois concorrentes terão condições de arcar com a prestação mensal das outorgas e outras despesas que fazem parte do pacote “táxi”. Esperamos que estas duas pessoas tenham amplo e total conhecimento da nova lei que rege o sistema de táxi da capital gaúcha. Eles terão 35 anos para explorar as permissões, findo o prazo devolverão as outorgas para o poder público municipal sem nenhuma indenização. Não poderão arrendar, vender, transferir e seus herdeiros legais não terão nenhum direito, já que as permissões não farão parte do patrimônio familiar. Aliás, se algum dos 89 novos permissionários falecer ao longo dos próximos 240 meses (20 anos), a outorga retornará para o poder público municipal e os familiares não receberão de volta as parcelas já pagas. A diretoria é favorável à licitação do sistema de táxi de Porto Alegre, mas é contrária ao método adotado pela prefeitura de comercializar as permissões, num grande negócio gerido pelo governo. A maioria dos condutores auxiliares, trabalhadores com muitos anos de experiência na atividade foram alijados do processo, por conta dos elevados lances ofertados pelos concorrentes, numa disputa predatória, injusta e imoral, enquanto isto os cofres da prefeitura receberão mais de R$ 38 milhões em 20 anos, valor este que será corrigido anualmente conforme a inflação, um verdadeiro negócio da China. O poder público municipal não pode auferir lucro como se fosse uma empresa privada no mundo capitalista. Alguma coisa está errada neste processo e lamentamos o silêncio da opinião pública e setores da imprensa que foram enfáticos ao criticar a comercialização de permissões entre taxistas, mas não se sentem à vontade para criticar a lei que permite que um ente público fature muito dinheiro em cima de uma classe de trabalhadores que não são empresários. Direito de defesa O índices de violência urbana não param de crescer a cada mês e a população não sabe o que fazer. O problema é que o Estado, que deveria prover a segurança pública de todos, não consegue cumprir com este preceito constitucional. E o mesmo Estado não permite que o cidadão possa utilizar armas de fogo para defesa pessoal e de seu patrimônio. A lei precisa ser alterada urgentemente e a população deve ter o direito de usar armas de fogo. O Estado pode e deve exigir das pessoas interessadas em ter armas, cursos regulares, com teoria (legislação) e prática, carga horária em estantes de tiros, amostras de sangue para DNA, além das negativas das justiças estadual e federal, bem como exames médicos e psicotécnicos, entre outros. As pessoas de bem, devem ter o direito de decidir entre ter ou não uma arma de fogo. Como a população está desarmada, os criminosos investem contra qualquer pessoa, independente do dia, hora e local, pois eles têm a plena e absoluta certeza de que suas vítimas não poderão reagir. O Estado do RS se encontra numa situação crítica, faltando recursos para pagamento da folha dos servidores. Não é possível contratar mais policiais civis e militares. Concursados, temporários e servidores inativos que poderiam retornar ao serviço. A população não tem segurança e o futuro é incerto, já que nem mesmo o governador, José Ivo Sartori, consegue prever como resolverá o problema da segurança pública.

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JS - Março de 2016 - Página 3 A Licitante oferece R$ 756 mil por uma permissão de táxi oficial deverá ser divulgado ainda no decorrer deste mês. Se não houver nenhuma alteração a Prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal dos Transportes/Empresa Pública de Transporte e Circulação (SMT/EPTC) vai lucrar mais de R$ 37,9 milhões em 20 anos, cerca de R$ 158 mil mensais, equivalente a 43.331, 93 UFM’s. O diretor Administrativo do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Adão Ferreira de Campos, acompanhou a audiência pública e ficou surpreso com a oferta da primeira colocada na licitação. “O valor é muito alto, está acima do mercado e resta saber se a vencedora terá condições de arcar com as prestações”, disse Adão. Opinião compartilhada pelo presidente da entidade, Luiz Nozari. Ele destaca as dificuldades que os dois primeiros colocados na licitação terão para honrar com os compromissos mensais (prestação da concorrência, do carro, taxas cobradas pela EPTC como vistorias, renovações, rastreador, condomínio do ponto fixo, radiotáxi, além do combustível e manutenção do veículo). “Somando todas estas despesas fixas, os dois partirão de R$ 4 mil mensais no negativo. Ainda que escolham o Ponto Fixo do Aeroporto Salgado Filho, terão que trabalhar muito, para fazer frente. E não podemos esquecer de que as prestações serão corrigidas anualmente pela inflação”, comenta Nozari. UFM A Unidade Financeira Municipal (UFM) é o indexador escolhido pela EPTC para balizar todos os contratos com os 89 novos permissionários e está interligada com a inflação. Enquanto a inflação estiver sob controle, os contratos não sofrerão elevações, caso contrário o valor anual da UFM poderá disparar. Neste ano a UFM é R$ 3,6501, 10,48% a mais do que no ano passado, quando estava em R$ 3,3039 (leia o quadro ao lado). Nos últimos anos a correção anual da UFM tem ficado na média de 5,72%, mas em 2015, os índices inflacionários foram elevados disparando o indexador. A primeira colocada na licitação assinará um contrato total de 207.118,13 UFM’s (R$ 756.001,90), para pagamento mensal de 862,99 UFM’s (R$ 3.150,00). Se a correção do indexador repetir os mesmos 10,48% deste ano, em 2017, a prestação mensal estará em R$ 3.480,09, com a UFM marcando R$ 4,0326. primeira etapa da Concorrência nº 3/2015, que prevê o ingresso de 89 prefixos de táxis na frota da Capital, foi vencida com a abertura de 511 envelopes contendo as propostas dos interessados. A sessão aconteceu no dia 12 do mês passado, no Auditório Araújo Vianna. Foram selecionados os 150 maiores lances sendo que a primeira colocada, Susiane Aparecida Schuetz Ramos, apresentou o lance de R$ 756.001,90, para pagamento em 240 parcelas (20 anos) a partir de R$ 3.150,00, valor que será corrigido anualmente pela variação da Unidade Financeira Municipal (UFM), hoje em R$ 3,6501. O segundo colocado foi Milton Serafim Gomes Reges, com uma proposta de R$ 700 mil, ou R$ 2,9 mil mensais para pagamento em 20 anos. Quatro propostas ficaram entre R$ 603 mil e R$ 611,9 mil, foram oferecidos ainda 13 lances entre R$ 500 mil e R$ 570 mil, 34 entre R$ 400 mil e R$ 486 mil e 36 entre R$ 327 mil e R$ 398,6 mil. O licitante que ficou em 90º lugar, abrindo a lista dos suplentes, apresentou a proposta de R$ 325 mil, enquanto que o último colocado, na posição 150, ofereceu R$ 260 mil. Os integrantes da Comissão Especial de Licitação estão verificando a documentação dos 150 licitantes aprovados na primeira etapa da concorrência e o resultado

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JS - Março de 2016 - Página 4 P Propostas apresentadas pelos licitantes fogem da realidade de mercado ela primeira vez na história do sistema de tá- perderão o direito de explorar o serviço, além disso, em xi de Porto Alegre está sendo realizada uma caso de morte, antes do final deste tempo, a permissão licitação para o ingresso de novas permissões. não poderá ser transferida aos herdeiros e ninguém sabe o A diretoria da Empresa Pública de Transporte que acontecerá com os valores já pagos no financiamento e Circulação (EPTC) comemora o sucesso do da outorga. certame, que apresentou 511 concorrentes disputando 89 Fazem parte do rol de despesas obrigatórias: vagas (5,75 licitantes para cada outorga). Se for confir- renovação da Identidade de Condutor de Transporte mada a relação dos vencedores, publicada na página Público - Táxi (ICTP), o popular “carteirão”, taxas de 5 desta edição do JORNAL DO SINTÁXI, o órgão vistorias e cadastro, cobradas pela EPTC, verificação público municipal receberá em 20 anos mais de R$ anual do taxímetro e do sistema de gás natural veicular 37.959.813,85 ou 10.399.664,07 Unidades Financeiras (GNV), mensalidade da radiotáxi, condomínio do ponto Municipais (UFM’s), indexador que é corrigido anual- fixo, abastecimento do veículo e manutenção do mesmo mente conforme a inflação. (mecânica, pneus e acessórios). O presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Estas 89 permissões serão regidas pela nova forAlegre (Sintáxi), Luiz Nozari, lamenta que um órgão matação da Nova Lei do Táxi, em vigor há dois anos, ou público municipal tenha lucro sobre o serviço de uma seja ninguém poderá vender, trocar, alugar, doar, transclasse de trabalhadores. Embora possa ser legal licitar ferir e tão pouco lançar como patrimônio. permissões de táxis pela maior oferta, a disputa é no mí“Será que todos os concorrentes estão cientes desnimo “imoral”. tas condições apresentadas no Edital da Concorrência nº “Esta concorrência alijou a maioria dos condutores 3/2015?” auxiliares que gostariam de se tornar permissionários, O questionamento do presidente do Sintáxi é opormas viram seus sonhos ruírem por conta dos valores ofer- tuno e cabe à equipe da EPTC conversar com cada um dos tados”, comenta Nozari. 89 vencedores do certame, antes de colher as assinaturas As propostas apresentadas pelos dois primeiros co- dos contratos, que se forem quebrados, vão gerar pesadas locados na Concorrência nº 3/2015, estão “completamente multas para quem desistir no meio do caminho. fora da realidade de mercado”, já que ambos estão se compromentendo a pagar mais de R$ 4 mil mensais entre outorga, financiamento do carro, taxas e tarifas cobradas pela EPTC, além do combustível e manutenção do veículo. “Isto significa que durante 20 anos os dois novos permissionários iniciarão cada mês marcando no mínimo R$ 4 mil negativos. Eles precisarão trabalhar muito para zerar o saldo e ganhar alguma coisa para viver. Isto se a inflação não disparar, caso contrário, este valor vai subir e poderá se tornar impagável”, explica Luiz Nozari. O dirigente sindical lembra que os taxistas vão trabalhar todos os dias, cumprindo carga horária determinada pela Lei Municipal nº 11.582, de 21 de fevereiro de 2014, terão alguns sócios ocultos, no caso a prefeitura, via EPTC e o banco que financiará o veículo e os equipamentos para adaptação. Cada um dos 89 vencedores da licitação não será dono da permissão, pois as novas re511 propostas apresentadas foram lidas pelo presidente da Comissão Especial de Licitação, José Otávio Ferreira Ferraz gras são bem claras e depois de 35 anos todos As Tomás Sá Pereira/SP Comunicação

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JS - Março de 2016 - Página 10 S Justiça vai decidir o valor da passagem de ônibus em Porto Alegre aplicando-se à tarifa resultante das propostas o índice do dissídio da categoria dos rodoviários (11,81%) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado desde a entrega das propostas até o início da operação (5,56%). A reunião foi conturbada resultando em 12 votos a favor e quatro contra. A ata da reunião deve ser entregue à Justiça. Do lado de fora os estudantes que protestavam no local contra o aumento da passagem ocuparam por alguns minutos a Av. Ipiranga, e a tropa de choque da Brigada Militar dispersou o grupo com o uso de bombas de gás lacrimogênio, fazendo com que alguns jovens passassem mal. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, que também é membro do Comtu, votou contra o cálculo e argumentou que a falha ocorrida foi a não discussão com o conselho sobre o método de cálculo do valor de R$ 3,46, média das propostas das empresas que venceram a licitação. “Também temos outra questão. O início da operação coincidiu com o dissídio dos rodoviários, mas são coisas distintas. O valor da operação não passa por votação, mas, conforme a lei, o cálculo envolvendo o dissídio precisa passar pelo Comtu. A lei não pode ser descumprida. A EPTC diz que o conselho foi ouvido, mas nós não opinamos, só assistimos uma apresentação sobre como seria o cálculo”, ressaltou. O gerente executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Luiz Mário Magalhães Sá, respondeu que a frota não foi renovada, pois não existia a obrigação antes da licitação, somente estava fixado o limite de idade dos coletivos. “Quando a tarifa foi reduzida pela Justiça de R$ 3,05 para R$ 2,85, ficamos sem condições financeiras de investir na frota. O mesmo grupo [PSOL] ingressou agora com essa nova ação, e acatamos a liminar. Antes, a justificativa deles era que não havia licitação. Agora, existe, e novamente ingressam na Justiça”, afirmou. Discussão O transporte coletivo de passageiros de Porto Alegre tem sido objeto de longa e interminável discussão, seja pelo valor cobrado, ou pela qualidade do serviço prestado. Embora seja uma concessão do poder público municipal, é explorado pela iniciativa privada, por isso precisa gerar lucro. Desta forma, o sonho idealizado pelos integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público é uma utopia, já que o poder público não tem condições de encampar as empresas de ônibus da Capital. Se isto fosse possível, a tarifa custaria mais de R$ 4,00, pois este é o custo proposto pela Cia. Carris Porto-alegrense, empresa estatal controlada pela prefeitura, para oferecer carros novos e garantir a folha de pagamento de seus funcionários. Os integrantes dos movimentos que defendem a gratuitade total no modal ônibus, possuem representantes no Comtu, portanto, têm acesso às planilhas e estudos técnicos sobre a tarifa do ônibus. O “x” da questão são as isenções. Conforme os estudos técnicos, atualmente de cada 10 passageiros, três não pagam, mas os empresários recebem as 10 passagens, pois o serviço foi prestado. A conta é simples, uma situação é dividir o custo por 10, a outra é fazer o mesmo cálculo por sete. Os sete estão pagando as passagens dos três que passaram pela catraca. O passe livre oferecido uma vez por mês (12 ao ano), também pesa no custo da tarifa, pois durante um dia as empresas transportam passageiros, executando o serviço. As gratuidades oferecidas às pessoas geram custos que são repassados aos demais, sejam os que pagam a tarifa para o cobrador, na catraca, ou os que obtêm créditos de Passe Antecipado. Talvez esteja na hora de a população discutir a questão da gratuidade ofertada, como a segunda passagem de graça num intervalo de 30 minutos entre um ônibus e outro, limitar o número de passagens aos idosos, como ocorre com estudantes e professores que pagam a metade do valor, o fim do Passe Livre e a gratuidade disponibilizada aos acompanhantes de deficientes, que viajam de graça, sem a presença do deficiente. Por hora, segue a discussão sobre a liminar que impediu o reajuste da tarifa, mas os dirigentes das empresas já avisaram que utilizarão a mesma lei para reivindicar as perdas, fato que já ocorreu num passado não muito distante. eguem as discussões em torno do reajuste da tarifa do transporte coletivo de passageiros da Capital. No dia 22 do mês passado os usuários passaram a pagar R$ 3,75 pelo ônibus e R$ 5,60 pelo lotação. Cerca de 72 horas depois uma liminar da juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública, Karla Aveline Oliveira, cancelou o aumento. Tudo por conta do processo movido pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), questionando o novo valor determinado pelo poder público sem o aval do Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu). Até o fechamento desta edição do JORNAL DO SINTÁXI a liminar não havia sido cassada, apesar das tentativas por parte dos advogados lotados na ProcuradoriaGeral do Município (PGM). O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Luís Cappellari, convocou os membros do Comtu, que se reuniram extraordinariamente no dia 3 deste mês, para avalizar as etapas da licitação e, desta forma, sensibilizar a justiça, para que suspenda a liminar, enquanto julga o mérito da ação. Cappellari explica que o Comtu não havia sido consultado, pois o edital não previa esta determinação. Técnicos da EPTC explicaram aos conselheiros os itens que compuseram o preço apresentado nas propostas das empresas e de que forma se chegou aos R$ 3,46, a média do valor entre elas para a nova operação. O valor final, de R$ 3,75, foi calculado com base no edital,

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JS - Março de 2016 - Página11 A Placas em braile nos táxis da Capital 7 cm de altura (4x7cm) e instalada no interior do veículo, de forma acessível ao toque do passageiro com deficiência visual, solucionando as dificuldade destes, principalmente caso haja esquecimento de algum pertence, discordância em relação ao valor cobrado ou do trajeto. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, entende que o projeto do vereador Márcio Bins Ely é bem-vindo, pois facilita a identificação do táxi que está prestando o serviço para os deficientes visuais. A única questão levantada pelo dirigente sindical diz respeito ao custo da confecção e instalação da placa metálica. “Quando o vereador nos consultou em 2014, dissemos que éramos favoráveis ao projeto e que o custo deveria ser bancado pelo poder público municipal ou alguma empresa privada através de patrocínio”, comenta Nozari. O PLL nº 046/14 será encaminhado para a sanção do prefeito José Fortunati e publicação no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), o que deverá ocorrer ao longo do mês de março. A nova lei não especifica prazo para os permissionários instalarem as placas. inclusão social é fator predominante no mundo moderno e o transporte público de passageiros precisa oferecer plenas condições para que todos possam se locomover sem dificuldades. O sistema de táxi de Porto Alegre deve passar por uma nova modificação beneficiando os deficientes visuais. No dia 15 deste mês foi aprovado o Projeto de Lei do Legislativo (PPL) nº 046/14, de autoria do vereador Márcio Bins Ely (PDT), que prevê a instalação de placa metálica no interior dos veículos informando, em braile, número do prefixo do táxi, placas do carro e nome do permissionário. O projeto recebeu duas emendas propostas pelos vereadores, Marcelo Sgarbossa (PT) e Guilherme Socias Villella (PP). A primeira é para que sejam confeccionadas duas placas iguais, uma para ser instalada no painel em frente ao banco do carona e a segunda na porta traseira do lado direito do táxi. Já a emenda do vereador Villela, determina que seja colocado apenas o nome do permissionário do táxi. A placa, com as informações em braile, deverá medir 4 cm de largura e

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JS - Março de 2016 - Página 14 PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS Pigmento que determina a cor da pele Serviço de Proteção ao Crédito (sigla) www.coquetel.com.br Zagueiro brasileiro apelidado Apertar; de Hecomprimir man (fut.) © Revistas COQUETEL Hábito dos namorados Local da no dia 12 de junho prática de Brincar na Encancorridas piscina tador O bife levemente cozido Faculdade (abrev.) Líquido que circula pelos vegetais Expressão facial feita pelo palhaço (?) escura: nela revelam-se as fotos Cultivar (a terra) Arquivo do Word O leite ideal para o bebê Leda Nagle, apresentadora do “Sem Censura” (TV) Movimento do oceano Roupa típica das mulheres afegãs Rato, em inglês Animal (?): o homem Tecla para finalizar ações no computador Fazer parar; deter Casa noturna de dança Vivianne Pasmanter, atriz brasileira Local das lojas para provar roupas Estuda (um texto) A ti (Gram.) (?) Momo, figura do Carnaval Primeiro verbete da enciclopédia Morada (?) Carolido senhor na, cantora de esGrupo cravos sanguíneo A casa do índio Membro das aves Nicolas (?), ator de Hollywood Big (?), atração do centro de Londres O número como o 6 (Mat.) Forma do martelo Sílaba de “duplo” Segunda consoante Dança clássica Acusados num julgamento 15 Corrigindo antigos ditados populares É dando que... se engravida. Quem ri por último... é retardado. Alegria de pobre... é impossível. Quem com ferro fere... não sabe como dói. Em casa de ferreiro... só tem ferro. Quem tem boca... fala e quem tem grana é que vai a Roma. Gato escaldado... morre, raios! Quem espera... fica de saco cheio. Quando um não quer... o outro insiste. Os últimos serão... os desclassificados. Há males que vêm para... estragar tudo! Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou para a praia. A esperança... e a sogra são as últimas que morrem. Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha. Depois da tempestade vem... o resfriado, a gripe e a pneumonia. Devagar... nunca se chega. Antes tarde do que... mais tarde. Em terra de cego quem tem um olho é... caolho. Quem cedo madruga... fica com sono o dia inteiro. Samuel diz para seu filho: - Jacob, quero que cases com a moça que escolhi. - Mas pai eu quero escolher minha esposa. - Meu filho ela é filha do Bill Gates. O filho: - Bem, neste caso eu aceito! Então Samuel foi ao escritório de Bill Gates. Quando o encontrou já foi logo dizendo: - Senhor Bill Gates, tenho o marido ideal para sua filha. - Mas minha filha é muito jovem para casar. - Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial. Bill Gates: - Neste caso tudo bem. Finalmente Samuel vai ao presidente do Banco Mundial e diz: - Senhor presidente, tenho um jovem que é recomendado para ser vicepresidente do banco. O presidente responde: - Mas eu já tenho muitos vices-presidentes, mais do que o necessário. Samuel: - Mas este jovem é genro de Bill Gates! Presidente: - Neste caso ele está contratado! M P R E S M A L P F A C A N S E I V L N M A R O A B U R C R E I A O A N C A S A B A L P S I O N A S S A T D C A M A A A R R A T E E NT T E R A N C B O A C A B A P I G R A N E R E T A R D O O C R A A R V P E R L E S T E E N T D E U S 3/ben — doc — rat. 4/cage. 5/burca — enter — seiva. 10/pressionar. BANCO Solução

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JS - Março de 2016 - Página 15 De olho no leão do IRPF D esde o dia 1º deste mês está aberta a temporada para a apresentação da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2015-2016. O prazo final é sexta-feira, 29 de abril e a equipe da Côrrea Contabilidade já está à disposição de todos os taxistas. Segundo Celso Corrêa, diretor da Corrêa Contabilidade, neste ano é necessário apresentar a Declaração de IRPF quem recebeu, em 2015, renda tributável acima de R$ 28.123,91 ou que tenha obtido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil. Celso lembra que a novidade deste ano é a obrigatoriedade de incluir o número do Cadastro Individual de Contribuinte (CIC) de todos os dependentes a partir de 14 anos de idade. “Até o ano passado a idade mínima era 16”, comenta. A equipe da Corrêa Contabilidade estará de plantão na sede do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) durante o mês de abril, para encaminhar as declarações dos profissionais do volante. O atendimento será de segunda a sexta das 9h às 12h e das 13h às 17h. No dia 29 o plantão no Sintáxi será das 8h45min às 12h. No turno da tarde somente no escritório da Corrêa Contabilidade, na Rua dos Andradas, 932, sala 101, Centro Histórico. Balcão de NEGÓCIOS Procura-se táxi para trabalhar * Darci - Turno dia, moro na Vila Maria Regina, Alvorada. Fones: 9499.3434 - 3447.7406. * César - Qualquer turno, tenho todos os cursos, moro em Viamão. Fone: 8514.5398 - 3178.1161. * Jaqueson - Turno dia, moro na Lomba do Pinheiro. Fones: 9332.1784 - 8506.0715. * Paulo Roberto - Turno dia, moro na Lomba do Pinheiro. Fones: 9141.5988 - 3322.3036. * Everton - Qualquer tuno, moro no Partenon. Fones: 8018.9896 - 8518.9137. * Ricardo - Qualquer turno, moro no Partenon, 1º carteirão. Fones: 8552.6159 - 3209.4776. * Lucas - Qualquer turno, moro no Partenon, 1º carteirão. Fones: 9234.5525 - 9353.3577. * Antônio Carlos - Qualquer turno, moro no Partenon. Fones: 8574.9790 - 8529.0874. * Luís - Qualquer turno, moro no Partenon. Sou militar aposentado. Fones: 8592.7328 - 3339.8808. * Dionathan - Qualquer turno, moro no bairro São José. Fones: 8309.6377 - 8481.1964. * Leonardo - Turno noite, moro no bairro Belém Novo. Fone: 8655.7316. * Leonardo - Turno dia, 1º carteirão, moro no bairro Hípica. Fones: 9746.6737 - 9591.5285. * Berthie - Qualquer turno, 1º carteirão, moro na Tristeza. Fone: 8498.9856. * Ralf Assis - Qualquer turno, moro no Cristal. Fones: 8591.7048 - 3241.6754. * Cristian - Qualquer turno, 1º carteirão, moro no Cristal. Fones: 9720.1422 - 9251.5390. * Luiz Alberto - Turno dia, 1º carteirão, moro no Nonoai. Fone: 9398.7417. * Luís Henrique - Qualquer turno, 1º carteirão, moro no Teresópolis. Fone: 9404.8561. * Ednaldo - Qualquer turno, moro na Glória. Fones: 9217.1710 - 8167.5290. * Vagner - Turno dia, ou folguista, 1º carteirão, moro no bairro Santana. Fone: 9623.0842. * Alberto - Qualquer turno, 1º carteirão, moro na Auxiliadora. Fone: 8400.5833. * Luiz Fernando - Turno dia, moro no Centro Histórico. Fones: 8579.8601 - 9986.6632. * Renato - Turno dia, 4 dias da semana, moro no Centro Histórico. Fones: 8577.1965 - 8477.0405. * Hélio José - Preferência trabalhar sozinho, tenho garagem no Centro. Fones: 9101.4239 - 9219.1638. * Silvio César - Turno dia, 3 meses de exp., moro no São Geraldo. Fones: 3012.3455 - 9166.4301. * Luís Rodrigo - Qualquer turno, moro no Rubem Berta. Fones: 8570.5398 - 8416.1095. * Rodrigo - Qualquer turno, moro em Canoas. Fone: 8472.0219. Permissionário e Arrendatário procura motorista para trabalhar * Sérgio - Motorista para o dia. Fone: 8416.6751. * Bruno - Motorista para dia e noite. Fone: 8119.5000. Outros * Vendo Palio Week 10/10, ex-táxi, completo, com GNV. Luiz Francisco: 9847.1016 - 3470.4078. As informações contidas neste espaço são de inteira responsabilidade dos anunciantes. Este espaço é cedido, gratuitamente, para os taxistas associados ao Sintáxi, em dia com suas mensalidades. Para anunciar é necessário se dirigir à secretaria do Sintáxi e preencher o formulário específico.

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