ATLAS BÍBLICO YOHANAN AHARONI

 

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Este atlas traz 272 mapas em duas cores, com textos representando a religião, a política, as conquistas militares e os eventos econômicos do Antigo Testamento, do Segundo Templo, do Período Interbíblico, do Novo Testamento e os períodos da Igreja Primitiv

Popular Pages


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YOHANAN AHARONI MICHAEL AVI-YONAH ANSON F. RAINEY ZE'EV SAFRAI ATLAS BÍBLICO 0 C B O

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Todos os direitos reservados. Copyright © 1998 para a língua portuguesa da Casa Publicadora das Assembléias de Deus. © 1968, 1977, 1993 por Carta, The Israel Map and Publishing Company, Ltd. Título do original em inglês: The Macmillan Bible Atlas Tradução: Neyd Siqueira Revisão: Marcus Braga 221.91 AHAa Geografia (descrição e civilização) Aharoni, Yohanan et al. Atlas Bíblico/Yohanan Aharoni et al. I a ed. - Rio de Janeiro.- Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999p.216. cm. 22,3x29,2. ISBN 85-263-011.6-0 1. Geografia - Descrição 2. Geografia - Civilização CDD 221.91 • Geografia Salvo indicação em contrário, as citações bíblicas são extraídas da Almeida Revista e Corrigida, 1995, da Sociedade Bíblica do Brasil. Casa Publicadora das Assembléias de Deus Caixa Postal 331 20001-970, Rio de Janeiro, RJ, Brasil I a edição/1999

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PREFÁCIO Este Atlas é produto da colaboração entre dois eruditos hebreus e a organização Carta de Jerusalém (cartografes). O professor Y. Aharoni revisou a parte do Antigo Testamento (mapas 1171), enquanto o professor M. Avi-Yonah revisou a parte sobre os períodos posteriores (mapas 172-271); a preparação cartográfica e técnica ficou a cargo de Emanuel Hausman. As duas partes foram originalmente preparadas, desenhadas e publicadas pela Carta de Jerusalém numa forma um pouco diferente, em hebraico e em volumes separados. 0 propósito deste atlas é mostrar, na medida do possível, por meio de mapas de cada evento, as mudanças e processos históricos nas terras bíblicas. Na primeira parte, o povo hebreu se localizava principalmente na pequena área da Terra Santa. Por ocasião da revolta de Bar Kokhba, porém, grande parte do povo se encontrava disperso entre as nações. Para esse fim, apoiamonos em conhecimentos bíblicos mais recentes, em pesquisas históricas e arqueológicas e em novos conceitos educacionais. Nessa conformidade, tentamos apresentar um ponto de vista equilibrado. Em inúmeros casos, entretanto, tivemos de escolher entre opiniões conflitantes, quando somente novas descobertas e pesquisas podem ser elucidativas. O ponto focai deste atlas é a Terra Santa, e procuramos colocá-la em sua relação apropriada com as terras circunjacentes, a maioria das quais desempenhou parte importante na sua história. Existem assim muitos mapas, mostrando a Terra Santa como parte do mundo do Antigo Oriente ou do mundo greco-romano como um todo. Tentamos incluir nesses mapas cada sítio ou evento nas terras vizinhas que tivesse qualquer ligação com a Bíblia ou com a história da terra da Bíblia, mesmo que não houvesse menção específica a respeito deles nas Escrituras. Note-se, porém, que não se trata de u m atlas do Antigo Oriente ou dos impérios helenista e romano, nem tentamos ser conclusivos com respeito às regiões circunvrzinhas. De modo geral, quando há qualquer dúvida sobre a identificação de qualquer lugar, isto é indicado no índice de nomes de lugar, e não no mapa em si. Quanto às fronteiras, possuímos apenas detalhes de natureza geral. Temos freqüentemente informações sobre ocupação de fronteiras, mas faltam quase sempre informes sobre suas demarcações. Nos textos escritos, não há praticamente dificuldades neste sentido, pois basta dizer que "a fronteira vai de A ao leste até B na região costeira" e assim por diante. Nos mapas, porém, é preciso haver definição; pois, uma vez traçada, a linha só tem uma única interpretação. Muitas das rotas das campanhas e viagens, especialmente as do Novo Testamento, são também conjeturas. De fato, à luz da moderna erudição, é extremamente difícil tomar os detalhes geográficos dos evangelistas e da primeira parte de Atos ao pé da letra. Em muitos casos, o ponto de partida de uma rota é conhecido, assim como o destino e vários pontos ao longo do caminho. Detalhes de cada rota ou fronteira foram definidos com base numa lógica tópica e topográfica, pois num atlas histórico a conjetura deve complementar o fato. A idéia inicial deste atlas coube ao falecido Amnon Soferman, C.E., cofundador da Carta de Jerusalém, que o concebeu em sua forma básica e dedicou-lhe seus últimos anos de vida. Israel Eph'al, Instrutor da Universidade de Tel Avive, e o Dr. Shmuel Safrai, preletor sênior da Universidade Hebraica de Jerusalém, auxiliaram no preparo da parte do Antigo Testamento e seções posteriores, respectivamente. Agradecimentos e apreciação são devidos ao professor William D. Davies, professor de estudos avançados e pesquisa nos originais cristãos, Duke University, pelos seus valiosos conselhos e ajuda durante todo o período de preparação deste adas. Clement Alexandre e Peter Nevraumont, da Macmillan Co., leram o manuscrito e ofereceram inúmeras e valiosas sugestões. O preparo físico deste atlas foi executado com toda dedicação pelo pessoal da Carta em Jerusalém, especialmente M. Sofer e A. Nur, cartografes, Sra. S. Zioni e N. Karp, artistas gráficos, e R. Graíman que adaptou o texto e os mapas para a edição inglesa. PREFÁCIO PARA ATERCEIRA EDIÇÃO REVISADA Faz quase duas décadas que os autores originais deste atlas prepararam os rascunhos finais para a segunda edição. Enquanto isso, muito progresso tem sido feito no estudo das fontes antigas e no conhecimento do ambiente ecológico das terras bíblicas. Pesquisas arqueológicas, sob a inspiração de Yohanan Aharoni, mas das quais ele não chegou a ver os frutos, cobriram a maior parte do terreno do país. Escavações nos sítios em todas as áreas da terra produziram grande fartura de novos materiais. As cidades greco-romanas da Palestina, desde a Galiléia até as estepes do Sul, inclusive Bete-Seã e Cesaréia, foram quase completamente descobertas, e sua cultura material, revelada. A análise e interpretação de todos esses novos dados tornaram praticamente imprescindível que um atlas deste tipo sofresse uma profunda revisão. Na parte do Antigo Testamento, o texto de quase todos os mapas foi completamente reescrito. A parte do Segundo Templo foi revisada para incorporar várias descobertas recentes, especialmente no que diz respeito à Jerusalém do período herodiano. Isto foi feito sob a impressão de que Aharoni e Avi-Yonah teriam apreciado as evidências recentes e aceito os novos argumentos. Em qualquer caso, tentamos trabalhar orientados pelo espírito desses dois grandes inventores da geografia histórica. O método básico da primeira edição permanece inalterado. Os mapas se apoiam nas fontes escritas antigas, o ambiente físico com o qual trata cada documento e os dados obtidos mediante a pesquisa arqueológica. Os estudantes de geografia histórica fariam bem em estudar a fonte citada para cada mapa, se quiserem estar aptos para apreciar plenamente a interpretação que o mesmo representa. A vasta coleção de literatura secundária, erudita, não poderia ser citada em um manual de ensino deste tipo. A atualização nessa área exigiria um formato inteiramente diverso. A terra de Israel/Canaã/Palestina continua sendo o foco para o qual convergem todos os que amam a Bíblia, judeus e cristãos. A história dessa entidade geográfica não pode ser dissociada do contexto mais amplo do Oriente Próximo da Antigüidade e do mundo greco-romano. Para a geografia histórica, colocar a Bíblia no mapa é uma tentativa de compreender os eventos bíblicos em seu contexto ecológico e sócio-cultural. Esse é um componente essencial dos estudos bíblicos, se desejarmos sinceramente sentir empatia pelos povos antigos, cuja experiência religiosa afirmamos compartilhar. Nossa esperança é que esta terceira edição venha a enriquecer o estudo bíblico de todos os alunos, professores e eruditos que desejam sinceramente colocar a Bíblia ao alcance de todos. ANSON RAINEY ZE'EV SAFRAI

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LISTA DE SÍMBOLOS DOS MAPAS • • NOTA SOBRE AS FONTES Os nomes geográficos e citações bíblicas foram extraídos da Edição Revista e Corrigida 1995, da Sociedade Bíblica do Brasil. Os nomes encontrados nos apócrifos ou provenientes de fontes externas seguem as formas mais conhecidas ou próximas do original. Na edição inglesa, os nomes e citações geográficos de fontes externas são baseados quase sempre na obra Ancient Near Eastern TextsRelatin to the Old Testamento editada por J. Prichard, Princeton University Press, e na edição Loeb das obras de Josefo, embora com algumas modificações. Ao escrever nomes de lugares clássicos, foram geralmente empregadas as formas latinas; o a em ae foi, porém, eliminado na maioria dos casos, exceto em nomes como "Caesar" e 'Aegina", onde o uso aceito dita o contrário. As variantes tel e tell indicam o hebraico e o árabe, respectivamente. Cidade mencionada nas fontes Cidade não mencionada nas fontes Capital mencionada nas fontes ® Capital não mencionada nas fontes Capital distrital mencionada nas fontes Capital distrital não mencionada nas fontes E Fortaleza mencionada nas fontes Fortaleza não mencionada nas fontes Acampamento Revolta Campo de batalha Ataque, cidade sitiada Conquista da cidade li Campanha, ataque ou jornada Fuga Estrada • ® f jX^ o e - NOTA SOBRE A CRONOLOGIA A cronologia do Oriente Próximo da Antigüidade baseia-se na coordenação dos eventos históricos — especialmente os anos do reinado de um monarca — com fenômenos astronômicos conhecidos, cuja idade possa ser calculada. A cronologia dos reinos da Assíria, Neobabilônia e Pérsia é exata, com uma margem de erro de dois anos ou menos. Os períodos históricos mais antigos incluem margem de erro mais ampla na variação. A cronologia do Egito aqui adotada é geralmente aquela seguida pelo Oriental Institute of the University of Chicago. Os reinos Antigo e Médio estão evidentemente sujeitos a revisão, à medida que novas informações são colhidas. O Reino Novo está bem estabelecido, embora haja ainda duas opções: uma mais alta e outra mais baixa. A baseada na data de 1504 para a ascensão de Tutmoses II foi incorporada aqui. A riqueza de dados proveniente do Terceiro Período Intermediário, paralelo às monarquias de Israel e de Judá, torna a cronologia mais exata, embora haja ainda espaço para alterações. No período Saita (664 a.C.), as datas são coordenadas com as da Mesopotâmia. A cronologia preparada por E. R. Thiele é utilizada em todo o atlas para os reis hebreus. Ela possui inúmeros elos com datas assírias e babilônicas precisas. O período pré-monarquista, inclusive a Era Patriarcal e a dos Juizes, não tem contatos certificados com a história do Antigo Oriente Próximo. Suas cronologias relativas só podem ser pressupostas com base na comparação com a estrutura cronológica geral. A cronologia dos períodos helenista e romano está bem estabelecida e não apresenta nenhum problema especial. As datas dos eventos mencionados no Novo Testamento foram ajustadas, na medida do possível, na estrutura da cronologia geral. NN X jr jf • • • • • • • • Fronteira de reino, estado ou tribo Fronteira do distrito 0 Fonte de água Outros símbolos aparecera nas legendas dos mapas individuais. LEGENDA DE NOMES GEOGRÁFICOS Bíblico Cidade Importante Cidade ou Povoado País, Reino, Estado ou Tribo Montanha, Rio ou Região Jerusalém Contemporâneo Não-bíblico Não-contemporâneo Akhetaton Sennabris (Tell el-Far'ah) Antioquia J U D Á Vale do Jordão Os nomes entre parênteses são contemporâneos ou modernos. Quando adicionados a outro nome, porém, podem ser variantes contemporâneas. Os nomes colocados em Iboxesl são de lugares ainda não identificados, embora sua localização geral seja conhecida por meio das fontes.

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ÍNDICE Mapa N° Legendas Página N° vi Mapa N° 40. A Batalha de Cadcs 1286 a.C 41. A Terra de Canaã durante o Reinado de Ramessés II Antes de 1270 a.C 11 11 12 : 13 13 14 14 15 16 17 18 19 20 21 21 41 Página N° 40 MAPAS I N T R O D U T Ó R I O S 1. Os Quatro Ventos do Céu e Seus Nomes 2. 0 Caminho para Siló 3. 0 Antigo Oriente Próximo — Físico 4. O Crescente Fértil — Reinos da Antigüidade 5. O Crescente Fértil — Estados Modernos 6. Os Desertos que Cercam da Palestina 7. As Regiões Geográficas da Palestina 8. As Montanhas e Rios da Palestina 9. As Rotas Internacionais no Antigo Oriente 10. As Rotas na Palestina 11. A Economia do Antigo Oriente 12. A Rconomia da Palestina 13. As Culturas Primitivas no Oriente Médio 14. Os Rios do Jardim do Éden 15. As Famílias das Nações em Suas Terras (Tabela das Nações) A C O N Q U I S T A E O ESTABELECIMENTO 42. A Campanha de Merneprá 1207 a.C 43. A Tradição da Migração de Abraão 44. Abraão e Isaque na Terra de Canaã 45. Os Reis do Norte 46. Jacó e Seus Filhos 47. O Egito do Êxodo 48. O Êxodo e a Peregrinação no Deserto 49. Cades-Barnéia 50. A Infeliz Invasão pelo Sul 51. As Viagens dos Espias e os Limites da Terra de Canaã 52. A Penetração na Transjordânia 53. A Vista do Monte Nebo 54. A Narrativa da Conquista da Terra de Canaã 55. A Região de Siquém 56. A Batalha de Gibeão 57. A Ascensão de Judá c das Tribos do Sul 58. Conquista dos Distritos ao Sul de Sefelá (e da Região Montanhosa Central do País) Última Metade do Século XII a.C 59. A Guerra de Débora — Preparativos das Forças Século Xll a.C.... 42 42 43 44 44 45 45 46 46 47 48 49 49 50 51 52 ESCAVAÇÕES A R Q U E O L Ó G I C A S NA PALESTINA 16. Período Calcolítico Quarto Milênio a.C 17. Período Cananeu (Idade do bronze) 3150 a 1200 a.C 18. Período Israelita (Idade do Ferro) 1200 a 587 a.C 19. Períodos Persa, Hclenista e Romano 22 22 23 23 52 53 53 54 54 55 56 56 57 57 58 59 61 61 62 62 63 63 63 64 65 65 66 66 67 68 68 PERÍODO CANANEU 20. O Antigo Oriente no 'lferceiro Milênio 21. A Campanha de Pepi I c. 2350 a.C 22. A Palestina no Primeiro Período Cananeu Terceiro Milênio a.C... 23. A Palestina Durante a Época do Médio Império Egípcio Século XX a L\ a.C 24. Reinado dos Hicsos — A Décima-quinta Dinastia do Egito 1668-1560 a.C 25. A Expulsão dos Hicsos 1560 a.C 26. O Oriente Médio em Meados do Segundo Milênio a.C 27. A Campanha de Tutmoses 111 1482 a.C 28. Disposição dc Forças para a Batalha de Megido 29. A Batalha de Megido 30. Listas das Cidades de Tutmósis III 31. As Primeiras Campanhas de Amenotepe II 1450 e 1445 a.C 32. A Última Campanha Registrada de Amenotepe II 1443 a.C 33. O Egito na Época de Amarna 34. Os Reis de Canaà na Época de Amarna Século XTV a.C 35. A Cidade-estado de Siquém e Seus Vizinhos nas Cartas de Amarna c. 1350 a 1334 a.C 36. Jerusalém e as Cidades de Sefelá nas Cartas de Amarna c. 1350 a 1334 a.C 37. As Guerras de Seti na Terra dé Canaã e contra os ' Hititas na Síria 1291-1271 a.C 38. Seti I Sufoca uma Rebelião no Vale de Bete-Seã 1291 a.C 39. As Expedições de Ramessés II para o Norte dc Canaã 1275 e 1274 a.C 38 39 40 37 37 29 30 30 31 32 32 33 34 35 35 36 27 24 25 26 60. A Guerra de Débora — A Batalha 61. A Morte de Sísera 62. A Batalha das Águas de Merom 63. A Lista dos Reis de Canaã Século Xll a.C 64. A Migração da Tribo de Dã Século XII a.C 65. Maquir, Filho de Manasses Século X'II a.C 66. A Migração dos Povos do Mar 1174 a.C 67. As Viagens de Uenamom Princípios do Século XI a.C 68. Os Limites do Controle Israelita Século Xll-Xl a.C 69. A Terra Que Fica de Resto 70. As Doze Tribos 71. A Fronteira dos Territórios Tribais Século XII-X1 a.C 72. As Fronteiras das Tribos na Galiléia 73. As Fronteiras da Tribo de Benjamim e Seus Vizinhos 74. A Guerra de Eúde Século Xll-Xl a.C 75. A Guerra de Gideão Século XII-XI a.C 76. A Perseguição dos Midíanitas Século XII-XI a.C 77. O Reinado de Abimeleque Século XII-XI a.C 78. A Guerra de Jefté Final do Século XII-XI a.C 79. As Proezas de Sansão Princípios do Século XI a.C 80. Judá e a Filístia nos Dias de Sansão 81. A História da Concubina em Gibcá Século Xll-Xl a.C 82. Os Juizes Conforme as Suas Tribos Século XII-XI a.C 83. A Batalha de Ebenézer Meados do Século XI 84. As Peregrinações da Arca da Aliança Meados do Século XI a.C. ...

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8 Mapa N° 85. As Cidades de Samuel c. 1040 a.C 86. Saul Procura as Suas Jumentas Página N° 69 69 Mapa N° 136. A Campanha de Adade-Nirari II contra Damasco 796 a.C 137. As Guerras de Amazias e Jeoás c. 793 a 792 a.C 138. As Conquistas de Jeoás e Jeroboão II c. 790-782 a.C 70 70 70 71 11 73 73 74 74 75 75 76 76 77 78 78 79 80 139. Óstracos de Samaria 784 a 783 a.C 140. Os Distritos de Judá 141. Sucesso de IJzias 782 a 750 a.C 142. Israel e Judá nos Dias de Jeroboão 11 c Uzias Metade do Século VIII a.C 143. As Cidades dos Profetas Século IX a VII a.C 144. A Campanha de Resim e Peca Contra Judá 735 a.C 145. Conquistas Filistéias nos Dias de. Acaz 735 a.C 146. As Campanhas de Tiglate-Pileser 111734 a 732 a.C 147. A Ascensão do Reino da Assíria Século D C a Vü a.C 148. Os Distritos Assírios nos Dias de Tiglate-Pileser 732 a.C 149. As Campanhas de Salmaneser V e Sargáo 11 na Palestina 724 a 712 a.C 150. O Exílio de Povos de c para Israel Sob os Assírios 734 a 712 a.C 151. Os Distritos da Assíria nos Dias de Sargão II 733 a 716 a.C ... 115 ... 115 ... 114 ... ... Página N° .. .. .. .. .. ... 102 103 103 104 105 107 O REINO U N I D O 87. A Salvação de Jabes-Gilcade c. 1035 a.C 88. A Rebelião de Saul contra os Filisteus 89- A Batalha de Micmás 90. O Reinado de Saul c. 1025 a 1017 a.C 91. A Hatalha de Elá - O Duelo entre Davi e Golias c. 1020 a.C 92. Narrativa das Peregrinações de Davi c. 1018 a.C 93- Davi em Ziclague c. 1017 a.C 94. As Origens dos Valentes de Davi c. 1018 a 1017 a.C 95- Preparativos para a Batalha de Gilboa c. 1016 a.C 96. A Morte de Saul 97. O Sepultamento de Saul 98. Os Reinados de Davi e Esbaal 99. A Batalha junto ao Poço de Gibeom c. 1015 a.C 100. O Assassinato de Esbaal. a Conquista de Jerusalém e as Guerras Filistinas Subseqüentes c. 1010 a.C 101. Primeiras Campanhas de Davi na Transjordânia c. 1000 a.C 102. Derrota da Coalizão Aramaica e a Conquista de Rabate-Bene-Ammon c. 1000-990 a.C 103. A Conquista de Edom e a Fuga de Hadade para o Egito 104. O Reinado de Davi c. 1000 a 970 a.C 105. A Hegemonia Israelita durante os Reinados de Davi e Salomão c. 1000 a 930 a.C 106. O Censo de Joabe 980 a.C 107. A "Herança" de Dãc. 980 a.C 108. As Cidades Levíticas c. 975-940 a.C 109. A Revolta de Absalão c. 978 a.C 110. A Batalha no Bosque de Kfraim c. 975 a.C 111. A Rebelião de Seba, Filho de Bicri c. 875 a.C 112. Projetos de Construção de Salomão Metade do Século X a.C 113. Distritos dos Provedores de Salomão 114. Construção e Expansão de Jerusalém Metade do Século X a.C... 115. Monopólio Comercial de Salomão 116. O Comércio de Tiro Séculos X a VII a.C 117. A Expansão dos Tírios no Mediterrâneo A partirdo Século IX a.C , 80 81 81 83 84 84 84 85 86 87 88 89 89 108 108 ... ... ... 109 110 111 ... ... 112 113 O REINO DE J U D Á 152. Preparativos de Ezequias para a Rehelião 705 a 701 a.C 153. Senaqueribe Reconquista a Fenícia 701 a.C 154. Senaqueribe na Filístia e Judá 701 a.C 155. Judá e Seus Vizinhos Durante o Reinado de Manassés 701 a 642 a.C 156. A Conquista do Egito pela Assíria 669 a 663 a.C 157. O Declínio e a Queda do Império Assírio Fins do Século VII a.C 158. O Reinado de Josias 628 a 609 a.C 159. A Campanha de Neco II a Harã 609 a.C 160. As Campanhas de Nabucodonosor 605 a 601 a.C.. 161. Os Últimos Anos do Reino de Judá 599 a 586 a.C 162. A Última Campanha de Nabucodonosor Contra Judá 15 de Janeiro de 588 a 19 de julho de 586 a.C 163. O Exílio de Judá 597 a 582 a.C 164. A Fuga para o Egito c. 586 a.C 165- Visão de Ezequiel das Tribos Restauradas 573 a.C 166. A Ascensão e a Queda do Reino da Babilônia 626 a 539 a.C.. 167. O Regresso a Sião 538 a 445 a.C 168. O Império Persa 538-332 a.C 169. Jerusalém Pós-exílio c. 440 a.C 170. A Província de leude 171. A Satrapia "Além do Rio" 539 a 332 a.C 124 125 125 126 127 128 128 129 129 131 ... ... ... ... ... „., .... ... 117 117 118 119 120 121 122 123 123 124 ISRAEL E J U D Á 118. A Divisão do Reino 931 a.C 119. As Fortificações de Roboão c. 931 a 926 a.C 120. A Campanha do Faraó Sisaque 926 a.C 121. A Conquista de Abias c. 911 a.C 122. A Campanha de 7.erá, o Cusita c. 898 a.C 123. Ataque de Baasa contra Asa c. 895 a.C 124. A Campanha de Ben-Hadade 1 895/894 a.C 125. A Ascensão de Onri 885/884 a.C 126. Guerras de Acabe com Arã 855 a 853 a.C 127. A Batalha de Carcar 853 a.C 128. As Campanhas de Mesa, Rei de Moabc 853-852 a.C 129. Tentativa de Invasão de Judá pelos Moabitas e Seus Aliados 130. Israel c Judá Invadem Moabc; as Perdas de Joráo 852, 848 a.C 131. A Rebelião de Jeú 841 a.C 1.32. A Campanha de Salmaneser III 841 a.C 133. Supremacia Aramaica c. 841-798 a.C 134. As Peregrinações de Elias Metade do Século IX a.C 135. As Atividades de Eliseu Fins do Século IX a.C 98 99 100 100 101 101 90 91 91 92 93 93 94 95 95 96 97 98 O P E R Í O D O IIELENISTA 172. A Campanha de Alexandre até o Cerco de Tiro 334 a 332 a.C 173. Alexandre na Palestina 332 a 331 a.C 174. As Últimas Campanhas de Alexandre 331 a 323 a.C 175. Ptolomeu na Palestina 320 a.C 176. O Conflito dos Diádocos na Palestina 315 a 306 a.C 177. As Viagens de Zenorn na Palestina 259 a 258 a.C 178. A Terceira Guerra Síria 246 a 240 a.C 179. A Primeira Campanha de Amíoco III219 a 217 a.C 180. A Conquista Final da Palestina por Antíoco III 201 a 198 a.C 181. As Cidades Gregas na Palestina 312 a 167 a.C 182. A Diáspora Judaica no Reinado Ptolemaico Século III a I a.C. 137 138 139 132 133 134 134 135 135 136 136

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9 Mapa N° 183. A Diáspòra Judaica na Babilônia, Ásia Menor e Grécia Século III a I a.C 184. As Campanhas Egípcias de Antíoco IV Epifanes 170 a 167 a.C , 185. O Império Selêucida Página N° Mapa N° 229. O Batismo de Jesus e a Estada no Deserto . 140 140 141 230. De Nazaré a Caná e Cafarnaum 231. A Terra Santa e Celessíria nos Dias de Jesus 232. Caná e Nazaré Revisitadas 233. Nos Arredores do Mar da Galiléia 234. A Visita a Tiro, Sidom, e Cesaréia de Filipe 142 142 143 235. A Transfiguração 236. A Visita de Jesus a Jerusalém 237. A Última Viagem de Jesus a Jerusalém 238. A Área de Jerico 144 . 144 145 145 146 146 147 147 148 149 150 150 151 151 152 152 153 . 154 154 155 155 156 157 158 159 239. Interrogatório, Julgamento e Crucificação de Jesus 240. A Ressurreição e Ascensão 241. As Sinagogas no Período do Segundo Templo 242. O "Hakham" nos Dias do Segundo Templo 243. A Diáspora Judaica nos Dias de Jesus Página N° 169 170 171 172 172 173 174 175 175 176 176 177 178 178 179 O S MACABEUS 186. Os Primórdios da Revolta dos Macabeus 167 a.C 187. A Batalha de Bete-Horom 166 a.C 188. A Batalha de Emaús 165 a.C 189. A Batalha de Bete-Zur e a Rededicação do Templo 165 a.C.... 143 190. As Primeiras Campanhas de Judas Macabeu 163 a.C 191. Expedição de Simão à Galiléia Ocidental 192. Judas na Planície Costeira e na Iduméia 163 a.C 193. A Batalha de Bete-Zacarias 162 a.C 194. A Batalha de Cafarsalama 162 a.C 195. A Batalha de Adasa 161 a.C 196. A Batalha de Báquides 161 a.C 197. A Batalha de Eleasa e a Morte de Judas 161 a.C 198. Jônatas no Deserto da Judéia e as Fortificações de Báquides 160 a 155 a.C 199- O Cerco de Bete-Basi, Jônatas em Micmás 156 a 152 a.C 200. A Expansão da Judéia nos Dias de Jônatas 152 a 142 a.C 201. A Primeira Conquista de Jope e a Batalha de Jâmnia 147 a.C 202. A Campanha de Jônatas na Síria (Coele-Síria) 150 a.C 203- A Batalha de Azor 144 a.C 204. A Campanha de Hamate 143 a.C 205. Jerusalém dos Macabeus 164 a 141 a.C 206. Campanha de Trifom Contra Jônatas 143 a 142 a.C 207. As Conquistas de Simão 142 a 135 a.C 208. A Batalha de Cedrom 137 a.C 209. As Conquistas de Hircano Além do Jordão 128 a.C 210. As Conquistas de Hircano na Iduméia 112 a.C 211. As Conquistas de Hircano em Samaria e na Planície Costeira 126 a 104 a.C 212. As Fronteiras da Judéia Segundo o Livro de Judite 108 a 107 a.C. 213. Aristóbulo Conquista a Alta Galiléia 104 a 103 a.C 214. O Reino de Alexandre Janeu 103 a 76 a.C „ OS APÓSTOLOS 244. OPentecostes 245. • Pedro e Filipe na Samaria e na Planície Costeira 246. A Viagem de Filipe 36 d.C 247. A Viagem de Paulo a Damasco 36 a 38 d.C 248. Damasco nos Dias de Paulo 249. Viagem de Paulo a Antioquia e Seu Regresso aJerusaIém40a46d.C. 250. Primeira Viagem Missionária de Paulo 46 a 48 d.C 251. Segunda Viagem Missionária de Paulo 49 a 52 d.C 252. Terceira Viagem Missionária de Paulo 53 a 57 d.C 253. A Viagem de Paulo a Roma 59 a 62 d.C 183 183 184 184 185 180 181 181 182 182 A PRIMEIRA REVOLTA C O N T R A O S R O M A N O S 254. O Reinado de Agripa 137 a 44 d.C 255. O Reinado de Agripa II44 a 66 d.C 256. Início da Primeira Revolta Contra Roma 257. Campanha de Vespasiano na Galiléia 67 d.C 259. A Campanha de 68 d.C 260. A Campanha de 69 a 70 d.C 261. O Cerco de Jerusalém no Ano 70 d.C 262. O Cerco de Maquero 263. A Queda de Masada 73 d.C 264. Cristãos e Judeus na Palestina depois da Primeira Revolta 73 a 131 d.C f. 186 186 187 188 189 190 191 191 192 193 A CONQUISTA ROMANA 215. Campanha de Pompeu na Palestina 63 a.C 216. Cerco de Jerusalém por Pompeu 63 a.C 217. Arranjos Territoriais de Pompeu 63 a 55 a.C 218. Júlio César e a Judéia 47 a.C 219. A Invasão dos Partos e a Fuga de Herodes 40 a.C 159 160 161 162 162 A S E C U N D A REVOLTA C O N T R A O S R O M A N O S 265. Os Primórdios da Revolta de Bar Kokhba 131 a 132 d.C 266. Os Sábios de Jabné 267. O Terceiro e Quarto Anos da Revolta de Bar Kokhba 133 a 134 d.C 196 197 197 268. O Cerco de Beteter 135 d.C. 269. Guerreiros de Bar Kokhba nas Cavernas do Deserto da Judéia 135 d.C 194 195 O REI HERODES 220. A Ascensão de Herodes 40 a 37 a.C 221. A Expansão do Reino de Herodes 40 a 4 a.C 222. As Construções de Herodes em Jerusalém 223. A Divisão do Reino de Herodes 4 a.C. a 6 d.C 224. A Economia da Judéia do Século 4 a.C. até o Século 1 d.C 225. Os Essênios 226. Cunrâ 163 164 164 165 166 167 167 APÊNDICE 270. A Igreja no Século I d.C 271. A Igreja no Século II d.C Chave para os Mapas Segundo os Livros da Bíblia Tabela Cronológica — Geral Tabela Cronológica — Detalhada índice * 198 199 200 201 202 204 JESUS 227. O Nascimento de Jesus e a Fuga para o Egito 228. A Volta do Egito; o Menino Jesus no Templo 168 168

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II OS QUATRO VENTOS DO CEU E SEUS NOMES E disse o Senhor a Abrâo... Levanta agora os teus olhos, e olha tlestle o lugar onde estás, para a banda do Norte, e do Sul, e do Oriente, e do Ocidente; porque toda esta terra que vês. te hei de dar a ti. e à tua semente, para sempre. (Gênesis 13.14,1?) Extremo i O CAMINHO PARA SILO Para <[ue eu os envie, e se levantem, e cortam a terra, e a descrevam segundo as suas heranças... (Josué 18.4) (•Micmeló Negiífibr: SUL ò direito Lebona" 1 NORTE JERICO SjQÜÊM SETE-HOROM JERÜ5AIEM phOsio ASDOOE ASQU& GAZA Micirtás JUIZES 21.19 Seção do mapa cie Medeba (Nomes dos lugares traduzidos do grego) Ao norte, as montanhas invernosas. cobertas de neve do Líbano; ao sul o semi-árido Neguebe; a leste o extenso deserto; a oeste o Grande Mar — estas são as fronteiras naturais da Palestina. Em seus limites foi encenada a história de Israel a partir dos dias dos patriarcas. Um exame da paisagem, estradas, antigas povoações e países que a rodeiam é o pré-requisito para a compreensão adequada desta história. Não possuímos qualquer mapa antigo que represente a Terra Santa no período bíblico. Se existisse, poderíamos supor que iria apontar para o leste, pois no hebreu antigo a palavra "avançar" também indica o leste, "atrás" e "na direção do mar" significam oeste, "direita" significa sul e "esquerda" significa norte. Benjamim ("o filho da mão direita") é a tribo dos raquelitas posicionada mais ao sul; o mar Morto é também chamado em hebraico de "mar avançado" (oriental); o Grande Mar, o Mediterrâneo de hoje, é também chamado de "último mar" (ocidental). Um dos mapas mais antigos existentes é o de Medeba. li um piso de mosaico datado do século VI d.C. numa igreja em Medeba, a leste do mar Morto. Esse mapa tinha o propósito de mostrar a 'ferra Santa da Bíblia e indica o leste. No centro aparece o mar Morto, no qual navegam dois barcos. Ele foi preparado mais de mil anos depois da destruição do Primeiro Templo, sendo portanto de valor limitado para a identificação de sítios antigos. A Bíblia, como regra geral, não dá muitas descrições dos povoados, sua localização e caráter — estas coisas eram lidas como certas na época. Só alguns versículos divergem desta regra, sendo o caso mais notável a descrição de Siló na história do rapto das mulheres para os benjamitas: "Eis que de ano em ano há solenidade do Senhor em Siló, que se celebra para o norte de Betei, da banda do nascente do sol, pelo caminho alto que sobe de Betei a Siquém, e para o sul de Lebona" (Jz 21.19). Nada poderia ser mais exato. Por que o escritor bíblico deu tan:os detalhes sobre a localização de um sítio tão famoso na Antigüidade quanto Siló? Provavelmente porque Siló havia sido destruída pelos filisteus e, no princípio do período monárquico, quando a história foi escrita, ela se achava em ruínas. Ao contrário de Siló, a maioria dos locais são descritos em termos vagos na Bíblia. Deste modo, ao reconstruir o mapa antigo da Terra Santa, nos vários períodos, devemos apoiar-nos firmemente em quatro fatores: 1. análise da história, caráter e topografia geral do sítio individual, de acordo com as fontes disponíveis; 2. identificações em fontes posteriores; 3. preservação do nome antigo, com possíveis modificações durante a transferência do hebraico para o aramaico e árabe; 4. exame arqueológico do sítio em consideração, de acordo com os dados acima.

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12 Desde o deserto e desde este Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo. (Josué 1.4) A pesquisa arqueológica avançou muitíssimo em nossos dias, e inúmeros detalhes do mapa da antiga Terra Santa são agora aceitos. O fator geográfico decisivo na história da Palestina é a sua posição mais afastada, na extremidade sudoeste das terras povoadas e férteis do Oriente Próximo. Essas terras se estendem em forma de um crescente desde o Golfo Pérsico até a Península do Sinai: o chamado Crescente Fértil. Em direção ao ocidente, este crescente toca o mar Mediterrâneo. Ao norte e leste ele é cercado por montanhas elevadas, quase intransponíveis, as cordilheiras Amanos, Tauros, Ararate e Zagros. No vazio do Crescente Fértil fica o extenso deserto sírio-árabe, que se estende desde o oeste para o deserto de Pará (Península do Sinai). Esta última separa a Terra Santa do Egito. O Crescente Fértil está hoje dividido entre o Iraque, Síria, Líbano, Jordão e Israel. A sua fertilidade provém de dois fatores: terras baixas e abundância de água. Isto é especialmente verdadeiro em relação à região conhecida pelo nome grego de Mesopotâmia — "entre dois rios". E a parte mais rica do Crescente Fértil, cujas largas planícies são irrigadas e fertilizadas pelo fluxo de dois grandes rios, o Tigre e o Eufrates. "O rio" da Bíblia é o Eufrates. A Síria e a Palestina foram menos afortunadas, pois representam as partes estreitas e improdutivas do Crescente Fértil e, das duas, a Palestina é a menor e a mais pobre. Os rios são estreitos e não permitem a passagem de barcos; os leitos dos rios são profundos e na Antigüidade havia pouca possibilidade de utilizar suas águas para irrigação. A terra é acidentada e as serranias deixam apenas planícies estreitas. As chuvas, em sua maior parte, caem em uma única estação, e sua quantidade diminui progressivamente à medida que se segue rumo ao sul. Apesar de ser a menor região e a mais pobre, na extremidade do Crescente Fértil, a Palestina ocupava uma importante posição geopolítica como uma ponte entre as terras do Crescente Fértil e o Egito, a terra do Nilo. A Mesopotâmia de um lado e o Egito do outro eram terras de grandes rios, e em ambas os fundamentos da civilização foram estabelecidos em fins do quarto milênio. Características geográficas e econômicas similares colaboraram para o desenvolvimento dessas duas terras. Elas contêm extensas planícies aluviais, cuja fertilidade depende de grandes rios que as atravessam. O rio é o fator integrante e primordial em cada um dos dois países. Ele fornece artérias convenientes de comunicação, capazes de proporcionar ordem, paz e segurança, mobilizando também mão-de-obra para a construção de diques e canais em larga escala. Os primeiros reinos poderosos surgiram sob tais condições, com poder para impor a organização e a unidade em seus povoados individuais e até governar áreas além de suas fronteiras. No Crescente Fértil, esse foi o estágio histórico em que aparecerem em sucessão os sumérios e acadianos, os mitanis, os hititas e. mais tarde, os arameus, estes últimos tendo dado o seu nome ao norte da Mesopotâmia — Arã Naaraim. Em contraste, o Egito manteve-se confinado e homogêneo em seu desenvolvimento. Apenas as várias dinastias se sucederam umas às outras no decorrer dos anos, desde o Primeiro Império até o Médio Império e reinados posteriores. Os comunicados entre o Egito e os reinos do Crescente Fértil passavam necessariamente pela Palestina, estabelecendo assim o seu destino como uma ponte de terra. As campanhas militares varreram sucessivamente a Palestina, a qual foi em muitos períodos governada por um ou outro dos grandes poderes. Todavia, nenhum avanço cultural importante teve lugar em qualquer dessas civilizações sem que a Palestina participasse dele de alguma forma. O ANTIGO ORIENTE PRÓXIMO — FÍSICO Montanhas do Cáucaso Montanhas Ararate Deserto ,de Parã/ 0 ^ 5tq—m'lhos 0 5 0 1 0 01 5 0 km

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13 O CRESCENTE FÉRTIL REINOS DA ANTIGÜIDADE Mar Mar Grande Superior Área fcrlil Fronteiro Internacional O CRESCENTE FÉRTIL — ESTADOS MODERNOS Planalto de Anaiólia Golfo Pérsico TERRITÓRIO NEUTRO Levantando a água do rio para o canal (Relevo do palácio de Senaqueribe em Nínive) \ Mar ^ ^ Vermel,

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Eis (jue um grande vento sobreveio dalém do deserto... (Já I.S) .;'

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o, . / f r ^ / Rio Litani / i &# W; / '28'4 ô * tf ^ $ £ 120^ M V % R léffa de montes c de vaies: da chuva dos céus beberá as águas... (Deutcronômio 11.11) i o f * r f a r AS MONTANHAS E RIOS DA PALESTINA oi 1204 1047 ^ \ \ Mar de Ouinerete -209 Me 1800 • . '«i Cg *0' Toa •688 ' r515 Voi • s? o 1035 *N> 1736 "Si O tò',-: r 1588 Ú i Si?!)' / u W 890' j • • m é . ^ \ Ma VeÀmelho - C - .4 Altitude em metros

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16 AS ROTAS INTERNACIONAIS NO ANTIGO ORIENTE As eslradas principais desempenharam um papel muito importante na história da Terra Santa. As povoações da Palestina se localizam nas encruzilhadas do Antigo Oriente. A rota mais importante era a estrada que ia da Mesopotâmia ao Egito, e nela fundaram-se destacados centros políticos. Desde os primeiros tempos as caravanas comerciais viajavam pelas principais estradas, levando seus produtos, objetos preciosos e artigos de luxo. Prover as necessidades das caravanas e a sua segurança tornou-se uma fonte constante de renda. Essas estradas, porém, não eram abertas apenas pura o comércio: campanhas e conquistas militares também as palmilharam no decurso da História, deixando na sua esteira destruição e desolação. Na maioria dos períodos, a Terra Santa foi dominada por poderes estrangeiros, do norte ou do sul, que procuravam principalmente tomar posse dessas rotas. O relevo montanhoso da Palestina dita o curso das estradas. A principal rota internacional que liga o Egito com o norte da Síria e a Mesopotâmia, atravessa a Palestina de sul a norte, seguindo a linha costeira ao sul até alcançar a barreira dc Nahal Kanah (Nahr el-'Auja), onde era obrigada a se desviar para o leste, a fim de Subiremos pelo caminho igualado; c, sc eu c o meu gado bebermos das tuas águas, darei o preço delas... (Números 20.19) rodear Afeque. A seguir, circundava a extremidade leste da Planície de Sarom ao norte e passava para o vale de Jezreel, pelo vale de Aruna em direção a Megido, ou via vale de Dotã. Dali, ela provavelmente passava por Bete-Seã, seguindo para o norte até Azor e o Beca Libanês, ou atravessava o Jordão até Damasco. O segmento do Egito, através do Sinai, era chamado "caminho do deus llorus" pelos egípcios e certa vez foi chamado "caminho para a terra dos filisteus" (Ex 13-17). A não ser por esses exemplos, a grande rota-tronco internacional não é citada na Bíblia ou em fontes extrabíblicas, romanas e outras. A segunda grande rota era a estrada Real (Nm 21.22), que passa pelo país montanhoso da Transjordãnia, junto ao deserto. É uma rota secundária que vai de Damasco ao Egito, estando a sua importância no fato de as estradas para a Arábia serem ramificações suas. Existiam várias outras estradas secundárias, locais, usadas largamente pelo tráfego local. Em caso de necessidade, elas também serviam como alternativas às caravanas do comércio internacional. Os mapas mostram apenas as rotas mais importantes, especialmente as citadas pelo nome na Bíblia. Hatusa leonio irquemis Assur \Nuzu Arvade Homale V ,1 Calna Tadmor Mar Grande fazor Acade Damasco Passo Aruna [Rabate-Bene-Amorn Carcor 'CadesBarnéia Rola do conlmenle Estrado principol Rolo marítima 100 milhos

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Aplainai, aplainai a estracia, limpai-a das pedras... (lsaías 62.10) ROTAS NA PALESTINA \ / J^molc-Bene-Amon 1 - Caminho para o Carvalho do Adivinho 2 • Caminho pura Ofra .1 - Caminho para o Deserto í - Caminho para Arabá Caminhos principais Estradas locais milho» ÓS 1 01 S t„ NOTA: Em hebraico "o caminho dc [nome do lugar]" significa "o caminho [que leva] a..."

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