VetScience Magazine - Número 10 | 2016

 

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ISSN 2358-5148 uma revista do Grupo TECSA Número 10, 2016 MEDICINA LABORATORIAL www.vetsciencemagazine.com DE ANIMAIS SILVESTRES E EXÓTICOS

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Referência mundial em diagnóstico veterinário. Excelência em Medicina Laboratorial de Silvestres.

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EDITORIAL 2016: Ano das Conquistas! O ano começou com diversos desafios, temos com isto, mais que nunca, de nos unir para buscarmos juntos soluções que gerem valor agregado nos serviços e garantir uma vitoria sobre a crise.Muitos centros veterinários têm uma infraestrutura de diagnóstico clínico comparável ao de grandes hospitais humanos e este é o resultado de um muito investimento em recursos, instalações e treinamento de pessoal. Porém muitas vezes deixamos de lado a questão comercial, pois é a parte da profissão que menos gostamos, no entanto,é a que vai permitir que o nosso centro subsista, cresça e prospere como empresa, porque gostemos ou não, nossas clínicas são empresas (pequenas, médias ou grandes) e, como tal, devem contribuir, pagar impostos e ter lucro. Em muitos centros que visitamos descobrimos que a maioria dos funcionários trabalha muito o ano todo, no entanto, não há um sistema de avaliação que permita diferenciar quais funcionários dão maiores benefícios nas vendas e, é claro, não há estímulo salarial ou moral. Isso produz um resultado desfavorável. Então é bom pensar que: Infra-estrutura adequada + Excelentes clínicos veterinários + Falta de formação Comercial e Sem incentivos motivacionais e controles = Perdas para a Clínica. Geralmente, os veterinários clínicos e seus centros se saem relativamente bem, enquanto a pressão da concorrência não aumenta e o prestígio ou fama adquirida os leve a vender produtos ou serviços. Mas os tempos mudaram muito e o meio ambiente também. Neste clima econômico atual a renda média per capita diminuiu, a vida tornou-se mais cara e o número de centros veterinários têm aumentado exponencialmente. Temos de agir e ser parte da solução em nossa clínica e aprender a vender melhor. Não se trata de vender produtos e serviços de forma indiscriminada, porque temos uma responsabilidade social e ética a cumprir; se trata de transmitir aos proprietários as necessidades de seu animal de estimação e quais são os meios para resolvê-las. Como indicado acima, se solucionássemos essas duas variáveis (falta de treinamento profissional e a criação de um sistema de controle, incentivos e pagamentos adequados) muitos desses problemas seriam resolvidos ou, pelo menos, os efeitos colaterais causados em nossa gestão diminuiriam consideravelmente. Nós não vendemos produtos ou serviços e sim vendemos soluções abrangentes. “Os clientes precisam de soluções e não jargão médico ou tecnologia. Treine sua equipe para ir além, pensar sempre em propor medidas preventivas de saúde para os pacientes, sair da posição de apenas curar doenças e adotar uma postura de prevenção e cuidados présaúde. Isto com certeza encantará seus clientes! Mas seja sempre um especialista e nunca um vendedor - Os clientes sempre vão chegar a um centro veterinário porque eles são especialistas, veterinários (e pessoal de apoio) não comerciantes, são especialistas que aconselham um proprietário para resolver um problema e que é por isso que propomos as melhores soluções disponíveis. Faça sua equipe conhecer, por exemplo, quais os exames complementares estão disponíveis para o diagnóstico de cada patologia e assim otimizar o atendimento – a solução do problema e também aumentar o rendimento da Clínica. Na crise basta trabalhar com seriedade, profissionalismo sem perder o foco na qualidade dos serviços, agindo assim as Vitorias sobre todos os desafios será garantida. Nossa equipe de médicos veterinários está aqui para auxiliá-lo sempre! Luiz Ristow Afonso Perez

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LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA: UMA ESPECIALIDADE TECSA Ao longo destes 21 anos no mercado, sempre tivemos uma forte preocupação com a Leishmaniose Visceral Canina. Hoje, podemos dizer que a LVC é uma de nossas grandes especialidades. Para auxiliar no diagnóstico desta complexa doença e contribuir para a sua prevenção, elaboramos um per l especí co e exclusivo. Este "pacote", além de ser de grande valia para o proprietário e a saúde do animal, garantirá excelente margem lucrativa para sua clínica. PERFIL COMPLEMENTAR PARA LEISHMANIOSE CÓD. 316 composto por: - Sorologia para LVC - Elisa + Ri ; - Hemograma Completo; - Ureia + Creatinina (avaliação da função renal); - TGP (avaliação da função hepática); - Proteínas Totais e Frações (Albumina + Globulinas + Relação A/G). EXCLUSIVIDADE TECSA: PCR REAL TIME PARA LEISHMANIOSE Visite nosso site: www.leishmaniose.com.br

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ÍNDICE 06. MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES 06. BLASTOCITOSE EM AVES SILVESTRES 08. MYCOPLASMA GALLISEPTICUM NA CRIAÇÃO DE AVES ORNAMENTAIS 10. BRONQUITE INFECCIOSA AVIÁRIA 11. SARNA KNEMIDOCÓPTICA EM PSITACÍDEOS 13. CONTROLE DE ROEDORES EM CLÍNICAS PET 16. AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO DE DERMATITE ATÓPICA DE FELÍDEOS 18. CRIPTOCOCOSE EM FELÍDEOS 19. ANIMAIS SILVESTRES E A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO LABORATORIAL 22. ENDOCRINOLOGIA 22. FUNÇÃO TIROIDIANA: PROVA DE ESTIMULAÇÃO COM TSH 23. MED. LAB. DE FELINOS 23. ESPOROTRICOSE FELINA 25. COMPLEXO GRANULOMA EOSINOFÍLICO EM FELINOS DOMÉSTICOS 27. ANEMIA INFECCIOSA FELINA 29. BIOLOGIA MOLECULAR Colaboraram neste número: Membros da Equipe de Médicos Veterinários do TECSA Laboratórios: Dr. Bruno Péricles Gomes de Oliveira Dr. Flávio Herberg de Alonso Dr. Frederico Miranda Pereira Dr. Guilherme Stancioli Dra. Isabela de Oliveira Avelar Dr. João Paulo Fernandes Ferreira Dr. João Paulo Franco Dra. Luciana Fachini da Costa Dr. Luiz Eduardo Ristow Dr. Matheus Moreira 29.VANTAGENS DO PCR REAL TIME PARA O DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO DE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA 32. ANATOMIA PATOLÓGICA 32. SÍNDROME PARANEOPLÁSICA 34. INSTRUÇÔES TÉCNICAS PARA EXAME CITOLÓGICO POR PUNÇÃO ASPIRATIVA POR AGULHA FINA (PAAF) 36. PATOLOGIA CLÍNICA 36. INTERPRETANDO O RDW (RED CELL DISTRIBUTIONWIDTH) EM MEDICINA VETERINÁRIA 38. ALGORITMO PARA AVALIAÇÃO DE HIPERGLICEMIA E GLICOSÚRIA 39. MICROBIOLOGIA 39. COMO O VERÃO E AS CHUVAS AUMENTAM OS CASOS DE CÃES E GATOS COM DIARREIA 40. LEPTOSPIROSE CANINA EXPEDIENTE Editores/Publishers: Dr. Luiz Eduardo Ristow . CRMV-SP 5560S . CRMV-MG 3708 . ristow@tecsa.com.br Dr. Afonso Alvarez Perez Jr. . afonsoperez@tecsa.com.br Equipe de Médicos Veterinários TECSA . tecsa@tecsa.com.br CIRCULAÇÃO DIRIGIDA A revista VetScience® Magazine é uma publicação do Grupo TECSA dirigida somente aos médicos veterinários, como parte do Projeto JORNADA DO CONHECIMENTO, criado pelo mesmo. Este projeto visa a universalização do conhecimento em Medicina Laboratorial Veterinária. A periodicidade é Bimestral, com artigos originais de pesquisa clínica e experimental, artigos de revisão sistemática de literatura, metanálise, artigos de opinião, comunicações, imagens e cartas ao editor. Não é permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta revista sem a prévia autorização do TECSA. Os editores não podem se responsabilizar pelo abuso ou má aplicação do conteúdo da revista VetScience magazine. Diagramação: Sê Comunicação . se@secomunicacao.com.br Contatos e Publicidade: comunicacao@tecsa.com.br Av. do Contorno , nº 6226 , B. Funcionários, Belo Horizonte - MG – CEP 30.110-042 PABX-(31) 3281-0500 Tiragem: 5000 revistas . Publicação Bimestral Na Internet: www.vetsciencemagazine.com Grupo TECSA – 21 anos de precisão, tecnologia e agilidade. ISSN: 2358-1018

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES BLASTOCITOSE EM AVES SILVESTRES As doenças parasitárias estão se tornando cada vez mais comuns em aves silvestres, podendo levar a diferentes quadros que variam entre infecções subclínicas e óbito. Essas alterações acometem tanto animais de vida livre quanto de cativeiro, sendo os últimos mais afetados devido a condições inadequadas de higiene, estresse, alta densidade populacional e espaços restritos. O Blastocystis sp. é um protozoário muito comum do trato gastrointestinal capaz de infectar várias espécies, como aves, suínos, cães, gatos, répteis, roedores e humanos. Possui notável potencial zoonótico e alta prevalência em amostras fecais humanas, podendo ser encontrado em 30 a 60% da população de países em desenvolvimento. Em esfregaços fecais é possível encontrar seis formas biológicas de Blastocystis sp.: cística, granular, amebóide, avacuolar, multivacuolar e a vacuolar que, por sua vez, é a mais comumente encontrada. A figura 1 ilustra algumas formas de apresentação 6 Introdução do parasita. cisto e irá evoluir para a forma vacuolar, capaz de se reproduzir. Algumas formas vacuolares se encistam e são eliminadas nas fezes dos hospedeiros, o que possibilita a infecção fecal-oral de outro animal ou ser humano susceptível. Figura 1: Formas biológicas de Blastocystis sp. Fonte: Adaptado de www.wikipedia.com, acesso em 2015. Morfologia O mecanismo de transmissão do Blastocystis sp. ainda não é totalmente esclarecido, entretanto acredita-se que a principal via é a fecal-oral, a qual pode ocorrer através do contato entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes. Dessa forma, o ciclo biológico do Blastocystis sp. se inicia a partir da ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo a forma cística. Após a contaminação, o parasita chega ao intestino na forma de Transmissão A reprodução do Blastocystis sp. pode ocorrer através de divisão binária, brotamento, endodiogenia, plasmatomia e esquizogonia. A divisão binária (figura 2) é a forma mais utilizada pelo microrganismo, se caracterizando pela divisão do citoplasma da célula mãe, gerando duas células filhas de igual forma e tamanho. Reprodução Figura 2: Reprodução por divisão binária. Fonte: CRUZ, 2008.

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES para o laboratório o mais rápido possível. A blastocitose é uma doença de ampla transmissão entres as espécies e apresenta alto potencial zoonótico. Seu diagnóstico laboratorial através da identificação microscópica do Blastocystis sp. é fundamental para o estabelecimento de medidas de controle do parasita e assim contribuir para a preservação da saúde animal e humana. O TECSA Laboratórios conta com toda a infraestrutura e profissionais capacitados para a realização dos exames necessários para o diagnóstico desta enfermidade com rapidez, precisão e segurança. Se é TECSA, pode confiar. EXAMES REALIZADOS PELO TECSA LABORATÓRIOS Conclusão CÓD - EXAME PRAZO/DIAS 87 - CITOLOGIA PET 3 812 - PERFIL CHECK UP SILVESTRES 1 446 - PACOTE DIAGNOSTICO POS-MORTEM - AVES SILVESTRES 5 A reprodução pela endodiogenia se assemelha à fissão binária, porém ocorre no interior da célula, onde o vacúolo central da célula mãe se divide dando origem a duas células novas. Por sua vez, no brotamento a célula mãe aumenta em um dos lados, gerando uma, duas ou até três novas células, que sempre são de tamanhos menores. A forma reprodutiva plasmatomia é considerada a mais rara, e se caracteriza pelo prolongamento da membrana do citoplasma e da superfície da célula, dando origem à uma nova célula. Já a esquizogonia costuma ocorrer em células maiores, de forma vacuolar, aonde são observadas várias células menores com estruturas semelhantes à núcleos e inclusões citoplasmáticas. Os sinais clínicos mais comumente encontrados em animais infectados são a letargia, falta de apetite, fadiga e diarreia com fezes pastosas, podendo conter muco e aspecto sanguinolento. Em aves de cativeiro a parasitose pode interferir no comportamento e desenvolvimento reprodutivo e, quando associada ao estresse e nutrição inadequada, pode desencadear infecções secundárias, agravando o quadro clínico. O diagnóstico consiste na pesquisa direta do cisto de Blastocystis sp. em fezes coletadas de animais suspeitos, por meio de exame citológico. O material deve ser identificado, resfriado e encaminhado Sinais Clínicos Diagnóstico CRUZ C. W. Ocorrência e caracterização morfológica de Blastocystis sp. em três espécies de aves comercializadas em mercados municipais do Rio de Janeiro. 2008. UFRRJ. Instituto de Veterinária, Curso de Pós-Graduação. MUNDIM, M.J.S.; MUNDIM, A.V.; SANTOS, A.L.Q.; et al. Helmintos e protozoários em fezes de javalis (Sus scrofascrofa) criados em cativeiro. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária Zootecnia, v.56, n.6, p.792-795, 2004. GONÇALVES, G. A. M.; MARTINS, T. F.; LIMA, E. T. Prevalência de endoparasitas em amostras fecais de aves silvestres e exóticas examinadas no laboratório de ornitopatologia e no laboratório de enfermidades Parasitárias da FMVZ-UNESP/ Botucatu, SP. Ciência Animal Brasileira, v. 10, n. 1, p. 349-354, 2009. SANTOS, M. C.; CINTRA, R. A.; NSACIMENTO, G. A. N.; et al. Occurrenceofblastocystis spp. in Uberaba, Minas Gerais, Brazil. Revista Do Instituto De Medicina Tropical de São Paulo.v.57, n.3, 2015. MELO, L. F.; Doenças de aves silvestres e domésticas diagnosticadas na Paraíba. 2013. Universidade Federal de Campina Grande. Centro de saúde e tecnologia rural. Curso de medicina veterinária. Campus Patos/PB. NEVES, R. Protozoários. 2015. Disponível em: http:// educacao.globo.com/biologia/assunto/microbiologia/ protozoarios.html. Acesso em: 08 Nov. 2015. WIKIPEDIA. Blastocystosis. 2015. Disponível em: https:// en.wikipedia.org/wiki/Blastocystosis. Acesso em: 08 Nov. 2015. Referências Bibliográficas 7

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES MYCOPLASMA GALLISEPTICUM NA CRIAÇÃO DE AVES ORNAMENTAIS Micoplasmose é a infecção causada por uma bactéria do gênero Mycoplasma, pertencente ao filo Tenericutes. Essa bactéria é responsável por causar doenças respiratórias crônicas, gerando grandes prejuízos a criatórios de aves ornamentais. Existem diversas espécies descritas em aves, sendo o Mycoplasma synoviae (MS), Mycoplasma gallisepicum (MG) e o Mycoplasma meleagridis os mais preocupantes para os criatórios comerciais, fazendo parte do Programa Nacional de Sanitária Avícola (PNSA). Em poedeiras comerciais, o MG é responsável por causar prejuízos consideráveis na produção, sendo relatado no Brasil e em outros países. 8 Introdução Essa infecção pode ser transmitida via horizontal e vertical, por isso as empresas são obrigadas a manter os plantéis sob vigilância e fornecer apenas animais livres de MG e MS. Os sinais clínicos mais importantes gerados pelo MG em aves comerciais são: diminuição da produção de ovos, comprometimento da casca dos ovos, doença respiratória crônica (apresentando estertores respiratórios), tosse, espirros, descarga ocular, retardo no crescimento e aumento da mortalidade no lote. O MG é caracterizado por ser o agente primário, responsável por abrir portas para os demais agentes, como a Sinais Clínicos Escherichia coli, responsável por causar infecções secundárias graves (figura 1). A intensidade dos casos clínicos pode ser variável dependendo da condição ambiental, qualidade do manejo, presença de idades múltiplas, variação no calendário vacinal, dentre outros fatores. Figura 1: Ave infectada por MG e com infecção secundária por E. Coli. Fonte: http://www.vetbiblios.pt/AVICULTURA.

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES EXAMES REALIZADOS PELO TECSA LABORATÓRIOS CÓD - EXAME PRAZO/DIAS RAT12 - ISOLAMENTO DE MYCOPLASMA SP 15 A24 - ISOLAMENTO MYCOPLASMA 15 GALLISEPTICUM E MYCOPLASMA SYNOVIAE A38/MG - MYCOPLASMA GALLISEPTICUM - ELISA 4 RAT05/MG - MYCOPLASMA GALLISEPTICUM 2 SORO AGLUTINAÇÃO RÁPIDA RAT28 - MYCOPLASMA GALLISEPTICUM (MG) - METODO HI PCR311 - MYCOPLASMA GALLISEPTICUM DETERMINAÇÃO PCR-RT ATÉ 3 AMOSTRAS MESMO LOTE PCR312 - MYCOPLASMA GALLISEPTICUM DETERMINAÇAO PCR-RT ACIMA DE 3 ADICIONAL CADA AMOSTRA DO MESMO LOTE 4 10 10 Nos criatórios, o PNSA (aplicável à avicultura industrial) define que as monitorias de MG, MS e MM sejam feitas visando a erradicação do Mycoplasma no plantel, porém, em criatórios comerciais não existe a necessiade de se fazer a monitoria oficial. A metodologia oficial recomendada é a soroaglutinação rápida em placas (SAR), também é usado a hemagluinação (HI), ELISA e PCR. O exame de SAR é um método muito sensível porém pouco específico, desta forma, as aves reagentes na SAR devem ser retestadas pelo exame de inibição da hemoaglutinação (IH) ou pelo ELISA. Atualmente, técnicas de biologia molecular (como a PCR quantitativa) estão cada vez mais sendo usadas como métodos diagnósticos, por apresentarem inúmeras vantagens frente à testes sorológicos. A vacinação das aves pode gerar resultados falsos positivos nos exames sorológicos durante as monitorias . Diagnóstico Entretanto, em criatórios comerciais, pode se utilizadar vacinas por não existir a necessidade do controle oficial de Mycoplasma. As vacinas vivas são recomendadas objetivando reduzir as perdas produtivas e previnir a transmissão da infecção. Quando se usa vacinas vivas contra Mycoplasma Gallisepticum, o resultado esperado é uma resposta imune fraca, porém, resultados de sorologia com títulos muito elevados são indicativos de desafio com virus de campo, tendo que se associar sinais clínicos para fechar o diagnóstico. Levando em consideração os danos que a micoplasmose pode gerar em plantéis, a monitoria periódica, biosseguridade e os programas de vacinação são de fundamental importância para o adequado diagnóstico e controle do Mycoplasma, minimizando assim os prejuízos e mantendo o sistema de produção de aves ornamentais viável. A02 - MYCOPLASMA GALLISEPTICUM SORO 3 AGLUTINAÇÃO RÁPIDA - S.A.R - MG RAT06/MS - MYCOPLASMA SYNOVIAE SORO AGLUTINAÇÃO RÁPIDA 2 A39/MS - MYCOPLASMA SYNOVIAE - ELISA 15 Conclusão Vacinação A.L.S.P. CARDOSO, E.N.C. TESSARI, A.G.M. DE CASTRO, A.M.I. KANASHIRO, G.F.Z. STOPPA. Monitoria sorológica da micoplasmose em plantéis de aves reprodutoras no brasil através do teste de soroaglutinação rápida. Instituto Biológico, Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio Avícola. Arquivo Instituto Biolóico, São Paulo, v.73, n.1, p.23-26, jan./mar.2006 BRASIL. Instrução Normativa DAS/n.44 de 23 de agosto de 2001. Aprovada sobre as normas técnicas para o controle e a certificação de núcleos e estabelecimento avícola para micoplasmose aviária, em conformidade com anexos a essa Isstrução Normativa. 2009. Diário Oficial da União, Brasília, Distrito Federal. 23/08/2001. MACHADO, L. S.; NASCIMENTO, E. R.; PEREIRA, V. L. A.; ALMEIDA, D. O.; SILVA R. C.F. SILVA; LÍDIA M.M. SANTOS. Mycoplasma gallisepticum como fator de risco no peso de lotes de frangos de corte com condenação por aerossaculite na Inspeção Sanitária Federal. Departamento de Saúde Coletiva Veterinária e Saúde Pública. Mar./2012. Referências Bibliográficas 9

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES BRONQUITE INFECCIOSA AVIÁRIA A Bronquite Infecciosa Aviária é uma doença aguda e altamente infecciosa causada por um vírus da família Coronaviridae. Essa doença afeta aves de ambos os sexos e em diferentes faixas etárias, acometendo a parte respiratória e geniturinária, causando assim um grande impacto tanto na cadeia de carnes quanto de ovos. Os microrganismos da família Coronaviridade causam também enfermidades em perus (enterite), camundongos (hepatite viral), suínos, cães, potros (gastroenterites), bezerros (diarreia neonatal) e ratos (pneumonias). Introdução traquéia com muito muco, congesta e hemorrágica. Quando está presente alguma cepa com tropismo pelo sistema renal, a ave apresenta perda da estrutura e função renal, acumulando uratos, aumento de volume dos rins e elevação da mortalidade (figura 1). Aves reprodutoras e poedeiras podem apresentar deformidade na casca dos ovos (figura 2) devido a lesões geradas no magno e no útero. A albumina irá se apresentar aquosa e com baixa viscosidade, e dependendo da infecção e do estado da ave, a lesão reprodutiva pode se tornar permanente. A transmissão da Bronquite Infecciosa Aviária ocorre principalmente pela via horizontal nas granjas e criatórios, através de aerossóis respiratórios e pelas fezes. O vírus tem predileção para se replicar no tecido epitelial do trato respiratório superior independente da cepa viral. A ave infectada tem a capacidade de transmitir o vírus por até duas semanas, e após a cura, ainda tem a possibilidade da mesma ave se infectar por uma cepa viral diferente. Por isso, a desinfecção e os processos de biosseguridade e vazio sanitário adequado são muito importantes no controle da doença. A mortalidade na Bronquite Infecciosa Aviária ocorre quando as aves são afetadas nos primeiros dias de vida, quando a cepa do vírus possui tropismo pelo sistema renal ou quando se instala infecções secundárias. Fora essas situações, quando a infecção ocorre sem maiores complicações, dificilmente ocorre mortalidade, sendo que os sintomas desaparecem em torno de 15 dias. A sintomatologia clínica observada são: estertores respiratórios, tosse, dispnéia, insuficiência respiratória, diarréia, desidratação, má absorção de nutrientes, asfixia e morte, apresentando 10 Transmissão Para o controle da infecção por Bronquite Infecciosa Aviária, a granja precisa estar alinhada as normas de biossegurança, realizar vistorias periódicas dos planteis pelos médicos veterinários e adequação do programa vacinal. Pela sua capacidade de mutações constantes e a existência de diversos sorotipos existentes, a doença não é facilmente controlada, desta forma, o médico veterinário de campo e o laboratório tem que andar juntos para a detecção e controle desta patologia, que representa um grande desafio para a avicultura mundial. EXAMES REALIZADOS PELO TECSA LABORATÓRIOS CÓD - EXAME PRAZO/DIAS Conclusão Figura 1: Lesão renal. Fonte:http://nelsonferreiralucio.blogspot.com. br/2011/10/bronquite-infecciosa-das-galinhas. html. PCR231 - BRONQUITE (IBV) DETECÇÃO PCR-RT ATÉ 3 AMOSTRAS DE UM MESMO LOTE PCR232 - BRONQUITE (IBV) DETECÇÃO PCR-RT ACIMA DE 3 EXAMES - ADICIONAL P/ CADA AMOSTRA DE UM MESMO LOTE PCR23 - BRONQUITE (IBV) DETECÇAO PCR-RT ISOLADO EM OVO EMBRIONADO/VACINA PCR241 - BRONQUITE (IBV) TIPAGEM PCR-RT ATÉ 10 AMOSTRAS DE UM MESMO LOTE 10 10 10 10 Sinais Clínicos Figura 2: Ovos com alteração na casta. Fonte: http://mimvet.blogspot.com.br/2015. O diagnóstico da Bronquite Infecciosa Aviária se baseia em suspeita clínica do lote, da região, achados de necropsia, programa vacinal e exames laboratoriais. As doenças que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial são Mycoplasma gallisepticum, M. synoviae, pneumovirose, laringotraqueite infecciosa, doença de Newcastle, coriza infecciosa e infecções por Escherichia coli. Os exames mais usados para detecção da Bronquite Infecciosa Aviária são ELISA, inibição da hemoaglutinação (HI) e PCR-RT. Diagnóstico PCR242 - BRONQUITE (IBV TIPAGEM PCR-RT ACIMA DE 10, ADICIONAL P/ CADA AMOSTRA DO MESMO LOTE PCR24 - BRONQUITE (IBV) TIPAGEM PCR-RT ISOLADO EM OVO EMBRIONADO/VACINA A34 - BRONQUITE ELISA (IBV ) 10 10 4 Fábio, J. D.; Rossini L. I. Bronquite Infecciosa das Galinhas. 14º Curso de Sanidade Avícola Fort Dodge, Campinas – SP. Anais, 23º Congresso Brasileiro de Avicultura. Bronquite Infecciosa das Galinhas Embrapa Suínos e Aves, Concórdia, SC. p 22-28. L.J. Pena, B.M. dos Santos, R.P. Roberti, S.Y. Marin. Bronquite Infecciosa das Galinhas. Arquivos de Instituto Biológico São Paulo, v.72, n.3, p.397-404, jul./set., 2005 Referências Bibliográficas

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES SARNA KNEMIDOCÓPTICA EM PSITACÍDEOS Os ácaros do gênero Knemidokoptes - também conhecidos como “sarnas dos pés” – são importantes parasitas de pele de aves, e podem causar doenças como dermatites e a hiperqueratose nos bicos e membros inferiores. Dentre as várias espécies causadoras de doenças, a mais comum é o Knemidokoptes pilae. Os agentes completam todo seu ciclo biológico em um único hospedeiro, onde penetram na epiderme e com isso estimulam uma grande produção de camada córnea (BAUMGARTNER, 1998). Introdução Figura 1: Arara-vermelha - Família: Psittacidae. Fonte: http://criarpsitacideos.blogspot.com. br/2014/08/compre-psitacideos-legalizados.html. De forma geral, os sinais clínicos se manifestam de forma tardia, sendo as áreas desprovidas de penas (bico, carúncula, narinas, regiões perioculares) comumente afetadas. Em psitacídeos, os quadros costumam ser mais severas, ocorrendo lesões esfoliativas, hiperplasia de pele e crescimento anormal do bico, o que leva a uma dificuldade de apreensão dos alimentos e consequentemente a problemas nutricionais. Por sua vez, nos passeriformes os membros posteriores (pernas e patas) são acometidos, levando a formação de crostas, escamas friáveis e crescimento de unhas. Todos esses casos se caracterizam como uma porta de entrada para infecções secundárias, que podem levar a edemas maciços e necrose dos dedos e patas (ZOOVET, 2013). As manifestações clínicas raramente são observadas em aves de vida livre, uma vez que o aparecimento da sintomatologia está diretamente Sinais Clínicos ligado ao estresse, que leva a uma diminuição da resistência imunológica (normalmente causada por condições de cativeiro e manejo inadequados). Segundo GREINER (1994), as aves mais comumente acometidas pelos ácaros são os periquitos australianos (Melopsittacus undulatus), seguido de outras espécies de Psitaciformes e Passeriformes. Além disso, em alguns casos as dermatites causadas pela sarna podem ser comparadas a dermatites em mamíferos, porém, nos casos do Knemidokoptes, as aves não apresentam prurido. Figura 2: Periquitos ondulados. Fonte: http://www.infoexoticos.com/inicio/wpcontent/uploads/sarnosos-3.jpg. 11

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES Transmissão A transmissão destes ácaros geralmente ocorre pelo contato direto entre uma ave infectada e outra saudável. A transmissão por contato indireto também pode ocorrer (contato com poleiro, ração, etc), entretanto, estas são bem menos comuns. Figura 3: Ácaros do gênero Knemidokoptes. Fonte: http://www.webpticeprom.ru/ru/ handbooks-veterinardiseases. Para um diagnóstico preciso, é fundamental associar a sintomatologia apresentada pelas aves à exames laboratoriais de rotina. O raspado de pele tem se demonstrado como uma excelente opção na triagem do ácaro, uma vez que possibilita sua visualização direta e identificação de forma simples e rápida. Em casos onde são necessárias informações adicionais, o veterinário pode também coletar tecidos de necropsia ou amostras de biópsias e encaminhar para a realização de exames histopatológicos. O TECSA Laboratórios oferece toda a infraestrutura para a realização de exames para o diagnóstico correto da sarna Knemidocóptica, descritos na tabela a seguir. EXAMES REALIZADOS PELO TECSA LABORATÓRIOS CÓD - EXAME PRAZO/DIAS Diagnóstico 86 – HISTOPATOLOGICO COM COLORACAO DE ROTINA – HE 406 – PESQUISA DE SARNA Referências Bibliográficas 4 1 BAUMGARTNER, R.; ISENBÜGEL, E. Parasitenwellensittche.In: GABRISCH K.; ZWART, P. Krankheiten der heimtiere.Hannover: SchliiterscheVerlag, 1998. 1000p. Cap.15, p.429-486. BOWMAN, D.D.  Artrópodes.  In:  parasitologiaGeorgis ‘paraosveterinários.  6th ed.  Filadélfia, Pa: WB Saunders Co, 1995; 66-67. GREINER, E.C.; RITCHIE, B.W. Parasites. In: RITCHIE, B.W. et al. Avian medicine: principles and application.Florida: Wingers, 1994. 1384p. Cap.36, p.1007-1029. MORISHITA TY, JOHNSON G, JOHNSON G, ET AL.  Ácaro infestação Scaly-perna associada à necrose dígitos em frangos anã (Gallusdomesticus) J MedAvianSurg 2005; 19:. 230-233. 12

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES CONTROLE DE ROEDORES EM CLÍNICAS PET Os ratos apresentam hábitos noturnos. É possível, embora raro, vêlos durante o dia, quando sua população aumenta tanto que a concorrência por comida faz com que mudem seus hábitos para evitar a competição entre eles. Podem sair durante o dia também quando estão feridos ou quando suas tocas são invadidas pelas enchentes. Vivem em sociedade, com indivíduos dominantes (machos e fêmeas mais fortes) e os dominados. Os machos dominantes escolhem os melhores locais do ambiente da colônia e se alimentam quando querem. Os dominados ocupam áreas marginais e se alimentam somente quando não há ratos dominantes por perto. Entretanto, se houver a presença de um alimento novo no território da colônia (isca raticida ou uma ratoeira, por exemplo), o dominante espera que algum rato dominado se aproxime e se alimente. Se nada lhe acontecer, o dominante o expulsa e ingere o alimento ou a isca. Mas se houver a morte logo após a ingestão do alimento, os ratos farão uma associação entre a morte do dominado e o consumo daquele alimento (ou isca), e não mais consumirão os mesmos, sendo Introdução um comportamento seguido pelos outros integrantes da colônia. Na falta de alimentos na colônia, pode ocorrer o canibalismo, sendo devorados os mais fracos e doentes, ou ainda os filhotes de uma ninhada pertencentes a um outro grupo. Ratos e camundongos tem sido um problema em pet shops onde os alimentos e locais de nidificação são abundantes. Estes animais consomem e contaminam os alimentos destinados aos cães, gatos e outros animais, assim como seres humanos. Os danos podem ocorrer de várias formas: Danos às construções: Roedores danificam máquinas, equipamentos, tubulações, madeira e fiações elétricas, o que pode causar riscos de incêndio. Consumo de alimentos: Uma colônia de 100 ratos irá consumir mais de uma tonelada de alimentos por ano. Contaminação de alimentos: Um roedor pode contaminar dez vezes a quantidade de alimento que consome com suas fezes, urina e pelos. Biossegurança: Roedores são portadores de aproximadamente 45 doenças, incluindo salmoneloses, pasteureloses, leptospiroses, triquinose, toxoplasmose e raiva. Camundongos e ratos podem transportar organismos causadores de doenças em seus pés, aumentando a disseminação de doenças. Por que controlar roedores? Para realizar um controle da população de roedores em um local, é necessário antes de qualquer coisa identificar qual ou quais espécies estão convivendo no imóvel. Essa informação é de fundamental importância, pois será a partir dela que serão discutidas as estratégias de controle, baseados nos hábitos comportamentais da espécie em questão. Ratazana (Rattus norvegicus): É a maior das espécies, sendo forte e agressiva. Habitam tocas e galerias no solo próximo de córregos, lixões e interior de edificações. É hábil nadador e escavador. Seu raio de ação é de cerca de 50 metros em volta das tocas, onde deixam trilhas com manchas de 13 Como controlar roedores?

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES GRANULADO PÓ DE CONTATO BLOCO PARAFINADO gordura, fezes e pêlos. São onívoros, mas preferem grãos, carnes e frutas. Apresentam desconfiança à mudança no ambiente, preferindo locais pouco movimentados. metabolismo, sendo agitado e constrói seus ninhos no interior das residências, como móveis, gabinetes, gavetas, armários, caixas sem uso constante, etc. É hábil escalador, podendo cavar tocas, seu raio de ação é em torno de 3 a 5 metros. É onívoro, preferindo grãos e sementes. Diferente das outras duas espécies, o camundongo é extremamente curioso, possuindo hábitos exploratórios. comprimento de aproximadamente 1,5 cm e não tem as pontas afiladas. c) Urina: Quando exposta à luz ultravioleta, a urina dos ratos emite fluorescência, mesmo depois de seca. Figura 1: Ratazana (Rattus novergicus). Fonte: www.desipest.com.pt d) Trilhas: As trilhas usadas como comunicação das tocas ao alimento, quando feitas em um jardim, são facilmente reconhecidas, pois a vegetação se torna rala ou inexistente nesses locais. Rato do Telhado (Rattus rattus): Habita forros, sótãos, beirais, podendo ainda viver em árvores. É comum no interior de domicílios. É hábil escalador e raramente escava tocas. Seu raio de ação é em torno de 60 metros. Por onde costuma passar, deixa manchas de gordura, pêlos e fezes. Prefere como alimentação legumes, frutas e grãos e, como a ratazana, apresenta grande desconfiança a mudanças no ambiente. Figura 3: Camundongo (Mus musculus) Fonte: www.desipest.com.pt e) Marcas de gordura: Quando os ratos caminham por um local, geralmente o fazem roçando seus corpos nas paredes enquanto se deslocam. Utilizando-se do mesmo caminho, as paredes ficam marcadas com a gordura dos pelos do corpo. f ) Roeduras: Marcas de dentes embaixo das portas, em portas de armários, portas de gabinetes, denunciam a presença dos roedores. g) Excitação de cães a gatos: Esses animais têm um olfato muito apurado e ficam especialmente agitados quando percebem a invasão do seu ambiente por roedores. Existem alguns sinais que denunciam a presença de roedores em um imóvel: a) Sons: É possível escutar à noite barulhos de corridas rápidas, ou de roeduras, nos forros de gesso ou madeira ou também em locais mais tranquilos do imóvel. Figura 2: Rato de telhado (Rattus rattus). Fonte: www.desipest.com.pt Camundongo (Mus musculus): Dentre as 3 espécies, é a menor. Geralmente é um animal com alto 14 b) Fezes: As fezes dos camundongos têm aproximadamente 0,5 cm de comprimento e são afiladas nas pontas. As fezes de ratos de telhado têm o mesmo aspecto, porém com o comprimento maior (aproximadamente 1 cm). No caso das ratazanas, as fezes têm o Inspeção: Inspeção da área a ser controlada com levantamento e anotação da situação encontrada (localização e nº de tocas, trilhas, acesso a alimentos, etc). Estas informações são fundamentais para orientar medidas de controle. Controle Integrado de Roedores

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MEDICINA LABORATORIAL DE SILVESTRES Identificação da espécie: A identificação da(s) espécie(s) de roedores a ser controlada é fundamental, pois as diferenças biológicas e de comportamento determinarão as estratégias de controle. Antiratização: São medidas que visam dificultar ou mesmo impedir o acesso, instalação e proliferação de ratos em uma determinada área. Estas medidas consistem basicamente em eliminar as fontes de alimento, abrigo e água para os ratos. Desratização: São medidas aplicadas para eliminação física dos roedores. Podem ser utilizados métodos mecânicos, biológicos ou químicos. Devido à maior segurança e eficácia, o método de desratização mais usado é o químico. Para que o processo de desratização seja eficiente, deve sempre ser acompanhado das medidas de antiratização. Técnicas de aplicação da isca e medidas antiratização a) Contra ratos de telhado, coloque o conteúdo dos saquinhos em anteparos fixados firmemente às estruturas de sustentação dos telhados, por onde os ratos estejam transitando. Rompa o invólucro para aumentar a atração e fixe no interior de tubos de PVC. b) Em áreas de risco, onde outros animais podem ter acesso, use portaiscas. f ) Mantenha limpa e sem entulhos as áreas em volta do canil e da clínica. g) Vede brechas e rachaduras nos muros e pisos, além das soleiras das portas. Chumbe ralos. EXAMES REALIZADOS PELO TECSA LABORATÓRIOS CÓD - EXAME PRAZO/DIAS 785 - LEPTOSPIROSE PCR REAL TIME QUALITATIVO 81- LEPTOSPIROSE CANINA OU EQUINA – MICROAGLUTINAÇÃO (IGM) 526- PERFIL DIAGNOSTICO COMPLETO DE LEPTOSPIROSE CANINA 287- ISOLAMENTO DE SALMONELLA SP 304 - PACOTE TOXICOLOGICO COMPLETO - 11 ITENS 7 2 2 5 15 c) O raticida em bloco é ideal para áreas úmidas. Deve ser aplicado com arame através de seu orifício central. Esse arame deve ser preso nos locais de passagem dos roedores. d) Mantenha os sacos de ração em estrados elevados do chão e afastados das paredes. Sacos abertos devem ser bem protegidos. e) Proteja a caixa d’água com tampa, desta forma elimina-se a fonte de água para os ratos e evita-se a contaminação por fezes e urina. Andera, Milos. Homepage > Mammals > Rodents. Nature Photo CZ. [Online] 2014. [Citado em: 03 de Setembro de 2014.] http://www.naturephoto-cz.com. Referências Bibliográficas 15

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