Uma Coisa Concreta

 

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Uma Coisa Concreta - Companhia Paulo Ribeiro, 20 Anos de Histórias

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COMPANHIA PAULO RIBEIRO Isabel Lucas Luísa Roubaud Maria de Assis Mónica Guerreiro Paula Varanda Tiago Bartolomeu Costa

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ÍNDICE 1 Um palco branco no início de tudo | Tiago Bartolomeu Costa 2 O fruto imprevisto | Maria de Assis e Paula Varanda 3 Comecemos esta história de frente para trás | Luísa Roubaud 4 Escrever dançando | Isabel Lucas 5 Notas de rodapé | Mónica Guerreiro P. 12 30 60 P. P. P. 108 142 P.

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Um palco branco no início de tudo Tiago Bartolomeu Costa O tempo? O tempo é “um trabalho de investigação”, diz-nos Paulo Ribeiro1, coreógrafo, bailarino, director da companhia que há 20 anos traz o seu nome. “O tempo é um trabalho de expiação”, diz. Mas pode o tempo ser, também, o trabalho de fixação de uma memória? Uma coisa concreta é essa hipótese de fixação de um tempo passado, vinte anos feitos, e uma tentativa de inscrever, em linhas muito exactas, o percurso de um projecto, o da Companhia Paulo Ribeiro que, como poucos na história da dança contemporânea portuguesa, se impôs como referente coerente. Sem nunca pretender ser o livro da história oficial dos espectáculos que Paulo Ribeiro assinou para a sua companhia, é, sobretudo, um livro sobre as histórias que se podem contar e, assim, outras tantas, feitas pelos espectadores, pelos especialistas, pelos bailarinos, pelos programadores, possam, também elas, ecoar. Porque não há, não pode haver uma história oficial quando a dança é, diz Paulo Ribeiro, “a única arte que é rarefeita”. Portanto, a arte do desaparecimento, do mesmo modo que o primeiro capítulo da história que agora começa tem por título A Festa (da insignificância). Um palco branco no início de tudo, afinal, como que a lembrar que o que se celebra não são senão detalhes perdidos, hipóteses de reinícios, e que a verdadeira festa está na intenção de marcar o que se vai fazendo, não na celebração do que já é passado. O passado, esse, tem tido sorte. A companhia tem sabido contribuir com a remontagem de coreografias, como foi o caso de Modo de Utilização (1990-2015), Sábado 2 (1995-2014) ou a criação a partir das quatro primeiras coreografias Memórias de um Sábado com Rumores de Azul (2005), bem como uma exposição de fotografias, muitas delas reunidas neste livro, ou a publicação de uma biografia do coreógrafo (Corpo de Cordas, de Claudia Galhós, Assírio & Alvim, 2005). Além disso, o sítio da companhia (www.pauloribeiro.com) tem profusa informação sobre os espectáculos, em imagens e vídeos, tal como o que sobre eles foi escrito. O desafio era, portanto, contar as histórias de uma companhia que não tem parado de acrescentar pontos a uma narrativa longe de se concluir. Partimos de quatro pontos, todos eles apontando para outros tantos possíveis, como quatro

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