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european resuscitation council guidelines for resuscitation 2010
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3 jerry p nolan jasmeet soar david a zideman dominique biarent leo l bossaert charles deakin rudolph w koster jonathan wyllie bernd böttiger on behalf of the erc guidelines writing group jerry p nolan consultant in anaesthesia and intensive care medicine royal united hospital bath uk e mail jerry.nolan@btinternet.com corresponding author
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4 jasmeet soar consultant in anaesthesia and intensive care medicine southmead hospital north bristol nhs trust bristol uk david a zideman consultant anaesthetist and hon senior lecturer imperial college healthcare nhs trust london uk dominique biarent associate professor of paediatrics paediatric intensive care and emergency medicine université libre de bruxelles queen fabiola children s university hospital brussels belgium leo l bossaert emeritus professor of medicine cardiology and intensive care university of antwerp antwerp belgium charles d deakin consultant in cardiac anaesthesia and critical care southampton university hospital nhs trust southampton uk rudolph w koster department of cardiology academic medical center amsterdam the netherlands jonathan wyllie consultant in neonatology and paediatrics clinical director of neonatology the james cook university hospital middlesbrough uk bernd w böttiger direktor der klinik für anästhesiologie und operative intensivmedizin universitätsklinikum köln köln germany
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5 erc guidelines writing group gamal abbas annette alfonzo hans-richard arntz john ballance alessandro barelli michael a baubin dominique biarent joost bierens robert bingham leo l bossaert hermann brugger antonio caballero pascal cassan maaret castrén cristina granja nicolas danchin charles d deakin joel dunning christoph eich marios georgiou robert greif anthony j handley rudolph w koster freddy k lippert andrew s lockey david lockey jesús lópez-herce ian maconochie koenraad g monsieurs nikolaos i nikolaou jerry p nolan peter paal gavin d perkins violetta raffay thomas rajka sam richmond charlotte ringsted antonio rodríguez-núñez claudio sandroni gary b smith jasmeet soar petter a steen kjetil sunde karl thies jonathan wyllie david zideman
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6 versão portuguesa das recomendações 2010 para a reanimação do european resuscitation council da responsabilidade de conselho português de ressuscitação tradutores antónio h carneiro aníbal albuquerque e miguel félix revisão rui araújo antónio pires edição paula grácio revista saúde infantil asic associação de saúde infantil de coimbra
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abreviaturas 7 abreviaturas utilizadas na versão portuguesa das recomendações 2010 para a reanimação do european resuscitation council aas ácido acetilsalicílico aesp actividade eléctrica sem pulso aines anti-inflamatórios não esteróides autopulse cinta de reanimação por dispersão de pressão avc acidente vascular cerebral bra bloqueadores dos receptores da angiotensina bre bloqueio de ramo esquerdo brl onda bifásica rectilínea bte onda bifásica truncada exponencial cdc categorias de desempenho cerebral co2 dióxido de carbono co2te co2 tele-expiratório costr international consensus on cpr science with treatment recommendations dae desfibrilhação automática externa dci desfibrilhadores cardioversores implantáveis dnr decisões de não reanimar dntr decisões de não tentar reanimar ecg electrocardiograma ecg 12d electrocardiograma de 12 derivações ecie equipas de cuidados intensivos externas eem equipas de emergência médica em com sst enfarte do miocárdio com supra-desnivelamento do st em sem sst enfarte do miocárdio sem supra-desnivelamento do st erc european resuscitation council err equipas de resposta rápida ev endovenoso fio2 fracção de o2 no ar inspirado fv fibrilhação ventricular fv/tv fibrilhação ventricular taquicardia ventricular gp iib/iiia glicoproteina iib/iiia hbpm heparinas de baixo peso molecular hnf heparina não fraccionada icp intervenção coronária percutânea icpp intervenção coronária percutânea primária iecas inibidores do enzima conversor da angiotensina ilcor international liaison committee on resuscitation io ira lcr lucas ml mlcl pcr pls pess po rce rcp sao2 sav sbv sca intra-óssea inibidores dos receptores da angiotensina líquido cefalo-raquidiano sistema de reanimação por pcr da universidade de lund máscara laríngea máscara laríngea clássica paragem cardio-respiratória posição lateral de segurança potenciais evocados somato-sensoriais por via oral retorno da circulação espontânea reanimação cardio-pulmonar saturação da hemoglobina no sangue arterial suporte avançado de vida suporte básico de vida síndrome coronária aguda miocárdio sem supra-desnivelamento do st pcr-ph paragem cardio-respiratória pré hospitalar pós-pcr pós paragem cardio-respiratória sca em sem sst síndrome coronária aguda/enfarte do sear sem sf spo2 su svp tem tl tmco2 tv tvsp uci udt comunicação estruturada situação enquadramento avaliação recomendações sistema de emergência médica soro fisiológico saturação da hemoglobina medida por oximetria de pulso serviço de urgência suporte de vida pediátrico técnicos de emergência médica tubo laríngeo taxa metabólica cerebral do oxigénio taquicardia ventricular taquicardia ventricular sem pulso unidade de cuidados intensivos unidades de dor torácica
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introdução 9 introdução a publicação destas recomendações do european resuscitation council erc para a reanimação cardio-pulmonar rcp actualizam as que foram publicadas em 2005 e mantêm o ciclo de cinco anos para a sua alteração.1 tal como as anteriores as recomendações 2010 baseiam-se no mais recente international consensus on cpr science with treatment recommendations costr2 que incorpora resultados da revisão sistemática de um vasto leque de tópicos relacionados com a rcp a ciência da reanimação continua a evoluir e as recomendações clínicas devem ser actualizadas regularmente para reflectirem esse desenvolvimento e para aconselhar os operacionais clínicos na execução das melhores práticas no intervalo de cinco anos entre actualizações das recomendações os profissionais de saúde serão informados sobre novos tratamentos que possam influenciar significativamente os resultados3 o sumário das recomendações fornece os algoritmos de tratamento essenciais para a reanimação de crianças e adultos e salienta as principais alterações às recomendações de 2005 em cada uma das restantes nove secções publicadas como artigos individuais neste número do resuscitation fornecem-se orientações pormenorizadas 1 sumário das recomendações 2 suporte básico de vida do adulto e utilização de desfibrilhadores automáticos externos4 3 electroterapias desfibrilhadores automáticos externos desfibrilhação cardioversão e pacing5 4 suporte avançado de vida do adulto6 5 abordagem inicial das síndromes coronárias7 6 suporte de vida pediátrico8 7 suporte de vida neo-natal 9 8 paragem cardíaca em situações especiais alterações electrolíticas envenenamentos afogamento hipotermia acidental hipertermia asma anafilaxia cirurgia cardíaca trauma gravidez electrocussão10 9 princípios da formação em reanimação11 10 a ética da reanimação e as decisões de fim-de-vida12 as recomendações que se seguem não pretendem estabelecer a única forma possível de reanimar limitam-se a reflectir uma perspectiva largamente aceite da forma como a reanimação deve ser praticada com segurança e eficácia a publicação de recomendações novas e revistas não significa que as actuais sejam ineficazes ou inseguras.
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sumário das recomendações 11 1 sumário das recomendações 2 suporte básico de vida do adulto e utilização de desfibrilhadores automáticos externos4 3 electroterapias desfibrilhadores automáticos externos desfibrilhação cardioversão e pacing5 4 suporte avançado de vida do adulto6 5 abordagem inicial das síndromes coronárias7 6 suporte de vida pediátrico8 7 suporte de vida neo-natal 9 8 paragem cardíaca em situações especiais alterações electrolíticas envenenamentos afogamento hipotermia acidental hipertermia asma anafilaxia cirurgia cardíaca trauma gravidez electrocussão10 9 princípios da formação em reanimação11 10 a ética da reanimação e as decisões de fim-de-vida12 dade da reanimação os dados recolhidos podem ser utilizados para monitorar e melhorar a qualidade da reanimação e o desempenho dos operacionais em sessões de avaliação electroterapias desfibrilhadores automáticos externos desfibrilhação cardioversão e pacing5 14 as alterações mais importantes das recomendações erc 2010 sobre electroterapia incluem · reforça-se a importância das compressões torácicas precoces e ininterruptas · dá-se muito maior ênfase à redução das pausas pré e pós choque e recomenda-se que as compressões se mantenham durante o tempo de carga do desfibrilhador · reforça-se a importância de retomar compressões logo a seguir à desfibrilhação manter compressões durante o tempo de carga do desfibrilhador e não exceder 5 segundos na pausa para desfibrilhar · a segurança do reanimador é de primordial importância mas nestas recomendações reconhece-se que o risco de lesar o reanimador com a desfibrilhação é muito pequeno em particular quando se utilizam luvas a ênfase centra-se agora na necessidade de fazer a avaliação rápida e segura para minimizar o tempo de pausa pré-choque · na paragem cardíaca pré-hospitalar os operacionais do sistema de emergência médica sem devem fazer sbv com a melhor técnica possível enquanto se prepara aplica e descarrega o desfibrilhador não se recomenda por rotina a manutenção do sbv ex 2 a 3 minutos antes de analisar o ritmo e aplicar o choque contudo dada a ausência de dados definitivos e convincentes que suportem ou refutem essa prática é legítimo que os sem que integraram nos seus algoritmos um período de sbv antes da desfibrilhação mantenham essa prática · quando durante o cateterismos cardíaco ou no pós-operatório imediato da cirurgia cardíaca surge fv/tv pode-se considerar a aplicação de três choques em sequência pela mesma razão quando a fv/tv é presenciada e o doente já está monitorizado por um desfibrilhador manual pode-se considerar a desfibrilhação inicial com três choques em sequência · encoraja-se o desenvolvimento de programas de dae porque há necessidade de aumentar a implementação de dae em lugares públicos e áreas residenciais sumário das principais alterações às recomendações de 2005 suporte básico de vida alterações às recomendações de 2005 no suporte básico de vida sbv incluem4,13 · os operadores dos centros de orientação devem ser treinados para colher informação com protocolos específicos a quem pede ajuda as questões formuladas para obter informação devem esclarecer se a vítima responde e como está a respiração na ausência de respiração ou se a respiração está alterada e a vitima não responde deve ser activado o pedido de ajuda por suspeita de paragem cardíaca reforça-se o conceito de que a respiração agónica gasping deve ser considerada sinal de paragem cardíaca · todos os socorristas treinados ou não devem fazer sempre compressões torácicas às vítimas de paragem cardíaca as compressões torácicas devem ser de elevada qualidade o que significa que devem deprimir o esterno 5cm ao ritmo de pelo menos 100 compressões min-1 permitir a expansão do tórax e minimizar a interrupção das compressões torácicas os reanimadores treinados também devem fazer ventilações com uma relação de compressões ventilações de 30:2 encoraja-se a orientação telefónica dos socorristas sem treino para fazerem reanimação só com compressões torácicas · encoraja-se o uso de equipamentos com capacidade para fazer registos e mostrar de imediato ao reanimador a quali-
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12 sumário das recomendações suporte avançado de vida no adulto as alterações mais importantes nas recomendações erc 2010 para o suporte avançado de vida sav incluem:6 15 · acentua-se a importância das compressões torácicas de elevada qualidade com o mínimo de interrupções durante qualquer das intervenções de sav as compressões só devem ser interrompidas para permitir intervenções específicas e pelo mínimo tempo possível · incentiva-se o uso de sistemas de detecção e alerta de doentes em deterioração nos hospitais para permitir o tratamento atempado e que previna a pcr · aumenta-se a atenção aos sinais de alarme associados a risco potencial de morte súbita pré-hospitalar · retira-se a recomendação para fazer um período pré definido de sbv antes de desfibrilhar nas pcr em ambiente pré-hospitalar e não testemunhadas pelos operacionais do sem · recomenda-se a manutenção das compressões torácicas enquanto se carrega o desfibrilhador para minimizar o tempo de pausa pré-choque · desvaloriza-se o papel do murro précordial · defende-se a aplicação de três choques seguidos em caso de fibrilhação ventricular fv taquicardia ventricular sem pulso tvsp que ocorre durante a cateterização cardíaca ou no pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca · não se recomenda a administração de fármacos por via traqueal se não se consegue acesso ev os fármacos devem ser administrados por via io intra-óssea · no tratamento das fv/tvsp deve-se administrar 1mg de adrenalina depois do 3º choque logo que as compressões torácicas tenham sido retomadas e repeti-la a intervalos de 3-5 min ciclos alternados a amiodarona 300mg ev também se administra depois do 3º choque · já não se recomenda o uso por rotina de atropina na assistolia ou actividade eléctrica sem pulso easp · reduz-se a ênfase na entubação traqueal a menos que possa ser efectuada por operacional altamente qualificado e com o mínimo de interrupção das compressões torácicas · aumenta-se a ênfase na utilização de capnografia para confirmar a posição do tubo traqueal avaliar a qualidade do sbv e como indicador precoce do retorno da circulação espontânea rce · reconhece-se a potencial utilidade da ecografia durante o sav reconhece-se que a hiperóxia depois do rce pode ser prejudicial depois de estabelecido o rce a saturação da hemoglobina no sangue periférico sao2 pode ser adequadamente monitorizada por oximetria de pulso ou gasometria do sangue arterial ajustando a fracção de o2 no ar inspirado para ter a sao2 entre 94 98 · dá-se muito maior ênfase ao tratamento da síndrome pós-paragem cardíaca · reconhece-se que a implementação de um protocolo de tratamento pormenorizado e estruturado pode aumentar a sobrevida das vítimas de paragem cardíaca depois do rce · aumenta-se a ênfase na utilização de intervenção coronária percutânea primária em doentes com indicação incluindo os que estão em coma com rce estabilizado depois de paragem cardíaca · revêem-se as recomendações para controlo da glicemia no adulto com rce estável depois de pcr e recomenda-se o tratamento da glicemia>10 mmol l-1 180 mg dl-1 evitando hipoglicemias · utilização de hipotermia terapêutica em sobreviventes de pcr de ritmos iniciais não desfibrilháveis ou desfibrilháveis em coma reconhece-se o baixo nível de evidência disponível quando estão em causa ritmos não desfibrilháveis · reconhece-se que muitos dos indicadores de mau prognóstico nos sobreviventes de paragem cardíaca em coma não são fiáveis em particular nos doentes tratados com hipotermia terapêutica abordagem inicial das síndromes coronárias agudas as alterações das recomendações de 2005 na abordagem das síndromes coronárias agudas incluem:7 16 · introduziu-se a designação síndrome coronária aguda enfarte do miocárdio sem supra-desnivelamento do st sca em sem sst para incluir em sem sst e a angina instável porque o diagnóstico diferencial depende de biomarcadores que podem só ser detectados horas mais tarde enquanto a decisão de tratamento depende da apresentação e das manifestações clínicas · anamnese exame clínico biomarcadores critérios ecg e índices de risco não são confiáveis para identificar doentes que podem ter alta precoce em segurança · o papel das unidades de dor torácica udt é identificar doentes com indicação para tratamentos invasivos repetindo o exame clínico ecg e biomarcadores podem-se incluir testes de provocação em doentes seleccionados incluindo exames de imagem como a tomografia cardíaca computorizada ressonância magnética etc · devem-se evitar anti-inflamatórios não esteróides aines · os nitratos não devem ser utilizados para diagnóstico · só se deve administrar oxigénio suplementar aos doentes com hipoxémia dispneia ou congestão pulmonar a hiperóxia pode ser prejudicial no enfarte não complicado · as recomendações para utilização de ácido acetil salicílico aas foram mais liberalizadas o aas deve ser administra-
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sumário das recomendações 13 do pelas testemunhas com ou sem presença de operacionais dos sem · as recomendações para tratamento dos doentes com o em com sst e sca em sem sst com os novos anti-plaquetários e anti-trombínicos foram revistas com base em estratégias terapêuticas · desaconselha-se o uso de inibidores da gp iib/iiia antes da angiografia intervenção coronária percutânea icp · actualiza-se a estratégia de reperfusão para os em com sst · a icp primária icpp é a estratégia de reperfusão preferencial desde que tenha lugar em tempo oportuno e seja executada por equipa experiente · para assegurar que a icpp é feita em tempo oportuno o sem pode ultrapassar o hospital mais próximo · o tempo oportuno entre o início da fibrinólise e a primeira insuflação do balão varia de 45 a 180 minutos dependendo do local do enfarte idade do doente e duração do sintomas · nos casos em que a fibrinólise falha recomenda-se a execução de icp de recurso · desencoraja-se a icp imediatamente a seguir à fibrinólise icp facilitada por rotina · os doentes submetidos a fibrinólise eficaz em hospital sem icp devem ser encaminhados para angiografia e eventual icp a realizar idealmente 6 24h depois da fibrinólise abordagem fármaco-invasiva em doentes com rce pós-paragem cardíaca pode haver indicação para angiografia e se necessário icp como parte do protocolo pós-paragem cardíaca · para concretizar estes objectivos é necessário coordenar os sem e os hospitais com e sem capacidade para icp · as recomendações para uso de beta-bloqueadores são mais restritivas não há evidência que suporte a utilização de beta-bloqueadores por rotina a menos que se destinem a controlar taquidisritmias os beta-bloqueadores em pequenas doses devem ser iniciados só depois de o doente estar estabilizado · as recomendações para a utilização profilática de antiarritmícos inibidores da enzima conversora da angiotensina iecas e inibidores dos receptores da angiotensina iras não foram alteradas suporte de vida pediátrico as principais alterações no suporte pediátrico de vida nestas recomendações incluem8 17 · reconhecimento da paragem cardíaca os profissionais de saúde não conseguem determinar de modo fiável em menos de 10 segundos a presença ou ausência de pulso em lactentes e crianças estes profissionais devem procurar sinais de vida e se estiverem seguros da técnica podem também procurar um pulso central para o diagnóstico de paragem cardíaca e decidir se devem ou não iniciar compressões torácicas a decisão de iniciar rcp deve ser tomada em menos de 10 segundos de acordo com a idade podem verificar-se o pulso carotídeo crianças braquial lactentes ou femoral crianças e lactentes · a relação compressões/ventilações c/v usada nas crianças depende da presença de um ou mais reanimadores os reanimadores leigos que geralmente aprendem apenas técnicas para reanimador único devem ser ensinados a usar uma relação de 30 compressões para 2 ventilações tal como nas recomendações para adultos permitindo a qualquer pessoa treinada em sbv reanimar crianças com um mínimo de informação adicional os reanimadores com dever de resposta devem aprender e utilizar uma relação c/v de 15:2 podem no entanto usar a relação de 30:2 se estiverem sós particularmente se não conseguirem um número adequado de compressões nas paragens por hipóxia a ventilação mantém-se um componente fundamental da rcp os reanimadores que não querem ou não conseguem efectuar ventilação boca-a-boca devem ser encorajados a fazer no mínimo rcp só com compressões · deve ser reforçada a necessidade de se conseguir compressões correctas de profundidade adequada e com o mínimo de interrupções para minimizar o tempo sem débito deve comprimir-se o tórax pelo menos 1/3 do diâmetro antero-posterior em todas as crianças aproximadamente 4 cm em lactentes e 5 cm em crianças a necessidade de uma descompressão completa após cada compressão deve ser realçada a frequência de compressões deve ser pelo menos de 100 min-1 mas não superior a 120 min-1 quer em lactentes quer em crianças a técnica de compressão em lactentes inclui compressão com dois dedos para reanimador único e técnica de abraço com dois polegares para dois ou mais reanimadores para crianças maiores a técnica de uma ou de duas mãos pode ser usada dependendo da preferência do reanimador · os desfibrilhadores automáticos externos daes são seguros e eficazes quando usados em crianças com mais de um ano de idade a energia emitida pelo equipamento é atenuada para 50-75 j através da utilização de software próprio ou pás pediátricas que devem ser usados para crianças entre 1 e 8 anos em crianças com mais de 1 ano de idade pode ser usado um dae para adulto sem modificação se não estiver disponível um equipamento manualmente ajustável ou um atenuador de choque existem relatos de casos de utilização eficaz de daes em lactentes com menos de 1 ano de idade nas raras situações de ritmo desfibrilhável num lactente com menos de 1 ano é aceitável a utilização de um dae preferivelmente com atenuador de choque · para reduzir o tempo de paragem circulatória durante a utilização de um desfibrilhador manual e se o tamanho da criança o permitir devem manter-se as compressões toráci-
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14 sumário das recomendações cas enquanto se aplicam e carregam as pás ou placas auto-adesivas quando o desfibrilhador já está carregado faz-se uma breve pausa nas compressões para administrar o choque por uma questão de simplicidade e consistência com as orientações para sbv e sav de adultos recomenda-se nas crianças uma estratégia de choque único com uma dose fixa de 4 j kg-1 de preferência bifásico sendo aceitável o monofásico · a utilização de tubos traqueais com cuff é segura emlactentes e crianças pequenas o tamanho deve ser seleccionado usando uma fórmula validada · a segurança e a utilidade da pressão na cricóide durante a entubação traqueal não estão comprovadas assim a aplicação de pressão na cricóide deve ser modificada ou interrompida se dificultar a ventilação bem como a rapidez ou facilidade da entubação · a monitorização do dióxido de carbono expirado co2 de preferência por capnografia é útil para confirmar o correcto posicionamento do tubo traqueal e é recomendada para avaliar e optimizar a qualidade da rcp durante a sua realização · após o restabelecimento de circulação espontânea deve tactear-se o débito de oxigénio inspirado de modo a reduzir o risco de hiperóxia · a implementação de sistemas de resposta rápida em ambientes pediátricos intra-hospitalares pode reduzir as taxas de paragem cardíaca e respiratória e de mortalidade intra-hospitalar · as recomendações 2010 incluem novos tópicos como canalopatias e diversas novas circunstâncias especiais trauma pré e pós-operatório do estadio 1 da cirurgia de norwood para correcção de ventrículo único circulação de fontan e hipertensão pulmonar suporte de vida neonatal as principais alterações nas recomendações 2010 para a reanimação do recém-nascido são as seguintes9 18 · É agora recomendado um intervalo de pelo menos um minuto até à clampagem do cordão após o parto em bebés clinicamente bem ainda não existe evidência suficiente para recomendar a altura ideal para a clampagem do cordão em bebés que nascem com compromisso clínico significativo · a reanimação de recém-nascidos de termo deve ser efectuada com ar ambiente se apesar de uma ventilação eficaz a oxigenação se mantiver inadequada idealmente avaliada por oximetria deve ponderar-se a utilização de uma concentração de oxigénio mais elevada · os recém-nascidos prematuros com menos de 32 semanas de gestação podem não atingir apenas com ar ambiente as mesmas saturações de oxigénio que os bebés de termo nestes casos deve ser usada uma mistura de ar e oxigénio cuidadosamente e sob orientação de oximetria de pulso se não houver mistura de ar e oxigénio deve usar-se o que estiver disponível · os prematuros de menos de 28 semanas de gestação devem ser completamente envolvidos até ao pescoço com uma película plástica do tipo usado para conservar alimentos sem serem secos imediatamente após o nascimento depois os cuidados imediatos e estabilização devem ser prestados sob uma fonte de calor radiante devem ser mantidos envolvidos nessa película até ser confirmada a temperatura após a admissão na unidade neonatal a temperatura da sala de partos para estes prematuros deve ser pelo menos de 26ºc · a relação compressões/ventilações recomendada para a reanimação neonatal continua a ser de 3:1 · não está recomendada a aspiração de mecónio da boca e nariz de um bebé ainda não nascido com a cabeça ainda a nível do períneo na presença de um recém-nascido hipotónico e em apneia que nasceu através de mecónio é razoável inspeccionar rapidamente a orofaringe e remover eventuais obstruções se houver um reanimador com competência adequada a entubação e aspiração traqueais podem ser úteis no entanto se a tentativa de entubação for demasiado prolongada ou não conseguida deve iniciar-se ventilação por máscara especialmente na presença de bradicardia persistente · a via intra-venosa iv é recomendada se for necessário usar adrenalina na dose de 10-30 micrograma kg-1 se tiver que se usar a via traqueal é provável que seja necessária uma dose de pelo menos 50-100 micrograma kg-1 para obter um efeito semelhante a 10 micrograma kg-1 por via iv · para além da avaliação clínica recomenda-se a detecção de dióxido de carbono no ar expirado como método mais fiável para confirmar a colocação correcta de um tubo traqueal em recém-nascidos com circulação espontânea · a utilização de hipotermia terapêutica é recomendada quando disponível em recém-nascidos de termo ou quase-termo com encefalopatia hipoxico-isquémica moderada a grave em evolução esta medida não altera a reanimação imediata mas é importante para os cuidados pós-reanimação princípios da formação em reanimação as questões chave identificadas pelo grupo de trabalho em education implementation and teams eit do international liaison committee on resuscitation ilcor durante o processo de avaliação da evidência para as recomendações 2010 são11,19 · as acções de formação devem ser avaliadas para assegurar que atingem consistentemente os objectivos de aprendiza-
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sumário das recomendações 15 gem o objectivo é assegurar que os formandos adquirem e mantêm as competências e os conhecimentos que lhes permitam actuar correctamente em caso de paragem cardíaca e melhorar o prognóstico dos doentes · há alternativas eficazes aos cursos de suporte básico de vida sbv e dae orientados por instrutores que incluem cursos em pequenos vídeos auto-aprendizagem apoiada por computador com apoio mínimo ou mesmo sem instrutor associados a sessões práticas · o ideal é que todo o cidadão tenha treino em sbv incluindo compressões torácicas e ventilação contudo há circunstâncias em que se justifica treinar apenas compressões ex treino de improviso em situações com muito pouco tempo os formandos que só foram treinados a fazer apenas compressões devem ser encorajados a fazer a formação clássica em sbv · os conhecimentos em sbv e sav deterioram-se em três a seis meses a avaliação frequente permite identificar os que necessitam de treino de re-certificação para manter conhecimentos e competências · devem ser considerados na formação de leigos e profissionais de saúde equipamentos com capacidade para fazer registos e mostrar de imediato ao reanimador a qualidade da reanimaçãa · a ênfase adicional nas competências não técnicas como liderança trabalho em equipa resolução de problemas e comunicação estruturada melhoram o desempenho na rcp e os cuidados com o doente · as reuniões de equipa para planificação das tentativas de reanimação e as reuniões para avaliação do desempenho quer das simulações de treino quer das reanimações reais ajudam a melhorar o desempenho das equipas e as competências individuais · a investigação disponível sobre o impacto do treino em reanimação e o resultado com doentes é escassa contudo os estudos com manequins são úteis e os investigadores devem ser incentivados a estudar e relatar o impacto das intervenções formativas nos resultados verificados com doentes ções ventriculares fv tratadas pelos sem é de 17 por 100 000 habitantes e que a sobrevida à alta hospitalar é de 10,7 para todos os ritmos e 21,2 para as pcr por fv dados recentes de 10 locais na américa do norte são notavelmente consistentes com estes números sobrevida média de 8,4 à alta hospitalar nas paragens cardíacas em todos os ritmos tratadas por sem e 22 para as fv.23 há alguma evidência de que a sobrevida pós-paragem cardíaca a longo prazo vem aumentando.24 25 na análise do ritmo inicial cerca de 25-30 das vítimas de pcr-ph têm fv percentagem que baixou nos últimos 20 anos.2630 É provável que o número de vítimas com fv ou taquicardia ventricular tv no momento do colapso seja muito maior e que quando os operacionais do sem registam o primeiro electrocardiograma ecg o ritmo tenha deteriorado evoluído para assistolia.31 32 quando o ritmo é registado imediatamente a seguir ao colapso em particular pelos dae locais a percentagem de doentes em fv pode ser da ordem dos 59%33 to 65 34 a incidência de pcr intra-hospitalar relatada é mais variável anda na ordem das 1-5 por 1000 internamentos.35 dados recentes do american heart association`s national registry of cpr indicam que a sobrevida à data da alta hospitalar depois de pcr intra-hospitalar é de 17.6 todos os ritmos 36 o ritmo inicial em 25 dos casos é fv ou tv sem pulso dos quais 37 sobrevive à data da alta hospitalar quando o ritmo inicial é actividade eléctrica sem pulso ou assistolia só 11.5 sobrevivem à data da alta hospitalar consenso internacional em ciência cardio-pulmonar o international liaison committee on resuscitation ilcor inclui representantes da american heart association aha do european resuscitation council erc do heart and stroke foundation do canada hsfc do australian and new zealand committee on resuscitation anzcor resuscitation council of southern africa rcsa da inter-american heart foundation iahf e do resuscitation council of asia rca os investigadores dos conselhos membros do ilcor avaliam o estado da ciência da reanimação a cada período de 5 anos desde 2000 as conclusões e recomendações da international consensus conference on cardiopulmonary resuscitation and emergency cardiovascular care with treatment recommendations de 2005 foram publicadas no final de 2005.37 38 a mais recente international consensus conference teve lugar em dallas em fevereiro de 2010 e as conclusões e recomendações publicadas deste processo constituem a base destas recomendações erc 2010.2 cada um dos seis grupos de trabalho ilcor suporte básico de vida sbv suporte avançado de vida sav síndromes coronárias agudas sca suporte de vida pediátrico svp suporte epidemiologia e resultados da paragem cardíaca a doença cardíaca isquémica é a principal causa de morte no mundo.20 na europa a doença cardiovascular representa cerca de 40 de todas as mortes antes dos 75 anos.21 a morte súbita é responsável por mais de 60 das mortes do adulto por doença coronária.22 dados provenientes de 37 comunidades na europa indicam que a incidência anual de paragens cardíacas no pré hospitalar pcr-ph em todos os ritmos tratadas pelos sem é de 38 por 100 000 habitantes atwood 2005 75 com base nestes dados estima-se que a incidência anual de fibrilha-
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