Jornal Eco da Tradição de Março 2016

 

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Jornal Eco da Tradição Março n:175 ano 14

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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XIV - Nº 175 - MARÇO DE 2016 50 anos 1966 - 2016 Março começa com muitas atividades. Seminário de prendas, campeiro e FECARS Foto: Rogério Bastos Foto: Rogerio Bastos EDITORIAL Os CTGs são nossos modelos Página 02 EVENTOS FECARS e Seminário campeiro Página 03 PROSEANDO Comunicação na geração Google Página 04 JARBAS LIMA SERÁ PALESTRANTE NO SEMINÁRIO Anualmente, o seminário tem atraido muitos jovens. Em 2015, em Novo Hamburgo foram mais de 600 inscritos Tratará da tese de Barbosa Lessa: O sentido e o valor do tradicionalismo NOTICIAS Pioneiro, 35 CTG, visita a biblioteca Página 09 SAÚDE EM FOCO Cuidado com o Aedes Aegypti Página 13 DIRETORIA DO MTG VISITA O GOVERNADOR DO ESTADO E O PREFEITO DA CAPITAL Fotos: Rogerio Bastos DESTAQUES Conheça os coordenadores regionais Páginas 16 e 17 Homenagem As patroas no dia da Mulher Páginas centrais Página 03 O Presidente do MTG, Nairo Callegaro, visitou, junto com sua diretoria, o Governador do Estado, José Ivo Sartori e o Prefeito Municipal de Porto Alegre, José Fortunatti, para estreitar relações e convidá-los para o cinquentenário do Movimento Tradicionalista Gaúcha. “ Vamos fortalecer as relações institucionais do MTG com o poder público, abrindo caminhos, construído compromissos permanentes”, disse Nairo. PORTÃO PREPARA O 28º ENTREVERO DE PEÕES DO RS Lourenço Nunes será o anfitrião do Entrevero em abril

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2 Ano XIV - Edição 175 EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente Março de 2016 OPINIÃO Por: José Roberto Fischborn Vice-presidente Artistico do MTG Momento de reflexão Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: bastosproducoes1@gmail.com www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 O atual momento social nos remete a um cenário de muitas dúvidas, seja pelo ponto de vista econômico e político, seja pelo ponto de vista ético, moral e dos valores nos quais acreditamos. Talvez estejamos vivendo um período de grande reflexão da sociedade, ou pelo menos um momento em que deveríamos estar praticando esta reflexão. Isto não significa abdicar de conceitos e valores consagrados, antes pelo contrário, significa consolidarmos experiências positivas de nossas sociedades, modelos de convivência coletiva que funcionam e preservam aspectos fundamentais de boa sociabilidade. O ser humano é um “ser social” por natureza e o meio determina sua conduta e comportamento. Baseados nisto surgiram nossas entidades tradicionalistas, os CTGs, a partir da década de quarenta, semeando por todas as regiões de nosso estado este modelo de preservação e transmissão cultural e social. A sociedade, como um todo, visualizou neste “modelo” uma forma de inserirmos valores maiores, de orgulho, à nossa identidade cultural e local. Cada entidade tradicionalista, chamada de “Centro de Tradições Gaúchas”, passou a ser uma bandeira levantada pela sociedade como forma de identificação com estes propósitos. A comunidade local enxerga ou enxergava em cada CTG um local imune à deterioração de valores sociais, funcionando como barreira para a invasão de conceitos “alienígenas” à nossa identidade local. Passado algum tempo esta visão foi sendo de alguma forma deturpada, ou corrompida, por esta mesma sociedade que, em algum momento, encontrou neste mesmo CTG um modelo de civilidade social. O certo é que aquele CTG passou a ser um problema dentro da própria comunidade que um dia o acolheu como uma solução ou um instrumento adequado usado por esta sociedade na preservação da coletividade local. Nossas entidades hoje estão enfrentando este problema e a cada dia surge uma “interdição” de um CTG. Poderíamos questionar as razões por trás: nossa própria culpa, a falta de conhecimento desta comunidade, legislações cada vez mais rígidas que não olham para este histórico e legado social construído pelos CTGs? Somos respeitadores, cumpridores e parceiros de nossos governantes e legisladores, mas acredito que devemos todos, a sociedade civil e o Estado, olharmos de forma diferenciada para este modelo social que representa nossos CTGs, locais de trabalho voluntário e de extrema importância social onde cada cidadão “tradicionalista” pratica e preserva sua comunidade. A simples interdição fecha esta porta, mas abre muitas outras que levam nossos jovens a caminhos que até mesmo aqueles que mandam fechar um CTG não conseguem controlar socialmente. Nossas entidades desenvolvem com grande diversidade e maestria atividades de usos e costumes de nossa identidade. Um povo e seus governantes devem fortalecer estes conceitos, sob pena de serem absorvidos por outros modelos existentes, nem sempre desejados ou positivos. O Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG, continuará lutando pela manutenção de suas entidades, por acreditar que este modelo preserva e transmite valores sociais e morais que garantem nossas famílias e a boa convivência coletiva. 2016! Quais são as novidades da área artística? A cada ano é preciso atender as necessidades da área artística, inserir novos processos, rever os antigos e melhorá-los, sempre que possível, para bem atender as demandas desta vice-presidência. No ano do cinquentenário do MTG várias novidades foram anunciadas aos diretores artísticos e coordenadores das 30 RTs. Começamos em abril, com o lançamento da 4ª edição do Livro de danças tradicionais que vem acompanhado de um curso de danças a ser realizado pelos autores em parceria com a equipe técnica do MTG e que ocorre nos dias 23 e 24 de abril, que absorve o antigo painel técnico de danças, que no formato que vinha sendo realizado foi descontinuado neste ano. Para o ENART, além da continuidade do sorteio eletrônico, que deverá sofrer alguns ajustes para se tornar mais aleatório, mais novidades neste ano! Estamos trabalhando para implementar um novo sistema eletrônico para preenchimento e apuração dos resultados dos concursos. A novidade gira ao redor da utilização de um “tablet” que ao final do preenchimento lança Foto: Rogerio Bastos EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen Nairioli Callegaro, Odila Paese Savaris e Gustavo Bierhaus JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares CONSELHO EDITORIAL: Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira as notas momentaneamente em um telão para conferencia e conhecimento do público e dos concorrentes, e, ao final do concurso todas as notas e resultados serão publicados ao vivo para o público. É um misto de quebra de paradigmas e de inovação, focado na transparência do festival, mas sempre primando por sua integridade, esse é o ENART inovando mais uma vez! Vale salientar que este processo está em fase de desenvolvimento e em breve estaremos trazendo informações especificas sobre essa novidade, os testes com o mesmo devem ocorrer em parceria com alguns eventos com intuito de homologar a solução antes das etapas classificatórias e final do ENART 2016. Além do novo sistema, neste ano, com o respaldo dos diretores artístico, coordenadores e diretoria do MTG acabam-se as medias e dizimas periódicas, que em alguns casos acabam gerando confusões, a partir deste ano as notas serão todas somadas e os resultados serão obtidos somente através de soma das notas. Essas são algumas novidades para o ano de 2016! Valores da Anuidade Plena R$1.040,34 R$ 893,29 Parcial R$ 550,17 Especial Estudantis R$ 158,03 40% do valor retorna às RTs. Março Valor MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Nilton Otton VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco José Roberto(E) aprimorou os processos tecnológicos do Movimento Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal REFLEXÃO REFLEXÃO “Seja Paciente! O que passou, passou. Você não pode fazer nada sobre o ontem. Mas pode fazer tudo para transformar o amanhã e o resto da sua vida.” ” Por ir Elom a Malt (Og Mandino)

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Ano XIV - Edição 175 EVENTOS Março de 2016 3 Programações da FECARS e Seminário Campeiro 09h - Recepção e credenciamento das delegações 14h - Recepção da Chama Crioula no Parque 14h30min - Laço Peão Farroupilha - Laço Narrador - Laço Conselheiro MTG - Laço Executivo Municipal (Exclusivo a Prefeitos, Vice Prefeitos) - Taça Sicredi 20h - Reunião da Diretoria Campeira com responsáveis pelas RTs 07h30min - Abertura e apresentação das delegações - Homenagem 09h30min - Início das provas Campeiras na seguinte ordem: - Laço Vaqueano – 3 armadas - Laço Veterano - 3 armadas - Laço Patrão – 3 armadas - Laço Capataz – 3 armadas - Laço Pai e Filho – 3 armadas - Laço Irmãos – 3 armadas - Laço Rapaz/Prenda – 3 armadas - Laço Guri/Guria – 3 armadas - Laço Piá/Menina – 3 armadas - Laço Prenda – 3 armadas - Laço Geração em Trio – 3 armadas - Laço Coordenador Regional – 3 armadas - Laço Diretor Campeiro Regional – 3 armadas - Laço Seleção (10 participantes) – 2 armadas - Chasque - Gineteada 17/03/2016 – Quinta-feira 18/03/2016 - Sexta-feira 07h30min – Continuação das provas de laço conforme ordem: - Laço Vaqueano – 2 armadas - Laço Veterano - 2 armadas - Laço Patrão – 2 armadas - Laço Capataz – 2 armadas - Laço Pai e Filho – 2 armadas - Laço Irmãos – 2 armadas - Laço Rapaz/Prenda – 2 armadas - Laço Guri/Guria – 2 armadas - Laço Piá/Menina – 2 armadas - Laço Prenda – 2 armadas - Laço Geração em Trio - 2 armadas - Laço Coordenador Regional – 2 armadas/ desempate - Laço Diretor Campeiro Regional – 2 armadas/desempate - Laço Seleção (10 participantes) – 2 armadas - Primeira eliminatória de todas as individuais (Vaqueano, Veterano, Patrão e Capataz) - Prova de Rédea - Final da Gineteada 10h - Vaca Parada: Bonequinha – Prendinha 14h - Vaca Parada: Piazinho – Piazito TEMA: ESPORTES CAMPEIROS Local: Sede Campeira do CTG Coxilha de Ronda 8h - Recepção e confirmação de inscrição 8h30min - Abertura oficial 9h - Palestra – “A IMPORTÂNCIA DOS ESPORTES CAMPEIROS” - Palestrante: Martim Guterres 19/03/2016 - Sábado Damasco (Vice-presidente de Esportes do MTG) e Sr. José Ezir. 10h - Oficinas de Tava, Tetarfe, Bocha 48 e Bocha Campeira - Oficineiros: Martim Guterres Damasco e José Ezir 12h30min - Encerramento Obs: Inscrições via internet junto ao site do MTG - www.mtg.org.br - até 10 de março, impreterivelmente. O certificado de prendas e peões será entregue aos diretores culturais ou coordenadores, após o evento. ** Não haverá inscrições no local. 07h30min - Continuação das provas Campeiras, na ordem: - Final de todas as duplas - Final Laço Geração em Trio - Laço Seleção Equipe - 10 participantes (1 armada) - Prova Braço de Diamante - vencedores das FECARS anteriores - Individual de Equipes - Prova Braço de Ouro da 28ª FECARS 09h - Laço Vaca Parada (finais) 19h - Solenidade de Encerramento e entrega dos troféus: Cyro Dutra Ferreira e Alfredo José dos Santos (Rotativo) Observações: - Programação do Evento Sujeita a Alterações; - Nas finais de laço, poderá haver redução de cancha conforme regulamento; - Obrigatória a apresentação de GTA na entrada do parque. 20/03/2016 – Domingo 17º Seminário de Cultura Campeira 28º Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul Portão, berço do Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, gestão 2015/2016, e anfitrião do 28º Entrevero Cultural de Peões, tem aproximadamente 35.000 habitantes e localiza-se na Região Metropolitana. O desenvolvimento é a palavra de ordem, com um povo trabalhador o município se destaca em vários segmentos da economia do Rio Grande do Sul. A indústria química, coureira, calçadista e da borracha, são as principais áreas de desenvolvimento tecnológico. A comercialização de flores, vasos e outras peças de artesanato, a gastronomia típica, também atraem pessoas de outras cidades e regiões. Portão é um lugar cheio de bonitas paisagens e de uma área rural muito bem aproveitada. A região é cercada por Acácias Negras, plantações de citrus e floriculturas ao longo da rodovia. Dia 15/04/16 – Sexta-feira 9hs - Prova escrita - E.E.E.M. 9 de Outubro 11h30min - Almoço - Praça de alimentação do Centro de Atividades Lothar Kern 13h30min - Início das provas artísticas - Palco A - Centro de Atividades Lothar Kern - Palco B - Pavilhão de Lona em frente à Prefeitura Municipal - Palco C - Ginásio Munic. de Esportes Carla Izabel Ruthner Teixeira 19h30min - Jantar - Praça de Alimentação do Centro de Atividades Lothar Kern 21hs - Sessão solene de abertura do 28º Entrevero Cultural de Peões – Centro de Atividades Lothar Kern (Parque de Rodeios Timbaúva) 8h30min - Início das Provas Campeiras 12hs - Almoço no local 13h30min - Reinício das Provas Campeiras 20hs - Jantar 22h30min - Baile e divulgação dos resultados do 28º Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul – Centro de Atividades Lothar Kern - Animação: Grupo Tranco Monarca - Ingressos: R$ 25,00 individual - Será obrigatório o uso de Pilcha Completa “Vem pro Mate” realizará a segunda edição A campanha #vempromate #pelapazmundial realiza, em 2016, sua segunda edição. O Movimento Tradicionalista Gaúcho e as entidades convidadas Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Comissão Gaúcha de Tradição e Folclore, Instituto do Chimarrão e Estância da Poesia Crioula realizaram no mês de fevereiro uma primeira reunião para organização dos detalhes d e s t e ano, que serão divulgados em breve. O presidente Nairo Callegaro espera que o desafio deste ano supere o sucesso do ano anterior, quando mais de 15 mil pessoas participaram, enaltecendo a amizade e hospitalidade que o chimarrão inspira. Dia 16/04/16 – Sábado PROGRAMAÇÃO (programação opcional aos concorrentes) 16hs - Recepção e credenciamento – Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e turismo 19hs - Missa na Igreja São José 20hs - Jantar de despedida dos Peões, Guris e Piás Estaduais – Local: Centro de Atividades Lothar Kern Dia 14/04/16 – Quinta-feira

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4 PROSEANDO COM TENÊNCIA Ano XIV - Edição 175 Março de 2016 MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Por Rogério Bastos Como comunicar na geração “Google” Nosso desenvolvimento vem sendo marcado por algumas características peculiares de nosso tempo. Entre elas podemos citar a velocidade, a inovação e a mudança. Todas essas características influenciam a comunicação, isto é, os novos meios de expressão, o que nos permite uma percepção quase instantânea dos acontecimentos globais. Em apenas algumas décadas, testemunhamos mudanças bastante significativas no progresso dos meios de comunicação. Por milênios, as únicas formas de trocar informações e atualizar fatos eram demoradas. Isso implica dizer que a novidade mais recente poderia levar dias, semanas ou até mesmo meses para ser atualizada pelos interessados. Tomemos como exemplo um fato histórico: a morte de Napoleão Bonaparte em 1821 na Ilha de Santa Helena, onde estava exilado; a notícia levou dois meses para chegar ao Rei George, em Londres. No Brasil, durante o período colonial, a comunicação entre os colonizadores e suas famílias na Europa, feita através de cartas, levava igualmente meses para atravessar o oceano. Hoje esta comunicação pode se dar em tempo real. Para termos uma noção da velocidade com que estas transformações vêm se configurando, basta compararmos a capacidade de difusão e popularização das mídias. O rádio levou 34 anos para alcançar 50 milhões de ouvintes. A televisão, apenas 17 anos; e a internet, não mais do que quatro anos, enquanto o Facebook levou apenas dois anos para reunir 50 milhões de usuários. Evidentemente que a população também triplicou em menos de um século, e a educação ampliou a base de acesso às tecnologias a milhões de pessoas ao redor do mundo. Ainda assim, os números revelam que o ritmo de expansão das mídias é proporcionalmente muito maior. A cada geração que se sucede, as influências de seu tempo marcam de forma particular sua história. Até a chamada geração X (nascidos entre a segunda guerra mundial e os anos 1980), o livro e os bancos escolares eram a fonte primordial da informação. O conhecimento passava por uma fragmentação que se intensificou por conta dos múltiplos meios de produção e difusão da informação. Esta geração vivenciou algumas quebras de paradigmas e rupturas com modelos tradicionais que norteavam a humanidade por milênios. Como exemplos dessas mudanças, verificam-se alterações no formato de família, no poder da Igreja e na hierarquia empresarial. A partir da geração Y (nascidos entre os anos 80 e 90), a exposição aos múltiplos estímulos promovidos pelos recursos da internet trouxe uma transformação na forma de produzir e gerar comunicação e conhecimento. A nova geração já nasceu cercada de aparatos tecnológicos. A Neurociência atesta que as conexões cerebrais destes jovens são mais intensas do que as observadas na geração de seus pais. Espertos e ousados, os “Ys” são despojados, ouvem iPods e são avessos a formalismos e hierarquias. Eles têm pressa para progredir e são competitivos. A chamada geração Z (nascidos no início do século XXI) tem como característica o hábito de “zapear”. Por isso a denominação Z. Outra característica desta geração é a constante troca que se faz entre os canais de interatividade, zapeando de um a outro, da internet ao telefone, ao videogame, à internet novamente etc. Para eles, o mundo é totalmente tecnológico e virtual, pois nasceram em meio a esse mundo. São os chamados “Nativos Digitais”. A união destes três tipos de gerações é indispensável para o futuro de organizações de todos os tipos. Saber lidar com a diversidade de experiências e perfis é o grande e essencial desafio para o sucesso em um futuro muito próximo. E a convivência de gerações, promovida pelo tradicionalismo gaúcho pode unir essas diferentes formas de ver o mundo, buscando os benefícios que ela oferece. Calendário do MTG - 2016 DATA 14 a 16 19 7 14 19 a 21 25 25 18 25 25 2 25 30 2 12 e 13 13 27 e 28 4 14 a 20 24 e 25 1 8e9 15 e 16 18 28 e 29 28 e 29 05 e 06 12 18 a 20 19 9 10 13 EVENTO ABRIL DE 2016 28º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE ESTADUAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 46ª CIRANDA CULT. DE PRENDAS - FASE ESTADUAL MAIO DE 2016 3ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 3ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR 46ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE ESTADUAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 47ª CIRANDA CULT. DE PRENDAS - FASE REGIONAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 29º ENTREVERO CULT. DE PEÕES - FASE REGIONAL JUNHO DE 2016 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA CONSELHO DIRETOR (Provas Ciranda e Entrevero Regional) 47ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL 29º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JULHO DE 2016 4ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS E DIRETORES CULTURAIS PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES ENART 2016 82ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA AGOSTO DE 2016 SORTEIO ORDEM DE APRESENTAÇÃO DAS INTER-REGIONAIS ENART 2016 ACENDIMENTO E DISTRIBUIÇÃO DA CHAMA CRIOULA TCHENCONTRO 1ª INTER-REGIONAL DO ENART SETEMBRO DE 2016 5ª REUNIÃO CONSELHO DIRETOR SEMANA FARROUPILHA 2ª INTER-REGIONAL DO ENART OUTUBRO DE 2016 5ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CULTURAIS 3ª INTER-REGIONAL ENART 3º FEGADAN SORTEIO DA ORDEM DE APRESENTAÇÃO DA FINAL DO ENART 2016 50º ANIVERSÁRIO DO MTG ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE GAÚCHA NOVEMBRO DE 2016 ABERTO DE ESPORTES - 1º ENECAMP 6ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR FINAL ENART 2016 - ENCONTRO DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA 17ª MOSTRA DE ARTE E TRADIÇÃO GAÚCHA DEZEMBRO DE 2016 PRAZO FINAL - ELEIÇÕES COORDENADORIAS REGIONAIS REUNIÃO DE ENCERRAMENTO - CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA PRAZO FINAL - APRESENTAÇÃO PROPOSIÇÕES P/ 65º CONGRESSO TRAD. GAÚCHO CIDADE PORTÃO PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PASSO FUNDO PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE SEDE MTG - POA RTs RTs PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE CRUZ ALTA PORTO ALEGRE TRIUNFO TRIUNFO RS CAXIAS DO SUL PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE STA CRUZ DO SUL STA CRUZ DO SUL RTs RTs OBS: Calendário sujeito a alterações de acordo com a necessidade Informações sobre os cursos em www.mtg.org.br ou pelo fone 51 3223 5194 ou pelo e-mail: cursos@mtg.org.br. CALENDÁRIO DE CURSOS (Sujeito à alterações - O CFOR Patronagem, será realizado através de solicitação dos coordenadores) 21/04/2016 29/04/2016 07/05/2016 28/05/2016 09/07/2016 23 e 24/07/2016 06/08/2016 10 e 11/09/2016 22 e 23/10/2016 CURSO JUÍZES DE PROVAS CAMPEIRAS PAINEL INDUMENTARIA CFOR BÁSICO CFOR PATRONAGEM CURSO PARA INSTRUTORES INICIANTES DE DANÇAS TRADICIONAIS CURSO: INSTRUTORES INICIANTES DE DANÇAS DE SALÃO CFOR BÁSICO CFOR AVANÇADO - MODULO I CFOR AVANÇADO - MODULO II CANGUÇU A DEFINIR PORTO ALEGRE CRUZ ALTA PORTO ALEGRE A DEFINIR PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE 29 de Abril de 2016 Informações: 51 3223 5194

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Ano XIV - Edição 175 DEPARTAMENTO JOVEM Março de 2016 5 Luan Andrey Vieira – Diretor do Dpto Jovem do MTG A importância das redes sociais para o tradicionalismo Responsabilidade: Utilizar as redes sociais para promover e preservar a tradição reconhecendo o alcance destas plataformas e utilizando-as com o devido cuidado são, também, papel do jovem tradicionalista. Ser jovem não significa ser novo fisicamente, nos dias de hoje, juventude significa conexão, seja com os amigos, com a família, com conhecidos ou talvez com o mundo inteiro. Para ser jovem, basta estar conectado. Como acadêmico de Sistemas de Informação da URI de Santo Ângelo, me sinto responsável por difundir a tecnologia no meio tradicionalista, tecnologia esta que vem sendo bastante utilizada como meio de comunicação. Comunicação não é apenas falar e ouvir ou escrever e ler, comunicar é utilizar dos meios disponíveis para fazer o receptor da mensagem transmitida entender o real significado dela. Hoje, as redes sociais não são mais simples aplicativos que permitem a troca de ideias e fotos, bate papo e relacionamentos. As redes sociais invocam uma nova maneira de convívio da sociedade em um mínimo espaço de tempo. E essa nova maneira de conversar e interagir com um grande número de pessoas, se for bem aproveitada, é um prato cheio para a cultura gaúcha. Pudemos ver nesses últimos anos, desde gigantescas campanhas de arrecadamento de materiais para vítimas de tragédia até rodas de chimarrão virtuais, auxiliando todos os gaúchos a cumprir a carta régia do movimento, a carta de princípios. Qual a melhor forma de “Cultuar e difundir nossa História, nossa formação social, nosso folclore, enfim, nossa Tradição, como substância basilar da nacionalidade”, se não a forma virtual? Ou então “Promover, no meio do nosso povo, uma retomada de consciência dos valores morais do gaúcho” pela internet? Os jovens de hoje tem um poder incalculável na ponta dos dedos que, se bem usado, ajudará o movimento a crescer cada vez mais. Seja à frente de um computador ou smartphone, em menos de um segundo podemos fazer com que todo o mundo entenda nossa mensagem, podemos mostrar às pessoas o significado da nossa luta, o real significado do tradicionalismo. Devemos utilizar os novos meios para manter os antigos. Estância da Poesia Crioula realiza seu sarau poético Iniciando as atividades de 2016, a Estancia da Poesia Crioula (EPC) promoveu seu Sarau Poético que foi aberto com uma prece ao Patrão Grande do Universo, proferida pelo Presidente Wilson Tubino, pedindo bênçãos para o evento e rogando pelo progresso constante da EPC. O Tesoureiro da EPC, Ubirajara Anchieta, prestou conta aos associados presentes (cerca de 30 pessoas) sobre a situação financeira da entidade. O Presidente Wilson Tubino informou e incitou os presentes a participarem da Ação “Vem Pro Mate” (em parceria com o MTG, CGF e Escola do Chimarrão), que se desenvolverá ,via internet, de 18 a 24 de abril, uma roda de chimarrão virtual, culminando - no dia 24 de abril, dia da tradição - com uma grande roda-de-mate no Parque Farroupilha, junto ao monumento ao expedicionário. Falou, também, sobre o concurso de poesias Simões Lopes Neto (em andamento) e sobre a oficina de arte declamatória, que será ministrada pela EPC (em sua sede) no dia 16 de abril próximo. Inscrições R$ 100,00 (com certificado da EPC) Inscrições e informações em: estanciadapoesiacrioula@gmail.com. Foi uma tarde poética com manifestação de todos os visitantes, que levaram poemas ou causos. A música ficou a cargo do grande mestre Paulinho Pires, do violonista Geraldo Trindade e do jovem Anderson Tubino. “É importante registrarmos a presença dos visitantes: Carlinhos de Lima - Delegado da EPC, de Santa Maria, e dos declamadores Neiton Perufo e Marcelo Coelho” disse o presidente Tubino. Foto: Divulgação Wilson Tubino (Em pé) e Carlinhos Lima(D) na abertura das atividades da EPC 2016 MTG realiza o 1º Cfor Básico de 2016 Formação: Desde que começou, em 2003, o Curso de Formação Tradicionalista (CFor) em seu módulo básico já atingiu a incrível marca de 9.088 participantes. E dia 27 de fevereiro foi realizado mais uma edição na sede do MTG. Foto: Divulgação O curso atingiu número expressivo de participantes, em torno de 70 pessoas, vindas de dezessete regiões diferentes, representando trinta e duas entidades, além de pessoas que vieram participar sem ser do meio tradicionalista. O Curso abordou os conteúdos específicos para essa formação e contou com palestrantes como: Odila Paese Savaris, Manoelito Carlos Foto: Divulgação que não haja realmente palavras que possam expressar a real dimensão dessa busca, até porque ela é essencialmente subjetiva, e muito particular de cada um que optou por essa formação, mas ao mesmo tempo ela é essencialmente coletiva e representativa” – disse Lucia Andrade, diretora do Departamento de Formação Tradicionalista e Aperfeiçoamento. Lucia Andrade (E) e Luciana Brum no 1º CFor de 2016 Savaris, Helio Ferreira, Beloni Bastos da Silva e Luciane Brum, que demonstraram, além do conhecimento teórico, postura e atitude extremamente identificada com a autêntica cultura do povo gaúcho. “A todos que vieram em busca de formação e aperfeiçoamento, e também aos palestrantes, nossos sinceros agradecimentos. Acreditamos Manoelito Savaris palestra no CFor desde o 1º, em 2003 CFor básico tem mais de nove mil cadastrados TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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6 NOTÍCIAS Ano XIV - Edição 175 ESPAÇO DA CBTG Março de 2016 MTG e Governo do Estado estreitam parceria Foto: Rogério Bastos 8 de Março - Dia Internacional da Mulher Valorização: É importante reconhecer o papel, por vezes crucial, da mulher na construção da história do Rio Grande do Sul e do país. A Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha parabeniza as mulheres espalhadas pelas querências que integram o grandioso movimento tradicionalista gaúcho! Parabéns a vocês mulheres que são prendas tradicionalistas que lutam pela preservação da tradição gaúcha! Em homenagem a data relembramos algumas das muitas heroínas que fazem parte de nossa história: - Anita Garibaldi (Ana Maria de Jesus Ribeiro): conhecida como a “Heroína dos Dois Mundos” porque lutou na Revolução Farroupilha e na Unificação da Itália. Uma das mulheres mais fortes e corajosas de seu tempo que sempre lutou ao lado de Giuseppe Garibaldi, com quem se casou. - Chica Pelega (Francisca Roberta: conhecida como a Guerreira de Taquaruçu. Era chamada carinhosamente de Chica Pelega porque montava melhor que os homens com seu pelego ao vento. Tinha incrível habilidade para tratar de enfermidades, tanto é que era sempre chamada para tratar de animais e pessoas. Era alegre e feliz, adorava cantar e praticamente já nascera montando. Montava um cavalo sem sela, sem rédeas, apenas no pelo e na corda. - Maria Rosa: conhecida como uma das líderes da Guerra do Contestado por assumir a liderança espiritual e militar de todos os revoltosos. Lutava como um homem e por isso é considerada uma Joana D’Arc do Sertão. Combatia montada em um cavalo branco com arreios de veludo, vestida de branco, com flores nos cabelos e no fuzil. Chefiava e liderava os fiéis de um reduto sertanejo no Planalto Catarinense chamado Caraguatá. Diretoria do MTG, liderada pelo Presidente Nairo Callegaro (C) no Palacio Piratini O primeiro deles foi no dia 11 de fevereiro, Dia do Campeiro, no Palácio Piratini, onde uma comitiva do MTG, composta pela diretoria, foi recepcionada pelo Governador José Ivo Sartori. Na ocasião, o presidente apresentou convite para as festividades em homenagem ao Cinquentenário do Movimento, em outubro, ressaltando a importância da parceria entre os dois órgãos para o sucesso das iniciativas. Sartori também falou sobre a necessidade da formação de parcerias e de ter criatividade para viabilizar programas e eventos. “Com todas as dificuldades que temos, a vida local é que faz a economia girar. A participação de vocês na agenda de eventos do estado é prova disso e mostra do que o gaúcho é capaz”, disse o governador. O Secretário Estadual de Cultura, Vitor Hugo, durante o encontro sugeriu a realização de uma exposição, no Memorial do Rio Grande do Sul, sobre os 50 anos do MTG, com documentos, fotos, para que as novas gerações possam conhecer o caminhar da instituição. Também esteve em pauta o calendário de eventos do MTG para 2016, que tem como um dos destaques o Acendimento da Chama Crioula em Triunfo, na Ilha de Fanfa, onde o general Bento Gonçalves foi preso na época da Revolução Farroupilha. O presidente do IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Vinícius Brum, também participou da reunião, ressaltando a proximidade entre MTG e IGTF e a importância do MTG enquanto organização social. O outro encontro aconteceu dia 12 na Secretaria Estadual de Cultura, com a presença do Secretário Vitor Hugo, do presidente do IGTF Vinícius Brum e da Diretora de Programação da TVE, Tania Moreira. Nesse encontro, esteve em pauta a realização de um evento em parceria com a OSPA – Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, em homenagem aos 50 anos do MTG. A TVE também apresentou interesse na realização ao longo de 2016 de coberturas e programas especiais contando a história da instituição e sua relevância para a preservação do simbolismo do gaúcho e outros aspectos. O presidente do IGTF, Vinicius Brum, ressaltou a importância de um trabalho de comunicação que trabalhe o conceito do tradicionalismo. O presidente do MTG, Nairioli Callegaro, avalia positivamente os dois encontros. Segundo ele, nas parcerias mais fortemente se constrói um objetivo comum. Foto: Rogério Bastos Piquete da Querência realizou o IV Seminário Cultural A cidade de São José do Ouro, palco do último encontro do MTG, no final de 2015, sediou outro grande evento, dia 21 de fevereiro, o IV Seminário Cultural, promovido pela Gestão de Prendas e Peões do CTG Piquete da Querência. “Este não poderia ser diferente dos outros 3, tivemos a honra de compartilhar uma tarde rica de informações e de troca de experiências, com o estimado amigo Rogério Bastos, para o qual deixo minha gratidão Foto: Divulgação pela disponibilidade e minha admiração pela competência” – disse Caroline Lemos, prenda adulta da entidade, ela que foi prenda juvenil do RS. O patrão Augusto Gilberto Rebeschini esteve presente, bem como o coordenador da 29ª RT, Valdecir da Silva. “A 29ª RT vem crescendo e se aprimorando. Ano passado sediamos o encerramento de ano do MTG e estamos com mais um grande evento. É assim que se cresce” – concluiu o coordenador regional Nairo Callegaro (E), Ciro Winck, Governador José Ivo Sartori e Elenir Winck Coordenador Valdecir Silva (D) orgulhoso de sua região que cresce a cada ano

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Ano XIV - Edição 175 ESPAÇO DO IGTF Por: Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Março de 2016 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro Angüeras, Farroupilha, Gaudérios, Teatinos É comum, nestes tempos de redes sociais do mundo virtual, nos depararmos com listas de preferências nos mais variados campos das artes. Assim, reflito sobre quais obras destacaria como referenciais no universo da canção regional gaúcha. Esses mergulhos buscando destaques são inevitavelmente traiçoeiros. Por serem excludentes, há neles sempre uma contaminação pelo gosto pessoal, algo que numa crítica que se pretenda séria é aconselhável evitar. Ainda assim, prossigo. O LP “Gaúchos em hi fi”, do Conjunto Farroupilha (1957) que Barbosa Lessa adjetiva como: “...um punhado de canções que, reunidas, constituem verdadeira síntese da terra e do homem do extremo-sul...”, deveria ser visitado apenas por essa consideração talvez. Contudo, ainda estão lá as vozes de Alfeu, Danilo, Estrela, Inah e Tasso junto com a orquestração magistral de Henrique Simonetti: maravilhosa porteira de entrada para o nosso cancioneiro. Muita gente deve conhecer a canção “Os homens de preto” de Paulo Ruschell, com aquela introdução em que o assovio confunde-se com a cordeona acompanhados por um violão que galopa. Por longo tempo tema de abertura do consagrado Campo e Lavoura da Rádio Gaúcha. Pois bem, o responsável por esse clássico da nossa canção é o grupo “Os Gaudérios” (1959), no qual cabe destacar o (então) menino Zé Gomes de contribuição tão importante para a música popular brasileira, principalmente ao lado de Renato Teixeira. Em 1976 é lançado o LP “Telurismo” do grupo Os Teatinos composto por Glênio Fagundes, Marco Aurélio Campos, Paulo Portela e José Cláudio Machado. Glênio inaugura um estilo ao bordonear sua “guitarra”, Marco Aurélio (o Boca) imortaliza o poema “Eis o homem” e Zé Cláudio lá está com o seu inesquecível “Pedro Guará”. No ano seguinte (1977) surge outra jóia: “Cantos de pampa e de rio” de “Os Angüeras”. José Lewis Bicca e Apparício Silva Rillo cristalizam no imaginário popular canções como: “João Campeiro” e “Cantiga de rio e remo” E o que dizer da voz do Carlos Moreno (Pimpim). É puro deleite! Bueno, cometida está minha pequena (creio) (in)justiça! Um universo que aí não se esgota e cresce, mas é só um recorte e, naturalmente, cada um há de ter o seu. Contudo, insisto: ouvi-los é indispensável. MITOS - A bruxa Maldade: No Rio Grande do Sul, a bruxa pode até ser bonita, mas possui poder e in�luência malé�icos. Os mitos podem ser universais, nacionais ou locais. Os mitos universais mais conhecidos são os que se referem à criação do mundo, aos astros, estrelas, à criação do homem, da mulher, do fogo, da água, do fogo fátuo, enfim aos fatos da natureza. Os mitos de modo geral vieram com os primeiros povoadores, que por sua vez os receberam como herança cultural de seus antepassados. Aqui foram recriados pelo imaginário popular, adquiriram características próprias e hoje estão incorporados ao nosso acervo cultural. Um dos mitos universais mais conhecidos e de maior área de abrangência é o da bruxa, que explica os “poderes sobrenaturais de algumas mulheres.” Segundo a crença sempre que um casal tem sete filhas consecutivamente, a sétima será bruxa. Esta sina pode ser evitada se a irmã mais velha batizar a mais nova. Na concepção popular a mulher que tem relações espúrias com o com o padre ou com o padrinho de um filho torna-se bruxa. Em outras regiões acredita-se que se torna mula sem cabeça, outro mito muito forte na zonas rurais no Brasil. (Neste caso o mito exerce uma função moralizadora, evitando traições e atos indignos.) A bruxa possui uma grande arma, que é o “olho grande”, e usa este poder para fazer mal, em outros casos ela nem sabe que o possui, mas sempre que elogia algo ou alguém, acontece um fato desagradável, a criança adoece, as plantas murcham etc.. As grandes vitimas da bruxa são as crianças, as plantas ou animais pequenos, diz o povo que ela suga a vida da criança pelo umbigo,a criança vai minguando, ficando fraquinha, pálida e pode até vir a morrer. Quando a criança “sofre” deste mal folclórico, o remédio também folclórico é colocar figas aos pés e na cabeceira da cama do nenê e rezar três Ave-Marias às 6 horas da manhã e a 6 horas da tarde por três sextas-feiras seguidas. Até o sétimo dia a criança não deve ficar no escuro, deve-se sempre conservar uma pequena lâmpada (ou vela) acesa. Um “breve” feito com alho no pescocinho da criança a protege da bruxa e de outros males. Para descobrir o nome da bruxa que embruxou a criança, a mãe, a madrinha ou a avó deve dizer três vezes no ouvido da criança o nome da pessoa de quem suspeita. Se for a própria, a criança tem um estremecimento. Para desembruxar, espeta-se alfinetes numa roupinha do nenê e soca-se no pilão. A bruxa sentirá as dores e ficará moída por muitos dias. A bruxa europeia é uma mulher feia com uma berruga no nariz e voa numa vassoura. No RS não necessariamente é feia, pode até ser moça e bonita, mas tem poderes maléficos. Não possui vassoura mas pode voar. Quando quer voar, transforma-se numa enorme borboleta preta e peluda que pode passar pelos buracos de fechaduras. Na campanha de noite a bruxa anda a cavalo e trança as crinas dos cavalos, ela monta o chefe da tropa, galopa toda a noite e a tropa acompanha. Quando amanhece os animais estão cansados e suarentos. A imaginação popular é muito fértil e sempre que não tem explicação para algum fenômeno explica através do sobrenatural. DTG Sentinelas da Tradição, 9ª RT, realiza seminário Na tarde de 28 de fevereiro, em Tupanciretã, 9ª RT, as prendas e peões se reuniram na sede do DTG Sentinelas da Tradição para comemorar os 171 anos da Assinatura da Paz de Ponche Verde. Foi através do Seminário de Sistematização do Projeto CTG Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha, realizado pelas prendas da entidade, que o Dr. Mario Portinho Vianna mostrou seus conhecimentos perante este fato histórico, com a temática: “Os reflexos atuais do tratado de Paz de Ponche Verde”. Houve também, na mesma tarde, antecedendo a palestra do Dr. Vianna, uma palestra referente aos 20 anos de Fundação do Departamento Tradicionalista Gaúcho Sentinelas da Tradição, com Bladimir Pereira Santos. A proposta do departamento jovem central foi cumprida pelos jovens da 9ª RT. “Nos reunimos para refletir sobre o feito de 1845 e o seu reflexo para a formação atual do nosso Rio Grande do Sul. Certamente foi mais uma tarde que vem a somar na nossa bagagem tradicionalista” - disse Jariane Gomes. Foto: Divulgação Aqui, o Rio Grande inteiro te lê! Informações: 51 3344 1169 ou 9765 8633 com Rogério Bastos E-mail: bastosproducoes1@gmail.com Semana da Paz comemorada na 9ªRT, na cidade de Tupanciretã. Proposta do Depto. Jovem

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8 NOTÍCIAS PELO RIO GRANDE Ano XIV - Edição 175 Março de 2016 4º Seminário de Prendas e Peões em Rio Grande Aconteceu no dia 27 de fevereiro, na sede social do CCN Sentinela do Rio Grande no Parque São Pedro o 4º Seminário de Prendas e Peões realizado pela 1ª Prenda Camila Rios Escerdo e pelo 1º Peão Gabriel da silva Gomes ambos da entidade. O evento que teve início com a palestra de Júlia Graziella Azambuja dos Santos, vinda da cidade de Pinheiro Machado, do CTG Lila Alves - da 21ª Região Tradicionalista; Júlia é a campeã em Declamação Feminina do ENART em 2010. Com o tema “Vencendo o Medo de Falar em Público”, Julia palestrou com muitas explicações, exercícios e interatividade, passando ao público bastante atento, técnicas de como vencer esse, que na maioria dos concursos na parte das provas oral, declamação e até mesmo se portar a uma comissão avaliadora, muitos concorrentes tem receio e até mesmo bloqueios. Logo após, o 1º Peão Gabriel Gomes, desenvolveu uma “Oficina do Charque”, onde trouxe informações como a histórica do charque nos primórdios até os dias atuais e como esse movimentou o setor econômico do estado, gerando dividendos consideráveis para a época sendo também um dos principais motivos da Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos – 1835 a 1845). O Peão passou aos presentes, ensinamentos práticos de como se faz o charque (corte da carne, a salga, como colocar na gamela, ou em varal), enfim todas as situações para o preparo do mesmo. Prefeito de Porto Alegre recebe comitiva do MTG Apresentação: O Prefeito José Fortunatti recebeu na tarde de segunda feira, 29 de fevereiro, o Presidente do MTG, Nairo Callegaro e uma comitiva do MTG e da FCG. Durante o encontro, Nairo, na condição de presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, avaliou e conversou com o prefeito Fortunati sobre diversos assuntos, entre eles, o Acampamento Farroupilha e o cinquentenário do Movimento. O Prefeito fez questão de salientar que o MTG é o parceiro realizador do Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, confirmado pelo Secretário Roque Jacoby e o Coordenador de Tradição e Folclore da capital, Giovani Tubino. “Se o MTG não puder ser o parceiro realizador do Acampamento, então não realizaremos o evento” – frizou Fortunati. Nairo entregou a programação dos festejos relativos ao cinquentenário do MTG, convidando o prefeito a comparecer naqueles que sua agenda permitir. Estiveram presentes à reunião Algenor Luvison, vice-presidente da CBTG, Gustavo Bierhals, vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha, Vanessa Welter, diretora de provimento e marketing da FCG, Lara Lindenmeyer, produtora cultural e Dona Edite Callegaro. Foto: Rogério Bastos Julia Graziella (E) palestrou em Rio Grande Resultado do 2º Esteio da Poesia Gaúcha A final do 2º Esteio da Poesia Gaúcha aconteceu na noite de 27 de fevereiro, na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya quando foram apresentados ao público os 10 poemas selecionados. A festa contou com espetáculo do grupo Mas Bah. Um dos organizadores do Festival, o declamador Paulo Roberto Vargas destacou que o evento já se tornou referência entre os apreciadores do verso gaúcho no Rio Grande do Sul e em estados vizinhos. “Estamos recém na segunda edição e o Esteio da Poesia já é, sem dúvida, um dos maiores festivais do gênero em nosso Estado. Tenho certeza que será, mais uma vez, um sucesso”, afirmou. Modalidade POESIA: 1º Lugar: NÃO ME PERGUNTES DO GAÚCHO VELHO Autor: Rodrigo Bauer Declamador: Pedro Junior da Fontoura Amadrinhadores: Mario Tressoldi e Diogo Barcelos 2º Lugar e melhor trabalho em palco: DE ESPORAS CALÇADAS Autor: Caine Garcia Declamador: Jair Silveira Amadrinhador: Zulmar Benitez 3º Lugar: O LIVRO DO CORAÇÃO Autor: Mateus Costa Declamadora: Andréa Elói Amadrinhador: Vinícius Freitas Modalidade INTÉRPRETE: 1º Lugar: JAIR SILVEIRA Poema: De Esporas Calçadas Autor: Caine Garcia 2º Lugar: NEITON PERUFFO Poema: Marca e Sinal Autor: Carlos Omar Villela Gomes 3º Lugar: ROSANA ARAUJO Poema: Mascate da Esperança Autora: Joseti Gomes Foto: Divulgação Prefeito recebeu diretoria do MTG, da CBTG e da Fundação Cultural Gaúcha 13ª RT realiza encontro campeiro Os Guris Farroupilhas da 13ª Região Tradicionalista promoveram no dia 28 de fevereiro o “Encontro Campeira da Juventude da 13ª RT”, no CPF Piá do Sul, em Santa Maria. O evento contou com a presença de Marco Saldanha Jr, 2º Peão Farroupilha do estado Gestão 2015/2016, que abordou o tema “Vivenciando a prática das Lides Campeiras para o Entrevero de Peões”. Logo após, as prendas e peões participaram de oficinas campeiras como: emalar o poncho, cevar o mate, encilhar, charquear e assar churrasco. As oficinas foram ministradas pelos Piás, Guris e Peões da 13ª RT, com o auxilio do vice-coordenador Regional, Elias Leal. Foto: Divulgação Paulo Vargas (E) e Jair Silveira Prendas e Peões assistiram atentamente as orientações dadas pelo Peão Farroupilha TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 175 NOTÍCIAS Março de 2016 NOTÍCIAS 9 MTG adere ao RedeConecta da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do RS Envolvimento: O Movimento Tradicionalista Gaúcho aderiu ao Projeto RedeConecta, do Departamento de Políticas Públicas Sobre Drogas (DEPPAD/RS) da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul. Foto: Sandra Veroneze Pioneiro visita biblioteca Guilherme Schultz Filho Fonte de saber: Acervo bibliográ�ico do MTG está disponível aos tradicionalistas. Objetivo é despertar ânsia de conhecimento e oferecer apoio em pesquisas para prendas e peões. Foto: Divulgação Prendas do Pioneiro, 35CTG, visitaram a biblioteca e aproveitaram o acervo Uma biblioteca bem utilizada funciona como uma potente ferramenta para o desenvolvimento do usuário. No caso do acervo do MTG, peões e prendas que buscam conhecimento, autonomia intelectual, aprimoramento cultural e pesquisa encontram lá, suas fontes. A biblioteca Guilherme Shultz Filho é um local que concentra informação e saber encontrá-la é fundamental. Com a coordenação da Vilma Paese e da Vera Rejane, a biblioteca Guilherme Schultz Filho cumpre o papel de ir alem da leitura, proporciona também um espaço para a diversão com os brinquedos folclóricos e com os fantoches para dar asas à imaginação infantil, através da teatralidade e expressão natural da criança. Foi o que aconteceu durante a visita de um grupo vindo do 35 CTG, que visitou o prédio e usufruiu do material encontrado. A Biblioteca é sem duvidas um lugar para viajar no mundo do conhecimento, com a opção da leitura silenciosa ou através do brinquedo lúdico infantil. Ela tem uma grande variedade de obras, com oportunidades de múltiplas escolhas para leituras. “A Biblioteca do MTG é um lugar que recebe e acolhe a todos que buscam um espaço para ler, estudar, pesquisar ou também brincar. Sim, aprender brincando!“ – Disse Odila Savaris, responsável pelo caderno Piá 21, muito requisitado para estudos. Parceria foi firmada dentro do encontro de coordenadores regionais, na sede da 1ªRT A solenidade de oficialização da parceria aconteceu no sábado, 20 de fevereiro, durante a reunião entre diretoria e coordenadores regionais, realizado na sede da 1ª Região Tradicionalista. Na ocasião, esteve presente, além do presidente do MTG, Nairo Callegaro, o diretor do Departamento de Políticas sobre Drogas, Rangel Cardoso, e o assessor do Departamento, Diogo Scapin. A RedeConecta é uma ferramenta digital que visa informar a população dos serviços que já existem relacionados ao tema drogas e disponibiliza informações sobre serviços de saúde, telefones e links para sites com assuntos relacionados, entre outras informações, além de georrefenciamento em mapas de fácil leitura (incluem Centro de Atenção Psicossocial - CAPS, Comunidades Terapêuticas, Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS e Hospitais). O aplicativo, disponível para Android, apresenta todas as informações de uma forma simples e interativa, contando também com algumas facilidades, como sistema GPS e ligações com apenas um toque na tela, facilitando o acesso aos serviços. Segundo o presidente do MTG, Nairo Callegaro, a instituição está engajada em iniciativas que promovam o bem-estar e saúde de seus integrantes. “Na questão de drogas, especificamente, temos como mote proporcionar uma ocupação saudável aos nossos jovens, de forma que o tempo que seria ocioso possa ser ocupado com dança, estudo de nossa história e cultura nos CTGS, entre tantas outras atividades”. O RedeConecta pode ser acessado pelo link https://sites.google.com/site/downloadappdep/ ou https://sites.google. com/site/redeconectars/. Foto: Sandra Veroneze As crianças puderam aproveitar e se divertir com o recanto feito especialmente para elas GUILHERME SCHULTZ FILHO A RedeConecta é uma ferramenta que visa informar a população sobre drogas BIBLIOTECA DO MTG Atendimento e Informações pelo fone 51 3223 5194 Em cada livro, um mundo de histórias

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10 Ano XIV - Edição 175 Março de 2016 Um time de mulheres que supera dificuldad MARÍLIA DORNELLES 54 anos - Professora Patroa do CTG Alexandre Pato - Lagoa Vermelha - 8ª RT Maior dificuldade: o alto custo para manter todos os setores departamentos funcionando bem como a manutenção da sede. O que leva: Experiências de vida, amizades e a certeza de fazer o que gosto. MARIA TERESA DAME TEIXEIRA 59 anos - Professora aposentada Patroa do GAN Chimango - Encruzilhada do Sul - 5ª RT Maior dificuldade: a falta de apoio por parte do poder público dos projetos Culturais e Tradicionalistas, mas eu sou uma pessoa que luto e brigo pelos meus ideais e não sou de esmorecer tão fácil então vamos em frente até porque temos que honrar o nosso lema que diz: “Unidos por um ideal, lutamos pelo tradicionalismo.. O que leva: O mesmo que para todos os tradicionalistas, acredito eu, as amizades - que são muitas – e também a oportunidade de adquirir conhecimentos sobre o nosso RS. Nos bancos escolares não se aprende nada da nossa história e é a vivência tradicionalista com palestras, concursos, que nos oportuniza esse conhecimento. DÉIA DOS SANTOS DE SOUZA 48 anos - Professora Patroa do CTG Tarumã São Gabriel - 18ªRT Maior dificuldade: conseguir manter as finanças em dia e a preservação da cultura. Fica difícil cultuar nossas tradições devido as fortes influência e tendências do “modismo”.. O que leva: O convívio familiar e o conhecimento adquirido sobre o movimento. LILIAN DIAS OURIQUE 47 anos - Professora Patroa do CTG Chaleira Preta Gravataí - 1ª RT Maior dificuldade: A falta de recursos para manter a estrutura da entidade. O que leva: A convivência com as famílias, a ajuda para a comunidade, o aprendizado que adquirimos nesse convívio com as pessoas. Momentos de alegrias e satisfação ao ver o resultado dos trabalhos realizados. IDEVANIA ROSSATO SACHINI 39 anos - Comerciária Patroa do CTG Rincão da Roça Reúna- Veranópolis - 11ª RT Maior dificuldade: Financeira. O que leva: amizades, conhecimento, aprendizado em todos os sentidos. Vale a pena lutar pela causa tradicionalista onde os valores familiares ainda se fazem presente. ALINE WILMSEN 27 anos - Vendedora Patroa do CTG Encosta da Serra São Vendelino - 11ª RT Maior dificuldade: As dificuldades são muitas, somos um CTG pequeno, em uma cidade pequena, mas são dificuldades que qualquer CTG enfrenta, confesso que quando tomei a decisão de me candidatar ao cargo de patroa fiquei com medo de não ser bem aceita, pois muitos ainda tem aquele medo da juventude irresponsável, que não quer nada com nada, mas me surpreendi com o apoio e palavras de encorajamento justamente por ter tomado a frente dessa entidade nessa idade. O que leva: Conto com amigos da patronagem que me apoiam, e isso é o que o Tradicionalismo melhor me trouxe!! Fui 1ª prenda em duas gestões pelo CTG, a oportunidade de conhecer novos lugares e principalmente novas pessoas, tornam essa caminhada mais ainda gratificante. Esse espirito de liderança, com toda a certeza, veio dessa experiência como prenda. VERA LÚCIA GONÇALVES OTTON Aposentada Patroa do DTG Lenço Verde da Querência - Porto Alegre - 1ª RT Maior dificuldade: apoio financeiro. O que leva: Através do tradicionalismo obtive conhecimentos sobre nossa cultura gaúcha, as amizades que fiz em todo RS e fora desse que permanecem, os jovens com quem aprendemos muito, orgulho das nossas prendinhas que representaram nas cirandas de prendas da 1ª RT e se destacaram como prendas regionais. Enfim levar nossas tradições gaúchas a todos os cantos do nosso país. LISANDRA LUCCA 40 anos - Arquiteta e Urbanista Patroa do GAN Anita Garibaldi - Encantado - 24ª RT Maior dificuldade: Para mim o maior desafio em ser patroa da entidade, foi conseguir atender aos anseios de cada integrante. Cada pessoa almeja um ideal e cabe a patronagem, traduzi-los e apresentá-los ao grupo de forma motivadora e cativante. O que leva: O tradicionalismo me trouxe um novo estilo de vida, me trouxe amigos verdadeiros e me trouxe a redundante compreensão de que a família é nosso porto seguro e que é nela que encontramos a simplicidade que a vida nos oferece. ANDREA CAVALHEIRO RODRIGUES 48 anos - Técnica em Contabilidade e Gestão Pública Patroa do CTG Presilha do Pago da Vigia - Sant’ana do Livramento - 18ª RT Maior dificuldade: A maior dificuldade encontrada é um mudar padrões pré estabelecidos, principalmente o fato de ser mulher e estar a frente de uma entidade que por anos foi administrada por homem. O que leva: o maior ganho que o tradicionalismo nos traz e a amizade espalhada pelo Rio Grande, e maior conhecimento das nossas raízes, nossa história da nossa cultura que é apaixonante... Ser tradicionalista por opção e de coração. Acreditar nas coisas boas. VALDEMIRA MARTINS DE MELLO 76 anos - Agricultora Patroa do CTG Filigencio Martins de Mello - Palmeira das Missões - 17ª RT Legado: seu esposo Jacy Fumagali de Mello foi o fundador do CTG e patrão durante muitos anos, após seu falecimento assumiu a patronagem sua esposa para continuar seu trabalho, não enfren- ta muitas dificuldades pois conta com o apoio da família e de integrantes da entidade, sou filha e capataz do CTG, e a represento nos encontros de patrões e dividimos as tarefas, o que nos move é continuar cultuando uma tradição que só nos trás boas lembranças, onde as pessoas se respeitam, onde existe disciplina, regras, onde ainda há o costume de uma entidade visitar a outra e assim formar elos de amizades. IZABEL DE FREITAS MACHADO MASSENA 54 anos - Do Lar Patroa do DTG Estância Farroupilha - 1ª RT Maior dificuldade: a maior acredito que sejam os poucos recursos que a entidade tem para trabalhar, o tradicionalismo é caro de manter e nem todos os integrantes tem recurso. Como somos DTG e trabalhamos num bairro de classe baixa - ainda sem galpão - as dificuldades aumentam e a falta de incentivo dos pais me decepciona muito. O que leva: Só tenho orgulho, ver o rostinho de uma criança feliz, a amizade que se conquista , o respeito ao próximo e principalmente nos dias de hoje manter o jovem fora das drogas é minha maior prova de que tudo vale a pena. Tenho comigo um lema “Quem cria um filho no tradicionalismo, não chora o amanhã” No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o MTG presta uma justa homenagem a estas que fazem de sua rotin ANA ELISA E. SCHIEDECK 49 anos - Empresária Patroa do CTG Carreteiros da Saudade - Pantano Grande - 5ª RT Legado: Maior dificuldade que encontrei foi a financeira, pois a entidade precisava de muitas reformas. Assumi em 2014, e o CTG precisava se adequar as normas de segurança exigidas. Com o apoio de empresas e prefeitura municipal consegui, juntamente com a patronagem, deixar o CTG de acordo com as exigências dos bombeiros. Agora, já na minha segunda gestão, os trabalhos continuam, e a entidade está com muitas atividades culturais, inclusive ficou em 1º lugar no estado no projeto pontos de cultura do governo federal, com isso, estamos proporcionando à comunidade oficinas gratuitas de artesanato, pintura, violão, informática, dança de salão para 3ª idade, guasqueiro entre outros, em todos os cursos o material é por conta da entidade. As pessoas estão indo ao CTG com muito mais frequência e isso é importante para o fortalecimento de nossa cultura.

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Ano XIV - Edição 175 Março de 2016 11 des em prol do tradicionalismo organizado. CLÁUDIA AFOLTER DA ROSA PEREIRA 44 anos - Comerciária Patroa do Grupo de Cavalgadas Sentinela da Querência - Encruzilhada do Sul - 5ª RT Maior dificuldade: com o falecimento do meu pai, Alcino Teixeira da Rosa, fundador de nossa entidade e também do CTG Sinuelo, o grupo de certa forma se desestabilizou emocionalmente e até agora está sendo complicado de continuar e colocar para andar. Com o surto de mormo em nosso Estado, complicou ainda mais a situação. Mas começamos esse ano com grandes decisões e algumas realizações fundamentais, então, creio que a situação irá se estabilizar. . O que leva: Conheci mais o tradicionalismo quando meu filho passou a concorrer. Estudamos juntos em muitas oportunidades, que me permitiram conhecer muitos fundamentos do movimento. O tradicionalismo me permite vivenciar o campeirismo, que admiro muito. Quero continuar aproveitando o tradicionalismo e passa-lo adiante aos meus descendentes. JOELMA TRAJANO LOPES 39 anos - Bancária Patroa do CTG Porteira Gaúcha Torres - 23ª RT Maior dificuldade: buscar recursos para que a entidade pague as contas em dia e planeje os investimentos em projetos futuros, tanto nos projetos dos departamentos quanto na infraestrutura no parque de Rodeios. Temos um parque próprio e recebemos pouca ajuda do poder municipal. Somos nós que realizamos o Rodeio de Torres e não a prefeitura. O que leva: O tradicionalismo me trouxe tudo o que tenho de mais importante, minha família. Conheci meu marido num Rodeio. Dancei no CTG para ficar mais perto do meu amor. Noivei dentro do Parque do CTG. Só não me casei lá porque na época estava afastada da entidade. Depois vieram os filhos e a vontade de que eles tivessem a mesma experiência que tive. Então em 2010 voltamos e reativamos a artística do nosso rodeio e fomos nos envolvendo em outros departamentos até meu marido chegar na patronagem, em 2014. No final do ano de 2015 aceitei o desafio de ser a primeira patroa deste CTG que em abril completa 34 anos. Minha capataz também é mulher Erica Oliveira sócia fundadora desta entidade GLEICIMARY BORGES DA SILVA ALBRECHT 33 anos - Policial Militar Patroa do ‘35’ CTG - PoA - 1ª RT Maior dificuldade: Manter a entidade pioneira das tradições em pleno funcionamento apesar de tantas adversidades respeitando os princípios da legalidade e da moralidade individual e coletiva. Destaco também a dificuldade para a aquisição de verbas na busca de prover o desenvolvimento das atividades existentes, bem como propiciar novos projetos. O que leva: O tradicionalismo foi a fonte onde busquei minhas referências intelectuais, sociais e por que não dizer, humanas. Por intermédio de minha família cresci no galpão do “35”. Ali obtive os maiores modelos de convivência social, respeito ao próximo, valorização da família, das crianças, dos idosos (fonte de muita sabedoria) SANDRA REGINA BITENCOURT ABECH 49 anos - Professora Patroa do CTG Galpão da Amizade - Eldorado do Sul - 1ª RT Maior dificuldade: A maior dificuldade e coordenar. Um grupo de cavalgadas com poucos recursos financeiros. Preconceito por ser mulher e participar de eventos. Que até então, eram exclusivos dos homens . O que leva: O tradicionalismo me trouxe de bom nestes meus 30 anos de participação, muitos amigos e me tornei referência e incentivo para muitas mulheres participarem e ocuparem um espaço que lhes é de direito. Abri portas para outras mulheres, foi o que aconteceu no Uruguai, pois lá mulheres não cavalgam ao lado dos homens e com a minha participação na busca da chama em sacramento quebrou -se um paradigma. NEIVA CRAVO PINHO 56 anos - Do Lar Patroa do CCN Sentinela do Rio Grande - Rio Grande - 6ª RT Maior dificuldade: minha maior dificuldade é a financeira, porém com o empenho de todo conjunto creiamos que vamos conseguir solucionar todos os problemas. O que leva: Tudo. Conhecimento, amigos para toda vida, poder aprender todos os dias uma coisa nova, principalmente lidar com as diversas formas de pensar de cada pessoa, e conviver em grupo, o Tradicionalismo é uma família. IONE SCHMITT SCLOTFELDET Patroa do AT Poncho Branco Santa Maria - 13ª RT Maior dificuldade: sempre é financeira falta de apoio dos órgãos tradicionalistas. Hoje, pra manter as invernadas esta muito caro, tudo virou comercio e acho que tem muita falcatrua nas avaliações por esses concursos. O que leva: O que traz de bom é a juventude envolvida no CTG onde estão sempre unidos e amigos, pelo menos os nossos jovens são assim na nossa entidade. CARMEN CENIRA FURTADO BORGES 62 anos - Professora aposentada Patroa do CTG Os Teatinos - 6ª RT Maior dificuldade: por enquanto é a liberação das autoridades públicas para consertar o telhado do galpão da antiga viação férrea onde o CTG está funcionando. No momento trabalhamos num espaço pequeno, difícil para ensaiar, pois graças a Deus o grupo cresceu bastante. O que leva: grandes amizades, a vontade de cada vez conhecer mais, o prazer de estar junto as crianças e jovens ensinando e aprendendo muito. Diante de uma sociedade tão violenta, é dentro das entidades que ainda encontramos um pouco de paz, de harmonia embora com as dificuldades enfrentadas. O Patrão Velho é Pai e nos abençoa sempre que possível.. CARINA S. RODRIGUES 35 anos - Aux. Administrativo Patroa do CTG Sentinela da Querência - Vacaria - 8ª RT Maior dificuldade: A primeira dificuldade que encontrei foi o preconceito. Uma entidade com 50 anos de existência somente comandada por patroes.. A primeira vista um “modismo” que teria os dias contados devido a situação precária que a entidade se encontrava. Problemas financeiros que tiveram início a mais de 20 anos ,departamentos desativados. Diversas interdições que acarretaram quase 12 meses de uma entidade fechada que necessitava de adequações as normas de segurança exigidas pelos bombeiros. O que leva: Ser a primeira patroa eleita em Vacaria, cidade que me acolheu me orgulha muito. Hoje posso dizer que me trouxe a capacidade de acreditar em sonhos.. em realiza-los por mais difíceis que pareçam ser. Como patroa responsável por mais de 150 pessoas me deixa muito feliz MARIA APARECIDA MACHADO DA SILVA 43 anos - Advogada Patroa do CTG Armada Grande Viamão - 1ª RT Maior dificuldade: Trabalhar com as diferenças entre as pessoas que frequentam o CTG. O que leva: o resgate e compartilhamento das tradições e formação de amigos com o mesmo ideal de conservação da tradição. ANA MARCIA V. DA ROCHA 39 anos - Professora Patroa do núcleo de cavalarianas “As Paladinas” - 14ª RT Maior dificuldade: A maior dificuldade encontrada é manter o grupo ativo em função das particularidades de cada uma, mas o amor pela tradição sempre falou mais alto e o grupo está ativo desde de 2007. O que leva: O tradicionalismo na minha vida é tudo.... Antes de sermos soledadedenses somos gaúchas ...e não tem como não amar nosso Rio Grande do Sul.. a cultura gaúcha une as famílias em um só pensamento e uma só corrente de virtudes....união... compaixão.. solidariedade.....valores esses muitas vezes esquecidos nesse mundo moderno. ALEXANDRA RIBEIRO BINI 36 anos - Empresária Patroa do CTG Sentinela dos Pampas - Candelária - 5ª RT Maior dificuldade: Vou ser muito sincera, a maior dificuldade foi a relação com as pessoas, não relação de amizade, mas o trabalho com grandes grupos, onde neste existe muitas ideias diferentes e você tem que se moldar e tentar entender a todos, este foi e sempre será um grande desafio. O que leva: aprendizado, sabedoria, conquistas pessoais pelos trabalhos que realizo e para entidade. O Tradicionalismo me trouxe um dos maiores regalos que um gaúcho poder ter, ser gaúcha e lutar pela nossa tradição. na diária, palco para grandes conquistas no tradicionalismo, sem perder a vaidade e o respeito pela cultura local.

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12 Ano XIV - Edição 175 ECO ENTREVISTA Março de 2016 Para ela tradição é prioridade CTG Guido Mombelli promove encontro na 14ª RT Um projeto com ênfase no resgate histórico da entidade, contando desde os primórdios do tradicionalismo no município de Tapera para a fundação do Centro de Tradições Gaúchas Guido Mombelli. Estiveram presentes as prendas e peões de outros mandatos para relatar a importância deste cargo no CTG e também, quais os trabalhos desenvolvidos no período destes prendados. A 1ª Prenda Adulta da entidade, Mônica Pinheiro, promoveu o 1º Encontro deste projeto em Tapera, em janeiro, no CTG Guido Mombelli, com o objetivo de um resgate histórico do local. Todos os participantes do evento tiveram a oportunidade de narrar sua trajetória no movimento tradicionalista gaúcho, contribuições e também trouxeram suas faixas, crachás e fotos as quais foram fixadas em um mural localizado na entrada do CTG com o objetivo de divulgar não apenas a cultura gaúcha, mas também, transmitir a todos a importância deste legado cultural. Na oportunidade, a 1ª Prenda Juvenil da 14ª Região Tradicionalista palestrou sobre a Tese “O Sentido e Valor do Tradicionalismo”, do saudoso Barbosa Lessa. Ela também divulgou seu trabalho através de folders distribuído entre os presentes. Foto: Divulgação Juventude tradicionalista reunida em busca de novos conhecimentos Homenagem à mulher MULHERES EM PATRONAGENS A muitos anos as mulheres participam dos cargos das patronagens, inclusive na função de Patroa. Em junho de 2006, pela primeira vez, uma mulher assume a presidência da Estância da Poesia Crioula: a professora e poetisa Nilda Beatriz de Castro, filha de Edmar Pery Mendes de Castro, que foi Patrão do “35” CTG na gestão 1953/1954. CONVENÇÃO DE MULHERES Em 1969, na 2ª Convenção Tradicionalista realizada na cidade de Dom Pedrito aconteceu uma importante reunião das Mulheres que participaram da Convenção. Esta reunião contou com esposas de Conselheiros, esposas de Coordenadores, Conselheiras, senhoras da sociedade local, esposa do Prefeito e do Patrão do CTG anfitrião. A esta reunião, denominaram de “Convenção da Mulher Gaúcha”. CONGRESSO FEMININO Por ocasião do 18° Congresso Tradicionalista, de Santa Vitória do Palmar-RS, em 1972, as mulheres participantes do conclave reuniram-se no dia 5 de janeiro no Clube Caixeiral da cidade e a esta segunda experiência chamaram, “1° Congresso Tradicionalista Feminino”. DIRIGENTE DE FEDERAÇÃO TRADICIONALISTA Em julho de 1998 em Aracruz (Coqueiral), no Espírito Santo, por ocasião do 6° Encontro Tradicionalista do Nordeste, uma mulher assumiu a direção da UTGN União dos Tradicionalistas Gaúchos do Nordeste. Tânia Beatriz da Silva Figueiredo, filha de Guaíba-RS, foi a primeira mulher a dirigir uma Federação Tradicionalista. PRESIDÊNCIA DE CONGRESSO Em janeiro de 2004, o 49° Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado na cidade de Bagé, pela primeira vez teve uma mulher na direção dos trabalhos. Maria Izabel Trindade de Moura. Dinara Xavier da Paixão, em Gravataí, no 53º Congresso, em 2007. Marilia Dornelles, em 2010, em Lagoa Vermelha , Ilva Maria Borba Goulart, em Santa Maria, no 60º Congresso, em 2013, e Iraci Dalla Valle, em Bento Gonçalves, 2016, presidiram os conclaves. Thais Dutra da Rosa, 35 anos, mãe da Andressa (11 anos) e casada há 13 anos com Clairton Luis Schein. Formada em Nutrição e atualmente cursa o 5º período de Jornalismo. Iniciou a trajetória no tradicionalismo gaúcho aos 7 anos no CTG Tio Anastácio, na cidade de Júlio de Castilhos – RS. Morando em fazenda até os 14 anos, Thaís participava de cavalgadas com o pai, provas campeiras nos rodeios, mas foi em 1988, o primeiro concurso de prenda, classificando-se como 2ª Prenda Mirim do CTG Tio Anastácio, fundado pelo seu pai. Já em 1989 conquistou a faixa de 1ª Prenda Mirim do CTG. Depois, ainda em Júlio de Castilhos, em 1992 sagrou-se 1ª Prenda Mirim do CTG Porteira Aberta. E assim vou conquistando seu espaço no meio tradicionalista. Em 1993 foi 1ª Prenda Juvenil do CTG Porteira Aberta e na sequencia 2ª Prenda juvenil da 9ª RT. Após o mandado de prenda da região, mudou-se para estudar em Santa Maria e foi 1ª Prenda juvenil da Associação Tradicionalista Estância do Minuano –13ª RT. E por último, no RS, em 1996, já na categoria adulta, conquistou a faixa de 2ª Prenda do CTG Júlio de Castilhos. Depois se afastou por 15 anos, retornando em Chapecó, Santa Catarina, onde se tornou 1ª Prenda Veterana deste CTG Coxilha do Quero-Quero, e da 12ª RT de SC. “Em 2014, representando a região no concurso estadual de prendas e conquisto a faixa de 1ª Prenda Veterana do Estado de Santa Catarina. Em novembro de 2015 viajei até Sapezal-MT para representar o MTG-SC no Concurso Nacional de Prendas, conquistando o tão desejado título de 1ª Prenda Veterana da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha – CBTG” – conta Thais. Eco - Como é ser protagonista da manutenção das tradições gaúchas fora do território rio-grandense? É muito gratificante ser propagadora da cultura gaúcha no estado de SC, visto que Chapecó foi colonizada por gaúchos. Atualmente Chapecó possui 8 CTGs e o maior Parque Farroupilha fixo do país com mais de 60 galpões. Eco - Como é o dia-a-dia da Prenda Veterana CBTG? Quais os projetos que desenvolves ai em Santa Catarina? O tradicionalismo gaúcho é prioridade no meu dia-a-dia, muitos projetos já foram desenvolvidos e outros são contínuos, como por exemplo, o projeto Raízes Culturais desenvolvido semanalmente na entidade com os integrantes das invernadas artísticas, pais e familiares. Vários temas são abordados durante o ano. Nas escolas particulares e estaduais é desenvolvido o projeto Guerra do Contestado sob o olhar de uma Criança, abordando o fato histórico de forma lúdica e criativa. A Vida de Anita Garibaldi também é difundida no meio escolar e tradicionalista. O Projeto Tempero Gaúcho – Resgate da Culinária Campeira é desenvolvido nos Cursos Preparatórios de Peões e Prendas, com o objetivo de incentivar a culinária aos futuros peões e prendas. O Projeto Multiplicadores também é desenvolvido no meio escolar abordando temas como: Lendas, Nó de lenço, brincadeiras antigas, encilha do cavalo, fuxico, chimarrão, entre outros. Eco - De onde vem esse amor para ser tradicionalista? É uma herança herdada de meu pai Antão Vargas da Rosa. Este amor pela tradição gaúcha não se explica. Se sente, se demonstra. Minha missão se torna ainda maior, pois sou mãe e tenho que garantir à minha filha e aos meus netos que a chama da tradição não se apague e que eles conheçam suas raízes e com orgulho, assim como eu, cultivem e transmitam os valores deixados pelos nossos antepassados. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 175 BRASIL AFORA Março de 2016 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico Colaboração: Aline Jasper 2ª Prenda da CBTG - Jornalista 14ª Convenção Brasileira da Tradição Gaúcha Caminhos: Gaúchos de todo o Brasil se reuniram em São Paulo para debater assuntos do tradicionalismo organizado. Aconteceu em Diadema, São Paulo, no dia 27 de fevereiro, a Convenção Brasileira da Tradição Gaúcha, evento que decide as regulamentações do tradicionalismo organizado em âmbito nacional. Reuniram-se delegados e tradicionalistas das federações afiliadas: Rio Grande do Sul (MTG-RS), Santa Catarina (MTG-SC), Paraná (MTG-PR), São Paulo (MTG-SP), Mato Grosso (MTG-MT), Mato Grosso do Sul (MTG-MS) e Planalto Central (FTG-PC), bem como a diretoria da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha. O protocolo de abertura da Convenção consistiu na formação da Mesa, a execução do Hino do Brasil e do Hino Tradicionalista, uma oração em versos declamada pela 2ª Prenda Mirim da CBTG, Anita Callai, as falas do presidente da CBTG, dos presidentes dos MTGs e do prendado presente. Após essa abertura, foi feita pelo relator, Francisco Figuera, a leitura das 19 proposições enviadas no prazo regulamentar. Em seguida, desfez-se a sessão para reunir os delegados nas reuniões temáticas da invernada Campeira, Artística, Esportiva e do Regulamento Geral. Após deliberação das reuniões temáticas, foram retiradas pelos autores algumas proposições e as aprovações e reprovações das propostas restantes foram apresentadas para a votação da plenária ou re-discussão, em alguns casos. Em reunião entre os Conselheiros da CBTG, decidiu-se reeleger a presidência do Conselho Diretor, representada por Orides Pompeo, que é patrão do MTG-SC. A presidente do MTG do Planalto Central, Loiva Calderan, avalia como positiva a atuação da Convenção. “É sempre bom reencontrar e poder abraçar os amigos tradicionalistas e debater de forma saudável os rumos do tradicionalismo no Brasil”, disse a representante no encerramento do evento. Nairo Callegaro, presidente do MTG do RS, salientou a importância dos debates e comemorou a captação da próxima convenção para a capital gaúcha, Porto Alegre. Da mesma forma, o presidente da CBTG, João Ermelino de Mello, falou sobre a importância de renovar as lideranças no âmbito da tradição gaúcha. Foto: André Brusamarello Um mosquito perigoso Zika virus: Reconhecer os sintomas é muito importante para o diagnóstico. A única forma de prevenção é o combate ao mosquito aedes aegypti. Gauchada, neste artigo irei falar sobre uma doença que está tirando o sono dos brasileiros, o Zika Virus. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, e os sintomas normalmente surgem 10 dias após a picada. O Zika vírus não é contagioso, e por isso não passa de uma pessoa para outra. A única forma de pegar esta doença é sendo picado pelo mosquito. No entanto, se um mosquito que não tem o Zika vírus picar uma pessoa que está com Zika, ele é contaminado e começa a passar a doença para outras pessoas através de sua picada. Os sintomas do Zika vírus são semelhantes aos da Dengue, porém, o Zika vírus é mais fraco e por isso, os sintomas são mais leves e desaparecem entre 4 a 7 dias, porém é importante ir ao médico para confirmar se realmente está com Zika. Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe, provocando: • Febre, entre 37,8°C e 38,5°C; • Dor nas articulações, principalmente das mãos e pés; • Dor nos músculos do corpo; • Dor de cabeça, que se localiza principalmente atrás dos olhos; • Conjuntivite • Hipersensibilidade nos olhos, e maior sensibilidade à luz do dia; • Manchas vermelhas na pele, que iniciam na face e que se podem espalhar pelo corpo e, que podem ser confundidas com sarampo; • Cansaço físico e mental. Além destes sintomas, também pode-se observar, com menos frequência, problemas digestivos, como dor no abdômen, náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre, aftas e coceira pelo corpo. O vírus pode passar de mãe para filho durante a gravidez provocando um grave doença chamada microcefalia e síndrome de Guillain- Barré ou polirradiculoneurite aguda. O mais importante em relação ao Zika é que ainda não temos domínio de conhecimento da doença, portanto os cuidados tem que ser redobrados. Não ter depósitos de água ao ar livre em casa, usar repelentes, principalmente em mulheres grávidas ou que estejam pensando em engravidar, e ficar atento aos sintomas para procurar assistência médica. Boa Vista das Missões divulga Rodeio em Porto Alegre José Roberto Fischborn(E), Nairo Callegaro, Douglas Dihel, José Araújo e Algenor Luvison OrCav apresenta diretoria e comissão de cavalgadas O Presidente da Ordem Dos Cavaleiros do Rio Grande Do Sul - ORCAV, Airto Glademir Toniazzo Timm, no final do mês de fevereiro baixou uma portaria nomeando a diretoria da ordem. No uso de suas atribuições legais e de acordo com o Regimento Interno, Timm informou a atual diretoria e ao mesmo tempo constituiu e nomeou os membros da Comissão de Cavalgadas. Evento: Prenda Juvenil da região, da entidade e patronagem divulgam o XVII Rodeio Crioulo de Boa Vista das Missões, do CTG Tropeiro das Missões, 17ªRT Para comemorar os 24 anos de emancipação politica, a cidade de Boa Vista das Missões estará promovendo seu 17º Rodeio Crioulo do CTG Tropeiro das Missões. E para divulgar o evento uma comitiva saiu da cidade e rumou a Porto Alegre, visitando o governo do Foto: Divulgação DIRETORIA: Presidente: Airto Glademir Toniazzo Timm Vice-presidente de Cavalgadas: Ildo Wagner Vice-presidente Administração e outorgas: Solon Luiz Silva COMISSÃO DE CAVALGADAS Ademar Bighilini; Eduardo Adinória; Paulo José da Rocha Machado Comitiva foi recebida pela Presidente da Assembleia Gaúcha estado e a Assembleia Legislativa. O evento acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de março, com shows e bailes. João Luiz Correa e Walther Moraes são algumas das atrações. Fizeram parte da comitiva Fabrício Scheit, a 2ª Prenda Juvenil do CTG Tropeiro das Missões, Valéria Bueno, a 2ª prenda juvenil da 17ªRT, Vitória Fagundes, e o xiru das falas do CTG, Celso Duarte. TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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14 TROPEANDO VERSOS Ano XIV - Edição 175 NOTÍCIAS Março de 2016 Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Poesia ou poema? A dúvida é recorrente, por isso vamos tentar ressaltar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratados por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos apresenta diferenças: - Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade, sugere emoções. Utiliza imagens e, principalmente, metáforas. É a linguagem que se utiliza para escrever poemas. - Poema: É uma obra em que há poesia. Geralmente construídas em versos e estrofes, tem início, desenvolvimento e final. Em outras palavras eu diria que, enquanto o poema é uma obra literária escrita em versos, a poesia é a essência da linguagem nele contida, é a beleza, a criatividade, é o que poderia extrair-se de mais belo, mais sensível, cujos limites transcendem à lógica e vão em busca do sonho, da utopia. Poema é o “objeto” poético, o texto onde a poesia se realiza. Pode ser rimado ou livre, isto é, sem métrica e rima; ou versos brancos, sem rima mas com métrica. Também pode ter um formato específico como o soneto, a décima, a quadrinha, o haikai, o terceto, a trova... Um texto escrito em prosa, como é conhecida a escrita em linhas corridas, também pode conter poesia, desde que tal texto apresente um mundo mais “poético”, ou seja, mais expressivo, menos referente à realidade, que contenha imagens e metáforas. A distinção se torna por vezes complexa. A poesia pode estar presente tanto no poema, que é feito em versos, como na prosa, em linhas corridas. Exemplo: “Seus olhos, ao se abrirem, me fazem lembrar o sol nascendo; mas anoitece a minha alma quando te ausentas”. Isso é poesia em texto plano. Também encontramos poema sem poesia: “no alto daquele morro passa boi passa boiada quando ouço o som do berrante penso em minha namorada” Enquanto o poema é um objeto literário com existência material concreta, a poesia tem um caráter imaterial e transcendente. A poesia é um modo de ver o mundo; o poema é a expressão por escrito desse modo. A poesia se encerra no poema e o poema liberta a poesia; A poesia é como um rio, o poema como uma represa; A poesia é o trigo, o poema é o pão; Poesia é eternidade, poema é um grão do tempo; A poesia é inalcançável, os poemas distâncias percorridas; Só quem olha nos olhos da poesia é capaz de fazer um poema; Só escreve poemas quem, mesmo não possuindo a poesia, se deixa por ela possuir; “O poeta utiliza a poesia para fazer poemas”; “O declamador utiliza o poema para fazer poesia”. 2º Encontro de Prendas e Peões Regionais da 3ªRT Gestões 1981/1982 a 2015/2016 No dia 21 de fevereiro 3ª Região Tradicionalista, juntamente com suas Prendas, Peões e Patronagem, do CTG Querência Crioula, de Giruá, promoveu o evento 2º Encontro de Prendas Peões Regionais, Gestões 1981/1982 a 2015/2016. Compareceram muitos membros de gestões passadas durante a programação prevista para o seminário regional, que antecedeu ao evento do reencontro. Aos poucos foram sendo chamadas para sua apresentação ao público, após uma saudosa exibição de fotos, previamente enviadas. Os momentos foram se sucedendo com lágrimas, risadas, “revelações” e grandes abraços entre os participantes. Alguns estiveram em várias gestões, passando por todas as categorias. Para o público presente foi mais um momento de perceber a satisfação e o orgulho manifestado por quem já foi regional. A tradicionalista, da gestão mais antiga, foi a Sra. Iara Saraiva Behner, gestão 1979/1980. Ela relatou que em sua época de prenda regional, as faixas eram coloridas: verde, vermelha ou amarela, enfeitada com inúmeras flores bordadas. Disse estar muito feliz por ainda ser atuante dentro do movimento e ter sua família também presente. Incentivou os jovens da 3ª RT a continuarem contribuindo para o enaltecimento da nossa cultura, através de um trabalho responsável em suas entidades. Foto: Divulgação Evento promoveu o reencontro de gestões de prendas e peões que trabalharam pela 3ªRT Inhacorá recebe oficina de prendinhas e piás da 20ª RT As prendas mirins e piás da 20ª RT realizaram a X OFICINA REGIONAL DE PRENDINHAS E PIÁS, no dia 27 de fevereiro, na cidade de Inhacorá. O evento, realizado no CTG Hermagoras Rolim, teve por temática competição e integração, e neste assunto contou com uma palestra dos representantes da gestão estadual Yasmin Reihner e Leônidas da Silva, além de uma gincana educativa e integrativa. Cinco equipes participaram em provas de dança, conhecimentos culturais, campeiras e outras que divertiram e fizeram deste evento um momento de competição e integração, como era o tema anual de 2015. Foto: Divulgação Alma Nativa realiza festa campeira e artística Realizado pelo Pi- tradicionalistas. A Festa contou com apoio da quete Alma Nativa, entre Prefeitura Municipal de Gravataí e foi realizada no os dias 25 e 28 de feve- Parque de Evento Ireno Michel. Foto: Jeandro Garcia reiro, a 1ª Festa Campeira e Artística de Gravataí, contou com mais de 300 laçadores, 31 invernadas (ENART, Campeiro, Biriva) e dezenas de participantes nos jogos tradicionalistas. O evento também contou com exposições dos Carreteiros de Gravataí e da ACOG, Associação Gaúcha dos Cachorro Ovelheiro. A campeira ficou de responsabilidade de Jair Martins Martins. Rodrigo Adriano Maciel realizou as provas artístiDanças Birivas foram o grande destaque da parte artística cas e Neri Facin os jogos Leônidas e Yasmin palestraram para um público muito atento na 20ª região TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XIV - Edição 175 NOTÍCIAS Março de 2016 AMPLIANDO HORIZONTES 15 Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG Seminário Regional de Prendas e Peões da 3ª RT O CTG Querência Crioula de Giruá, promoveu o tradicional Seminário Regional de Prendas e Peões. Para a realização do projeto CTG Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha as Prendas e Peões Regionais escolheram um dos temas propostos pela Vice Presidência de Cultura do MTG: “Para cada competição, momento de confraternização”. Ações concretas foram realizadas para alcançar o objetivo proposto de conscientização de todos os tradicionalistas da necessidade de paz e harmonia antes, durante e após os eventos, onde a disputa por titulação ou prêmios pode estar sendo mais presente que as integrações e amizades entre os tradicionalistas. Assim, como uma das ações do projeto realizou-se este evento reafirmando a importância do compartilhamento de importantes informações a cerca do tradicionalismo especialmente sobre as cirandas e entreveros. O dia foi de integração e troca de conhecimentos. A programação foi organizada em torno de dois grandes aspectos que envolvem as cirandas e os entreveros: a indumentária e as danças. Para auxiliar, as Prendas e Peões da 3ª RT contaram com o auxilio de tradicionalistas que não mediram esforços para atender as expectativas. O tema “Indumentária Gaúcha voltada para a Ciranda Cultural de Prendas e o Entrevero Cultural de Peões”, teve como palestrantes Murilo Andrade e Priscila Bresoli Tisott - Membros da Equipe Técnica de Avaliadores de Indumentária do MTG e Integrantes do Grupo de Estudos sobre Indumentária Gaúcha. Já a temática “Danças Gaúchas voltadas para a Ciranda Cultural de Prendas e o Entrevero Cultural de Peões”, foi trabalhada por Marione Fischer de Mello - Membro da Equipe Técnica de Avaliadores de Danças do MTG 2014/2015. Avaliadora da Ciranda de Prendas 2015, Avaliadora de Danças Tradicionais e de Concursos de Prendas da CBTG. Durante a programação as Prendas e Peões propuseram uma dinâmica intitulada “dinâmica do conhecer”. O desafio lançado foi que a partir da entrega de um pirulito para uma pessoa ainda desconhecida pelas Prendas Regionais Carolina, Luana e Nathália, esta teria que procurar entre os participantes, 3 tradicionalistas ainda não conhecidos. Desta foram, até o final do dia, inúmeras novas amizades foram buscadas. O desafio ainda previa que ao buscar os novos amigos, fosse feita uma foto para ser postada com a #DinâmicaDoConhecer”, nos meios eletrônicos de comunicação. Foto: Divulgação O Grupo dos Oito Entre o Grêmio Gaúcho, fundado por João Cezimbra Jacques, em 22 de maio de 1898 e o 35 CTG, fundado em 24 de abril de 1948, temos 50 anos de experiências isoladas no sentido de constituir sociedades dedicadas a resgatar, valorizar, difundir e cultuar aspectos da cultura regional e elementos da formação da identidade gauchesca: clubes, grêmios e sociedades gauchescas nasceram e pereceram nesse tempo em que a invasão cultural norte-americana se fez sentir com toda a força. As três sociedades desse tempo que existem hoje foram reorganizadas à semelhança do 35 CTG: União Gaúcha J. Simões Lopes Neto de Pelotas (1899), Sociedade Gaúcha de Lomba Grande de Novo Hamburgo (1938) e Clube Farroupilha de Ijuí (1943). A retomada das iniciativas “gauchescas” ocorreu no Colégio Estadual Julio de Castilhos (o Julinho), com a criação do Departamento de Tradições Gaúchas integrando o Grêmio Estudantil daquele educandário estadual. O presidente do Grêmio Estudantil Ruy Capora nomeou como diretor do novo departamento o aluno João Carlos D’Ávila Paixão Cortes. Paixão Cortes, nascido em Santana do Livramento, filho do engenheiro agrônomo Júlio Paixão Côrtes, viveu parte da juventude no interior de Uruguaiana, mercê da atividade paterna, até se transferir para Porto Alegre a fim de cursar o ensino secundário no Julinho. Em 1947 ele tinha 20 anos de idade. O Departamento de Tradições do Julinho nasceu sob grande expectativa e Paixão Cortes, atento ao que ocorria naquele momento, não perdeu a oportunidade de “fazer parte” da recepção dos restos mortais de David Canabarro que a Liga de Defesa Nacional programara para as comemorações da “Semana da Pátria”. A urna funerária do general farrapo (nascido em Taquari) foi transladada de Santana do Livramento para Porto Alegre a fim de compor com outros “imortais” o Panteão Rio-grandense. Para formar “o piquete-da-tradição” Paixão convidou muitos alunos do Julinho, mas somente dois aceitaram o convite. Outros cinco amigos “toparam a parada”. Todos eram de famílias tradicionais da vida rural: Antônio João Sá de Siqueira natural de Bagé, Cilço Araújo Campos nasceu em Alegrete, Ciro Dias da Costa veio de Cruz Alta, os irmãos João Machado Vieira e Fernando Machado Vieira nasceram em Julio de Castilhos, Cyro Dutra Ferreira era de General Câmara, e Orlando Jorge Degrazia nasceu em Itaqui. Esses jovens celebrizados no 1º Congresso Tradicionalista (1954) como “O Grupo dos Oito” se constituíram em símbolo da retomada do “gauchismo” adormecido, mas vivo dentro de muitos sul-rio-grandenses, daqueles tempos do pós-guerra. Foto: Arquivo 3ª Região Tradicionalista promoveu grandes eventos no final do mês de fevereiro Foto registra um dos raros momentos do Grupo dos Oito juntos, à cavalo Departamento Jovem da 6ª RT realiza Caminhada da Paz Foto: Divulgação Os 170 anos da Paz de Ponche Verde foram comemorados no domingo dia 28, em Rio Grande. O Departamento Jovem da 6ª Região Tradicionalista, que tem como diretora a 1ª Prenda Juvenil do RS. Tassya Marasciulo e como vice-diretor o 1º Peão Farroupilha da 6ª RT, Igor Correa, promoveram, na praia do Cassino, a Caminhada da Paz, alusiva à passagem dos 170 anos da assinatura da Paz de Ponche Verde, que deu fim a Revolução Farroupilha. O evento teve sua saída da antiga estação ferroviária do Cassino, na avenida Rio Grande, até o Multipalco, onde foram realizadas diversas atividades tradicionalistas, como canto, poesia, apresentações de invernadas, entre outros. A Caminhada contou com o apoio da Secretaria da Cultura e fez parte do calendário municipal como evento oficial da Semana da Paz. Enquanto muitos vão para a praia veranear, os jovens fazem cultura

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