Revista Jornal Empresários Dezembro 2015

 

Embed or link this publication

Description

Revista Jornal Empresários Dezembro 2015

Popular Pages


p. 1

® do Espírito Santo ANO XVII - Nº 192 www.jornalempresarios.com.br DEZEMBRO DE 2015 - R$ 4,50 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Os problemas enfrentados por quem compra apartamento vão desde rachaduras nas paredes até “gambiarra” nas instalações hidráulicas Governo quer imóvel com qualidade Empresas terão de cumprir padrões compatíveis com as da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Página 7 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Preços chegam ao céu no aeroporto. Um pão de queijo custa R$ 5,00. Página 3 FOTO: DIVULGAÇÃO Cobra D´água já conta com 12 mil pontos de vendas e Lucas Isoton agora investe em loja virtual. Página 9 FOTO: BANCO DE IMAGENS JE Donos de pequenos negócios estão menos confiantes. Página 10

[close]

p. 2

2 DEZEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 16 ANOS ANDREA CAPISTRANO CAMARGO RIBEIRO conhecimento de que existe punição ao dano causado a outrem se deu com a Compilação das Leis no Código de Hamurabi, em aproximadamente 1700 a.C. A noção de que o malfeitor deveria ser penalizado pelo dano que ocasionou estava estampada na Lei de Talião trazida no referido código que ditava o preceito “olho por olho e dente por dente” , cuja gravidade do dano gerava a mesma gravidade da pena. Falar na aplicação de tal premissa, entretanto, seria inconcebível no mundo moderno. Como que em resposta aos novos tempos, a sociedade passou a exigir um mecanismo justo que protegesse o individuo dos danos ocasionados por aquele que cometesseatoilícito,prevendoalgoquecompensasse o individuo por tal lesão. O instituto da “responsabilidade civil” surge, dessa forma, para restituir o equilíbrio perdido, prescrevendo a punição para o dano moral ou material sofrido. Essa responsabilização passou por várias mudanças e vários estudos até chegar às teorias da responsabilidade civil que hoje regem a jurisprudência. A responsabilidade civil por dano está presente também em casos de acidente de trabalho, surgindo no Direito brasileiro primeiramente com o Decreto-Lei nº 7.036 - de 10 de novembro de 1944, quando se tratou de normatizar as regras atinentes à indenização pela ocorrência de acidente na empresa ou a serviço desta. A partir daí, o acidente sofrido pelo empregado a serviço do empregador pas- Acidente do trabalho: sem culpa, sem indenização O sou a ser passível de indenização. Quando falamos da responsabilidade civil em acidente de trabalho estamos falando, portanto, da reparação em dinheiro pelo dano causado ao funcionário. Mas a ocorrência do dano por acidente de trabalho não basta para que a empresa seja obrigada a pagar quantia em dinheiro. É preciso à cumulação de três outros requisitos além do dano: i) a conduta humana em desacordo com a lei (ato ilícito), ii) a intenção de agir ou falta de cuidado (dolo ou culpa) e iii) a ligação entre a empresa e o dano moral ou material efetivamente sucedido (nexo causal) , pois incide a chamada Teoria da Responsabilidade Subjetiva. Tal teoria faz com que seja necessária a existência do dolo ou culpa do empregador, ou seja, a necessidade de que o empregador tenha intencionalmente ou por falta de cuidado contribuído para o acidente para a empresa ser responsabilizada. Essa premissa está fundamentada na Constituição Federal, art. 7º, XXVIII ao preceituar: Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa (grifo nosso). Ao se falar de indenização referente a qualquer dano em acidente de trabalho, portanto, há de se verificar se a empresa cumpriu a lei que lhe era cabível, agiu com diligência e cuidado ou se houve a total fatalidade ou culpa do próprio funcionário para a ocorrência do acidente , quando nesse último caso a empresa não será responsabilizada. Isso é fundamental, pois só haverá indenização ao empregado acidentado se a empresa participou para a causa do acidente. O que muitas vezes não acontece. Daí a importância do cumprimento não só de toda a legislação trabalhista para se evitar o acidente de trabalho, como a importância da formalização (documentação) de todo esse cumprimento para se evitar arcar por um ato que não decorreu de sua falha, pois não basta cumprir a lei, é necessária a comprovação do seu cumprimento. Um trabalho de advocacia preventiva pode não só identificar os pontos falhos da empresa para melhora-los, como também criar procedimentos de documentação, para que toda a legislação trabalhista seja cumprida e esteja cristalina aos olhos da justiça. Assim, se evitará acidentes, melhorando a vida do trabalhador e se evitará indenizações incabíveis, contribuindo para a empresa que não deu causa ao acidente. 1 Existem situações, entretanto, que o requesito dolo ou culpa não necessita de estar presente (Teoria da Responsabilidade Objetiva), como no caso de empresas de material nuclear/ radioativo; emprega- EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Walter Conde Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Angela Capistrano Camargo Cabral Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 dor público, nos casos de dano ambiental, dentre alguns outros, previstos na Constituição Federal. Já a legislação infraconstitucional prevê a incidência de responsabilidade objetiva: (i) nas empresas de transporte e (ii) nas hipóteses do 927, parágrafo único do Código Civil, que prevê a atividade de risco em razão da natureza da atividade. Nesses casos não importa se a empresa agiu com cuidado ou zelo. Na existência do dano, do ilícito e do liame entre ambos a empresa será responsável pela indenização. 2 Essa contribuição pode ser, por exemplo, não ter fornecido EPIs necessários, não ter feito treinamento exigido para a função, ter obrigado o trabalho extraordinário além do permitido reiteradamente, etc.. 3 Como no caso de quando a empresa concede o EPI, fiscaliza a sua utilização, concede toda orientação sobre a importância do uso dos equipamentos de segurança, mas mesmo assim o funcionário (que acha estar seguro sem o equipamento) opta por não usa-lo porque é pesado ou quente e acaba se machucando. Nesse caso, a empresa não seria responsável civilmente pela reparação do dano, já que a culpa foi exclusiva da vítima do acidente. ■ Andrea Capistrano Camargo Ribeiro Mestre em Direito Constitucional, Especialista em Advocacia Empresarial, Pós-graduada em Ciências Jurídicas, Advogada da Camargo & Camargo Advogados Associados EUSTÁQUIO PALHARES ara que serve um banco? Em tese para “guardar” dinheiro, desde que não se faz como em priscas eras (priscas eras?) dos nossos avós, nos cofres ou colchões. Que outra serventia tem um banco? Bem, ele é depositário dos pagamentos do extenso rol de obrigações e contas que o cidadão deve operar na sua rotina. Ok, então ele é um depositário e guardador. Que mais faz um banco? Empresta dinheiro? Bem, nos “antigamente” (voltando às priscas eras) realmente ele se valia da guarda do dinheiro alheio e como todos os depositantes nunca pegariam seus depósitos ao mesmo tempo, ele emprestava para terceiros, cobrava o aluguel do dinheiro em forma de juros e, com o tempo, até passou a remunerar os depositantes. Nunca, claro, ao mesmo valor que cobrava para usar o dinheiro alheio. Chamava-se e chama-se a isso “spread” , a diferença entre o que ele paga ao depositante e o que cobra do tomador. Por isso, por ser um instrumento tão prosaico e banal em nossa vida moderna não há como se pensar em uma vida sem banco. Ah, eles também movimentam a economia ao emprestar dinheiro tanto para o consumo – veja-se aí A verdadeira agiotagem está ameaçada P a farra dos créditos diretos aos consumidores – ou à produção, financiando o caixa das empresas para que elas paguem seus compromissos enquanto não realizam suas receitas, recebem suas faturas. Aqui, somos menos verdadeiros. Banco no Brasil (não é o do Brasil) não “gosta” de emprestar dinheiro. Quando o faz é a juros que constrangeria um agiota mais escrupuloso. Por que banco não empresta dinheiro regularmente se esse é um dos propósitos teóricos de sua existência, para além da guarda da pecúnia alheia? Porque banco no Brasil faz dinheiro emprestando para o Governo Federal. Quando o Governo Federal pratica as maiores taxas de juros do planeta, qual a razão para o banco arriscar-se a financiar um ousado empreendedor que busca implantar uma indústria, expandir sua fábrica, ampliar sua capacidade de estocagem, enfim a investir em intervenções produtivas de longo prazo sempre suscetíveis às variações do mercado e – no Brasil, país pouco sério – às instabilidades dos marcos legais e legislações que regulam suas atividades? Muito melhor comprar Selic, emprestar para o Governo, não se preocupar com absolutamente nada e depois de um ano retomar o capital - em tese, na verdade é pelo prazo de resgate de cada papel – acrescido de juros, hoje, de 14,5%? Imagine que você conseguisse buscar no mercado internacional US$ 100 milhões e comprasse papéis do Governo. Sem atribulação alguma, sem greve, sem gargalos de infraestrutura, sem variações conjunturais da economia, receberia US$ 114,5 milhões ao cabo de um ano. Com os preços das commodities despencando, petróleo, inclusive, só tráfico de cocaína promete ser negócio melhor. Por isso banco, no Brasil, vive de emprestar dinheiro para o Governo cobrir seu déficit crônico, seu, como os jornais repetem à exaustão, “desequilíbrio fiscal” , despesas maiores que receitas. E não quero me estender aqui no que julgo ser a imoralidade do que se denomina eufemisticamente superávit primário, dito “saldo para pagar a dívida publica” . Nas contas primárias não se contabiliza o que o Governo deve pagar aos bancos. Então todo o saldo dessas contas é o que será pago aos bancos e investidores nos papéis públicos, comumente muito mais do que o Governo aloca no orçamento para gastar/investir em saú- de, educação, transporte, saneamento, para ficarmos apenas nos indicadores básicos da qualidade de vida e atendimento a uma cidadania que justifique a existência do próprio Estado. Na verdade essa é a verdadeira pedalada. O Governo pega com os bancos o que precisa para completar a receita dos impostos. E emite título novo para pagar título vencendo ou cobrir novos déficits. Bem, economistas e especialistas que desculpem o didatismo tosco mas esse texto é dedicado a quem não é do ramo. E seu propósito é mostrar porque no curso ou a reboque da maravilhosa revolução produzida pela tecnologia da informação, a existência dos bancos está em xeque, assim como o do sistema hoteleiro com o Airbnb, o serviço de taxis, com o Uber, o comércio varejista com o Alibaba, o comércio de livros com a Amazon, a própria mídia, com as redes sociais, enfim. Desde que o dinheiro é há muito tempo uma moeda escritural, logo, virtual, onde pode ser guardado? Voltamos na próxima edição. ■ As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

[close]

p. 3

16 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2015 3 No aeroporto, preços chegam ao céu Sem qualquer tipo de fiscalização e sem concorrência os comerciantes cobram preços abusivos dos consumidores comum os viajantes que cumprem o ritual de comparecer ao aeroporto pelo menos uma hora antes do embarque terem fome ou sede durante o tempo de espera. Sem mais opções, muitos deles recorrem às poucas e caras opções das lanchonetes instaladas no saguão e na sala de embarque. Ali, uma simples garrafa de 500 ml de água, por exemplo, custa R$ 5,00 enquanto a mesma unidade pode ser adquirida por R$ 1,19 em um supermercado de Vitória. Uma sacola com seis pães de queijo na lanchonete, localizada no Tiffany Center, na Praia do Canto, custa R$ 4,00. No aeroporto, se o viajante estiver com fome, uma opção básica seria um pão de queijo de R$ 5,50 com um café expresso de R$ 5, combinação que chega a surreais R$ 10,50. Em uma padaria, a dupla custaria aproximadamente R$ 6,50, com o café custando R$ 3,50 e o pão de queijo a R$ 3. Os preços não agradam em nada aos frequentadores do aeroporto, sobretudo se comparados à qualidade e variedade dos produtos, consideradas insuficientes. A professora e empresária Nina Zogbi viaja pelo menos uma vez por mês e consome alimentos no aeroporto com fre- É quência, já que chega com antecedência ao embarque. “Pude observar, nas últimas ocasiões, preços abusivos para o cafezinho e para o pão de queijo. Em geral, os cafés são de péssima qualidade, fervidos, amargos e sem sabor. E os alimentos não apresentam nenhum destaque positivo” , descreveu. O gerente do Procon de Vitória, Carlos Magno Pimentel Junior, ressaltou que alguns fatores devem ser levados em consideração na hora de definir os preços justos de um produto. “Se o comerciante não estivesse dentro do aeroporto, o preço seria menor, já que as despesas para um comércio se manter dentro de um aeroporto são enormes” , considerou. Ele também apontou que a falta de concorrência também é um fator que eleva os preços. Entretanto, Carlos Magno reforça que a formação de cartel, quando comerciantes combinam que cobrarão os mesmos preços pelas mercadorias, é ilegal e cabe denúncia ao Procon e ao Ministério Público. O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES), Eduardo Araújo, apontou, ainda, outro motivo para os preços elevados: a aglomeração de pessoas dispostas a consumir. “É como comparar o preço da cerveja em FOTO: ANTÔNIO MOREIRA um estádio de futebol, onde as pessoas estão dispostas a consumir. Há um excesso de procura e isso faz com que aumente a rentabilidade dos comerciantes” . O preço dos alimentos no aeroporto pode significar, ainda, uma armadilha para quem tanto economizou no preço da passagem aérea. De acordo com Araújo, é preciso analisar se possíveis conexões ou se o próprio horário do voo exigirá que o passageiro se alimente no aeroporto, o que já vai representar um acréscimo no gasto da viagem. “A pessoa economiza no preço da passagem, mas se não se programar e precisar almoçar no aeroporto, pode haver um No aeroporto de Vitória, um pão de queijo custa R$ 5,00 acréscimo de pelo menos 30% da despesa com a passagem, só por conta da alimentação” , apontou. Para driblar os preços exorbitantes, ele recomenda que os viajantes lancem mão da boa e velha marmita. “Levando sua própria comida, o passageiro consegue uma qualidade alimentar maior. Em vários aeroportos, muitas vezes não se encontra alimentos como frutas e, quando há, o preço é elevado. Uma salada de frutas pode ser feita em casa por até 10% do preço que se paga nesses lugares. O melhor mesmo é se programar e levar, se puder. É saudável para si e para o seu bolso” , recomendou. Sobre o assunto, a administração do Aeroporto de Vitória esclareceu, por meio de nota, que a concessão pública para os espaços cedidos pela Infraero dentro do aeroporto é realizada através de licitação e que os preços dos produtos vendidos são de responsabilidade de cada empresa. Informou, ainda, que existe um projeto em andamento que visa a implantação de lanchonete com preços controlados. ■

[close]

p. 4

4 DEZEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 16 ANOS JANE MARY DE ABREU Ainda dá tempo de ser feliz S e somos seres espirituais passando por uma experiência material, é claro que o tempo dedicado às coisas da alma precisa ser maior do que com as coisas do mundo material. É isso que está acontecendo no mundo de hoje? Qualquer um percebe que estamos andando na contramão da espiritualidade, envolvidos quase 100 por cento com banalidades. Viemos a este planeta para realizar os anseios da nossa alma, mas não estamos fazendo isso. Ficar grudado no celular traz algum conforto para a alma? Uma conversinha rápida com Deus na hora de dormir é suficiente para conquistarmos a paz que queremos? Todo mundo sabe a resposta e mesmo assim continuamos dando ênfase ao material em detrimento do espiritual. O resultado é isso que a gente está vendo hoje – pessoas andando pelas ruas completamente sonâmbulas, sem saber para onde estão indo, com uma enorme tristeza estampada no rosto. Os olhos denunciam a infelicidade que aumenta numa velocidade incrível. Os índices altíssimos de infelicidade podem ser compro- vados a partir da explosão de vendas do Rivotril. Ele é o campeão absoluto de venda no mercado das drogas. E o mais surpreendente é que os consumidores dessa droga não acham que fazem parte do contingente dos viciados em crack, cocaína... No fundo é a mesma coisa, a mesma infelicidade... almas gritando de forma diferente por um pouquinho de amor. A diferença é que tem gente tombando nas ruas, abandonadas por suas famílias, e gente tombando dentro de lares aparentemente perfeitos. Se as estatísticas oficiais contabilizassem os viciados no Rivotril, acho que poucos escapariam de serem tachados como dependentes químicos. E por que as pessoas estão literalmente perdidas? Porque perderam a conexão com a alma, não sabem quem são, não sabem o que vieram fazer neste planeta e nem para onde estão indo. Se não se conhecem, também não conhecem Deus. Se não conhecem Deus, se estranham, se agridem e se matam. Estão com os olhos voltados permanentemente para fora, em busca de mais e mais superficialidades, na tentativa inú- til de preencher o gigantesco vazio que existe em seus corações. As festas de casamento são um exemplo disso. As pessoas hoje perdem dois anos na preparação delas. Gastam-se fortunas para exibir uma felicidade que a gente não encontra nos olhos de quem as promove. Conheço famílias que venderam até apartamentos para bancar uma festa de casamento! Passaram a viver de aluguel... Outras fizeram financiamento em banco...Entre um rivotril e outro, entre um psiquiatra e outro, o evento vai sendo montado, custe o que custar, importante é ostentar uma felicidade que não existe. Dois anos de vida são perdidos nessa ilusão. E quando a gente acha que a futilidade vai passar com a saída do último convidado da festa, surge a gravidez da noiva e começa a preparação de um novo mega evento. Os bebês agora só se vestem em Nova Iorque ou Miami... a decoração do quarto envolve decoradores renomados... o que era para ser um acontecimento natural - um novo ser espiritual chegando para uma experiência material - vira outro grande evento, que vai de novo consumir todo o tempo dos envolvidos e adiar a felicidade deles. E assim o espiritual vai sendo deixado para depois... para quando o casamento passar... para quando o bebê nascer... para quando a criança for para a Disney... para quando o jovem se formar... para quando ele se casar, dando início a um novo ciclo de supremacia do mundo material sobre o espiritual. Chega um momento, no entanto, que o Universo faz uma intervenção dramática, não com o objetivo de nos punir, mas para nos despertar. Aparece então uma doença grave, uma perda ou um acidente de grande proporção. Se uma doença pudesse falar, o texto seria mais ou menos assim: “acorda, é hora de pensar no essencial, é hora de cuidar da alma, não dá mais para desperdiçar tanta vida. Estou aqui para protegê-lo de você mesmo. Você é um ser espiritual, veio para realizar o Divino em você” . Doenças são despertadores. Quando elas chegam significa que algo dentro de nós precisa mudar. Se não entramos em sintonia com o propósito divino é certo que sofreremos. Quanto maior for o grau de superficiali- dade de uma vida, mais profunda será a dor para o despertar. Aqueles que já atendem aos anseios de sua alma, que já destinam a Deus a maior parte do seu tempo, servindo na obra divina, vivem como se a vida fosse um grande parque de diversão, onde tudo é alegria e contentamento. Uma pessoa espiritualizada é feliz em qualquer circunstância, porque tem Deus dentro de si permanentemente. Ela já entendeu que é preciso calar a mente para ouvir a alma, porque a Divindade que repousa dentro de cada um de nós é a nossa única necessidade e a nossa felicidade máxima! Se você ainda está gravitando no superficial, não perca mais tempo, mergulhe na profundidade do seu ser, pare de se contentar com um punhadinho de areia quando você tem uma praia inteira disponível. Queira mais da vida, almeje a felicidade plena – esse é o seu direito divino. Ainda dá tempo de ser feliz. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

[close]

p. 5

16 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2015 5

[close]

p. 6

6 DEZEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 16 ANOS Apagão natalino em Vitória Sem a iluminação natalina, Vitória deixa de ser a Cidade Presépio do Brasil, mas prefeito garante queima de fogos prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS) vai deixar Vitória “às escuras” neste mês de dezembro. A cidade não terá a iluminação de Natal. A decisão do prefeito é devida a limitações financeiras decor- O rentes da queda de receita provocada pela crise econômica. Em 2014, o valor gasto na decoração foi R$ 882.198,71 a mais do que em 2013, primeiro ano da atual gestão, quando foram gastos R$ 3.207.056,48. Na época a Prefeitura de Vitória considerou a variação entre os valores entre dois anos pouco significativa. Segundo a prefeitura, em 2014 parte do material usado no ano anterior, que não foi estragado com as chuvas de dezembro, tam- bém foi reaproveitado. O serviço foi executado pela empresa vencedora da licitação por meio de pregão eletrônico, a SER Engenharia e Construções. VIRADA DE ANO - A prefeitura informou que a comemoração de Ano Novo na Praia de Camburi será mantida com fogos de artifício e bandas de músicas. A expetativa é que mais de 200 mil pessoas estarão na orla de Camburi e, entre elas, aproximadamente 15 mil turistas. ■ LUIZ MARINS O que fazer neste final de ano em nossa empresa? uando chega o final do ano, todos nós, empresários ou não, pensamos em como agradecer nossos clientes, fornecedores e mesmo amigos. Sabemos que é preciso agradecer e que é preciso que as pessoas e empresas com as quais nos relacionamentos até mesmo esperam uma manifestação nossa no final de um ano. Sempre me perguntam qual presente ou lembrança de final de ano uma empresa deve dar as seus clientes e fornecedores Q como agradecimento, nestes tempos de “compliance” , códigos de ética e de normas rígidas em relação ao comportamento empresarial? Meu conselho, já há alguns anos, é que nenhum agradecimento é mais especial e marcante do que aquele que é feito com a sua presença física, real, concreta dizendo um bom e velho “Muito Obrigado!” . Esse conselho tornou-se ainda mais verdadeiro neste mundo virtual em que vivemos, onde tudo é feito eletronicamente. Alguém que se dê ao trabalho de sair de seu escritório e ir até um cliente ou fornecedor apenas para dizer um “muito obrigado!” jamais será esquecido. E caso não possa, pela distância, dizer isso na presença de quem quer agradecer, não se esqueça que um telefonema pessoal e direto é hoje igualmente surpreendente para quem o recebe. E, se não conseguir sequer telefonar por alguma razão, lembre-se que ainda existem os Correios e você poderá mandar uma simples mensagem escrita a mão e por você mostrando que sua gratidão é real e concreta. A verdade é que as pessoas se esqueceram do valor das pequenas coisas, dos pequenos gestos. Acreditamos, erroneamente, que as pessoas se sensibilizam mais por presentes materiais e sobretudo caros, do que pela nossa presença pessoal, por uma simples demonstração de respeito e gentileza, por um simples “muito obrigado!” . Nenhuma norma de “com- pliance” ou código de ética irá recriminar alguém por agradecer pessoalmente seus clientes e fornecedores, assim como a seus colaboradores. Pelo contrário, a ética nos manda reconhecer e agradecer principalmente aqueles que nos ajudaram a vencer mais um ano de trabalho, pois sem eles nosso sucesso não existiria. Pense nisso. Sucesso! Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

[close]

p. 7

16 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2015 7 Norma técnica para impedir imóveis de má qualidade Após constatação da baixa qualidade dos imóveis, empresas terão de seguir normas compatíveis com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR 15575 Governo Federal vai jogar duro com as empresas de construção Civil. Não vai aceitar que sejam entregues residências de má qualidade, como vem acontecendo atualmente em todo país, conforme amplamente divulgado nos meios de comunicação, principalmente pelas emissoras de televisão. Paredes com rachaduras, desníveis no piso, paredes fora do esquadro, pintura mal executada, problemas nas instalações elétricas e materiais de baixa qualidade sãos os problemas comuns enfrentados pelas famílias que adquirem imóveis. Para dar fim a todos estes problemas, o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Habitação (SNH), disponibiliza em seu site as normas de desempenho para os empreendimentos de Habitação de Interesse Social (HIS) compatíveis com a norma da ABNT NBR 15575, habitabilidade e sustentabilidade no âmbito das moradias. Os documentos incluem requisitos obrigatórios e recomendados, além dos estabelecidos pelo Ministério. Má Qualidade das construções afeta a vida da população A importância das “Normas de Desempenho” , que estabelecem os parâmetros mínimos construtivos para qualquer tipo de edificação habitacional. As especificações do Ministério das Cidades para habitação de interesse social se enquadram nos mesmos parâmetros da norma. A norma de 2013 tem o objetivo de garantir aos consumidores padrões de qualidade habitacionais, bem como regularizar o mercado de trabalho da construção civil nas incorporações. A responsabilização pela não adequação a estes limites mínimos recai sobre os incorporadores, construtores e projetistas, de acordo com a origem dos problemas construtivos. Os gestores municipais devem estar atentos às características das normas e das especificações do Ministério. As habitações de interesse social estão entre as faixas mais atendidas pela nova fase de financiamento do Programa Minha Casa Minha Vida. Além disso, a qualidade das edificações influencia diretamente a vida dos moradores. Conforto, sustentabilidade, acessibilidade, segurança e habitabilidade são características que garantem um padrão mínimo para o bom usufruto da habitação. Os documentos de orientação podem ser acessados no link . Também é possível acessar arquivos sobre soluções com desempenho avaliado para Sistemas Convencionais e Inovadores. ■ O FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A má qualidade na construção de imóvel de interesse social se reflete no mercado imobiliário O objetivo das normas é contribuir para a melhoria da segurança (estrutural, contra o fogo e no uso e na operação), habitabilidade (esFOTO: ARQUIVO JE Aristóteles desconhece norma O presidente do Sinduscon e do Inocoop-ES, Aristóteles passos costa Neto, informou desconhecer o teor das normas baixadas pelo Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Habitação (SNH), que exige desempenho para os empreendimentos de Habitação de Interesse Social (HIS). Aristóteles é presidente do Sinduscon e Inocoop-ES tanqueidade, desempenho térmico, acústico, luminosidade, saúde, higiene, qualidade do ar, funcionalidade e acessibilidade, conforto tátil e antropodinâmico) e sustentabilidade (durabilidade, manutencibilidade e impacto ambiental) no âmbito dos empreendimentos de habitações de interesse social. As exigências estão distribuídas em cinco tópicos: Especificações de Desempenho nos Empreendimentos de HIS Baseadas na ABNT NBR 15575 – Edificações Habitacionais – Desempenho; Orientações ao Proponente para Aplicação das Especificações de Desempenho em Empreendimentos de HIS; Orientações ao Agente Finan- ceiro para Recebimento e Análise dos Projetos; Catálogo de Desempenho de Subsistemas e Diretrizes e Documentos de Avaliação Técnica – DATec’s do SiNAT. A Secretaria Nacional de Habitação (SNH) promoveu no último mês de outubro, Seminário para discutir com diversos agentes que integram o setor da construção civil, temas relacionados às especificações corretas sobre o desempenho dos sistemas construtivos, bem como orientações para quem desenvolve empreendimentos, empreendedor, projetivas e empresa construtora. Além de conceder orientações aos agentes financeiros sobre recebimento e análise dos projetos.

[close]

p. 8

8 DEZEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 16 ANOS FOTOS: ARQUIVO JE Segurança na guarda de móveis e equipamentos A Alogue self storage atende pessoas físicas e empresas, alugando boxes individuais uito utilizado em grandes centros urbanos, o sistema de guarda-móveis, documentos, máquinas, estoques e equipamentos, ganha novo impulso na Grande Vitória, com a Alogue self storage. Localizada na rodovia ES-010, que liga Vitória ao balneário de Manguinhos, na Serra, a empresa dispõe de modernas instalações com dispositivos de segurança e atendimento personalizado para pessoas físicas e jurídicas. “As empresas precisam guardar ferramentas, equipamentos e máquinas e não tem espaço físico para isso” , explica Alessandra Castro, que dirige a empresa juntamente com o pai, Ronaldo Castro, que possui experiência no ramo de transportes e equipamentos. São boxes individuais e pri- Alessandra Castro, diretora da empresa, monitora toda área M vativos, com medidas variando entre 15 a 84 metros cúbicos, que podem ser alugados com preços a partir de R$ 299 por mês. A Alogue facilita a movimentação de mercadorias, fornecendo carrinhos e também mantém parceria com empresas de transporte e prestação de serviços. Todos os boxes são dedetizados. Os espaços alugados à Alogue Self Storaqe estão em boxes ou armários de armazenagem, fechados com cadeado pelo próprio inquilino, que tem pleno acesso aos seus pertences, das 8 às 18 horas, de segunda à sexta-feira, e aos sábados, das 8 às 18 horas. “Tudo isso com flexibilidade e sem burocracia” , diz Alessandra. Os operadores da Self Storage não têm acesso ao conteúdo dos espaços alugados, sendo todas as áreas monitoradas 24 horas por câmeras de segurança e alarmes. Os itens armazenados são segurados pelo próprio cliente, que pode contratar uma seguradora de imediato na aquisição de um box. A Alogue veio suprir a falta de espaços para pessoas físicas e jurídicas, quando se trata de armazenar mercadorias e produtos (estoque da empresa); produtos de importação e exportação; itens promocionais e gráficos; documentos; equipamentos leves e pesados; móveis em caso de reforma da empresa, mudança de endereço, falta de espaço e várias outras situações. “Muitos dos nossos clientes são empresas que estão de mudança de endereço ou pessoas que vão para outros estados ou até mesmo para o exterior e têm dificuldade para deixar os móveis em um lugar seguro. Essas pessoas alugam o apartamento, viajam, deixando seus móveis bem guardados” , afirma Alessandra. O cliente Alogue Self Storage tem espaço para guardar seus objetos sem a preocupação de pagamento de IPTU, água e energia elétrica. Os contratos são formalizados sem fiador, com pagamento antecipado e reajuste anual pelo IGPM. A empresa está localizada em uma área privilegiada, de fácil acesso, sem riscos de alagamento. Atualmente, são 128 boxes, montados em um galpão flexível, em estrutura metálica, com área de 3000m2. A área externa da empresa é de 10.000m2, à margem da rodovia para Manguinhos. ■ O galpão dispõe de 128 boxes climatizados VANTAGENS de monitoramento e segurança 24 hs ■ O aluguel varia de acordo com sua necessidade, sem custos de IPTU, energia, água, limpeza e condomínio ■ Contrato mensal renovado automaticamente, sem burocracia ■ Estação de trabalho com acesso à internet, telefone e sala de reunião ■ Loja especializada na venda de produtos para embalagem e transporte ■ Disponibiliza carrinhos de transporte para movimentação de cargas e prateleiras para armazenagem de pertences/produtos ■ Parceria com empresas de transporte e prestação de serviços ■ Atendimento personalizado ■ Localização estratégica ■ Box privativo, acesso restrito, sistema

[close]

p. 9

16 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2015 9 FOTO: DIVULGAÇÃO Cobra D’agua possui mais de 12 mil pontos de venda Agora, a empresa com sede em Vila Velha investe em loja virtual, um novo canal de vendas Izoton criou a marca Cobra D’agua Cobra D’agua investe em presença digital na mira dos hábitos de consumo dos clientes jovens e no potencial desse meio para os lojistas multimarcas de todo o país. Criada pela agência GhFly, a estratégia aposta em mídias de performance para reforçar a integração do site institucional e os e-commerce B2B e B2C com os mais de 12 mil pontos de venda da marca em 27 estados brasileiros. A expectativa é de crescimento no faturamento e na operação online já neste ano. A Loja Virtual Cobra D’agua atua como canal de vendas para o consumidor final e plataforma de marketing divulgando a temática de cada coleção e os diferenciais dos produtos. Neste ano, a marca lançou o canal B2B visando auxiliar e maximizar as vendas de representantes e lojistas, devido a sua força junto a esse público. Para atender a estas demandas, a GhFly lançará uma série de ações, que envolvem search, display e social ads, em meios digitais de grande interesse dos jovens, como redes sociais, sites de entretenimento e plataforma de vídeos, entre outros. A Cobra D’agua traduz em seus produtos o universo do mar, dos esportes e de um estilo de vida descontraído. A marca lança quatro coleções a cada ano que já foram usadas por mais de 11 milhões de consumidores, o que reflete seu bom A desempenho no mercado. São mais de dois mil produtos, entre bermudas, camisetas, polos, moletons, tênis e sandálias, linha de acessórios masculinos e linha escolar, como mochilas e cadernos. “Nossa missão é encantar, satisfazer e surpreender nossos clientes, disponibilizando nossos produtos onde e quando ele desejar. Com isso, o trabalho da GhFly no meio digital é parte fundamental nessa estratégia. Esperamos um aumento considerável do fluxo de visitantes em nossos canais, visando sempre comunicar as inovações que a marca apresenta” , ressalta Adriano Fonseca, Coordenador de Ecommerce da Cobra D’agua. Além de mídia digital, a Cobra D’agua investe em ações ligadas ao seu estilo de vida e em esportes associados ao conceito da marca, como vôlei de praia, surf, bodyboard, kitesurf, sandboard, beach soccer e outros. Antenada aos movimentos dos jovens, a marca desenvolve um trabalho diferenciado nas mídias sociais, com páginas no Facebook, Instagram, Twitter, Pinterest e YouTube. “Estar presente no mundo digital se tornou essencial para as empresas que querem expandir seus negócios. Com as ferramentas da GhFly, a Cobra D’Agua amplia seu espaço no mercado virtual e passa a estabelecer uma conexão mais eficaz com seu público-alvo” , afirma Gustavo Hana, CEO da GhFly. O caminho para o sucesso Aos 10 anos de idade Lucas Izoton já vendia refresco em feira livre; aos 14, era revendedor de produtos Avon; e aos 15, confeccionava e comercializava artesanato de couro para boutiques. Sem nunca ter parado de empreender e estudar, Lucas foi criado em Vila Velha e é hoje um influente empresário de moda masculina e do mercado imobiliário, além de autor de cinco livros sobre gerenciamento do varejo e vendas. Sua marca, a Cobra D’agua, com 27 anos de mercado, deu tão certo que seu modelo de gestão tornou-se tema de palestras que Lucas apresenta por todo o Brasil. Com produtos presentes em todos os Estados do país, a Cobra D’agua está presente em 12 mil pontos de venda em cerca de 2 mil cidades, sendo 60 delas no Espírito Santo. No ano passado, o grupo Izoton movimentou cerca de R$ 150 milhões em volume de negócios no varejo e, neste ano, prevê alcançar um total de R$ 165 milhões, numa média de 10% a mais que 2014. O COMEÇO - Lucas Izoton iniciou suas atividades empresariais junto com a esposa, a advogada Célia Maria Baptista Vieira, em 1982, com atuação em lojas multimarcas. Em agosto de 1988, lançou a Cobra D’agua, marca que, já em 1990, alcançava destaque nacional. Dois anos depois, em 1992, inaugurou fábrica própria no Polo Industrial de Santa Inês, em Vila Velha. Em 1997, a Cobra D’agua é condecorada com premiação do SENAI - CETIQT e Programa Brasileiro de Design como "Destaque Nacional de Comercialização e Marketing" pelas ousadas e eficazes ações na área mercadológica. No ano seguinte, a marca amplia sua exposição na mídia a partir de patrocínios de atletas e atores, merchandising e campanhas publicitárias. Os bons resultados se consolidam ainda mais em 1999, quando a empresa apresenta crescimento superior a 30% ao ano. Um ano depois dá início à exportação da marca e à abertura de lojas no exterior, sendo agraciada com o ‘Prêmio Qualidade Internacional’ , em 2001. Enquanto a marca cresce no mercado, aumenta também a sua exposição em pódios por todo o mundo, vestindo a maioria dos jogadores de vôlei de praia campeões e vice-campeões mundiais, de 1996 a 2003. Nesse período, além da forte presença nas principais revistas e publicações do país, a marca mantém investimentos também em escolinhas de surf, bodyboarding e vôlei de praia. Acumulando importantes premiações, como o Troféu “A Deusa da Fortuna” , o Oscar do Varejo Brasileiro concedido pela CNDL, em 2010, a Cobra D’agua completou 25 anos de história em 2013, desenvolvendo um trabalho diferenciado nas mídias sociais. No ano passado, a tribo “Os Cobras” entrou em ação. A figura irreverente foi lançada na mídia, com sucesso, traduzindo todo o conceito e o lifestyle da marca. Neste ano, a empresa lançou o também bem-sucedido projeto Cobra D’agua Multi Store, uma parceria com lojistas que comercializam os produtos da marca, que consiste em transformar lojas multimarcas em lojas Cobra D’agua Store, unindo as vantagens e a independência de uma loja multimarca, com a parceria de uma marca de sucesso nacional e internacional. Para 2016, o objetivo do Grupo é abrir 12 unidades multimarcas sob a bandeira Cobra D’agua com artigos diferenciados e aumentar as vendas gradativamente e com baixo custo. “Um formato mais flexível do que as franquias tradicionais e que pode ser feito em lojas já existentes” , explica Izoton. ■

[close]

p. 10

10 DEZEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 16 ANOS Cai novamente a confiança nas micro e pequenas empresas As micro, pequenas e médias empresas estão divididas com relação à perspectiva de faturamento, mas esboçam tímida melhora nas expectativas com a proximidade do Natal Para 87% condições gerais da economia pioraram O Indicador de Condições Gerais, que reflete a percepção dos micro e pequenos empresários sobre a trajetória da economia e de seus negócios nos últimos seis meses, também registrou um resultado fraco. De acordo com o levantamento, no mês de novembro foram alcançados apenas 21,53 pontos na escala que varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, melhor é a percepção. Os dados revelam que houve uma piora na comparação com outubro, quando o indicador havia atingido 23,34 pontos. "Ao longo do ano, o impasse em torno do ajuste fiscal produziu uma forte apreciação do dólar, agravando a recessão com aumento do custo do capital e diminuindo o faturamento dos empresários que atuam nos setores de serviços e varejo", diz o presidente da CNDL. Quando analisadas somente as Condições Gerais da Economia, o indicador marcou 16,50 pontos em novembro, ante os 17,30 pontos observados no mês de outubro. Ambos os dados estão abaixo do ponto neutro de 50 pontos, ou seja, distantes da situação em que entrevistados têm a percepção de melhora no quadro econômico do país levando em consideração os últimos seis meses. Em termos percentuais, 86,75% dos micro e pequenos empresários consultados relataram ao SPC Brasil a percepção de que a economia piorou nos últimos meses. Já as Condições Gerais do Negócio, também analisadas no indicador, atingiram 26,56 pontos, igualmente abaixo dos 29,38 pontos registrados em outubro. "Na opinião dos entrevistados, tanto a situação econômica do Brasil como um todo quanto a situação de suas empresas estão em trajetória declinante, porém a avaliação dos empresários é um pouco melhor quando restrita aos seus próprios negócios. Isso pode ser explicado pelo fato de que nem todos os setores ainda sentem os efeitos negativos da crise econômica", analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. ■ O Indicador de Confiança dos micro e pequenos empresários, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), registrou 38,27 pontos no último mês de novembro, resultado um pouco abaixo dos 38,72 pontos verificados em outubro. Como o indicador segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, isso significa que persiste entre esses empresários a sensação de pessimismo com a situação presente e com o futuro da economia do país e também dos seus negócios. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a deterioração do ambiente de negócios no país está ligada à piora dos indicadores macroeconômicos, como juros, inflação e desemprego, e também à indefinição da situação política do país, que não tem avançado o suficiente na aprovação de medidas de ajuste propostas pelo governo. "Nos últimos meses houve um agravamento das crises política e econômica, o que vem aprofundando a recessão, impactando diretamente os setores varejistas e de serviços", afirma o presidente. O Indicador de Confiança é composto mensalmente pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas, com as opiniões dos micro e pequenos empresários nas capitais e interior dos 27 estados. FOTO: ARQUIVO JE Com a alta dos preços de aluguel e demais insumos, os donos de pequenos negócios estão pessimistas Com o Natal, MPEs esboçam tímida melhora nas expectativas de venda Em novembro, o Indicador de Expectativas, que avalia a perspectiva dos empresários para os próximos seis meses tanto para a economia quanto para os seus negócios, registrou 50,82 pontos, resultado levemente superior aos 50,25 pontos alcançados em outubro. O resultado foi puxado, principalmente, pelo indicador de Expectativas para os Negócios, que passou de 56,60 pontos em outubro para 56,81 pontos em novembro, quando analisado separadamente. Já as Expectativas para a Economia registraram 44,82 pontos em novembro, um resultado também acima dos 43,90 pontos observados em outubro. Para os especialistas do SPC Brasil e da CNDL, ainda que o dado tenha obtido uma melhora frente ao mês anterior, as projeções do mercado não apontam para uma retomada breve da atividade. "Apesar do ambiente adverso, a maior parte dos empresários está confiante em relação ao seu negócio. Essa leve melhora de ânimo pode estar associada às perspectivas de vendas de final de ano e também para o período de promoções, que marca o início de ano", analisa Marcela Kawauti. De acordo com o levantamento, os micro e pequenos empresariado estão divididos com relação à perspectiva de faturamento para os próximos seis meses. Para 35,0% dos entrevistados o faturamento permanecerá no mesmo nível e para 36,4% ele deverá crescer. Os que acreditam que a receita irá diminuir representam 23,6% da amostra. O crescimento médio esperado é de 118% para quem acredita que o faturamento irá aumentar e a queda média aguardada é de 140,35% para os entrevistados que imaginam perder receitas nos próximos seis meses. METODOLOGIA - O Indicador de Confiança dos Micro e Pequenos Empresários e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios "pioraram muito"; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais "melhoraram muito"

[close]

p. 11

16 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2015 11 Perigo nas compras de última hora Pressa, aglomeração e falta de planejamento podem trazer prejuízo para quem vai comprar presentes para o Natal ais um Natal se aproxima e alguns brasileiros não perdem o velho costume de deixar tudo para a última hora. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 19,6 milhões de pessoas pretendem comprar os presentes apenas uma semana antes do Natal, o que corresponde a 14,3% de consumidores que têm a intenção de presentear alguém neste fim de ano. A pesquisa também mostra que apenas 4,3% dos entrevistados vão adiar as compras natalinas, preferindo aproveitar as liquidações de início de ano. Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, deixar as compras natalinas para a última hora não é uma escolha acertada para quem pretende economizar com esse tipo de gasto, principalmente, em tempos de crise como o atual. "Muitos consumidores deixam para comprar os presentes nesta semana por causa do recebimento da segunda parcela do 13º salário. Mas se o consumidor deixa para comprar muito em cima da hora, acaba não ten- M do tempo para pesquisar preços e, consequentemente, gasta mais. Sem mencionar o risco dele não encontrar o produto desejado e ter que optar por algo mais caro, comprometendo o orçamento", explica a economista. Para o educador financeiro do portal 'Meu Bolso Feliz', José Vignoli, a pressa é inimiga do planejamento. Ele alerta que na correria para garantir todos os itens da lista e não deixar ninguém sem presente, o consumidor acaba dando menos importância aos detalhes, cedendo às compras impulsivas. "Há ainda o estresse ocasionado pelas longas filas nos caixas e pela dificuldade para encontrar vaga nos estacionamentos sempre lotados", adverte o educador. O ideal, segundo Vignoli, é fazer uma lista de todos os presenteados, definir o quanto se pode gastar e levar o dinheiro contado. Dessa forma, não há perigo de exceder o valor previsto com a compra de outros presentes. PRESENTES - Neste ano, por causa da crise econômica e do aumento do desemprego, o gasto médio do presente de Natal diminuiu de R$ 125,22 em 2014 para R$ 106,94 em 2015, o que representa uma queda de 22% já descontada a inflação acumulada no período. Ainda assim, mais da metade (53,2%) dos entrevistados disseram ter a expectativa de ganhar presentes neste Natal. Os itens mais desejados são roupas (63,9%), calçados (41,0%), perfumes e cosméticos (39,1%), acessórios, como bolsas, cintos e bijuterias (25,3%), celulares (21,9%) e livros (21,3%). EU MEREÇO - A pesquisa mostra ainda que os brasileiros também tem intenção de comprar algo para si mesmo. Segundo a pesquisa, 63,0% dos entrevistados pretendem comprar presentes para si neste Natal. Entre as principais razões, estão o sentimento de merecimento (50,5%) e a oportunidade de comprarem algo que estão precisando (37,3%). Entre os entrevistados que não pretendem comprar presentes para si (21,4%), as questões relacionadas à falta de dinheiro (11,1%) e incertezas com relação ao próximo ano (10,1%) chamam a atenção. Segundo Vignoli, esse comportamento reflete a necessidade de uma auto recompensa como uma forma de valorizar o esforço feito ao longo do ano. "O Natal oferece às pessoas uma ocasião perfeita para a auto gratificação, uma forma de recompensa pelas duras jornadas de trabalho e pelas dificuldades enfrentadas ao longo do ano. "Como tivemos um 2015 de crise econômica e de bolso mais vazio para grande parte dos brasileiros, muitos consumidores que não puderam gastar ao longo do ano vão se permitir um agrado a si próprio neste Natal", afirma Vignoli. De acordo com a pesquisa, cada entrevistado deve comprar, em média, dois presentes para si, sem variação significativa entre as classes sociais. Em relação ao valor médio gasto esses presentes, houve um aumento significativo, passando de R$ 130,34 no ano passado para R$ 172,96, ou seja, um aumento de 21,19%, levando em conta a inflação do período. Esse valor é superior ao valor pretendido para o presente de outras pessoas, que é de R$ 106,94. 55% dos entrevistados ainda não sabem quanto irão gastar com presentes para si mesmos. A lista de produtos que os entrevistados pretendem comprar para si são semelhantes aos que elas desejam receber de outras pessoas e apresentam percentuais parecidos com os do ano passado: roupas (60,6%), calçados (46,1%) e perfumes (20,2%). Apenas acessórios, celulares, viagens e tablets apresentaram queda significativa quando comparados a 2014. Para os especialistas do SPC Brasil, o fato desses itens mais caros terem sido menos citados neste ano pode estar relacionado à crise econômica e à cautela do brasileiro em gastar neste Natal. ORÇAMENTO - A economista Marcela Kawauti lembra que após os gastos com as festas de fim de ano, os consumidores têm de arcar com uma série de compromissos sazonais que pressionam o orçamento doméstico, como IPTU, IPVA, matrículas escolares, etc. "Uma dívida feita sem planejamento e parcelada em muitas vezes pode comprometer o orçamento por vários meses. O efeito imediato das compras impulsivas e não planejadas no período natalino é a inadimplência, pois somente depois que as contas de início de ano chegarem é que o consumidor vai se dar conta de que o salário não será suficiente para cobrir a soma de todas as parcelas dos presentes comprados", alerta. ■

[close]

p. 12

12 DEZEMBRO DE 2015 VITÓRIA/ES 16 ANOS

[close]

Comments

no comments yet