60 Artistas da Casa da Artes em Exposição nos 60 anos da Fundação LIGA

 

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Catálogo da Exposição

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60 Colectiva Artes Plásticas Sessenta Artistas Plásticos Sessenta anos da Fundação LIGA Fevereiro a Abril 2016 Edifício Central do Município Campo Grande, 25 Fundação LIGA Rua do Sítio ao Casalinho da Ajuda Espaço LX Jovem Av. Vergílio Ferreira 745 Edifício Lápis - Bairro do Armador Livraria Círculo das Letras Espaço de Arte Rogério Ribeiro 1956-2016 Rua Voz do Operário 62

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Pedro Almeida - técnica mista sobre tela, 30x40 cm, 2015

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|Adan Baldé |Ana Cristina Valente |Ana Filipa Goia |Ana Filipa Silva |Ana Lúcia Soiegh |Ana Martins |Ana Matilde Lopes |Andreia Rosa |Bráulio Moreira |Carina Rocha |Carlos Antunes |Carlos Balas |Carlos Simões |Carlos José |Cátia Martins |Cesaltina Fernandes |Cláudio Santos |Cristina Fernandes |Elisabete Pereira |David Mendes | Dinis Almeida |Fernando Delgado | Francisco Pereira |Gonçalo Costa |Gonçalo Valente |Helena Oliveira |Hugo Ramos |Isabel Silva |Isabel Teixeira |Jacinto Nunes |João Carvalho |João Paulo Silva |João Silva |José Candeias |José Guilhoto |José Manuel Felícia |Lúcia Santos |Kary Gomes |Mafalda Antunes |Mariana Mendes |Marta Silva |Miguel André Aguiar |Miguel Ângelo Reis |Miguel Avelar |Miguel Ribolhos |Miriam Pinho |Paulo Pina |Paulo Ramos |Pedro Almeida |Pedro Inácio |Raquel Viola |Renato Pinho |Sandra Afonso |Sandra Torcato |Sandra Santos |Susana Amorim |Tânia Carvalho |Tiago Santos |Tomás Lima |Yolanda Possidónio

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Miguel Ribolhos - técnica mista sobre tela, 50x70 cm, 2013

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60 Artistas em Lisboa 60 Anos de Fundação LIGA 60 Anos a revelar outra cidade Quantos mundos encerra Lisboa? Quantos mundos pode Lisboa revelar? Como é possível ocupar Lisboa de cores formas e imagens, povoá-la de imaginação e sonho, invandir esta cidade de emoção e força? undação LIGA foi ao longo destes sessenta anos de existência uma instituição fulcral na promoção da diversidade humana, na defesa da singularidade da pessoa, um importante parceiro na construção de uma cidade mais justa e equitativa, mas acima de tudo um exemplo pela sua tenacidade e capacidade de nos revelar outras realidades, sempre com alegria. Sessenta artistas assinalam sessenta anos da Fundação LIGA, apresentando as suas obras em quatro diferentes espaços da sua/nossa cidade - na Ajuda (Fundação LIGA, no Campo Grande (Edifício Central da CML) em Marvila (LX Jovem) e na Graça (Livraria Círculo das Letras); e num repente é uma outra Lisboa que se nos oferece, aquela que cruzamos entre uma galeria e outra, uma cidade assim diversa à luz das reflexões e pensamentos que se encadeiam após cada exposição, cada conjunto de obras. Estranha e bela subversão esta mostra, pois quando deveríamos presentear e celebrar o surgimento da Fundação LIGA é ela, que mais uma vez, generosamente oferece o seu trabalho à nossa fruição festejando a cidade. Parabéns Fundação LIGA. Obrigado Fundação LIGA. João Carlos Afonso Vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa F

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Carina Rocha - acrílico sobre tela, 90x90 cm, 1999 Yolanda Possidónio - técnica mista s/madeira, 60x29 cm, 2001

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Sessenta anos da Fundação LIGA Construindo este caminho com entusiasmo vencendo os obstáculos físicos, espaciais e materiais que sempre tivemos pela frente por Maria Guida de Freitas Faria Presidente do Conselho de Administração da Fundação LIGA N os anos cinquenta o mundo encontrava-se a recuperar da II Guerra Mundial, a mais devastadora de todas as anteriores pela descoberta da bomba atómica. Todos os países envolvidos encontravam-se destruídos, arrasados. Mas foi esta tragédia mundial que veio permitir o desenvolvimento de uma nova etapa da ciência médica, a que chamaram a medicina de reabilitação, na altura considerada como a terceira fase da intervenção clinica. Como sempre, o ser humano perante a tragédia esforça-se e vai além da causa primeira, na sua procura de soluções. As consequências dramáticas levadas ao limite na sequência da guerra, fizeram convergir as vontades e os saberes para atender e responder às gravíssimas questões que se colocavam sobretudo à juventude dos países envolvidos nos combates.

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Assim nasceu a reabilitação que hoje na LIGA, designamos como (re)Habilitação, porque no nosso entender, procura devolver à sociedade a que pertence, aquela pessoa que por doença ou acidente sofreu uma alteração maior ou menor na sua funcionalidade física, mental e/ou sensorial. Passaram-se mais de seis décadas, fora os dois ou três anos consumidos na formalização e criação da LIGA e ao longo deste tempo, fomos construindo este caminho com entusiasmo, vencendo os obstáculos físicos, espaciais e materiais que sempre tivemos pela frente. Mas porque acreditávamos que cada criança, cada ser humano é um ser cultural, social, único e irrepetível que o distingue de qualquer outro humano, fomos desenvolvendo as artes como forma de expressão, particularmente naqueles que só tinham o olhar para dizer o que sentiam, o que viam e lhes tocava. De princípio eram trabalhos que guardávamos de olhares pouco atentos, não fosse alguma crítica ferir a sensibilidade do autor. Mas a chegada e o envolvimento do Victor Pi, permitiu ir além da formação básica, e pouco a pouco foi sendo ampliada a hora do atelier, com a participação dos nossos mais célebres artistas plásticos até que fomos chegando ao momento de os libertar cada um a seu tempo e à sua maneira, única. Ao acompanhar a LIGA nestas seis décadas, sinto como foi possível, chegar ao que estes sessenta artistas chegaram. Cada um com histórias de vida diversas, física e culturalmente diferentes, mas como Marcel Proust afirmava "só através da arte poderemos sair de nós mesmos e conhecer outra versão do Universo e ver paisagens que de outra forma nunca teríamos sequer imaginado”.

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60 Artistas da Casa das Artes Exposição nos 60 anos da Fundação LIGA por Cristina Passos Coordenadora da Casa das Artes A convite do pelouro dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, em janeiro de 2016, o LIGARTE (um dos ateliers artísticos da Casa da Artes da Fundação LIGA) apresentou a Exposição Colectiva de Pintura eu, tu, nós..., no espaço LX Jovem. Desta parceria, surgiu a vontade conjunta de construir um novo projecto de divulgação das obras destes artistas, com uma maior abrangência e visibilidade do trabalho desenvolvido ao longo de vários anos, nesta área. 60 Artistas da Casa das Artes em Exposição nos 60 anos da Fundação LIGA, materializa a história de um espaço aberto à criatividade e à descoberta artística, através do revisitar das obras dos sessenta autores que integram esta iniciativa. Para alguns, eventualmente a criação artística já não faz parte das suas vidas. Para outros, continua a ser uma presença e constitui uma oportunidade única, de realização pessoal e de afirmação da sua identidade. Para todos, no entanto, a arte constituiu e constitui uma forma de libertação dos condicionalismos existentes e de abertura para o mundo. Esta exposição representa também, o reconhecimento dos direitos destes autores, ao acesso à arte e à participação social, enquanto artistas e cidadãos, concretizando desta forma um dos objectivos subjacentes à nossa intervenção.

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Cristina Fernandes - acrílico sobre tela, 80x60 cm, 2004

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Se sente Emoções 60 Anos a Provocar 60 Emoções por Mário Rui Souto Chefe da Divisão para a Coesão e Juventude do Pelouros dos Direitos Sociais - CML ada participante nesta exposição coletiva, tanto é livre como determinado. Os seus conhecimentos e savoir-faire interiorizados permite-lhes compreender o meio social donde são originários e agir em relação a ele. Foi neste contexto que Pierre Bourdieu desenvolveu o conceito de habitus. O habitus designa maneiras de ser, de pensar e de fazer comuns a várias pessoas com a mesma origem social, saídas da incorporação não consciente das normas e práticas veiculadas pelo grupo de pertença. “Uma das funções maiores da noção de habitus é afastar dois erros complementares que têm ambos por princípio a visão escolástica: por um lado, o mecanicismo, que considera que a ação é o efeito mecânico da imposição de causas externas; por outro, o finalismo, que, nomeadamente com a teoria da ação racional, considera que o agente atua de maneira livre, consciente e, como dizem certos utilitaristas, with full understanding, sendo a ação o produto de um cálculo das probabilidades e dos ganhos. Contra uma teoria e outra, devemos estabelecer que os agentes sociais são dotados de habitus, inscritos nos corpos pelas experiências passadas” (Bourdieu, 1998: 122). C

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