Jornal Conecta Baixada - 5ª Edição

 

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Jornal Conecta Baixada - 5ª Edição

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A INFORMAÇÃO VAI ATÉ VOCÊ Arte: Renato Ferreira sobre foto de Lélio Neto/Conecta Baixada 995-75-4545 www.conectabaixada.com.br 2016 BAIXADA FLUMINENSE 1 a 15 de Janeiro ANO I - N° 5 Distribuição gratuita CAÇADORES DE ETS: GRUPO MONITORA OVNIS NA BAIXADA Lélio Neto/Conecta Baixada Página 3 MORADORES DE TINGUÁ, EM N. IGUAÇU, NÃO TÊM ÁGUA Página 9 Lélio Neto/Conecta Baixada CULTURA VIRA BATALHA DE GUERRILHA EM MESQUITA Página 10 RUAS REPLETAS DE LIXO Davi Boechat/Conecta Baixada Com a coleta irregular há um mês, o lixo se acumula nos bairros da periferia de Mesquita, para terror dos moradores. Página 2 UM ANO PARA SUPER-HERÓIS Ensaio especial de Lélio Neto para enfrentar 2016 com superpoderes Páginas 6 e 7

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OPINIÃO E POLÍTICA 2 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR JORGE MIRANDA jorge.miranda@conectabaixada.com.br NOVA IGUAÇU: 20 MIL VAGAS NA EDUCAÇÃO A Rede Municipal de Ensino de Nova Iguaçu abriu mais de 20 mil vagas para o próximo ano letivo. As matrículas destinadas às vagas do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) começam dia 4 de janeiro e vão até 5 de fevereiro. Os interessados devem procurar uma das unidades escolares portando a documentação exigida, no horário das 9h às 13h. Já as matrículas para a Educação Infantil e primeiro ano começaram no dia 7 de janeiro e de acordo com o calendário terminam no próximo dia 8. Empresário Mesquitense INVESTIR NOS JOVENS É O CAMINHO Nas minhas andanças por Mesquita tenho notado a grande quantidade de jovens sem uma perspectiva de futuro. Somos uma cidade adolescente, emancipada há apenas 16 anos, e nosso potencial está exatamente nessa juventude. Investir nessa parcela da população é financiar um futuro melhor para a cidade e para todos os seus habitantes. Pois hoje, os jovens com idades entre 16 e 26 anos somam uma parcela significativa entre os 170 mil mesquitenses, segundo o IBGE. É nessa parcela que se concentra nosso potencial de trabalho e crescimento. Para isso, atender quem encontra no entanto, esses jovens as portas do poder púprecisam de apoio para blico fechadas. estudar e, assim, ocupar Estreitar essa relação postos no com institão minguatuições reliA miopia do mercado da atual giosas para de trabalho. oferecer curEnquan- administração sos profisto a admi- municipal não sionalizannistração tes e outros consegue ver municipal aprendizaalém permanedos é a mece míope lhor maneià questão, tenho visto ra de oferecer futuro à iniciativas do setor pri- Mesquita. vado e, sobretudo, de Bem formados, esses igrejas evangélicas e de jovens terão capacidade outros templos voltados de disputar empregos à fé para amparar essa com melhor remunerajuventude. ção. E isso não é bom Trabalho sério, de- apenas para o jovem. senvolvido com profis- Ganha a família e a cidasionalismo, feito para de. Afinal, parte desses “ ” recursos acabará sendo usada no comércio local, gerando renda e, consequentemente, empregos. Mas a miopia da atual administração de Mesquita não consegue ver além. E para o prefeito, que tem dificuldadede enxergar, planejar e executar, fica a dica. Entre as 13 cidades da Baixada Fluminense somos a que mais apresenta condições de crescimento. Para isso, no entanto, precisamos investir em nossos jovens. Sem isso, o futuro se resumirá a crianças largadas nas ruas e nas praças, sem educação e sem perspectiva de vida. LIXO: UM MÊS DE COLETA IRREGULAR EM MESQUITA Davi Boechat Davi Boechat/Conecta Baixada davi.boechat@conectabaixada.com.br O lema ‘Cidade limpa com educação’, estampado por toda parte em Mesquita, contrasta com a realidade vivida pelos mais de 170 mil habitantes da cidade mais jovem da Baixada Fluminense. O som de caminhões compactadores já não é mais ouvido três vezes por semana, como de costume, nas ruas da cidade, que teve o serviço de coleta interrompido no dia 8 de dezembro, após seis meses de atraso no pagamento, por parte da Prefeitura de Mesquita, à Inova Ambiental, então responsável pela limpeza. Há uma semana, caminhões com a logomarca de uma empresa chamada Limpar tem sido vistos fa- Na Coréia, moradores interromperam o trânsito com lixarada acumulada; faixa também fez parte do protesto zendo a coleta em alguns pontos da cidade, principalmente no Centro, mas nos bairros da periferia, o lixo se acumula. Somente a base de protestos os moradores da Avenida São Paulo, no bairro Juscelino, conseguiram ter o lixo retirado antes das comemorações de fim de ano. “Foi horrível passar o Natal com moscas na mesa”, comentou o apo- sentado Cássio Marino, de 55 anos. Após o fim do contrato com a Inova Ambiental, alguns dos 82 funcionários demitidos pela empresa foram absorvidos sem víncu- lo formal pela Secretaria de Urbanismo, Obras e Serviços Públicos. Mas sem ter onde despejar o lixo recolhido, parte da Dinâmica, espaço onde funcionam algumas das secretarias além de uma cozinha comunitária, foi transformada em lixão. Em uma ação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), secretário e subsecretário da pasta responsável foram presos pelos crimes de poluição do solo e hídrica. Soltos mediante fiança, eles respondem também pela falta de licenciamento ambiental. Aglomerações de lixo, presentes em toda a cidade, foram enviadas por leitores do Conecta Baixada pelo WhatsApp, (21) 99575-4545.

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GERAL CONTATOS IMEDIATOS 3 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR UFÓLOGOS GARANTEM: ETS VISITAM A BAIXADA Rodrigo Melo rodrigo.melo@conectabaixada.com.br Ovnis (objetos voadores não identificados) são vistos diariamente ao redor do mundo. Porém, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, algumas filmagens têm chamado a atenção dos especialistas. O dono dessas imagens se chama Wagner Vital. Com 34 anos, O técnico em informática, que nas horas vagas é ufólogo, montou uma rede de monitoramento na própria casa para tentar captar e identificar esses objetos. Tudo começou há sete anos, quando Wagner procurava informações sobre óvnis na regão. Porém, mesmo com toda procura, o técnico em informática não achou nada a respeito. Vital resolveu então criar a G.U.B.F (Grupo Ufológico da Baixada Fluminense). Com novos membros a cada dia, o pesquisador afirma que a Serra do Vulcão é uma área muito rica para os avistamentos. “Houve um avistamento na baixada e eu busquei um órgão competente para me dar mais informações. Para a minha surpresa, ninguém soube me informar sobre o ocorrido. A região é muito rica em relatos sobre Óvnis, devido a Serra do Vulcão e seus bolsões magnéticos. O papel do grupo é pegar essas imagens, discutir e verificar a veracidade”, afirma Vital. Além de capturar imagens de objetos não identificados, a rede de monitoramento na casa de vital já registrou mais de 600 meteoros no céu de Nova Iguaçu. MUBRAS Se a G.U.B.F é aberta para todos que se interessam pela ufologia, o mesmo não acontece com a MUBRAS Também criada por Vital, a organização abrange todo o Brasil e conta com os maiores ufólogos do país. Criada em 2014, o grupo busca eventos astronômicos e fenômenos inusitados pelo céu do país. Porém, com total critério científico. Técnico em Informática cria grupo para vasculhar o céu em busca de aparições de naves estranhas Arte: Renato Ferreira sobre foto de Lélio Neto/Conecta Baixada

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GERAL 4 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR SESI PROMOVE COLÔNIA DE FÉRIAS NA BAIXADA s unidades do SESI de Caxias e Nova Iguaçu estão promovendo sua tradicional Colônia de Férias. As atividades esportivas e culturais acontecem em janeiro, nos períodos da manhã, tarde ou integral. Com o tema “Jogos Olímpicos”, o projeto conta com uma novidade: além das atividades recreativas, serão oferecidas ofi- A cinas com esportes olímpicos, como badminton, judô, esgrima, tênis de mesa, atletismo, rugby e hóquei. Todas as oficinas e brincadeiras são monitoradas por profissionais qualificados e especializados em recreação. A matrícula é feita na própria Unidade e é necessário apresentar uma cópia da certidão de nas- cimento da criança ou do adolescente, atestado médico, uma foto no formato 3x4, além de uma cópia do documento de identidade e CPF do responsável. Associados ao SESI têm direito a desconto. Os inscritos receberão um kit colônia, com boné, sacola e camisa. Mais informações: 0800 0231 231 ou 4002-0231 EXPEDIENTE: Presidente: Ricardo Lucena Consultor Editorial: Sérgio Ramalho Coordenador Editorial: Marco Antonio Canosa Projeto Gráfico : Daniel Souza e Renato Ferreira Diagramação: Renato Ferreira Tecnologia: Ronald Henrique Tiragem: 20 mil exemplares Distribuição Gratuita Edição Quinzenal Impressão: News Print O Jornal Conecta Baixada não se responsabiliza pelas opiniões emitidas por colunistas e colaboradores. Redação: Rua Dr. Mário Guimarães . Nº 428, SL. 308 . Centro, CEP: 26255-230, Nova Iguaçu, RJ. Tel: (21) 3765-3423 Comercial: (21) 3765 3423 WhatsApp: 995-75-4545 Email: contato@conectabaixada.com.br

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 5 GERAL CONEXÃO GERAL Davi de Castro davi.castro@conectabaixada.com.br P PSDB E PMDB DE OLHO NA MAIORIA DAS PREFEITURAS ALÍVIO NO BOLSO Pessoas a partir de 60 anos de idade também serão beneficiadas nos transportes coletivos do estado. A exigência para gratuidade de tarifas cai de 65 para 60 anos. Projeto do deputado Luiz Martins (PDT) está em andamento na Assembleia Legislativa (Alerj). rováveis candidatos a prefeito pelo PSDB no estado do Rio estão otimistas com a estratégia do partido para as eleições de 2016. Motivo: o PMDB, seu principal aliado, terá candidatos em 72 dos 92 municípios. E a ordem do senador Aécio Neves (PSDB), presidente nacional da legenda, é lançar candidatos nas outras 20 cidades. Em Mesquita, por exemplo, o nome escolhido foi o do empresário Jorge Miranda. O projeto do PMDB/RJ, sob o comando do “general” Jorge Picciani, junto com o PSDB, é turbinar Aécio em 2018 para presidente do Brasil. Com o cerco politico mais apertado, partidos sem chance de candidatura própria buscam alianças. Em 2104, Dilma, no auge, venceu no Rio. E na Baixada, em 11 das 13 cedades. APAGÃO = MULTA EM MESQUITA Agora, com os roubos e prisões, o PT de Dilma dificilmente alcançaria o mesmo desempenho eleitoral. Aécio vai caminhar com seus aliados na Baixada. Inclusive em Mesquita, com Jorge, visando os 32.605 votos (35.89%) que obteve na cidade. TÁ DIFÍCIL Atravessando dificuldades por todos os lados, o prefeito de Mesquita, Gelsinho Guerreiro, não está conseguindo montar sua chapa de vereadores para 2016. Apostando no desgaste de alguns parlamentares, ele tenta substituí-los por novas lideranças, mas não consegue. MARGARETH Margareth Moraes, vereadora que fez história em Nova Iguaçu ao criar a lei que obriga ônibus a circularem a noite toda, não deverá disputar as eleições de 2016. Vítima de AVC, ela vai apresentar o filho, Anderson da Margareth, um jovem de 35 anos. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ) aprovou a criação de uma indenização a ser paga pelas empresas de energia aos usuários prejudicados devido à falta de luz. A multa será calculada com base na média de consumo. OS VICES Dos pretensos candidatos a vice na chapa de reeleição de Nelson Bornier em Nova Iguaçu, um avança mais: Cornélio Ribeiro. Os outros, Nicolasina Acárisi e Kristina Quaresma, continuam no páreo. Na manga, ele guarda Maurício Morais. CRIATURA CONTRA O CRIADOR A criatura contra o criador. Isso mesmo. O deputado estadual e delegado de Polícia Civil, Zaqueu Teixeira (PT), continua usando a tribuna da Assembléia Legislativa para descer o cacete no lombo do prefeito de Queimados, Max Lemos (PMDB), falando cobras e lagartos do seu governo. Logo ele, unha e carne com o prefeito, aliados de longas datas. Sua mulher, Márcia Teixeira, por exemplo, é a vice-prefeita da cidade. E, juntos, indicaram dezenas de cargos no governo Max.

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 6 ESPECIAL Fotos: Lélio Neto/Conecta Baixada Crise econômica, eleições municipais e Olimpíadas. Vai ser preciso fôlego de super-herói para vivenciar as emoções que os próximos 365 dias prometem. Para marcar a 5ª edição do Conecta Baixada, a primeira de 2016, preparamos um ensaio inspirado em HQs. Mas superpoderes mesmo tem a população da Baixada Fluminense, em especial, a de Mesquita, que acorda cedo, encara a condução lotada para chegar ao trabalho e, assim, conseguir cuidar da família. Para você, leitor e leitora, nosso desejo de um super 2016! Super

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ESPECIAL Fotos: Lélio Neto/Conecta Baixada 7 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR Poderes Fotografia: Lélio Neto Assistente de fotografia: Rebeca Maia Maquiagem e penteado: Drika Oliveira Modelos: Ana Julya Miranda e Jessyca Martinez Contato: WhatsApp - (21)99350-1154 Facebook: Lélio Neto

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EMPREENDEDORISMO VIDA DE UM EMPREENDEDOR Jorge Eduardo jorge.eduardo@conectabaixada.com.br 8 EDUCAÇÃO PARA O FUTURO BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR EMPREENDEDORISMO PODE PASSAR A SER ENSINADO NAS ESCOLAS Agência Senado COMO ATRAIR CONSUMIDORES EM JANEIRO A época das vacas gordas acabou. E esse ano as vacas nem foram tão gordas assim. Em 2015 as lojas tiveram que antecipar os descontos para tentar salvar as vendas de natal. Os consumidores que deixaram as compras para última hora encontraram desconto de até 50% em alguns produtos. Se os descontos atraíam os clientes no começo do ano, atualmente essa estratégia pode ser arriscada para algumas empresas. Sempre que a briga do mercado é por preço, as empresas correm risco de tomar prejuízo em prol do volume de vendas. E na hora de fechar o balanço descobrem o tamanho do rombo. Se o desconto não é mais a estratégia para esse ano, o que fazer? Nesse caso, o atendimento pode ser uma boa saída. Se você teve um bom volume de vendas no Natal possivelmente terá um volume regular de trocas em janeiro. E no período de trocas as empresas perdem grandes oportunidades de fechar negócios. Nas trocas de Natal o cliente vai à sua loja sem que você precise gastar com propaganda. É o momento perfeito para vender outros produtos. E, normalmente, o que você faz? Trata o cliente mal, olha com cara feia, demora no atendimento e todos os erros comuns das empresas brasileiras. Em tempo de crise não se pode recusar nenhum cliente. E uma boa dica é não deixar os vendedores perderem a vez na fila de atendimento. Quando o vendedor terminar de atender um cliente de troca, faça-o voltar ao início da fila. Dessa forma você vai estimular os vendedores a tratarem os clientes que irão trocar produtos da mesma forma com que ele trataria um cliente que iria comprar. Isso pode estimular a venda de produtos adicionais ao da troca. Mostrar para o cliente que ele não tem problemas para trocar produtos com defeito ou que não couberam também é uma oportunidade de cadastrar o cliente e fazê-lo voltar mais vezes, transmitindo segurança para seu consumidor. Um 2016 de muito sucesso para você e sua empresa!!! U Segundo o texto do projeto, objetivo é valorizar a espontaneidade, a irreverência e a capacidade de criar do brasileiro m Projeto de Lei do Senado visa a incluir nos currículos do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental o empreendedorismo. O PLS 772, do senador José Agripino (DEM-RN), pretende tratar o empreendedorismo não como uma nova disciplina, mas como tema transversal, assim como já acontece com os di- reitos humanos, tema incluído em 2014. Para o senador, é preciso promover o protagonismo dos alunos e estimular atitudes de criatividade, assertividade e busca da inovação, o que não acontece normalmente nas escolas. De acordo com a justificativa do projeto, o que ocorre, em geral, é o estímulo à repetição, e não ao novo. “Os re- WhatsApp 995-75-4545 flexos sociais e econômicos desse paradigma são danosos, uma vez que ele tolhe aquilo que o brasileiro tem de melhor: a espontaneidade, a irreverência e a capacidade de criar”. Agripino explica que educação para o empreendedorismo não tem a pretensão de tornar todas as crianças empresários, mas criar uma mentalidade empreendedora para a vida, o que serviria também para o setor público, o mundo artístico e o voluntariado. Para ele, o empreendedorismo pode contribuir para os projetos de vida dos estudantes. O texto está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde tem como relatora a senadora Lídice da Mata (PSB-BA). A decisão da comissão é terminativa. Isso significa que o texto não precisará ser votado pelo Plenário se não houver recurso com esse fim, seguindo, então, direto para a Câmara dos Deputados.

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BAIXADA FLUMINENSE, 01 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 9 GERAL VIDAS SECAS TINGUÁ SOFRE COM FALTA D’ÁGUA Marcelle Bappersi marcelle.bappersi@conectabaixada.com.br E lizabeth Maria da Cruz, de 32 anos, não suporta os dias mais quentes. Para ela, calor é sinônimo de sofrimento para sua família e para outros moradores de Tinguá, em Nova Iguaçu, que ainda convivem com a falta d’água. Pelo menos duas vezes por semana a dona de casa desce a Estrada Trajano empurrando seu carrinho de mão com dezenas de garrafas pet. Ela anda cerca de 500 metros até a biquinha: uma caixa de concreto com uma torneira, colocada estrategicamente no centro de um córrego, por onde sai em abundância água cristalina. “Só tenho água quando chove. Quando está quente sou obrigada descer duas vezes até aqui para ter o que beber, cozinhar, tomar banho e limpar a casa. A sorte é que choveu muito no Natal”, diz. Já Samara Granjeiro, 38, membro da Associação de Moradore, relembra os bons momentos da infância. “Quando era pequena, vinha para cá tomar banho”, conta. Ela lamenta a falta de saneamento básico e ressalta que as tubulações de água e esgoto de Tinguá foram feitas pelos próprios moradores “A água deles vem dos rios de Tinguá, que recebem também o esgoto das casas. Não sabemos se ela é própria para o consumo, mas não temos alternativa”, lamenta. As rotinas de Elizabeth e Samara são recortes da realidade de muitos moradores de diversas regiões de Nova Iguaçu. Segundo ambientalista da ONG Onda Verde, Helio Vanderlei, as temperaturas elevadas fazem com que o consumo de água aumente, provocando escassez. Para ele, a falta de planejamento a longo prazo para tratar recursos hídricos e a falta de redes oficias de distribuição de água são os principais fatores da escassez. “A falta de um sistema de tratamento de esgoto eficaz e de reservatórios, associada à perda de água com ligações clandestinas, agravam ainda mais o problema. São perdas financeiras e de recursos naturais. Quem sofre é a população carente”, diz o ambientalista. Em nota, a Cedae informou que os programas Abastecimento de Água da Baixada Fluminense e Novo Guandu pretendem aumentar em três anos e meio o fornecimento de água tratada para a região, e garante que irá beneficiar 3 milhões de pessoas. Segundo a empresa, a Caixa Econômica Federal investiu R$ 3,4 milhões nas obras, que incluirão a construção de 17 novos reservatórios, 17 elevatórias de grande porte (sistemas de bombeamento de água), além de reformar 9 reservatórios que atualmente estão fora de operação. Não tem água para todo mundo Os sistemas Guandu e Acari (compostos pelos subsistemas Tinguá, Mantiqueira e Xerém), cujos mananciais Fotos: Lélio Neto/Conecta Baixada Na seca: Elizabeth caminha meio quilômetro diariamente para abastecer sua casa com água da biquinha de Tinguá são formados a partir do Rio Paraíba do Sul, abastecem 12 milhões de pessoas, segundo a Cedae. Estima-se que 3,4 milhões são moradores da Baixada Fluminense e mais da metade ainda não possui água tratada. “Não temos água suficiente para 12 milhões de pessoas. Ou seja, 40% da população não tem água potável e os outros 60% têm água de forma independente”, alertou. O ambientalista afirma que se não chover o suficiente para que o Paraíba do Sul chegue aos 30% acima do seu O ambientalista Hélio Vanderlei diz que falta investimento para resolver o problema nível, hoje com apenas 9%, o Rio de Janeiro vai ter que racionar água a partir de junho de 2016. Só a população da Baixada Fluminense, cerca de 3,4 milhões de pessoas, gasta em média 680 milhões de litro por dia. Mais de três vezes do que a Reserva Ambiental de Tinguá produz por dia, que é 170 milhões de litros.

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CULTURA COCHICHO NA COXIA 10 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR CULTURA DE GUERRILHA EM MESQUITA Fotos: Lélio Neto/Conecta Baixada O Centro Cultural Oscar Romero foi reformado pela companhia Cochicho na Coxia e é hoje o único espaço com condições de receber espetáculos na cidade. A falta de investimentos no setor revolta ativistas culturais Marcelle Bappersi marcelle.bappersi@conectabaixada.com.br “Era uma casa muito engraçada. Não tinha teto, não tinha nada”. A cantiga infantil retrata perfeitamente o estado da cultura em Mesquita, que não anda nada bem. Para a sorte dos cidadãos, os artistas da região se viraram nos trinta com os poucos patrocinadores que conseguiram em outros municípios. E foi nessa atmosfera independente que surgiu o grupo teatral Cochicho na Coxia. Com pouco mais de 14 anos de estrada, a companhia subiu as cortinas para o Conecta Baixada e mostrou que Mesquita também encena. Segundo Renato Penco, de 31 anos, idealizador da companhia, “o nome surgiu como brincadeira. A nossa proposta é trabalhar om diversas linguagens artísticas, como música, cinema e teatro”, disse. Exibindo mais de 10 prêmios conquistados em festivais de teatro e cinema, o ator desabafa que não espera incentivo fi- nanceiro da prefeitura de Mesquita. “Não tem como contarmos com um incentivo que não existe. O que temos conseguimos por conta própria. E o que conseguimos nos festivais, investimos em nosso espaço”, conta sobre a reforma que o grupo fez no único Centro Cultural ativo de Mesquita, da ONG Oscar Romero, na Rua Elpídio, 530, no Centro. O grupo está com diversos projetos parados devido à falta de recursos. Com o fim do contrato de investimento da Casa da Moeda, o Cochicho na Coxia teve que parar, principalmente, com o Teatro de Libras e as aulas de teatro gratuitas. Com cerca de 20 membros, entre 16 e 30 anos, a companhia de teatro reinventou o espaço Oscar Romero e transformou o terraço da biblioteca em um teatro com cem lugares e uma caixa cênica bastante ampla. A biblioteca da ONG conta hoje com mais de cinco mil livros e espaço para leitura. Considerada a prima pobre de Mesquita, a Secretaria de Cultura da cidade sofre não só com a crise de identidade como a falta de autonomia para atuar na região. E para tentar modificar o cenário de abandono, um grupo de ativistas culturais foi eleitos para integrar o Conselho de Cultura de Mesquita, que não teve seu prazo de vigência revogado pela prefeitura e terminou em outubro. Centro Cultural Mister Watkins O Centro Cultural Mister Watkins, inaugurado no dia 30 de junho, foi uma doação da empresária Lily Safra, filha do imigrante russo Wolf White Watkins, à cidade. A equipe do Conecta Baixada esteve no local e constatou que não havia equipamentos de luz e telefones na unidade. O Conecta Baixada tentou ouvir a prefeitura municipal para esclarecer dúvidas sobre investimentos no setor mas, até o fechamento dessa edição, não houve resposta.

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BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR 11 RELIGIÃO E FÉ/CULTURA PROFESSOR CLÁUDIO DUARTE evangelho@conectabaixada.com.br DEUS NOS CONSTITUIU COMO SERVOS ¨Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse:¨Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal. E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo¨. Mateus 20: 25,26,27. Neste tempo tão conturbado e confuso da Igreja Evangélica, quando tantos buscam a própria glória, inclusive atribuindo-se títulos estapafúrdios e tolos, como apóstolos, patriarcas e outras sandices do gênero, sempre é fundamental e salutar espiritualmente (re)aprendermos com o Dono da Igreja, Jesus Cristo, Nosso Deus e Senhor, o que realmente somos, ou que deveríamos ser, para efetivamente realizarmos Sua vontade, individual e coletivamente. Nós fomos chamados para sermos SERVOS! Para dar, para amar e abençoar o outro, para sermos altruístas e jamais buscar os próprios interesses em primeiro lugar. Se alguma igreja está repleta de frequentadores mas não instrumentaliza Jesus através do amor, que biblicamente é serviço, está radicalmente fora dos planos de Jesus, que é, repito, o Dono da Igreja. Se algum pastor flana com pompa e circunstância em bem cortados ternos e carros sofisticados, achando-se ¨abençoado¨, está e estará totalmente distante dos propósitos de Jesus para sua vida e seu ministério se não exercer o serviço cristão, e não vivenciar, pregar e ensinar esta exigência das Escrituras. O chamado de Jesus foi para a Cruz, para a renúncia, para a auto-negação, pois assim foi a essência de sua própria Vida e legado. ¨De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Jesus. Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”. Filipenses 2: 5,6,7. Mande para nossa coluna a programação e os eventos de sua igreja e divulgaremos GRATUITAMENTE. O endereço de e-mail é claudio.duarte@conectabaixada.com.br

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ESPORTES 2015 CAMPEÃO PARA MESQUITA 12 BAIXADA FLUMINENSE, 1 a 15 de Janeiro WWW.CONECTABAIXADA.COM.BR Fotos: Divlgação FINALIZANDO COM CHAVE DE OURO Rodrigo Melo rodrigo.melo@conectabaixada.com.br H á dois anos o projeto alvo da luta saiu do papel e ganhou vida pelas mãos do professor Jordan, campeão brasileiro, tri carioca e hexa da Baixada de BJJ. Com tão pouco tempo de vida, nem o mais otimista dos alunos imaginaria o grande sucesso do projeto dentro e fora dos ringues. Em parceria com a academia Nova União 12 atletas de Mesquita se encontram em primeiro no ranking nacional de Jiu-Jitsu, segundo as pontuações do FJJRio (Federação de Jiu-Jitsu do Estado do Rio de Janeiro). Ao longo de 2015 foram mais de 100 meldalhas de ouro conquistadas em torneios e campeonatos. Com alunos de idades bem distintas, Jordan, faixa-preta de Jiu-Jitsu, garante que nunca imaginou ter tantos atletas de alto nível. No último campeonato, com cinco alunos representando o projeto em uma competição nacional, todos voltaram com a medalha de ouro no peito. “Voltar com cinco medalhas de ouro do último evento foi muito importante para nossa caminhada”, disse Jordan. Thaires Moura, de 17 anos, faixa-azul de Jiu-Jitsu, é um dos des- No último campeonato do ano os atletas do projeto Alvo da Luta ganharam cinco medalhas de ouro taques do projeto. Tetra campeã carioca e tricampeã brasileira, a atleta garante que a Baixada Fluminense conquistará muitos outros títulos no esporte. “Graças a Deus eu tive forças para conquistar quatro vezes o campeonato carioca e três vezes o brasileiro. Vamos colocar a Baixada no topo”, afirmou Thaires. Leonardo Ramos, de 34 anos, dependia de um bom resultado no último evento do ano para se tornar o primeiro do ranking em sua categoria. Então, no dia 19 de dezembro, dividiu seu tempo entre uma prova para um concurso público e os treinos. “Estava muito nervoso devido à prova que realizei no dia. Porém, consegui fazer um ótimo trabalho e voltar com o ouro para casa”, finalizou. Lucas Gomes, 14 anos Thaires Moura, 16 anos Pedro Souza, 11 anos Campeões de Mesquita Caio Silva – Faixa Branca – Peso Leve – 4 anos Jorge Henrique – Faixa Amarela – Peso Pluma – 10 anos Matheus Oliveira – Faixa Amarela – Peso Leve – 9 anos Kaíque Oliveira – Faixa Amarela – Peso Pluma – 8 anos Danilo Dant – Faixa Branca – Peso Pluma – 11 anos Gabriel Alex Fragoso – Faixa Branca – Peso Galo – 13 anos Luiz Fernando – Faixa Amarela – Peso Pluma – 11 anos Thaires Moura – Faixa Branca – Peso Leve – 16 anos Lucas Gomes – Faixa Amarela – Super Pesado – 14 anos Pedro Souza – Faixa Branca – Peso Pena – 11 anos Leonardo Ramos – Faixa Azul – Meio Pesado – 34 anos

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