Um Salto de Qualidade

 

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COMO O PROJETO DE FORTALECIMENTO DE POLOS INDUSTRIAIS VEM DESENVOLVENDO E TORNANDO MAIS COMPETITIVAS AS PEQUENAS INDÚSTRIAS CATARINENSES

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UM SALTO DE QUALIDADE COMO O PROJETO DE FORTALECIMENTO DE POLOS INDUSTRIAIS VEM DESENVOLVENDO E TORNANDO MAIS COMPETITIVAS AS PEQUENAS INDÚSTRIAS CATARINENSES

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Conselho e Diretoria Presidente Sergio Alexandre Medeiros Vice-Presidente Alaor Francisco Tissot ENTIDADES Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina – FAESC Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina – FAMPESC Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina – FACISC Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina – FCDL Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina – FECOMÉRCIO Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina – BADESC Banco do Brasil S.A. – BB Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE Caixa Econômica Federal – CEF Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras – CERTI Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável – SDS Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE NA Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI/DR–SC Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC DIRETORIA EXECUTIVA Diretor Superintendente Carlos Guilherme Zigelli Diretor Técnico Anacleto Ângelo Ortigara Diretor Administrativo Financeiro Sérgio Fernandes Cardoso ORGANIZAÇÃO E COORDENAÇÃO TÉCNICA Ricardo Monguilhott de Brito – Gerente da Unidade de Atendimento Coletivo – UAC Gilson Alberto dos Santos – Coordenador do Projeto – UAC GESTORES DE PROJETOS Marco Antônio Murara – Coordenadoria Regional Norte Celso Orlando Pirmann – Coordenadoria Regional Foz do Itajaí Aloisio Vicente Salomon – Coordenadoria Regional Vale do Itajaí Carolini D. M. Scheffer Demeterko – Coordenadoria Regional Serra Catarinense Eugenio Martinez – Coordenadoria Regional Sul Gelsi Forte Daros – Coordenadoria Regional Meio Oeste Marieli Aline Musskopf– Coordenadoria Regional Oeste Expediente: Projeto editorial: Alvo Conteúdo Relevante Jornalistas Responsáveis: Juliana Pamplona –SC-01401-JP Aline Felkl –SC-02925-JP Projeto Gráfico e Editoração: Sanny Santiago Fotos: Renato Gama Luis Gustavo L. de Souza (fotos Casafer/Joinville) 2

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Índice PALAVRA ........................................................................................................................................... 4 PALAVRA ........................................................................................................................................... 5 PALAVRA ........................................................................................................................................... 6 PALAVRA ........................................................................................................................................... 7 APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................ 8 ACRIFLEX ............................. 11 RS FILTROS .......................... 15 CERÂMICA KLITZE .......... 19 PROVOLT ............................. 23 CASAFER ............................... 27 ESCADAS SC ....................... 31 CARDINAL .......................... 35 CERÂMICA GUAREZI ........ 39 TUBO FORTE ...................... 43 3

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Palavra A representatividade de Santa Catarina A importância dos setores de metalmecânico e da construção civil em Santa Catarina pode ser medida por meio dos números. A indústria metalmecânica do Estado, principalmente os segmentos de metalurgia, produtos de metal e máquinas e equipamentos, emprega 96 mil trabalhadores em seus 5.178 estabelecimentos, segundo dados do IBGE. Possui uma participação de 17,82% na indústria catarinense e 18,82% em nível nacional. Santa Catarina é o maior exportador de motocompressores herméticos do Brasil, com uma participação de 79% no volume total. O Estado também é líder nas exportações de refrigeradores e líder em produção de eletroferragens galvanizadas a fogo para distribuição de energia elétrica, telefonia e TV a cabo, além de elementos de fixação como parafusos e porcas e produtos para jardinagem. Já o setor da construção civil emprega cerca de 105 mil trabalhadores em seus mais de 12 mil estabelecimentos. A participação da indústria da construção civil no PIB de Santa Catarina é de 5,7%, segundo o último dado divulgado pelo IBGE. Diante desse cenário, em constante desenvolvimento, o SEBRAE/SC trabalha para tornar as micro e pequenas empresas ainda mais competitivas, inovadoras e capacitadas para fornecer produtos e serviços para as grandes empresas. Os resultados desses dois projetos, que no total atenderam a 542 empresas, provam que estamos no caminho certo. A missão do SEBRAE/SC, de estimular o desenvolvimento socioeconômico do Estado, é cumprida toda vez que empresas, como as participantes desse projeto, se fortalecem e se tornam ainda mais competitivas no mercado. Sergio Alexandre Medeiros Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/SC 4

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Palavra Desenvolvimento de nosso Estado O SEBRAE/SC trabalha com a missão de auxiliar no desenvolvimento socioeconômico de Santa Catarina e no crescimento das micro e pequenas empresas do Estado. Para isso, são desenvolvidos projetos paralelos que buscam atender empresas de todos os setores e regiões. Exemplo disso são os projetos de fortalecimento da indústria metalmecânica e da construção civil. Fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico do Estado, juntos os dois setores empregam mais de 200 mil pessoas, segundo dados do IBGE. O objetivo desses projetos é fortalecer a indústria por meio do desenvolvimento tecnológico e da inovação, proporcionando ganhos de qualidade e produtividade, contribuindo para gerar valor agregado aos produtos e serviços. Ao fim de dois anos, é gratificante ver que o SEBRAE/ SC atendeu 332 microempresas e 210 empresas de pequeno porte, que encerram esse ciclo ainda mais fortalecidas e competitivas. Para chegar até aqui, as empresas participaram de consultorias, rodadas de negócios, missões empresariais, feiras nacionais e internacionais e reuniões que garantiram a possibilidade de expandir negócios e estabelecer novas parcerias. Santa Catarina é um Estado reconhecido nacionalmente por uma indústria com padrão mundial, o que permite a sua inserção em grandes mercados internacionais. O SEBRAE/SC trabalha para garantir esse reconhecimento também para as micro e pequenas empresas, que atualmente já representam mais de 99% dos negócios formalizados no Estado. O sucesso de projetos como esse garante ainda mais vigor para traçar metas de trabalho que priorizem e estimulem o desenvolvimento de Santa Catarina. Carlos Guilherme Zigelli Diretor Superintendente do SEBRAE/SC 5

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Palavra Com expertise e na direção certa Durante o período em que sou presidente, várias entidades prestaram serviços para o “Arranjo Produtivo Local (APL) de base mineral de Morro da Fumaça”: Sindicer, Coopemi, Labcer e Olaria das Arte. No entanto, nenhum com expertise tão adequada quanto o SEBRAE/SC. Em todos os projetos ou programas implantados, nenhum foi tão completo como o Fortalecimento dos Polos industriais – FPI Sul, pelo qual, junto a 14 empresas do setor, estamos trabalhando para a adequação nos aspectos de matéria-prima, processo produtivo e mercadológico, através de cursos destinados aos empresários, consultorias pontuais para conformação da cadeia produtiva, missões em feiras para que o industrial tenha contato com o diferencial em cerâmica vermelha e, por fim, com a realização de um seminário que mostra os frutos colhidos com os resultados de mais uma parceria de sucesso entre os empresários do setor cerâmico e o SEBRAE/SC. Além da atuação pelo FPI, o SEBRAE/SC tem se mostrado um parceiro fundamental no desenvolvimento da cerâmica artesanal, apoiando através de consultorias, participação em feiras, entre outras ações, o Núcleo de Cerâmica Artística de Morro da Fumaça. Atualmente, estamos implantando o programa Economia Verde Solidária (EVS), sendo que o SEBRAE/ SC é um dos atores fundamentais na capacitação técnica aos artesãos nas áreas de mercado e gestão. Podemos então concluir ao final de mais estes programas, que os consumidores de cerâmica vermelha terão produtos em conformidade com a legislação exigente com a qualidade que já é comprovada há mais de 10 mil anos, e que as empresas participantes das ações propostas pelo SEBRAE/SC alcançarão novos patamares de tecnologia e competência. Sérgio Pagnan Presidente do Sindicato da Indústria da Cerâmica Vermelha - SINDICER 6

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Palavra Parceria para gerenciar bem um negócio O setor eletrometalmecânico possui particularidades que o diferenciam sobremaneira dos demais setores industriais. Seus protagonistas fabricam produtos presentes em praticamente todos os mercados, do brinquedo à geração de energia, da manutenção industrial à produção de moldes e ferramentas, incluindo a produção de máquinas que podem até produzir outras máquinas. Hans Bethe Presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Blumenau e Pomerode - SIMMMEB Trata-se de um setor em que um fornecedor por vezes é cliente de seu próprio cliente. E foi a busca pela satisfação de necessidades particulares que nos aproximou do SEBRAE/SC, buscando oportunidades sobretudo para os micro e pequenos negócios. Desde o início de nossa gestão temos pautado as atividades do Sindicato em três direções, trabalhando para que os associados se sintam motivados em buscar: aumento da competitividade e produtividade em seus negócios, tornar seus ambientes de trabalho mais seguros e amigáveis e construir um maior inter-relacionamento entre todos. De 35 associados, em 2011, hoje superamos 160. E temos tido ainda maior êxito em nossas atividades pela parceria que conseguimos construir com o SEBRAE/ SC. Por intermédio do “Indústria + Forte”, atividade que oferecemos gratuitamente a nossos associados, foi possível contemplar os participantes com participação no Empretec 2015. Também estivemos na Feira de Manutenção 2015, que gerou mais de R$ 2.000.000,00 em negócios, oferecemos cursos e palestras de capacitação aos associados, realizamos rodada de negócios e visitamos eventos. Entendemos que a atividade sindical patronal não se resume simplesmente a negociações salariais, e presença em alguns eventos de representação. É imperioso oferecer atividades aos empresários e seus colaboradores que lhes possibilite gerenciar seus empreendimentos de forma mais segura e progressista o possível. E nesta avaliação de retorno positivo do investimento a parceria com o SEBRAE/ SC tem sido de extrema importância. 7

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Apresentação Santa Catarina tem uma das indústrias mais diversificadas do País. É daí que vem o grande diferencial do Estado: todas as regiões, do Litoral ao interior, de Norte a Sul, destacam-se em alguma atividade econômica e oferecem oportunidades para quem quiser empreender e crescer. Do polo cerâmico e carbonífero no Sul, passando pela indústria naval, têxtil e mecânica, no Vale do Itajaí e Norte, até a agroindústria, no Oeste, só para citar algumas das atividades, Santa Catarina entrou para as cadeias produtivas globais. O desafio agora é garantir a competitividade de seus produtos em mercados que se reinventam todos os dias. As grandes empresas, estruturadas financeiramente e com acesso mais facilitado a crédito, conseguem investir em novas tecnologias e na modernização de seus processos. Já para os pequenos negócios, a inovação nem sempre está na lista de prioridades. As micro e pequenas empresas, entretanto, representam uma força que não pode ser ignorada. Pelo contrário, e sobretudo em Santa Catarina, os pequenos são a maioria. Se, no Brasil, os pequenos negócios representam 27% do PIB, aqui eles geram 35,1% de toda a riqueza. Mais de 98% do total de empresas catarinenses é de micro e pequenas. Juntas, elas geram 1 milhão de vagas no mercado de trabalho, o que significa 46% do total de empregos com carteira assinada no Estado. É por tudo isso que o SEBRAE/SC decidiu apoiar o desenvolvimento das pequenas indústrias de Santa Catarina, principalmente nos quesitos competitividade e inovação. Em 2011, o SEBRAE/SC juntou forças ao Governo do Estado para viabilizar o programa Nova Economia, que prevê, entre outras ações, fortalecer 47 polos industriais, de 12 setores econômicos, que abrangem 2.409 pequenas empresas catarinenses. Ao longo de 2011, 2012 e 2013, o SEBRAE/SC atendeu 467 negócios: 269 da construção civil e 198 do setor eletrometalmecânico. As empresas receberam consultorias em gestão e melhorias no processo produtivo, e puderam participar de rodadas de negócios, feiras e missões. Entre as ações, estiveram o treinamento de gestão do programa Sebrae Mais, a consultoria tecnológica De Olho na Qualidade, com a metodologia 5S, reorganização de layout das fábricas, planejamento e controle da produção, desenvolvimento de produtos e website e preparação para certificações. Os empresários contaram ainda com o apoio do SEBRAE para expor em algumas das maiores feiras dos setores no Brasil e exterior, e puderam fazer visitas técnicas a companhias estrangeiras, a maioria na Alemanha. Como resultado, as pequenas indústrias catarinenses deram um salto de qualidade em seus processos e produtos, aumentaram consideravelmente a produtividade, assim como reduziram o desperdício, registraram aumento nas receitas, e se tornaram mais competitivas no mercado interno e externo. Nesta revista, você vai conhecer nove dos negócios atendidos pelo SEBRAE/SC no projeto de Fortalecimento dos Polos Industriais em Santa Catarina. Entre os que contaram com a ajuda do SEBRAE para modernizar seus processos, adequando-se às novas realidades de mercado, e os já inovadores, que só precisavam de um empurrãozinho para conseguir certificações, por exemplo, todos saíram bem-sucedidos da experiência. 8

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O setor eletrometalmecânico Dos 198 negócios do setor atendidos pelo SEBRAE, os cinco que ganharam destaque na revista carregavam no DNA o fator inovação. A Acriflex, de Criciúma, no Sul, que fabrica acoplamentos flexíveis para maquinário industrial, precisava de ajuda para modernizar e aumentar a qualidade de seus processos, já que buscava a certificação ISO 9001. A Cardinal, de Joaçaba, no Oeste, empresa de equipamentos médicos, aproveitou as consultorias do SEBRAE no processo de capacitação para a certificação de Boas Práticas da Anvisa. A empresa também trabalhava no estudo de uma nova linha de produtos. A Provolt, de Blumenau, no Vale do Itajaí, que sempre recorreu ao SEBRAE, e já aplicava metodologias de incentivo à inovação, se beneficiou com mudanças pequenas, mas radicais, nos processos da fábrica, como a reorganização do layout. A empresa produz equipamentos elétricos para indústrias. A RS Filtros, de Brusque, no Norte do Estado, que fabrica filtros de ar para motores a combustão, desenvolve um produto inovador na América Latina. O SEBRAE ajudou a empresa a reorganizar seu time de vendas e a crescer no mercado nacional. Já a Casafer, de Joiville, empresa de ferramentas para a indústria, pioneira da região, conseguiu, depois do apoio do SEBRAE, engajar toda a equipe nas mudanças para o aumento da qualidade. O polo eletrometalmecânico de Santa Catarina está em sua maior parte concentrado na região Norte, com braços no Vale do Itajaí e Sul. Segundo dados da FIESC para 2012, a atividade emprega no Estado 96 mil pessoas, representando 17,8% do faturamento da indústria catarinense e 18,8% de toda a receita gerada pelo setor no Brasil. O Estado é o maior exportador de motocompressores do País, com uma participação de 79% no volume total vendido para o mercado externo. Apesar da força deste setor, os pequenos negócios ainda têm desafios a vencer, conforme identificado pelo SEBRAE. As empresas hoje não fabricam produtos em série, apenas "sob encomenda". Para tal, teriam que incorporar inovação e novas tecnologias. E, embora 50% dos negócios inovem em seus produtos em algum ponto, o processo não é sistemático ou incorporado à cultura da empresa. Outro problema levantado é o alto impacto ambiental dos resíduos gerados por esta indústria. O setor da construção civil Os quatro cases escolhidos para ilustrar na revista o projeto do SEBRAE com 269 empresas da construção civil no Estado são de pequenos negócios que entenderam a necessidade de mudar. Como descreveu Júnior Guarezi, empreendedor da Cerâmica Guarezi, de Treze de Maio, no Sul, até 2012 tudo faltava no mercado da construção civil no Brasil. Segundo ele, depois do boom do setor, começaram a surgir novos produtos, até então só utilizados em outros países, e as empresas tiveram que correr atrás. No caso da indústria cerâmica, a principal mudança foi disponibilizar recursos para a automação. A intenção era investir pesado na modernização da fábrica e o papel do SEBRAE com o projeto foi o de orientar para a melhor utilização dos recursos. 9

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A Cerâmica Klitzke, de Benedito Novo, no Vale do Itajaí, já havia participado de outro projeto do SEBRAE e desenvolvido um produto inovador. Mas só com as novas consultorias conseguiu perceber a importância das ações em marketing e vendas. Na Tubo Forte, que produz artefatos de cimento e tem 50 anos de história, o desafio do SEBRAE foi o de fazer uma repaginação completa na empresa, do layout da fábrica ao planejamento para a compra de máquinas. Já a Escadas SC, de Xanxerê, no Oeste, recebeu o apoio do SEBRAE para crescer de maneira sustentável depois de um grande investimento com recursos próprios. Segundo dados do BNDES para 2011, a indústria da construção civil emprega mais de 105 mil pessoas em Santa Catarina. Além disso, seis empresas catarinenses estão entre as 100 maiores construtoras do País, de acordo com o Ranking ITC, do Instituto de Tecnologia em Construção. O SEBRAE levantou que um dos principais desafios desta indústria é a falta de padronização nos produtos e processos, o que eleva os custos e dificulta o acesso da população de baixa renda à moradia. Ao mesmo tempo, o gargalo apresenta uma oportunidade aos pequenos negócios: inovar em produtos que atendam à demanda gerada pelo déficit habitacional no Brasil. Números do projeto Fortalecimento de Polos Industriais Meta: Fortalecer 47 polos industriais de 12 setores econômicos que abrangem 2.409 pequenas empresas catarinenses Resultados até 2015: • • • • • • • 467 empresas atendidas, 269 da construção civil e 198 do setor eletrometalmecânico 6.447 horas de consultorias 8 cursos com 150 participantes 5 missões empresariais para o exterior com 91 empresas participantes 12 palestras com 557 ouvintes Ações desenvolvidas: Capacitação em gestão, com programas Na Medida e Sebrae Mais; • consultoria tecnológica De Olho na Qualidade com treinamento em 5S, reorganização de layout, planejamento e controle da produção, desenvolvimento de produtos, criação de site e preparação para certificações; • rodadas de negócios; • participação nas maiores feiras dos setores envolvidos; • missões empresariais para o exterior. Fonte: SEBRAE/SC • O setor eletrometalmecânico A atividade emprega no Estado 96 mil pessoas e representa 17,8% do faturamento da indústria catarinense. • SC responde por 18,8% de toda a receita gerada pelo setor no Brasil. • O Estado é o maior exportador de motocompressores do País, com uma participação de 79% no volume total vendido para o mercado externo. Fonte: FIESC/2012 • O setor de construção civil • A indústria da construção civil emprega mais de 105 mil pessoas em Santa Catarina. • Seis empresas catarinenses estão entre as 100 maiores construtoras do País, de acordo com o Ranking ITC, do Instituto de Tecnologia em Construção. Fonte: BNDES/2011 10

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Acriflex passa a investir na qualidade e está rumo à ISO 9001 Os sócios Guilherme Custódio e Moysés Frassetto conquistaram novos clientes com ações do SEBRAE e alavancaram vendas em feiras, o que está permitindo que a empresa não tenha prejuízos com crise econômica A ações do SEBRAE para aumentar a qualidade, produtividade e, como consequência, a competitividade de pequenas indústrias de Santa Catarina atravessaram na hora certa a história da Acriflex, de Criciúma. A empresa de acoplamentos flexíveis para maquinário industrial está há dois anos passando por uma série de melhorias em seus processos com o objetivo de receber o selo internacional de qualidade ISO 9001. De acordo com o diretor industrial Guilherme Custódio, o SEBRAE tem agido em diferentes frentes para auxiliar a 11

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empresa nesta jornada rumo à qualidade: o novo pavilhão da Acriflex já iniciou sua produção com o layout adequado, a empresa recebeu um treinamento da metodologia 5S e, pela primeira vez, os diretores fizeram um planejamento estratégico alinhado à política de qualidade. “Conseguimos definir ações para as metas que queríamos alcançar e colocar pessoas responsáveis em cada ação. Se não tivéssemos feito o planejamento para 2015, não tínhamos conseguido realizar metade do que já fizemos neste ano”, afirma o empresário. Custódio e o sócio Moysés Frassetto esperam receber a certificação ISO 9001 no primeiro semestre de 2016. “Além de conseguirmos melhorar a gestão e padronizar os processos nesta busca, o certificado vai nos ajudar a atrair clientes que já conhecem o nosso produto, mas que por norma interna das suas empresas, não podem comprar de um fornecedor que não tenha o ISO”, explica o diretor.

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Em ano de crise, indústria conquista novos clientes Com a organização do layout do pavilhão recém-adquirido, a empresa já alcançou um aumento de 30% na produtividade. Em 2015 os empreendedores estão sentindo os efeitos da crise, mas mesmo assim projetam um crescimento de 10%, a mesma evolução nas vendas registrada em 2014. Em 2013, a Acriflex cresceu 23%. Custódio explica que a retração econômica fez com que antigos clientes diminuíssem os pedidos, mas que por outro lado, até em função das ações do SEBRAE na empresa, novos clientes foram conquistados, inclusive no mercado externo. Com parte do custo subsidiado pelo SEBRAE, por meio do projeto de Fortalecimento dos Polos Industriais, os empresários participaram das feiras Mercopar, em Caxias do Sul (RS), e Intermach, em Joinville, onde conseguiram alavancar as vendas. A Acriflex também prioriza o bom relacionamento com os clientes. “A gente se especializou na produção de acoplamentos, em todas as linhas. Hoje, se um cliente ligar para nós pedindo um acoplamento, mesmo que eu não fabrique, eu vou dar uma solução para ele: um produto alternativo que eu já tenho ou eu vou buscar esse acoplamento no mercado. E eu acho que esse foi o nosso diferencial: o cliente nunca fica sem resposta”, resume o diretor comercial Moysés Frassetto sobre o sucesso da empresa. O empreendedor conta que a Acriflex surgiu de uma dificuldade. Em 2004, em meio a uma crise econômica, Frassetto, que é engenheiro de produção, foi demitido da empresa de acoplamentos em que trabalhava. Decepcionado com o mercado de trabalho e com vontade de ter um negócio próprio, o empresário uniu o seu conhecimento ao do amigo e tecnólogo em eletromecânica Guilherme Custódio. Começava aí a realização de um sonho. 14

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Produto inovador desenha a trajetória de crescimento da RS Filtros Com o apoio do SEBRAE, irmãos André e Luiz Gustavo Walendowsky viram incremento nas vendas dobrar no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano anterior. Foco agora é na automação da produção Os irmãos André Lucas Walendowsky e Luiz Gustavo Walendowsky, donos da RS Filtros, de Brusque, têm um tesouro nas mãos. Os empreendedores - o primeiro, administrador, e o segundo, engenheiro - produzem filtros de ar para motores à combustão, automotivos e industriais, que são únicos no mercado brasileiro. Em 2005 eles compraram a empresa, que já fabricava filtros para carros, e aprimoraram o produto. “Em vez de filtros de papel, que só podem ser utilizados uma vez, tivemos a ideia de desenvolver filtros de poliéster, que são laváveis e podem ser usados até cinco vezes. Além de filtros 15

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