LIMINARIDADE

 

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Publicação fruto de projeto LIMINARIDADE | 5 movimentos, concebido e realizado pelos grupos autogestionados Coletivo Cartográfico e Núcleo Tríade, de dança na fricção com a esfera pública, outras linguagens artísticas e áreas de conhecimento.

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L I M I N A R I DADE

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L I M I N A R I DADE Organização: Coletivo Cartográfico, Núcleo Tríade e Daniel Lühmann. Autores: Adriana Macul, Ana Pato, André Mesquita, Bruna Coelho, Carolina Nóbrega, Fabiane Carneiro, Frédéric Gies, Gisele Brito, Graziela Kunsch, Guilherme Wisnik, Luísa Nóbrega, Mariana Vaz, Monica Galvão, Rodrigo Munhoz e Thomas Lehmen. 1ª Edição São Paulo 2015

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Peça em cinco movimentos por dois núcleos artísticos ou apresentação Mariana Vaz Para/por cinco integrantes. E inúmerxs convidadxs. Autogestionado. Financiado com dinheiro público. Locações: diversos espaços públicos da cidade de São Paulo e casas dxs integrantes. Tempo: 12 meses ou 172 páginas. PRÓLOGO – Lettering projetado Liminar adjetivo de dois gêneros 1 que constitui o começo, o início de alguma coisa, esp. que está colocado num livro, numa obra como prefácio; preambular; 2 relativo a, situado em ou que constitui limite ou ponto de passagem (como entre dois locais, situações, atividades etc.) 3 Rubrica: antropologia. que antecede a passagem de um indivíduo a uma nova categoria ou posição social (diz-se de fase, período, situação). 4 m.q. limiar adjetivo de dois gêneros e substantivo feminino Rubrica: termo jurídico. 5 diz-se de ou medida ou providência que precede o objeto principal da ação. movimento #1 – publicação, acervo e registro CENA 1 – Diurna, Estúdio Oito Nova Dança (flashback – março) A linha contínua desenhada no chão da sala funciona como um ímã para os corpos de ADRIANA MACUL, CAROLINA NÓBREGA, CLÁUDIA MÜLLER, DANIEL LÜHMANN, FABIANE CARNEIRO, MAÍRA DIETRICH, MARIANA VAZ, MONICA GALVÃO e RICARDO BASBAUM (p. 12). Há certo conforto ancestral em percorrer o caminho delineado ao pulso da melodia coletiva: BAAN-zo, BAAN-zo, BAAN-zo, BAAN-zo, BAAN-zo, BAAN-zo, BAAN-zo. CORTA PARA Os jovens brancos e bem-apessoados, trajando camisetas da seleção brasileira, posam para selfies ao lado da tropa de choque. O casal com um filho nos braços – todos usando roupas das cores da bandeira – posa para um selfie enquanto a babá, devidamente uniformizada, dá bronca no menino. A varanda gourmet – ou camarote do botox – onde senhoras diferenciadas, trajando roupas verdeamarelo customizadas, aplaudem tudo lá de cima. 5

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CENA 2 – Diurna, entrada do MIS e calçadão vizinho à Galeria Olido (futurologia – dezembro – tela dividida como videoinstalação multicanais) CARTOGRÁFICO fracassa sobre gelo. TRÍADE discute a parte que te cabe sobre materiais diversos. CARTOGRÁFICO delineia um novo rastro. TRÍADE descansa sobre leito de mais-valia. VIVIANE BEZERRA – a PRODUTORA – corre de um lado para o outro, eficiente e tranquila. TRÍADE e CARTOGRÁFICO lançam esta publicação e encerram o projeto Liminaridade | 5 movimentos. CENA 3 – Noturna, quartas-feiras, sala, Vila Madalena, ou escritório, Pompeia (flashback – 2015, tempos sobrepostos – vai-e-vem como novelo enredado) ADRIANA, MARIANA, CAROLINA, FABIANE e MONICA (ou Núcleo TRÍADE e Coletivo CARTOGRÁFICO) discutem, debatem, riem, entendem-se e desentendem-se com intuito de oxigenar, aprofundar e radicalizar práticas e pesquisas dos grupos. As fricções dos modos de fazer distintos retroalimentam Liminaridade | 5 movimentos. PRIMEIRA VIRADA: chega MAÍRA DIETRICH para criar a identidade gráfica. SEGUNDA VIRADA: as mil faces de DANIEL LÜHMANN, coordenador editorial, tradutor, preparador e revisor de textos. movimento #3 – des_fronteiras entre as artes CENA 4 – Diurna e noturna, sala de ensaio Teatro Sérgio Cardoso (flashback – abril) CLÁUDIA MÜLLER, CARTOGRÁFICO e TRÍADE adentram a sala: espelhos, barra, piano. O espaço é ocupado por livros e computadores. Em pauta, a dança como instituição, crítica institucional, a arte como trabalho comum, treinamento, o monopólio da crítica em dança, a lógica de produção por editais e a reserva de mercado. Patrocínio: 17ª edição do Fomento à Dança para a cidade de São Paulo. 6

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CORTA PARA (flashback – maio a setembro) GRUPO de Whatsapp para discussão de temas a partir do encontro presencial. Material fértil que se queria criado a 12 mãos – ou 6 bocas. Cortado como texto desta versão final, mas influenciou profundamente a escolha dos temas e artigos presentes neste: CAROLINA NÓBREGA articula pós-colonialismo e cultura popular (p. 92); GRAZIELA KUNSCH (cita JORGE MENNA BARRETO) e apresenta-nos um caso de reação de artistas à curadoria do Salão da Bahia em 2002 (p. 24); GISELE BRITO provoca-nos, relacionando arte e gentrificação (p. 126); RODRIGO MUNHOZ ironiza a cultura de oficinas culturais (p. 138). movimento #4 – arte-ativismo CENA 5 – Cidade do México, Osasco, Av. Paulista, Praça Roosevelt (flashback ?...) Assassinato e tortura de Yesenia, Alejandra, Mile, Nadia e Rubén em um distrito central da Cidade do México. CORTA PARA Chacina em Osasco e Barueri mata pelo menos 19 pessoas. Suspeita-se que os autores sejam policiais militares. CORTA PARA As ações da tropa de choque ao longo das manifestações dos últimos anos. Sim, “a morte de Nadia diz respeito à comunidade artística no mundo todo. Diz respeito a todos nós” (p. 46). CENA 6 – Diurna, escritório, Pompeia (presente – novembro de 2015) Preocupada com o prazo deste, mais do que estourado, abre o computador para trabalhar e descobre esperançosa que há cerca de 70 escolas ocupadas por alunos no estado de São Paulo. Os jovens secundaristas coreografam belíssimas ocupações pacíficas em oposição ao governador que usa 7

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subterfúgios infinitos para esconder desvios no metrô, nas políticas das águas e que agora pretende sucatear a já fragilíssima educação estadual. CORTA PARA A condição vulnerável de nossa privacidade e o papel de whistleblowers [denunciantes] que revelam ao mundo documentos confidenciais nas reflexões de ANDRÉ MESQUITA (p. 29). CORTA PARA ANA PATO (p. 32) relata, por meio de sua experiência curatorial na Bienal da Bahia de 2014, a possibilidade de se ampliar o papel dos arquivos – de armazenadores de memória para possíveis dispositivos – para evitar amnésias sociais e, consequentemente, criar memórias. CORTA PARA CAROLINA NÓBREGA (p. 40), incansável, volta para refletir sobre arte e artivismo na dança – ou na aposta da imaginação como via de ação política – provocada por uma conversa virtual com o artista israelense ARKADI ZAIDES. movimento #2 – cidade, deriva, cartografia CENA 7 – Noturna, Centro Cultural São Paulo Sala cheia. Cadeiras enfileiradas. Burburinho animado. GUILHERME WISNIK dá aula sobre arte urbana e contextualiza situacionismo. Conta causo sobre experiência dele em Madri anos antes (p. 112). Deriva é anacrônica no momento histórico atual. Modismo. CORTA PARA A urbanista e performer FABIANE CARNEIRO (p. 115) apresenta sua experiência do urbano a partir de seu corpo, ou seja, na arte e no urbanismo. Já a historiadora e artista da dança MONICA GALVÃO (p. 119) situa historicamente a deriva para justificar sua visão positiva em relação à pertinência da prática na atualidade. E os coletivos de artistas DODECAFÔNICO (p. 132) e CAMBAR (p. 135) presenteiam-nos e compartilham propostas de programas (e derivas) que tangenciam o “experimentar a cidade”. 8

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CORTA PARA TRÍADE (e MAÍRA DIETRICH) experimentam transformar as intervenções da Série Cartocoreográfica realizadas no Centro Cultural da Penha, em agosto, em um discurso gráfico. (p. 102) movimento #5 – corpo como construção performativa CENA 8 – Diurna, Praça das Artes DODECAFÔNICO, TRÍADE e CARTOGRÁFICO reúnem-se para assistir, ler e discutir Paul B. Preciado e Judith Butler. AQUECIMENTO: suruba movente na Rua das Noivas, no Brás, no lusco-fusco. PROGRAMA: grupo de estudos sobre gênero, identidade e corpo em uma escola ocupada no Butantã. PREPARAÇÃO: a prosa poética de LUÍSA NÓBREGA (p. 55) puxa-nos pelo tornozelo, incita-nos a jogos entre corpo e gravidade para abordar a histeria a partir da psicanálise e da filosofia. Por sua vez, BRUNA COELHO (p. 72) convida a deglutir (e se deleitar com) o corpo em Preciado, a partir de suas análises e percepções dos livros mais famosos dx autorx – o Manifesto contrassexual e Testo junkie. CORTA PARA Experimentos entre literatura e coreografia. O artista alemão Frédéric Gies (p. 146) é autor de uma prática por ele denominada “technossomática”. Pela peculiaridade do formato, traduzimos trechos do livro Schreibstück, do coreógrafo alemão THOMAS LEHMEN (p. 153) – uma peça coreográfica escrita, até hoje nunca realizada. CAROLINA NÓBREGA (com colaboração de VAL LIMA, DANIEL LÜHMANN e DIVERSXS CONVIDADXS) e um experimento de dança-HQ (p. 48). 9

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CENA 9 – Final VOCÊ lendo. VOCÊ vira a página.

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