Revista Esporte Equestre

 

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As noivas também são testemunhas: O casamento dos sonhos acontece no BHZ. A realização de um sonho em grande estilo! Amei! Só tenho muito a agradecer! Amanda & Rodrigo Foi simplesmente a melhor escolha que poderíamos ter feito. Tudo impecável, antes, durante e pós evento. Lídia & Wanderson Só tenho elogios, espaço lindo, versátil. A simpatia da equipe é surpreendente. Flávia & Luiz Até nossos fornecedores comentaram que nunca foram tão bem tratados... Fizeram de tudo pra que meu dia fosse perfeito, e foi! Recomendo mil vezes! Thaísa & Antônio Fernando 2 Revista Esporte Equestre | 2015 fotos: Lucas Nishimoto

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31 3541 0259 • Rua Niágara 250 Jardim Canadá • Nova Lima MG www.bhzespaco.com.br Revista Esporte Equestre | 2015 /bhzfestas /bhzespaco3 fotos: Gustavo Lovalho

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editorial Bem-vindo a primeira edição da Revista Esporte Equestre. Ela nasceu da união do amor aos cavalos com o know how de 12 anos na produção de revistas. Durante o desenvolvimento, contamos com os conselhos pontuais e a amizade de longa data com Ricardo Moura, Alex Ribeiro e Vítor Alves Teixeira que, em reuniões e conversas, nos ajudaram a criar a alma desta publicação, que irá produzir artigos com informações sobre os esportes com cavalos. Realizar as primeiras pesquisas e ter os primeiros contatos com os esportes eqüestres, foi uma experiência ímpar. Modalidades incríveis e ótimos Cavaleiros e Amazonas dão show em nosso país, como você pode começar a ver já nesta edição. Vamos também dar destaque aos jovens talentos, como em nossa seção “Veia de Campeões” onde, a cada edição, vamos apresentar três promessas fortes para o futuro do hipismo. Escolas e famílias que participam do hipismo movimentando a atividade através do amor de seus filhos pelos cavalos, terão espaço especial na revista. Contamos com o apoio de nomes de peso relacionados ao hipismo para fazer artigos a cada edição, elucidando dúvidas e dividindo conhecimentos. A Revista Esporte Equestre é uma publicação trimestral impressa com versão digital para computadores, tablets e smartphones dos sistemas Android e IOS. Através da assinatura, que você pode fazer diretamente em nosso site oficial, os exemplares serão enviados para todo o Brasil. Assine já. Espero que goste desta edição e se tiver críticas e sugestões para a Esporte Equestre nº2, escreva pra gente! Vamos gostar de ouvir a sua opinião. Boa leitura diretor@revistaesporteequestre.com.br Renata Carvalho editor@revistaesporteequestre.com.br Rodrigo Coluccini expediente Foto da Capa: Ton Assis Jornalista Responsável: Isabela ReyDi - MG 07822JP Editoração e design: Sálvio Bhering salbhering@icloud.com Colaboraram nesta edição: Ricardo Moura Vitor Alves Teixeira Ronaldo Bittencourt Marcelo Tosi Nelton Marco Coronel Juarez Marcon Marcio Narezzi Françoise Denis Alexis Gonçalves Ribeiro Regina Ribeiro Pimentel Marcela Barreto Frederico Amaral Almeida As matérias, opiniões e anúncios apresentadas na revista não refletem, necessariamente, a opinião do editor, sendo de total responsabilidade de seus autores. 4 Revista Esporte Equestre | 2015

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12 22 26 06. Entrevista com Vitor Alves Teixeira 11. 12. Pônei Clube do Brasil 16. O Polo no Brasil Um breve histórico do esporte em nosso país Uma base sólida para o hipismo Mormo, Vazio Sanitário e Rio 2016 30. Preparo físico e os esportes equestres 32. 34. 38. Entrevista com Marcelo Tosi IV Etapa da Copa Chevaux Enduro Equestre Entrevista com Ronaldo Bittencourt Filho 34 48 índice 48. 52. 54. O dia em que Amir salvou o mundo Luiz Felipe Queiroz Menin - Exemplo de superação, atleta paraequestre. Notas Reconhecimento de pista Instrutor José Cabral Neto 40. 44. 46. 22. Atrelagem - O esporte equestre que vai bem além da sua beleza e elegância Veia de Campeões as promessas do hipismo Brasileiro 26. Cavaleiros da Cultura Incentivando a leitura através de cavalgadas Campeonato Brasileiro Hyundai de Sênior Top 56. Top Riders Cavaleiros e amazonas que fizeram e fazem a história do hipismo brasileiro Conheça o básico do animal e do hipismo 62. Tutorial Revista Esporte Equestre | 2015 5

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Vitor ALVES TEIXEIRA Esporte Equestre: Como foi o início no hipismo? Algum cavaleiro ou esportista o inspirou ou inspira? Vitor Alves Teixeira: Meu inicio foi em 1971 na Sociedade Hípica de Brasília. Meus pais faziam um trabalho de divisória de acrílico para a inauguração da Hípica e fui inscrito na escolinha. 6 Revista Esporte Equestre | 2015 Entrevista COM A Revista Esporte Equestre teve o prazer de entrevistar um dos maiores ícones da história do hipismo nacional que este ano levou a seleção Argentina ao pódio no Pan-americano, após 52 anos. Naquela época meus ídolos eram o Alfinete e Felipinho. Tempos depois, quem muito me inspirou foram Michael Jordan, a quem vi estrear e vencer nos jogos Pan-americanos de Caracas. Airton Senna pela busca de sempre se aproximar do limite e acreditar que era possível. E.E: Você é um ícone do hipismo. Quais qualidades básicas foram importantes na continuidade de sua carreira? Vitor: Acho que a minha maior qualidade foi de sempre procurar entender cada cavalo e buscar me adaptar a eles, somado a muito trabalho e disciplina. E.E: Algum aprendizado ficou marcado? Vitor: O que mais marca nesse esporte é saber respeitar o ser humano e os cavalos. Humildade no trato com os profissionais de quem dependemos e saber perdoar os cavalos, pois em 95% dos problemas, os erros são nossos. E.E: Você é detentor de inúmeras vitórias, qual a mais marcante? Vitor: Realmente foram muitas vitorias importantes em todos esses anos, sendo a primei-

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ra medalha de ouro em Cuba. Mas, a mais importante não foi uma vitoria, mas a 12ª colocação individual no mundial de Estocolmo 1990 com o ZURKIS. E.E: Houve um cavalo inesquecível? Vitor: Todos estes são inesquecíveis: NATURAL, LARRAMY, JOLLY BOY, ATTACK Z, GOING e TIPITON. Sem duvida, ZURKIS foi o mais especial. E.E: Você trouxe a medalha de prata para a Argentina nos Jogos Pan-Americanos depois de 52 anos sem nenhuma vitória. Conte um pouco sobre isso. Como foi o convite? Qual a qualidade primordial que um técnico deve ter? Como é feita a escolha deste técnico? Como é feita a escolha dos cavaleiros que irão representar um país? Vitor: Eu já havia trabalhado nessa função antes, nos jogos de Santo Domingo, onde a Argentina ganhou do Brasil o direito de disputar as Olimpíadas de Athenas, somente depois o Brasil ganhou na justiça o direito de também participar. As qualidades que um técnico deve ter são; experiência, conhecimento, atualização e muito sentido de liderança. É um cargo de confiança do presidente de cada federação. Ter a confiança dos cavaleiros é muito importante também. Nesse Pan-americano eu elaborei todo o critério e treinamento. Em relação aos atletas, optei pelo critério misto: três por escolha subjetiva e dois em seletiva objetiva. O mais importante a destacar que da Argentina partiram três dos cinco integrantes da equipe que participaram das seletivas na Argentina, provando que para um Pan-Americano podemos sim ter representantes na equipe sendo cavaleiros residentes com cavalos vindos diretamente da America do Sul, com qualidade e sem serem submetidos a “índice técnico”. E.E: Quais os planos para 2016? Quais as expectativas para as Olimpíadas? Vitor: Para as olimpíadas 2016, minha prioridade é tentar conseguir um cavalo e estar a disposição para integrar a equipe. Porém, sei das dificuldades que estão pela frente. Não acontecendo isso, aguardarei convites para quem sabe estar presente representando o Brasil como treinador, honRevista Esporte Equestre | 2015 7

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rando e valorizando o profissional Brasileiro. E.E: Qual a maior dificuldade que você enfrenta hoje no esporte? A maioria dos cavaleiros reclama da dificuldade em conseguir patrocínio. Por quê? Em sua opinião como a mídia poderia ser uma facilitadora neste processo? Vitor: A maior dificuldade que todos nós enfrentamos hoje, é a dificuldade de encontrar um super cavalo, independentemente de ter dinheiro ou não, acontecendo isso o dinheiro e patrocínios virão naturalmente. A segunda dificuldade é a falta de transparência nos critérios de seleção e consequentemente o descrédito de proprietários que deixam de investir em bons cavalos. E.E: Você é detentor de um recorde em Potência, fale um pouco sobre isso. Qual a qualidade primordial de um cavalo de potência? Saltar tão alto é de alguma forma prejudicial ao cavalo? Qual atitude o cavaleiro deve ter na hora exata de um salto como este? Vitor: Sou, juntamente com o Renato Junqueira, recordista de potência em recinto indoor no Brasil com 2,25 metros. Esses cavalos eram treinados especialmente e preparados para esse tipo de competição, o que não trazia nenhum prejuízo a eles. Como deixaram de ser realizadas essas provas, que eram muito atrativas ao publico, deixou-se também de encontrar esses animais. E.E: Você ministrava clínicas concorridas no Cepel na decada de 80/90, agora criou e ministra a clínica Go for Gold. Fale um pouco sobre ela. Qual é o ponto chave ou diferencial desta clínica, além de ser ministrada por um dos maiores cavaleiros da história do hipismo? Vitor: Sem dúvida nenhuma as clínicas do CEPEL foram um marco na equitação Brasileira. De lá saíram vários cavaleiros olímpicos e bons profissionais. A clinica “GO FOR GOLD” surgiu da minha vocação e prazer em transmitir minhas experiências para novas gerações. O nome foi escolhido em lembrança a um projeto vencedor para os jogos Pan-Americanos de Buenos Aires ao qual fomos medalha de ouro. 8 Revista Esporte Equestre | 2015 Uchin Império Egípcio ZURKIS, o Pequeno Gigante, maior fenomeno nacional de todos os tempos E.E: Vitor, você foi convidado para ministrar uma clínica em Lima, Peru, com 35 participantes de todas as categorias, inclusive com a participação do cavaleiro Alonso Valdez, único Peruano classificado para a olimpíada do Rio. Como estão surgindo estes convites? O que os estrangeiros buscam? Fale um pouco de como foi a clínica e o seu resultado. Vitor: Há anos iniciei contatos com países sul americanos interessados em desenvolver e atualizar seus conhecimentos com a equitação: PARAGUAI- chegamos a vencer um Sul-Americano individual no Brasil com um aluno Paraguaio. Classifiquei um cavaleiro para competir nos jogos Pan-Americanos de Toronto individualmente e várias clínicas naquele país; URUGUAI- realizei clínica e com a colaboração de Denis Gouvêa levamos o cavaleiro Martin Rodrigues a atuação de destaque em 2 Pan-Americanos; CHILE- acompanhei Rodrigo Carrasco à Olimpíada de Londres e ministrei clinicas e treinamentos culminando com a vitória

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Vitor ALVES TEIXEIRA Reportagem sobre vitoria de ATTACK Z em WIESBADEN, segundo GP em importancia da Alemanha de Nicolás Inschemensky no campeonato nacional; PERU- fui treinador da equipe na medalha de Bronze nos Jogos Bolivarianos e ajudei a classificar a equipe para os jogos Pan-Americanos de Toronto; ARGENTINA- já havia classificado para as Olimpíadas de Athenas e voltei a classificá-la para as Olimpíadas do Rio com a conquista da medalha de Prata em Toronto; Todos esses países estiveram visitando e participando o Brasil para as Clinicas “GO FOR GOLD”, antiga clínica CEPEL. Tudo isso, SEMPRE com a presença dos profissionais locais para que participem e sigam praticando o método implantado. E.E: Fale dos cavalos que estão sendo preparados por você. Algum em especial está te surpreendendo e atingindo excelentes resultados? Quem hoje são seus patrocinadores e maiores apoiadores? Vitor: Como atleta atuante não posso deixar de manter minha forma física e técnica competindo regularmente. Continuo a buscar aquele cavalo que me trará de volta o entusiasmo de outras épocas. Para isso conto com o apoio incondicional de ÂNGELA AGUIAR uma amante Nascimento: 22/01/58 Natural: Belo Horizonte, MG Recorde: 2,25 m - 2001 Participante das Olimpíadas de: Los Angeles - Estados Unidos da América - 84 Seul - Coréia - 88 Barcelona - Espanha - 92 Participante dos Pan-Americanos: Caracas - Venezuela - 83 Indianápolis - Estados Unidos da América - 87 Havana - Cuba - 91 - Medalha de Ouro por Equipe - Medalha de Bronze Individual Mar D’el Plata - Argentina - 95 - Medalha de Ouro por Equipe Winnipeg - Canadá - 99 - Medalha de Ouro por Equipe - Medalha de Bronze Individual Participante dos Mundiais: Dublin - Irlanda - 82 Estocolmo - Suécia - 90 - 12° lugar individual Ganhador dos Grandes Prêmios Internacionais de: Wiesbadem - Alemanha Thum - Suiça Hamburgo - Alemanha Luxemburgo - Luxemburgo Buenos Aires - Argentina Royan - França Eindohoven - Holanda Caracas - Venezuela Ganhador dos Grandes Prêmios Internacionais realizados no Brasil: Rio de Janeiro - RJ Belo Horizonte - MG São Paulo - SP Porto Alegre - RS Foz do Iguaçu - PR Barbacena - MG Juiz de Fora - MG 9 vezes Campeão Brasileiro 5 vezes Vice - Campeão Brasileiro Bi - Campeão Sul-Americano por equipe 3 vezes medalha de Ouro por equipe em Jogos Pan-Americanos 91,95e 99 2 vezes medalha de Bronze individual em Jogos Pan-Americanos 91 e 99 9 vezes vencedor da Liga Sul-Americana para Copa do Mundo Mais de 10 vezes vencedor do Ranking da CBH Recordista indoor no Brasil a 2,25m em salto sobre muro Revista Esporte Equestre | 2015 9

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desse esporte de longa data, que foi proprietária de SOSUITOR, medalha de ouro no Pan-Americano de CUBA 1991 por equipe. Mãe da amazona ANA ELIZA AGUIAR e titular do HARAS IMPERIO EGIPCIO, que juntamente com seu filho DANIEL AGUIAR não menos entusiasta e com o apoio logístico e know how de JOSÉ CARLOS RAMOS, formam uma família com o único propósito de apoiar o esporte buscando sempre um trabalho de excelência e presença nos principais concursos do mundo. Sua equipe de cavaleiros formada por mim, CESAR ALMEIDA, RENATO JUNQUEIRA , GUILHERME CIAMPI E LUIS SABINO e claro, com a presença de ANA ELIZA AGUIAR, está sendo reforçada com novos animais que certamente marcarão presença em várias competições no ano de 2016 que reserva muitas surpresas. E.E: Deixe um conselho para os que estão começando. Vitor: Antes de tudo gostar e respeitar o Vencedor copa das nações de Buenos Aires e Lisboa cavalo. Escolher bem o profissional e acreditar nele, pois sem essa confiança o trabalho não trará frutos. Aos profissionais, mais simplicidade e humildade para seguir aprendendo, pois mesmo nós seguimos aprendendo ate hoje, “SEMPRE”. 10 Revista Esporte Equestre | 2015

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Mormo, Vazio Sanitário e Rio 2016 Saiba o que é e a sua importância para as Olimpíadas de 2016 Um dos grandes desafios para a organização dos Jogos olímpicos RIO2016 sem dúvida será o mormo. Com base em conceitos científicos e estudos epidemiológicos, os responsáveis pela parte sanitária da organização dos jogos trabalham há anos para dar a melhor proteção possível aos cavalos de grande valor que estarão presentes nos eventos equestres. Então do que estamos nos prevenindo? Que doença seria essa que, de alguns anos para cá, ficou tão comentada? Tratase de uma doença geralmente silenciosa, de caráter crônico que atinge os solípedes (animais de um casco por membro tais como equinos, assininos e muares) e que se torna mais relevante ainda, por eventualmente infectar humanos, vindo a ser por isso, uma zoonose de notificação obrigatória. Os sintomas apresentados pelos animais contaminados variam de acordo com a forma da doença que pode ser nasal (mais comum), pulmonar ou cutânea, sendo o contágio possível principalmente através do contato com as secreções oriundas destas lesões. No Brasil temos casos relatados em diversos estados. No mundo ocorrem casos em diversos países e esporadicamente até em países considerados livres da doença tal como na Alemanha recentemente. Que procedimentos serão adotados? Já há alguns anos que o combate ao mormo é realizado exigindo-se o exame negativo para mormo para o transporte e para a participação em eventos hípicos. Rodrigo Collucini Além disso, desde a realização do evento teste em agosto de 2015 no Complexo Equestre de Deodoro, local do evento dos Jogos RIO2016, até o inicio das provas equestres dos jogos, será adotado o vazio sanitário, que é um procedimento largamente utilizado na agricultura e na pecuária, que designa o período que um estabelecimento agropecuário permanece fechado e interditado à presença de animais susceptíveis aquela doença até um novo ciclo de ocupação com novos animais livres da mesma doença. Este procedimento é realizado da seguinte forma: após a desocupação o local passa por uma limpeza e desinfecção que torna o ambiente livre da doença através da ausência de contaminantes e de animais a serem contaminados. Este é o método mais eficaz para erradicação de doenças em áreas restritas ou propriedades. Com essas providências adotadas esperamos ter um ambiente seguro para os cavalos que estarão presentes no RIO2016. Alexis Gonçalves Ribeiro FEI VET official ITO nos jogos TORONTO 2015 NTO nos jogos RIO 2016 como Treating Vet Team Leader. Revista Esporte Equestre | 2015 11

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FOTOS: TON ASSIS FOTOGRAFIA (32) 99826.1400 uma base sólida para o hipismo fato de a escola europeia ser mais forte no hipismo mundial pode ter como explicação o trabalho de base que é feito no velho continente. Por lá, os pôneis clubes tem importância fundamental para a equitação. As crianças têm seus primeiros contatos com o meio hípico desde muito cedo, utilizando os pôneis. É com eles que os futuros cavaleiros e amazonas da Europa aprendem as noções básicas do esporte. O Brasil é um dos poucos lugares onde as crianças ainda são iniciadas na equitação já com os cavalos. Notando a ausência dessa cultura no Brasil, a belga Françoise Denis criou o primeiro Pônei Clube do país, há nove anos. É 12 Revista Esporte Equestre | 2015 Pônei Clube do Brasil professora de equitação e tem frequentado o mundo equestre europeu e brasileiro por toda sua vida: “Tive o privilégio de trabalhar com alguns dos mais reconhecidos nomes do hipismo internacional, sendo Nelson Pessoa uma das principais referências”, conta ela. Especializou-se no ensino da equitação para crianças com pôneis e já implantou três Pôneis Clubes nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O pônei é um animal dócil e se deixa montar e manusear, transformando-se num amigo do praticante da equitação. O aspecto afetivo dessa relação é muito importante, pois abre a possibilidade do contato da criança com o mundo que a rodeia através de uma harmonia - cavaleiro/cavalo. O acor- O A base do hipismo europeu ganha adeptos no Brasil do desta relação é o da afetividade, estabelecida através da confiança recíproca. A prática de equitação em Pôneis Clubes é uma fonte inesgotável de possibilidades de lazer para crianças de 18 meses a 12 anos. Está provado, que o animal ajuda a crescer, amadurecer, desabrochar, encontrar e firmar sua personalidade. Além disso, é um parceiro ideal para brincadeiras. A concepção de ensino num Pônei Clube tem seu eixo justamente no jogo, na brincadeira, pois é dessa forma que a criança pega gosto e confiança pelo esporte. A equitação no Pônei Clube poderá atender a essa necessidade pós-moderna de complexidade de relações, tornando-se um espaço que possibilite a inter-relação obje-

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tividade/subjetividade da criança, acarretando um momento onde a criança além de se beneficiar do esporte, possa refletir suas atitudes, ampliar seus conhecimentos, interagir com outras crianças, criar, competir, respeitar e mostrar o que sabe e o que deseja de forma lúdica e prazerosa. Vale ressaltar, que mais de 80% dos cavaleiros internacionais iniciaram sua prática na equitação montando pôneis. Além de ser um passo importante e muito útil no progresso dos jovens cavaleiros em qualquer modalidade do hipismo, é também fonte inesgotável de lazer. O sucesso deve-se à grande variedade de atividades às quais podem ser aplicadas: salto, cross, volteio, adestramento, atrelagem, corridas, passeios, iniciação a competição, entre outros. Em termos de equitação, tudo que é feito ao dorso do cavalo pode ser feito ao dorso do pônei. O Pônei Clube do Brasil organizará, todos os anos, um evento nas incríveis instalações do condomínio Herdades Das Palmas, em Palmas, entre Mendes e Vassouras no estado do Rio de Janeiro. A data escolhida será sempre final de junho. É uma oportunidade para crianças de todas os idades e categorias participarem de provas com gincana e salto na maior diversão! É aberto a alunos ou não do Pônei Clube do Brasil. Informações na página do Facebook. Métodos adequados, equipes bem treinadas e satisfação garantida Competições são realizadas para fomentar a atividade Entrevistamos a mentora do projeto, Françoise Denis, sobre o Pônei Clube do Brasil. E.E: As crianças participam do manejo dos pôneis? Como vocês incentivam este relacionamento? Françoise Denis: Esse relacionamento é Revista Esporte Equestre | 2015 13

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Françoise agradece a excelente parceria que mantém com: Sociedade Hípica Paulista (SHP) do Brooklin Novo em São Paulo: (11) 98429-5755 (what s up) ou (11) 7866-3018 - falar com Renata. Sociedade Hípica Brasileira (SHB) da Lagoa no Rio de Janeiro: (21) 98313-5455 e 21 98182-5355 (whatsaap) ou (21) 2156-0161 - Gabi. As crianças realizam exercícios dentro de um contexto lúdico Jockey Clube Brasileiro (JCB) na Lagoa no Rio de Janeiro: (21) 96998-1516 ou (21) 99856-7717 – Viviane. Condomínio “Herdade das Palmas” em Palmas entre Mendes e Vassouras RJ: (24) 2465-6919 Franquia do Pônei Clube do Brasil essencial na aprendizagem da equitação. Entretanto, durante o período escolar, a correria do dia-a-dia não permite atividades relacionadas ao manejo dos pôneis. Porém, em cada temporada de recesso temos programações de “Colônias de férias”, que englobam estes aspectos e têm muito sucesso! E.E: Vi que vocês utilizam vários brinquedos. Qual o objetivo, equilíbrio, concentração, lúdico? Françoise Denis: De fato, utilizamos esses brinquedos que, pela forma lúdica, proporcionam o incentivo da criança a realizar vários movimentos. 14 Revista Esporte Equestre | 2015 Eles ajudam a adquirir equilíbrio e contribuem na melhora da coordenação motora dos pequenos. E.E: Vocês fazem com que cada aula tenha um diferencial? Françoise Denis: Sim, sempre é bom variar as brincadeiras, mas com a preocupação de melhorar a postura e eficiência precisamos repetir alguns movimentos específicos e assim as crianças evoluem. E.E: As aulas duram quantos minutos? Françoise Denis: Para a categoria “Baby-Pônei” (de 18 meses a 4 anos) as aulas têm duração de 35 minutos. A partir dos iniciantes, entre 45 e 50 minutos de aulas. As principais razões do sucesso do Pônei Clube do Brasil vêm de: - A extrema “mansidão” dos pôneis. Resultado de sua criação de forma especial desde o nascimento, passando pelo crescimento e doma um trabalho técnico e minucioso; - A escolha e formação dos funcionários; - O material utilizado; Nossa proposta é oferecer nossa franquia com formação, aluguel de pôneis treinados e equipados e acompanhamento profissionalizado. Tem interesse? Entre em contato com o Pônei Clube do Brasil: poneyclubbrasil@hotmail.com Telefones: (21) 98313 4455 ou (21) 99856 7717

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