Saúde em Primeiro Lugar

 
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Saúde em Primeiro Lugar Dezembro 2015

Popular Pages


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Revista da Cruz Azul de São Paulo Ano II | N° 8 | Dezembro/2015 | Distribuição gratuita Boas Festas! 1: Ano Novo 9: Carnaval / 10: Cinzas 20: Outono / 25: Paixão 27: Páscoa 21: Tiradentes 1: Dia do Trabalho 8: Dia das Mães 26: Corpus Christi 12: Dia dos Namorados 20: Inverno 14: Dia dos Pais 7: Indep. do Brasil 22: Primavera 12: Nossa S. Aparecida/ Dia das Crianças / 15: Dia dos Professores 18: Dia dos Médicos 2: Finados 15: Procl. da República 20: Dia da Consciência Negra 21: Verão 25: Natal

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Sum�rio 3 O remédio é esperança 4 Programação de Natal da área de Saúde da Cruz Azul 6 Dicas para as festas de fim de ano 9 Farmacêuticos comemoram o seu Dia 10 Você pode ter oneomania e não sabe 12 O que é Síndrome do Pânico? Dicas e formas de tratamento 14 16 Então, vamos sorrir, rir, gargalhar! Doenças comuns no verão 20 Unidades de Saúde Cruz Azul R������ S���� �� P������� L���� é uma publicação trimestral da Cruz Azul de São Paulo E�pediente Corpo Diretivo: Cel PM Julio Antonio de Freitas Gonçalves - Superintendente | Cel PM Renato Aldarvis - Coordenador de Saúde | Dra. Joyce Mari Stocco - Coordenadora Clínica | Cel PM Renato Penteado Perrenoud - Coordenador de Educação | Cel PM Marcos Roberto Chaves da Silva - Coordenador de Logística | Cel PM Leônidas Pantaleão de Santana - Coordenador de Sustentabilidade | Cel PM Aguinaldo Nobre de Mello - Coordenador de Finanças | Cel PM Edson Teixeira Costa - Chefe de Gabinete. Publicação desenvolvida pela equipe da Gerência de Comunicação Corporativa: Elisabeth Diniz, Erika Moraes, Fernanda Bigliatto, Lucas Leandro, Rafaela Vieira e Sabrina Tono e Thiago Moreira. Jornalista Responsável: Walter Mazar - MTb.: 16.431/SP Banco de imagens: Acervo Cruz Azul e Shutterstock Tiragem: 25.000 exemplares Dezembro/2015 | comunicacao@craz.com.br | www.cruzazulsp.com.br trocar selo 2 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 8 - Dezembro/2015

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A “esperança” é um estado emocional e crença de que aquilo que desejamos para nós, para a família, para os amigos e para a sociedade é possível, apesar de todas as adversidades. A “esperança” pode ser fruto de critérios lógicos ou da fé, porém, de qualquer forma, os resultados pretendidos jamais surgirão da inércia, da apatia, do desânimo. Eles somente serão possíveis por meio da perseverança. O País vive um momento difícil, e não é a primeira vez. A história – inclusive recente –, prova que o brasileiro é, realmente, um forte, que não estremece frente às dificuldades e, como popularmente se diz, sabe como ninguém se levantar, sacudir a poeira, dar a volta por cima e colocar o trem no trilho para ir em frente e atingir seus objetivos. Um novo ano está chegando, momento de se renovar as “esperanças”. No âmbito da Saúde, um dos pilares da Cruz Azul de São Paulo, antes de lamentar o passado, preferimos pensar nas perspectivas e possibilidades. Desejamos que 2016 seja o marco de mudanças, de valorização dos profissionais da área e de soluções efetivas e sustentáveis para a população. Se “esperança” é o remédio, que ela tenha o poder de nos curar de todos os males neste ano que se inicia. Desejamos um Feliz Natal e um excelente Ano Novo a toda comunidade da Cruz Azul e a você, leitor de Saúde em Primeiro Lugar, dedicamos este poema sobre “esperança”, de Mario Quintana: “ Tão bom viver dia a dia... A vida assim, jamais cansa... Viver tão só de momentos Como estas nuvens no céu... E só ganhar, toda a vida, Inexperiência... esperança... E a rosa louca dos ventos Presa à copa do chapéu. Nunca dês um nome a um rio: Sempre é outro rio a passar. Nada jamais continua, Tudo vai recomeçar! E sem nenhuma lembrança Das outras vezes perdidas, Atiro a rosa do sonho Nas tuas mãos distraídas... ” Cruz Azul de São Paulo 3 Opinião O remédio é esperança

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Programação de Natal Programação de Natal da �rea de Saúde da Cruz Azul Tradicionalmente, a Cruz Azul de São Paulo promove diversas atividades e ações natalinas nas áreas de Saúde e Educação, envolvendo toda a comunidade da Instituição, como colaboradores, pacientes, alunos e familiares. Indicamos a programação desenvolvida para o Complexo Hospitalar e aproveitamos para desejar Boas Festas a todos os leitores da revista Saúde em Primeiro Lugar! Pediatria No próximo dia 18/12, às 15h, o setor de Pediatria realizará a festa natalina para pacientes internados, acompanhantes e equipe de enfermagem. O evento acontece na Brinquedoteca e serão realizadas diversas atividades recreativas, coordenadas pela pedagoga e brinquedista Lucienne Carvalho. Dia H O tradicional Dia H (Humanização) acontece no dia 18/12. Fazem parte das ações especiais de Natal a realização de Culto Ecumênico, apresentação do Coral Cruz Azul, visita do Papai Noel, Teatro de Natal, com a participação de crianças e adolescentes do CCA Futuro Esperança, instituição apadrinhada pelo Projeto Cruz Azul Solidária. 4 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 8 - Dezembro/2015

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Confraternização de Natal O setor de Oncologia da Cruz Azul realizará a confraternização natalina, para pacientes, acompanhantes e colaboradores, no próximo dia 22/12. Capelania Durante o mês de dezembro, a Capelania da Instituição promoverá apresentações musicais nos andares do Hospital. Confecção de guirlandas As aulas para a confecção de guirlandas, que iniciaram em novembro, são ministradas pela voluntária Izaura Prado, no térreo do Bloco A. Coral Cruz Azul O Coral da Cruz Azul realizará apresentações nos diversos andares do Hospital, nos dias 22 e 23/12. Cruz Azul de São Paulo 5 Programação de Natal

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Nutrição 6 Dicas para as festas de fim de ano No Natal e Ano Novo são comuns os excessos alimentares. Para evitar preocupações com a saúde e o peso, cuidado com os clássicos pratos gordurosos da época e mantenha a forma para as férias que estão chegando As festas de fim de ano estão chegando. Momento de reunir a família, rever os amigos, festejar, comemorar e se deliciar com as tradicionais ceias de Natal e Ano Novo. Para não ser dominado pelas tentações da mesa e evitar arrependimentos nos dias seguintes, veja as dicas de Saúde em Primeiro Lugar para que as ceias de fim de ano não pesem na consciência e no corpo e não comprometam a sua saúde. Carnes Evite carnes gordas. Dê preferência a peito de peru, lombo, tender e peixe assado, mas moderadamente e sem acrescentar molhos gordurosos. Se não conseguir resistir a um pedacinho de pernil, então, tire a pele, que é rica em colesterol. Acompanhamentos Maionese, creme de leite, ovos, manteiga, miúdos de frango, vísceras, queijos amarelos e certos frutos do mar são ricos em gordura e colesterol. Preferencialmente, opte por legumes e lembre-se: a sensação de vitória nos dias seguintes irá compensar. Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 8 - Dezembro/2015

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Se você conseguiu se conter, escolheu as opções mais saudáveis de carnes e acompanhamentos e não quer deixar a casa cair na hora da sobremesa, então, mantenha a concentração para evitar calorias desnecessárias, facilmente encontradas em bolos, cremes e sorvetes. Castanhas, amêndoas, nozes e avelãs não contêm colesterol, mas são fontes de gordura, por isso, apenas uma pequena porção. Dê preferência às frutas frescas neste fim de ano. Panetone? Ok, um pedaço. Sobre bebidas nas festas de fim de ano, vire a revista e veja em Educação em Primeiro Lugar, páginas 4, 5 e 6. Bacon, presunto, linguiça e salsicha na lista de cancerígenos Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na segunda quinzena de outubro, afirma que o consumo de bacon, presunto, linguiça e salsicha aumenta o risco de câncer de intestino em humanos. As carnes processadas, agora, fazem parte da lista do Grupo 1 de carcinogênicos. Este grupo engloba tabaco, fumaça de diesel e amianto. O relatório foi elaborado pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, ligada à OMS. “Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal em razão do consumo de carne processada permanece pequeno, mas esse risco aumenta com a quantidade de carne consumida”. Quem afirma é Kurt Straif, chefe do programa da agência que avalia riscos de câncer. O estudo estima que a porção diária de 50g de carne processada pode aumentar em 18% o risco de câncer colorretal, o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens, no mundo. Dados de 2012 da OMS indicam que cerca de 694 mil pessoas morrem, anualmente, em consequência da doença. Cruz Azul de São Paulo 7 Nutrição Sobremesas

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Nutrição E�cesso de peso: inimigo da Saúde Pública mundial Dr. Marcelo Silveira d’Oliveira, endocrinologista da Cruz Azul Nos dias atuais, o excesso de peso tornou-se um inimigo da Saúde Pública mundial, com uma incidência de 1,5 bilhão de adultos com sobrepeso (Índice de Massa Corpórea – IMC a partir de 25kg/ m2), dos quais 500 milhões são classificados como obesos (IMC a partir de 30). Este aumento também está presente em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, onde 82 milhões de adultos estão acima do peso normal (cerca de 60%) e um em cada cinco brasileiros é obeso, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, estudos têm sido realizados com o objetivo de avaliar o padrão do aumento de peso da população, com base em seu comportamento. O período de final de ano, com festividades e confraternizações, já foi identificado como um dos grandes vilões. Nos Estados Unidos, pesquisas concluíram que mais da metade do ganho anual de peso de adultos se instala nesse momento, com maior ocorrência naqueles que já estavam acima do peso. Logo, a atenção deve ser redobrada com relação à quantidade de calorias ingeridas para que haja manutenção do peso, sem o ganho de quilos indesejados, temperados por remorso. Tomando por base alguns alimentos da época, encontramos no mercado nacional uma fatia (80 gramas) de panetone clássico com média próxima de 300 kcal, enquanto que aqueles que acrescentam gotas de chocolate se aproximam de 400 kcal por fatia. Levando-se em consideração uma dieta diária de 2.000 kcal, isto equivale a 20%! Consumo excessivo de frutas cristalizadas deve ser evitado, pois o alto teor de açúcar torna esta opção uma fonte rica de calorias. Pratos compostos por alimentos ricos em gordura e colesterol, tais como ovos, creme de leite e queijos, devem ser substituídos, assim como as sobremesas elaboradas nas mesas festivas, cremes e bolos. Deve-se dar preferência a legumes cozidos ou grelhados, além de aproveitar a vasta lista de frutas que dispomos em nosso País para concluir a refeição ao redor da mesa. O período de festas acompanha-se de folga do cotidiano, incluindo da prática de atividades físicas. Associar excesso de calorias com baixo gasto energético por vários dias a semanas é atitude comum e perigosa, que deve ser combatida para que o clima de comemoração não seja seguido por arrependimento e desânimo nas semanas de verão que se seguem. 8 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 8 - Dezembro/2015

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O Dia do Farmacêutico é comemorado em 20 de janeiro. A data é uma referência à fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), instituída em 1916. Na época, a associação era a maior entidade representativa da categoria. Originalmente, a ideia de criação do Dia do Farmacêutico partiu do profissional Oto Serpa Grandado, em 1941, durante reunião da ABF. A escolha de uma data comemorativa, segundo relatos do Conselho Federal de Farmácia (CFF), “foi marcada por desencontros e várias propostas”. Para resolver a questão e unificar o reconhecimento aos profissionais do País, em 2007, por meio da Resolução nº 460, o CFF instituiu o dia 20 de janeiro como a data definitiva do Dia do Farmacêutico. Conselho Federal de Farm�cia A atividade profissional exercida por farmacêuticos está sob a jurisdição do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que regulamenta e disciplina o seu exercício, com base na Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, assinada pelo presidente Juscelino Kubitschek. A ética, na profissão, é o ponto focal das atividades do CFF e significa, em sua plenitude, o bem-estar e a segurança da sociedade diante das atividades do profissional farmacêutico. A instância máxima do CFF é o seu Plenário, instituído pela Lei nº 9.120, de 1995, e integrado por presidente e 27 conselheiros federais, eleitos em cada Estado e Distrito Federal. O Plenário do CFF tem a incumbência de julgar os processos em grau de recurso e votar as propostas de Resolução que disciplinam as atividades farmacêuticas, bem como supervisionar os Conselhos Regionais. Para saber mais sobre o Conselho Federal de Farmácia, acesse: www.cff.org.br Fonte: CFF Cruz Azul de São Paulo 9 Farmac�uticos Farmac�uticos comemoram o seu Dia

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Consumismo Voc� pode ter oneomania e não sabe “Sociedade de consumo” é uma expressão que caracteriza um tipo de sociedade em estágio avançado de desenvolvimento e consumo em massa de bens e serviços. Nesse contexto, sem saber, muitas pessoas podem apresentar a oneomania, também conhecida como a “doença das compras”. A oneomania é uma desordem psicológica que leva o indivíduo a um comportamento compulsivo por “compras”, podendo levar a prejuízos financeiros e problemas nos relacionamentos. A pessoa com a “doença das compras” é comparada, por exemplo, ao viciado em álcool, que não consegue se controlar. A oneomania ainda gera muitas discussões nos meios acadêmicos. Alguns especialistas consideram a oneomania uma doença obsessiva-compulsiva, que implicaria em outras “compulsões” associadas, como a necessidade de lavar as mãos, obsessivamente. Sem outros sintomas relacionados, a “doença das compras” é considerada, apenas, um distúrbio no controle dos impulsos. Ninguém está livre da oneomania, pois ela independe da idade, classe social, formação intelectual e condição econômica. Alguns sintomas e sinais da oneomania são: • Preocupação excessiva por compras • Comprar algo para aliviar tristeza e frustração • Problemas familiares motivados por gastos excessivos • Gastar sempre mais do que o planejado • Dívidas superiores ao poder aquisitivo • Problemas financeiros constantes • Arrependimentos após as compras • Fazer compras desnecessárias e em quantidade • Mentir, omitir e/ou esconder compras e dívidas 10 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 8 - Dezembro/2015

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Oneomania Elaine Marini, psicóloga clínica e chefe do setor Psicologia Hospitalar da Cruz Azul Todos os dias somos acometidos por notícias que mostram o crescente número de pessoas negativadas e com sérios problemas de ordem financeira. Vivemos um momento em que somos seduzidos ao consumo o tempo todo, seja ele de bens ou serviços. A facilidade de acesso à mídia, à internet e às ofertas sedutoras leva a buscar prazeres, muitas vezes, no ato de comprar; para compensar angústias e diminuir o desconforto físico/psicológico. Comprar, muitas vezes, funciona como um remédio e ainda favorece sensações de poder e interação. Essa sensação de prazer provocada pelo ato de comprar pode tornar-se desastrosa quando a necessidade passa a ser um motivo suficiente para levar à ação de comprar sem o crivo da razão. É comum observarmos pessoas que acumulam coisas simplesmente pelo prazer de comprar e, muitas vezes, coisas que não têm utilidade ou que não são necessárias ou imprescindíveis, simplesmente para obterem a sensação de prazer e afastar os sentimentos de angústia emocional em que se encontram. O não controle no ato de comprar pode chegar ao estágio de doença, conhecida como “oneomania” ou comportamento compulsivo por compras. É um transtorno psicológico que poderá desencadear outros transtornos importantes e que deve ser levado a sério e tratado adequadamente. Segundo alguns especialistas da Universidade de São Paulo (USP) e do Hospital das Clínicas, a oneomania é uma doença compulsiva que tem tratamento próprio; se não tratada adequadamente poderá levar a outras compulsões. Qualquer pessoa, independente de classe social, nível cultural e poder aquisitivo, pode desenvolver este transtorno. O importante é que, se você perceber que não tem controle sobre seus impulsos no ato de comprar, não discernindo entre “quero porque me dá prazer” ou “quero porque é necessário” e se, além disso, você perceber que é constante a vontade de “comprar”, procure um especialista e busque ajuda. A compra compulsiva se dá por uma questão de desordem emocional e pode tornar desastrosa a vida social de uma pessoa. Cruz Azul de São Paulo Consumismo 11

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Síndrome do Pânico O que é Síndrome do Pânico? Dicas e formas de tratamento Elaine Marini, psicóloga clínica e chefe do setor Psicologia Hospitalar da Cruz Azul A Síndrome do Pânico é um distúrbio de ansiedade grave, real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado com tratamentos específicos, como a Psicoterapia e, em alguns casos, com o acompanhamento médico, que devem ser levados a sério pelo paciente. Geralmente, a Síndrome do Pânico é confundida com uma doença cardíaca ou outra doença grave. É um distúrbio de ansiedade generalizada, nitidamente diferente dos outros tipos de ansiedade, pois se caracteriza por crises súbitas acompanhadas do medo intenso e irracional de morte iminente, aparentemente sem fatores que justifiquem tais crises, mas que, com certeza, fazem com que o portador sinta-se incapaz. Frequentemente, as pessoas procuram um prontosocorro quando têm a crise de pânico e podem passar, desnecessariamente, por extensos exames médicos para excluir possibilidades de outras doenças e que causa um desgaste emocional muito grande, além da frustração quando se percebe que os resultados dos exames nada indicam; isso faz o paciente entrar num estado intenso de stress, podendo levá-lo a um processo depressivo, carregado de sintomas desagradáveis , tornando-o totalmente inseguro e medroso diante de tudo e de todos. Os sintomas aparecem de repente e sem causa aparente; alguns deles podem incluir palpitações (coração dispara), dores fortes no peito, tontura, atordoamento, náusea, intensa dificuldade para respirar, com fortes sensações de falta de ar, sensação de formigamento nas mãos e pernas, fraqueza nas pernas que dá a impressão e sensação de desmaios, ondas intensas de frio e calor, terror (sensação de que algo muito ruim vai acontecer e que se vai perder o controle da situação e ficar impotente para reagir). O principal sintoma dentre todos esses é o medo da morte súbita. A crise de pânico, geralmente, dura de cinco a 20 minutos e é uma das situações mais angustiantes que pode ocorrer com alguém. Quem tem uma crise do pânico, com certeza, terá outras, pois elas são reincidentes, podendo se repetir por várias vezes seguida, ou não, dependendo do caso. Por tudo isso, há a necessidade da avaliação de um profissional especializado na área. Depois de uma crise, geralmente, a pessoa começa a desenvolver medos irracionais (chamados fobias) e a evitar todas as situações que lhe provoquem tais fobias. Gradativamente, o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais que levem a pessoa com a Síndrome do Pânico a tornar-se incapaz de realizar as coisas mais simples, que antes da crise conseguia fazer sem problema algum. Algumas pessoas chegam a se isolar dentro de casa a tal ponto de nem conseguirem colocar os pés para fora de casa. Nesse estágio, costuma-se dizer que a pessoa tem a Síndrome do Pânico com 12 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 8 - Dezembro/2015

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Desta forma, a Síndrome do Pânico traz um impacto tão grande na vida de uma pessoa, como qualquer outra doença grave, que se não for tratada corretamente, poderá se agravar a ponto do paciente ser profundamente prejudicado pelas crises de pânico ou pelas tentativas de evitálas ou ocultá-las. De fato, muitas pessoas têm problemas com os amigos ou a família, ou perdem o emprego, enquanto lutam contra os distúrbios da doença. Podem ocorrer períodos de melhora espontânea desses distúrbios, mas, em geral, eles não desaparecem sem um tratamento eficaz. De acordo com uma das teorias, o sistema de “alerta” normal do organismo (um conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça) tende a ser desencadeado, desnecessariamente, na crise de pânico, sem haver perigo iminente. Graças a estudos a Psicoterapia, com suas diversas abordagens ou tipos específicos de tratamento, vem obtendo ótimos resultados com pacientes dessa síndrome. A melhora, em geral, ocorre em poucas semanas, claro que se o paciente participar ativamente do tratamento, querendo se ajudar. A participação do paciente é essencial para que se possa resolver e superar, efetivamente, o problema. Uma dica muito importante para quem convive com pessoas com essa doença é: ter muita paciência, compreensão e incentivar o doente a procurar ajuda especializada, pois sem essa ajuda o quadro tende a se agravar a cada dia e continuar por meses ou anos. Embora, caracteristicamente, ela se inicie na vida adulta, em algumas pessoas os sintomas podem aparecer antes. Ainda não se sabe qual a causa do pânico; há alguns estudos sobre o assunto, mas, com certeza, o stress é um dos fatores mais acentuados. Constatou-se também que o pânico ocorre com maior frequência em algumas famílias e isso pode significar que exista uma participação importante de um fator hereditário (genético) que provocara a doença. Devido a todos esses fatores e à gravidade da Síndrome do Pânico, se você conhece alguém ou mesmo se você tem alguns desses sintomas ou identifica-se com eles, sugira/procure a ajuda de um psicólogo/psicoterapeuta. Com certeza, o resultado será satisfatório. Vire a revista e veja mais sobre o tema em Educação em Primeiro Lugar, páginas 14 e 15. Cruz Azul de São Paulo 13 Síndrome do Pânico agorafobia (que é o medo de lugares abertos). Infelizmente, muitas pessoas com distúrbio do pânico não procuram ou não recebem tratamento adequado por desconhecerem a doença e sua gravidade.

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Terapia do Riso Então, vamos sorrir, rir, gargalhar! Charles Chaplin “Um dia sem rir é um dia desperdiçado.” São vastas as pesquisas que comprovam os benefícios do riso para a saúde física e mental. Os resultados são muito importantes na atualidade, na qual imperam as mais variadas modalidades de estresse. Trabalho realizado pela Loma Linda University (EUA) concluiu que o riso pode reduzir a incidência de doenças cardíacas e aumentar os níveis de colesterol bom. O estudo separou dois grupos que haviam sofrido ataque cardíaco. Um deles assistia 20 minutos de vídeos de humor todos os dias. Após um ano, 66% apresentaram queda da proteína C-reativa, relacionada a problemas cardíacos. A pressão arterial e o riso foram temas de estudo da escola de medicina da University of Baltimore (EUA). Os pesquisadores descobriram que rir diminui, consideravelmente, a pressão arterial. Foram analisados 20 voluntários saudáveis, com idade média de 33 anos e não fumantes. Os participantes assistiam vídeos de comédia e estressantes, alternadamente. Descobriu-se que as risadas aumentavam o fluxo sanguíneo em 22%, enquanto que o estresse reduzia o fluxo em 35%. Terapia do riso Como se não bastassem os benefícios físicos proporcionados pelo riso, que vão muito além da preservação do coração e estabilidade da pressão arterial, no campo da psicologia, o ato de rir traz sensação agradável, diminui o nervosismo, atenua a ansiedade e aumenta a autoestima. A terapia do riso ou risoterapia tem como meta recuperar no indivíduo a espontaneidade da criança, que é capaz de rir sem esforço centenas de vezes ao dia. No Oriente do planeta, o seu conhecimento é ancestral, mas relativamente novo para os padrões ocidentais. Há cerca de 60 anos, a terapia do riso vem ganhando força nos meios acadêmicos e científicos, principalmente a partir de 1990, com o sucesso do filme “Patch Adams – O amor é contagioso”, no qual o famoso médico norte-americano utiliza a alegria como “remédio” para a cura de seus pacientes. Dia Internacional do Riso O Dia Internacional do Riso, comemorado em 18 de janeiro, teve origem em Mumbai, Índia. Em 1998, o Dr. Madan Kataria, fundador do movimento Yoga do Riso, promoveu uma mega sessão de riso em diversas partes do mundo. Mas há controvérsia. Muitos acreditam que o Dia Internacional do Riso foi criado em 1963 pelo norteamericano Harvery Ball, “pai” do Smile Face. 14 Revista Saúde em Primeiro Lugar - N° 8 - Dezembro/2015

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Cruz Azul e Pro�eto Sorrir A Cruz Azul de São Paulo acredita que o “sorrir” tem papel de destaque na filosofia de atendimento humanizado, além dos benefícios comprovados para a saúde física e mental das pessoas. Por isso, há vários anos, conta com a parceria do Projeto Sorrir, que participa de diversos eventos promovidos pela Instituição. O Projeto Sorrir foi criado por um grupo de voluntários, em 2008, com a proposta de levar amor, esperança e alegria para pessoas em situações de risco, necessidades especiais ou que, simplesmente, necessitam de afeto. Os integrantes do Projeto Sorrir usam a arte como instrumento lúdico para atingir seus objetivos em hospitais, asilos, creches, orfanatos, favelas e centros de apoio a adultos e crianças com câncer ou portadores de HIV. São palhaços, mágicos, artistas circenses, atores e músicos que acreditam no valor da simplicidade, do respeito à diversidade, da solidariedade, do otimismo e da humildade. 8 anos de Pro�eto Sorrir Renan Espíndola Oliveira, fundador e responsável pela ONG Projeto Sorrir Voluntários do Projeto Sorrir O Projeto Sorrir completará, no próximo mês de janeiro, 8 anos de existência. E, em todos esses anos, pudemos transformar o coração de muitas pessoas, sejam voluntários, pacientes ou profissionais de Saúde. No mesmo mês, iremos completar cinco anos de parceria com o Hospital Cruz Azul de São Paulo, um lugar maravilhoso que nos recebeu com todo o carinho do mundo. Somos gratos por todos esses anos de conquistas, em que pudemos estar com nossos narizes vermelhos levando o amor e a esperança para milhares de pessoas e fazendo com que suas estadias no hospital fossem amenizadas com muitos sorrisos, ternura e carinho. Cruz Azul de São Paulo 15 Terapia do Riso

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