RLB 18 - Set/Out 2013

 

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Orquídeas

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|::Índice::| Outro olhar Proseando Entrevista O “buraco do tatu” em Brasília Entre viagens e devaneios Gim Argello: trabalho em favor do DF |5| |6| |7| | 25 | A Toscana, seus mistérios e magia Roteiro Testado | 28 | Adega caseira: informe-se antes de comprar a sua Pedra nos rins - bendita água Enogastronomia | 31 | Nutrição | 32 | Comportamento Mosaico Especial Um pouco de muita coisa O fascínio das orquídeas A guerra como parte do nosso cotidiano Cozinha contemporânea | 12 | | 14 | | 34 | | 36 | Bem viver Por trás do presente de Papai Noel A feijoada do Pieri Cidadania tributária | 39 | Reencontro | 40 | Comunicação As maldições de Brasília - I | 41 | | 42 | Check in Trade A importância do cinto de segurança Novo Centro de Convenções de João Pessoa (PB) Você também pode estar nessa página Brasília conquista a Universíade Retratos & Viagens Na próxima edição | 20 | | 21 | 4 Leitura de Bordo | Set/Out 2013 | www.leituradebordo.com.br

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Outro olhar Viaduto da Rodoviária - Brasília(DF) Ft.: Marcos Wilson www.leituradebordo.com.br | Jul/Ago 2013 | Leitura de Bordo 5

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Especial de Brasília E seguimos assim entre viagens e devaneios A Copa do Mundo, que foi vendida como salvação, agora começa a revelar sua verdadeira face e cobrar o verdadeiro preço No Brasil, vivemos cenas hilariantes, para não dizer, decepcionantes. Senão, vejamos: - O assunto do momento – sem esquecer os escândalos diários que vamos conhecendo, é a tal da Copa da Fifa. Isto mesmo, um torneio de futebol, que obrigou o Governo a realizar obras que durante os últimos 12 anos, não as fez. Então, para garantir a realização da Copa da Fifa, o Governo aprovou o RDC – Regime Diferenciado de Compras, que não terá licitação, fiscalização, ou critérios para gastar o dinheiro público. Ou seja, daqui para a frente, para fazer uma Copa bonita, vale tudo, tudo mesmo!!! Daí, de acordo com o noticiário cotidiano, o Governo gastará recursos infindos, bilhões e bilhões de REAIS para fazer uma Copa de futebol bonita. Porém, a sala e a cozinha, serão bem feinhas. De repente, não mais que de repente, alguns membros do Governo, se lembraram que em 2014 além da Copa, teremos eleições. De repente, não mais que de repente, iniciaram um “download” da moralidade e bons costumes para defender o povo tão sofrido e explorado – pelo próprio governo. Agora vejamos: Em Brasília, o Estádio para a Copa da FIFA custou até agora, 1,5 bilhão de REAIS e ainda falta muita coisa para terminá-lo (aliás, a obra não finda nunca). Ainda, Copa das Confederações, jogo Brasil x Japão – ingressos a R$ 300,00 sem direito a escolher assento, cerveja quente a R$ 12,00 o copo, Hot dog (gelado) R$ 8,00 , filas intermináveis e, pasme, antes do fim do primeiro tempo, a maioria dos bares no estádio, já não tinha mais “alimentos e bebidas”. Justificativa para a exploração: é concessão para a FIFA. De repente, o culpado dos “possíveis problemas” que vierem a atrapalhar a Copa da Fifa, serão alguns empresários... por que cobrarão de acordo com os “falsos barnabés” , muito caro por passagens aéreas em aviões nem tão bacanas assim. Cobrarão muito caro por hospedagens em hotéis nem tão bacanas assim e muito caro pelas refeições e bebidas, nem tão bacanas assim. Estão fazendo campanha antecipada. A quem interessa esse tipo de preocupação? Porque se preocupar com o bolso alheiro de quem quer ver futebol? Ou será uma reedição do “boi no pasto”, um plágio do Plano Cruzado do ex-Presidente Sarney? Sejamos francos: tá faltando assunto e trabalho em alguns órgãos governamentais. Afinal, os setores diretamente influenciados pela realização da maioria dos eventos são sempre: transporte, hospedagem e alimentação.... Quanto ao preço dos ingressos e do custo da realização das obras para os jogos, quem reclama ou protesta é considerado oposição ao governo dos trabalhadores! E vamos torcer para que o país sobreviva, afinal, somos brasileiros e não desistimos nunca!!! 6 Leitura de Bordo | Set/Out 2013 | www.leituradebordo.com.br

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Entrevista Sou o Senador que mais trouxe recursos para o DF em toda história Paulista de São Vicente, onde nasceu em 1962, o senador Gim Argello (PTB) chegou ao DF pouco tempo depois - tendo toda sua vida vinculada a Taguatinga, onde, como sempre gosta de enfatizar, trabalhou no Mercado Norte e lapidou a habilidade de conversar e negociar. Teve agência de automóveis, foi corretor de imóveis e é Bacharel em Direito – além de outras profissões e atividades. Depois de várias tentativas, foi eleito em 1998 e reeleito em 2002 para a Câmara Legislativa do DF, trocando de partidos, migrando e construindo a fama de “cumpridor de acordos”. Em 2006, elege-se suplente de Roriz para o Senado. Com a eclosão do episódio da “bezerra de ouro” e outras estripulias do velho morubixaba da política do DF, ele se vê acuado e renuncia. É nesse cenário de muita pressão, principalmente por parte de segmentos da mídia, que Gim Argello assume o mandato de senador, enfrentando verdadeiro “corredor polonês” a cada vez que chegava ao Senado. Persistente, pedia apenas oportunidade para trabalhar. Revista Leitura de Bordo – A sua chegada ao Senado Federal foi marcada por uma cruzada daqueles que não aceitavam a sua permanência no cargo... Gim Argello – É preciso entender que o brasileiro faz tudo com muita paixão. E isso leva as pessoas a agirem e reagirem de modo passional. Por isso usei como um mantra: gente, eu só quero o direito de trabalhar, de cumprir o meu mandato. Aos poucos o clima foi amainando e pude começar a ajudar o DF. RLB – E foi nesse cenário que o senhor começou a se revelar um hábil negociador. Gim Argello – Quando eu cheguei, o Governo Lula tinha dois senadores de oposição aqui no DF. O Adelmir Santana, suplente do Paulo Octávio que tinha saído para ser vice governador e o Cristovam, ainda profundamente magoado pela forma como foi demitido do cargo de ministro. Foi nesse período, quando a presidente Dilma ainda era ministra da Casa Civil, que começamos a lutar pela implementação de projetos estruturantes, que demoram quatro ou cinco anos para saírem do papel. Por exemplo a adutora de água de Corumbá IV, trazendo água para Brasília – esse é um investimento que é duas vezes o custo de construção da barragem. E isso começou a ser feito lá no Governo Arruda. Essa é uma obra que irá garantir o abastecimento de água para os próximos 100 anos. Outra obra estruturante pela qual lutei e contei sempre com o apoio da então ministra Dilma Roussef foi a implantação do linhão de Serra da Mesa, trazendo energia para o DF – possibilitando abastecimento mais estável em todo o DF. RLB – Em 2010, a coligação do PT elegeu dois senadores – Cristovam e Rollemberg – que depois viraram as costas... Gim Argello – Cada pessoa tem seu modo de fazer política. Quem tem o poder de julgar a nossa conduta política é o eleitor. Não é o meu papel apontar isso ou aquilo. O que eu posso dizer é que eu sou senador do povo do DF, não de um governador, de um grupo político, de um segmento empresarial. O mandato foi delegado pelo morador do DF. Por isso tratei de lutar por verbas e projetos www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2013 | Leitura de Bordo 7

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Entrevista Entrevista no governo do Arruda e Paulo Octávio, do Wilson Lima, do Rogério Rosso e desde janeiro de 2011 centro meus esforços no sentido de ajudar a viabilizar projetos de interesse do DF e que são defendidos pelo governador Agnelo. RLB – Em recente evento, o governador Perillo (PSDB-GO) disse para uma plateia de políticos brasilienses, que o senhor era o 4º senador da bancada goiana e aquele que mais trabalhava... Gim Argelllo – É uma questão de compreensão do papel de um senador. O cargo é Senador da República, eleito pelo DF. Nada impede que eu trabalhe por Goiás. Pelo contrário. É uma obrigação, tendo em vista que no chamado Entorno do DF vive um percentual elevado da população goiana. São milhares de pessoas que têm suas vidas vinculadas ao DF – quer pela questão da proximidade, dos serviços prestados. Então é nosso dever olhar para estas pessoas com carinho, com respeito e tratar de possibilitar a elas o acesso a melhores condições de vida. RLB – A despeito de todo esse trabalho, em fins de 2011 e mesmo no primeiro semestre de 2012, muito se comentou acerca de sua ida para o TCU... Gim Argello – Recebi a sondagem, o convite – mas declinei, porque tenho certeza de que posso contribuir muito mais aqui no Senado. Eu sei que posso ajudar o DF e o Entorno através de uma ação política permanente, atuando com sensibilidade social. Assim, a minha decisão é a de concorrer a um novo mandato de senador em 2014, mostrando para o eleitor do DF tudo aquilo que foi feito – leis que sei que trouxeram benefícios para muitos segmentos, recursos para obras. O meu diferencial é o trabalho. Tenho certeza que na hora o eleitor vai avaliar as diferenças entre os candidatos e tenho convicção de que vai votar em quem realmente trabalha pelo DF. RLB – Tem projeto para ser governador do DF? Gim Argello – Não tenho domínio sobre o futuro. O que eu desejo é continuar trabalhando pelo DF e por seu povo e sei que venho fazendo um trabalho relevante, que dignifica o mandato de senador. Por isso vou pleitear com garra um novo mandato, respeitando os adversários – mas sempre colocando e enfatizando tudo aquilo que fiz. Ao longo da história da representação política do DF no Senado Federal, após a mudança da capital para Brasília, fui o senador que mais aprovou Leis. E quando falo de Leis, falo de Leis relevantes e que beneficiam diretamente a sociedade. RLB – Entre essas leis está aquela que garante à mulher, em caso de divórcio, a manutenção do imóvel adquirido através do programa Minha Casa, Minha Vida... Gim Argello – Esta norma está na Medida Provisória 561, de 2012 – da qual tive a honra de ser relator. É preciso entender que ela é extensiva aos casos de divórcio ou do fim da união estável. Vale para famílias inscritas no programa e que tenham renda de até três salários mínimos. O imóvel só não ficará com a mulher se a guarda dos filhos ficar com o ex-marido ou quem tenha sido seu companheiro no momento da aquisição do imóvel. RLB – Por falar em Leis, a que garante aposentadoria especial para deficientes começa a vigorar em novembro, no dia 9. Gim Argello – Essa é uma lei que me toca profundamente o coração. No Brasil, há cerca de 17 milhões de pessoas que possuem algum tipo de deficiência. E elas precisam da proteção do Estado. A nossa Lei condiciona o benefício ao nível de deficiência e ao tempo de contribuição. Assim, em se tratando de deficiência considerada grave, o tempo de contribuição passa a ser de 25 anos para homens e 30 anos para mulheres. Quando o nível de deficiência for moderada, o homem terá de contribuir por 29 anos e a mulher por 24 anos. No caso de deficiência leve, haverá redução de dois anos para homens e mulheres, respectivamente 33 anos e 28 anos. Há, no entanto, outro aspecto nessa lei que merece destaque: sem levar em conta o grau de deficiência, homens poderão se aposentar aos 60 anos e mulheres aos 55 anos – desde que tenham contribuído por 15 anos e reste comprovada a deficiência por igual período. RLB – Em uma demonstração de prestígio, você conseguiu levar a presidente Dilma e várias ministras, ministros, presidente do Senado, outros senadores e deputados federais para a sanção da Lei que beneficia as famílias dos taxistas. Gim Argello – Essa lei já tinha sido vetada duas ou três vezes, porque é preciso ter uma série de cuidados com os limites que se impõem no caso de permissões no serviço público. A alternativa foi a de preservar a família do permissionário, dando a ela o direito de herança. Por que o que acontecia? Morria o pai e a família era simplesmente obrigada a devolver a permissão para a prefeitura. Agora não: a família tem a garantia jurídica de que se o filho quiser continuar na atividade poderá usar a “placa” que era do seu pai ou a viúva terá o direito de alugá-la – sem o risco de perdê-la. Tenha certeza: é muito gratificante poder fazer uma lei com esse alcance social, porque ela contempla as famílias dos taxistas em todo País. 8 Leitura de Bordo | Set/Out 2013 | www.leituradebordo.com.br

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Entrevista Entrevista RLB – Ao contemplar a aldeia, você acaba beneficiando em nível nacional os integrantes de categorias... Gim Argello – Dentro dessa sua visão, gosto de assumir bandeiras que têm impacto efetivo e que podem melhorar no cotidiano a vida das pessoas. É o caso da Lei que regulamentou a Defensoria Pública do DF e do Brasil – com a aprovação de uma PEC-Proposta de Emenda Constitucional. Tem a Lei dos Conselhos Tutelares, que me agrada muito. Foi um trabalho intenso, porque a proposta estava engavetada no Senado desde 2009. Conseguimos definir dia certo para a eleição, sempre em outubro do ano seguinte da eleição presidencial e posse em janeiro do ano subsequente; aumentamos o mandato de três para quatro anos. Mas fomos além, garantindo 13º e direitos trabalhistas aos conselheiros. A remuneração, hoje em dia facultada aos municípios, passa a ser obrigatória. No caso de Brasília, conseguimos disponibilizar um carro para cada Conselho Tutelar e cinco computadores. RLB – Esse trabalho incomoda? Gim Argello – Eu só tenho compromisso com o eleitor. Mas veja bem. O DF já elegeu 12 senadores (Pompeu de Souza, Maurício Correia e Meira Filho em 1986; Valmir Campelo em 1990; Arruda e Lauro Campos em 1994; Estevão em 1998 – sendo que o Valmir Amaral cumpriu a maior parte do mandato; Cristovam e Paulo Octávio em 2002 – sendo que Adelmir Santana cumpriu os últimos quatro anos em lugar do PO; Roriz em 2006 – sendo que Gim cumpre o mandato desde 2007; e Cristovam e Rollemberg em 2010). Eu já tenho mais leis aprovadas do que a soma de todos eles; já garanti mais recursos para o DF que a soma de tudo que os demais conseguiram direcionar em termos de investimentos. RLB – Como o senhor reage ao envolvimento do seu nome com suspeitas de escândalos? Gim Argello – Eu creio que é também em decorrência de atuar, de agir e de procurar fazer o melhor pelo DF. Mas é importante ressaltar: nunca tive nenhuma sentença contra mim, nem mesmo em 1º grau. Agora, quem faz acaba atraindo uma série de ações nem sempre claras. RLB – Como os episódios das eleições de 2002 o marcaram? Gim Argello – Foi uma eleição muito dura para mim, com denúncias e cheia de complicações. E depois ficou comprovado que nada daquilo era verdade, que tudo aquilo foi manipulado. Os últimos 30 dias foram torturantes, porque tinha gente que pensava que eu iria sucumbir. Mas desistir não faz parte da minha prática e encarei todas as adversidades, certo de que a verdade viria a tona. Como veio. E que a verdade era bem diferente daquilo que era dito e apregoado. www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2013 | Leitura de Bordo 9

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Entrevista RLB – Ensinou ou marcou mais? Gim Argello – Ensinou. Para quem é filho de pobre, todo dia é dia de batalha pela sobrevivência. E aqueles fatos de 2002 me ajudaram a compreender e a superar o que passei em 2007, inclusive com pessoas apostando em quantos dias eu iria sair algemado do Senado e eu só pedia oportunidade de trabalhar, direito de mostrar que nada daquilo correspondia à realidade. Porque vencer na vida já é um desafio. Vencer no mundo da política, sem pedigree ou com herança de um nome, é uma batalha. Há nomes que estão há 100 ou 200 anos no mundo da política. Tem gente que carrega 200 anos de política e vem querendo posar de bom moço, de representante do novo. RLB – Ocupar um espaço nacional dessa dimensão chega a ser estranho para um senador eleito pelo DF, sempre tida como uma unidade da federação sem peso político. Qual a receita? Gim Argello – Tenho para mim que é coisa de Deus e fruto de muito trabalho. Sou líder do meu partido, o PTB, no Senado, faz cinco anos; sou líder de um bloco que tem 16 senadores e toda terça-feira algum ministro de Estado ou alguma autoridade vem almoçar conosco. Esse é um trabalho continuado, sistemático. Esse espaço de liderança se conquista com confiança, com respeito e com trabalho, muito trabalho – porque por eu morar aqui no DF, acabo trabalhando de segunda a segunda. RLB – Como é a sua relação com a presidente Dilma? Gim Argello – De respeito e de admiração. Sou o 1º Vice-Líder do Governo da presidente Dilma desde o primeiro dia do seu mandato. Desde os tempos nos quais ela era ministra da Casa Civil, sempre tivemos uma relação positiva, porque ela tem sensibilidade social e compreensão dos nossos desafios como País. RLB – Qual o objeto de maior valor na articulação política? Gim Argello – A palavra é tudo! O que é um bom senador? Aquele que passa todo dia discursando, colocando teses ou tentando adivinhar o que poderia ser se mudasse o passado? Não. Na minha opinião, um Senador da República precisa trabalhar, pensar soluções para o País, assumir a defesa de projetos estruturantes e aqueles de impacto humano e social. RLB – Esse trabalho é permanente... Gim Argello – Faz poucos dias consegui com a senhora presidente da República recursos da ordem de R$ 150 milhões para asfaltar o Pôr do Sol e Arniqueira. Daí a pessoa pergunta: por que você traz recursos para o governo Agnelo? Eu respondo porque é assim que eu trabalho. Trouxe recursos para todos que ocuparam o Buriti desde que eu cheguei ao Senado, porque o meu compromisso não é com esse ou aquele governo, mas com o DF e sua população. RLB – E o PAC, como é trabalhar no sentido de trazer recursos? Gim Argello – As obras que eu mais me esforcei foram aquelas chamadas de estruturantes. Quando lá atrás coloquei que ia ter BRT, inclusive com um trenzinho na TV, fui criticado por muita gente, dizendo que isso jamais aconteceria. Mas logo será uma realidade, beneficiando os moradores do Gama e de Santa Maria. E logo o BRT chegará a Luziânia. Já conversei com a presidente Dilma, já conversei com a ministra Miriam Belchior. Essa será uma obra que irá beneficiar os moradores do Valparaíso, Céu Azul, Novo Gama. Precisamos integrar essas pessoas. Não podemos aceitar que a divisa de estado sirva para uma espécie de apartheid social. Também estou trabalhando para levar o BRT até Sobradinho e Planaltina. O VLT que tinha saído do PAC da Copa já voltou, já está em obras. RLB – E o futuro? Gim Argello – Eu me achei aqui no Senado. Se o povo do DF quiser continuarei trabalhando aqui no Senado, cumprindo efetivamente o papel que eu acredito que seja o de um Senador da República – que é o de apresentar projetos de lei, que é o de ajudar a administração do GDF. É isso que vou dizer: se vocês quiserem alguém que trabalha, estou aqui. Mas a definição é soberana do eleitor. “Gosto de assumir bandeiras que têm impacto efetivo e que podem melhorar o cotidiano da vida das pessoas” 10 Leitura de Bordo | Set/Out 2013 | www.leituradebordo.com.br

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Mosaico Economia, política e até futebol: Um pouco de muita coisa Muitas vezes, um olhar crítico serve para desnudar a nossa realidade, revelando-a além daquilo que as paixões costumam ignorar Cartão de Visita Fotos: Marcelo Camargo/ Agência Brasil Dólar de Prata A coluna mantém seu prognóstico: dólar ultrapassando a marca de R$ 2,50; os gastos dos brasileiros em viagens diminuindo um pouco; aumento nos combustíveis; aumento nas passagens aéreas e uma preocupante situação nas contas externas (diferença entre as receitas e as despesas do Brasil com outros países), que já não está nada boa. Ou seja, quem puder poupar neste fim de ano, poupe. Eu “Juros” Se alguém ainda duvidava que os juros iriam subir, dê uma olhada no extrato bancário atual e compare com os de meses anteriores. Os juros já subiram e vão subir mais. E o crédito está cada vez mais difícil de ser obtido. As propagandas de instituições financeiras estão cada vez mais longe da realidade que praticam. Prioridade Em determinado momento no mês de outubro ficamos com a impressão de que a grande prioridade no Brasil era discutir biografias. Sinceramente, governo, congresso, justiça, imprensa e a própria sociedade deveriam rever um pouco suas urgências. Pra ajudar vamos dar algumas dicas de assuntos que deveriam tomar a frente da biografia de notáveis: as dezenas (senão centenas) de pessoas que morrerão em decorrência das chuvas nas serras cariocas em janeiro ou fevereiro de 2014; as crianças que correrão risco de morte no transporte escolar irregular no ano que vem ou os motociclistas que continuarão a perder a vida no trânsito. Reforma Eleitoral Com as eleições se aproximando, a reforma eleitoral prometida fica pra próxima. E nem dá para acreditar que passam mudanças para valer como o fim do voto obrigatório ou financiamento público de campanha. Ah, mas não se preocupem. Em 2015 uma comissão será criada. Quem chega a Brasília pela primeira vez via aeroporto, nestes meses, fica completamente assustado com o que encontra. O lugar está uma bagunça. Tá certo que se podem alegar as obras em andamento, mas as obras não podem justificar tudo. Banheiros sujos, falta de ônibus na pista, atraso na restituição de bagagem, ausência de operadores nos equipamentos, só para ficar nestes exemplos, não têm nada a ver com a melhoria do aeroporto. Só sobe O roteiro é bem conhecido. Basta o dólar subir um pouco para as companhias aéreas anunciarem aumento nas passagens. Quando o dólar baixa, nem um pio e os preços também não caem. O governo poderia construir mecanismos para que fossem criadas outras companhias e que companhias estrangeiras operassem trechos nacionais - em nome da livre concorrência. Papai Noel Sabem porque Papai Noel voa com apoio de renas? Porque no fim de ano é praticamente impossível voar de avião. E não faz diferença comprar passagem com antecedência. As digníssimas empresas aéreas já jogaram os preços lá para cima. O negócio só melhora um pouco depois da Copa. Só não sabemos de qual Copa. E a Anac não vê nada de errado. 12 Leitura de Bordo | Set/Out 2013 | www.leituradebordo.com.br

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Os protestos Os protestos ainda não acabaram, mas estão diminuindo. Daqui a pouco teremos somente os casos de polícia. A previsão é quem em 2014 eles voltam com força em junho e continuem até outubro ou novembro. Experiência com animais A pergunta não respondida até agora por quem é contra testes de remédios em animais: Se não testar nos bichos, testa em quem? Esperamos que não cogitem em testar em seres humanos. Crueldade x Necessidade Lembramos que diariamente milhares de animais são abatidos para consumo humano. Isto é uma necessidade. Se com crueldade ou não, é a forma como os animais são abatidos quem definirá. Acreditamos que um dia não nos alimentaremos de animais ou precisemos testar novos remédios. Infelizmente hoje, a realidade é outra. Fim de campeonato O desespero começa a bater em algumas torcidas no fim do campeonato brasileiro de futebol. Com direito a possivelmente assistirmos clássico carioca na série B do próximo ano. Mas como certa equipe do Rio de Janeiro bem sabe, a segunda divisão não é o fim. A série C é. Subiu E tem time paulista comemorando o bicampeonato da segunda divisão. Daqui a dez anos, quem sabe, rumo ao tri? www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2013 | Leitura de Bordo 13

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Especial Especial Orquídea, mais do que uma flor, uma paixão De 12 a 15 de dezembro o foyer da Sala Villa Lobos do Teatro Nacional sedia o Orquídea Brasília 2013 – evento realizado quatro vezes por ano desde 2004. Lá, além de flores, muita troca de informações com oficinas e compra e venda de insumos Se há controvérsias acerca de quando e onde elas surgiram, se foram descobertas ou criadas, isso pouco ou nada importa. A realidade é mais simples: não há quem não se encante diante de uma orquídea. E tem sido assim há tempo. Muito tempo. Pode-se dizer que elas acompanham o ser humano desde a Grécia na civilização ocidental e a antiga China já há mais de quatro mil anos inclusive com indicações terapêuticas. Mais do que flores, bálsamo para a alma. Sempre há uma primeira vez... A gaúcha Ingrid Piucco, executiva de contas do Meliá Brasil XXI e moradora de Águas Claras, cultiva orquídeas em seu apartamento, paixão compartilhada pelo marido Marcelo e a filha Maria Eduarda. A descoberta tem a ver com o nascimento da filha, quando alguém a presenteou com uma orquídea. De lá para cá, sempre o mesmo zelo. “Cuidar das orquídeas, observar o aspecto delas, ver qual está precisando de mais luz, qual quer algum tipo de sombra me alivia das tensões do cotidiano”, discorre Ingrid. E todo lugar é lugar. Pode ser no apartamento, na casa, no sítio ou fazenda. “Uma orquídea não pode dar trabalho, porque a sua função maior é a de propiciar prazer para quem a cultiva”, enfatiza Walber Leão, mineiro de Formiga, no DF desde 1970, servidor do STF e que desde 2004 organiza o Orquídea Brasília – com edições em dezembro, fevereiro, junho e setembro e tido como o maior evento do gênero no DF e um dos principais no Brasil. 14 14 Leitura de Bordo | Set/Out 2013 | www.leituradebordo.com.br Leitura de Bordo | Set/Out 2013 | www.leituradebordo.com.br

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Especial Especial www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2013 | Leitura de Bordo www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2013 | Leitura de Bordo 15 15

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