Revista Mineração & Sustentabilidade - Edição 25

 

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revistamineracao.com.br Novembro . Dezembro de 2015 Edição 25 . Ano 5 Entrevista Meio Ambiente Aldo Souza, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Anglo American Projeto baiano concilia história e preservação ambiental Inovação Comunidade para prática esportiva Mineradores do conhecimento Vale abre reserva Especial As lições de Mariana Acidente da Samarco levanta o debate sobre uso de barragens na mineração Recuperação da Bacia do Rio Doce dependerá de novas soluções e esforços coordenados

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clique The Sustainable Innovation Forum 2015 Conferência do Clima A COP 21, conferência sobre mudanças climáticas promovida pela ONU entre 30 de novembro e 11 dezembro em Paris, teve como objetivo firmar um novo acordo internacional para manter o aquecimento global abaixo dos 2°C. Além das negociações, o encontro de cúpula foi marcado pela tensão que envolveu a Cidade Luz desde os ataques terroristas de 13 de novembro. EXPEDIENTE Diretor-Geral Wilian Leles diretor@revistamineracao.com.br Diretor de relações institucionais Francisco Stehling Neto francisco@revistamineracao.com.br Editor-Geral Thobias Almeida REG. 12.937 JPMG edicao@revistamineracao.com.br Redação Márcio Antunes Joyce Afonso Juliana Gordiano redacao@revistamineracao.com.br Projeto Gráfico e Design Daniel Felipe Revisão Versão Final Anúncios / Comercial + 55 (31) 3544 . 0040 comercial@revistamineracao.com.br Distribuição e Assinaturas atendimento@revistamineracao.com.br Impressão SG1 Soluções Tiragem 10 mil exemplares Circulação Esta publicação é dirigida ao setor minerário, siderúrgico e ambiental, além de governos, fornecedores, entidades de classe, consultorias, instituições acadêmicas e assinantes. Foto da capa “Mariana, a Sete Palmos de Lama” Por Maurício Fidalgo On-line www.revistamineracao.com.br revista@revistamineracao.com.br Conselho Editorial Eduardo Costa Jornalista Rádio Itatiaia / Rede Record José Mendo Mizael de Souza Engenheiro de Minas e Metalurgista J. Mendo Consultoria Marcelo Mendo de Souza Advogado Mendo de Souza Advogados Associados Rua Guacuí, 82 . Brasileia Betim . MG - 32.600.456 + 55 (31) 3544 . 0040 | 3544 . 0045 Acompanhe Não são de responsabilidade da revista os artigos de opinião e conteúdos de informes publicitários. 4 Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015 /RevistaMineracao @RevMineracao

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Estante Mineração & Sustentabilidade é bicampeã do Prêmio Hamilton Pinheiro de Jornalismo Pelo segundo ano consecutivo, uma reportagem da Revista Mineração & Sustentabilidade leva o prêmio na categoria “Revista Especializada” do Prêmio Hamilton Pinheiro de Jornalismo, promovido pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) e pelo Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA). A matéria “Juruti sustentável: As rédeas do futuro nas mãos da comunidade”, publicada na edição de setembro e outubro de 2015, foi a vencedora. Além de vencer na categoria “Revista Especializada”, a matéria de autoria do repórter Márcio Antunes conquistou o primeiro lugar geral da premiação, recebendo R$ 8 mil. O material mostrou como a criação do programa de relacionamento da Alcoa ajudou a melhorar os índices que impactam diretamente na qualidade de vida dos moradores de Juruti. A presidente do Sinjor-PA, Roberta Vilanova, representou o jornalista, que enviou um vídeo com uma mensagem de agradecimento: “Não posso deixar de agradecer essa iniciativa do Simineral e do Sinjor-PA de valorizar e premiar o trabalho jornalístico de cobertura de um dos mais importantes setores do país. O momento é oportuno para que a gente valorize os bons exemplos que a mineração vem oferecendo e trazendo para o Brasil. É uma honra poder falar de um projeto como o Juruti Sustentável, tema da minha matéria. É importante que a sociedade brasileira conheça exemplos como esse e que servem de referência para tantos outros projetos de mineração que vão se instalando no país, neste momento”, disse. Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015 5

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sumário revistamineracao.com.br Novembro . Dezembro de 2015 Edição 25 . Ano 5 18 Especial As lições e debates levantados pelo desastre de Mariana 10 Entrevista Aldo Souza, da Anglo American, fala sobre a governança sustentável da mineradora 52 Comunidade Vale abre reserva natural para meia maratona 38 48 Seções 7 Editorial 8 Panorama 10 Entrevista 14 Inovação 18 Especial Meio Ambiente Bahia quer aliar criação da Estrada Real e preservação ambiental 14 Inovação Pesquisadores da mineração criam soluções “verdes” e produtivas Cidades Minerárias Camaçari, histórica e moderna em um só tempo 42 34 36 38 42 46 Informe Cetem Cidades Minerárias Produto Final Ceamin 48 Meio Ambiente 52 Comunidade 58 Agenda Produto Final Como os fertilizantes mudaram o destino da humanidade 34 Informe Publicitário Tenova lança no Brasil tecnologia pioneira de monitoramento de barragens 6 Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015

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Editorial Vidas, sonhos e realidades sepultados Não haveria outro tema principal para esta última edição de 2015 de “Mineração e Sustentabilidade” que não o rompimento da barragem da Samarco, de propriedade da Vale e da anglo-australiana BHP Billiton, em Marina, MG. O acidente tomou tragicamente os espaços da mídia brasileira e internacional. Uma catástrofe inaceitável para uma indústria bilionária, que tem fundamental importância para o PIB nacional e que gera impactos em centenas de cidades onde vivem milhões de pessoas. Por si só, a mineração, principalmente a céu aberto, não oferece às pessoas uma visão agradável. Assusta se deparar com quilômetros e quilômetros de paisagens lunares, sem a presença de vida. Entretanto, a atividade faz parte da vida moderna. Isso é ponto pacífico. O acidente de Mariana, que arruinou todo o histórico e amado Vale do Rio Doce, tem estreita relação com o não cumprimento das legislações municipais, estaduais e federal. Resta claro que há responsabilidades objetivas da empresa e dos órgãos fiscalizadores. Ao que parece, todos fecharam os olhos às ações técnicas que garantiriam a segurança das vidas humanas e o respeito ao meio ambiente. Vimos reiteradamente na mídia os pequenos e particulares dramas do grande acidente. Raul Seixas, o Maluco Beleza, disse em um de seus versos que “o sonho que se sonha só é um sonho que se sonha só. O sonho que se sonha junto é realidade”. Um grupo de mulheres do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, sonhou junto. Plantaram pimenta biquinho e começaram a vender a iguaria em vidros. O negócio deu certo, e sonharam mais ainda. Iniciaram a produção de geleia de pimenta. Mais um sucesso e aí outro sonho maior. Começaram a se preparar para exportar a geleia. Tudo isso pode ser visto em um documentário sobre o pequeno arraial. Pois bem: o sonho sonhado junto e que se tornou realidade foi destruído pela lama. Esse é um exemplo das centenas de vidas afetadas pela tragédia. Desabafos à parte, a morte de seres humanos, a destruição ambiental, o sepultamento de sonhos e realidades só não terão sido em vão se governos e empresários se reunirem e assumirem o compromisso de que tragédias como essa não mais ocorrerão. O projeto do novo Marco Regulatório da Mineração está no Congresso. Eis a oportunidade de um grande pacto, alicerçado em boa vontade verdadeira. Tecnologia e inteligência estão aí. A mineração brasileira está tendo a oportunidade de se reinventar e resgatar a respeitabilidade da opinião pública. Diretor de Relações Institucionais Francisco Stehling Neto Eis a oportunidade de um grande pacto, alicerçado em boa vontade verdadeira. O arco da tragédia envolve todo o setor minerário e não apenas a Samarco, que, por sinal, era até então uma das mais reconhecidas mineradoras na temática da sustentabilidade. Em agosto de 2015, matéria veiculada por Mineração & Sustentabilidade mostrou que a empresa obteve uma das melhores avaliações nesse quesito em estudo elaborado pela Fundação Dom Cabral. Da ironia brota uma lição: independentemente dos bons resultados alcançados, a vigilância deve sempre prevalecer quando se trata de uma operação Com mais de 45 anos de experiência no jornalismo, atuou nas sucursais mineiras dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, além de 17 anos na editoria de política do Estado de Minas. Foi Secretário de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte e Superintendente de Comunicação Empresarial da Cemig. com forte potencial de causar estragos. Essa teoria está presente no discurso das mineradoras. Há o imperativo de se comprovar que a prática segue a mesma linha. Permitam-me lembrar as palavras do escritor e astrofísico franco-canadense Hubert Reeves: “O homem é a mais insana das espécies. Adora um Deus invisível e mata a Natureza visível sem perceber que a natureza que ele mata é esse Deus invisível que ele adora”. Feliz Natal a todos e um ano novo em que a solidariedade prevaleça entre nós. Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015 7

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panorama Agência Brasil MARIANA é pauta na COP-21 A presidente Dilma Rousseff (PT) criticou a ação das empresas envolvidas no desastre de Mariana (MG) durante a sua fala na da 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-21), em 30 de novembro. A chefe do governo brasileiro declarou que a “ação irresponsável de empresas provocou o maior desastre ambiental da história do Brasil”. Seis dias antes, a Organização das Nações Unidas (ONU) repreendeu o governo brasileiro, a Vale e a mineradora anglo-australiana BHP pelo que considerou uma resposta “inaceitável” ao acidente. Duarte Junior (PPS), prefeito da cidade mineira, também foi ao COP-21 a convite da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para se reunir com representantes o Fundo Mundial para o Desenvolvimento das Cidades (FMDV) e de entidades que financiam áreas que sofreram com os impactos ambientais. CSN fecha acordo com grupo asiático A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou um acordo com sócios asiáticos para a criação de uma mineradora que vai integrar a Mina Casa de Pedra e a Nacional Minérios-S/A (Namisa), em Congonhas (MG). O negócio girou em torno dos US$ 16 bilhões. O novo empreendimento, batizado de Congonhas Minérios, vai ser controlado pelo grupo da Ásia, que até então detinha metade da Namisa. A nova empresa vai operar o terminal portuário da Tecar, em Itaguaí (RJ), deter a participação de 18,63% da CSN na MRS Logística. A Congonhas Minérios tem reservas estimadas em 3 bilhões de toneladas de minério de ferro de alta qualidade, como informou a CSN. A empresa tem o quarto menor custo de produção do mundo. O consórcio de empresas asiáticas é formado por Itochu Corporation, JFE Steel Corporation, Posco, Kobe Steel, Nisshin Steel e China Steel Corporation. Prejuízo I A Votorantim teve prejuízo de R$ 81 milhões no terceiro trimestre de 2015, contra o resultado positivo obtido no mesmo período do ano passado. O motivo da queda seriam os efeitos da crise econômica brasileira. A companhia informou que previa lucro de R$ 544 milhões entre julho e setembro, mas a perspectiva foi afetada pela desvalorização do Real em relação ao Dólar. Principal unidade de negócios do grupo, a operação de cimento apresentou queda de 11% nos lucros. O segmento teve uma queda de 6% de vendas no período, embora a receita tenha subido os mesmos 6%, ou R$ 3,8 bilhões, apoiada no desempenho de unidades de fora do Brasil. As vendas do aço tiveram alta de 5%, avanço na receita de R$ 1,13 bilhão, resultado influenciado pelas operações da Votorantim na Colômbia e na Argentina. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 65%, totalizando R$ 152 milhões. A relação dívida líquida sobre Ebitda passou no período de 2,51 vezes para 3,23 vezes. A Votorantim fez investimentos de R$ 920 milhões no período, valor 55% maior em comparação com o mesmo período de 2014. Prejuízo II A Anglo American divulgou prejuízo líquido de US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2015. No comparativo, a empresa teve lucro de US$ 1,46 bilhão no mesmo período de 2014. A queda dos preços das commodities – principalmente do minério de ferro – foi a principal causa do revés. Além disso, a Anglo teve uma despesa extra de US$ 3,5 bilhões, incluindo uma baixa de US$ 2,9 bilhões no projeto de minério de ferro Minas-Rio. O empreendimento iniciou a operação no ano passado com investimentos de US$ 8,8 bilhões. A queda dos preços do minério fez com que a empresa fizesse três baixas no projeto, chegando ao valor de US$ 3,8 bilhões. Devido os números apresentados, Mark Cutifani, executivo-chefe da Anglo American, anunciou o corte mundial de 6 mil funcionários para os próximos anos, quase metade dos 13 mil colaboradores da empresa atualmente. 8 Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015

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Thyssenkrupp tem nova logo A Thyssenkrupp remodelou a marca para reforçar a transformação da empresa de tecnologia sediada em Essen, na Alemanha, em uma companhia industrial diversificada. Com foco nos clientes, o novo desenho surgiu após uma pesquisa com cerca de 6 mil pessoas entre funcionários, colaboradores, personalidades e consumidores. A motivação foi o caminho trilhado pela corporação que, nos últimos anos, ampliou o campo de atuação. A empresa informou que o novo design será introduzido gradativamente. Os veículos de prestação de serviço, caminhões de entrega, material de escritório e uniformes de trabalho só vão passar a ter a nova marca quando forem trocados por novos. No ano fiscal de 2014/2015, a empresa obteve o faturamento global de aproximadamente 42,8 bilhões de euros. Pé no freio Ainda sobre a Vale, a maior mineradora brasileira pretende encarar 2016 com cautela. Se para 2015 a previsão de investimento era da ordem de US$ 8,2 bilhões, para 2016 o volume de recursos caiu para US$ 6,2 bilhões. A empresa vai também rever as projeções para o aumento da produção de minério de ferro. A mineradora planeja produzir entre 340 milhões e 350 milhões de toneladas de minério de ferro em 2016, pouco avanço ante a previsão de produzir 340 milhões até o fim de 2015. A maior produtora global de minério de ferro prevê investir US$ 3,2 bilhões em projetos de capital e US$ 3 bilhões em manutenção e reposição no próximo ano. Ainda com base no anúncio feito em novembro, os planos de investimentos devem cair pelo menos até 2020. A mineradora prevê investir US$ 5,3 bilhões em 2017, US$ 4,6 bilhões em 2018, US$ 4,4 bilhões em 2019 e US$ 4,2 bilhões em 2020. Reprodução Internet Murilo Ferreira deixa conselho da Petrobras O CEO da Vale, Murilo Ferreira, renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ele informou, em 30 de novembro, a decisão, mas não detalhou os motivos. O conselheiro Luiz Nelson Guedes de Carvalho, que ocupava a presidência do Conselho desde 14 de setembro de 2015, permanece na função até a próxima reunião ordinária do colegiado. De acordo com a agência Reuters, Murilo pediu licença na Petrobras para se concentrar na Vale. O executivo tem mais de 30 anos de experiência no setor de mineração, dez deles na Vale. A licença tirada por Ferreira, em setembro, teria fim no dia em que a empresa anunciou sua renúncia. Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015 9

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entrevista Aldo Souza Sustentabilidade como princípio Diretor de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável das operações brasileiras de minério de ferro da Anglo American coloca a responsabilidade socioambiental como condicionante fundamental para a continuidade do negócio Thobias Almeida 10 Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015

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Operar o maior mineroduto do mundo e administrar o uso intensivo de água em pleno período de crise hídrica, lidar com as demandas comunitárias de 33 municípios, enfrentar a desconfiança de atores da sociedade civil no momento em que os impactos da mineração são alvo do maior questionamento das últimas décadas: esses são alguns dos desafios enfrentados por Aldo Souza, diretor de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American. Na entrevista à Mineração & Sustentabilidade, Aldo Souza apresenta ações, dados e projetos que buscam justamente equilibrar a balança da imagem da mineração na sociedade. Como o próprio diretor reconhece, “é preciso desmistificar a imagem que grande parte da população ainda tem de que a mineração só traz destruição”. A sentença é oportuna no momento em que o setor sofre os questionamentos mais incisivos em décadas. Aldo Souza defende e justifica o modal de transporte adotado pelo Minas-Rio (um mineroduto de 529 quilômetros de extensão); reforça a meta da empresa de reduzir em 7% o consumo de energia e em 19% a emissão de gases do efeito estufa em 2015; descreve as parcerias da mineradora com centros de pesquisa e comunidades; reforça os índices de controle das ações socioambientais da companhia e garante: “o desenvolvimento sustentável subsidia todos os processos de tomada de decisão da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil” . QUEM É Aldo Souza assumiu, em 2015, a diretoria de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil. É engenheiro de Minas, com MBA em Finanças e Contabilidade. Entrou na empresa em 2011 e passou pelas áreas de Estratégia, Desenvolvimento de Negócios, PMO e Projetos Sociais Especiais. Mineração & Sustentabilidade Como a Anglo American define o conceito “sustentabilidade”? Aldo Souza Para a Anglo American, sustentabilidade é atuar de forma segura e responsável, pautada pelos pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. Buscamos estabelecer uma relação de parceria com as comunidades onde estamos presentes, visando não apenas minimizar os impactos da nossa operação, mas, principalmente, gerar valor, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do município e da população, bem como para o fortalecimento da cultura local e para a conservação do meio ambiente. M&S Quais ações a mineradora adota para disseminar esse conceito, tanto para o público interno quanto para o externo? AS O tema sustentabilidade é pauta recorrente em nossas campanhas e nos veículos de comunicação interna. Temos programas que incentivam nossos empregados a pensar e sugerir melhorias em nossos processos, promovendo a economia de recursos e a redução de custos, por exemplo. Para o público externo, divulgamos nossos princípios, programas e as iniciativas em prol da sustentabilidade. Além disso, exigimos que nossos fornecedores também atuem de forma responsável e sustentável. A Minério de Ferro Brasil implementou um Programa de Educação Ambiental para os públicos interno e externo. O objetivo é informar e engajar seus funcionários e a comunidade na importância da preservação e da conservação da biodiversidade. Nesses programas são desenvolvidas atividades, como palestras e oficinas, que perpassam os principais temas de biodiversidade, água e resíduos. A Anglo American tem uma forte atuação na produção de conteúdo sobre temas relacionados à sustentabilidade. Ao todo, foram publicados cinco livros sobre a fauna, espeleologia, arqueologia e história local. Os exemplares foram distribuídos para todas as escolas da região de Conceição do Mato Dentro, além de universidades de Belo Horizonte. A Estação Ciência Anglo American – Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, criada pela Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil, também tem pa- pel fundamental na difusão do conceito de sustentabilidade. Trata-se de um centro que vem realizando parceria com as escolas da região. Até o momento a estação já recebeu mais de 5 mil visitantes, alunos em sua maioria. O Sistema Minas-Rio entrou em fase de operação em 2014. Desde então, a Minério de Ferro Brasil vem se planejando e estruturando a implementação do seu relatório anual de sustentabilidade e das certificações que competem ao setor. M&S Como a sustentabilidade se coloca no processo de tomada de decisão da Anglo American? Qual o peso desse fator? AS Temos como visão ser parceiros do futuro. Para trilhar esse caminho, a Anglo American tem como missão gerar valores sustentáveis que fazem a diferença. O desenvolvimento sustentável assume papel de protagonismo na definição das estratégias da empresa e subsidia todos os processos de tomada de decisão. A Anglo American acredita que a própria continuidade do negócio seja possível somente se partirmos dessa premissa. O nosso padrão global exige uma série Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015 11

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de políticas e diretrizes que partem do princípio de contribuição da empresa para os países e as comunidades em que operamos de forma duradoura e positiva. O Anglo American Social Way e The Anglo American Environment Way, por exemplo, definem nossa estrutura administrativa para o desempenho social e ambiental, respectivamente. Trata-se de políticas que refletem a evolução de normas internacionais e a difusão de melhores práticas. A Anglo American também criou os Princípios da Boa Cidadania, que estabelecem os valores e padrões que orientam a condução de seus negócios. Temos uma atuação global, em países com condições e culturas muito diferentes, mas nossos valores e princípios são aplicados em todas as operações do grupo. A sustentabilidade é um desses princípios. Os fatores econômicos, sociais, ambientais e culturais são considerados em todas as nossas estratégias e em nossos investimentos. M&S Quais são os padrões da Anglo American para a recuperação de áreas mineradas? Há exemplos no Brasil desse trabalho? AS A Minério de Ferro Brasil tem uma ferramenta de fechamento de mina, o Mine Closure Toolbox, cujo objetivo é auxiliar o planejamento de longo prazo do fechamento das unidades da Anglo American. Além disso, o Mine Closure Toolbox visa expandir o foco da reabilitação e do fechamento físico para o planejamento de sustentabilidade que vai além do fechamento da mina, ou seja, o desenvolvimento de sistemas socioeconômicos que extrapolam o período final da operação minerária. Essa ferramenta foi aplicada ao Sistema Minas-Rio já na fase de implantação do projeto, desenvolvendo-se um Plano de Fechamento para o Minas-Rio, o qual é atualizado a cada três anos. O plano sempre considera um horizonte de tempo bem à frente do vivido e contempla todos os aspectos da sustentabilidade na avaliação dos cenários futuros e a determinação de medidas necessárias. Além disso, a Minério de Ferro Brasil investe em parcerias para o desenvolvimento técnico e científico para a identificação e a aplicação das melhores práticas de plantio e de re12 Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015 cuperação de áreas degradadas. Para tanto, a empresa desenvolve trabalhos com outras instituições e universidades, o que possibilita grande proximidade da empresa com novas tecnologias para conservação do meio ambiente. A empresa firmou um convênio com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) para elaborar projetos de pesquisa nas seguintes linhas: conservação de recursos naturais, recuperação de áreas degradadas e monitoramentos ambientais. São dez professores doutores envolvidos e 14 projetos de pesquisa sendo executados entre 2014 e 2016. M&S Quais medidas a mineradora adota para reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE)? AS A Anglo American incorporou metas para reduzir a emissão, melhoria da eficiência energética e gestão de carbono. O Energy & CO2 Management (Eco2man), desenvolvido pela Anglo American, é uma ferramenta de gerenciamento de energia e CO2 que mostra onde e como a energia é usada nas unidades de negócio e onde pode ser reduzido o consumo de energia e a emissão para atingir a excelência operacional do negócio. Para 2015, o grupo Anglo American definiu uma meta de redução de 7% no consumo de energia e uma redução de 19% na emissão. Além disso, a Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil iniciou o inventário detalhado da emissão de gases de efeito estufa e, após sua conclusão, vai revisar o sistema de gestão e definição de Indicadores Chave de Desempenho (KPIs, sigla em inglês). Com isso, novas metas serão definidas para 2020. A empresa também investe em parcerias com Universidades Federais para a realização de estudos relacionados às mudanças climáticas. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, vai conduzir uma pesquisa sobre a relação entre mudanças climáticas e vegetação de campos rupestres. Vale ressaltar que o Minas-Rio opera com equipamentos de alta eficiência energética. Na britagem, fizemos a troca de prensas de rolos por HPGR, o que resultou em uma redução de 25% no consumo de energia. A substituição de filtros convencionais por cerâmicos na fase de filtragem gerou uma redução de 80%. Já na sede, em Belo Horizonte, a mudança de lâmpadas fluorescentes por LED nos escritórios propiciou uma redução de 40% no uso de energia. M&S A Anglo American tem projetos que acenam com a possiblidade de uso em larga escala de energias alternativas e renováveis? AS A Anglo American está sempre em busca de projetos inovadores, sustentáveis e que contribuam positivamente para a conservação dos recursos naturais e a mitigação dos impactos para a sociedade. Para tanto, a empresa procura desenvolver projetos e parcerias para a utilização de energias alternativas e renováveis em nossas operações. Um exemplo disso é um projeto que estamos desenvolvendo com empresas de energia eólica para a utilização dessa fonte de energia em nossas unidades no Brasil. O objetivo é fomentar o uso de energia limpa e renovável na mineração, reduzir o nosso consumo de energia elétrica e contribuir para o combate aos impactos das mudanças climáticas. M&S Como interpretar o pilar econômico do conceito de sustentabilidade? A imagem que o público tem sobre qualquer grande empresa é a busca incessante pelo lucro. AS A dinâmica da sustentabilidade parte do princípio da harmonia entre a existência da empresa e o valor compartilhado que ela consegue gerar. Sem o lucro e uma sólida base financeira, não seria possível cumprir nossas responsabilidades com os acionistas, empregados, governos, comunidades e todos aqueles com quem nos relacionamos. Queremos ser parceiros do futuro e fazer uma diferença positiva na vida das pessoas. Entre 2008 e 2015, por exemplo, a Anglo American investiu cerca de R$1 bilhão para colocar em prática importantes projetos socioambientais na região da mina e da planta de beneficiamento do Sistema Minas-Rio, em Minas Gerais. São ações estruturantes e de longo prazo que abrangem questões importantes para a sociedade, como a geração de emprego

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Entrevista com Aldo Souza e renda, educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e meio ambiente. É o pilar econômico que viabiliza todo o investimento em ações sociais, culturais e ambientais. Para existirem as contrapartidas da operação da empresa, ela, sobretudo, precisa ter um desempenho econômico saudável. Nós da Anglo American zelamos por uma atuação responsável que preza pela segurança acima de tudo. Temos a missão de gerar valor para todos os nossos stakeholders. M&S Quais as principais pressões e os desafios enfrentados por empresas que, como a Anglo American, lidam com diversas comunidades, milhares de pessoas e incontáveis interesses e demandas? AS Como foi dito, queremos ser parceiros do futuro e, para isso, nossa missão consiste em gerar valores sustentáveis que façam diferença para a realidade de cada público que se relaciona com a organização. O desafio para isso é imenso, e o trabalho precisa ser constantemente aprimorado e revisto. As expectativas dos stakeholders em relação a uma organização são sempre distintas, até porque o que é valor para as comunidades vizinhas, por exemplo, não necessariamente coincide com os interesses dos nossos clientes ou de fornecedores. O que buscamos é sempre agir de forma coerente e consistente é em consonância com nossos valores para que as principais demandas sejam mapeadas e endereçadas. Zelamos pela construção de relacionamentos sólidos, respeitosos e de benefício mútuo, e essa é uma premissa fundamental para lidar com pressões multilaterais. M&S Em um momento de crise hídrica, operar o maior mineroduto do mundo, intensivo em uso de água, torna-se um desafio de sustentabilidade? Como equacioná-lo? AS Sim, e é por isso que a Anglo American se esforça na adoção de medidas de gestão eficazes dos recursos hídricos focadas no uso sustentável desse recurso tão precioso. Há que se ressaltar que, na concepção do Sistema Minas-Rio, diversas alternativas tecnológicas foram estudadas para a definição do modal logístico a ser adotado. Diversos fatores e critérios foram avaliados, priorizando o modal que fosse mais eficiente e seguro do ponto de vista operacional e menos impactante para o meio ambiente e comunidades. Dessa forma, a Anglo American optou pela construção de um mineroduto em detrimento de uma ferrovia que, comprovadamente, poderia ocasionar acidentes, prejudicar a segurança da comunidade e emitir muitos ruídos no transporte do minério, além de problemas relacionados à qualidade do ar, pela característica do material transportado (finos). Com relação à gestão de recursos hídricos do Sistema Minas-Rio, a outorga de 2.500 m³/h concedida à Anglo American pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) para captação de água no Rio do Peixe, em Dom Joaquim (MG), ocorreu após rigorosos estudos hidrológicos, com avaliação de toda a disponibilidade hídrica da bacia, considerando projeções de crescimento populacional e potencial de instalação de empreendimentos na região. Foi constatado pelo órgão ambiental que a nossa captação não vai afetar o consumo de nenhum usuário da bacia, principalmente para o abastecimento público. É importante frisar que o rigoroso sistema de gestão de recursos hídricos adotado pela Anglo American possibilita um acompanhamento contínuo e eficaz da vazão e da qualidade das águas do rio do Peixe. Essa gestão permite a antecipação de potenciais conflitos e é instrumento de subsídio para a tomada de decisões conjuntas que garantem a harmonia dos usos múltiplos existentes na bacia. M&S A forma como o setor minerário expõe e comunica suas ações inseridas no contexto da sustentabilidade é eficiente? Se não, o que deve mudar? AS Acreditamos que essa comunicação venha sendo aprimorada, mas ainda há desafios. É preciso desmistificar a imagem que grande parte da população ainda tem de que a mineração só traz destruição. De fato, há impactos, mas a mineração é uma atividade necessária, que também traz desenvolvimento e muitos benefícios para os municípios anfitriões. Expor esses benefícios de forma clara e desfazer alguns mitos é um trabalho de longo prazo que precisa envolver todos os atores do cenário de mineração, como Ibram, federações das indústrias (Fiemg, Fiesp), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e universidades. M&S Toda empresa tem à mão um rol de indicadores que, de certa forma, comprovam que sua atuação é responsável. Quais são os indicadores da Anglo American? AS A Anglo American utiliza indicadores de desempenho financeiro, operacional, de segurança, meio ambiente e social com o propósito de minimizar ou mitigar os impactos negativos de sua atuação. O sistema de gerenciamento do desempenho social e ambiental, incluindo a estrutura de governança e o engajamento com a comunidade, é normatizado pelo Anglo American Social Way e pelo The Anglo American Environmental Way. Esses sistemas correspondem à política de abordagem social e ambiental da Anglo American, que define os padrões de gestão desdobrados em 24 requisitos corporativos. Cada unidade da Anglo American é avaliada rigorosamente nos requisitos e os resultados são publicados no relatório de sustentabilidade do grupo. A Anglo American também faz investimentos sociais no Brasil com indicadores passíveis de monitoramento e avaliação de desempenho. Esse tipo de fomento traz benefícios e desenvolvimento socioeconômico positivo e duradouro para as comunidades. Os principais temas para desenvolvimento de parcerias são educação, geração de emprego, saúde, esportes e lazer, infraestrutura urbana, meio ambiente e qualidade de vida. Além disso, existem os programas do Plano de Controle Ambiental (PCA) que são compromissos propostos pela Anglo American e ratificados pelo órgão licenciador. Para manter válida a licença de instalação do empreendimento, o atendimento a todos os programas e condicionantes estabelecidos é necessário. O Sistema Minas-Rio tem 28 programas do meio físico, 35 do meio biótico e 29 do meio socioeconômico, totalizando 92 programas. O PCA é também publicado anualmente. Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015 13

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INOVAÇÃO shutterstock Pensadores da mineração De laboratórios brasileiros surgem inovações para a mineração. Pesquisadores trabalham em soluções para aumentar a produtividade, segurança e sustentabilidade do setor Minas de conhecimento Joyce Afonso 14 Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015

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Como pano de fundo de um dos principais setores econômicos brasileiros existem grandes nomes, ou melhor, cabeças. Os pesquisadores da mineração trazem inovação e competitividade ao setor, além de contribuir com soluções criativas e sustentáveis. As demandas são cada vez mais urgentes e necessárias. Oriundos de diferentes órgãos de pesquisa, empresas ou instituições de ensino, esses pesquisadores mostram os benefícios de pensar fora da caixa. É em que acredita o professor e pesquisador em Engenharia de Minas Roberto Galery, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Galery é um dos maiores nomes da pesquisa minerária em Minas Gerais e no Brasil. Com trabalhos nas áreas de recuperação de minérios finos e modelagem, simulação, otimização e controle de processos minerais, o professor acredita que ainda existam muitos desafios no país. “Há muitos anos que não se vê no Brasil investimentos sérios em pesquisa, realizados de forma sistemática. Pesquisar envolve custos elevados, mas seus benefícios são ainda maiores. Os recursos envolvidos nas diferentes formas de financiamento dos trabalhos que desenvolvemos são insuficientes, para não dizer quase inexistentes”, esclarece. Apesar dos entraves financeiros, o pesquisador consegue desenvolver com êxito os estudos. Ele trabalha em um projeto voltado para a área de geometalurgia - ramo da engenharia que se ocupa com a produção de metais e de ligas, bem como da adequação dos materiais ao uso. “O projeto envolve modelagem estocástica dos recursos e reservas, objetivando melhorar a eficiência do seu aproveitamento”, pontua. No âmbito da geometalurgia, Galery tem atuado com sistemas de caracterização mineralógica e análise da liberação mineral. De acordo com o professor, essas pesquisas vão permitir definir, de maneira mais eficiente, os modelos geológicos por meio dos quais os recursos e as reservas se relacionam. Desenvolvimento de Minas Outro grande nome da pesquisa mineral brasileira é o professor do curso de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Hernani Lima. Com trabalhos nas áreas de desenvolvimento e fechamento de mina e gerenciamento ambiental na mineração, Hernani é uma das referências do setor. Diferentemente do colega, Lima acredita que o panorama geral das pesquisas em mineração seja razoável e tenha perspectivas de melhorias. “Há a tendência de melhorarem as pesquisas do setor, dado o fim do superciclo da mineração. A sustentabilidade de um projeto de mineração depende agora de investimentos em pesquisas para a redução do custo e do impacto ambiental e o aumento da segurança e da saúde das comunidades vizinhas às minas”, ressalta. Um dos principais trabalhos do professor está na gestão de riscos para o fechamento de mina, com foco nas normas internacionais e nacionais de gestão de riscos. “Considera-se para tal o comportamento das estruturas de uma mina, como uma barragem em longo prazo, mil anos após o fechamento”, explica o pesquisador. Disposição de Rejeito Outra área na qual o professor dedica seus esforços mostra-se atual e necessária. Trata-se da definição de critérios técnicos para disposição de rejeitos de minério de ferro em forma de pasta. “Buscou-se estudar que critérios devem ser adotados para a transformação de rejeitos em pasta, a reologia dessa pasta para fins de bombeamento e o comportamento dessa reologia, disposta em função das condições climáticas e topográficas do Quadrilátero Ferrífero. Buscou-se também avaliar o comportamento, em longo prazo, do rejeito nessas características”, acrescenta. De acordo com Lima, a disposição de rejeitos em forma de pasta, apesar de mais cara em termos de investimento inicial, é mais segura do ponto de vista geotécnico em curto, médio e longo prazo. “Já no contexto de fechamento de uma pilha de rejeitos espessados ou em pasta, é mais barato, mais seguro e mais fácil de implementar do que a disposição de rejeitos em forma de polpa em barragens”, defende. Biolixiviação O CDM trabalha na adaptação das bactérias às necessidades do processo em incubadoras no laboratório. Já foram realizados testes com micro-organismos em colunas de biolixiviação de um metro que indicaram a viabilidade da extração de cobre pelas bactérias. Desde outubro de 2015, os ensaios estão sendo executados em colunas de seis metros, equivalentes à altura de uma pilha industrial. Após os resultados da segunda etapa da pesquisa, vai ser possível comprovar a viabilidade econômica do projeto. “O que podemos dizer é que há potencial para que o projeto seja economicamente viável, mas somente será possível afirmar quando concluirmos a etapa iniciada em outubro”, conclui Felipe Hilário. Revista Mineração & Sustentabilidade | Novembro . Dezembro de 2015 15

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