Embed or link this publication

Popular Pages


p. 1

ANO XIII | 118a EDIÇÃO Confiança da indústria avança 2,3% em outubro, diz FGV o mínimo da série. “A alta do Índice de Expectativas em outubro é um resultado favorável, mas que deve ser interpretado como uma sinalização de atenuação, no quarto trimestre, dos números negativos que vêm retratando a evolução da produção e do emprego do setor desde o início do ano”, disse o superintendente adjunto para ciclos econômicos da Ibre, Aloisio Campelo Jr. A proporção de empresas prevendo SÃO PAULO IMPRENSA SINDICAL NOVEMBRO/2015 O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 2,3% em outubro, ao passar de 66 para 67,5 pontos, tornando-se segundo menor da série histórica. O resultado foi determinado pela alta de 8,9% do Índice de Expectativas (IE), para 69,7 pontos, após atingir o mínimo histórico de 64 pontos no mês anterior. Já o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 4%, para 65,2 pontos, atingindo SINTRACON/ITAPEVI-SP aumento do pessoal ocupado cresceu de 6,1% para 7,8%, enquanto a parcela das que projetam redução passou de 34,5% para 24,9%. O item foi o que mais contribuiu para a evolução do IE em outubro. A proporção de empresas com estoques excessivos aumentou de 22% para 24,5%, o maior patamar desde julho de 2003 (25,7%): foi o indicador que exerceu a maior influência na diminuição do ISA. A parcela de empresas com estoques insuficientes diminuiu de 1,3% Geraldo Alckmin, governador de São Paulo para 0,3% do total. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou relativa estabilidade em outubro, ao aumentar 0,2 ponto percentual, de 76,5% para 76,7%. “Em relação aos seis meses seguintes [computados a partir de outubro], as expectativas continuam piorando, indicando que o setor [industrial] continua pessimista em relação à perspectiva de uma melhora contínua do ambiente dos negócios”, acrescentou Aloisio Campelo Jr. AÉCIO NEVES-MG Em época de crise as entidades que representam os trabalhadores podem fazer a diferença Página 8 Governador Alckmin reduz impostos e cria Fundo de Combate à Pobreza Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon Aécio: Governo Dilma quebrou o Brasil para vencer as eleições Página 3 Página 8 Senador Aécio Neves (PSDB) - MG JOSÉ SERRA-SP LU ALCKMIN-SP JUNDIAÍ-SP Serra: “No modelo petista, a saúde não tem remédio. É hora de mobilização” Página 11 Senador José Serra (PSDB/SP) Presidente do Fundo Social realiza 15ª Reunião de Trabalho com primeiras-damas e presidentes de Fundos Municipais Página 14 SINDUSCON-SP Ricardo Benassi, pronto para novos voos Página 16 Engenheiro Ricardo Benassi SECOVI-SP CUT-SP Secovi-SP firma parceria com o programa ‘Empresa Amiga da Justiça’ Página 12 DAVID UIP-SP Segurança e saúde do trabalho mobilizam a indústria da construção Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP Metrô de São Paulo não é mercadoria Página 4 José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP ITUIUTABA-MG Douglas Izzo, presidente da CUT-SP Página 6 SINDSAÚDE-SP 400 mil meninas ainda precisam tomar 2ª dose da vacina contra o HPV em SP Página 16 Não à saúde como moeda de troca Página 9 Dr. David Ewerson Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo GUARULHOS-SP BAHIA Ituiutaba entre as 100 melhores de se viver Página 5 Gervásio Foganholi, presidente do SINDSAUDE-SP Luiz Pedro, prefeito de Ituiutaba/MG Prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida HADDAD-SP Guarulhos garante recursos para projeto de extensão da Linha 13 até Bonsucesso Página 5 PAULINHO DA FORÇA-SP FORÇA SINDICAL Flica 2015 supera expectativas e recebe 35 mil visitantes Página 7 Governador da Bahia, Rui Costa Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do Solidariedade Solidariedade entra com representação no Conselho de Ética da Câmara contra Chico Alencar (PSOL) Página 7 As Campanhas Salariais e a crise! Página 7 Miguel Torres, presidente da Força Sindical AEROVIÁRIOS-SP GRÁFICOS-SP São Paulo Tech Week promove 60 atividades de inovação e empreendedorismo na cidade Página 10 Discurso enganoso dos patrões Fernando Haddad, prefeito de São Paulo Página 10 José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Página 12 Sindiquímica SINDIQUÍMICA-BA prepara a categoria para uma forte mobilização envolvendo as empresas do Polo de Camaçari DE VOLTA PARA O FUTURO? Página 15 Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP Anuncie no IMPRENSA SINDICAL (11) 3666-1159 99900-0010 95762-9704

[close]

p. 2

Opinião IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 2 Editorial //Chega de guerra! A humanidade está doente e se mata. Guerreia-se em nome de Deus, em nome da liberdade, da igualdade, da economia e da soberania de um país, de um povo. Mas a guerra é um ato bárbaro, um ato de ódio, de desamor ao seu próximo. Guerrear é ser anti-humano, anti-deus, anti-cristão. Centenas de milhares de pessoas, de mulheres e crianças morrem vítimas de guerras centenárias, estabelecidas pelos governantes de seus países. A cada dia milhares de crianças morrem no mundo vítimas dessa barbárie. Desde o início da agressão militar árabe contra o Iêmen, por exemplo, mais de 1.000 crianças foram mortas, segundo revelou um representante oficial do Ministério da Saúde do país, citado pela agência noticiosa russa RIA Novosti. O representante oficial do Ministério da Saúde do Iêmen, Tamim al-Shami, declarou que “As perdas entre civis desde 26 de março, início de ataques aéreos, atingiram 6.318 pessoas, entre eles 1.241 são crianças e 1.028 — mulheres.” O número de vítimas mortais e feridos entre civis, de acordo com al-Shami, atingiu 15 mil pessoas, a maioria dos quais foram registradas na província de Saada e na capital do país, Sanaa. Temos também a guerra da Síria e muitas outras mais. E para elas não há argumentação que justifique. Nada há que se dizer para defender a ação de uma guerra. Absolutamente nada. Desde que o mundo é mundo e nele existe homem faz-se guerra. Sempre com o propósito de dominar, controlar e manipular pessoas, territórios e riquezas naturais como petróleo, minérios, ouro, pedras preciosas e logo, água! Amemos menos as coisas e mais as pessoas! Chega de guerrear!!! Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. Se a classe média acordasse //por Frei Betto //A partir de 2016, 1% da população mundial, que soma hoje 7 bilhões e 200 milhões de pessoas, terá uma fortuna superior à renda de 99% da mesma população. A riqueza mundial atingiu, em 2013, US$ 241 trilhões. Isso significa que 72 milhões de pessoas terão, em mãos, 46% dessa fortuna, avaliada em US$ 110 trilhões. E a grande maioria da população mundial, 7 bilhões e 128 milhões de terráqueos, terá que sobreviver com os US$ 131 trilhões restantes. Veja como esse mundo é injusto: se toda a riqueza da humanidade fosse dividida igualmente entre as 7,2 bilhões de pessoas, cada um de nós teria um patrimônio de US$ 33,472 (ou quase R$ 80 mil). Todos possuiriam o suficiente para viver com dignidade e, portanto, não haveria fome, criminalidade, migrações, mendigos, favelas, mortalidade infantil e, possivelmente, nem guerras. Viveríamos em um mundo de paz e prosperidade. Como a divisão dos 54% da riqueza mundial por 99% da humanidade tampouco é equânime, a desigualdade se reproduz. Aqueles que têm o suficiente para viver não querem saber de questionar os que integram o seleto grupo dos 1% mais ricos. Preferem achar que fazem parte desse contingente microscópico. No Brasil, a renda familiar triplicou entre 2000 e 2014. Graças ao governo do PT, passou de US$ 7.900 para US$ 23.400 ao ano. Apesar disso, a desigualdade cresceu. No topo de 1% mais ricos do mundo, há 296 mil brasileiros. É comum ver a classe mé- dia, que sobrevive com dignidade, ficar contra a distribuição de renda. Acha que traz perda de seus recursos. Não percebe que, com esta postura, em vez de ajudar a si própria, contribui com aquele 1% que se apropria da riqueza mundial. A grande luta política e ideológica que a humanidade deve travar, hoje em dia, é convencer os setores que conseguem sobreviver com dignidade a se unir aos que não conseguem, para combater esse 1% que detém uma quantidade de recursos que, se fosse melhor distribuído, faria do mundo um lugar muito melhor. Como convencer os setores de renda média que seus inimigos não são os mais pobres, mas, sim, o contingente microscópico que concentra aqueles US$ 110 trilhões? Não é fácil. O 1% em questão controla os governos, as comunicações, as Igrejas e até o ensino escolar, de forma que faz a cabeça dos 99% desde a infância. A miséria é humilhante. Causa revolta, estimula a criminalidade, provoca migrações, favorece o trabalho escravo, desagrega famílias e leva algumas pessoas a optarem pela violência para conseguir o que não pode ser obtido com o trabalho, pois as condições de disputar bons cargos no mercado são absurdamente desiguais. Frei Betto é escritor artigo originalmente publicado no site www.correiocidadania.com.br Cuba: um bloqueio ilegítimo //por Ana Maria Prestes ses votaram contra: Estados Unidos e Israel. //No dia 27 de outubro Em toda a história da hude 2015, 191 países mem- manidade, nunca um país bros das Nações Unidas vo- foi mantido sob tão longa taram pelo fim do bloqueio e severa guerra econômica econômico, comercial e fi- como a que impõe os Esnanceiro a Cuba. Nenhum tados Unidos ao soberano país se absteve. Dois paí- povo cubano. Mesmo com o Expediente Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 04 Conj. 82 Campos Elíseos - CEP 01201-020 - São Paulo - SP . Filial: Largo Santa Cecilia, 62 - São Paulo - SP . Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 DISTRIBUIÇÃO NACIONAL Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | www.kerachcomunicacao.com.br OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. restabelecimento das relações diplomáticas bilaterais entre os dois países, no último dia 17 de dezembro, a política de bloqueio e suas implicações e danos continuam intactos. Perpetua-se a hostilidade do gigante norte-americano frente a uma pequena ilha. Contam com a cumplicidade de outro país, igualmente perito em hostilidade e violência, neste caso aos Palestinos. O curioso é que o repre sentante dos EUA na ONU justificou seu 24º. voto, desde 1991 (quando a petição foi apresentada pela primeira vez pelos cubanos), contra o fim do bloqueio a Cuba justamente pelos “progressos” alcançados desde o reatamento das relações bilaterais. Segundo especialistas, as mudanças ocorridas nos últimos meses provocaram nos congressistas conservadores e contrários ao fim do bloqueio a “exigência” da manutenção do endurecimento com relação ao bloqueio. Seria como enviar uma mensagem: “os cubanos já tiveram a benevolência do reatamento das relações conosco, o fim do bloqueio seria pedir de mais”. O voto contrariou a expectativa da comunidade internacional por uma abstenção estadunidense. Prevaleceu o status quo no momento em que se acirra a disputa pré-eleitoral pelo mais alto posto político do país. O candidato presidencial republicano Marco Rubio (cubano-estadunidense) chegou a dizer que a opção pela abstenção revelaria que Obama estaria mais preocupado “com a popularidade internacional do que com a segurança nacional e os interesses políticos norte-americanos no exterior”. A pressão interna falou mais forte do que a externa. As delegações de países como Brasil e China foram bem enfáticas durante as votações ao se dirigirem aos Estados Unidos e alertarem para a necessidade de avançarem internamente com esta pauta, observando os inúmeros prejuízos impostos ao povo cubano e por extensão ao povo latino americano. A delegação chinesa ressaltou que o bloqueio viola os princípios da carta da ONU e tem gerado perdas econômicas e nega a Cuba o direito de existir de forma igualitária aos demais Estados. Não há como negar a ilegitimidade do bloqueio quando 191 países votam pelo seu fim e apenas dois mantêm sua posição em contrário. Já está claro para os americanos, e assumido pelo próprio Obama, que os objetivos almejados com o bloqueio não foram alcançados. Estima-se que 77% dos cubanos nasceram e viveram sob os efeitos do bloqueio. Os danos econômicos acumulados são da ordem de 833 bilhões de dólares. Hoje são penalizados absolutamente todos que tentam afrontar o bloqueio e sobreviver a ele, inclusive enfermos e crianças, estudantes e idosos, pequenos comércios e grandes obras de infraes trutura. Ao baterem o pé como crianças birrentas, EUA e Israel expõem a ilegitimidade do embargo. O fim do bloqueio é uma imposição histórica que já não tarda a chegar. Se os americanos tardarem a perceber, inauditos estarão dando de comer a uma carcaça. Ana Maria Prestes é Doutora em Ciência Política pela UFMG. Membro do Comitê Central do PCdoB

[close]

p. 3

IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 3 Aécio Neves-MG Aécio: Governo Dilma quebrou o Brasil para vencer as eleições bui os espaços de poder na área da saúde, que descuida da vida das pessoas em troca de votos no Congresso Nacional? Que moral tem o governo que viu montar na sua estrutura uma instituição criminosa para assaltar a nossa maior empresa em benefício de um projeto de poder? Que autoridade tem o governo que, ao conduzir uma política econômica irresponsável, levou mais de um milhão de empregos das famílias brasileiras só este ano? Faria muito melhor a presidente da República se rasgasse o script escrito pelos seus marqueteiros e falasse a verdade”, afirmou Aécio. O presidente do PSDB disse que cabe ao governo assumir sua responsabilidade sobre o déficit causado no Orçamento pelos erros cometidos na política econômica dos últimos anos, e recomendou a presidente Dilma que comece a governar de fato o “Infelizmente, a país. mentira continua. A parte menor das peda“A presidente tenta ladas, que diz respeito se vitimizar e atacar as à Caixa Econômica Fe- oposições. A presidenderal e a esses benefí- te continua a lembrar cios, não chegou a R$ permanentemente que 2 bilhões. Mas chegou ela teve 54 milhões de a R$ 50 bilhões o dé- votos e venceu as eleificit do Tesouro para ções. É correto isso. com o Banco do Brasil Está na hora de ela e o BNDES para pa- começar a governar gar subsídios de ou- o Brasil. E governar é Bolsa empresário tros programas. Para algo muito mais comquem? Para grandes plexo do que simplesempresários. O go- mente atacar as oposiO senador criticou verno do PT deixou ções e distribuir cargos a nova tentativa da há muito de ser o go- no Congresso Naciopresidente da Repú- verno dos pobres. É o nal”, criticou Aécio. blica de manipular a opinião pública ao justificar as pedaladas fiscais como uma manobra do governo para pagar o Bolsa Família. Aécio Neves mostrou números que comprovam que o maior gasto do governo com recursos dos bancos públicos foi para pagamento de subsídios dados pelo Tesouro a grandes empresas. governo da Bolsa Empresário”, acrescentou Aécio. Aécio Neves, senador da República e presidente nacional do PSDB //O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, reagiu aos ataques da presidente Dilma Rousseff à oposição durante o último Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Para Aécio, Dilma não tem autoridade para atacar as oposições no momento em que seu governo se vê acuado por denúncias de corrupção nas estatais e pela decisão recente do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou, por unanimidade, prática de crime de responsabilidade na condução das contas públicas ano passado. aos brasileiros sobre a situação econômica do país e que volta ao atacar as oposições como parte de uma estratégia de marketing. “Que moral tem um governo como o do PT e da presidente Dilma que quebrou o Brasil para vencer as eleiAécio ressaltou que ções? Que moral tem a presidente venceu para atacar a honra as eleições mentindo das oposições se distri-

[close]

p. 4

CUT-SP Sindical IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 4 Metrô de São Paulo não é mercadoria //Sindicalistas apontam ainda para a ausência de funcionários para apoio e segurança Foto: Roberto Parizotti Douglas Izzo é também coordenador do Fórum dos Movimentos Sociais do Estado de São Paulo //por Douglas Izzo, presidente da CUT/SP e Eduardo Alves Pacheco, da Atitude Metroviários da CUT/SP //Neste ano, em 21 de julho, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) lançou mais uma proposta de concessão no ser- viço público: a Linha 5 Lilás do Metrô. A argumentação é a mesma de sempre, redução de custo da máquina pública, eficiência no serviço e geração de emprego. No entanto, as experiências que tivemos em outros serviços e, em especial, no Metrô de São Paulo, vão em direção contrária do que ele falou. Tendo como exemplo a concessão da Linha 4-Amarela do Metrô, fica evidente o prejuízo ao qual a população foi submetida. Há um atraso na conclusão das obras em mais de 10 anos, além do ônus aos cofres públicos de mais de R$ 377 milhões, em 2014, somente em relação ao reajuste contratual de tarifa. Outro prejuízo é de mais de R$ 200 milhões que um consórcio recebeu e teve seu contrato rompido. Na geração de empregos, mais mentira, pois a presença física de funcionários para apoio e segurança é mínima, sendo monitorada dentro de uma sala à distância por aparelhos de TV. Não chega à metade o número de funcionários que o Metrô disponibiliza para conforto e segurança dos usuários. Sem entrar a fundo nos contratos e condições de trabalho muito inferiores. E não podemos esquecer também a perda de vidas humanas em um desastre que, até hoje, não foi devidamente esclarecido, isso sem falar dos prejuízos que muitos moradores tiveram em suas casas, com a forma com que as obras foram feitas. Quando defenderam a Parceria Público Privada (PPP) na Linha 4, o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Claudio Pelissioni, falou que estava adotando esse projeto para que o Metrô não andasse a passos de tartaruga. Pois é, a tartaruga ganhou do PSDB. A proposta para a Linha 5 Lilás assume preocupações mais graves ainda, pois o sistema já está operando e as obras já foram contratadas. O dinheiro público, ou seja, dinheiro nosso, será repassado à iniciativa privada. Para que isso? Tudo se dá em um contexto de investigações em andamento, inclusive da própria Linha 5 do Metrô, sobre acertos com as empreiteiras nas obras de expansão, escândalos sobre os cartéis de trem. Agora, mais uma doação aos empresários? Para nós, cutistas, o serviço público não pode, em hipótese alguma, ser tratado como mercadoria. Muito menos ser parte de um jogo do capital. Manifestamos aqui o nosso total repúdio a mais esse ataque à sociedade e nosso irrestrito apoio aos metroviários de São Paulo em sua luta, desde então, contra essa proposta. Bancários aprovam proposta e encerram greve na base da FETEC-CUT/SP //Foram 21 dias de greve nacional, mais de 12 mil agências fechadas e 35 centros administrativos paralisados nos 26 estados e no Distrito Federal //por Lucimar Cruz Beraldo - FETEC-CUT/SP //Os bancários da FETEC-CUT/SP dos bancos privados, Caixa Federal e Banco do Brasil aprovaram, em assembleias dia 25 de outubro, a proposta de acordo, encerrando assim a greve deflagrada, em 6 de outubro, em todo o país. Fruto de um dos maiores movimentos da categoria nos últimos anos, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no dia 24, contempla reajuste de 10% para salários, piso, PLR, e de 14% para os vales alimentação e refeição e para a 13ª cesta, representando 3,75% de ganho real. No acumulado dos últimos 12 anos, contabiliza nos salários 20,83% de ganho real e 42,3% nos pisos. Também prevê adoção de medidas visando ajustes na gestão dos bancos de modo a reduzir as causas de adoecimento bancário. Conforme aprovado, 63% dos dias parados para quem faz jornada de seis horas e de 72% dos dias para quem faz oito horas serão anistiados, havendo compensação de, no máximo, uma hora por dia. Nos bancos federais, além da aplicação dos índices de reajuste propostos pela Fenaban, as propostas específicas aprovadas também agregam avanços. Na Caixa Federal, prevê, dentre outros, suspensão imediata da implantação da terceira fase do plano de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), suspensão da obrigatoriedade dos 15 minutos para mulheres, manutenção da PLR Social. No Banco do Brasil, a manutenção do formato do pagamento semestral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido entre todos os trabalhadores, somado aos módulos bônus e Fenaban; instituição de grupos de trabalho sobre ascensão profissional, prevenção de conflitos, resultados do PCMSO e saúde no trabalho. Além disso, está prevista oferta de 4 mil bolsas de estudos de graduação a não graduados; não exigência da trava de relacionamento (365 dias) para nomeação, e oportunidade na ascensão profissional aos funcionários de Plataforma de Suporte Operacional (PSO), dentre outros avanços. “Trata-se de uma importante vitória da categoria bancária, cuja mobilização impediu os bancos de imporem aos trabalhadores perdas salariais, além do total desconto dos dias de greve”, afirma Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP . Foram 21 dias de greve nacional, mais de 12 mil agências fechadas e 35 centros administrativos paralisados nos 26 estados e no Distrito Federal. Só na base da FETEC-CUT/ SP , foram mais de 2 mil locais paralisados, com envolvimento de até 60 mil trabalhadores. “A força da greve fez com que os banqueiros saíssem de uma proposta rebaixada de 5,5% para 10%, garantindo assim o poder de compra do salário do bancário, justamente, em um ano em que várias categorias estão fechando acordos com perda salarial”, exemplifica Alemão. A previsão é de que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) seja assinada entre 4 ou 5 de novembro. Com isso, salários e benefícios atualizados, com as respectivas diferenças retroativas a setembro devem ser creditadas na próxima folha e, em até 10 dias a contar da data da assinatura, deverá ser paga a primeira parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Ipea: trabalhadores escolarizados são os mais afetados por piora do mercado //por Vinícius Lisboa – Agência Brasil //Os trabalhadores com maior escolaridade têm sido os mais atingidos pela piora no mercado de trabalho brasileiro, revelou dia 27 de outubro, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) no Boletim Mercado de Trabalho: Conjuntura Econômica e Análise. Para quem tem ensino médio completo, a queda na taxa de ocupação foi de 2% medida pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Menos expressivo o recuo para o fundamental completo foi de 1,4%, e, para o fundamental incompleto, de 1,2%. Os homens também foram mais afetados do que as mulheres, com um recuo de 1,6% contra 0,5%. No recorte por faixa etária, os mais jovens foram os que apresentaram a maior piora nos indicadores. Em um recorte por faixa etária, a taxa de ocupação caiu 3,5% para a população de 14 a 24 anos, e 0,4% para a de 25 a 59 anos. Para os idosos houve um aumento na taxa de ocupação, de 1,4%. Ao contrário dos últimos três anos, o segundo trimestre de 2015 não conseguiu superar a população ocupada que o país tinha no último trimestre do ano anterior. Em geral, a população ocupada cai do quarto para o primeiro trimestre, mas sobe para a um patamar maior no segundo. No segundo trimestre de 2015, a população ocupada era de 92,211 milhões, contra 92,875 milhões no quarto trimestre de 2014, o maior número registrado na série histórica da Pnad. A pesquisa aponta que a piora dos números vem principalmente da redução das admissões e não das demissões. Outro número que teve a inversão de sua tendência de queda foi a taxa de informalidade, que subiu de 44,3% para 44,7% do primeiro para o segundo trimestre de 2015. O diretor da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), André Calixte, avaliou a situação como preocupante, porque o mercado de trabalho “tem sido um dos pilares da inclusão social no país” e agora o cenário apresenta uma tendência de reversão. “Metade da redução da desigualdade veio do mercado de trabalho”, disse, acrescentando que as políticas sociais e os investimentos em infraestrutura foram os outros fatores que reduziram a desigualdade no Brasil. Calixte afirmou que o Brasil “está em uma corrida contra o tempo” para reverter as expectativas do mercado a tempo de garantir uma retomada da economia e “salvar o Natal”. A pesquisa aponta que uma conjuntura mais favorável depende de uma retomada das expectativas positivas “o mais rápido possível”. “Essa corrida contra o tempo se torna cada vez mais difícil conforme a gente demora a sair da crise”, disse Calixte, que explicou que o tempo de duração do desemprego dificulta a volta do desempregado ao mercado de trabalho.

[close]

p. 5

Brasil Ituiutaba-MG IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 5 Ituiutaba entre as 100 melhores de se viver //Pesquisa recente publicada pela Revista IstoÉ, mostrou que Ituiutaba está entre as 100 melhores cidades para se viver e investir no país //Com uma infraestrutura preparada para suportar uma população de 150 mil habitantes, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, confirmou a nossa população em 2015, ficando em 103.333 habitantes, mostrando crescimento populacional com relação a 2010 – 97.171 habitantes. Para o prefeito de Ituiutaba, Luiz Pedro Corrêa do Carmo, esse crescimento tem que ser acompanhado com obras de infraestrutu- ra, melhorias na saúde, educação, social e lazer, criação de novos postos de trabalho, de forma a oferecer “Qualidade de Vida” ao cidadão tijucano. O setor habitacional puxou para cima a geração de emprego e otimismo na construção civil, onde, além das mais de 7 mil casas do Programa Minha Casa Minha Vida, outras centenas se espalham pela cidade em financiamento isolados, feitos de forma direta entre comprador e financiador. Com o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, em 0,739, considerado alto, o prefeito de Ituiutaba, Luiz Pedro Corrêa do Carmo, comemora outros números importantes, como os quase 100% de água e esgoto tratados nas quase 40 mil residências, além de um índice de 95% de ruas e avenidas asfaltadas na cidade, fruto de uma proposta que já levou o benefício a mais de 20 bairros. Em termos administrativos, a Prefeitura tem hoje um dos me lhores salários da região, onde, enquanto o salário mínimo do governo Federal é de R$ 788, o da Prefeitura é de R$ 960 e, além disso, a atual administração tem cumprido à risca o seu papel de responsabilidade social e valorização do servidor, pagando dentro do próprio mês o seu salário, fomentando ainda o comércio local com a circulação mensal de mais de R$ 6 milhões. Segurança A transformação do Batalhão da PMMG, veio como um reforço no trabalho conjunto que se faz Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil na integridade e segurança para os cidadãos. Além do aumento no efetivo em ambas as Polícias, e da compra de mais veículos para a frota da PMMG, um dos avanços de grande importância veio com a implantação do Programa Olho Vivo que entrou em operação, onde foram instaladas 16 câmeras num raio de ação que compreende o quadrante da Avenida 7 à Avenida 17 e da Rua 14 à Rua 26. Com esse trabalho, a PMMG afirma que os números já registrados têm sido satisfatórios e agora com o monitoramento da área comercial, onde estão localizadas as agências bancárias e casas lotéricas, esse índice tende a cair ainda mais. Guarulhos-SP Guarulhos garante recursos para projeto de extensão da Linha 13 até Bonsucesso //A bancada paulista da Câmara dos Deputados, em Brasília, definiu a destinação de R$ 25 milhões de emenda parlamentar para a elaboração dos projetos básico e executivo que permitirão levar a Linha 13-Jade, da CPTM, até a região de Bonsucesso, o que beneficiaria mais de 400 mil pessoas diariamente. O projeto atual, que está em execução, prevê estações apenas no Parque Cecap e no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O pleito do município para a extensão da Foto: Nicollas Ornelas emenda dos deputados paulistas, o Estado terá recursos para elaborar um projeto até Bonsucesso”, disse o prefeito Almeida. “Isso é importante, porque oferece condições de tirar a obra do papel por meio de recursos próprios ou outros tipos de financiaObras do Trem CPTM mento”. Linha 13 foi entregue (14) e prevê a inclusão Almeida foi a Brapessoalmente pelo pre- destes recursos já para sília acompanhado feito Sebastião Almei- o orçamento da União pelo deputado estaduda ao líder da bancada em 2016. al Alencar Santana e paulista, o deputado “O projeto da Linha pelo secretário muniMilton Monti, no dia 13 13 da CPTM é muito cipal de Transportes e de outubro, na Capital bom, mas hoje só aten- Trânsito, Atílio André Federal. A decisão dos de a quem se dirige ao Pereira. Eles protocodeputados paulistas foi Aeroporto Internacional laram o pedido junto a tomada no dia seguinte de Guarulhos. Com a Monti, solicitando a ex- tensão da Linha-13 sob a justificativa de que a extensão atenderá até 400 mil pessoas por dia. A Prefeitura quer incluir no novo projeto estações nas regiões do Presidente Dutra, Santos Dumont, São João e Bonsucesso. O documento entregue a Monti e aos demais deputados ainda ressalta a importância da realização dessa obra em paralelo a duas outras grandes intervenções realizadas neste momento em Guarulhos, que são a construção do trecho Norte do Rodoanel e as obras de macrodrenagem e infraestrutura na Marginal do Baquirivu. “Os deputados foram muito sensíveis ao nosso pedido, porque sabem da importância dessa obra para a nossa cidade. Guarulhos é a segunda maior cidade do Estado, mas ainda não dispõe de linhas de trem ou de metrô que possam atender sua população”, disse o prefeito Almeida, lembrando que as obras da Linha 13 estão em andamento por intermédio de uma parceria entre o Estado e o governo Federal.

[close]

p. 6

IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 6 Sinduscon-SP Segurança e saúde do trabalho mobilizam a indústria da construção //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //No mês de outubro, quando se comemora o Dia do Trabalhador da Construção Civil (26/10), o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo) iniciou as atividades do maior evento anual de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) do setor no Estado de São Paulo: a 16ª Megasipat (Mega Semana Interna de Prevenção de Acidentes). Até o final do ano, cerca de 3 mil trabalhadores da construção, distribuídos entre a capital e 11 municípios do interior do Estado, terão um dia inteiro de atividades voltadas à saúde e à segurança do trabalho. Promovido pelo SindusCon-SP , o evento é realizado em parceria com o Senai-SP (Serviço Nacional de Aprendiza- gem Industrial), o Sesi-SP (Serviço Social da Indústria) e o Seconci-SP (Serviço Social da Construção). Desde a primeira edição da Megasipat, mais de 22 mil trabalhadores de cerca de 3.700 empresas participaram do evento. Posteriormente, eles multiplicaram o conhecimento entre os colegas, disseminando-o por todo o Estado. Neste ano, estão sendo abordados temas como prevenção a choques elétricos e a quedas de altura, segurança em escavações, nutrição balanceada, cuidados com a saúde e o meio ambiente do trabalho, ética, liderança, cooperação, motivação e responsabilidade social, por meio de atividades lúdicas que envolvem os participantes com as boas práticas em SST. Para motivar ainda mais os trabalhadores, a Megasipat trouxe um novo conceito. Foi implementada a metodologia do trekking. Em vez de assistirem sentados a um evento clássico em forma de palestras com alguma interatividade, os participantes se organizam em equipes que devem cumprir um circuito, passando por diversas estações de desafios. No início da manhã, os trabalhadores fazem exames de acuidade visual, glicemia e pressão arterial. Em seguida, após um café reforçado, dividem-se nas equipes e percorrem o circuito de estações temáticas. Na sequência, almoçam e participam do encerramento com sorteio de brindes. O evento é gratuito para os trabalhadores inscritos pelas empresas da construção, que os dispensam do trabalho nesse dia. A ação complementa a Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes) de cada empresa. Outra novidade neste ano consiste em trazer para o evento não apenas os trabalhadores, mas os mestres de obras, técnicos e engenheiros de segurança, com vistas a aumentar o poder de multiplicação dos conceitos transmitidos. Toda a concepção da Megasipat é montada para os trabalhadores vivenciarem situações nos canteiros de obras em que são relevantes a utilização dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e outros cuidados indispensáveis em relação à saúde e ao meio ambiente de trabalho. Neste ano, há uma razão a mais para nos ocuparmos desse tema. Encontram-se avança- dos os trabalhos de revisão da NR 18, a Norma Regulamentadora –Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. A revisão, iniciada em 2014, está sendo realizada pela CPN, a Comissão Permanente Nacional tripartite, mediante um amplo trabalho que envolve representantes do governo, dos trabalhadores e das empresas. O objetivo é atualizar a norma em função de novos processos construtivos e procedimentos surgidos nos últimos anos, de modo a reforçar a SST na construção civil. Nestes tempos difíceis para o país, em que a crise está elevando o desemprego, trabalhadores e empregadores precisam redobrar os cuidados em relação à SST. Ela vai muito além dos necessários cuidados com a saúde e a segurança do trabalhador. Uma gestão bem feita de SST também contribui para a redução de acidentes, doenças ocupacionais e absenteísmo. Proporciona uma elevada motivação dos trabalhadores, aumentando seu grau de satisfação. Tudo isso é altamente relevante para o alcance de um nível de produtividade, qualidade e excelência da empresa. Esta é a condição necessária para que ela se destaque no mercado e sobreviva em tempos difíceis como os nossos. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e da Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária)

[close]

p. 7

Geral Bahia IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 7 Paulinho da Força-SP Flica 2015 supera expectativas e recebe 35 mil visitantes O casal de soteropolitanos Vitória Espinheira e Henrique Oliveira levou as três filhas, as gêmeas Catharina e Nathalia, de 3 anos, e Lavínia, 4, para assistirem a performance interativa do grupo. “Estamos em Cachoeira desde o dia 16 (de outubro). A vinda foi muito tranquila. Foi uma grata surpresa. A gente já imaginava, [pois] tínhamos bons comentários. Não tivemos problemas com estrada, com sinalização, nada disso. Boa pousada. Hospitalidade ótima do pessoal aqui. A organização foi muito boa. Os espetáculos muito bons. As meninas passaram ontem (sábado, 17) o dia inteiro se divertindo”, disse Henrique. Apresentações O Cine Theatro Cachoeirano foi especialmente decorado para receber parte da programação infantil. Joilson Cerqueira, 20, uma das 55 vozes do coral, ficou encantado com a possibilidade de se apresentar na Fliquinha. Ele afirmou que, por meio do projeto, já se apresentou em diversas cidades e teve contato com grandes profissionais da música. “Estamos tendo uma oportunidade muito grande”, disse ele, que há três anos e meio faz parte do Neojiba. A última apresentação musical da Flica 2015 foi do Grupo de Teatro da Polícia Militar da Bahia. Os policiais evidenciaram muito suingue e afinação ao encenarem o espetáculo ‘Ópera da Cidadania’, que retrata as manifestações populares da Bahia, como o maculelê, samba de roda, capoeira e samba-reggae. Sob um sol de meio dia, as pessoas se aglomeraram na frente do palco montado na Praça da Aclamação e saíram apenas ao final da apresentação. Solidariedade entra com representação no Conselho de Ética da Câmara contra Chico Alencar (PSOL) //O Conselho de Ética da Câmara recebeu, dia 29 de outubro, representação contra o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ), por financiamento de campanha com dinheiro público. O termo, que pede a cassação do mandato do parlamentar, foi protocolado pelo partido Solidariedade, por meio de seu presidente nacional Paulinho da Força. O documento expõe fortes indícios que Alencar contratava empresas fantasmas para a prestação de serviços de propaganda e publicidade que davam notas fiscais sem valor legal para receberem os pagamentos por meio da verba indenizatória da Câmara. O deputado firmou contrato com empresa que havia sido fechada há um ano, por exemplo. Em paralelo, o parlamentar do PSOL contratava cabos eleitorais como secretários parlamentares que, além de prestar serviço como bocas de urna em campanha, eram forçados a recolher parte de sua remuneração a título de doação eleitoral. Em seguida, as cotas eram contabilizadas como contribuições voluntárias de pessoas físicas. A prestação de contas //Com 35 mil visitantes entre os dias 14 e 18 de outubro, Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), no Recôncavo Baiano, superou as expectativas da organização do evento. A informação foi divulgada pelo curador da Flica, Aurélio Schommer. “O número de visitantes é quase o dobro do ano passado. Demos um grande passo este ano, por vários aspectos, para nos tornarmos a principal festa literária do Brasil. Por qualquer critério, seja pela vendagem de livros ou pela qualidade dos autores, já é a melhor programação de evento literário do Brasil no ano”, afirmou o curador. Em relação às atividades oferecidas sem custos aos visitantes, Schommer enfatizou que, através de leis de incentivo, o governo do Estado e a iniciativa privada apoiam o evento desde a primeira edição, mas este ano a presença ampliada do poder público fez a diferença e contribuiu para atrair ainda mais visitantes. “Este ano, o governo do Estado teve uma ação muito maior, no sentido de fornecer programação também. Uma programação própria, de altíssima qualidade. Ótimos nomes da literatura, do teatro passaram por Cachoeira. Isso é muito importante”. Para encerrar a festa em grande estilo, 17 jovens do Coro Juvenil do Neojiba se apresentaram no Cine Theatro Cachoeirano, fechando a programação da Fliquinha. da campanha de Chico Alencar no TSE aponta que cerca de R$ 65 mil, o equivalente a mais de um terço declarado no relatório, foram doados por apenas sete pessoas –todas assessores de Alencar. Para Paulinho da Força, isso é quebra de ética e decoro irrevogável por parte de Chico Alencar. “Contratar empresas fantasmas com notas frias e coagir assessores para fazer cotização para financiamento eleitoral são práticas criminosa que embasa uma perda de mandato urgente. Foi constatado que essa prática era a principal maneira do PSOL conseguir subsidiar suas campanhas. Chico Alencar montou um esquema de propinoduto nos moldes do Mensalão. Ele demonstra não ter decoro e idoneidade para seguir sustentante seu mandato baseado na mentira”, afirma o parlamentar. Trâmite Agora com a representação protocolada, o relator escolhido tem dez dias para divulgar um relatório preliminar avaliando se o processo deve ou não continuar. Se aprovada a continuidade, o relator abrirá prazo de outros dez dias para a defesa do deputado acusado e, depois, elabora um parecer recomendando absolvição, censura, suspensão ou cassação do mandato. O relatório é, então, votado no Conselho de Ética. Toda a tramitação no colegiado deve durar, no máximo, 90 dias. Se aprovada alguma punição, o processo segue para o plenário. A cassação do mandato precisa dos votos de pelo menos 257 dos 513 deputados. A votação não é secreta. Paulo Pereira da Silva, Paulinho da Força, é deputado federal e presidente do Solidariedade América Latina Força Sindical-SP Alfabetização cubana já beneficiou 10 milhões de pessoas pelo mundo //O programa de alfabetização cubana Yo Sí Puedo já ajudou mais de 10 milhões de pessoas a aprender ler e escrever em 130 países. Criado em 2002, o projeto consiste em um método de aplicação rápida de lições de aprendizado para alfabetizar adultos. Segundo a subdiretora do Instituto Pedagógico Latino-americano e Caribenho (Iplac), Liset Valdés, até o início de 2016 este número vai aumentar consideravelmente, porque ainda este ano 765 mil pessoas que estão em aulas irão se graduar. O método educativo que já chegou em 130 países é aplicado gratuitamente por educadores cubanos que trabalham principalmente em zonas rurais para combater o analfabetismo. Liset destacou como foi satisfatória a experiência de aplicar o programa nas zonas de mineração do Peru, onde a maior parte da população adulta nunca tinha sequer entrado em uma escola. Outra região onde o programa foi fundamental é Wanda, na província de Missiones, na Argentina. Depois que os adultos da região foram atendidos pelo Yo Sí Puedo, o município foi considerado livre do analfabetismo. Por conta disso, cerca de 300 pessoas, todas muito humildes, fizeram questão de agradecer a Cuba e ao ex-presidente Fidel Castro pela oportunidade de aprender a ler, escrever e questionar. Em 2012 a Espanha solicitou a ajuda dos educadores cubanos para alfabetizar a população humilde das zonas rurais, foi a primeira aplicação do método na Europa. A equipe do programa também já atendeu povos originários do Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Yo Sí Puedo O programa, que em português poderia ter seu nome traduzido para Eu sim posso, foi criado pela pedagoga Leonela Relys a pedido do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro. O conteúdo foi adaptado para inglês e português, alé de dialetos quéchua, aymara, guaraní, creole, wahili e tetún. Em breve será implementado também em francês. O método já foi aplicado com êxito em 130 países, entre eles Argentina, Venezuela, México , Equador, Bolívia, Guatemala, Nicarágua, Haiti, Colômbia, Guiné-Bissau, Moçambique e África do Sul. As Campanhas Salariais e a crise! //Os patrões, sob o pretexto da crise que, efetivamente, vem abalando todos os segmentos e a economia nacional como um todo, têm endurecido nas negociações das datas-bases de todas as categorias. Com isto, muitos deles apresentam propostas inaceitáveis, como por exemplo conceder reajustes inferiores à inflação do período e reduzir conquistas das Convenções Coletivas de Trabalho, entre outros devaneios. O que os empresários parecem não perceber é que, da mesma forma que eles sentem os efeitos nefastos da recessão econômica, o conjunto dos trabalhadores –principalmente os de menor renda– sente de forma muito mais potente, pois convivem com salários que não acompanham a inflação, com a ameaça de demissões, com a alta das suas contas básicas e com a redução na compra de artigos de primeira necessidade, como alimentos e remédios, entre outras intempéries. Estamos nos aproximando do final do ano, e muitas categorias importantes no mundo do trabalho, entre elas metalúrgicos, comerciários, aeroviários, têxteis, trabalhadores na alimentação e em edifícios e condomínios, ainda estão com suas Campanhas Salariais em aberto, e enfrentando situações cada vez mais complexas. Desta forma, a Força Sindical entende que é preciso intensificar nossa mobilização e atuação para que consigamos manter e ampliar nossas cláusulas sociais e econômicas, manter nossos empregos e conquistar reajustes que supram nossas necessidades e nos tragam conforto. A luta é árdua! Os patrões estão intransigentes em seus posicionamentos mesquinhos e dispostos a não ceder. Nós, entretanto, temos de estar firmes em nossos propósitos e dispostos a ir até o fim em defesa dos nossos direitos. Se preciso, vamos cruzar os braços e parar máquinas pelo tempo necessário para não arcarmos com o ônus de uma crise que não fomos nós quem criamos. O momento é de união, mobilização e disposição para a luta em busca dos nossos objetivos. Lutamos por um Brasil mais igualitário e justo, e por uma vida digna para nossas famílias e para o povo brasileiro! Miguel Torres, presidente da Força Sindical

[close]

p. 8

IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 8 Governador Alckmin reduz impostos e cria Fundo de Combate à Pobreza //Estado de São Paulo também zerou o imposto que incidia sobre arroz e feijão Fundo também atende ações voltadas à criança e ao adolescente bem como à agricultura familiar. O projeto de lei já foi enviado à Assembleia Legislativa para valer a partir de 2016. Também por meio de projeto de lei, o governo de São Paulo reduz de 18% para 12% o ICMS dos medicamentos genéricos e, por decreto, zera o imposto do arroz e do feijão, itens da cesta básica sobre os quais ainda incidia o ICMS. As medidas beneficiam todos os paulistas e visam a reduzir a desigualdade social no Estado. Outra medida publicada no Diário Oficial do dia 28 de outubro é a diminuição da carga tributária da areia, produto essencial para a construção civil. Dessa forma, o governo do Estado busca estimular a economia e incentivar o setor de infraestrutura que emprega, apenas no Estado de São Paulo, mais de 400 mil pessoas. O decreto reduz a base de cálculo do ICMS incidente sobre as saídas internas de areia de 12% de tributos para 8%. Para compensar a perda de receita, as alíquotas de ICMS sobre cerveja e fumo serão elevadas, respectivamente, de 18% para 23% e de 25% para 30%, também a partir de 2016. Hoje, São Paulo é um dos únicos Estados que tributam a cerveja com alíquota menor do que 25%. Os recursos do Fundo de Combate à Pobreza serão provenientes da cobrança de alíquota adicional de 2% sobre do ICMS de cerveja e fumo. Esse excedente será utilizado exclusivamente pelo Fundo e poderá ser aplicado apenas em programas e ações estabelecidos no projeto de lei. Estimativas da Secretaria da Fazenda apontam que a medida abastecerá o Fundo com R$ 1 bilhão ao longo de um ano, garantindo mais qualidade de vida à população carente. Além disso, também há um ganho de arrecadação de R$ 1,5 bilhão para o Estado e R$ 500 milhões para os municípios paulistas, por meios dos repasses constitucionais de ICMS. São Paulo //O governador Geraldo Alckmin instituiu o Fundo Estadual de Combate à Pobreza, cujos recursos serão aplicados em programas voltados à nutrição, habitação, educação e saúde. O Sintracon/Itapevi-SP Em época de crise as entidades que representam os trabalhadores podem fazer a diferença //É inegável que o país atravessa uma forte crise política e econômica. Política porque os nossos representantes, sejam em Brasília, nos estados ou município, resolveram legislar em causa própria, olhando apenas para os seus interesses. E econômica porque, além das dificuldades provocadas pela briga política, o trabalhador já começou a perder o emprego e ficar com a conta que em alguns casos mesmo empregado, teve que reduzir o salário e a frequentar, depois de muitos anos, as páginas de classificados de empregos. Nessa hora as entidades representativas dos trabalhadores podem fazer a diferença. Além de defender os direitos dos trabalhadores, também podem auxiliar na parte emocional. Com essa visão, durante o mês de outubro, o Sindicato realizou várias atividades que reuniu familiares dos trabalhadores em torno de comemorações comuns. A principal delas foi esportiva. Empresas de diversos segmentos da nossa categoria disputaram a 6ª edição do Torneiro Interfábricas. Para o presidente Angelo Angelini, “não houve ganhadores e muito menos perdedores nesse evento. Foi uma grande confraternização que reuniu a nossa grande família nesse momento de dificuldades”. As crianças também tiveram atenção especial. No dia 3 de outubro, em Santana do Parnaíba uma comemoração, com um almoço e brindes distri- Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon desta edição, em assembuídos aos pequenos, antecipou as comemora- bleias, os trabalhadores do setor de móveis tomaram ções di dia das crianças. Sem esquecer o lado conhecimento da proposeconômico, nos dias 29 e ta patronal para o reajuste 30, durante o fechamento dos salários neste ano.

[close]

p. 9

IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 9 SindSaúde-SP Não à saúde como moeda de troca eda de troca para garantir governabilidade momentânea, colocando em risco o SUS público, universal e de qualidade, um direito constitucional. Não bastasse todos os ataques ao SUS neste ano, como a aprovação do capital estrangeiro e a proposta de universalização dos planos privados, agora vemos o Ministério da Saúde entrar na barganha com o PMDB que, apesar de fazer parte do governo, não o apoia no Congresso Nacional e tem votado com a direita, liderada pelo PSDB/DEM que sempre defenderam a mercantilização da saúde pública, como se vê no estado de São Paulo. Estamos mobilizando nossa categoria para radicalizar na defesa do SUS, para tirar desse jogo político o Ministério da Saúde, que tem papel estratégico na implementação das políticas públicas de saúde que estão sendo discutidas e aprovadas nas conferências de Saúde. Se a direita abrandou a sanha pelo impedimento é porque agora contam com um “auto impedimento” do governo Dilma, ajustado pela especulação financeira, por lucro de poucos sem trabalho, inflação, desemprego, que prejudicam a maioria da população e aprofundam as desigualdades e a violência generalizada. O sociólogo Emir Sader em artigo na Carta Maior (30/09/15), tratando sobre o genocídio de jovens negros hoje no Brasil, destaca que “se não há segurança para todos, não haverá segurança para ninguém”. Mostra que não adianta um monte de parafernálias –grades, ruas particulares, polícias privadas, câmeras, seguranças pessoais, se não for assegurado o direito à vida. De nada adianta serviços privados em áreas essencialmente públicas. É o caso da saúde. Unidades e hospitais públicos estão sendo privatizados, terceirizados, quarteirizados... E o atendimento não melhorou. Esse desmonte também atingiu os trabalhadores da saúde pública, inclusive na atenção a sua própria saúde. Do outro lado, planos privados foram criados, fechados, seus donos ficaram milionários e os usuários, como no recente fechamento da Unimed Paulistana, acabam recorrendo ao Sistema Único de Saúde, “a muleta do sistema privado”, como resume o médico sanitarista Jorge Kayano. Como falou o presidente da Abrasco, Gastão Wagner, no 14º Congresso Paulista de Saúde Publica 2015: “Somos mais efetivos e eficientes do que o sistema privado”. Nesse momento é fundamental que todos que querem um Brasil, de todos para todos, uma sociedade humana, solidária e democrática, devem se posicionar contra o leilão do Ministério da Saúde e unir forças na defesa de um SUS público, universal e integral! Gervásio Foganholi, presidente do SINDSAUDE-SP //O SindSaúde-SP , junto com a CUT, o Movimento da Reforma Sanitária e demais movimentos sociais, populares, políticos e acadêmicos, se posiciona contra o uso do Ministério da Saúde como mo- Brasil Governo aponta inconstitucionalidade da PEC sobre terras indígenas //Em nota divulgada dia 29 de outubro, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Governo afirmam que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/00, aprovada pela comissão especial, que transfere para o Congresso Nacional a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas, “não se alinha” com os preceitos da Constituição Federal e que essa inconstitucionalidade já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal”. O texto foi aprovado dia 27 de outubro em comissão especial e, para passar a valer, ainda precisa ser apreciado em dois turnos pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. No dia 28/10, centenas de indígenas de vários países que participam dos Jogos Mundiais Indígenas, em Palmas (Tocantins), interromperam as competições e protestaram contra a aprovação da proposta. Em outras ocasiões, o governo e a própria presidenta Dilma Rousseff já haviam se posicionado contra a aprovação da medida. “A Secretaria de Governo da Presidência da República e o Ministério da Justiça entendem que a aprovação do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000 em comissão especial, no dia 27/10, ofende o princípio da separação dos Poderes e não se alinha com o direito originário consagrado na Constituição acerca das terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas, na conformidade do já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal”, diz a nota. A PEC 215 altera as regras para a demarcação de terras indígenas, de remanescentes de comunidades quilombolas e de reservas. O texto proíbe ainda a ampliação de terras indígenas já demarcadas e prevê a indenização de proprietários inseridos nas áreas demarcadas, ainda que em faixa de fronteira.

[close]

p. 10

São Paulo-SP São Paulo IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 10 São Paulo Tech Week promove 60 atividades de inovação e empreendedorismo na cidade //Primeira edição do evento reunirá mais de 10 mil pessoas em oficinas, cursos, debates, competições, hackatonas, palestras e exposições entre 3 e 9 de novembro. Programação abrange todas as regiões da capital pirar a comunidade a aplicar seus talentos e habilidades para criação de soluções para os problemas locais. A Biblioteca Cora Coralina, em Guaianazes, na zona leste, recebe uma edição da RodAda Hacker, que oferecerá oficinas de programação para meninas e mulheres e na região do Campo Limpo, na zona sul, o “Arrastart” organizará oficina maker para jovens da região. Na Avenida Paulista, cartão-postal da cidade, ocorre o Paulista Hack, com palestras, apresentações de startups e networking no vão do MASP . “A tecnologia tem que ser inclusiva não apenas na quantidade de pessoas, mas tem que incluir o país, permitir que pessoas de fora de São Paulo venham para cá, que se sintam atraídas para vir para nossos estado e cidade, e também para que mulheres participem mais, mais e mais, porque ao abraçar a diversidade, vamos fazer com que todos estejam participando”, disse o presidente do Google Brasil, Fabio Coelho. Ele participou da palestra “O futuro da tecnologia: principais tendências e oportunidades de impacto”, junto com diretores de outras companhias durante a cerimônia de abertura da SPTW. Outro grande evento da programação da São Paulo Tech Week acontecerá nos dias 3 e 4, na sede da Fecomércio, quando a cidade receberá a Conferência Anual de Startups (CASE), maior encontro de startups e empreendedorismo da América Latina. A conferência contará com mais de 25 palestrantes, com nomes internacionais como Andrea Barrica, da 500 Startups/InDinero, Luis Samra, do Evernote, e Morten Primdahl, da Zendesk. “Com todos os desafios e dificuldades, a Prefeitura vem se esforçando para tentar ajudaras empresas que estão em seu início. Tenho orgulho e satisfação com esse evento, que já é um sucesso extraordinário”, disse o secretário municipal de Finanças, Rogério Ceron. “São Paulo é um polo, temos aqui um manancial de conhecimento que é muito importante, mas o desenvolvimento de mão de obra qualificada está nas nossas mãos em uma parceria com estado, governo Federal e as cidades”, afirmou presidente da IBM Brasil, Marcelo Porto. A primeira São Paulo Tech Week conta com patrocínio da Totvs, Buscapé, IT Mídia, e Câmara Brasil China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE), com organização do BID, Startup Brasil, Samsung, IBM, Intel, Ambev, Assespro, ABStartups, SEBRAE-SP , LabProdam e Berrini Ventures. //A partir do dia 3 até o dia 9 de novembro, a capital paulista sediará a primeira edição da São Paulo Tech Week (SPTW), com mais de 60 atividades relacionadas a tecnologia, inovação e empreendedorismo, distribuídas por várias regiões da cidade. Iniciativa das agências de promoção de investimento da Prefeitura, SP Negócios, e do governo do Estado, Investe SP , o evento tem a expectativa de reunir mais de 10 mil pessoas em oficinas, cursos, debates, competições, hackatonas, palestras e exposições. A maioria das atividades é gratuita e aberta ao público, porém, algumas requerem inscrições prévias. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site da SPTW (http://www.saopaulotechweek.com). O evento conta com patrocínio de empresas multinacionais e tem o objetivo de estimular a cultura de inovação e inspirar a geração de novos talentos, além de reforçar a posição estratégica de São Paulo como hub global do setor. A cidade é a melhor opção para quem deseja criar uma startup de tecnologia na América Latina, de acordo com o estudo Global Startup Ecosystem Ranking 2015. Segundo a Associação Brasileira de Startups, mais de mil startups estão concentradas no Estado de São Paulo, sendo a maior parte na capital paulista, que também tem 30% da mão de obra de tecnologia do país. “Com a SPTW, temos a materialização de mais uma iniciativa de difusão da cultura de inovação na cidade de São Paulo. A SP Negócios cumpre sua obrigação de reunir e articular os agentes privados em cooperação e parceria com o poder público”, afirmou o presidente da SP Negócios, Rodrigo Pirajá, durante a cerimônia de abertura do evento, na noite de 28 de outubro, no auditório IT Mídia. “Essa é a escolha certa e o momento certo. Não poderia haver ambiente melhor e momento melhor para fazer isso. Olharmos para frente e para as possibilidades”, disse o diretor da Investe SP , Sérgio Costa. Entre os dias 6 e 8 de novembro, a comunidade de Paraisópolis, na zona sul, receberá o Startup Weekend to Improve Lives. Com apoio do Google for Entrepreneurs e do BID, o evento busca ins- Gráficos-SP Discurso enganoso dos patrões //por José Alexandre da Silva //Sabe-se que o Brasil passa por uma crise política e econômica ante à fatores externos e internos. Contudo, não dá para aceitar o discurso mentiroso de Paulo Skaf, presidente da FIESP , que fala que a carga tributária é a responsável pelo empobrecimento do povo trabalhador brasileiro. Uma mentira. O maior vilão do rebaixamento do padrão de vida dos trabalhadores são os baixos salários, coisa que os patrões se negam a dizer. Em época de negociações coletivas sofremos com pressões patronais para suprimir direitos dos trabalhadores, como neste ano, que querem fracionar as reposições das inflações do período. Ouvir Paulo Skaf dizer que está indignado e que o povo pobre paga o “pato” é no mínimo irônico. Sempre pagamos. Quando resolvem demitir, quando não se discute uma estabilidade no emprego, quando o patrão fecha a fábrica em um lugar, mudando-a para outro que o favoreça na guerra fiscal. Nós pagamos sempre o “pato”. O que os empresários não querem, de fato, é um imposto que restrinja a fuga de capital e dificulte a sonegação. A FIESP nunca se preocupou com o bem estar do povo. Hoje tem verbas pagas pelo sistema S, e ainda tem os trabalhadores, que pagam mensalidades escolares para seus filhos no SESI. Pois bem, não devemos nos levar pelo oportunismo e demagogia do discurso enganoso dos patrões. O que leva os trabalhadores a terem seu padrão de vida rebaixado são os baixos salários. Quando se exerce o direito de greve, a mesma FIESP que diz que o povo não deve pagar o “pato”, chama a polícia para eles. Ela tem um histórico de apoio político e logístico à ditadura militar. Já golpeou a democracia no passado, quando o Vidigal mandou re primir com violência a maior greve contra a ditadura, que foi a da Cobrasma, em Osasco, onde apoiou a intervenção no sindicato e a prisão de seus lideres. Os trabalhadores têm sim o direito e o dever de criticar a política econômica e fiscal do governo, mas a FIESP não tem moral para falar em nome da maioria do povo brasileiro, porque os empresários nunca defenderam de fato, uma boa e justa divisão de lucros. Nunca defenderam a justiça social e ainda tem histórico de apoio a golpes e planos econômicos mirabolantes no qual só a classe trabalhadora perdeu. José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo

[close]

p. 11

IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 11 José Serra-SP Serra: “No modelo petista, a saúde não tem remédio. É hora de mobilização” da União, em vez do PIB, que é mais estável, numa escadinha que dura cinco anos, descontando os royalties do pré-sal e o incremento proporcionado pelas emendas parlamentares ‘impositivas’ destinadas à Saúde. Serra frisou que as artimanhas utilizadas pelo PT contra a Saúde foram simples: reajustar lentamente as transferências do Ministério da Saúde aos estados e municípios; abrir grandes defasagens na tabela de pagamento do SUS aos prestadores de serviços, sufocando toda a rede de Santas Casas e demais hospitais filantrópicos; encolher em 30% os aportes federais às equipes do Programa de Saúde da Família dos municípios, grande inovação do governo de FHC; e criar vários programas municipais, como o Samu e as UPAs, mas deixando o elevado custeio por conta dos municípios. O OVO DA SERPENTE “Mais recentemente, nasceu a serpente, cujo ovo foi depositado no primeiro governo petista e chocado até o fim do terceiro: o atraso nos repasses de recursos do SUS, coisa que não acontecia havia mais de 20 anos”, denunciou o senador José Serra. A seu ver, esse método perverte a qualidade dos prestadores de serviços e rompe os padrões de lealdade e eficiência que devem prevalecer entre União, estados e municípios. Paralelamente, acrescentou Serra, o governo do PT turbinou uma caudalosa fonte de despesas indiretas: a corrupção e a total despreocupação com custos, falta de planejamento e de prioridades claras, além do uso do patrimônio público em benefício privado. “Tudo isso permeado pelo desconhecimento, inépcia e acessos de burrice na administração, defeitos que, na era petista, foram alçados à condição de método de governo”, resumiu. Serra lembrou que, no final do governo Fernando Henrique Cardoso, 14 de cada 15 brasileiros não consideravam a saúde o principal problema do país, enquanto, no fim do ano passado, quase a metade das pessoas colocava o setor em primeiro lugar em sua lista de angústias. Acrescentou que, segundo o Ibope, 3 de cada em 5 brasileiros aprovavam, em 2002, a política nacional de saúde, proporção que caiu a menos de um quinto em 2014. “Durante o segundo governo FHC, a taxa de crescimento dos gastos reais no setor correspondeu ao dobro da taxa de crescimento do PIB. Na era petista essa proporção caiu à metade”, comparou o ex-ministro da Saúde tucano. Serra acentuou ainda: os genéricos, que também traziam o selo do governo do PSDB, deixaram de ser prioridade nos governos Lula-Dilma. PT DESATIVOU CAMPANHA CONTRA AIDS E MUTIRÕES O senador José Serra ressaltou que até a campanha contra a Aids, considerada a melhor do mundo em desenvolvimento na virada do século, foi enfraquecida pelo governo do PT. “E os tempos piores estão voltando”, alertou. E acrescentou: “A evolução da incidência da Aids sobre os jovens homossexuais de 13 a 29 anos tem sido assustadora”. Ele denunciou ainda que os bem sucedidos mutirões de exames e as cirurgias eletivas, que tinham a marca tucana, foram igualmente desativados. ANVISA PERVERTIDA Serra faz outra denúncia: a Agência de Vigilância Sanitária foi pervertida nos últimos 12 anos com o propósito de criar dificuldades para vender facilidades. “Em 2002, a aprovação de um novo genérico pela Anvisa demorava 5 meses. Em 2014 essa demora era de 30 meses”, apontou, para em seguida questionar: “E o que dizer da Fundação Nacional de Saúde, esfrangalhada pela artilha política e pelos malfeitos à luz do dia?”. Ele também citou a desistência do governo do PT de implantar o Cartão SUS, a ineficácia do ressarcimento ao sistema pelos planos de saúde cujos associados usam unidades públicas e a desaceleração da implantação do Programa Saúde da Família, além da piora da manutenção das equipes existentes, que levaram ao “Mais Médicos” dos marqueteiros dos governos do PT. Na sua opinião, o “Mais Médicos”, além de pouco efetivo, foi o responsável pela cisão da relação do poder público federal com os profissionais de saúde. O senador José Serra ponderou: “Há remédio para cada um desses males da saúde, mas não para o modelo petista de saúde, porque não há cura para a soma explosiva de incompetência e má-fé”. Ele conclamou os brasileiros afeitos à área –médicos, líderes de entidades, secretários, profissionais de saúde os mais variados– a travar a boa luta política, porque o PT cravou no Brasil um bordão obscurantista, segundo o qual até a aritmética é fruto da “vontade política”, corre o risco de ser substituída pela crença dos estúpidos. “É hora de mobilização”, concluiu. //Em meio ao caos na saúde pública brasileira e a piora à vista com o desemprego que obrigou meio milhão de brasileiros a ficar sem um plano privado e migrar para o SUS, o senador José Serra (PSDB/SP), até hoje reconhecido como o melhor ministro da saúde do mundo, salientou que a emenda constitucional aprovada pelo Congresso neste ano, numa manobra do governo do PT, retira recursos do setor. Nos cálculos do senador, só em 2016 são R$ 10 bilhões a menos. Ele faz um alerta: “No modelo petista, a saúde não tem remédio”. De acordo com Serra, muitos parlamentares usados pelo governo do PT como inocentes úteis se dão conta, agora, quão tortos são os caminhos da administração petista na Saúde. Ele situou que a nova legislação vincula a despesa federal de Saúde à receita

[close]

p. 12

Trabalho Secovi-SP Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 12 Secovi-SP firma parceria com o programa ‘Empresa Amiga da Justiça’ //Assinatura do termo de compromisso, no dia 10/9, ocorreu no gabinete do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini em seus contratos cláusula de mediação e a usarem a Câmara de Mediação do Sindicato, que atende em sua sede social, localizada à rua Dr. Bacelar, 1.043, Vila Mariana, SP . A partir da adesão da empresa, o Tribunal de Justiça de São Paulo fará o levantamento das ações distribuídas nos últimos quatro anos, com vistas à pactuar com a empresa aderente a forma de diminuição de demandas judiciais, além de emitir a certificação “Parceira do Programa Empresa Amiga da Justiça”. Para o desembargador Nalini, é necessário repensar o sistema judiciário. “O Secovi tem um protagonismo conhecido há décadas, com um efeito multiplicador enorme. É preciso disseminar a solução alternativa de conflitos, porque fazer acordo é o melhor negócio”, disse na ocasião da assinatura. Já o presidente do Secovi-SP destacou a importância da iniciativa. “É gratificante firmar parceria com o Tribunal de Justiça. Estamos felizes em participar desse processo, cujo objetivo principal é desafogar o judiciário e resolver conflitos com rapidez”, ressaltou Bernardes. Acompanharam a cerimônia de assinatura o juiz assessor da Presidência do TJSP , Kleber Leyser de Aquino, o engenheiro da P3Urb, Ricardo Pereira Leite, parceiro do termo de compromisso, o diretor da Secretaria da Presidência do TJSP , Wilson Levy Braga da Silva Neto, e a gerente jurídica do Secovi-SP , Karina Zuanazi Negreli. O que é ser uma Empresa Amiga da Justiça? – O programa Empresa Amiga da Justiça foi criado com a finalidade de construir soluções conjuntas para o excesso de litigiosidade. As instituições que aderem à iniciativa assumem o compromisso de diminuir o número de novas ações que chegam ao Judiciário e/ou os estoques, utilizando-se de métodos alternativos para resolução dos conflitos, como conciliações e mediações. São estipuladas metas a serem cumpridas em determinado prazo e as empresas participantes recebem a certificação “Parceira do Programa Empresa Amiga da Justiça” –um selo estilizado que pode ser usado em campanhas publicitárias, informes aos acionistas e publicações das empresas. No fim de cada ano, em cerimônia pública, o TJSP entrega o “Prêmio Empresa Amiga da Justiça” para a companhia com melhor desempenho em cada setor de atividade. Como funciona a Câmara de Mediação do Secovi-SP? – Por meio da Câmara de Mediação, os membros do Sindicato (associados, representados ou sindicalizados) podem solucionar impasses diversos, desde que afetos ao mercado imobiliário, a exemplo de conflitos entre condôminos de um mesmo prédio, condôminos e síndicos, administradoras e condomínios, incorporadoras e condôminos, construtoras e vizinhos, problemas com fornecedores e prestadores de serviço, divergências contratuais e de entrega e manutenção de obras etc. Desde a sua implantação em 2006, o Câmara já efetuou 530 mediações que resultaram em 479 acordos. O índice de sucesso é alto: 90% dos casos resultam em acordo. Os assuntos mais reclamados na Câmara de Mediação do Secovi-SP são da área de condomínios (60%). Vantagens – Uma grande vantagem de se utilizar o serviço é a garantia de isenção. “Não existe o risco de uma das partes achar que foi desfavorecida”, informa Márcio Chéde, coordenador da Câmara de Mediação do Sindicato. Como a mediação é um processo sigiloso e voluntário, efetuado por profissionais capacitados e imparciais, as partes são convidadas para reunião prévia. Em geral são realizadas três sessões, nas quais o mediador busca resgatar o diálogo entre as partes para chegar a uma solução consensual, eficiente, rápida e bem menos custosa que um processo judicial. A Câmara de Mediação conta atualmente com 10 mediadores. Esses profissionais têm formação em diversas áreas, como Direito, Sociologia, Psicologia e outras carreiras. Para atuarem como mediadores frequentam um curso específico, que os capacita a conduzir o diálogo entre as partes divergentes de modo a solucionar conflitos e induzir a acordos justos. Mais informações sobre o serviço podem ser obtidas pelo telefone (11) 5591-1214 ou em www.secovi.com.br //Dia 10/9, o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Claudio Bernardes, assinou termo de compromisso com o Tribunal de Justiça de São Paulo, representado por seu presidente, desembargador José Renato Nalini, cuja intenção é promover e difundir entre as empresas representadas pelo Sindicato o programa Empresa Amiga da Justiça. Com base no acordo firmado, Secovi-SP e Tribunal de Justiça de São Paulo desenvolverão ações conjuntas para incentivar a redução do percentual de litigiosidade no setor imobiliário, por meio da adoção de métodos alternativos de solução de conflitos. Caberá ao Secovi-SP divulgar o programa e incentivar a adesão das empresas associadas e representadas. Por meio de compromisso firmado diretamente com o Tribunal de Justiça paulistano, as empresas são orientadas a inserirem Sindiquímica-BA Sindiquímica prepara a categoria para uma forte mobilização envolvendo as empresas do Polo de Camaçari //Na Bahia, continua o impasse entre o Sindiquímica e as empresas petroquímicas do Polo de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Em campanha salarial desde agosto, a categoria reivindica 13% de reajuste salarial. No dia 24 de setembro, o Sinpeq (sindicato patronal) ofereceu reajuste salarial de 9,88% para os salários base até R$ 7.272, 88. Para os salários superiores a esse teto, concessão de valor fixo de R$ 718, 56. A contraproposta patronal foi considerada insuficiente e rejeitada pelos trabalhadores petroquímicos baianos, nas assembleias. Para sair do impasse, o Sindiquímica encaminhou um novo documento ao patronato com oito itens, dos 44 da pauta original, mas nem sequer foi apreciado pelo Sinpeq. A pauta inclui reivindicações como reajuste salarial acima da inflação do período com ganho real de 13%; auxílio educação no valor de R$ 4.000,00; pagamento do adicional de turno de 105, 2%; implantação do vale cultura; pagamento da hora intinere, dentre outros itens. Além disso, o Sindiquímica pede às empresas que apliquem a política de equidade de gênero nas futuras contratações, em todas as áreas fabris. “Mesmo não tendo impacto financeiro, o patronato negou essa cláusula. O que queremos é que na hora da contratação se houver duas vagas uma seja ocupada por uma trabalhadora e a outra por um trabalhador”, explica a secretária da Mulher Trabalhadora do Sindiquímica, Lucio la Conceição. O sindicato critica também a postura intransigente das empresas do Polo de Camaçari. Tanto esse ano como em 2014, o Sinpeq, além de não apresentar avanços, abandonou a mesa no meio das negociações. “Ano passado, não foi assinada a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) porque discordamos da proposta patronal. A negociações foram até novembro de 2014, quando o patronato anunciou o fim da campanha salarial. Agora em 2015 estamos trilhando o mesmo caminho”, denuncia o diretor do sindicato, Carlos Itaparica. Segundo ele, no dia 14 de outubro, as empresas petroquímicas deram por encerrada as negociações e já reajustaram os salários com base na inflação. “Isso é um absurdo, o patronato não está em crise e pode avançar na proposta dando ganho real e outros benefícios”, desabafa Itaparica. O Sindiquímica está realizando assembleias nas portas das fábricas, preparando a categoria para uma grande mobilização e assim pressionar o Sinpeq a apresentar avanços na campanha salarial. Campanha salarial Outras categorias representadas pelo Sindiquímica-BA também estão em campanha salarial. Dirigentes sindicais se reuniram com as empresas dos terminais químicos Vopak e Tequimar, sendo que este última apresentou reajuste salarial de 7%. A proposta foi rejeitada pela categoria. Em relação às indústrias químicas e as do setor plástico também foram iniciadas as negociações. Com data base em novembro, o Sindiquímica se reuniu com o Quimbahia (sindicato patronal dos químicos e Sindiplasba (sindicato patronal dos plásticos).

[close]

p. 13

Meio Ambiente “O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.” Cora Coralina interessantes sobre esse possível cenário do “fim do mundo”. A estrela moribunda, do mesmo tipo que nosso Sol e batizada de WD1145+017, fica na constelação de Virgem, a 570 anos-luz da Terra. Segundo um estudo publicado esta semana pela revista Nature, a diminuição regular da intensidade de seu brilho – uma queda de 40% que se repete a cada 4,5 horas – indica que há vários pedaços de rocha de um planeta em decomposição orbitando em espiral a seu redor. “Isso é algo que nenhum ser humano tinha visto antes”, afirmou Andrew Vanderburg, que o planeta está em processo de decomposição, impulsionado pela gravidade da estrela que o atrai em direção a ela. Os restos estão “evaporando” e, nesse Evaporação planetária processo, deixam uma O planeta observado “cauda de moléculas”, pelo Kepler parecer ser o que que explica a premenor do que a Terra, sença de poeira. com um tamanho semeOs astrônomos acrelhante ao de Ceres – o ditam que a morte da maior objeto do cintu- estrela possa ter derão de asteroides entre sestabilizado a órbita Marte e Júpiter -, ainda de um planeta maciço que, no passado, possa vizinho a ponto de empurrar outros planetas ter sido maior. As imagens de Kepler, rochosos menores em corroboradas por obser- direção à estrela. “Acreditamos que vações e medições de outros telescópios, mos- descobrimos o procestram um total de seis ou so em seu início”, disse mais fragmentos rocho- Patrick Dufour, físico da sos e poeira. Isso indica Universidade de Monpesquisador do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e principal autor do estudo. “Estamos vendo a destruição de um sistema solar.” IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 13 Telescópios flagram planeta em destruição e mostra como será o fim da Terra //A destruição de um sistema planetário, captada pela primeira vez pelo telescópio Kepler, pode dar uma resposta para uma questão que muita gente se pergunta: o que vai acontecer com a Terra quando o Sol apagar? Por ora, não é algo com o qual devamos nos preocupar –ainda faltam cerca de 5 bilhões de anos para isso. Mas pesquisadores descobriram os restos de um planeta rochoso em vias de decomposição girando em torno de uma anã branca (o núcleo ardente que permanece de uma estrela quando ela já consumiu todo seu combustível nuclear), que pode fornecer pistas treal, no Canadá, e coautor do estudo. “Isso é muito raro e muito interessante”, acrescentou. Fim da vida do Sol Quando chegar a vez do nosso Sol, que ainda vive em plenitude, o mais provável é que este processo se repita. Assim como o WD1145+017, quando o hidrogênio acabar o Sol começará a queimar elementos mais pesados, como hélio, carbo- Lazer no e oxigênio, e se expandirá até se desfazer de suas camadas externas, tornando-se uma anã branca de tamanho semelhante ao núcleo de nosso planeta. Ao fazer isso, consumirá provavelmente a Terra, Vênus e Mercúrio. E, na eventual hipótese de a Terra sobreviver a esta convulsão, ela acabará destruída em pedaços à medida que a gravidade do “Sol branco” atraí-la para si. Picanha à brasileira //INGREDIENTES • • • • • • • • • • • 250 g de picanha maturada 100 g de batatas fritas 50g de arroz 50 g de feijão 15 g de alho 50 g de farinha 15 g de presunto 1 ovo 10 g de cebola 15 g de manteiga 1 tomates //MODO DE PREPARO Cortar 2 fatias de picanha no sentido diagonal e temperar com sal; grelhar ao ponto do convidado; fritar o alho laminado até que fique bem dourado; adicione sobre a picanha. Montagem: dispor as picanhas com o alho laminado, batatas fritas, arroz branco e a farofa de presunto. Separadamente, montar o feijão carioca em uma cumbuca. Culinária Horóscopo //Os amigos, esses vêm dos melhores lugares. Do inesperado! 21/03 a 19/04 20/04 a 20/05 //Faça um desafio às pessoas. Desafie-nas a te amar. //Paciência é uma arte. Exercite-a e terá os resultados esperados. Fonte: http://www.tudogostoso.com.br/receita/83086-arroz-com-lentilha.html 21/05 a 21/06 22/06 a 22/07 //Enquanto os cães ladram, você vive. Siga com simplicidade e humildade. Humor Cães e Gatos – Intimidade é um caminho sem volta //O silêncio é, muitas vezes, extremamente barulhento. Escute seu silêncio e o silencie. 23/07 a 22/08 //Vá devagar. A pressa não leva ninguém a lugar algum. 23/08 a 22/09 //Os zinidos do cotidiano nos torna surdos. A bela música da vida nos passa desapercebida. 23/09 a 22/10 23/10 a 21/11 //Selvagem é nosso instinto primário. Civilidade é quando somos amorosos. //Como compreender o que diz nossa alma? Não compreenda sinta, depois compreenderá. 22/11 a 21/12 //Fugir nunca será a solução para nada. Abrace as vicissitudes da vida com amor. 22/12 a 19/01 //Gritar é um ato de medo. Falar é um ato de igualdade e respeito. 20/01 a 18/02 Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/caes-e-gatos-intimidade-e-um-caminho-sem-volta/ //Amizade é coisa muito valiosa. Preserve-a do orgulho e das picuinhas da vida. 19/02 a 20/03 “Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.” Cora Coralina

[close]

p. 14

IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 14 Lu Alckmin - Ação Social-SP Presidente do Fundo Social realiza 15ª Reunião de Trabalho com primeiras-damas e presidentes de Fundos Municipais //Lu Alckmin visitou a cidade de Pedranópolis para encontro de avaliação das parcerias entre FUSSESP e Fundos Municipais Alckmin, esteve na cidade de Pedranópolis para a 15ª Reunião de Trabalho com as primeiras-damas e presidentes de Fundos Municipais das regiões de Votuporanga e Fernandópolis. Durante o encontro, foram avaliados os projetos realizados nos municípios em parceria com o Fundo Social de Solidariedade do Estado como a //No dia 15 de outubro, a pri- Escola de Moda, Escola de Beleza, Esmeira-dama e presidente do Fun- cola de Construção Civil, Padaria Ardo Social de Solidariedade do Es- tesanal, Praça de Exercícios do Idoso, tado de São Paulo (FUSSESP), Lu Geração de Renda e Horta Educativa. “É maravilhoso poder acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos em cada cidade. São projetos que buscam oferecer uma nova oportunidade para que as pessoas melhorem suas vidas”, afirmou Lu Alckmin. 23 municípios participaram da 15ª Reunião de Trabalho, entre eles: Álvares Florence, Américo de Campos, Cardoso, Cosmorama, Estrela d’Oeste, Fernandópolis, Floreal, Guarani d’Oeste, Indiaporã, Macaubal, Macedônia, Meridiano, Mira Estrela, Monções, Nhandeara, Ouroeste, Parisi, Pedranópolis, Pontes Gestal, Populina, Riolândia, São João das Duas Pontes, Turmalina e Votuporanga. Presidente do Fundo Social participa da etapa final da 19ª edição do JORI em Campinas //Três mil atletas de 214 municípios participam da competição que aconteceu em Campinas até o dia 11 de outubro JORI – Jogos Regionais do Idoso, realizado em Campinas até o dia 11 de outubro. Ao todo, três mil atletas de 214 municípios de todo o Estado competiram em 14 modalidades adaptadas para o público a partir dos 60 anos, entre elas: atletismo, bocha, buraco, coreografia, damas, dança de //A presidente do Fundo Social salão, dominó, malha, natação, de Solidariedade do Estado de São tênis, tênis de mesa, truco, voleibol Paulo (FUSSESP), Lu Alckmin, esteve e xadrez. presente dia 8 de outubro, na ceriRealizado desde 1996 pelo FUS mônia de abertura da final do 19º SESP , em parceria com as secretarias de Estado e municípios-sede, o JORI tem com objetivo promover a integração do idoso na sociedade por meio de atividades físicas e desportivas. “O país está envelhecendo e por isso é essencial o incentivo a políticas públicas como o JORI”, comentou Lu Alckmin. Na competição da modalidade coreografia, que aconteceu logo após a cerimônia de abertura, os vencedores foram os municípios de Campo Limpo Paulista (1º lugar), São Bernardo do Campo (2º lugar) e São José dos Campos (3º lugar). Na fase final, concorreram os atletas que conquistaram o primeiro e o segundo lugar em cada uma das 14 modalidades nas 10 etapas regionais. Em 2014, competiram ao todo mais de 14 mil atletas de 414 municípios. Neste ano, o total de participantes em todas as etapas regionais é de 18 mil atletas de 415 municípios. Mundo Ataques da Arábia Saudita contra Iêmen mataram mais de mil crianças //Desde o início da agressão militar árabe contra o Iêmen, mais de 1.000 crianças foram mortas, segundo revelou um representante oficial do Ministério da Saúde do país, citado pela agência noticiosa russa RIA Novosti. Em seguida à agressão militar realizada pela coalizão de países árabes e liderada pela Arábia Saudita, conhecida pelo codinome de “Restaurando a Esperança”, o Iêmen vive atualmente em situação de crise humanitária. O conflito militar foi desencadeado entre rebeldes houthis do movimento xiita Ansar Allah, junto com a parte do exército fiel ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, e as tropas do presi- dente iemenita Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, apoiado pela coalizão. A coalizão realiza ataques aéreos desde 26 de março contra posições de houthis no país. O representante oficial do Ministério da Saúde do Iêmen, Tamim al-Shami, declarou que “As perdas entre civis desde o início de ataques aéreos atingiram 6.318 pessoas, entre eles 1.241 são crianças e 1.028 — mulheres.” O número de vítimas mortais e feridos entre civis, de acordo com al-Shami, atingiu 15 mil pessoas, a maioria dos quais foram registradas na província de Saada e na capital do país, Sanaa.

[close]

p. 15

Geral Aeroviários-SP //Procure nos livros de história, de economia, na sabedoria dos mais velhos, no cotidiano dos jovens, nas ruas, nos mercados, nas conversas entre vizinhos, nos comentários de jornalistas, nas desculpas de políticos, procure respostas para a situação atual do Brasil. Nosso querido país, tão múltiplo, dividido em milhares de realidades, culturas, religiões, bairros, o que nos une em torno de uma bandeira única? Mais do que nossas fronteiras, nosso português e uma identidade –tão desejada pelos românticos nacionalistas– somos unidos por uma situação em que a maioria de nossa sociedade é explorada em prol da riqueza de um IMPRENSA SINDICAL // NOVEMBRO/2015 // PÁGINA 15 DE VOLTA PARA O FUTURO? punhado de acionistas majoritários, donos de vastos campos destinados à monocultura ou industriais apoiados no capital estrangeiro. Colocados em um moedor de carne, contínuo, chamado mercado de trabalho, somos constantemente humilhados e vemos nossos direitos solapados e transformados em pó. O que une o Brasil é um sofrimento contínuo, uma vergonha que vem a todos, com um mínimo de senso ético, ao tentar responder porque não conseguimos dar o grande salto, tornar-nos um país desenvolvido. Alguns, defensores das teorias da dependência, irão dizer que nunca conseguiremos participar do seleto grupo dos países desenvolvidos, afirmando de pés juntos que a grande causa do nosso subdesenvolvimento encontra-se na situação internacional do país, que ora encontra-se a favor dos ventos de uma de manda internacional aos nossos produtos, ora contra os ventos, mas nunca produzindo artigos de alto valor agregado e longe dos mecanismos de decisão de preços dos produtos trocados no mercado internacional e outros mecanismos que possibilitariam o grande salto. Pobres daqueles que acreditam que a culpa pelo subdesenvolvimento brasileiro esteja apenas na sua relação com outras nações desenvolvidas. Pois bem, voltando algumas décadas, senão séculos, não vemos nossa economia crescer como uma flor indômita para então murchar ao pó? Não foi assim com a crise do ouro, do café? Será possível que o subdesenvolvimento brasileiro encontre naquela relação sua única resposta? Não, já estamos em outro debate. A questão do subdesenvolvimento brasileiro tem suas principais raízes na má vontade dos donos do poder, econômico, político e midiático, que embora troquem de partido, sugiram soluções milagrosas, apresentem quadros econômicos mais milagrosos ainda, nos enganam com estas flores de plásticos que sabemos: estão fadadas ao pó. Encontramo-nos mais uma vez no fim de um ciclo da história brasileira: depois de terem explorado Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP seu povo, as riquezas do país, a corja e mais uma vez, quem dos donos do poder mostra os resultados: paga pelo salão e pela a socialização das per- farra somos nós, povo das. Não importando as brasileiro. Mas calma, não nos antigas ideologias outrora estendidas como irritemos, pois tudo é uma promessa aos tra- passageiro e amanhã balhadores e àqueles a será um dia melhor, quem menos se permite amanhã todos terão a condição de se reco- melhores empregos e nhecer a igualdade pe- não esqueçamos de nos qualificar, de enrante outros cidadãos. Não importa, não frentar as adversidaaprendemos? Volta- des, acreditar nos mais mos ao pó. Voltamos? resolutos sonhos; afiVoltamos com uma nal somos brasileiros raiva crescente, uma e a nossa esperança sinfonia de revolta é infinda. Não aprenque surge em todos demos a lição? Se a os corações desespe- reposta for negativa, é rados, nas esquinas, hora de arrumar o sanos bairros, por todo o lão para os próximos Brasil, a festa acabou, foliões... Secretaria de Saúde-SP Pesquisa inédita aponta que mulher já descobre câncer mais cedo //Levantamento do Instituto do Câncer de SP analisou histórico de 4 mil pacientes em 5 anos e mostra que mulheres estão cada vez mais adeptas à prevenção //No mês destinado a conscientização e combate ao câncer de mama, um levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado a Secretaria de Estado da Saúde e a Faculdade de Medicina da USP , mostra que 60% das mulheres chegam ao hospital com a doença diagnosticada ainda no estágio inicial. O estudo analisou atendimentos realizados durante um período de cinco anos, totalizando mais de 4 mil pacientes. De acordo com a oncologista Laura Testa, o diagnóstico precoce permite tratamentos mais eficazes e menos agressivos. “Nossos números comprovam que as mulheres estão, sim, mais atentas à própria saúde, principalmente pela facilidade de acesso a informação e à prevenção, mas quando comparamos com as estimativas de países mais desenvolvidos, em que 80% dos casos são diagnosticados precocemente, percebemos que ainda há muito para avançar.” É importante que as pacientes, ao notar qualquer mudança no corpo, procurem ajuda médica. A realização de exames de rotina, como a mamografia, ajudam a rastrear lesões pré-malignas ou mesmo o câncer no início e é recomendada a todas as mulheres com mais de 50 anos, ou antes, dependendo dos fatores de risco e da indicação médica. O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), corresponde a 25% dos novos casos de tumores por ano –representando uma estimativa de mais de 57 mil novos casos somente em 2015. No Icesp, o grupo de Mastologia realiza mais de 1,2 mil atendimentos por mês, entre consultas médicas e cirurgias. “Embora sejam os mais prevalentes, os tumores de mama são passíveis de prevenção e têm grande potencial de serem diagnosticados no início. Por isso, levantamos a bandeira da conscientização sobre o tema”, destaca o oncologista e diretor geral do Instituto, Paulo Hoff, ressaltando a importância do Outubro Rosa. O movimento também vai colorir o hospital. Além da já conhecida iluminação do prédio de 23 andares, na movimentada Avenida Dr. Arnaldo, mais de três mil colaboradores vão receber laços rosas para usarem ao longo do mês. Os adornos foram produzidos por pacientes e pela equipe de voluntárias, durante oficinas de artesanato. Ansiedade e depressão atingem mais da metade dos pacientes em ambulatório de psiquiatria em SP //Serviço estadual na zona Norte de São Paulo já atendeu mais de 18 mil pacientes desde sua inauguração, em 2010 //Um levantamento realizado no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Psiquiatria, unidade da Secretaria de Estado da Saúde gerenciada pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), na zona Norte da capital paulista revelou que 58,3% dos pacientes atendidos no local apresentam sintomas de ansiedade (29,4%) ou depressão (28,9%). Os demais atendimentos ocorrem por transtornos psicóticos (9,7%), mentais orgânicos (6,4%), como demência, e decorrentes do uso e abuso de substâncias (5,9%), por exemplo. “A saúde mental não é algo fácil de definir, pois está relacionada a uma variedade de coisas, todas ligadas ao bem-estar, mas que leva em conta o meio e a cultura onde o indivíduo está inserido, que influenciam seu quadro”, explica a psiquiatra Denise Amino, diretora da unidade. Desde sua inauguração em agosto de 2010, o AME Psiquiatria já atendeu aproximadamente 18 mil pacientes, realizando, em média, 5.700 atendimentos por mês. Atualmente, a unidade conta com cerca de 4.000 pacientes em tratamento, em cinco linhas de cuidado – transtornos afetivos e de ansiedade (52%), psiquiatria geriátrica (19%), transtornos psicóticos e esquizofrenia (11%), psiquiatria da infância e adolescência (10%) e transtornos ligados ao uso de álcool e outras drogas (8%). Localizado na região de Vila Maria, em São Paulo, no AME Psiquiatria oferece atendimentos psicológico, psiquiátrico, de terapia ocupacional, enfermagem e serviço social, para pacientes com encaminhamento. A equipe do ambulatório utiliza o modelo de Gerenciamento de Caso Eletrônico, que permite um acompanhamento mais eficaz dos pacientes. Com isso, a adesão ao tratamento chegou, em média, a 80% em 2013. Segundo a literatura médica, a adesão a tratamentos similares aos oferecidos no AME é de 60%. Os transtornos mentais afetam, em algum momento da vida, uma em cada quatro pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Dados indicam que, até 2030, a depressão será a segunda maior causa de incapacitação por doença em países de renda média e a terceira maior em países de baixa renda.

[close]

Comments

no comments yet