Edição 68

 

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O Samburá

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O Samburá BARRA DE CARAVELAS, BAHIA - ANO VI - EDIÇÃO NÚMERO 68Tiragem 2.000 Exemplares jornalosambura@gmail.com MENSAL - Período de Novembro 2015 Lira Imaculada Conceição é aplaudida em Belmonte/BA com pot-pourri de Raul Seixas Página 06 Diálogo com moradores da Resex de Cassurubá. Página 03 Informes do Programa De Educação Ambiental E Comunicação Do Empreendimento: Dragagem – Acesso Ao Canal do Tomba. Página 04 Capoeira, das Senzalas para as Ruas do Brasil. Página 05 Mensagem de Natal para você, simpatizantes, parceiros e Amigos do “O Samburá”. Página 02 Projeto de canoagem. Página 08

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O Samburá Caros leitores, simpatizantes, parceiros e amigos do “O Samburá”. O sucesso desse modesto jornal não está condicionado unicamente a seus membros, mas a todos vocês, em especialmente os amigos do “O Samburá” que quando tomaram conhecimento do projeto não hesitaram em nenhum momento em apoiar e compartilhar a ideia. Atribuindo assim sua indispensável ajuda, tornando- o possível a continuidade para o desenvolvimento do Jornal. O grupo, “O Samburá”, é feito de pessoas simples e que tem em seu caráter a melhor credencial para colocar em prática um trabalho como esse, que está ligado diretamente à comunidade. Comunidade formada por pessoas modestas, simples, felizes, que estão presentes no dia a dia de cada espaço de circulação deste instrumento de comunicação. Pessoas, que expressam a satisfação de contribuir, e se retratam nas páginas desse veiculo de informação, sua imagem, sua vida, sua história, não por exibição, mas pela valorização do jornal, pela sua força, sua fé e seu exemplo. Fazer acontecer à comunicação comunitária sem fins lucrativos, é uma luta diária, para não deixar morrer algo tão importante e especial para as pessoas. O grupo “O Samburá”, tem hoje a satisfação de agradecer a vocês, amigos leitores, simpatizantes do Jornal “O Samburá”, que são, e sempre serão, fundamental para dar continuidade a esse projeto. Porém, não menos orgulhosos que qualquer um de vocês que lê as nossas edições. Queremos hoje agradecer a todos os amigos, parceiros e leitores. Agradecemos aos órgãos e associações, poder público e todos que contribuíram de forma direta e precisa sendo notícia, formulando matérias e tornando possível a existência do “O Samburá”. Aqui torcemos para que essa junção entre comunicador e receptor continue dando bons frutos, e que possamos prosseguir levando noticias até o seu lar no ano de 2016, 2017... Por muitos anos. O grupo “O samburá”, deseja a todos os parceiros, amigos, comunidade da Barra, a todos caravelenses, um Feliz Natal e um novo ano repleto de realizações. AMIGOS DO SAMBURÁ* Amarina Antunes Célia Siquara Cida Macário Corina Melgaço Ceça de Yayá Dadá Souza Emerson Barbosa Fábio Pinheiro Jose Esperidião Jorge Magalhães Jorge Oliveira Mª de Lourdes P. Inácio Marinalva Tavares Vanessa Santana *É Amigo do Samburá quem acredita na força da comunicação de base comunitária. Obrigado a todos por nos ajudar a produzir e divulgar esse importante veículo de comunicação da Comunidade de Barra de Caravelas. O Jornal Comunitário O Samburá surgiu entre um grupo de jovens da pequena comunidade de pescadores e pescadoras artesanais de Barra de Caravelas em 2009 e hoje tem distribuição gratuita mensal de 2.000 exemplares em toda região de Caravelas. ♦ Para saber mais visite o BLOG: http://jornalcomunitarioosambura.blogspot.com/ ou entre em contato: jornalosambura@gmail.com ♦ DIAGRAMAÇÃO: Robson Falcão ♦ REPORTAGEM: Adriene Coelho Edvaldo Souza e Robson Falcão ♦ IMAGENS: Robson Falcão, Girlândia Rodrigues, Resex♦ SUPERVISÃO: Antônio Emídio. ♦ Colaboradores nesta Edição: IBJ, Resex do Cassurubá, ICMBio, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Fibria, Ale Avelar. Página 2 O Samburá

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O Samburá Diálogo com moradores da Resex de Cassurubá Imagens: Arquivo do Programa. de Educ. Amb. da Resex de Cassurubá. No segundo dia do curso dos Mas relatou indignações e desabafos: DO SIRI se afastou da comunidade ribeiProfessores na Resex Cassurubá, reali- “Fui enganado por uma ONG, com a pro- rinha, contou o Sr. Genilson. zado pelo Programa de Educação Ambi- posta de construção do restaurante TO- Aproveitando o Pedrinho contribui diental, durante uma aula de campo no CA DO SIRI”. Esse restaurante ficou em zendo: “Hoje as ONGs que desejam traSítio Miringaba, tivemos a oportunidade funcionamento por mais ou menos dois zer visitantes ou pesquisadores para a de conversar com três moradores que anos mas sua estrutura veio abaixo devi- RESEX CASSURUBÀ precisam avisar nasceram e até hoje permanecem viven- do à precariedade do material usado”. A com antecedência. Fato que antes não do no local: Sr. Pedrinho, Sr. Genilson e indignação por parte do Sr. Genilson foi acontecia, pegando assim os moradores Sr. João Heleno, que com muita emoção grande ao descobrir o real valor do pro- de surpresa”. e algumas angústias contaram suas Para o senhor João Heleno a criação histórias de vida. da RESEX foi uma grande vitória, Baseado nos questionamentos feitos porém precisa-se de “muita organizapelos professores que participaram ção”. Antes da criação as pessoda roda de conversa, foi perguntado as chegavam aqui para usufruir, quais foram as conquistas que os faziam o que queriam e depois sumimoradores obtiveram após a criação am. Segundo ele, “algumas pessoas da Resex do Cassurubá. O Sr. Pedricolocavam fogo na lenha e deixavam nho afirmou o seguinte: “Ainda não o óleo queimar. Hoje, com a ajuda do se efetivou uma conquista maior para professor Rubens e o envolvimento nós, enquanto extrativista. No entande alguns moradores, conseguimos to, a criação da Resex tornou-se um nos expressar e nos garantir em nosbem maior, que é a certificação Pedrinho (a esquerda), Sr. João Heleno ( meio) e Genilson. so território”. Ainda diante dessa reado território. Fatos esses que foram lização, necessitamos de mais união advindos de muitas lutas, empecilhos, jeto TOCA DO SIRI. Ele contou que reti- para concretizar nossas metas como discriminação pelo pouco conhecimento rava algumas madeiras de mangue com moradores da Resex do Cassurubá. da leitura e escrita”. E continuou pedindo diária de R$ 35,00, e que muitas das Diante desses relatos e de outros relatos aos professores mais comprometimento, vezes pediu doação à comunidade de que acompanhamos durante a participaque haja mais valorização da cultura ri- Caravelas para ajudar na construção do ção na atividade dos professores, percebeirinha, da qual seus filhos fazem parte, restaurante. Durante a existência do res- bemos que com a criação da Reserva “contribuindo para o desenvolvimento taurante TOCA DO SIRI, muitos visitan- Extrativista do Cassurubá a comunidade racional e sustentável da região ribeiri- tes tiveram por lá. E completou: “Nós, obteve seu território assegurado, para nha”. moradores, esperávamos mais com o que as futuras gerações venham dar Com a palavra, o Sr. Genilson contou projeto, que não foi rentável para a co- continuidade à cultura local, cuidando sobre sua infância, as alegrias do tempo munidade, que havia gerado uma expec- das suas riquezas naturais. (Texto de Alília Paranaguá, de garoto e do quanto trabalhou com tativa grande em torno do Restaurante”. Luciara Carrilho e Antonio Emidio) seus pais para o sustento da família. A ONG responsável pelo projeto TOCA O Samburá Página 3

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O Samburá Informes do Programa De Educação Ambiental E Comunicação Do Empreendimento: Dragagem – Acesso Ao Canal do Tomba Nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 2015, o Programa de Educação Ambiental realizou no Centro de Visitantes do ParNam dos Abrolhos o III Curso dos Professores da Resex do Cassurubá. O objetivo do curso foi trabalhar a capacitação continuada dos professores que atuam na comunidade extrativista, e a construção do PPP (Projeto Político Pedagógico) para as escolas do campo. O curso foi ministrado pelas profissionais de educação: a Mestra Luzeni Ferraz e a Doutora Nalva Rodrigues. Primeiro dia: os professores participaram de uma série de palestras, incluindo o histórico da Resex, onde Lixinha apresentou os fatos que levaram a mobilização social dos comunitários até a criação da Unidade de Conservação de uso sustentável na região; também foi trabalhado no curso as etapas de operação do empreendimento da dragagem de acesso ao Canal do Tomba, apresentado por Rodrigo Araújo, representante da HM, nesse momento foi trabalhada a capacidade de se compreender os conflitos socioambientais gerados pela cadeia produtiva da celulose na região; No segundo dia, a turma participou de uma saída de campo na Tapera Miringaba, e os professores percorreram a trilha da Mata e Sapucaia juntamente com o Seu Pedrinho, Genilson e João Heleno. O diálogo foi importante para incluir nas propostas educacionais a valorização do saber tradicional e incrementar as políticas públicas para a população do campo. No terceiro dia foi trabalhado o planejamento de aula, onde os professores puderam praticar as temáticas escolares como instrumento de empoderamento social, valorizando as práticas culturais da Resex, a identidade social do povo ribeirinho, o cultivo e produção de alimentos saudáveis e a geração de renda numa perspectiva agroecológica. Ao todo, o curso capacitou professores, coordenadores pedagógicos, e integrantes de movimentos sociais, totalizando 30 participantes. Página 4 O Samburá

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O Samburá Capoeira, das Senzalas para as Ruas do Brasil O jornal “O Samburá”, traz nessa edição um pouco da história da capoeira em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra no Brasil. 20 de novembro é considerado o dia nacional da Consciência Negra no Brasil. Foi criado em 2003 e instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de "Zumbi dos Palmares", em 1695. Sendo assim, o Dia da Consciência Negra procura remeter à resistência do negro contra a escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1549). A Barra de Caravelas tem já algum tempo o Grupo Capoeira Liberdade que ficou por anos adormecido, mas agora voltou a todo vapor, e tem mudado a realidade dos jovens barrenses. É possível ver um grande número de adeptos que se envolve e praticam a capoeira. A jovem Luciana Gomes e também aluna do projeto, contou ao Jornal “O Samburá” que se sente muito feliz estando na direção do grupo. Luciana não atua apenas na capoeira, mas participa de outras iniciativas em prol da comunidade que vivem. A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas. Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Porém, os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros. A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta. Com isso, hoje a capoeira saiu das Senzalas, para as ruas do Brasil, em especial na Bahia, e como bom baiano que somos, por aqui também podemos ver rodas de jovens, ouvir o som de atabaques, e o atraente suingue do berimbau. Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro. Curiosidades sobre a Capoeira. Três estilos da capoeira. A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade. Você sabia? - Em 26 de novembro de 2014, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), declarou a roda de capoeira como sendo um patrimônio imaterial da humanidade. De acordo com a organização, a capoeira representa a luta e resistência dos negros brasileiros contra a escravidão durante os períodos colonial e imperial de nossa história. O Samburá Página 5

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O Samburá Lira Imaculada Conceição é aplaudida em Belmonte/BA com pot-pourri de Raul Seixas convite da Filarmônica Lyra Popular, a Filarmônica Lira Imaculada Conceição – FLIC, da Barra de Caravelas participou do 2º Encontro de Filarmônicas de Belmonte, na Bahia. O primeiro encontro de Filarmônicas da cidade de Belmonte aconteceu no dia 7 de dezembro de 2014, com o objetivo de comemorar os 100 anos da Filarmônica Lyra Popular, e deu tão certo que a comissão organizadora promoveu o segundo encontro com a participação de varias bandas de filarmônicas da Bahia e uma do estado de Sergipe. Estiveram presente no total 10 filarmônicas, duas do local e oito convidadas para participar do 2º Encontro de Filarmônicas de Belmonte, e cada uma que chegava na cidade, anunciava sua participação no evento, recePágina 6 A bendo muitos aplausos da população belmontense e queima de fogos de artifício pela comissão organizadora. No dia da grande festa, 22 de novembro, as Bandas Filarmônicas fizeram suas apresentações pela avenida Rio Mar, principal via da cidade, até a Praça das Bandeiras, local onde foi montado uma grande estrutura de palco e sonorização para as apresentações individuais das bandas, proporcionando aos músicos e público um momento emocionante em suas vidas. O maestro Benedito Melgaço Belmiro, da FLIC, contou com a participação de 25 integrantes e mostrou a toda população de Belmonte, convidados e bandas, o profissionalismo dos jovens barrenses, levando emoção a todos que prestigiaram a coletânea das músicas do saudoso Raul Seixas. Ao descerem O Samburá do palco, o maestro recebeu os parabéns e aplausos dos colegas de profissão e da comunidade presente. Benedito Melgaço Belmiro agradece a Conceição e Marmaralis, duas mães que acompanharam e participaram ativamente das atividades e tiveram um papel importantíssimo na realização do grande evento. A direção da FLIC também agradece de forma gentil a todos os pais responsáveis dos integrantes da honrosa Filarmônica Lira Imaculada Conceição da Barra de Caravelas. A FLIC reconhece a colaboração de Vilmara, Vilma, Nilzete, Jornal “O Samburá” e a todos os músicos que compõem a Lira Imaculada Conceição, sem eles, a nossa participação nesse espetáculo, não seria possível. Por Robson Falcão

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Projeto de canoagem O professor de Educação Física, Carlos Antônio, conhecido como professor Cal, realizou no dia 29 de novembro um campeonato de canoagem no lago do sitio Curupira cedido pelo proprietário Joaquim Neto. As atividades realizadas buscam promover a inclusão social de crianças e adolescentes através de aulas teóricas e práticas de canoagem, educação ambiental e cidadania.

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