Ciencias das Origens 14

 

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Segundo Semestre 2007

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Segundo Semestre de 2007 Nº 14 Uma publicação do Geoscience Research Institute (Instituto de Pesquisas em Geociências) Estuda a Terra e a vida: sua origem, suas mudanças, sua preservação. Edição em língua portuguesa patrocinada pela DSA da IASD com a colaboração da SCB APRESENTAÇÃO DO DÉCIMO QUARTO NÚMERO DE CIÊNCIAS DAS ORIGENS TRADUZIDO PARA A LÍNGUA PORTUGUESA Como sempre, ficam expressos os agradecimentos da Sociedade Criacionista Brasileira a todos os que colaboraram para possibilitar esta publicação em língua portuguesa, e particularmente, a Roosevelt S. de Castro pelo excelente trabalho de editoração gráfica. Renovam-se também os agradecimentos especiais à Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na pessoa de seu Presidente, Pastor Erton Koehler, pela continuidade do apoio à publicação deste periódico. Ruy Carlos de Camargo Vieira Diretor-Presidente da Sociedade Criacionista Brasileira A Sociedade Criacionista Brasileira, dentro de sua programação editorial, tem a satisfação de apresentar o décimo quarto número deste periódico (segundo número anual de 2007), versão brasileira de “Ciencia de los Orígenes”, editado originalmente pelo “Geoscience Research Institute” (GRI) nos E.U.A. COSMOVISÃO CRIACIONISTA: A ESTRUTURA DO NOSSO PENSAMENTO Dr. Victor M. Armenteros Cruz, Universidad Adventista del Plata Darwin não inventou o evolucionismo. Em 1856, três anos antes da publicação de seu livro Origins of Species, foi publicada uma série de conferências na cidade de Stuttgart, por Johan J. Bachofen (Das Mutterrecht) nas quais se tratava da evolução das estruturas familiares e políticas. Algo semelhante aconteceu com o texto de Henry Maine, intitulado Ancient Law, e seu estudo muito ao gosto de Montesquieu ou de Adam Ferguson sobre a evolução das leis. Como disse Marvin Harris a respeito desses textos: “...(isso) demonstra claramente que não foram as teorias de Darwin as que desencadearam a onda de publicações evolucionistas que começaram a ser produzidas imediatamente após o livro Origins of Species.” 1. A teoria começou a germinar com a origem e o estabelecimento de colônias na África e nas Américas. O cristianismo ocidental e sua cosmovisão, a partir do século XVI, entra em choque com outras culturas, com outras cosmovisões. Em 15 de fevereiro de 1493, Cristóvão Colombo escrevia uma carta a Luis Santángel na qual o informava de que não havia encontrado “homens monstruosos” 2 em suas viagens pelas ilhas do Caribe. A partir da consi- deração daqueles habitantes da América possivelmente como monstros, surgiram diferentes debates, alguns levando a tristes conclusões a respeito de raça 3, educação, cultura, predestinação ou animalidade. As posições se polarizaram, dando oportunidade a tantas opiniões quantas informações díspares por parte dos colonizadores. De indígena virgem e inocente passou-se ao conceito de primitivismo e aos diferentes matizes do “progresso” 4 da humanidade. Esta semente brota com o Iluminismo. Desde que John Locke publica An Essay Concerning Human Understanding (1690), até a eclosão da Revolução Francesa, constrói-se um edifício conceitual que irá desaguar na mentalidade evolucionista. Esta mentalidade (da mesma forma que o Criacionismo), tem estrutura de macroideologia. Ela incorpora e interpreta cada dado da realidade encaixando-os nos seus parâmetros de significação. Essa estrutura se converte em cosmovisão, que irremediavelmente gera um choque com a mentalidade criacionista. Toda macroideologia é excludente e reage diante de qualquer tipo de harmonização em face de outras macroideologias (uma exceção é o pensamento New Age que, na mesma forma do ecletismo do passado, faz repousar seu eixo de ação na inclusão e na adaptação). Apesar das intenções de Teilhard de Chardin e de seus seguidores, Evolucionismo e Criacionismo continuam sendo incompatíveis entre si pela sua própria essência. Ao apresentar algumas dessas incompatibilidades, é perfeitamente lícito perguntar-se: por que é necessário esse contraste? Entendo que uma compreensão clara de ambas as cosmovisões nos permitirá situarmos, posicionarmos e oferecermos alternativas que permitam a transferência dos dados teóricos para a práxis cotidiana. Entendo, ainda, que um estudo detalhado da protologia afeta inexoravelmente a escatologia. O Adventismo é resultado de uma reflexão escatológica, que se deve a uma fundamentação protológica. A exposição das primeiras coisas modifica e altera a percepção das posteriores. Alguns exemplos da História nos mostram que a protologia faz variar o comportamento de uma estrutura social. Nas religiões mesopotâmicas encontramos relatos das origens do mundo e da humanidade, que registram a ação de deuses violentos. O homem surge num ambiente de escravidão e agressão. 5

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A escatologia, e da mesma forma a política mesopotâmica, respondem a estes cânones. A Assíria gera uma protologia violenta, que se transforma em um império expansionista e sangrento, que inunda seu panteão com demônios e seus sortilégios atemorizantes. A Grécia nãomítica surge da imprecisão filosófica, da especulação que se torna em imprecisão existencial. O Judaísmo rabínico vincula a Torá à origem da criação, e esse conceito resulta em uma religiosidade e uma escatologia que se fundamenta em atitudes nomológicas. Algo semelhante acontece com a protologia que sustenta o Criacionismo. A protologia que nos propõe a Bíblia parte de premissas que irremediavelmente afetam a escatologia, afetando, portanto, as nossas concepções atuais. O fato de Deus, como Criador, ser o sujeito essencial da origem do cosmos e da humanidade, projeta-O ao futuro escatológico como um Deus redentor, que é, por sua vez, o sujeito que reabilita o universo e redime o ser humano. O fato de Jesus participar, como indica o Novo Testamento, no ato criativo, posiciona-O na escatologia uma vez mais como agente de mediação entre o Criador e suas criaturas. O fato de Gênesis 1 insistir na expressão divina de que o resultado da Criação foi “muito bom”, nos leva a defender a excelência da natureza (relativamente ao hábitat artificial como espaço vital do ser humano) e a confiar na restauração desse estado de coisas. O fato de que tanto o capítulo 1 de Gênesis como o 2 nos mostram como seres humanos completos, resultado de um monismo que não distingue o físico do espiritual, nem em essência nem em qualificação (o corpo é tão bom quanto o espírito), nos leva à crença de um ser humano transformado que vai residir tanto no físico quanto no espiritual (opondo-se a representações incorpóreas de cortes angelicais ou demoníacas). O fato de o relato da criação concluir com o clímax do descanso sabático, o projeta em um referencial escatológico que supera as questões temporais para alcançar o significado de pacto, identidade ou compromisso. O fato de que a estrutura familiar que propõe o relato protológico da Bíblia é monógama, heterossexual e com caráter de aliança, nos leva, nestes tempos de controvérsia, à defesa da família nuclear que reforça a paridade e a identificação de papéis. O relato de Gênesis afirma que o ser humano tem uma missão: proteger a Terra. A escatologia deve aprofundar-se nesse projeto ecológico para fomentar o respeito pelo Criador e pela criação. Tal fundamentação protológica nos obriga, quando menos por coerência retórica, a refletir sobre os parâmetros de pensamento próprios do Criacionismo. 2 Nº 14 Ciências das Origens DESENVOLVIMENTO DA RELIGIÃO Uma das mais notáveis discussões entre os evolucionistas é a origem da religião e suas diferentes etapas evolutivas. O evolucionismo tende a propor uma primeira etapa mágica, vinculada aos elementos da natureza, que se concretiza no Animismo. O proto-humano não está capacitado para compreender as forças naturais que o rodeiam, e atribui a elas valores de poder extraordinário. Na segunda etapa, o homem atribui a tais elementos naturais características antropomórficas. As tempestades no mar vinculam-se, em numerosas culturas do Oriente Próximo, a Hadad, a Yama ou a Poseidon. A beleza de um amanhecer, ou o brilho intenso de uma estrela, personificam-se em Istar, Afrodite, ou em certas deusas filistéias. Os ciclos de seca e chuva na Bacia Mediterrânea relacionam-se com Baal ou com diferentes “deuses ociosos”. É gerado o “Politeísmo”, tão variado quanto as diferenças climáticas, geográficas ou catastróficas existentes. A terceira etapa coincide com o Henoteísmo. Um dos diversos deuses do panteão de cada religião destaca-se sobre os demais, incorporando proeminência e poder. São os exemplos de Marduque ou de Zeus (e, inclusive em certos períodos greco-romanos, de Dionísio). Na quarta etapa, o Deus proeminente fica independente do seu panteão e se projeta como único Deus. Achamo-nos então diante do “Monoteísmo”. Com o tempo, o homem, muito mais racional, afasta-se da pressão religiosa e propõe opções como o “Deísmo” ou o “Agnoticismo”, sendo essa a quinta etapa. O resultado final, a sexta etapa, de todo esse processo religioso, chega ao clímax da evolução humana com o “Ateísmo”, já sem necessidade de Deus (a Quem nem sequer se associa como causa primeira ou energia universal).6 Estas etapas transcendem o âmbito coloquial usual, encontrando-se até em considerações feitas por criacionistas. “As religiões primitivas” é uma expressão que faz referência a períodos mágicos ou animistas. “A religião dos patriarcas” se destaca, inclusive em autores do âmbito criacionista, em um entorno henoteísta. A proposta criacionista para a evolução da religião, entretanto, é totalmente diferente desta que foi exposta, e se associa com o conceito de “involução”. A única etapa que é esquematizada dentro do texto de Gênesis é a do “Monoteísmo”. Um Monoteísmo, além disso, que exclui taxativamente qualquer outro objeto de adoração. O pecado transtorna essa relação Deus-Homem e gera variações que cada vez mais se afastam do modelo original. O interesse por certas “banalidades” 7 configurará uma religiosidade henoteísta que posteriormente se desenvolve em um âmbito politeísta. O afastamento do ser humano com relação aos valores originais o separa, por sua vez, da clareza mental suficiente para interpretar a natureza. O ser humano se animaliza e percebe o seu âmbito sob perspectivas animistas ou mágicas. Excluir, por outro lado, as estruturas religiosas da sociedade, propondo somente cosmovisões materialistas, afasta o homem de Deus, levando-o a percepções deístas agnósticas ou ateístas. As categorizações coincidem nas duas cosmovisões, porém a interpretação de suas funções é completamente diferente. No Evolucionismo, o desenvolvimento é linear diacronicamente, e avançando positivamente: Estado inicial primitivo ANIMISMO POLITEÍSMO HENOTEÍSMO MONOTEÍSMO DEÍSMO / AGNOSTICISMO AGNOSTICISMO ATEÍSMO Estado final evoluído e positivo No Criacionismo se propõe um desenvolvimento modificável diacronicamente e em um retrocesso negativo: Estado inicial modelar MONOTEÍSMO 1. Involução em direção à animalidade HENOTEÍSMO POLITEÍSMO ANIMISMO 2. Involução em direção à alienação DEÍSMO AGNOSTICISMO ATEÍSMO Estado final involuído e negativo No processo esquematizado pelo Evolucionismo é fácil concluir que o interesse de grandes comunidades religiosas para manter sua identidade monoteísta deve ser qualificado como fundamentalismo e, portanto, processo evolutivo anterior ao da racionalidade – processo a ser evitado e desqualificado. A percepção do religiosamente modificado (seja por uma involução em direção à animalidade ou em direção à alienação) gera no criacionista, entretanto, um desejo de mostrar o modelo original em direção ao qual se pode avançar para se encontrar com sua verdadeira identidade. Enquanto que, numa primeira proposta, o clímax de todo o processo religioso é o homem e sua independência moral, na proposta criacionista, muito ao contrário, o ser humano é uma criatura dependente, que acha nesta dependência a sua identidade e seu crescimento. Na proposta evolucionista, a auto-satisfação (conclui-se que estamos no cume da capacitação da

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1. Etapa Subjetiva Individual: egoísta e hedonista (magia/animismo?) 2. Etapa Subjetiva Coletiva: dependente de autoridades (politeísmo/monoteísmo?) 3. Etapa Objetiva Individual: independente de autoridades (agnosticismo/ateísmo?) pirâmide evolutiva) obscurece a realidade atual do mundo: a ausência de moralidade gera o caos e a auto-destruição (resultados que não coincidem com a utopia social do Evolucionismo). A proposta evolucionista do desenvolvimento diacrônico das religiões afeta notavelmente o estudo do desenvolvimento sincrônico do ser humano. A Psicologia Evolutiva deve reconhecer etapas no processo da formação do homem, semelhantes aos processos históricos mencionados previamente. As propostas de Piaget ou Kohlberg 8 poderiam ser resumidas em Tais esquematizações parecem entrar em conflito com a proposta de Cristo, de que sejamos como crianças. Temos de voltar, portanto, a uma etapa fundamentada no egoísmo e na auto-complacência? O criacionista cristão vê-se impelido a dar uma resposta correta no âmbito de sua cosmovisão. Uma alternativa (fora das premissas do imperativo categórico kantiano que motivam os conceitos kohlbergianos) deveria residir na reformulação do conceito de “maturidade espiritual”, separando-o da “maturidade fisiológica”. Pode uma criança ser madura espiritualmente, embora não tenha concluído seu desenvolvimento físico? Entendo que sim, embora isso precise ainda ser objeto de um estudo pormenorizado. CONCEITO DE TEMPO A compreensão do tempo no Evolucionismo é o eixo sob o qual se escondem suas possíveis incongruências. A teoria se fundamenta em amplos intervalos de tempo que, em sua extensão, permitem uma multidão de probabilidades, que são necessárias para a sua coerência. O tempo da vida, a menor escala, é concebido como cíclico. Um ciclo é o desenvolvimento da história com suas sociedades emergentes e decadentes. Outro ciclo é a vida humana com seus períodos de progressos e crises. Unindo os parâmetros de extensão e de repetição, conclui-se que a presença do ser humano no mundo é sumamente insignificante e passageira. O passado e o futuro diluem-se na imensidão do amálgama de momentos. O resultado prático, ao não se perceber qualquer sinal concreto de origem (passado) e de destino (futuro), é viver o momento, o dia-a-dia. A busca da felicidade imediata é um anelo lícito nas proposições do Evolucionismo, já que as pessoas não se concebem como meros transmissores de carga genética. Para o criacionista, entretanto, existe um passado e um futuro concretos, apesar de que, antes e depois do pecado, o tempo adqüire conotações distintas. O valor do tempo resulta, única e exclusivamente, do mais trágico dos efeitos do pecado: a morte. A morte supervaloriza cada instante, e particularmente o futuro. É por isso que, para o crente, a redenção é a única solução que rompe o vínculo temporal que o pecado gerou, e que permite chegar a um horizonte de maior amplitude. A história, se bem que tenha a tendência a repetir-se, mais do que um ciclo é um solenóide que, partindo da origem do mundo, se alonga até um futuro ideal. Esta esquematização dá sentido à história, e esclarece a participação de Deus nela. O passado não se dilui, permite-nos uma compreensão do decorrer dos tempos e mostra como Deus intervém nos processos históricos. Tampouco se dilui o futuro, pois ele forma parte do projeto redentor, projeto que reivindica o ser humano como pessoa de valor. A pessoa não só é transmissora de vida, mas é aquilo que contém a vida. No Criacionismo, a promessa de vida eterna concede identidade ao ser humano. O resultado prático, ao consolidar-se a origem e o futuro, é viver uma felicidade razoável com um chamado à missão de solidariedade, empatia e respeito por cada ser humano. CONCEITO DE DEUS Como indiquei previamente, quando comentei o processo evolutivo das religiões, Deus para o Evolucionismo é uma etapa histórica no desenvolvimento do ser humano. A mentalidade telúrica concretiza-se em estádios antropomórficos e destes ao Teísmo e posteriormente ao Deísmo. O Deísmo foi concebido desde os tempos do Iluminismo como característica de seres humanos evoluídos. Deus se faz cada vez mais longe e ausente, até não mais se tornar necessário. A sociedade que progride é aquela na qual Deus morreu ou foi substituído pela ciência ou pelo materialismo. No Criacionismo, Deus não pode ser um agente passivo. Deus cria, porque pode. É um Deus transcendente, que supera os limites e capacidades do ser humano e da natureza que o rodeia. Deus não é uma imagem abstrata do ser humano. O ser hu- mano é imago Dei, a concretização limitada da imensidade divina. Ao criar e relacionarse com o homem, percebemos a Sua imanência. O Deus Criador anela comunicar-se com o ser humano. É um Deus que dialoga e está perto. Esta aparente dualidade, transcendência e imanência supera qualquer teoria sistematizadora do divino. É a essência de um Deus que cria e que, além disso, redime. A percepção criacionista de um Deus criador tanto da ordem como do amor, de um Deus redentor que traz soluções em consonância com o ser humano, supera qualquer explicação evolucionista. O conceito de Deus que reside no coração humano não pode ser a resposta de um processo evolutivo, pois que se expande para além da capacidade intelectiva deste ser. O animal selvagem que é domesticado por um domador jamais teria podido conceber por si mesmo o cuidado ao qual se submete; o afeto que recebe se torna seu por influência externa. De igual maneira acontece com o conceito de um Deus amoroso e receptivo – como se pode concebê-lO a partir do ponto de vista da estrutura evolucionista, da sobrevivência do mais forte? CONCEITO DE PESSOA Para o Evolucionismo, a pessoa não é mais do que um material genético do processo evolutivo. Neste processo sobrevive o mais apto, o mais forte, aquele que tem melhor capacidade de adaptação. Tal esquematização conduz inexoravelmente à competitividade. Este conceito é essencialmente inseparável dos povos com percepções materialistas. É usual escutar-se ou ler-se “quem ou o que é melhor que...”. As relações humanas se expressam em orações comparativas (muitas são superlativas) que entram em conflito com propostas de auto-realização. Tal auto-realização, embora muito apregoada nos livros de autoajuda, não pode conviver com a competitividade, a menos que se fundamente em elementos exteriores ao ser humano (materialismo e “despersonalização”). Além disso, uma pergunta se faz constantemente sobre a teoria: quem define qual é o mais apto? O acaso? Os elementos naturais? Por não existirem universais que estabeleçam a estrutura sobre a qual construir os valores do mais apto, resulta uma liberdade sem limites conceituais. A liberdade sem restrições é associada a um bem comum, quando na realidade mascara a incapacidade de gerar universais e o caos. O ser humano termina sendo material e social, um ente anônimo no processo evolutivo. Para o Criacionismo, o homem é concebido como um ser completo, “pouco menor do que os anjos”. Em seu projeto existe mais do que utilidade. Nele reside beleza e bondade. O Criacionismo não propõe a sobrevivência do mais apto, mas sim a sobrevivência de todos (e não só no imediatismo Nº 14 Ciências das Origens 3

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desta vida). Insiste em que é necessário superar o desequilíbrio da competitividade e explorar as sendas do cooperativismo. Cada ser humano é receptor de quantidade tal de virtudes, que deve desfrutar de sua identidade, de sua peculiaridade. Deve praticar a paz como projeto de auto-realização e de interrelação. É concebido como um ser com liberdade limitada, porquanto é criatura e não criador. A criatura, por essência, é dependente, e isso a faz sentir-se protegida e amada (sensações que ela projeta protegendo e amando). A pessoa é muito mais do que material social; é um ser estimado. CONCEITO DE FAMÍLIA A família, no conceito evolucionista, responde a múltiplas possibilidades. Pode situar-se em uma estrutura local, poliândrica, poligâmica, patrilinear, matrilinear, nuclear, monoparental ou complexa. Ao Evolucionismo não interessa muito a estrutura familiar, sempre e quando seja cumprido o objetivo de qualquer relação humana: a procriação. A transmissão de material genético adequado e com êxito seria a razão última de uma estrutura familiar. Como isso afeta a estrutura social? Nas sociedades do primeiro mundo, se concretiza no relativismo da célula familiar, seja por seus componentes, por sua temporalidade ou por sua essência. Os componentes de uma família já não responderão ao modelo nuclear de um casal heterossexual, e sim superarão os limites de número (poligamia sucessiva, intercâmbio de parceiros, aventuras amorosas), de gênero (homossexualidade) e até mesmo de espécie. A temporalidade e a ruptura de uma relação justifica-se com argumentos baseados em certos índices hormonais (confunde-se, portanto, amor com paixão). A fidelidade passa a ser um conceito judaicocristão superado. A essência da estrutura familiar resume-se, assim, na sexualidade, e supostamente no prazer que a circunda. Esta percepção, finalmente, despersonaliza a pessoa e sublima o instinto. A felicidade individual é posta acima da felicidade compartilhada. O interessante é observar que no chamado “primeiro mundo” não há maior produção procriadora do que em sociedades claramente religiosas. A mais “evolução” corresponde menos procriação. No Criacionismo, a família primígena é nuclear. O ser humano é a soma do masculino com o feminino. O casal surge de um estado de paridade no qual a relação se sustenta pelo apoio mútuo. A relação é heterossexual, supera os limites da procriação (aprofundando em sentimentos e projetos) e se concebe como perdurável. Depois do pecado, amplia-se a sua necessidade com o objetivo de desenvolvimento de caracteres aptos para a redenção. No Criacionismo, o ser humano é pessoa e não coisa. A família é o espaço onde as pessoas se formam, se instruem, se expressam e se preparam. 4 Nº 14 Ciências das Origens A procriação é resultado de um projeto de amor, que não só transmite material genético, mas tradições, gostos, afetividades e crenças. A família não se dissolve com a futilidade do interesse próprio. A família tende a fortalecer-se na generosidade espontânea e no intercâmbio de empatias. Tal estrutura supera o presente estado de coisas e se projeta para a eternidade. CONCEITO DE EXISTÊNCIA O Evolucionismo promove, conscientemente ou não, o imediatismo do ser humano, e isto provoca um irremediável desejo de viver intensamente o momento. O resultado deste anelo é o escapismo, a sexualidade descontextualizada, a independência egoísta e a limitação do intervalo de vida temporal ao presente. O escapismo produz o Homo ludens, uma existência virtual que assemelha o homem a mero ator periférico de novelas de televisão. Estímulos e inibições intensificados reduzem as possibilidades da descoberta do autêntico ou do interior. A sexualidade descontextualizada é o prazer pelo prazer. A relação interpessoal se reduz à estimulação de endorfinas, à sublimação de cânones de beleza fugazes e à vindicação de uma eterna e irreal juventude. A conexão com periféricos artificiais resulta em desconexão interpessoal. A suposta independência e individualismo que se estruturam em um destacado egocentrismo resultam em situações alienantes. O imediatismo do presente mutila a responsabilidade por ação ou por omissão, que envolve o passado, bem como a esperança, que propõe o futuro. Uma vida baseada somente no presente não tem memória e, portanto, não precisa identidade. É facilmente modelável. O Criacionismo considera a escatologia, e por isso proporciona horizonte à existência. Contrapõe o prazer ao hedonismo, o escapismo à responsabilidade, a sexualidade desbragada à comprometida, o imediatismo do presente à vida com perspectiva. O prazer é necessário e equilibrado. Sua existência gera crescimento e co-participação, não só produz endorfinas como também, além disso, acrescenta sentido. A responsabilidade não é uma obrigação, mas um direito, um direito de participar voluntariamente dos desígnios de nossa existência. A opinião respeitada e a ação consciente são os fatos que modificam as decisões. Enfrentar a realidade é uma oportunidade de ter voz em nosso presente e futuro. A sexualidade contextualizada compreende vínculos e projetos, conjunção na disjunção, semelhança na diferença, coração no prazer. O Criacionismo incorpora passado e futuro ao nosso presente, raízes e ramos, identidade e esperança. Uma vida com perspectiva compreende serenidade e anelos, memória e gratidão, certeza e confiança. O Evolucionismo se opõe a nossos pensamentos sobre tolerância, sobre o relativis- mo, a religião e a auto-satisfação. Temos de ser coerentes com nossos discursos e explorar muito mais o respeito, a identidade, a religião e a empatia. O Criacionismo deve superar sua etapa apologética e ficar consciente das razões que o constituem como cosmovisão. Não é este um assunto supérfluo, mas sim a gênese de uma identidade que realça cada pormenor de nossa vida. A protologia afeta, graças a Deus, as nossas expectativas de futuro. Como acertadamente declara Apocalipse 21-4: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Referências 1. Marvin Harris, “El desarrollo de la teoria antropológica: uma historia de las teorias de la cultura” (Madrid: Siglo XXI, 1979), 122. 2. Cristóbal Colón, “Textos y documentos completos” (Madrid: Ed. Consuelo Vega, 1984), 144. 3. Sobre esta discussão ver J. H. Elliot, “España y su mundo, 1500-1700” (Madrid: Alianza Editorial, 1991), 74 ss. 4. Na frase original aparece o termo “evolução”, porém o seu conteúdo semântico exprime “progresso”. Devemos recordar que o clímax de tal progresso era ocidental, vestido de casaco, com cabelos curtos e (oficialmente) somente uma esposa. 5. Basta recordar as primeiras linhas do texto de Atra-Hasis (1600 a.C.) em que se lê: “Enlil lhes perguntou: ‘Que vamos fazer agora? Agora, o que vamos fabricar?’ E os grandes deuses ali presentes com Enlil responderam: ‘Imolemos um par de pequenos deuses, e com seu sangue demos nascimento aos homens! O trabalho dos deuses será o seu trabalho’. “ Extraído de Raúl Berzosa, “Como era en el Princípio: Temas clave de antropologia teológica” (Madrid: San Pablo, 1996), 47. 6. A ordem que proponho é a posição mais comum entre os diferentes pensadores, embora existam outras possibilidades. São as posições de A. Comte (magia/fetichismo, politeísmo, monoteísmo), E. B. Tylor (animismo, manismo, fetichismo, politeísmo, monoteísmo), J. G. Frazer (magia, animismo, religião), R. R. Marett (mana/preanimismo, magia, animismo, politeísmo, monoteísmo), Max Weber (préanimismo, politeísmo, monoteísmo), A. Hauser (pré-magia, magia, religião), J. Lubbock (ateísmo, fetichismo, totemismo, shamanismo, antropomorfismo politeísta, monoteísmo) ou J. W. Hauer (mana, magia, crença na alma e polidemonismo, monoteísmo telúrico, monoteísmo celeste, monoteísmo ético-religioso). Cf. Manuel Guerra Gómez, “Historia de las religiones” (Madrid: BAC, 2002), 385-395. 7. Que no final terminam concretizando-se em outros deuses. Assim, achamos uma intensa carga semântica na expressão hebraica hábälim dos textos de I Reis 16, 13:26; II Reis 17:15; Jeremias 2:5; 8:19; 10:3; 8:15; 14:22; Jó 2:8. 8. Para um estudo pormenorizado destas esquematizações, ver Esteban Pérez-Delgado y Maria Vicente Mestre Escrivá (coordenadora), “Psicologia moral y crecimiento personal” (Barcelona: Ariel Psicologia, 1999).

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A Criação no passado e no futuro PROTOLOGIA Deus Criador Jesus Mediador Mundo bom Ser humano completo (física e espiritualmente) Momento de adoração Estrutura familiar Missão para o homem Deus Redentor Jesus Mediador Mundo novamente bom Ser humano restaurado completamente Momento de adoração Estrutura familiar nuclear Recordação da missão Conceito de pessoa EVOLUÇÃO Material do processo evolutivo Transmissão genética Sobrevivência do mais apto Competitividade Auto-realização Liberdade sem limites Material social Desenvolvimento teológico da pessoa EVOLUÇÃO Etapa mágica (Animismo) Etapa institucional (Heteronomia) Etapa não institucional (Autonomia) Etapa pessoal CRIAÇÃO Confiança plena Relação pessoal Relação coletiva Relação supra-coletiva Conceito de tempo EVOLUÇÃO Amplos intervalos de tempo Ciclo da vida A História como ciclo Tanto o passado como o futuro diluem-se no tempo Viver o momento CRIAÇÃO Tempo amplo antes e depois do pecado O pecado dá nova dimensão à redenção A História como solenóide O passado não se dilui: Deus participa da História O futuro não se dilui: Deus preparou um momento para a Redenção. Viver a eternidade. Conceito de Deus EVOLUÇÃO É uma invenção de certa etapa evolutiva Teísmo: Deus participa da História (Deus caprichoso) Deísmo: Deus cria o homem e o abandona (Deus ocioso) Ateísmo: não há necessidade de Deus CRIAÇÃO Deus é o Criador do homem Deus transcendente (Deus cria o Universo e a História) Deus Onipotente (Deus cria o homem e o sustém) Deus Redentor (Deus se entrega ao homem, apesar de ser desprezado) EVOLUÇÃO Religião: etapa a ser superada Tolerância Religião à la carte Irreligião Respeito Religião revelada e assumida Religião Nº 14 Ciências das Origens 5 ESCATOLOGIA Desenvolvimento teológico da religião EVOLUÇÃO Animismo Politeísmo Henoteísmo Monoteísmo Agnosticismo Deísmo Ateísmo CRIAÇÃO Monoteísmo Henoteísmo Politeísmo Animismo CRIAÇÃO Ser completo Pouco menor que os anjos Sobrevivência de todos Cooperativismo Paz (plenitude do ser) Liberdade com limites (libertas volendi em lugar de libertas agendi) Ser apreciado por Deus EVOLUÇÃO Virilocal Poligamia Poliandria Patrilinear Matrilinear Nuclear Monoparental Complexa Objetivo: procriação CRIAÇÃO Família nuclear PESSOA: Masculino+Feminino Conceito de ajuda idônea Objetivo: Redenção Desfrute versus prazer EVOLUÇÃO Viver o momento Escapismo Sexualidade descontextualizada Vida no presente Recreação Sexualidade contextualizada Vida com perspectiva CRIAÇÃO Viver a eternidade Religião versus irreligião CRIAÇÃO Religião: relação a ser incrementada

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UMA AVENTURA COM A FÉ E A HISTÓRIA GEOLÓGICA Dr. Roberto E. Biaggi, Instituto de investigações em Geociência, UAP, Argentina Na cidade de Sireza, as lajes retiradas de camadas estratificadas de turbiditos do Grupo Hecho do Eoceno, que pavimentam as ruas e adornam os muros da cidade, constituem uma rica fonte de informações sedimentológicas e paleontológicas. Alguns rastos de bioturvadores do sedimento (dentre mais de uma dezena que se puderam ver e fotografar) são realmente curiosos, como a característica radial do icnofóssil Estrellichnus indicado pela letra A no encarte da figura, a estrutura meandriforme dupla de Scolicia indicada pela letra B, e o extremamente raro Paleodictyon indicado pela letra C com sua forma típica de rede hexagonal. Por ocasião da celebração da “IV Convenção Européia sobre Fé e Ciência” (4th European Field Conference on Faith and Science), organizada pela Divisão Euroafricana da Igreja Adventista do Sétimo Dia e pelo Geoscience Research Institute (GRI) apresentou-se excelente oportunidade para a exploração in situ de uma região montanhosa de extraordinária beleza, explorando também os possíveis processos e mecanismos que teriam operado na sua formação, juntamente com suas possíveis compatibilidades com conceitos e interpretações provenientes do âmbito da fé. A convenção realizou-se de 1 a 12 de julho de 2007 na região centro-sul dos Pirineus Espanhóis, começando na zona vulcânica de Garrotxa ao norte de Barcelona e percorrendo os Pirineus até o oeste em direção à cidade de Ansó na parte noroeste da província de Huesca. Os participantes, em sua maior parte docentes e administradores de instituições educacionais (um total de 26 pessoas) representando vários países europeus, puderam percorrer um trajeto realmente espetacular, detendo-se em uns 25 locais de interesse para observar e analisar aspectos significativos da história geológica e paleontológica dos Pirineus. A Convenção e a excursão foram planejadas e dirigidas pelo paleontólogo Dr. Raúl Esperante, muito bem assistido pelo Dr. Ronald Nalin (geólogo italiano), Dr. Roberto E. Biaggi (geólogo e paleontólogo argentino), Dr. Jacques Sauvagnat (geólogo e paleontólogo francês), todos do GRI. Os trabalhos de campo foram complementados por mais de vinte conferências sobre diversos tópicos em Ciência e Criação (ver Tabela 1), com a eficiente colaboração dos Drs. Jim Gibson (biólogo e diretor do GRI), Humberto Rasi, Roberto Badenas, Ted Wilson e Martin Probstle. Na excursão, os participantes tiveram oportunidade de conhecer um pouco da história geológica do norte da Espanha. Pensase que os Pirineus se formaram quando a pequena Placa Ibérica colidiu com a Placa Européia maior. Essas duas placas tectônicas estavam separadas anteriormente por águas profundas, e a colisão empurrou para cima os sedimentos do fundo marinho, criando majestosos picos e montanhas constituídas por estratos sedimentares. “Perscrutar as obras do Todo-Poderoso nos deixa a todos com uma humilde sensação de tremenda admiração”. Sem dúvida, Deus abençoou a todos os participantes desta conferência com renovado espírito de confiança em Sua palavra e Seu poder criador. O grupo de participantes, na escadaria do Seminário de Queralt, talhada na rocha, mostrando camadas de calcário e conglomerado da Carreação de Vallfogona, da Cordilheira dos Pirineus. Esses estratos se elevaram quando a Placa Ibérica (da Bacia do Ebro até o sul), que se movia em direção ao norte, chocou-se com a placa Européia. 6 Nº 14 Ciências das Origens Os Doutores Esperánte e Biaggi explicam ao grupo aspectos de interesse dos abundantes icnitos de Aren (Província de Huesca), destacando pegadas de dinossauros terópodes que se encontram na grande variedade regional de estratos rochosos alteados e inclinados.

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Conferencistas e temas apresentados na Convenção Roberto Badenas Doutor em Filologia Doutor em Biologia e Paleontologia Doutor em Biologia e Paleontologia Doutor em Biologia Doutor em Geologia Doutor em Teologia Doutor em Educação Doutor em Paleontologia Doutor em Teologia Diretor de Educação da Divisão Européia da IASD Diretor do GRI, UAP, Argentina GRI, Loma Linda, EUA Diretor do GRI, Loma Linda, EUA GRI, Loma Linda, EUA Seminário Schloss Bogenhofen, Áustria Projetos Especiais da CG - IASD GRI, Universidade Adventista Salève, França Vice-Presidente da CG – IASD Tratando da “Verdade Presente” Geologia 101: Uma introdução às Ciências da Terra – Questões de tempo nas rochas sedimentares. A natureza catastrófica do passado na Terra. A origem do homem. Catastrofismo: chaves que os restos fósseis nos deixam. Sobre a origem das aves. A coluna geológica e o registro fóssil: Processos de fossilização. Introdução à Geologia dos Pirineus. Fósseis índice. A extinção dos dinossauros no limite K/T. Dos dados às conclusões. A extinção e o registro fóssil. Sobre a natureza da Ciência. A primeira semana: Um cientista cristão lê Gênesis 1. As taxas de mudança morfológica. Questões relacionadas aos modelos “intermediários” das origens. As correntes de turbidez e os turbiditos Gênesis 1: Os dados bíblicos Cosmovisões, a cultura contemporânea e a Educação Adventista. Amando a Deus com todo o nosso entendimento. Acaso ou Design Inteligente? A vida surgiu espontaneamente? As espécies estão se transformando? Experiências que apontam para um Criador. Roberto E. Biaggi Raúl Esperante James Gibson Ronald Nalín Martin Pröbstle Humberto Rasi Jacques Sauvagnat Ted Wilson Formulário de Solicitação de Publicações da SCB: Nome:_________________________________________________________________________________________________  Sr.,  Sra.,  Srta. Endereço:________________________________________________________________________________________________________________ CEP: ________________-_______ Cidade: ________________________________ Estado: ___________________ País: _ ____________________ Telefone ou FAX para contatos eventuais: Tel: (____)-_______________ Fax (____)-_______________ e-mail:___________________________________________________________________________________________________________________ Quantidade Código FC-67 FC-68 RC-69 RC-70 RC-71 RC-72 RC-73 RC-74 RC-75 RC-76 RC-77 RC-78 Descrição Folha Criacionista nº 67 Revista Criacionista nº 68 Revista Criacionista nº 69 Revista Criacionista nº 70 Revista Criacionista nº 71 Revista Criacionista nº 72 Revistas Criacionistas nº 73 e 74 Preço unitário 8,00 8,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 Preço total (R$) Após receber a comunicação de confirmação de seu pedido, favor efetuar o depósito do valor respectivo, em uma das contas bancárias da Sociedade Criacionista Brasileira, a seguir: Banco Bradesco Agência 241-0 Conta Corrente 204874-4 Banco do Brasil Ag. 1419-2 Conta Corrente 0007643-0 Posteriormente nos encaminhe o comprovante do depósito via fax: (61)3468-3892 ou o recibo escaneado via nosso e-mail: scb@scb.org.br ou cópia xerox via postal para o seguinte endereço: Sociedade Criacionista Brasileira Caixa Postal 08743 70312-970 – Brasília DF BRASIL Ao recebermos o comprovante de depósito, procederemos a remessa do material solicitado. Revistas Criacionistas nº 75 e 76 10,00 Revistas Criacionistas nº 77 e 78 10,00 SUB-TOTAL (Soma de todas as importâncias da solicitação) Caso queira receber o material por SEDEX, o valor do acréscimo será de no mínimo R$ 25,00 ou 20% do total do pedido, o maior dos dois valores. Para entregas normais nenhum valor de postagem será acrescentado. TOTAL (Soma total do pedido a ser depositado na conta corrente conforme descrição ao lado) A OPINIÃO DO LEITOR Na revista Ciências das Origens queremos ouvir a opinião dos leitores. Façam-no chegar seus comentários sobre os artigos publicados, ou sua colaboração para possíveis artigos. Os comentários devem ser pertinentes e breves, com no máximo 150 palavras. Pode-se utilizar a página do GRI na internet: http://www.grisda.org para enviar suas contribuições, que serão avaliadas pela nossa equipe. “CIÊNCIAS DAS ORIGENS” é uma publicação semestral do Geoscience Research Institute, situado no Campus da Universidade de Loma Linda, Califórnia, U.S.A. A Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia provê recursos para que esta edição em português de "Ciências das Origens" chegue gratuitamente a professores de cursos superiores interessados no estudo das origens. Interessados no recebimento de números anteriores, em forma impressa, ainda disponíveis, deverão solicitá-los preenchendo o cupom que se encontra na última página deste número. Todas as edições já traduzidas encontram-se disponibilizadas no site www.scb.org.br em formato PDF. Conselho Editorial Ben Clausen James Gibson Roberto Biaggi Timothy Standish Ronald Nalin Diretor James Gibson Editor Raul Esperante Secretária Carol J. Olmo Projeto e diagramação: Katherine Ching Site: http://www.grisda.org e-mail: ciencia@grisda.org Tiragem desta edição: 2.000 exemplares Nº 14 Ciências das Origens 7

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TORNE-SE ASSINANTE E DIVULGADOR DA REVISTA CRIACIONISTA A Revista Criacionista vem sendo publicada pela Sociedade Criacionista Brasileira desde 1972 (inicialmente com a denominação de Folha Criacionista), e hoje é o periódico criacionista mais divulgado em todo o Brasil. A partir do número 73 a Revista, no momento, está disponível só em edição eletrônica (CD-ROM). VÍDEOS DA SÉRIE "DE OLHO NAS ORÍGENS" FC-67 FC-68 RC-69 RC-70 RC-71 RC-72 LANÇAMENTOS RC-73 RC-74 RC-75 RC-76 RC-77 RC-78 UMA MINA PARA O TEMA CRIAÇÃO / EVOLUÇÃO Preencha na página anterior o formulário para solicitação de exemplares da Revista Criacionista. AGRADECEMOS SUA COLABORAÇÃO PARA A DIVULGAÇÃO DA REVISTA CRIACIONISTA Para a aquisição de números de “Ciências das Origens” em português ainda disponíveis em forma impressa, preencher este cupom e enviar para a Sociedade Criacionista Brasileira, no endereço abaixo, com cheque ou depósito bancário em nome da Sociedade Criacionista Brasileira, Banco Bradesco, Agência 241-0 conta corrente 204.874-4 ou Banco do Brasil, Agência 1419-2, conta corrente 7643-0, para o pagamento do porte postal, no valor de R$ 5,00. Nome: _____________________________________________________________________________________________ Endereço para remessa: _______________________________________________________________________________ CEP: _________________ Cidade: ____________________________________________ Unidade da Federação: ______ e-mail: _____________________________________________ Telefone: (____) __________________________________ Enviar por e-mail, fax ou correio normal, juntamente com cópia do comprovante de depósito ou cheque para: Sociedade Criacionista Brasileira Caixa Postal 08743 70312-970 – Brasília DF BRASIL Telefax: (61) 3468-3892 ou (61) 3468-1984 e-mail: scb@scb.org.br Site: http://www.scb.org.br 8 Nº 14 Ciências das Origens

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