O Campo 12ª edição

 

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Revista informativa - O Campo - da Cooperativa Agroindustrial de Cândido Mota - edição especial Coopershow

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Carta da editora NOSSA PRIMEIRA DÉCADA.... Neste final de janeiro estamos comemorando a nossa primeira década de Difusão de Tecnologia por meio da Coopershow. Trata-se da primeira de muitas que ainda virão para consolidar esta que se mostra como a maior vitrine do agronegócio do Vale Paranapanema que vem crescendo a cada ano. O evento busca sempre atender à demanda do produtor em conhecer o que há de melhor em tecnologia, seja no setor agrícola, com diferentes materiais de cultivo e produtos químicos para controle e fortalecimento das plantas, seja em máquinas, com tecnologia de ponta acoplada em seus mecanismos de funcionamento, ou mesmo nos setores de veículos, área financeira e de pequenos produtos que fazem a diferença no trato diário do campo. Em 2015 essa vitrine tecnológica reuniu mais de 100 expositores e os preparativos da décima edição já contam com parceiros de renome para que todos os setores cresçam gradativamente com a Coopershow. Sendo o principal evento do agronegócio da região e direcionado para agricultores com propriedades de grande e pequeno porte, ele está diretamente relacionado com o cotidiano da grande maioria da população localizada na região de agrangência da cooperativa, no Vale Paranapanema. Que venham outras décadas e que a tecnologia contribua para o crescimento e a rentabilidade do negócio agrícola regional. Que essa vitrine de tecnologia auxilie o produtor nas tomadas de decisões para seus investimentos, trazendo subsídios para que possa diversificar sua atuação e mantenha sempre a sua preocupação na preservação de recursos naturais, base de sua atividade. Nesta edição, estamos em clima de comemoração pela década completada pela Coopershow, o que retratamos em diversas reportagens dispostas nas páginas iniciais desta revista. Contudo, trazemos também outros importantes temas como outros eventos promovidos pela Coopermota ou que contaram com a participação de nossos representantes, sempre na busca pela difusão de tecnologia e conhecimento para somar vitórias com o produtor. A integração lavoura pecuária é retratada, neste sentido, de forma a apresentar caminhos de buscar melhores rentabilidades e otimização de recursos naturais e financeiros. Além disso, as atividades culturais promovidas pela Coopermota em parceria com outras cooperativas e o Sescoop enfatizam a necessidade da cooperação e da busca por aglutinar esforços em busca de objetivos comuns. Boa leitura e boa exposição a todos!!! Vanessa Zandonade Expediente Publicação da COOPERMOTA - Cooperativa Agroindustrial EDIÇÃO, REPORTAGENS, FOTOS E REVISÃO Vanessa Zandonade Mtb 43 463/SP ARTE E DIAGRAMAÇÃO NOVAMCP Comunicação IMPRESSÃO Magraf TIRAGEM 2000 exemplares ANÚNCIOS Departamento de Comunicação Coopermota 18 3341.9436/ 18 99163.0985 REPRESENTANTE COMERCIAL Guerreiro Agromarketing - Maringá Agromídia - São Paulo REVISTA O CAMPO Av. da Saudade, 85 Cândido Mota - SP ocampo@coopermota.com.br PRESIDENTE Edson Valmir Fadel VICE PRESIDENTE Antônio de Oliveira Rocha DIRETOR SECRETÁRIO Silvio Ap. Zanon Bellotto

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Olhar Cooperativo Sumário Comemorar década da Coopershow e esperar por resultados da safra Estamos às vésperas da colheita da safra de verão e neste mesmo período alimentamos nossas expectativas para a realização da 10ª edição da Coopershow, uma década de transferência de tecnologia ao produtor de forma efetiva. Para a vitrine de tecnologia em nosso Campo de Difusão, as expectativas são de sucesso e conquistas para todos os expositores e, por outro lado, para a safra, as nossas perspectivas são de produtividades muito boas para aqueles que investiram nos melhores materiais, produtos e manejo no momento certo. As estimativas do setor técnico da Coopermota para esta safra são de resultados muito variados e individualizados, conforme a dedicação e acerto nas medidas para cada propriedade. A explicação para esta expectativa de produtividade com resultados variados está baseada no fato de que o plantio da safra verão ocorreu em quatro momentos diferentes no mês de outubro. Esse dado, somado à característica de maior produção dos cultivares utilizados pela maioria, o calendário excelente de plantio e a realidade de maior conscientização dos produtores sobre a necessidade de controle mais rigoroso para doenças pode ser um fator determinante para altas produtividades. Em contrapartida, a estimativa do setor técnico da cooperativa é que poderão ter resultados menos atrativos aqueles que não se aplicaram no controle. Tivemos uma sequência de precipitações de chuva um pouco em excesso, mas nosso setor técnico destaca que os dados registrados até a primeira quinzena de janeiro não foram prejudiciais para a safra. O ano é atípico para todo mundo, com volume de chuva bastante superior aos registrados em um mês de janeiro, mas as circunstâncias ainda são boas. Desta forma, enfatizamos a importância da qualificação e a informação sobre as tecnologias disponíveis no mercado para superar situações de irregularidades climáticas que possam ser registradas nas safras. A Coopershow nasceu com esse objetivo de acelerar o acesso do produtor à tecnologia visando contribuir significativamente para o aumento de sua produtividade. A todos uma boa safra e boa exposição!!!! 06 10 13 16 20 25 28 33 34 37 Coopershow indutora do desenvolvimento da agricultura Demonstração de tecnologia agrícola ao alcance do produtor Palestras técnicas e aproximação do produtor à pesquisa Um Quintal de novidades! Evento difunde realidade de segunda safra em abrangência nacional Teodoro Sampaio - Mais uma Unidade de Negócios Coopermota Integração lavoura pecuária Espetáculo com bonecos gigantes Quando o chão de fábrica se torna arte Uma semana para se falar de qualidade de vida e segurança no trabalho Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota janeiro | fevereiro 2016 O CAMPO 5

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Capa “Indutora do desenvolvimento agrícola” A iniciativa cresce a cada ano de forma acelerada assim como a cooperativa também vem crescendo. COOPERSHOW 10 ANOS C ores, flores, animais, pesquisa, produtividade, desenvolvimento nutricional de plantas, máquinas, tecnologia, produtos de uso cotidiano agrícola, crédito rural, insumos, agroquímicos, artesanato, novidades, informação, intercâmbio e uma série de outras atividades estão incorporadas à programação da vitrine de tecnologia agrícola, a Coopershow, que em 2016 completa 10 anos. A experiência obtida na última década consolidou o evento como o principal momento de difusão de tecnologia agrícola não só para a região como também para produtores de outras localidades paulistas, paranaenses e de outros estados. A Coopershow será realizada entre os dias 27 e 29 de janeiro, em Cândido Mota, no Campo de Difusão da Coopermota, promotora do evento. Trata-se da maior vitrine tecnológica do agronegócio do Vale Paranapanema que na última edição, em janeiro de 2015, foi visitada por quase 6,5 mil pessoas nos três dias de eventos. Os integrantes da Comissão Organizadora, formada por 11 profissionais da cooperativa, destacam a proposta da Coopershow de surpreender os visitantes de forma positiva, deixando a perspectiva da adoção de novas tecnologias por parte dos agricultores que a visitam e têm acesso às inovações agrícolas ali difundidas. Neste ano, a Coopershow conta com a parceria do Consórcio Intermunicipal do Vale Paranapanema (Civap), fato ratificado com a assinatura do termo de cooperação ocorrido no ano passado entre a Coopermota e o consórcio, no qual o órgão reconheceu a importância e a relevância da Coopershow para todos os municípios da região e para a agricultura como um todo. Atraindo personalidades do campo da pesquisa e de investimentos, se renova a cada ano com diferentes estruturas e abordagens. Além disso, também trará em sua programação a reunião da Câmara Setorial da Mandioca e personalidades do setor, bem como sessões de julgamentos da Associação Paulista de Cordeiro (Aspaco), com animais de alta qualidade. “A Coopershow nasceu com o objetivo exclusivo de acelerar o acesso do produtor à tecnologia visando o aumento de sua produtividade. Inicialmente baseado nas opções de aclimatação do milho para a adoção da cultura do então chamado milho safrinha e outras janeiro | fevereiro 2016 6 O CAMPO

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experiências como a inovação de cultivos para a produção do biodiesel, mandioca e cana-de-açúcar, aquela área foi sendo readaptada para a demanda que tínhamos. Há uns cinco anos a iniciativa, porém, vem despertando a atenção de outros parceiros, não só da pesquisa, como também dos setores como máquinas e da área comercial de pequeno porte”, avalia o superintendente financeiro da Coopermota, Hélio Gozzi. Ele comenta que a iniciativa cresce a cada ano de forma acelerada assim como a cooperativa também vem crescendo. Gozzi comenta que a difusão da tecnologia reunida na Coopershow contribui para que o produtor local e regional possa acompanhar o desenvolvimento de outros centros de maior produção de grãos como o Paraná e o Mato Grosso, por exemplo. “A Coopershow se porta como um indutor do desenvolvimento agrícola e de capacitação tecnológica do produtor rural”, avalia. Em 2007, o Campo de Difusão de Tecnologia da Coopermota, antes utilizado para pesquisas variadas no setor agrícola, cedeu espaço para a primeira edição da Coopershow. A área era antes utilizada para ensaios da cultura do café, em um total de 14,5 hectares. Os experimentos realizados no local se referiam a novas tecnologias de manejo e de produção, análise prática do cultivo de novas sementes disponíveis no mercado, bem como a verificação de métodos utilizados para o controle de pragas e doenças, entre outros. Entre as abordagens levadas aos produtores desde a primeira edição da Coopershow estão dados sobre a aplicação correta de defensivos, análise sobre cultivares de soja, manejo e diversificação de culturas, população e espaçamento de plantio, nutrição de plantas, manejo integrado de pragas e de fungicidas em geral, adubações, consórcios, integração lavoura pecuária, fertirrigação, opções de melhoria de solo no outono/inverno, lançamentos de novos materiais e outros. Gozzi destaca que sua expectativa em relação à 10ª edição da Coopershow é de que ela surpreenda o produtor de forma que ele seja tocado a implantar em sua propriedade as tecnologias e inovações apresentadas no evento. “Quando trouxemos o sistema de gotejamento subterrâneo que apresentamos na última edição da Coopershow, por exemplo, já fiz planos de também implantá-la em minha propriedade, dada a sua eficiência e importância. É isso que queremos que essa vitrine de tecnologia proporcione ao produtor, que ela o motive a ir além”, comenta. Da mesma forma, o presidente da Coopermota, Edson Valmir Fadel, enfatiza este papel de disseminação do conhecimento tecnológico e de pesquisa difundida na Coopershow de forma que os cooperados e produtores tenham o subsídio suficiente para gerir adequadamente a sua propriedade de maneira eficiente e rentável. A Coopershow é muito importante para gente e é aguardada por toda a região com muita expectativa”, comenta. Neste sentido, todas as produções agrícolas apresentadas no evento são identificadas, quantificadas e qualificadas no que se refere ao seu desenvolvimento frente a realidade de clima e de solo da região. Em 2015, foram registrados mais de 6,4 mil visitantes nos três dias da Coopershow janeiro | fevereiro 2016 O CAMPO 7

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} TRIPÉ COOPERATIVO Em sua análise quanto aos dez anos de existência da Coopershow, o superintendente comercial da Coopermota, Sandro Amadeu, fala sobre a idealização deste evento revelando a intenção de colocar em prática o interesse triangular então existente no momento de criação desta iniciativa. Tal objetivo estava baseado na busca em atender a necessidade do produtor em receber informações sobre as tecnologias então em uso no mercado, aliada à demanda dos fornecedores parceiros da cooperativa em ter um local onde pudessem ter o contato direto com esses cooperados. O objetivo triangular se concluiria com a proposta da cooperativa em criar um momento que seria o auge do seu contato com cooperados e produtores em geral, aproximando-se cada vez mais daqueles que compõem as estruturas da cooperativa. Segundo ele, esse era um triângulo que tinha que funcionar ativamente. “Com a proposta de oferecer uma difusão de tecnologia organizada e com qualidade, criamos a primeira edição e viemos incorporando uma série de novidades que culminaram na versão da Coopershow que presenciaremos ao final deste mês de janeiro. Agora com mais robustez, teremos ainda mais condições de oferecer atividades e informações relevantes aos produtores, com qualidade e segurança necessárias para um bom desenvolvimento das culturas”, afirma. Amadeu acrescenta que o padrão que foi alcançado por essa vitrine de tecnologia agrícola é resultante de três fatores principais, compreendidos pela maior expansão territorial incorporada na atuação da cooperativa, pela busca do produtor em obter conhecimento e ter acesso a novas tecnologias para o trato de suas culturas e ainda pelo papel assumido pela cooperativa na transferência de tecnologia na chamada extensão rural. O show room da loja será mantido na 10ª edição da Coopershow. 8 O CAMPO janeiro | fevereiro 2016

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IDEALIZAÇÃO DE UM PROJETO “TROUXEMOS A TECNOLOGIA PARA O QUINTAL DE CASA” As primeiras tratativas de idealização da Coopershow começaram em 2005; ela continuou sendo gestada em 2006 e teve a sua primeira edição realizada em fevereiro de 2007 evantar os dados planimétrico e topográfico do Campo de Difusão de Tecnologia, destruir carreadores e terraços, revitalizar a estação meteorológica, demarcar áreas de exposição, realizar a análise química, a correção e a adubação do solo e posteriormente entregar as áreas para parceiros. Este foi o cronograma inicial para a criação da Coopershow, em 2007. Com planilhas e projetos nas mãos, a equipe responsável por essa nova empreitada se dispunha a preparar tudo para iniciar os trabalhos que seriam os pilares de sustentação desta vitrine de tecnologia agrícola, que se transformaria no principal evento do agronegócio do Vale Paranapanema. O Campo já era espaço de eventos e treinamentos ligados à área técnica para obter e difundir resultados de pesquisa, contribuindo para o conhecimento científico e tecnológico da região. A difusão da tecnologia L disponível no mercado para os agricultores de uma forma mais abrangente foi a diretriz para as primeiras iniciativas de planejamento e execução da Coopershow, conforme lembram os idealizadores e executores desse projeto. Um dos membros da primeira comissão organizadora, Cristiano Goldoni, lembra que a maior dificuldade encontrada inicialmente estava ligada à necessidade de criação de toda a estrutura para o local. “Não tinha nada montado. Começamos a criar e idealizar o projeto, com o Didi (Wadih Kotait – então diretor secretário da Coopermota), no final de 2005, idealizando a Coopershow. A proposta começou em uma conversa que tivemos entre o IAC, o Didi e o Schimidt (Luiz Antônio Schimidt – então gerente comercial da Coopermota). A ideia era atender a demanda dos produtores que buscavam informações 10 O CAMPO janeiro | fevereiro 2016

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Produtores durante a 1ª edição da Coopershow. sobre tecnologia agrícola em Cascavel e Ribeirão Preto em um espaço que traria as características locais de solo e clima, aliadas às especificidades dos materiais utilizados”, comenta. A Coopershow foi pensada para ser realizada em dois momentos do ano, sendo um no inverno e outro no verão. Contudo, a primeira edição ocorreu em fevereiro de 2007, já que em 2006 o evento se configurou com um dia de campo expandido. Neste período também ocorreu a mudança na gerência da Coopermota, tendo o Sandro Amadeu, atual superintendente comercial, como aquele que deu continuidade e contribuiu na estruturação do evento nos anos seguintes. Goldoni lembra que os idealizadores queriam que o evento crescesse gradativamente com o passar dos anos, mas a expectativa não chegava ao que a Coopershow é hoje. “Desde que nasceu a ideia era fazer a diferença na região. Mesmo que fosse a longo prazo. Era permitir que o produtor não precisasse sair de Cândido Mota para buscar informação para o seu trabalho no campo”, diz. janeiro | fevereiro 2016 O CAMPO 11

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} ESTRUTURAS INICIAIS No início, os plots demarcados para cada empresa parceria era bastante grande, tendo quase 5 mil metros quadrados, frente aos cerca de mais de mil metros quadrados existentes na edição atual. “Esperamos que nesta edição de 2016 possamos quebrar o recorde de público e negócios, superando ainda mais as metas estipuladas”, almeja um dos idealizadores da Coopershow, Cristiano Goldoni. Já no primeiro ano, as interferências climáticas trouxeram imprevistos para a organização. “Toda a estrutura teve que ser mudada. A programação começava às 8h, mas choveu demais. As tendas então destinadas ao refeitório foram improvisadas para abrigar os agricultores nas palestras técnicas de cada empresa que passaram a ser realizadas naquele local. Depois o pessoal almoçou e a tarde os grupos se deslocaram para as visitas aos plots”, comenta Goldoni. Naquela data, o então presidente da Coopermota, Oscar Knuppel, já enfatizava em reportagens na imprensa regional e em publicações do setor cooperativista que o objetivo da Coopermota era trazer novas tecnologias ao produtor. “Entendemos que assim é possível aumentar a produtividade e diminuir o custo que o produtor tem. A Coopershow é nossa vitrine tecnológica, já que acreditamos que de nada adianta trazer as técnicas mais avançadas se não testá-las no Campo de Difusão para identificar se há compatibilidade do produto com o clima e solo da região”, declarava Knuppel em entrevista concedida ao Portal Sescoop. 12 O CAMPO janeiro | fevereiro 2016

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PESQUISA E INFORMAÇÃO PARA ORIENTAR INVESTIMENTOS Pesquisadores da Embrapa ministrarão palestras sempre às 11h, diariamente, tendo ainda participações do Instituto de Pesca da Apta/SP e da Associação Paulista de Criadores de Ovinos, com orientações sobre a criação de peixe e cordeiros, respectivamente emas como manejo de solo, controle de percevejos e de nematoide, panorama da realidade da aquicultura na região, cuidados no manejo em tanques-redes, implantação de forrageiras para consórcio no sistema milho-soja e produção de ovinos. Todos farão parte da programação de palestras e difusão de tecnologia e conhecimento aos produtores. Elas serão realizadas diariamente em dois horários, no Auditório Coopershow, sempre às 11h e às 14h. De acordo com dados da Comissão Organizadora da Coopershow, a partir de uma parceria já consolidada com a Embrapa Soja/Londrina, ao final de todas manhãs serão oferecidas palestras conduzidas por pesquisadores desta instituição, abordando temas relevantes ao dia a dia do produtor regional. Além disso, as instituições de pesquisa da área de aquicultura e ovinocultura, compreendidas pelo Instituto de Pesca da Apta/SP e a Associação Paulista de Criadores de Ovinos, também oferecerão, no início das tardes, mais uma oportunidade para a assimilação de conhecimentos a partir da difusão de resultados de pesquisa realizadas por instituições reconhecidas no setor. Tais informações deverão servir como orientação aos investimentos que venham a ser realizados pelos produtores. Na 9ª edição, as palestras realizadas no auditório DIFUSÃO DE CONHECIMENTO T Coopershow atraíram mais de 500 pessoas, em um espaço destinado especialmente a essa iniciativa. Neste ano, o estande com ar condicionado e infraestrutura específica dobrou de tamanho, ganhando capacidade de quase 200 lugares. O coordenador do setor agrícola da Comissão Organizadora, Márcio Pecchio explica que as palestras da Embrapa são importantes para o produtor buscar subsídios ao seu trabalho no campo. Além disso, as palestras se configuram como uma oportunidade para os produtores terem contato com de pesquisadores de instituição, que apesar de serem abertas a qualquer um que busque por informações do setor, estão situadas em outra localidade e até mesmo outro estado. “Os temas escolhidos estão relacionados aos problemas e necessidades de aprimoramento do trabalho no campo que temos aqui na nossa região. Com os percevejos, por exemplo, tivemos severos ataques tanto na soja quanto na segunda safra, com o milho. Da mesma forma, a presença do nematoide em nossas lavouras é uma realidade e, diante disso, é preciso aprender a conviver com esta doença, adotando o manejo correto para a redução dos danos causados por ela”, comenta Pecchio. Ele acrescenta que da mesma forma, o manejo do solo, que será tema de outra palestra da Embrapa, está ligado janeiro | fevereiro 2016 O CAMPO 13

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diretamente aos dois temas citados anteriormente pois um manejo adequado reduz a incidência de pragas e doenças na localidade, tendo a proteção do solo realizada pelas forrageiras como um importante aliado neste quesito. “A Ruziziense é uma cobertura de solo ainda pouco utilizada da região, quando comparada com os benefícios que ela pode trazer. Quem usa tem tido bons resultados”, afirma. A abordagem à realidade das culturas de peixes e cordeiros, em outras duas palestras que farão parte da programação, por sua vez, atende à necessidade de grandes e pequenos produtores. O coordenador do setor de animais na Comissão Organizadora da Coopershow, Diogo Suguita, destaca que o mercado de carne de ovinos vem crescendo consideravelmente, porém a quantidade de ovinocultores da região ainda não segue esta mesma tendência. Neste sentido, a palestra visa dar condições técnicas para o surgimento de novos adeptos à esta cultura. Em contrapartida, a piscicultura vem sendo ampliada na região, com demanda crescente para mais informações de manejo e controle de doenças, entre outros. O panorama da aquicultura no Vale fará o retrato desta realidade, contribuindo para o fortalecimento deste setor a partir da oferta de informações sobre boas práticas de manejo em tanque rede, principal modalidade existente na abrangência regional. A aquicultura será tema das palestras do período da tarde, dia 28, no Auditório Coopershow. Programação do Auditório Coopershow 11h - Embrapa/Londrina - Manejo de solo para altas produtividades. Agrônomo, doutor em Ciências do Solo: Osmar Conte. 14h: Aspaco - Cordeiro Paulista: Como produzí-lo! Zootecnista e Diretor técnico da Aspaco: Márcio Armando Gomes de Oliveira. 11h - Embrapa/Londrina - Manejo de Percevejos no sistema soja-milho Bióloga, doutora em Entomologia: Beatriz S. C. Ferreira. 14h - Instituto de Pesca/APTA: Panorama da aquicultura e parques aquícolas nos reservatórios do Rio Paranapanema. Zootecnista, diretor do Instituto de Pesca, doutor em aquicultura: Luiz Ayroza. Instituto de Pesca/APTA: Boas práticas de manejo em tanque rede. Zootecnista, doutora em Aquicultura de Águas Continentais: Fabiana Garcia. 11h - Embrapa/Londrina - Manejo de nematoides. Agrônomo, doutor em Genética da Resistência da soja: Waldir Pereira Dias. 14h - Embrapa/Dourados - Implantação e manejo de braquiária (forrageiras) em consórcio com milho safrinha. Agrônomo, doutor em Agricultura: Gessi Ceccon. Dia 27 Dia 28 Dia 29 14 O CAMPO janeiro | fevereiro 2016

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