Arquidiocese de Londrina

 

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Jornal da Comunicadade - Edição Fev. 2015

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Jornal Oficial da Arquidiocese de Londrina Ano 27 nº 310 FEVEREIRO de 2016 da Comunidade Missão dos Devotos entrega imagem PÁG. 14 Mensagem do Papa para a Quaresma PÁGs. 08 a 11 Missionários participam de Retiro Paroquial Dez paróquias de Londrina organizam I Retiro das SMP. PÁGs. 12 e 13 PAPA VISITARÁ SUÉCIA. PÁG. 15 IMAGEM PEREGRINA CHEGA A LONDRINA. PÁGs. 6 e 7 CFE 2016 : “Casa Comum, nossa responsabilidade” PÁGs. 18 a 21 Jovens estrangeiros visitam comunidade PÁG. 22 CEBS REALIZAM SEMINÁRIO EM LONDRINA . PÁGs. 16 e 17

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2 FEVEREIRO DE 2016 D As sete obras de misericórdia corporais tidos. Há hospitais, asilos, casas de recuperação precisando de lençóis, cortinas, toalhas. Há desperdício de roupa no mundo inteiro. Nossos armários são repletos de vestes supérfluas. As Escrituras nos aconselham a despir-nos do velho homem e revestir-nos de Cristo Jesus, revestir-nos de justiça, de humildade e de santidade Acolher os forasteiros – Hoje essa obra de misericórdia se expressa na hospitali- EXPEDIENTE ar de comer – A fome imerecida é uma vergonha, uma injustiça, um pecado. Dar de comer significa repartir o pão, os bens, as riquezas. É também lutar por justiça, emprego, distribuição de renda. Há muitas formas de dar de comer: dar comida, dar trabalho, combater a corrupção. “Dai-lhes vós mesmo de comer” (Mc 6,37). Jesus está no faminto e multiplicou os pães. A opção preferencial pelos pobres é uma obra de misericórdia Dar de beber – Dar um copo de água é um gesto de misericórdia. Cuidar da água é sem dúvida uma ação de misericórdia ecológica. Por outro lado, quanta sede de amor, de justiça, de verdade, de afeto, há nos corações. A questão da agua não é só ecológica, mas principalmente política. Vestir o nu – Quanta humilhação passam as crianças pobres, os andarilhos, os que são vítimas do trabalho escravo e tantos outros, os mal ves- “A primeira porta a se abrir é a do coração para abrigar o diferente” Dar de comer significa repartir o pão, os bens, as riquezas dade, no acolhimento, na construção de moradias, na adoção de pessoas, no atendimento ao morador de rua. Nestes tempos de migrações forçadas, misericórdia é organizar a pastoral da migração e lutar por políticas favoráveis aos migrantes. A primeira porta a se abrir é a do coração para abrigar o diferente. Quanta obra de misericórdia se pode fazer nos edifícios, condomínios e instituições públicas através do diálogo, da amizade e dos Grupos bíblicos de reflexão Assistir os presos – Eis a importância da Pastoral Carcerária, da visitação e evangelização dos detentos, da luta pela melhoria dos presídios. Os cristãos acreditam na recuperação das pessoas e se opõem à violência, torturas, maus tratos. Quanto precisa Dom Orlando Brandes Arcebispo Metropolitano de Londrina melhorar nosso sistema carcerário, como também ser suprimida a pena de morte. “Quero a misericórdia”, diz nosso Deus Visitar os doentes – Eles precisam de nossa presença, nosso afeto, nossa compreensão, nossa paciência. O amor e a fé são remédios que curam feridas, realizam milagres, salvam vidas. Todo nosso sistema hospitalar e nossa politica de saúde pública deixam a desejar. A luta em favor da saúde e contra a corrupção é obra de misericórdia corporal Sepultar os mortos – Estamos precisando de pessoas para atuar na Pastoral da Consolação e da Esperança. Participar dos velórios, exéquias, enterros, celebrações pelos mortos, são obras de misericórdia. Marcar presença, chorar com os que choram, consolar os aflitos, eis o que é a misericórdia por ocasião da morte, do luto, da perda de vidas humanas. Cuidar dos cemitérios e sepulturas, lembrar dos falecidos, são gestos e expressões da misericórdia. O Jornal da Comunidade é o Orgão Oficial Impresso de Comunicação da Arquidiocese de Londrina. Pertence a Comunidade Católica da Arquidiocese de Londrina e é de responsabilidade da Pastoral da Comunicação (PASCOM). Conhecido como JC, tem uma tiragem de três mil exemplares e é distribuído gratuitamente às Paróquias, Movimentos, Lideranças religiosas, Bispos do Regional Sul 2 e presidência da CNBB. Quer o JC ser instrumento de formação, atualização e espiritualidade nos lares cristãos e comunicar a palavra de Deus a todos. Que a Comunicação não se canse jamais, de estar a serviço da verdade e da paz. Publicação Mensal da Arquidiocese de Londrina Centro de Comunicação Arquidiocesano Fone: (43) 3347-3141 E-mail: jcarquidioceselondrina@gmail.com Site: arquidioceselondrina.com.br Redes Sociais: www.facebook.com/arqlondrina twitter.com/arquilondrina Arcebispo: Dom Orlando Brandes Diretor: Pe. Evandro Delfino Jornalista Responsável: Pe. Evandro Delfino Editor Chefe: José Benedito I. Prestes Fotografia: Pe. Claudinei S. Silva Rogério de Souza da Silva Roberto Vindica Wanderley Tolomi Projeto Gráfico e Diagramação: Anderson Mazzeo Colaboradores: Pascom’s Paroquiais Tiragem: 3 mil exemplares Formato: Berliner (26,4 cm x 39,5 cm) Parceiro: A luta em favor da saúde e contra a corrupção é obra de misericórdia corporal

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FEVEREIRO DE 2016 3 A Portas de Misericórdia visitar e cuidar dos enfermos (Mt. 8,14); Ensinar a quem não sabe (Mt. 5, 38-48); Dar de comer a quem tem fome e dar de beber a quem tem sede (Mt. 25, 35.37.42-44); Dar bons conselhos a quem necessita (Mt. 13, 1-13); Corrigir Porta Santa do Jubileu da Misericórdia aberta pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro, representa simbolicamente a peregrinação de fiéis ao Coração de Cristo onde buscam e encontram a vida e a salvação. A Porta da Misericórdia abre-se aos pecadores que renunciam a tudo o que seja mal, a mentira, a inveja, o ódio, a vingança, a violência, o rancor, enfim, o que gera sofrimento para si e para o próximo. A Porta abre-se aos que abraçam a conversão a Cristo e aos valores do Evangelho. A Porta abre-se aos gestos de amor e disponibilidade, para servir aos semelhantes, especialmente aos mais necessitados. Há vários gestos referindo às obras de misericórdia espirituais e corporais tais como: A Porta da Misericórdia abre-se aos pecadores que renunciam a tudo o que seja mal, a mentira, a inveja, o ódio, a vingança, a violência, o rancor, enfim, o que gera sofrimento para si e para o próximo. aos que erram (Jo. 8, 1-11); Dar pousada aos necessitados (Lc. 2, 1-7); Perdoar as ofensas (Mt. 18, 21-22); Vestir os despidos (Mt. 25, 34.36.43); Consolar os tristes e aflitos (Mt. 11, 28-29); Socorrer quem está preso (Lc 16, 1621); Suportar com paciência os defeitos dos outros (Lc 5, 1-11); Orar pelos vivos e mortos, sepultar os defuntos (Jo. 11, 1-45). Tratam-se de gestos praticados no dia a dia de nossos relacionamentos. Passar pelas Portas da Misericórdia significa buscar a indulgência, o perdão, a restauração da própria vida e da vida O perdão corresponde à reconstrução de vidas destruídas de pessoas destruídas por dentro. Trata-se da conversão, do compromisso de transformação cristã. Há atitudes destrutivas que manipulam as pessoas como objetos de uso e abuso, como traição, calúnia, difamação, preconceito, agressão, exploração. A verdade liberta e se ela for lesada deve ser restaurada. O perdão corresponde à reconstrução de vidas destruídas. Para recuperar a confiança perdida, passa-se por dentro do arrependimento, da restituição do prejuízo e da honra, do comportamento sincero que demonstra a emenda de vida. A Porta da Misericórdia do coração de Cristo abre-se a quem aceita superar as provações. Elas são amargas, mas nos purificam e nos preparam à iluminação interior no itinerário do longo aprendizado evolutivo. De fato, o nosso aprendizado é feito de purificação e de iluminação, remetendo-nos ao serviço do próximo. Para sair do egoísmo e aprender a servir com amor e desapego é preciso ir ao encontro dos outros. Perdoar é resgatar a dignidade do amor e de respeito, quando ferido ou perdido. Essa atitude é permanente, não se limitando a algum período. O Jubileu da Misericórdia é excelente ocasião para nos renovar na fé e no compromisso cristão. Dom Aldo Pagotto Arcebispo da Paraíba

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4 FEVEREIRO DE 2016 Festa da Cátedra de São Pedro N o dia 22 de fevereiro, a Igreja celebra a Festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde os finais do século IV, que dá graças a Deus pela missão confiada ao Apóstolo Pedro e a seus sucessores. Na Basílica de São Pedro, em Roma, encontra-se o monumento à “cátedra” do apóstolo, obra do escultor italiano Gian Lorenzo Bernini, executada em forma de grande trono de bronze, sustentada pelas estátuas de quatro doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio. Mas por que é celebrada a “cátedra” de Pedro? A ela a tradição da Igreja atribui um forte significado espiritual e reconhece um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda sua Igreja e guiá-la pelo caminho da salvação. A “cátedra” literalmente “A ela a tradição da Igreja atribui um forte significado espiritual e reconhece um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda sua Igreja e guiá-la pelo caminho da salvação” quer dizer a sede fixa do bispo, localizada na Igreja mãe de uma diocese que, por este motivo, é chamada “catedral”. Ela simboliza a autoridade do bispo e, em particular, de seu “magistério”, ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos apóstolos, está chamado a transmitir à comunidade cristã. Qual foi, então, a “cátedra” de São Pedro? Ele, escolhido por Cristo como “rocha” sobre a qual a Igreja seria edificada (cf. Mateus 6, 18), começou seu ministério em Jerusalém, depois da ascensão do Senhor e de Pentecostes. A primeira “sede” da Igreja foi o Cenáculo, em Jerusalém. É provável que naquela sala, onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou junto aos discípulos, se reservasse um posto especial a Simão Pedro. Em seguida, a sede de Pedro foi Antioquia, cidade situada no rio Oronte, na Síria, hoje Turquia. Naqueles tempos era a terceira cidade do Império Romano depois de Roma e de Alexandria do Egito. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde “pela primeira vez os discípulos receberam o nome de “cristãos” (Atos 11, 26), Pedro foi o primeiro bispo da Igreja.Depois, a Providência levou Pedro a Roma. Portanto, encontramo-nos com o caminho que vai de Jerusalém (Igreja nascente) a Antioquia (primeiro centro da Igreja, que agrupava pagãos) e também unida à Igreja proveniente dos judeus. Depois, Pedro dirigiu-se a Roma, centro do Império, onde concluiu com o martírio sua carreira ao serviço do Evangelho. Por esse motivo, a sede de Roma, que havia recebido a maior honra, recebeu também a tarefa confiada por Cristo a Pedro: estar a serviço de todas as Igrejas particulares para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus. A sede de Roma, depois dessas migrações de São Pedro, foi reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a “cátedra” de seu bispo representou a do apóstolo encarregado por Cristo de apascentar todo seu rebanho. A cátedra do bispo de Roma representa, portanto, não só seu serviço à comunidade romana, mas também sua missão de guia de todo o Povo de Deus. Rádio Vaticano No dia 22 de fevereiro, a Igreja celebra a Festa da Cátedra de São Pedro Av. Presidente Eurico Gaspar Dutra, 1290 – Conj. Cafezal – Tel (43) 3342-8786 – Londrina Rod. Celso Garcia Cid, 3460 – Jd. Novo Bandeirantes – Tel (43) 3251-3986 – Cambé Av. Joaquim Alves Lima, 389 – Centro – Tel (43) 3661-2995 – Alvorada do Sul Conforto e qualidade pertinho de você Av. Nove, 709 – Centro – Tel (43) 3235-1234 – Primeiro de Maio Av. Rio de Janeiro, 1151 – Centro – Tel (43) 3262-3252 – Assaí Av. Independência, 739 – Centro – Bela Vista do Paraíso – Tel (43) 3242-3535

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FEVEREIRO DE 2016 5 A caridade sem limites expressa no Lava-pés “O lava-pés sempre será para Igreja um empenho e desafio, pois, os seguidores de Jesus são a comunidade fraterna da bacia e da toalha, que serve e dá a vida por todos, mais que apenas de celebrar um gesto, esta cena autentica e avalia uma vocação e missão” serve e dá a vida por todos, mais que apenas de celebrar um gesto, esta cena autentica e avalia uma vocação e missão. Que possamos testemunhar com alegria, fidelidade, generosidade e magnanimidade a Misericórdia do Senhor, rompendo com toda discriminação e divisão, operando a unidade, paz e concórdia que o Cordeiro Pascal trás para a história e o mundo inteiro. Que Maria Santíssima mulher eucarística, nos ensine a amar compassivamente a todas as suas filhas e irmãs, sus inclui e se oferece por to- construindo uma Igreja, dos, sacrifício que reconcilia e uma sociedade e um munrestaura todo gênero humano do mais participativo, ine toda a criação. clusivo e plural. Deus seja O lava-pés sempre será pa- louvado! ra Igreja um empenho e desafio, pois, os seguidores de Je- Dom Roberto Francisco sus são a comunidade fraterFerrería Paz na da bacia e da toalha, que Bispo de Campos (RJ) Papa Francisco decidiu alterar o rito do Lava-pés da Missa da Ceia do Senhor, no início do Tríduo Pascal incluindo as mulheres. Anteriormente eram escolhidos homens adultos ou jovens, a partir desta determinação, a indicação 00seráuniversal e ampla, pois, poderão ser chamados a participar do rito: homens, mulheres, jovens, idosos, sadios e doentes, clérigos, consagrados e leigos, casados e solteiros, represen- O tando a variedade e a unidade de cada porção do Povo de Deus. Sem dúvida como explica o Papa Francisco ao Cardeal Sarah, esta nova modalidade de escolha, expressa de uma forma plena e unívoca o significado do gesto realizado por Jesus no Cenáculo, a sua doação total por todos/as para a salvação do mundo, sua caridade e misericórdia sem limites. É de se assinalar que na primeira edição do Lava-pés, na casa de detenção para jovens infratores, em Roma, o Papa Francisco já tinha convidado a duas jovens inclusive uma muçulmana. Neste ano jubilar, este gesto litúrgico vem confirmar de uma maneira singela e eloquente o amor serviçal e redentor do Rosto da Misericórdia. O amor eucarístico de Je-

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FEVEREIRO DE 2016 7 Arquidiocese recebe imagem peregrina No dia 24 de janeiro, domingo, a Arquidiocese de Londrina recebeu a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. A celebração teve início no anfiteatro do Zerão. O evento faz parte da preparação para os 300 anos de Aparecida. Um grupo de peregrinos, acompanhados por padre Joel Ribeiro Medeiros, coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Londrina, foi até o Santuário Nacional para trazer a imagem, que percorrerá até 2017 todas as paróquias de nossa arquidiocese.Após a acolhida e a oração do terço, os fieis seguiram em carreata até a Catedral Metropolitana.

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8 FEVEREIRO DE 2016 Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016 1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus. Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais. “A Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia” próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo. Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núp- 2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e 3. As obras de misericórdia A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expres- cias eternas com ela. Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa. sei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé. Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis co-

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FEVEREIRO DE 2016 9 A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia mo Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los. Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as p a l av ra s ve e m e n t e s d e Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda. Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38). Vaticano, 4 de Outubro de 2015 Papa Francisco

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10 FEVEREIRO DE 2016 L O sentido da Quaresma em São Leão Magno Proximidade da solenidade Pascal Leão Magno escreveu bem próximo à Páscoa, solicitando de seus féis o jejum para a santificação do corpo e da alma no tempo quaresmal. Ele afirma que nós devemos nos preparar com tal observância para nos encontrar mortos em sua paixão, com o Senhor em cuja ressurreição somos também ressuscitados. No entanto a nossa participação na morte de Cristo Jesus solicita a supetúrgicos e entre esses temos os sermões sobre a Quaresma. Analisemos pelos menos alguns dos mesmos. eão Magno dirigiu a Igreja por mais de 20 anos(440-461) de modo que marcou a vida eclesial e social de seu tempo e de toda a vida da Igreja. O Concílio de Calcedônia, realizado em 451, ocorreu em seu tempo de Bispo de Roma e Papa da Igreja Católica, aonde definiu que Jesus Cristo é de natureza divina e humana na única Pessoa do Verbo de Deus na carne. As duas naturezas se completam entre si de modo que as características das mesmas são levadas em consideração numa só Pessoa, um só Verbo, Jesus Cristo, o Filho de Deus. A Carta de Leão Magno, de número 28, enviada para o Concílio de Calcedônia foi muito apreciada pelos bispos participantes do evento eclesial. Ele também escreveu diversos sermões sobre os tempos li- São Leão Magno colocou alguns pontos para uma vivência mais apropriada ao tempo litúrgico que é a Quaresma. mente. Se ao longo do ano a renovação interior é dada pelas obras e dons diversos, no tempo quaresmal tudo pode ser celebrado de uma forma conjunta. A aproximação da ração do passado, das coisas a misericórdia de Deus perce- Páscoa do Senhor convida os que fomos, a vida anterior, pa- berá a fragilidade dos bens fiéis a fazer obras de caridade, ra despojar-se dos vícios da deste mundo, para se aquecer porque ninguém é tão santo carne, rejeitar as imundícies dos bens celestiais e do amor que não precise se santificar do pecado para resplandecer de Deus. O frio se transforma- ainda mais pela graça do temcom a veste das virtudes. To- rá em calor, a noite mudará em po litúrgico, ou ainda nindos os fiéis são chamados à luz porque como o Espírito guém é tão piedoso que não conversão de vida. Ninguém Santo ilumina as pessoas por necessite ainda mais de piedeve demorar-se no tempo ações boas, expulsará as tre- dade, de vida de oração. Quem mas apressar-se para acolher vas da almas dos féis, pela des- estaria isento de tentação ou o dom da misericórdia quem truição dos seus pecados. livre de culpa? Quem não gosvem de Deus pois Ele não tem Em uma de suas homilias taria acrescentar algo na virprazer com a morte do ímpio, fala de obedecer aos manda- tude ou de suprimir algo no mas que se converta e possa mentos celestiais, de modo âmbito do pecado? Ora se viver bem (cfr. Ez 33,11). que todo o sacramento pas- existem ciladas na abundânEle quer a universalidade cal foi instituído para a re- cia das riquezas e ciladas nas dos féis para assumir gestos missão dos pecados. Ora o angústias da pobreza, é precide conversão. O esforço é co- perdão deve ser dado ao pró- so ações de vida para viver a letivo no sentido que o vigor e ximo, para assim servir a virtude e a caridade. a energia apaguem a mancha amar as pessoas na pessoa de Leão Magno fala que o camido pecado que fere o intimo Jesus Cristo. Neste sentido é nho que conduz para a vida das pessoas, obscurecendo o preciso assumir o espírito da verdadeira é estreito e difícil, vigor da alma. Ele diz que as doação com alegria de modo porque como Jesus diz muitos pessoas não podem se deses- a viver a misericórdia do Se- são aqueles e aquelas que freperar diante de um ideal de nhor em nossas vidas. qüentam o caminho largo que uma vida de pureza, de doaconduz à morte. Enquanto ção, porque Cristo Jesus camiTodos são chamados inumeráveis são os que procunha com o seu povo. à misericórdia ram as coisas visíveis, raros O Papa Leão interpreta a O Papa convida os fiéis a vi- são aqueles e aquelas que anfrase que nós rezamos no Pai- ver bem o tempo litúrgico da tepõem os bens eternos aos -Nosso: Perdoa as nossas dívi- quaresma para assim experi- terrestres. Assim o caminho das, como também nós perdo- mentar mais concretamente a das virtudes é secreto, esconamos aos nossos devedores(cf. graça da misericórdia de Deus dido, porque a salvação é objeMt 6,12). Dessa forma nin- que convida todo o ser huma- to de esperança(cfr. Rm 8,24), guém é tão santo que não ne- no a assumi-lo mais intensa- na expressão do Apóstolo São cessita da remissão de algum Paulo. Enquanto a pessoa está pecado. A pessoa pede a Deus neste mundo pode adoecer Pai o perdão de seus pecados e neste corpo, se suja na poeira ao mesmo tempo é chamado a e ainda que a pessoa viva as Ninguém é tão perdoar ao seu semelhante. coisas deste mundo não como santo que não Deve-se experimentar a bonfim, mas sempre como meio dade de Deus que sempre per- necessita da remissão para assim chegar, um dia, à doa aos pecadores e as pecaunidade com Deus. Os bens de algum pecado doras, e ao mesmo tempo a deste mundo passam de modo pessoa é chamada a perdoar que é preciso fixar-se nas proos outros. Quem experimenta messas divinas.

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FEVEREIRO DE 2016 11 O Papa convida os fiéis a viver bem o tempo litúrgico da quaresma para assim experimentar mais concretamente a graça da misericórdia de Deus que convida todo o ser humano a assumi-lo mais intensamente. O tempo propício A graça de Deus se dá no tempo atual: a quaresma é tempo propício de fazer o bem e engrandecer o Reino de Deus. A outorga pela fortaleza nos dias atuais adquire-se hábitos duráveis. É preciso empreender obras boas que vencem o tentador que enganou o ser humano mas que é vencido pelo poder da cruz, da morte redentora de Cristo Jesus pela salvação de todo o gênero humano. Nem o pecado pessoal, nem o pecado original, diz Leão são obstáculos às pessoas em vista de suas superações, porque a justificação não é atribuída aos méritos humanos, mas pela liberalidade da graça em Cristo Jesus. Aqueles e aquelas que caíram nas armadilhas de suas mentiras, podem se lavar nas lágrimas da penitência, das portas da reconciliação de modo a serem de novo admitidos e admitidas aos remédios da reconciliação que vem de Deus Uno e Trino. A graça é dada para as pessoas que queiram voltar ao Senhor e aos irmãos e as irmãs, na vida da comunidade. A misericórdia de Deus estabeleceu em seus mandamentos um espelho para a contemplação clara em vista da contemplação da própria alma e reconhecer até que ponto o rosto anda em conformidade com a imagem de Deus para assim rejeitar as ocupações inquietantes e nos dirigir nos dias de nossa redenção e de nossa renovação, das coisas da terra para as coisas do céu. A misericórdia divina, diz Leão Magno é dada neste período também pelo perdão dos pecados devido as ofensas dos outros de modo que os sentimentos de vingança não falem mais alto que os sentimentos de perdão para assim receber de Deus Pai o perdão das faltas A quaresma é tempo propício de fazer o bem e engrandecer o Reino de Deus cometidas, para que assim nós também perdoamos as pessoas que nos ofenderam. Em todas as casas, igrejas haja a graça do perdão dos pecados. Dessa forma a festa pascal terá o seu devido sentido para as pessoas, porque houve restabelecimento da paz fraterna, na superação das discórdias e dos ódios entre as pessoas, familiares, comunidades. Deus será glorificado pela vida nova assumida pelos seus fiéis aonde os pecados foram lavados pelo batismo, pelas lágrimas da penitência e também apagados pelas esmolas, obras de caridade para com os mais necessitados, porque realizadas em unidade com o Senhor Jesus Cristo. Conclusão São Leão Magno colocou alguns pontos para uma vivência mais apropriada ao tempo litúrgico que é a Quaresma. Ele teve presente o jejum, a prática de boas obras para com as pessoas, a caridade sobretudo aos mais necessitados, a vivência do perdão como graça de Deus e como missão no sentido de concedê-lo aos outros, e a necessidade da oração para viver a alegria do encontro com Deus. A aproximação da Páscoa do Senhor estimule-nos à vivência do amor a Deus, ao próximo como a si mesmo em vista do engrandecimento do Reino de Deus. Dom Vital Corbellini Bispo de Marabá (PA)

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12 FEVEREIRO DE 2016 Decanato Leste realiza retiros paroquiais Nos dias 30 e 31 de janeiro, as paróquias do Decanato Leste realizaram os primeiros Retiros Paroquiais das Santas Missões Populares. Ao todo, dez paróquias se encontraram no final de semana: Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhora do Rocio, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Paz, Nossa Senhora de Fatima, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Santa Rita de Cássia e São Luiz Gonzaga. Nosso Arcebispo marcou presença em todas as comunidades, dando seu incentivo a esta iniciativa de evangelização; “milagres vão acontecer porque você á missionário”, declarou aos participantes. “muitos após as santas missões populares vão viver uma alegria e nunca mais vão esquecer as missões, porque você emprestou os seus pés para Jesus” E exortou: “precisamos acreditar muito nessas santas missões”

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14 FEVEREIRO DE 2016 Missão dos Devotos realiza entrega de imagem ANIVERSÁRIOS DE FEVEREIRO A Missão dos Devotos do Santuário Nossa Senhora Aparecida de Londrina entregou no dia 12 de janeiro a imagem da Mãe Aparecida à devota Teresinha Diório da Silva, contemplada do mês de janeiro. Emocionada, a devota e a família receberam o padre Vandemir Araújo e os integrantes da Missão dos Devotos e disse que estava agradecida por ter sido contemplada no mês e receber a imagem no dia do seu aniversário. Elisabeti Ueda, integrante da equipe da Missão dos Devotos, relatou que quando trabalhavam juntas em uma escola pública de Londrina, “Teresinha fazia um trabalho social maravilhoso na escola e que fez muita falta quando ela saiu. Ela trabalhava com os meninos mais difíceis e receber a imagem de Nossa Senhora no dia do seu ani- “Para mim foi uma graça que eu alcancei este mês do meu aniversário” Ordenação Pe. Carlos Benni Pereira da Veiga 04/02/06 Pe. Emanuel José de Paula 04/02/06 Pe. Jorge Guillermo Arias Santisteban 03/02/85 Pe. Luis Carlos Greco da Silva 01/02/14 Pe. Luiz Carlos Senigalia 07/02/99 Pe. Marcos José dos Santos 12/02/00 Pe. Valdomiro Rodrigues da Silva 04/02/06 CLERO RELIGIOSO CLARETIANOS Nascimento Pe. Irio Luiz Rissi 26/02/37 CARMELITAS Nascimento Frei José Jorge Santos Costa 22/02/87 Filhos da Sagrada Família Ordenação Pe. Josenildo Dias Pires 10/02/08 CLERO ARQUIDIOCESANO Nascimento Pe. André Bedrowski 03/02/49 Pe. Dirceu Luiz Fumagalli 27/02/60 versário é uma graça que você merece”. E a devota Teresinha disse: “Nossa Senhora quando surgiu no rio Paraíba ela precisava falar aos pescadores que estava ali. E a imagem dela é pra que a gente possa ver e ter a certeza de que ela está entre nós. Nós católicos temos essa graça de ver Nossa Senhora de todos os jeitos. Para mim foi uma graça que eu alcancei este mês do meu aniversário”. Conheça a Missão dos Devotos, acessando santuariolondrina.com.br JOSEFINOS Nascimento Pe. Esvildo Valentino Pelucchi 15/02/52 Pe. Harry Jung 12/02/30 PALOTINOS Ordenação Pe. Claudionor do Amaral 21/02/09 PEQUENA MISSÃO PARA SURDOS Ordenação Pe. Carlos Adão de Souza 08/02/98 Santa Missa pela TV Tarobá Todos os domingos às 7h da manhã PIME Nascimento Pe. Alberto Garuti 09/02/32

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FEVEREIRO DE 2016 15 Papa visitará a Suécia por ocasião dos 500 anos da Reforma Pa p a Fra n c i s c o pretende participar da cerimônia conjunta entre a Igreja Católica e a Federação Luterana Mundial, para a celebração do 500º aniversário da Reforma, que será realizada em Lund, Suécia, na segunda-feira, 31 de outubro de 2016. A informação foi confirmada por uma declaração conjunta da Sala de Imprensa da Santa Sé, da Federação Luterana Mundial e da diocese de Estocolmo. Para a ocasião, haverá O “A celebração vai dar destaque aos sólidos progressos ecumênicos entre católicos e luteranos e às conquistas recíprocas frutos do diálogo” uma cerimônia ecumênica, presidida pelo Papa juntamente com o bispo Munib A. Younan, presidente da Federação Luterana Mundial e por Martin Junge, secretário-geral da Federação, em colaboração com a Igreja da Suécia e a Diocese Católica de Estocolmo. “A celebração vai dar destaque aos sólidos progressos ecumênicos entre católicos e luteranos e às conquistas recíprocas frutos do diálogo e será norteada pelo guia litúrgico católico-luterano ‘Oração Comum’, recentemente publicado”, escreve ainda a Federação Luterana. “A Federação Luterana Mundial está se preparando para comemorar o aniversário da Reforma num espírito de responsabilidade ecumênica”, declarou o secretário-geral nota da LwF, Martin Junge, que disse estar “profundamente convencido de que, trabalhando para a reconciliação entre luteranos e católicos, trabalhamos pela justiça, pela paz e a reconciliação em um mundo dilacerado por conflitos e violência”. Por sua parte, o cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, disse: “Ao concentrar-se juntamente na centralidade da questão de Deus, com uma abordagem cristocêntrica, luteranos e católicos serão capazes de celebrar uma comemoração ecumênica da reforma, não simplesmente de forma pragmática, mas com um sentido profundo da fé em Cristo crucificado e ressuscitado”. O encontro ecumênico foi acolhido “com alegria e es- perança” pelo arcebispo Antje Jackelen da Igreja da Suécia, que anunciou: “Vamos rezar juntos com toda a família ecumênica da Suécia para que a Comemoração contribua para a unidade dos cristãos em nosso país e em todo o mundo”. Francisco será o segundo sucessor de Pedro a visitar o país nórdico. O primeiro foi São João Paulo II, que de 8 a 10 junho de 1989, visitou Estocolmo, Uppsala, Vadstena e Linköping. Fonte: ZENIT “Ao concentrar-se juntamente na centralidade da questão de Deus, com uma abordagem cristocêntrica, luteranos e católicos serão capazes de celebrar uma comemoração ecumênica da reforma, não simplesmente de forma pragmática, mas com um sentido profundo da fé em Cristo crucificado e ressuscitado”

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