Boletim Municipal n.º234

 

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Atividade do Município de Aljustrel / Câmara Municipal de Aljustrel

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ALJUSTREL BOLETIM MUNICIPAL DEZEMBRO 2015 234 ALJUSTREL, TERRA VIVA NO NATAL Município 04 Município 05 Obras 11 Empreendedorismo 15 Associativismo 18 Orçamento Municipal para 2016 aprovado O orçamento para 2016 tem um valor global de 11 milhões 747 mil e 503 euros, menos 1 milhão 148 mil 805 euros do que em 2015. Câmara de Aljustrel rumo ao futuro O processo que está a ser implementado coloca o Município de Aljustrel ao nível dos mais evoluídos em matéria de modernização administrativa. Plano de asfaltamento em curso em todas as freguesias A colocação de asfalto em várias artérias do Concelho de Aljustrel responde às necessidades das populações, melhorando a sua qualidade de vida. Empresa francesa Stucflex já está a produzir A empresa especializada em produtos de borracha, iniciou em setembro a sua atividade em Aljustrel criando, por enquanto, 18 postos de trabalho. Messejana vai ter novo Centro de Apoio à Pequena Infância O novo edifício do CAPI, que contou com um apoio do Município no valor de 45 mil euros dispõe de instalações completamente novas, e acolherá a creche e o pré-escolar.

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02 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2015 Este é o tempo da esperança com realismo Este é o tempo do regresso da esperança, mas é também o momento do realismo, visto que a situação atual do país não permite euforias. Não passamos “cheques em branco” a ninguém, mas estamos, ainda assim, completamente disponíveis para assumir novas responsabilidades. Sabemos que um euro investido pelas autarquias gera muito mais retorno que o mesmo euro gasto pelo Estado Central. Queremos acreditar numa mudança para melhor, no relacionamento do Poder Central com as autarquias, com respeito pela autonomia do Poder Local consagrada na lei. Presidente da Câmara Nelson Brito P assadas as eleições de 4 de outubro de 2015 e a formação de um novo Governo, entendemos que este é um novo tempo de esperança. A esperança que nos foi sendo progressivamente negada por um turbilhão de más decisões políticas, que puseram em causa a dignidade de milhões e milhões de portugueses e portuguesas que, nos últimos anos, viram os seus direitos fundamentais limitados, assistindo impotentes ao regresso da pobreza, da precariedade, do desemprego e da emigração em massa. A esperança que se foi desvanecendo à medida que o Governo foi atacando o Estado Social e as suas funções: restringindo o direito a salários, pensões e reformas justas e dignas; depreciando um Serviço Nacional de Saúde assente na universalidade e qualidade, que, nas últimas décadas, permitiu o aumento da esperança de vida e a redução da mortalidade infantil; desinvestindo na educação, condicionando o acesso gratuito a todos os níveis de ensino, principal fator de promoção da igualdade de oportunidades e justiça social; esquecendo o investimento na ciência, enquanto motor do desenvolvimento; privatizando o que dava lucro e nacionalizando prejuízos; sobrecarregando as micro e pequenas empresas com impostos; desrespeitando, inclusive, a Constituição Editorial da República Portuguesa, lei suprema do país, que consagra os direitos fundamentais dos cidadãos e os princípios essenciais por que se rege o Estado. A esperança que se foi esmorecendo, também nas autarquias, que se viram, nos últimos anos, completamente desprezadas, desautorizadas e subalternizadas. Contrariando o princípio da autonomia do Poder Local, extinguiram-se freguesias a “régua e esquadro”; impuseram-se 40 horas de trabalho semanal; reduziram-se tremendamente as verbas transferidas para os municípios, por via do Orçamento do Estado; impossibilitaram-se as câmaras de aceder a crédito bancário; sujeitaram as autarquias a reduzir os seus quadros de pessoal, obrigando-as, por um lado, a despedir trabalhadores e, por outro, impedindo-as de contratar ou de aceitar estágios profissionais; criou-se o FAM – Fundo de Apoio Municipal, que colocou os municípios a pagar as dívidas uns dos outros; entre outras perversidades que limitaram fortemente as autarquias naquela que é a sua principal missão – servir as populações. A esperança que se foi esvanecendo nas nossas terras, à medida que o tempo foi passando e das verbas comunitárias do Portugal 2020, nem um euro. Isto apesar deste programa, em teoria, ter começado em janeiro de 2014 e de estarmos, agora, em finais de 2015. Esta demora de 2 anos é perversa, porque o anterior Governo tinha a perfeita noção que estes dinheiros, recebidos através da União Europeia, serviam para os municípios investirem em infraestruturas, bens e serviços essenciais às populações, investimentos que são particularmente indispensáveis em regiões do interior, como é o caso do Concelho de Aljustrel. Este é, assim, o tempo do regresso da esperança, mas é também o momento do realismo, visto que a situação atual do país não permite euforias. Não passamos “cheques em branco” a ninguém, mas estamos, ainda assim, completamente disponíveis para assumir novas responsabilidades. Sabemos que um euro investido pelas autarquias gera muito mais retorno que o mesmo euro gasto pelo Estado Central. Queremos acreditar numa mudança para melhor , no relacionamento do Poder Central com as autarquias, com respeito pela autonomia do Poder Local consagrada na lei. E porque acreditamos neste princípio de respeito institucional, que sempre honrámos, estamos, inclusive, disponíveis para reavaliar a possibilidade de aceitar mais delegações de competências, em áreas como a educação, a saúde, a ação social, entre outras, desde que essas novas responsabilidades delegadas pelo Estado venham acompanhadas dos correspondentes “envelopes financeiros”, que as permitam gerir sustentadamente. Seremos sempre parte da solução e nunca parte do problema. Como disse o poeta, “seja bem-vindo quem vier por bem”, sendo que defenderemos sempre, acima de tudo, os interesses da população do Concelho de Aljustrel que nos elegeu. Ainda que as verbas globais disponíveis para o Baixo Alentejo tenham defraudado as nossas expectativas e as reais necessidades do território, estamos expetantes com a chegada em breve dos dinheiros do Quadro Comunitário Portugal 2020. Em conformidade, desenhámos antecipadamente uma estratégia para a aplicação destas verbas no nosso concelho, em articulação com os planos de desenvolvimento regionais e nacionais, que consideramos ser a correta e a que vai de encontro às necessidades do nosso concelho. Esta estratégia está espelhada igualmente no Orçamento Municipal para 2016, aprovado recentemente, onde elencámos um conjunto de ações materiais e imateriais que consideramos urgentes e essências. Que o atual Governo seja mais eficaz e justo que o anterior na disponibilização das verbas do Portugal 2020, é tão-somente o que pedimos. Continuaremos, pois, a apoiar e dinamizar projetos e iniciativas sociais, que apoiem as faixas mais desfavorecidas da população; persistiremos em investir no desenvolvimento e na diversificação da economia local, privilegiando a criação e fixação de novas empresas e o desenvolvimento das já instaladas; continuaremos a apostar nas regenerações urbanas, enquanto processo que melhoram o ordenamento das nossas aldeias e vilas e fomentam qualidade de vida das populações; prosseguiremos, igualmente, a aposta na educação, na ciência e na cultura, pressupostos maiores de um desenvolvimento local e comunitário sustentável. É, pois, neste espírito construtivo, com esperança e realismo, que entramos na quadra do Natal e Ano Novo, época propícia à reflexão e à mudança. Gostaria de desejar a todas e todos os habitantes do nosso concelho e às muitas centenas de aljustrelenses a trabalhar deslocados das suas terras e disseminados pelo mundo, um feliz Natal e um próspero Ano Novo, com amizade, fraternidade, esperança e a certeza de que com o nosso empenho construiremos um concelho melhor, um país melhor, um mundo melhor. Bem Hajam Nelson Brito FICHA TÉCNICA: Propriedade Câmara Municipal e Aljustrel Sede Avenida 1.º de Maio 7600-010 Aljustrel Telefone 284 600 070 Fax 284 602 055 e-mail geral@mun-aljustrel.pt Site www.mun-aljustrel.pt Diretor Nelson Brito (Presidente da Câmara) Coordenação Marcos Aguiar Redação Mercedes Guerreiro e Artur Martins Fotografia José Tomé Máximo e Mercedes Guerreiro, Projeto Gráfico e Paginação Adriana Vieira da Silva Impressão Gráfica Funchalense Periodicidade Trimestral Tiragem 5000 exemplares ISSN 0874-0275 Depósito Legal 120655

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dezembro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 03 Encontro em Aljustrel Uma Rota Suprarregional Aljustrel e Barreiro pretendem (re)criar Rota da Pirite De há muito que estes dois municípios se tocam numa história comum. Durante quase um século, a exploração das minas de pirite do Alentejo alimentou a laboração das instalações construídas pela Companhia União Fabril (CUF) no Barreiro, que, nesse período, terá constituído um dos poucos centros industriais que, a nível mundial, concretizaram o aproveitamento integral da pirite. Vista Aérea da CUF - 1932 CUF - Tratamento de Cinzas de Pirites, Tambora - 1962 Transporte de minério para as britadeiras O O s municípios de Aljustrel e do Barreio, em parceria com um grupo alargado de entidades que integra a CUF, a Baia do Tejo e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, têm vindo a dinamizar um conjunto de encontros e reuniões com o objetivo de implementar um pro- jeto comum designado de Rota da Pirite, de caráter suprarregional que, numa visão integrada, contribua para a aproximação e desenvolvimento cultural, económico e turístico de ambos os territórios. De há muito que estes dois municípios se tocam numa história comum. Durante quase um século, a exploração das minas de pirite do Alentejo alimentou a laboração das instalações construídas pela Companhia União Fabril (CUF) no Barreiro, que, nesse período, terá constituído um dos poucos centros industriais que, a nível mundial, concretizaram o aproveitamento integral da pirite. É esta a rica história de relacionamento que se pretende contar através do projeto Rota da Pirite, colocando ao serviço do desenvolvimento destes dois territórios a sua rica cultura e o património edificado (museus, infraestruturas industriais, entre outros) que, ao longo de décadas, se foram incrementando em trono da extração e transformação da pirite. Município e parceiros locais candidataram Escolhas Projeto COOL + projeto COOL +, candidatado ao Programa Escolhas (6ª geração), resulta de uma parceria alargada, a que o Município de Aljustrel (entidade promotora) reconhece previamente o trabalho empenhado e motivado na elaboração da candidatura, envolvendo a Esdime (entidade gestora), o Agrupamento de Escolas de Aljustrel, a Santa Casa da Misericórdia de Aljustrel, a CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Aljustrel, a Irmandade Nossa Senhora da Assunção, a Engenho & Arte – Associação para a Defesa e Valorização de Messejana, o Centro Humanitário de Beja da Cruz Vermelha e a ULSBA – Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo. O Cool + visa contribuir para a promoção e a consolidação de competências pessoais, sociais, emocionais e morais, assim como para aumentar a autonomia e a autoestima, prioritariamente nas crianças e jovens em risco, mas também nos seus familiares e na própria comunidade residente no concelho. O projeto assenta na construção de projetos de vida como ação estruturante na intervenção com crianças e jovens, dos 6 aos 18 anos, oriundas de contextos socioeconómicos vulneráveis, mobilizando atividades diversificadas, atrativas, dinamizadas em diferentes contextos – sala/escola, ar livre, comunidade – com recurso a metodologias da educação informal e não formal, que abordem de forma integrada as dimensões pessoal, social, da relação do eu e os outros, profissional e moral, que estruturam a personalidade individual. Procura ainda, contribuir para as escolhas saudáveis e refletidas, fomentando a consciencialização sobre as consequências das más escolhas e a diminuição de comportamentos desviantes e de risco. As minorias étnicas serão também uma prioridade, através do desenvolvimento de ações de promoção da interculturalidade. O Cool + terá a duração de 3 anos e um investimento total de 208 mil euros. Município

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04 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2015 Município Assembleia Municipal de Aljustrel Orçamento Municipal para 2016 aprovado O orçamento para 2016 tem um valor global de 11 milhões 747 mil e 503 euros, menos 1 milhão 148 mil 805 euros do que em 2015. uma vida coletiva mais animada e ativa, com qualidade de vida e coesão social. Este desígnio, em contraciclo e “remando contra a maré”, de grande complexidade e dificuldade, tem que mobilizar a globalidade dos agentes locais e apelar à inteligência, imaginação e inovação das nossas comunidades, particularmente das suas lideranças. Esta estratégia irá operacionalizar-se nos próximos anos, e em particular no ano de 2016, através de várias ações que se integram em 5 Eixos fundamentais: Melhoria Contínua dos Serviços Municipais; Educação, Qualificação e Promoção da Cidadania e Identidade Cultural; Solidariedade e Coesão Social nas Comunidades Locais; Diversificação e Crescimento do Tecido Económico e Empresarial e Politicas Sustentáveis de Habitação e Serviços Coletivos. Documento completo disponível em www.mun-aljustrel.pt A Assembleia Municipal de Aljustrel aprovou as Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano 2016, com os votos a favor dos deputados eleitos pelo PS e a abstenção dos eleitos da CDU. O orçamento para 2016 tem um valor global de 11 milhões 747 mil e 503 euros, menos 1 milhão 148 mil 805 euros do que em 2015. O documento define que o Concelho de Aljustrel, com as suas instituições, organizações e cidadania ativa, deve assumir que o seu desígnio, objetivo principal, será estancar a “sangria demográfica”, mantendo a população residente, qualificando globalmente os recursos humanos e gerando RESUMO DO ORÇAMENTO PARA O ANO 2016 Receitas Correntes ................ Capital ................... Total: Serviços Municipalizados Total Geral: Montante (€) 9.604.903 2.142.600 11.747.503 11.747.503 Despesas Correntes ................ Capital ................... Total: Total Geral: 0 Serviços Municipalizados Montante (€) 8.259.115 3.488.389 11.747.503 0 11.747.503 Orçamento Municipal 2016 e o Quadro Comunitário Portugal 2020 O Município de Aljustrel tem vindo a desenhar e implementar um conjunto de políticas que consagram uma forte aposta na mobilização integral dos seus recursos e ativos territoriais em favor da criação e/ou consolidação de dinâmicas económicas e sociais com relevância estratégica para o seu desenvolvimento futuro. Como acontece noutros concelhos, especialmente nas regiões de convergência, também em Aljustrel tem sido decisiva a mobilização de recursos de financiamento comunitário para viabilizar (ou, pelo menos, intensificar) a concretização daquelas políticas no terreno em prol das populações e dos agentes económicos, sociais e culturais do concelho. Tendo em conta os desafios colocados pelo novo período de programação dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento em Portugal, o Município, enquanto centro urbano de nível superior (classificação PROT – Programa Regional de Ordenamento do Território) entendeu dever mobilizar esforços no sentido de elaborar um Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, reconhecendo assim a importância que este instrumento poderá assumir ao nível da sua capacidade para alcançar aqueles objetivos de forma mais eficaz e eficiente. Este Plano é, no contexto do novo período de programação, o elemento integrador e agregador dos instrumentos de planeamento que suportam a mobilização de recursos de financiamento das Prioridades de Investimento 4.5, 6.5 e 9.8, designadamente o Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável, o Plano de Ação de Regeneração Urbana e o Plano de Ação Integrado para as Comunidades Desfavorecidas. Acresce, ainda, a necessidade de superar com sucesso o desafio que a gestão do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano irá colocar ao Município em virtude do seu posicionamento como Autoridade Urbana/Organismo Intermédio, aspeto que deverá ser tido em conta ao nível da definição do modelo de governação a adotar e da (re)estruturação de procedimentos internos que o mesmo irá suscitar. O PEDU engloba três conjuntos territoriais de intervenção não sobrepostos que, embora pertençam à Vila de Aljustrel, possuem características físicas, funcionais e sociais muito distintas: Centro Histórico de Aljustrel, zona industrial abandonada do designado Parque Mineiro (ambas a intervencionar via Plano de Ação de Regeneração Urbana) e áreas urbanas carenciadas dos Bairros Mineiros (a intervencionar via Plano de Ação Integrado para Comunidades Desfavorecidas). O PEDU é, portanto, um instrumento que vem dar sequência a essas políticas e que traduz a visão do Município de Aljustrel para responder aos desafios e oportunidades com que o seu território se encontra atualmente confrontado, correspondendo a um dos instrumentos centrais que pretende ativar com vista a maximizar as possibilidades de mobilização dos recursos de financiamento necessários para esse efeito. O presente Orçamento reflete, também, os Pactos para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Baixo Alentejo, promovidos por iniciativa de comunidades intermunicipais e de áreas metropolitanas e integrados nas Estratégias Integradas de Desenvolvimento Territorial (EIDT), estabelecidas ao nível das NUTS III. Os pactos serão implementados, em todo o território do Continente, recorrendo ao instrumento regulamentar dos Investimentos Territoriais Integrados (ITI). Abrangem as intervenções das entidades municipais e intermunicipais essenciais à implementação da respetiva EIDT reconhecida, podendo integrar a participação de outros copromotores associados, desde que estes manifestem acordo explícito para tal, na fase de apresentação e aprovação. Especificamente o Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Baixo Alentejo é entendido como um dos vários instrumentos de natureza mais programática e operacional que se pretende vir a mobilizar na região com vista a concretizar a Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial adotada para este território e materializada através do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Baixo Alentejo 2014-2020. Em resultado deste entendimento, o pacto não constitui uma nova estratégia (ou seja, é consistente e detalha as orientações constantes da referida Estratégia Integrada) e deve forçosamente ser visto como um instrumento complementar de outras iniciativas de natureza contratual que se perspetiva virem a ser ativadas no âmbito das abordagens integradas de desenvolvimento territorial previstas no Acordo de Parceria Portugal 2020. A estrutura do Programa de Ação do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Baixo Alentejo foi desenhada no sentido de estabelecer uma relação direta com as Prioridades de Investimento/tipologias de operações que integram o perímetro de contratualização preconizado. Neste contexto, o pacto foi organizado em função dos seguintes eixos: Eixo A: Promoção da Eficiência Energética; Eixo B: Proteção e Valorização dos Ativos do Território; Eixo C: Dinamização do Empreendedorismo e das Atividades Económicas; Eixo D: Reforço da Inclusão e da Coesão Social; Eixo E: Promoção do Sucesso Educativo e Eixo F: Modernização da Administração Local.

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dezembro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 05 Modernização administrativa Município de Aljustrel rumo ao futuro A abordagem adotada pela autarquia integra-se numa estratégia global de modernização do seu funcionamento, potenciando ganhos de qualidade a nível interno e, sobretudo, no relacionamento com os cidadãos e empresas, colocando o Município de Aljustrel ao nível dos mais evoluídos em matéria de modernização administrativa. A solução permite ao munícipe a gestão de toda a sua relação com a autarquia, desde os pedidos realizados, conta-corrente até às informações recebidas. Atendimento Telefónico - Sistema de Resposta Interativa de Voz (IVR) A tecnologia IVR funcionará como um serviço de apoio ao atendimento telefónico e permitirá aos munícipes, e a todos os que contactam telefonicamente a autarquia, a interação com menus automáticos de informações dos serviços. O IVR permite, através das opções que disponibiliza, encaminhar os utilizadores para o departamento cujo assunto queiram tratar, garantindo-se um atendimento telefónico mais personalizado e mais eficiente. Aljustrel Empreendedor – O Portal do Emprego O Aljustrel Empreendedor é um projeto que tem como objetivo constituir-se como uma ferramenta de resposta local no combate ao desemprego no Concelho de Aljustrel. Trata-se de uma plataforma web integrada no Portal do Munícipe que permitirá promover o aumento da empregabilidade, acreditando na capacidade empreendedora de cada indivíduo em particular, e das empresas e das instituições locais em geral. O projeto Aljustrel Empreendedor permitirá, por um lado, que as empresas e as instituições locais possam dar a conhecer-se, disponibilizando ofertas de emprego. Por outro lado, facilitará aos munícipes a apresentação de candidaturas espontâneas e a possibilidade de responderem às respetivas ofertas de emprego, constituindo-se como uma ferramenta facilitadora da comunicação, nomeadamente entre empreendedores/desempregados e empresas/instituições. A ALJUSTREL EM LINHA COM AS BOAS PRÁTICAS A NÍVEL NACIONAL estratégia do Município de Aljustrel integra-se nos objetivos nacionais definidos em matéria de modernização e simplificação administrativa, dos quais se destacam os seguintes: • Implementar melhores respostas às necessidades de cidadãos e empresas por via da simplificação regulamentar e de processos internos; • Promover a prestação de serviços e a divulgação de serviços e de informação administrativa nos pontos únicos de contacto entre os cidadãos ou demais agentes económicos e a Administração Pública, através da criação e utilização de Portais e sítios na Internet e da sua integração no balcão único eletrónico (balcão do empreendedor) e no portal do cidadão; • Assegurar o princípio do “Digital como Regra” através da digitalização de serviços, criando instrumentos para uma prestação de serviços públicos não só mais eficaz para os cidadãos e agentes económicos, mas também para a própria Administração Pública; • Disseminar e adotar soluções de “Identificação eletrónica”, em particular através da criação de mecanismos que permitem a identificação de cidadãos, de forma desmaterializada, possibilitando a autenticação e a assinatura eletrónica, tais como o Cartão de Cidadão e a Chave Móvel Digital, bem como a utilização do sistema de certificação de atributos profissionais; • Consagração do princípio “only once” criando a capacidade dos sistemas de informação interagir entre si, do ponto de vista técnico e semântico, para que haja uma orientação a serviços baseando-se em standards e normas abertas, nomeadamente com recurso à Plataforma de Interoperabilidade da Administração Pública. O Município de Aljustrel tem vindo, nos últimos anos, a encetar um profundo processo de modernização administrativa que culminará, no início do ano de 2016, com a implementação plena do Balcão Único; Balcão Único de Atendimento Virtual; Atendimento Telefónico Sistema de Resposta Interativa de Voz (IVR) e do Aljustrel Empreendedor – O Portal do Emprego. Mais do que uma simples modificação das instalações, do organograma, das pessoas ou a implementação de uma ferramenta tecnológica, a abordagem adotada pela autarquia integra-se numa estratégia global de modernização do seu funcionamento, potenciando ganhos de qualidade a nível interno e, sobretudo, no relacionamento com os cidadãos e empresas, colocando o Município de Aljustrel ao nível dos mais evoluídos em matéria de modernização administrativa. Balcão Único de atendimento presencial A plataforma de Balcão Único de atendimento presencial (que já funciona de forma experimental desde junho de 2015) é uma solu- ção tecnológica de atendimento e de gestão do relacionamento com os munícipes, que combina integração, automação e capacidade de monitorização e acompanhamento de qualquer pedido ou interação, garantindo eficiência nas respostas. Esta plataforma de atendimento presencial permite concentrar todos os âmbitos, serviços e funções de relacionamento com os munícipes, proporcionando uma visão integrada (360º) da relação do munícipe com o município. Balcão Único de atendimento virtual A plataforma de balcão único de atendimento virtual permitirá uniformizar o atendimento online com os munícipes, através de um canal próprio, o Portal do Munícipe, em http://portalmunicipe. mun-aljustrel.pt, que é a plataforma adequada ao relacionamento dos munícipes com a autarquia. Esta plataforma de serviços online (Internet) disponibilizará aplicações, funcionalidades e conteúdos orientados para a interação com os munícipes, disponibilizando, via Internet, as capacidades do Balcão Único de Atendimento. A candidatura designada de “SAMA III – Implementação do Balcão único de atendimento no Município de Aljustrel “ foi apresentada ao Programa Operacional Factores de Competitividade – POFC. O investimento repartiu-se da seguinte forma: • Investimento Total – 291 mil 713 euros • Investimento Elegível – 207 mil 937 euros • FEDER – 176 mil 746 euros • Município de Aljustrel – 114 mil 967 euros Município

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06 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2015 Vin&Cultura 2015 Edição deste ano com novidades Como sempre, a diversão não faltou. A Vin&Cultura, entre outras novidades, teve este ano à disposição dos visitantes um comboio turístico que os levou a percorrer as adegas, provando em cada uma o vinho novo dos produtores, como também, através dessa viagem conhecer, de forma original, a beleza desta aldeia tipicamente alentejana. Cerimónia de abertura Desenvolvimento Rota das Adegas A aldeia de Ervidel acolheu nos dias 21 e 22 de novembro, a edição de 2015 da Vin&Cultura. O frio e a chuva que se fizeram sentir nesse fim de semana não foram suficientes para afastar as centenas de visitantes que, uma vez mais, aqui se deslocaram para provar o vinho, as iguarias típicas alentejanas e desfrutarem do vasto programa de animação e do grande convívio que animaram a aldeia de Ervidel. Como sempre, a diversão não faltou. A Vin&Cultura, entre outras novidades, teve este ano à disposição dos visitantes um comboio turístico que os levou a percorrer as adegas, provando em cada uma o vinho novo dos produtores, como também, através dessa viagem conhecer, de forma original, a beleza desta aldeia tipicamente alentejana. Nesta edição, foi proposto um programa de festas recheado de cultura, nomeadamente declamação de poesia, dança folclórica e atuação de grupos corais alentejanos e de grupos de música popular. Durante a feira, houve ainda demonstrações de gastronomia durante as quais se transmitiram alguns conhecimentos de culinária, particularmente ligados à confeção do grão-de-bico, um dos produtos cultivado nesta freguesia. Entre outros cozinheiros, o músico e chefe, Miguel Gameiro deliciou o público com as suas receitas. Como sempre, as barraquinhas com os produtos locais e o artesanato marcaram presença na praça da aldeia e ofereceram alguns dos produtos que mais caracterizam a atividade económica desta aldeia do concelho de Aljustrel e da região. Promover, valorizar e comercializar o vinho e outros produtos agrícolas do concelho são alguns dos objetivos que a Vin&Cultura quer atingir. Organizada pela Câmara Municipal de Aljustrel, com o apoio da Junta de Freguesia de Ervidel, dos produtores de vinho locais e do movimento associativo, a Vin&Cultura mostrou que mais que uma mostra e venda de pro- dutos agrícolas, a Vin&Cultura é igualmente uma festa, onde a música, a gastronomia local e principalmente o convívio entre amigos e familiares à volta de uma mesa constituem outros grandes atrativos. Adega Coletiva

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dezembro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 07 Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo Parque Mineiro de Aljustrel integra Plano para o Touring Cultural e Paisagístico No âmbito da consulta ao Município de Aljustrel, foi proposto destacar o Património Mineiro como recurso principal, gerador de diferenciação e em torno do qual se desenha a maior parte da estratégia de desenvolvimento turístico. A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo está a desenvolver um conjunto de Planos Estratégicos e Operacionais para o território, no sentido de estruturar, qualificar e inovar a sua oferta turística. O Plano Estratégico para o Touring Cultural e Paisagístico, em concreto, pretende vir a criar rotas culturais temáticas que contemplem dinâmicas etnográficas e histórico-patrimoniais e se articulem com as redes existentes de percursos naturais, promovendo e impulsionando assim a interação entre cultura e natureza, dois produtos com um relevante potencial turístico no Alentejo e no Ribatejo. No âmbito da consulta ao Município de Aljustrel, foi proposto destacar o Património Mineiro como recurso principal, gerador de diferenciação e em torno do qual se desenha a maior parte da estratégia de desenvolvimento turístico. A aposta neste domínio é oferecer uma proposta estruturada, concebida e definida de acordo com um guião pré-definido, assente num equipamento central e multifacetado, que centraliza o acolhimento e organiza a visita e a fruição do património disperso, num circuito diversificado. O Parque Mineiro de Aljustrel será a concretização desta aposta. Este Parque Mineiro deverá possuir um Núcleo Patrimonial que inclui: a Galeria Mineira de Algares, o Chapéu de Ferro, os malacates dos poços Viana e Vipasca e a Central de Compressores, a Chaminé da Transtagana, a Casa do Procurador, a Cementação e a Oficina Metalúrgica Romana. Para além disto existe ainda um conjunto de elementos patrimoniais que integram o Parque Mineiro mas que se localizam fora do Núcleo: os Bairros Mineiros, o Castelo e Ermida de N. Sra. do Castelo, o malacate e a Corta de S. João do Deserto, a Central Elétrica, o Povoado Romano de Vipasca, o Cerro da Mangancha e as Pedras Brancas. Existe ainda um conjunto de material circulante, don- de se destaca um conjunto de locomotivas, que deverão situar-se em local visitável e protegido a definir. Foram igualmente propostos outros recursos turísticos complementes, a saber: a Albufeira do Roxo; o Birdwatching/Campo Branco; o Enoturismo/Vinho da Talha (Ervidel); o Património Histórico - Cultura e Edificado (Messejana) e o Cante Alentejano/ Património Mundial UNESCO. Aljustrel pretende ainda integrar e afirmar de forma decisiva a iniciava Alentejo 4 All, contribuindo para que os diferentes agentes – alojamento, restauração e sítios de interesse e visitação – desenhem a sua ação e a estruturem num modelo de acessibilidade total, rompendo barreiras e potenciando esta marca inclusiva junto das pessoas. Universidade Sénior de Aljustrel N Alunos da USA Alunos da USA visitaram galeria de Algares permitiu reabilitar esta emblemática infraestrutura mineira, também conhecida como Poço 30, que se estende no subsolo da vila de Aljustrel por cerca de 500 metros. A visita foi guiada com o apoio de especialistas em minas designados pela EDM, nomeadamente o Eng. José Martins e o Dr. Pedro Carvalho, que desenvolveram explicações em torno do funcionamento da galeria, dos diferentes tipos de entivação, dos seus pontos de interesse geológico, bem com do seu enquadramento na história da mineração em Aljustrel. os dias 18 e 19 de novembro, cerca de 200 alunos da Universidade Sénior de Aljustrel, divididos em quatro grupos, tiveram a oportunidade de visitar a Galeria Mineira de Algares, projeto da responsabilidade da EDM - Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A. que Turismo

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08 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2015 Aljustrel Terra Natal Natal em todas as Freguesias Freguesias As comemorações do Natal este ano chegam a todas as freguesias do concelho, dinamizadas pela Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, associativismo, escolas e comércio local. Do vasto programa consta a música, teatro, animação de rua e muito mais… União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos A Messejana Iniciativas com o objetivo de animar o comércio local guns anos, no Mercado Municipal. Quem passa pelo mercado nos penúltimos sábados de cada mês, já se acostumou a assistir à animações musicais, que ali decorrem. Esta iniciativa tem como intuito de promover e dinamizar o comércio local, conta o apoio da Câmara Municipal de Aljustrel e da TLA Rádio. Natal é tradição E ste ano, em Messejana manteve-se a tradição do Natal. Entre os dias 12 e 20 de dezembro, a Junta de Freguesia de Messejana, com o apoio da Câmara Municipal, está a promover um conjunto de atividades para animar a vila. Às ruas decoradas e ao tradicional presépio na Praça 1º de Julho, foi montada uma tenda para servir de palco a espetáculos musicais com os artistas “Nelson e José”, Grupo Alentugas” e San- dra Elle. Como não podia deixar de ser também o cante Alentejano ao Menino foi interpretado pelos grupos corais Margens do Roxo de Ervidel; Cantares Feminino de Aljustrel e de S. João de Negrilhos, e até o Pai Natal chegou àquele local trazendo com ele a neve. A Igreja da Misericórdia recebeu os músicos do Conservatório Regional de Música do Baixo Alentejo para um Concerto de Natal. Os mais jovens, também não foram esquecidos e, além de brincarem no Insuflável Escorrega Super Divertido, puderam participar numa oficina de prendas de Natal. Um grande espetáculo de Fogo de Artificio iluminou para agrado de todos a Praça 1.º de Julho. No domingo, 20 dezembro, a Banda Filarmónica da SMIRA brindará todos os presentes com Concerto de Natal. União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos promove no dia 19 de dezembro, das 10h30 às 12h30, um espetáculo com músicas de Natal, tocadas ao saxofone e piano por Daniel Barão. Este evento decorre âmbito do projeto AnimaRua - Animação Musical de Rua, que a junta de freguesia realiza desde há al- Ervidel S. João de Negrilhos N Concerto de Natal da Orquestra Juvenil da SMIRA Instrução e Recreio Aljustrelense. Os jovens músicos trouxeram a Ervidel um reportório alusivo à quadra que encantou as muitas dezenas de pessoas que se deslocaram a este auditório, demonstrando, mais uma vez, que a música no Concelho de Aljustrel tem o seu futuro garantido. Paralelamente decorreu a já habitual Feira do Livro. E Mesa de Natal com produtos da terra da época, de qualidade e a bons preços, produzidos de forma tradicional, que venham a integrar as suas mesas de Natal. A iniciativa, que coloca em evidência os produtos agrícolas produzidos nesta freguesia, pretende ser um espaço onde os agricultores locais possam escoar os seus produtos, vendendo diretamente aos consumidores. o dia 12 de dezembro, o Centro Cultural de Ervidel recebeu o concerto de Natal da Orquestra Juvenil da SMIRA - Sociedade Musical de nglobado no programa de comemorações do Natal no Concelho de Aljustrel, a Junta de Freguesia de S. João de Negrilhos, com o apoio do Município de Aljustrel, dinamiza, no dia 19 de dezembro, mais uma edição do Mercado dos Produtos da Terra. Esta será mais uma oportunidade das pessoas da freguesia, e não só, comprarem produtos

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dezembro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 09 Natal festeja-se em todo o Concelho Terra Viva no Natal Sociedade A par dos presépios, das árvores de Natal, da iluminação e das decorações nas ruas e nas montras dos estabelecimentos comerciais, que embelezam e criam um ambiente mais natalício, a Câmara Municipal, as juntas de freguesia, as escolas, as instituições e as associações estão a promover variadíssimas atividades durante o mês de dezembro e até ao dia 9 de janeiro. E ste mês de dezembro e até ao dia 9 de janeiro, o espírito de Natal vai ser festejado um pouco por todo o concelho de Aljustrel. Diversas iniciativas estão a ser dinamizadas para dar um ar mais festivo a esta quadra natalícia. A par dos presépios, das árvo- res de Natal, da iluminação e das decorações nas ruas e nas montras dos estabelecimentos comerciais, que embelezam e criam um ambiente mais natalício, a Câmara Municipal, as juntas de freguesia, as escolas, as instituições e as associações estão a promover variadíssimas atividades durante o mês de dezembro e até ao dia 9 de janeiro. Em vários lugares do concelho estão a decorrer almoços solidários e de Natal para idosos e reformados, crianças e jovens, festas e concertos, desfiles de Pais Natal de mota, a cavalo ou de bicicleta, sessões de cinema e de teatro, exposições relacionadas com a época, ateliers criativos para ensinar a construir prendas e decorações natalícias bem como de culinária típica desta quadra, feiras dos produtos da terra e do livro e leitura de contos. E como Natal sem música não é Natal, estão previstos muitos espetáculos, animação de rua e cante ao menino. O cante alentejano não foi esquecido. As festividades de Natal terminarão com o cantar das Janeiras e, uma grande noite solidária com fados. Pai Natal Compras de Natal, são no Comércio Local Câmara Municipal lança Campanha de Dinamização do Comércio Local D Tombola no Mercado Municipal o dia 1 a 31 de dezembro, a Câmara Municipal de Aljustrel está a levar a efeito a campanha “Compras de Natal, são no Comércio Local”. Devido ao sucesso dos anos anteriores, a autarquia voltou a promover esta iniciativa que visa dinamizar e incentivar as compras no comércio local. Uma vez mais, esta ação destina-se aos estabelecimentos comerciais do concelho e a todas as pessoas com idade igual ou superior a 18 anos. Por cada 20 euros de compras efetuadas pelos clientes, o lojista deverá entregar um cupão de concurso. Assim, por cada múltiplo de 20 euros, deverá entregar um número equivalente de cupões. Os “canhotos”, com nome e contacto da pessoa concorrente, deverão ser depositados numa tombola selada, no Mercado Municipal de Aljustrel ou nos recetáculos colocados nas Juntas de Freguesia do Concelho. As pessoas concorrentes deverão guardar o “cupão”. O sor- teio dos prémios terá lugar no Mercado Municipal, em data e hora a indicar atempadamente pelo município. Os nomes dos sorteados serão publicados na página da internet da Câmara Municipal de Aljustrel, no prazo máximo de 5 dias úteis seguintes ao da realização do sorteio. Também no âmbito da Campanha de Dinamização do Comércio Local, a autarquia está a levar a cabo, pelo sexto ano consecutivo, entre os dias 14 de dezembro a 6 de janeiro de 2016, o Concurso de Montras Alusivas à Época Natalícia. À semelhança das edições anteriores, esta iniciativa tem igualmente como intuito promover, incentivar e dinamizar o comércio tradicional. O concurso está aberto a todos os comerciantes que possuam estabelecimentos comerciais em atividade no Concelho de Aljustrel. O tema das decorações deverá ser alusivo à quadra natalícia. As montras serão avaliadas a partir do exterior, por um júri, composto por um representante da Câmara Municipal de Aljustrel, um representante da Associação Comercial do Distrito de Beja e um especialista, com reconhecida competência técnico-profissional na área do vitrinismo. O júri terá em consideração a originalidade e criatividade, a harmonia e estética do conjunto, a iluminação, as cores, as formas e os materiais da decoração. A Câmara Municipal irá premiar as três melhores decorações de Natal. O vencedor do 1.º prémio será galardoado com um fim de semana em hotel, com pensão completa. Aos vencedores dos 2.º e 3.º prémios será oferecido, respetivamente, um vale de 50 euros e um de 25 euros para refeição em restaurante do concelho. Todos os participantes receberão o correspondente diploma de participação. Os resultados finais dos concursos serão divulgados, a partir do dia 11 de janeiro no sítio da Câmara Municipal de Aljustrel em www.mun-aljustrel.pt.

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10 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2015 Administração direta Uma Câmara com rostos A Obras s intervenções da Câmara Municipal no modelo de administração direta são da responsabilidade da divisão técnica do município. As obras são realizadas aplicando meios próprios, ou adquiridos para o efeito, e que se destinam ao seu imobilizado. São exemplos destes trabalhos as pequenas intervenções urbanísticas, os ramais de águas e esgotos, trabalhos de jardinagem, construção civil, eletricidade, serralharia e carpintaria, entre outros, bem como algumas intervenções de maiores dimensões. Manutenção de espaços verdes Reposição de calçada no Estádio Municipal Reposição de calçada em passeio Manutenção de espaços verdes em Ervidel Reparação de rotunda no Bairro Azul Serviços de manutenção no Cemitério Municipal Manutenção espaços verdes Largo Sindicato Reparação beirado na Rua Vasco Gama n.º 1 Limpeza e Manutenção ETAR Montes Velhos Reposição de pavê Reparação de logradouro Reposição de massas asfálticas em arruamentos Reforço de corrimão Reabilitação de edificio do antigo lar da 3.ª idade em Aljustrel Sinalização horizontal no Bairro de S. João Manutenção de espaços verdes no Estádio Municipal Reposição pavê na Rua de S. Pedro Manutenção espaços verdes na Avenida 1º Maio Limpeza de bermas e valetas Manutenção espaços verdes na Rua de St.ª Bárbara em Aljustrel Montagem da Vin&Cultura 2015 Reposição massas asfálticas Limpeza e Manutenção da ETAR de Rio Moinhos Reposição de pavê na Rua Antero de Quental

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dezembro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 11 Intervenções previstas em todas as freguesias Plano de asfaltamento prossegue Os trabalhos passam pela colocação de misturas betuminosas a quente, com utilização comum na construção de estradas, pela marcação horizontal (linhas e guias) e colocação de sinalização vertical (sinais de trânsito), entre outros. Rio de Moinhos Em Rio de Moinhos vão ser efetuados trabalhos de pavimentação de arruamentos, na Rua do Cantinho da Ribeira, nas Ruas 1, 2, 3 e 4 junto à casa Mortuária, Rua da Adega, Rua do Centro Comunitário e Travessa do Largo. Prevê-se o início destes trabalhos em Janeiro de 2016 Pavimentações em Aljustrel 2015 SP - Sinalização EM527 Entrada Ervidel Pavimentação de arruamentos em Ervidel Pavimentação de estacionamento junto ao Centro de Formação de Aljustrel, prevendo-se o início deste trabalho em Janeiro de 2016. Reparação de pavimento nas zonas degradadas da EM526, que se encontram em fase inicial de preparação de caixa, prevendo-se a sua conclusão em 2016. Pavimentação da EM527 à entrada de Ervidel Pavimentação na EM 1228 em S. João do Deserto Pavimentação em arruamento em Messejana - Protocolo com a Junta de Freguesia Sinalização da EM527 à entrada de Ervidel Obras O Mu nicípio de A ljustrel tem em curso um Plano de asfa lta mentos que se estende a todo o concelho. Algumas destas intervenções já foram concluídas, outras estão em execução ou em projeto. Os trabalhos passam pela colocação de misturas betuminosas a quente, com utilização comum na construção de estradas, pela marcação horizontal (linhas e guias) e colocação de sinalização vertical (sinais de trânsito), entre outros. O município de entende que todas as intervenções de reabilitação urbana devem ser desenvolvidas de forma integrada, racionalizando recursos e evitando intervenções dispersas que possam revelar-se contraditórias.

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12 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2015 Foto de Aljustrel - 1907 Velas ao vento História dos moinhos de Aljustrel Em redor da vila de Aljustrel existiram cerca de 15 moinhos de vento. A grande maioria já desapareceu e os restantes encontram-se ao abandono. Uma das exceções é o Moinho do Maralhas. Situado numa elevação a sul da povoação de Aljustrel (Cabeço da Forca), ao visitá-lo, além de poder admirar este exemplar, recentemente recuperado, em funcionamento, pode ainda abarcar uma bela panorâmica de toda a vila. O Moinho do Maralhas e o Moinho do Coxo serão muito em breve adquiridos pelo Município de Aljustrel. O moinho deve o seu nome, provavelmente, ao seu proprietário de finais do séc. XIX. Posteriormente, já nos anos 40/50 do séc. XX foi conhecido por Moinho do Chico Moleirinho (proprietário desse tempo). Terá funcionado até aos anos 70 com outro moleiro. A Câmara Municipal restaurou este moinho inicialmente em 1989 e posteriormente em 2011. Em frente a este moinho situa-se o moinho do Malpique, conforme vem referido nos mapas mais antigos, que deve ter trabalhado até aos anos 40 do século passado, sempre com aquele aspeto de abandono pois nunca foi rebocado nem caiado, encontrando-se atualmente em ruinas. O Arquivo s Moinhos são um testemunho vivo dos antigos processos de moagem. Na Europa, o mais antigo de moinho de vento conhecido trabalhava em Inglaterra em 1185. Em Portugal, a existência de moinhos de vento aparece pela primeira vez num documento de 1303, contudo, é de admitir que a sua introdução tenha sido anterior a esta data. Com o aparecimento de no- vas tecnologias de moagem, estes moinhos foram sendo esquecidos, deixados ao abandono e à indiferença. Muitos dos moinhos ainda existentes têm vindo a ser recuperados para habitações particulares ou como pontos de interesse turístico. No entanto, é ainda possível encontrar alguns em funcionamento, podendo-se neles observar o processo de moagem tradicional de cereais. Os moinhos são hoje considera- dos Património Cultural por serem um testemunho das antigas moagens e pela sua arquitetura característica. Situam-se, geralmente, em pontos alto ou em terrenos planos e abertos, de modo a adaptarem-se aos ventos, por meio do seu sistema de cúpula rotativa. Em redor da vila de Aljustrel existiram cerca de 15 moinhos de vento. A grande maioria já desapareceu e os restantes encon- tram-se ao abandono. Uma das exceções é o Moinho do Maralhas. Situado numa elevação a sul da povoação de Aljustrel (Cabeço da Forca), ao visitá-lo, além de poder admirar este exemplar, recentemente recuperado, em funcionamento, pode ainda abarcar uma bela panorâmica de toda a vila. O Moinho do Maralhas e o Moinho do Coxo serão em breve adquiridos pelo Município de Aljustrel. Moinho do Maralhas - Aljustrel (atualidade)

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dezembro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 13 CRONOLOGIA • Na Europa, o mais antigo de moinho de vento conhecido trabalhava em Inglaterra em 1185. • Em Portugal, a existência de moinhos de vento aparece pela primeira vez num documento de 1303 • Em 1182 há notícias de um moinho de vento de eixo horizontal na região de Lisboa que foi doado ao Mosteiro de S. Vicente de Fora. • Em 1262 teria existido um moinho de vento de eixo horizontal em Infonte, no termo de Óbidos como é referido no Tombo das Propriedades do Mosteiro de Alcobaça. • Em 1386 terá tido lugar a construção do moinho de maré de Aldeia Galega e do moinho de maré do Montijo. • Em 1403 D. Nuno Álvares Pereira (13601431) mandou construir o moinho de maré de Corroios e os frades carmelitas promoveram a construção de alguns moinhos de maré na margem sul do Tejo. • No século XVI o milho foi trazido das Américas pelos espanhóis, aparecendo em Portugal por volta de 1515 e 1520, respetiva mente em Coimbra e no Norte. Foi muito bem aceite, estando o seu cultivo, já no séc. XVII, generalizado em todo o país. • ‹Em 1552, havia cerca de 800 atafonas em Lisboa que moíam anualmente cerca de 44560 moios de trigo, sendo as atafonas domésticas responsáveis pela moagem de 10000 moios. • No séc. XVII assistimos à difusão do moinho de torre em Portugal e à construção dos primeiros moinhos de vento nos Açores. • No séc. XIX foram modificados, ou mesmo substituídos, moinhos de rodízio por azenhas. Em meados do século, nos EUA e Austrália, usava-se o moinho de vento de armação para tirar água. No fim do século começava o declínio da utilização dos moinhos de vento, o que se estendeu ao séc. XX. • Em 1960 ainda havia cerca de 5000 moinhos de rodízio em Portugal e em 1968 havia 10000 moinhos em funcionamento em Portugal, sendo 3000 de vento e 5000 de água. www.arteaovento.com.pt Moinho do Maralhas - Aljustrel panorâmica (atualidade) Sementeira PROJECTO “DO GRÃO AO PÃO” E Moinho do Maralhas, interior - Aljustrel (atualidade) ste projeto educativo, da responsabilidade do Museu Municipal de Aljustrel, pretende mostrar, através de atividades lúdicas e educativas, todo o processo tradicional de confeção do pão, desde a sementeira, até à moagem do trigo e transformação da farinha, ingrediente essencial no fabrico do mes- mo e base da alimentação alentejana. Esta atividade levou as crianças a participar na monda, ceifa, moagem do grão (no Moinho do Maralhas) e execução de pão artesanal, de forma a que pudessem perceber os diversos trabalhos envolvidos no fabrico do pão.

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14 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2015 Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos Aljustrel irá cadastrar as redes de águas e saneamento Ambiente O município propõe-se realizar o levantamento, validação e homogeneização de informação cadastral das redes de águas e saneamento em baixa no município, segundo um modelo de dados comum, com vista à sua integração num sistema de informação geográfica, recorrendo a informação recolhida em software específico para o efeito, com vista a facilitar a gestão destas redes em tempo real. Mu nicípio de Aljustrel apresentou uma candidatura designada “Elaboração de cadastro das infraestruturas existentes de abastecimento de água e saneamento de águas residuais em baixa no Município de Aljustrel”, ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos. Para o efeito, a autarquia definiu que seria necessário o cumprimento de quatro pressupostos para a realização da operação, a saber: O realização de atividades de recolha e tratamento de informação; inserção da informação recolhida em ambiente SIG; aquisição de software para gestão da informação recolhida e assistência técnica. Na prática, o município propõe-se realizar o levantamento, validação e homogeneização de informação cadastral das redes de águas e saneamento em baixa no município, segundo um modelo de dados comum, com vista à sua integração num sistema de informação geográfica, recorrendo a informação recolhida em software específico para o efeito, com vista a facilitar a gestão destas redes em tempo real. Da operação resultará no futuro um maior conhecimento das infraestruturas e capacidade para identificar rapidamente quais as reais necessidades de expansão, reabilitação e reparação das mesmas, facilitando, igualmente, a gestão das infraestruturas e os processos de tomada de decisão, contribuindo para o aumento da eficiência dos sistemas e a melhoria da qualidade dos serviços prestados. Reparação de rotura em Aljustrel Projeto-piloto Microgeração Município vai instalar sistema de iluminação pública LED O Eco Aljustrel ção da poluição luminosa, através do correto aproveitamento da luz emitida. O projeto visa, preferencialmente, a substituição de luminárias convencionais em fim de vida útil, não havendo do município qualquer investimento inicial. A aplicação da tecnologia LED permitirá não só uma poupança adicional, como também um retorno do investimento. Município de Aljustrel tem em curso um projeto-piloto de substituição de luminárias de Iluminação Pública com tecnologia convencional por luminárias com tecnologia LED. Esta intervenção tem por objetivos a redução da fatura mensal de energia elétrica, paga pela autarquia, em iluminação pública; a utilização de tecnologia de menor impacto ambiental e a diminui- Município será parceiro em pequena produção de energia elétrica fotovoltaica A té dia 21 de dezembro de 2015, decorre uma hasta pública para arrendamento da cobertura dos edifícios que integram o domínio privado do Município de Aljustrel, para a instalação de unidades de pequena produção de energia elé- trica fotovoltaica, conforme as mesmas se encontram definidas no Decreto-Lei n.º 153/2014 de 20 de Outubro. O arrendamento será atribuído ao concorrente que apresentar o valor de renda anual mais elevado, sendo o preço base de licitação de 6 mil euros. A energia solar fotovoltaica é a designação do processo de transformação da luz solar em energia elétrica. É uma transformação que ocorre por meios de células solares integradas em painéis fotovoltaicos. A microgeração fotovoltaica consiste na produção de energia elétrica através de instalações de pequena escala usando painéis solares fotovoltaicos que captam a energia do Sol e a convertem em energia elétrica. A energia produzida é vendida à rede mediante o recebimento de uma verba previamente estabelecida, possibilitando retorno ao proprietário da instalação de microgeração. Em favor do IPO E Aljustrel associa-se à campanha nacional de recolha de pilhas e baterias usadas Ambiente o 7.º Peditório Nacional de Pilhas e Baterias Usadas. Esta campanha promovida pela Ambilital, em parceria com a Ecopilhas, destina-se à recolha de pilhas e baterias usadas, até ao dia 31 de dezembro, cujo proveito irá reverter a favor do IPO, através da oferta de um aparelho de tratamento para os doentes oncológicos. Segundo a Ambilital: “num momento em que os recursos são mais limitados e o setor social sente maiores necessidades, é gratificante testemunhar o empenho ste Natal vai decorrer em Aljustrel, bem como em Alcácer do Sal, Ferreira do Alentejo, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, ou seja nos municípios associados à AMAGRA – Associação de Municípios Alentejanos para a Gestão Regional do dos cidadãos no apoio a esta causa social e ambiental. Para participar basta colocar no pilhão as pilhas e baterias usadas de lanternas, relógios, rádios, comandos, de equipamentos, brinquedos, máquinas fotográficas, telemóveis, computadores, ferramentas elétrica, entre outras”. A Ambilital pretende assim com esta iniciativa “contribuir para a divulgação do peditório junto dos cidadãos e para a recolha das pilhas e baterias usadas. Nas edições anteriores deste peditório na- cional, a Ecopilhas recolheu mais de 22 milhões de unidades. Participe, coloque as pilhas e baterias usadas num pilhão perto de si e ajude a Ecopilhas e a Ambilital a ajudar.

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dezembro 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel Struckflex/Pronal - fachada da fábrica 15 Strucflex/Pronal Empresa francesa já está a produzir A empresa Strucflex/Pronal, especializada em produtos de borracha, iniciou, no passado mês de setembro, a sua atividade em Aljustrel. A abertura desta unidade de produção industrial, com capitais franceses, é o culminar de um processo que arrancou há cerca de um ano. Por enquanto estão já a laborar 18 funcionários, e a empresa tenciona contratar mais pessoal dentro dos próximos meses. Nesta rubrica dedicada ao empreendedorismo, estivemos à conversa com Francisco Parreira, natural de Aljustrel, 57 anos, com 41 anos de casa, e atualmente diretor-adjunto de produção, perito técnico e formador na Pronal, em França. nacional, e quase a nível internacional, cria e produz produtos derivados da borracha, dirigidos às indústrias aeronáutica, defesa, ambiente, energia, vidreira, mecânica e segurança, nomeadamente reservatórios de água de grandes dimensões, recipientes de transporte de materiais pesados, equipamentos de elevação flexíveis, estabilizadores, e muitos outros produtos específicos realizados à medida, na sua maioria patenteados. Não se trata de uma indústria poluente, visto que só vulcanizam dentro de um autoclave que produz vapor. A borracha só polui quando é queimada, o que não é o caso neste processo. O material vem diretamente de França para ser transformado em peças de diferentes tamanhos. Nestes últimos meses, após um período de adaptação e de formação, os trabalhadores já estão a manufacturar uma vasta gama de produtos em borracha, tão diversificados como compensadores (USTP) para banhos de óleo; almofadas com múltiplas utilizações nomeadamente para levantar aviões, obturadores para impedir esgotos de serem derramados na natureza; cilindros para centrais nucleares, etc. Neste momento, cerca de 90% do trabalho da Strucflex/Pronal é realizado manualmente. Atualmente, a empresa emprega 18 pessoas e pensa vir a recrutar mais 20 até fevereiro de 2016. A média de idade dos trabalhadores está situada entre os 30 e os 35 anos, sendo cerca de 60% do sexo masculino e 40% do sexo feminino. Logo que os problemas de energia elétrica forem resolvidos, que todas as máquinas estejam instaladas e que o autoclave comece a vulcanizar a borracha, a empresa poderá entrar em pleno funcionamento. Nessa altura, deverá recorrer a mais mão-de-obra. Dentro de quatro anos, prevê ter ao seu serviço cerca de 80 a 100 pessoas. Nesta fase, os produtos fabricados em Aljustrel, são encaminhados para França que os comercializa no mundo inteiro. “Quiçá, um dia, a unidade de produção de Aljustrel possa vir a vender os seus produtos diretamente para as empresas nacionais, como é o caso da Almina, que já compra material à Pronal França, afirmou Francisco Parreira, que reconhece e agradece o empenho da autarquia em todo este processo de instalação da Strucflex. Segundo este responsável, a Strucflex tem grandes probabilidades de crescer e tornar-se numa grande unidade de produção. Formação em contexto de trabalho C onforme demos conta num boletim municipal anterior, o contrato para a instalação da Pronal em Aljustrel foi assinado no dia 16 de abril deste ano. Desde então, com o apoio do município, a empresa desdobrou-se em contactos e reuniões com diversas entidades, nomeadamente IEFP, CCDR, IAPMEI, entre outros, a fim de obter todos os apoios necessários, em áreas como a formação de pessoal, incentivos à contratação, apoios comunitários e licenciamento industrial, para o arranque da atividade em Aljustrel. Apesar da burocracia complicada que a Pronal teve de superar, o processo foi relativamente rápido para esta empresa, que após ter fechado a sua unidade de produção na Tunísia, devido à instabilidade política neste país, tinha urgência em continuar a manufacturar os seus produtos. A razão da instalação em Portugal deve-se ao facto de Francisco Parreira ter sugerido o nome da sua terra, Aljustrel, como local ideal para a relocalização da fábrica, e de aqui terem encontra- do excelentes condições para se fixarem. Esta unidade de produção industrial, que presupõe um investimento de mais de 1 milhão de euros, estabeleceu-se, na localização da Mancoca, numa área de 3,6 hectares, junto ao nó de Aljustrel da A2, que faz parte de um total de 40 hectares classificado como zona empresarial e logística no âmbito da última revisão do PDM- Plano Diretor Municipal. A Pronal, líder no mercado PERFIL Nome - Francisco Parreira Naturalidade – Aljustrel Idade - 57 anos Residência - França Empresa – P  ronal 41 anos (desde 1974) Funções - D  iretor-adjunto de produção, perito técnico e formador Vista geral da fábrica Trabalhos em curso Empreendedorismo

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