Edição 70

 

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Jornal O samburá

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O Samburá BARRA DE CARAVELAS, BAHIA - ANO VI - EDIÇÃO NÚMERO 70Tiragem 2.000 Exemplares jornalosambura@gmail.com MENSAL - Período de janeiro2016 Pesquisadores a bordo do barco Soloncy Moura analisam se a região de Abrolhos foi contaminada ou não Página 05 Cheiro de Amor sacudiu e abalou no Carnabarra 2016. Página Informes do Programa De Educação Ambiental E Comunicação Do Empreendimento: Dragagem – Acesso Ao Canal do Tomba. Página 06 Embaixada, Mouros e Cristãos. Página 02 e Governo da Bahia lança aplicativo que permite mapear focos do mosquito Aedes aegypti. Página 04 03 Bloco das “Piranhas” 2016 pelas lentes de Lilian Alcântara. Página 05 08

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O Samburá Embaixada, Mouros e Cristãos. Todo o texto é parte do relatório de Pesquisa dos estudantes do Curso Técnico em Guia de Turismo: Robson Falcão Ferreira, Karina Costa dos Santos e Girlandia Rodrigues Moraes. As festas de Cristãos e Mouros sempre começam com a preparação ou escolha de um tronco de madeira para ser transformado no mastro de São Sebastião. Ideal que Tem que ser alto e grosso. Depois é deixado em um ponto estratégico até o dia do evento 1 de Janeiro. A puxada do mastro é um evento que acontece todos os anos no dia 1 de janeiro, ás 5 horas da manhã no termino das festividades do réveillon e, tem como objetivo colocar o mastro deitado ao lado da Igreja e retirase o mastro da festa anterior. Tradição e religiosidade se misturam a euforia de dezenas de pessoas na puxada do mastro que sai da praia do Grauçá. Os festeiros amarram uma corda ao tronco que é puxado pelas ruas da comunidade, enquanto outra parte do povo tenta impedir que o mesmo saia do lugar, provocando uma saudável disputa entre as pessoAMIGOS DO as. SAMBURÁ* No extremo sul da Bahia a festa de cristãos e mouros, tem uma particularidade que não aparece em outro lugar do Brasil. O motivo da guerra é a disputa pela posse de uma imagem de São Sebastião. A conquista portuguesa no extremo sul estaria consolidada a partir 1700, ano da criação da vila de Caravelas. Naquela época, as Igrejas do extremo sul da Bahia, eram subordinadas a diocese do Rio de Janeiro cujo padroeiro é São Sebastião. A Festa de São Sebastião, tradicional e muito popular, data do século XVIII, quando o Alvará de 18 de janeiro de 1755, elevou a Vila de Santo Antônio de Caravelas à categoria de Freguesia Eclesiástica (Paróquia). A Freguesia pertencia à Diocese do Rio de Janeiro, razão porque o São Sebastião , padroeiro do Rio de Janeiro é tão festejado aqui em Caravelas com o tradicional “corte” entre Mouros e Cristãos, suas lutas e embaixadas . As homenagens ao São Sebastião- Santo martirizado e morto no ano 288 em Roma, iniciam com a retirada do mastro no mês de dezembro e continuam geralmente até o dia 20 de janeiro: dia de São Sebastião e consistem na escolha e retirada de um tronco a ser O utilizado como mastro, puxada do mastro e da ponta, levantamento do mastro, missa em honra ao santo, várias encenações realizadas nas ruas (o "corte"), procissão com a imagem e finalizando na porta da igreja com a disputa pelo pique que indicará os novos festeiros. A(s) Festa(s) de São Sebastião ocorrem na sede de Caravelas e em seus distritos como Ponta de Areia e Barra de Caravelas, contando com a participação de pessoas de todas as idades. É festa, é teatro de rua, é ritual, é expressão da cultura do passado e do presente. CONVITE PARA O LEVANTAMENTO DO MASTRO Na noite anterior ao levantamento do mastro, saem pelas ruas das cidades os bandos anunciadores da festa. Os festeiros( organizadores da festa), músicos( flauta e tambor) e a população saem pelas ruas apresentando o novo estandarte e convidam a todos para o levantamento do mastro na manhã seguinte. GUERRA ENTRE MOUROS E CRISTÃOS O corte é um teatro de rua, geralmente realizado em praças públicas e a finalidade é transmitir uma lição cristã. O bem vence o mal. O bem que são os cristãos, vestem de Amarina Antunes Célia Siquara Cida Macário Corina Melgaço Ceça de Yayá Dadá Souza Emerson Barbosa Fábio Pinheiro Jose Esperidião Jorge Magalhães Jorge Oliveira Mª de Lourdes P. Inácio Marinalva Tavares Vanessa Santana *É Amigo do Samburá quem acredita na força da comunicação de base comunitária. Obrigado a todos por nos ajudar a produzir e divulgar esse importante veículo de comunicação da Comunidade de Barra de Caravelas. Jornal Comunitário O Samburá surgiu entre um grupo de jovens da pequena comunidade de pescadores e pescadoras artesanais de Barra de Caravelas em 2009 e hoje tem distribuição gratuita mensal de 2.000 exemplares em toda região de Caravelas. ♦ Para saber mais visite o BLOG: http://jornalcomunitarioosambura.blogspot.com/ ou entre em contato: jornalosambura@gmail.com ♦ DIAGRAMAÇÃO: Robson Falcão ♦ REPORTAGEM: Adriene Coelho Edvaldo Souza e Robson Falcão ♦ IMAGENS: Robson Falcão, Girlândia Rodrigues, Resex♦ SUPERVISÃO: Antônio Emídio. ♦ Colaboradores nesta Edição: IBJ, Resex do Cassurubá, ICMBio, Fibria, Karina Costa dos Santos, Lilian Alcantara. Página 2 O Samburá

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O Samburá azul, a cor do céu e, o mal que são os mouros, vestem-se de vermelho e representam o inferno. O corte também é uma reconquista dos portugueses das terras ocupadas pelos mouros em Portugal. É uma vitória do catolicismo sobre o islamismo, onde aparece São Sebastião como protetor das forças cristãs. O “corte” chegou ao Brasil Colônia através dos Jesuítas. LEVANTAMENTO DO MASTRO E EMBAIXADAS ENTRE MOUROS E CRISTÃOS onde aconteceram os primeiros contatos entre portugueses e ameríndios em 1500 (PIRES NETO, 2005) No dia da festa, fogos, tambores e flautas tomam conta das ruas. São os Cristãos e Mouros buscando seus soldados nas portas de suas casas para participarem da missa em honra ao santo mártir. Após as celebrações a São Sebastião, dão inicio a dramatização na porta da Igreja e novamente seguem pelas ruas. No final da tarde todos se preparam para o término da festa. Procissão com a imagem de São Sebastião toma conta das ruas da comunidade ao som das flautas dos cristãos. Os mouros tentam roubar a imagem, montando algumas emboscadas no circuito da procissão, gerando uma guerra pela disputa da imagem. Chegando à porta da Igreja, uma nova embaixada se inicia. Os cristãos conseguem finalmente converter os mouros que são chamados ao batismo. Às 5 horas da manhã ao repicar dos sinos, os festeiros e participantes enfeitam o mastro com flores e fitas, colocam o estandarte na ponta do mastro e o levantam, fincando-o ao chão nas praças ( algumas comunidades finca-se em frente a Igreja). No final da tarde por volta das 16 horas iniciam-se as embaixadas e lutas entre mouros e cristãos. As representações das lutas entre cristãos e mouros existem em países da Europa, Ásia, África e América Latina. Elas chegaram na América com os portugueses e espanhóis. Na península Ibérica essa festa celebra a reconquista de territórios que haviam sido ocupados pelos mouros ao longo de sete séculos. Os mouros, eram muçulmanos considerados infiéis pelos cristãos. No Brasil o espetáculo de rua, luta de cristãos e mouros é uma recreação daquelas festas europeias, mas como aqui não havia mouros, o drama popular fixou na memória coletiva os símbolos da violência que marcaram uma guerra de conquista e evangelização do país. E o papel dos mouros, acabou sendo desempenhado pelos índios, considerados pagãos que foram convertidos aos cristianismo pela Igreja. Na Bahia as festas de Cristãos e mouros, estão concentradas no extremo sul, A disputa pelo pique é um momento muito importante, mas gera um certo conflito entre os interessados em serem os novos festeiros, pois querem pagar promessas ou por conta da valorização da cultura. As varas: uma azul e outra vermelha chamada de pique são enfiadas num balde cheio de terra em frente à imagem de São Sebastião. A pessoa interessada que pegar os dois piques de uma só vez, é considerado o novo festeiro. A disputa é tão grande que os piques chegam a quebrar. Assim termina a festa. O Samburá Página 3

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O Samburá Informes do Programa De Educação Ambiental E Comunicação Do Empreendimento: Dragagem – Acesso Ao Canal do Tomba ATENÇÃO Fiquem atentos para os dias de andada do caranguejo-uçá. Segundo a Instrução Normativa nº 09 de 30/12/14, é proibida a captura, o transporte e a comercialização dos caranguejos nesses dias: 10 a 15 e 24 a 29 de janeiro; 09 a 14 e 23 a 28 de fevereiro. 09 a 14 e 24 a 29 de março. Página 4 O Samburá

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O Samburá Pesquisadores a bordo do barco Soloncy Moura analisam se a região de Abrolhos foi contaminada ou não peu em novembro passado, causando o maior acidente ambiental da história do país. A lama atingiu primeiro o rio Doce e depois chegou ao oceano onde continua causando danos. Após o término das análises, os pesquisadores vão elaborar um relatório da expedição. “As conclusões vão subsidiar futuros programas de monitoramento na região afetada, e orientar medidas mitigadoras dos impactos que forem identificados”, afirma a coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul/ICMBio), Roberta Aguiar dos Santos. Durante dez dias, os pesquisadores percorrerão o litoral (do sul do Espírito Santo ao sul da Bahia) e visitando unidades de conservação da região: Reserva Biológica de Comboios, Área de Proteção Ambiental Costa das Algas, Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz, Reserva Extrativista Cassurubá e a Área de Proteção Ambiental Ponta da Baleia. Fonte e Imagens: Comunicação ICMBio. Mais uma etapa da expedição científica coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi concluída no dia 30/01. A bordo do navio "Soloncy Moura", a expedição saiu de Vitória, no dia 26, fez atividades próximo à foz do rio Doce (ES) e seguiu para o Parque Nacional Marinho de Abrolhos (BA). “Estamos coletando amostras de água, sedimentos, peixes, crustáceos, invertebrados e microorganismos para analisar as condições da água e da vida marinha na região, especialmente nas áreas próximas à foz do rio Doce e em Abrolhos”, explica o analista do ICMBio, Nilamon de Oliveira Leite Jr., que coordena a expedição formada por biólogos e oceanógrafos do ICMBio (Cepsul e Tamar), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). “Vamos fazer um diagnóstico completo da biodiversidade, avaliar se a lama de Mariana está na região e se houve impactos negativos”, explica Nilamon. A barragem de rejeitos da mineradora Samarco (em Mariana, MG) rom- Governo da Bahia lança aplicativo que permite mapear focos do mosquito Aedes aegypti Desde o dia 4/01 está disponivel para download na Google Play (https:// goo.gl/Om6JvA) uma nova arma para combater o mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, febre chikungunya e zika. O Caça Mosquito é um aplicativo de celular, inicialmente na plataforma Android, que possibilita fotografar e denunciar criadouros, em qualquer lugar e a qualquer hora. A iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), busca, simultaneamente, localizar os criadouros a partir do georreferenciamento (GPS) e acionar os órgãos municipais para a eliminação dos focos. Como resultado, espera-se controlar rapidamente os surtos. FONTE: Teixeira News O Samburá Página 5

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O Samburá Cheiro de Amor sacudiu e abalou no Carnabarra 2016 O Carnabarra 2016 foi realizado em clima de paz e alegria em Caravelas, apesar de ter sido cancelado o 1º dia de programação por conta da abençoada chuva que caia sobre a região, não tirou a motivação dos foliões para o 2º dia que superou todas as expectativas. Os foliões lotaram a arena montada na Praia do Grauçá, na Barra de Caravelas. O sucesso só comprovou a tradição do carnaval antecipado da Barra de Caravelas. A prefeitura Municipal, na administração do prefeito Jadson Ruas, através da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, montou uma bela estrutura para a realização do Carnabarra 2016, com palco, som e iluminação profissional, grupo gerador, camarote, barracas padronizadas, banheiros químicos, ornamentação e mini trio elétrico. O Carnabarra teve início no dia 23 ás 17h com as atrações: O mini trio fez o tradicional arrastão do Bloco das Piranhas que sob o comando de Jorginho percorreu às principais ruas da Barra de Caravelas, e ao final foram eleitas a rainha e a mais cafona das Piranhas. As 22h teve inicio apresentação da Maimbanda ao som do Trio Carretinha, que saiu da Praça da Igreja Nossa Senhora Imaculada da Conceição passando pela rua principal até a Praia do Grauçá, local onde foi montada a arena do evento. Às 0h foi a vez da atração principal Banda Cheiro de Amor com a belíssima vocalista Vina Calmon que sacudiu e abalou os milhares de foliões eletrizados, em seguida foi a vez de Daniel Show, Lú Reis e Banda comandar a grande massa até o dia amanhecer. Já no domingo (24) a festa teve início às 15h, com apresentação da Banda Santo de Casa sob o comando do baixista Zé Mario e do casal de vocalistas Luiz Carlos e Gelucia que esquentaram o clima com uma sequência de axé do Chiclete Com Banana e pra finalizar o Carnabarra 2016 da paz e da alegria a banda de reggae Los Barrutes fechou com a chave de ouro com uma belíssima apresentação deixando um gostinho de quero mais. O Carnabarra 2016 foi realizado em um clima e de muita paz e alegria pelos foliões que vieram para curtir este grande evento. Fonte: Teixeira News Página 6 O Samburá

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Bloco das “Piranhas” 2016 pelas lentes de Lilian Alcântara O Arrastão do Bloco das "Piranhas", leva ao circuito do Carnaval antecipado que é o Carnabarra, um colorido todo especial. Homens vestidos de mulheres e maquiagens exageradas. O Bloco das "Piranhas" é Cultural, fazem parte do contexto carnavalesco do Carnabarra e, atraem centenas de pessoas ,seja nativas, turistas ou visitantes.. Imagens de Lilian Alcântara.

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