Edição 209

 

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Edição número 209 da revista Jornauto

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Volvo, tricampeã do Prêmio Nacional de Qualidade. O PNQ é o mais importante reconhecimento que uma empresa pode conquistar no Brasil. Para a Volvo, uma prova de que excelência não é um item de série apenas de nossos veículos, mas de tudo o que fazemos.

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Excelência em Gestão é nosso item de série www.facebook.com/volvobr www.volvo.com.br Todos juntos fazem um trânsito melhor.

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EXPEDIENTE - EDITORIAL A chama não pode se apagar Por Gilberto Gardesani Com tudo isso que está acontecendo, fico imaginando que tipo de mensagem devo transmitir aos nossos leitores e aos nossos anunciantes. Boas festas, feliz Natal, próspero ano novo? Sim, claro, esse é o desejo fundamental que todos temos dentro de nós. Devemos procurar ter um Natal Santo, ao lado dos familiares e amigos mais queridos e uma passagem de ano tranquila e com expectativas positivas. Mas, bem lá no fundo, sabemos que o ano de 2016 será muito difícil. Claro que já passamos por isso e muitas vezes. Sabemos que temos condições de vencer as dificuldades e retornar com nossa vida normal. E o que é vida normal? Eu chamo de vida normal quando existe esperança, quando enxergamos não só o dia de amanhã, mas a próxima semana, o próximo mês, quando podemos planejar o próximo ano. Quando você sente vontade de fazer sempre o melhor e percebe que tem resultado. Quando você sente prazer e satisfação naquilo que faz. Para que isso ocorra, não podemos deixar a chama se apagar, nunca. Em 1979 comecei a escrever para o Jornal Veículo, especializado em transporte. Minha função era explorar o setor de autopeças. Mas continuei trabalhando normalmente, em várias indústrias e no comércio exterior. Dez anos depois nasceu a revista Jornauto e ai está, reconhecida como uma das melhores no segmento, prestigiada pelos maiores fabricantes de caminhões, ônibus, autopeças, equipamentos e também de alguns fabricantes de automóveis. Tem sua distribuição nacional dirigida, especialmente, a executivos de alto poder aquisitivo, e que ocupam cargos de decisão dentro de suas empresas. Temos vários correspondentes nos estados mais importantes do Brasil e desfrutamos da companhia dos melhores jornalistas do setor. Nosso site começa a despontar como um dos mais informativos, com muitas atrações incluindo os melhores colunistas do Brasil. Jornauto ano 27 Em março completaremos 27 anos de vida, uma longa jornada vivenciando todos os momentos de euforia e de agruras do setor. Como disse Roberto Cortes, CEO da MAN, o setor está passando pela sua 18ª. crise, mas nenhuma delas reuniu tantas dificuldades a serem superadas. Sem querer ser repetitivo, o Brasil hoje está possuído por uma quadrilha de larápios que manipulam as decisões em todos os níveis e setores da república: legislativo, executivo e judiciário. Tudo foi devidamente aparelhado, principalmente nestes últimos doze anos. Vencê-los será tarefa hercúlea e, no momento, a esperança reside em apenas um homem e sua equipe. Que Deus os proteja. Longa jornada Comecei a trabalhar na indústria automobilística em 1958, apenas um ano após sua oficialização, digamos assim, sempre no setor de vendas e marketing. Edição: Gilberto Gardesani editoria@jornauto.com.br Membro da Assessor: Giulio Gardesani Tuvacek giulio.gardesani@jornauto.com.br Distribuição/Assinaturas: assinatura@jornauto.com.br Colaboradores: Adriana Lampert (RS) Alexandre Akashi (SP) Eliana Teixeira (ES) Fernando Calmon (SP) Guilherme Ragepo (BA) Luís Perez (SP) Mauro Geres (SC) Paulo Rodrigues (RS) Ricardo Conte (SP) Cultura automotiva EDIÇÃO VIRTUAL - DEZEMBRO - 2015 Diretoria: Gilne Gardesani Fernandez Gisleine Gardesani Tuvacek Administração: Neusa Colognesi Gardesani Cadastro: cadastro@jornauto.com.br Produção Gráfica: Daniel Moscardo Impressão: DuoGraf Uma publicação da Rua Oriente, 753 - São Caetano do Sul - SP Cep. 09551-010 | PABX: (5511) 4227-1016 contato@jornauto.com.br | www.jornauto.com.br Circulação Nacional: Distribuição dirigida aos diretores e principais executivos que decidem pelas marcas de veículos e peças utilizadas em suas empresas, nos segmentos de frotistas urbanos e rodoviários de cargas e passageiros, rede oficial e independente de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas e distribuidores de autopeças, fabricantes de veículos, concessionários, autopeças, equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos e associações de classes que representam todos os segmentos do setor automotivo brasileiro. 4 Revista Jornauto

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AUTOPEÇAS Ajuda que vem de cima Alexandre Akashi | São Paulo - SP Para ajudar a enfrentar a crise, ZF cria programa de desenvolvimento de fornecedores com consultoria financeira e produtiva; ação já conta com 25 participantes E m tempos de crise econômica, retração de vendas é uma realidade. No mercado de veículos comerciais, a queda é de aproximadamente 50% em relação ao ano passado, e isso impacta em toda cadeia de fornecimento, porém são as pequenas e médias indústrias que correm maior risco de fecharem as portas por causa de dificuldades financeiras. Erra quem pensa que isso é um problema isolado. No mundo dos negócios, se o fornecedor tem um proTarcisio Costa blema, o cliente também tem, pois um depende do outro. Com isso em mente, a ZF convidou 25 fornecedores estratégicos para participarem de um programa especial com objetivo de elevar a qualidade dos processos industriais na cadeia de autopeças e alavancar a competitividade. “São parceiros de longa data que queremos que sobrevivam, não queremos ver em dificuldades, e sabemos que têm potencial de melhoria”, afirma o diretor de Gestão de Materiais da ZF do Brasil, Tarcisio Costa. Batizado de PDF ZF (Programa de Desenvolvimento de Fornecedores da ZF), a ação se concentra totalmente nas instalações dos fornecedores, que ao longo de dois anos, 2016 e 2017, contarão com consultores especializados para auxiliar no desenvolvimento do trabalho diário. investimentos financeiros em máquinas e equipamentos, também prestamos auxílio, no sentido de mostrar os caminhos para se conseguir recursos e financiamentos“, afirma Costa. Produtividade Já o módulo de produtividade tem início após o término do financeiro. Mais uma vez, uma equipe de consultores entra na empresa participante e faz uma profunda análise das operações. Porém, desta vez, é a equipe de profissionais da ZF que atua no processo. Segundo Costa, o primeiro passo é sanar os problemas verificados no módulo financeiro, a partir da experiência da ZF, normas e procedimentos padronizados. “Queremos que os participantes saiam melhores do que quando entraram, por meio da parceria e do compromisso”, diz Costa ao salientar que o objetivo é oferecer aos fornecedores uma série de processos de melhorias e práticas que os levem ao ‘Estado da Arte’ de fornecimento. Depoimento Para as empresas escolhidas, participar de um programa como este é tirar a sorte grande, porém é preciso se adaptar à nova realidade. “Existe uma barreira natural que deve ser vencida, principalmente no que diz respeito à abertura de informações sobre saúde financeira da empresa”, comenta Costa. “Mas ao entender que isso é necessário e que o retorno será benéfico, conseguimos desenvolver um bom trabalho”, diz. Entre os participantes está a Kondor, fornecedora de produtos de usinagem de alta precisão, que pela primeira vez adere Kazunari Okimasu a este tipo de ação. “É uma ótima oportunidade para melhorarmos as práticas em todos os processos”, afirma Kazunari Okimasu, diretor geral da empresa. A Kondor ainda está na primeira fase e tem, como expectativa, melhorar os processos com a ajuda dos especialistas da ZF. “Recebemos duas visitas do consultor financeiro (que fica a cargo do IEL), e ele está nos mostrando uma forma diferente de avaliar os relatórios financeiros”, diz o diretor geral. Somente após o encerramento da consultoria financeira, entrará em cena a consultoria técnica da ZF. Revista Jornauto Etapas O PDF ZF é divido em duas etapas, sendo a primeira financeira, e a segunda, produtiva. Para o módulo financeiro, a ZF conta com parceria do IEL (Instituto Euvaldo Lodi, da CNI – Confederação Nacional da Indústria). “O IEL realiza um trabalho minucioso dentro da empresa participante, e indica soluções para as dificuldades como fluxo financeiro, obtenção de recursos, capital de giro mais em conta, entre outros”, afirma Costa ao comentar que o a decisão de iniciar o projeto pelo lado financeiro se deu por ser mais urgente nos dias atuais. “Além disso, nos indica por onde começar a atuar”, diz. Costa comenta que cada empresa participante colabora com um pequeno investimento, porém muito menor do que se fosse contratar este tipo de consultoria de forma independente. “Como parceiros, absorvemos boa parte dos custos, e se por acaso a consultoria indicar a necessidade de 5

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REVENDAS Nasce uma nova geração de revendas no Brasil Gilberto Gardesani | Curitiba/Fortaleza/Cuiabá Evidentemente, são investimentos que começaram antes dessa crise, mas mostra uma tendência dos grupos que representam as grandes marcas de veículos. A penas para ilustrar melhor o fato, todos sabem que o Brasil é um país de dimensões continentais e, por absoluta falta de visão de seus governantes, teve como principal matriz de transporte o sistema rodoviário. Hoje, cerca de 60% do que é produzido circula pelo país nas carroçarias de caminhões. O ideal seria ter um eficiente sistema misto rodoviário, ferroviário, aquaviário e de cabotagem. Mas, vivemos essa realidade na expectativa de que algo ocorra para melhor o sistema e a infraestrutura, assim todos ganham porque a economia cresce. As redes de revendas de veículos comerciais tiveram início ao mesmo tempo em que a importações de caminhões e ônibus começaram e tiveram seu deslanche a partir de 1957 com a criação do GEIA que oficializou a implantação das montadoras de veículos no Brasil. A Mercedes-Benz foi uma das pioneiras e hoje possui a maior rede do segmento no Brasil, com 186 casas. Houve uma época em que essas instalações eram as mais bonitas do mundo, superando as da Alemanha. Mas, é uma outra história. Savana em Curitiba Recentemente, estivemos na cidade de Curitiba, Paraná, a convite da Mercedes-Benz para a inauguração de novas e majestosas instalações de sua concessionária denominada Nova Savana, pertencente ao grupo Águia Branca, dono de muitas empresas, entre elas, várias revendas de caminhões e automóveis da marca. Roberto Leoncini Agora, localizada na Rodovia Contorno Leste, BR 116, em São José dos Pinhais, colocou-se estrategicamente na rota dos caminhões que circulam entre o norte e o sul do Brasil. “Por meio da renovação ou relocalização dos pontos de venda e de atendimento, a Mercedes-Benz estimula seus concessionários a atuarem cada vez mais próximos das operações dos clientes”, diz Roberto Leoncini, vice- -presidente de Vendas, Marketing e Pós-Venda de Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. Um moderno projeto de 12 mil m2, tem condições de atender qualquer versão de veículos, desde modelos leves até multicomposições, rodotrens e ônibus articulados. O majestoso projeto arquitetônico foi desenvolvido com base nas diretrizes de identidade corporativa da Rede de Concessionários Mercedes-Benz, caracterizando-se por ambientes claros e amplos, bem como pelo uso de iluminação natural. São 12 mil m² de área construída, num terreno de 40 mil m². A estrutura inclui 55 vagas na oficina mecânica, sendo 24 boxes de 14 metros, 20 boxes de 10 metros, 5 valas de serviço e 6 vagas de Sprinter. Dispõe também de 20 vagas de estacionamento para clientes e 50 outras para atendimento de Pós-Venda. Volvo cresce e expande “Temos um plano estratégico em curso para ampliar e reestruturar a rede de concessionárias de caminhões e ônibus Volvo em todo o Brasil”, declara Carlos Pacheco, diretor de desenvolvimento de concessionárias Volvo na América Latina. O plano prevê abertura de novas casas e reformas e melhorias nas já existentes. “Queremos estar mais perto de nossos clientes, para prestar um atendimento de qualidade e cada vez melhor”, diz o diCarlos Pacheco retor, ao lembrar que a frota de veículos da marca está em constante crescimento no País. Pacheco destaca que, atualmente, a Volvo é líder no segmento de caminhões pesados no Brasil, com 30% de, market share, ou quase um terço do total de veículos vendidos nesta categoria. “Este aumento na participação de mercado cria também uma elevação nos serviços de pós-venda. Precisamos estar sempre atendendo esta nova demanda dentro dos altos padrões de qualidade da mar- 6 Revista Jornauto

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ca”, afirma Evalner Sidney, gerente de desenvolvimento de concessionárias da Volvo na América Latina. A Volvo possui atualmente uma rede de 94 concessionárias distribuídas estrategicamente por todas as regiões do Brasil. Todas as unidades são certificadas pelo “Programa 100% Volvo”, que avalia desde a satisfação do cliente até a sustentabilidade dos negócios. A rede Volvo tem hoje 198 Pit Stops, os Evalner Sidney boxes especiais para atender com exclusividade e grande rapidez os caminhões e ônibus da marca. Possui, também, rede Wireless na maioria das casas. cessionária”, afirma Eládio Benevides, diretor-geral do Grupo Apavel. Os boxes de reforma da matriz da Apavel possuem as mais modernas cabines de pintura, dispondo de todos os equipamentos e ferramental para a recuperação total dos veículos. “Queremos garantir a máxima disponibilidade. Lugar de caminhão e ônibus é rodando na estrada, proporcionando mais produtividade e rentabilidade para o transportador”, complementa Carlos Pacheco, diretor de desenvolvimento de concessionárias do Grupo Volvo América Latina. AutoSueco em Cuiabá A AutoSueco tem a maior rede de revenda e assistência técnica da Volvo no Brasil. Nos últimos cinco anos a rede expandiu-se de 75 para 94 concessionárias, ganhando 730 novos boxes e 429 novos mecânicos e mecatrônicos. Somente em 2015 foram abertas concessionárias em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro e ampliadas unidades em Mato Grosso e São Paulo. Apavel em Fortaleza Aproveitando um evento da Volvo, em Fortaleza, onde o tema foi “Conectividade”, fomos levados a conhecer as novas instalações da concessionária local, a Apavel. Ficamos deslumbrados com as estrutura montada pelo grupo para atendimento dos clientes da marca na região. É, segundo o próprio fabricante, uma das mais modernas concessionárias para caminhões e ônibus da Volvo em todo o Brasil. “A matriz da Apavel é um importante passo para proporcionarmos um atendimento de qualidade ainda maior para nossos clientes. Estamos expandindo e melhorando nossa rede em todo o País”, diz Claes Nilsson, presidente do Grupo Volvo América Latina. Com investimento de R$ 20 milhões, o complexo tem 9 mil m² e foi erguido num terreno de 40 mil m² localizado no quilômetro 22 da BR 116, rodovia que corta o Brasil de Norte a Sul. São 46 boxes no total sendo 30 (trinta) de oficina, oito de Pit Stops, 6 de reforma de veículos e dois para alinhamento e troca de pneus. Tudo foi concebido como modelo, seguindo os mais rigorosos padrões deste novo conceito de revendas para atendimento de caminhões e ônibus. E não é só isso, a estrutura possui ainda um avançado Centro de Treinamento, voltado para atender motoristas e funcionários dos transportadores. Está equipado com um miniauditório, equipamentos multimídia e de video-conferência e treinamentos à distância. “Instalamos o que há de mais moderno nesta área para garantir mais agilidade durante o período em que o caminhão permanece na conClaes Nilsson A nova matriz que a AutoSueco inaugurou em Cuiabá, para atender aquela rica região do Centro-Oeste brasileiro, é mais um exemplo da expansão da rede de concessionárias de caminhões e ônibus Volvo no Brasil. A região Centro-Oeste é a mais produtiva do Brasil em grãos e outros produtos do agronegócio. “É um investimento grande em novas instalações e serviços para melhorar cada vez mais o pós-venda e o atendimento aos transportadores”, afirma Jorge Guimarães, administrador-executivo da Nors, holding da qual faz parte a AutoSueco Centro-Oeste. A nova estrutura conta com 9,5 mil metros quadrados (m²) de área construída em um terreno de 42 mil m² localizada no Distrito Industrial da capital mato-grossense, numa região extremamente importante do ponto de vista estratégico. A matriz fica de frente para a BR 364, um dos principais corredores de escoamento da produção brasileira de grãos, de onde vem e para onde vão caminhões de Sinop, Tangará da Serra, Rondonópolis, Vilhena, Porto Velho e de uma série de outras localidades importantes. A matriz terá 30 boxes para serviços gerais de oficina e mais 12 boxes para funilaria, contando ainda com uma cabine exclusiva para pintura. A concessionária também terá quatro valas para Pit Stops, os boxes especiais para atender com exclusividade e grande rapidez os caminhões e ônibus da marca. “Este é um novo conceito de serviços rápidos de troca de lubrificantes em até 50 minutos para proporcionar ainda mais disponibilidade aos veículos Volvo”, explica Carlos Pacheco, diretor de desenvolvimento de concessionárias do Grupo Volvo América Latina. Revista Jornauto 7

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SERVIÇOS Serviços: quem oferece mais? Gilberto Gardesani | São Bernardo do Campo – SP Fabricantes de veículos comerciais se esmeram em oferecer uma plataforma de serviços cada vez mais completa e sofisticada. A concorrência é grande. O mercado de transporte, tanto de cargas como de passageiros, está mais exigente. Sofrendo forte concorrência, as empresas de transporte procuram se reorganizar Peças Alliance e pedem produtos mais vocacionados às suas especialidades. Resumindo, querem veículos apropriados aos trajetos, aos tipos de cargas, mais potentes, econômicos, confortáveis e seguros. E mais, com disponibilidade garantida. E, a cada dia que passa, os caminhões fabricados no Brasil se aproximam em tecnologia embarcada, mecânica e eletrônica. Então, a diferença está na prestação de serviços: em uma rede bem montada e estrategicamente localizada, motivada, focada, treinada e equipada. Essa rede deve dispor de uma plataforma de serviços que, aliada ao produto ideal, exerça forte atração aos usuários. O mais antigo talvez seja o Mercedes AsCaminhões e ônibus não se compram por impulso, é uma decisão essencialmen- sistance. Uma central que oferece ampla te técnica. Assim sendo, os fabricantes organizam suas atuações em cinco bases gama de serviços com atendimento durandistintas: pesquisa, engenharia, pré-venda, venda e pós-venda. te o dia e a noite. Tradição preservada A Mercedes-Benz já tem uma longa tradição nesses quesitos, mas vamos destacar os três últimos. Possuindo a maior rede de revendas dentre seus pares, procura dotá-la de recursos cada vez mais especializados. Recentemente mostrou sua unidade de revenda de veículos usados, o SelecTrucks e lançou sua linha de peças e acessórios originais chamada Alliance Truck Parts. Ambos são produtos oferecidos a vários países da Europa e também dos Estados Unidos. Além disso, já dispõe de opções por peças remanufaturadas da linha Renov. Ainda nesse portfólio de pós-venda, o fabricante oferece aos seus clientes contratos de manutenção ServicePlus em três diferentes modalidades: Basic Service, Full Service e Lube Service. Linha Renov MercedesServiceCard A terceira e última novidade é o lançamento de um cartão de crédito em várias Ari de Carvalho modalidades que facilita o controle de despesas do transportador e do caminhoneiro, obtendo descontos feitos nas compras de produtos em empresas conveniadas. “A Mercedes-Benz é a primeira marca de veículos comerciais do País a oferecer um cartão de consumo de combustíveis, peças e serviços em condições especiais para os frotistas”, explicou Ari de Carvalho, agora diretor de Marketing & Vendas Caminhões Brasil. “Com isso, destaca, os clientes possuem uma ferramenta eficaz para maior controle e melhor gestão de despesas de cada veículo da frota, proporcionando uma maior rentabilidade”. O MercedesServiceCard pode ser emitido em nome da empresa ou do próprio motorista e, se desejar, um para cada veículo nas modalidades pré ou pós-pago. Seu custo mensal não ultrapassa R$ 40,00. Ari diz que esse lançamento é uma nova demonstração da empresa em apoiar o cliente no melhor uso de sua frota, visando redução de custos operacionais. O fabricante informa que, com a utilização deste novo cartão, o frotista ou caminhoneiro pode adquirir combustíveis nos mais de 11 mil afiliados da Rede Ticket Car e de peças e serviços na rede de mais de 200 concessionários da marca, sem burocracia. 8 Revista Jornauto

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PICAPE RAM retorna com mais força, luxo e requinte Gilberto Gardesani | Haras de Tuiuti - SP Deve existir cerca de sete mil picapes da antiga geração Dodge Ram rodando no Brasil. Desde 2009 a RAM é tratada como uma marca independente. N o segmento de mercado onde são comercializadas as picapes brasileiras, a RAM ocupará um subnicho dentro de um nicho onde se destacam o luxo com muita potência e requinte de detalhes inéditos. De acordo com o fabricante, até outubro, foram vendidas 255 mil picapes no mercado nacional. Destas, 63 mil nas versões diesel 4x4 e deste total, 32 mil pertencentes a modelos topo de linha. É neste nicho que a Sérgio Ferreira RAM pretende participar e abocanhar pelo menos 3%, cerca de mil unidades anuais. “A Ram é uma marca muito especial pois apesar de existir como divisão autônoma há apenas seis anos, carrega uma tradição enorme, quase centenária”, afirma Sérgio Ferreira, diretor-geral da Chrysler Brasil, referindo-se ao primeiro utilitário do grupo, o Dodge Screenside, de 1917, e à criação da marca Ram em 2009, separando-a da Dodge, que passou a se dedicar apenas a veículos de passeio e esportivos. “A Ram 2500 é simplesmente um ícone das picapes, o verdadeiro ‘carro de luxo’ do homem do campo, completa”. Versão Laramie Importada fábrica de Saltillo, no México, sem pagar imposto de importação, a RAM chega na única versão Laramie 2500, equipada com poderoso motor Cummins turbodiesel, 6,7 litros, seis cilindros em linha com potência de 330 cv e torque de 104 kgfm, substituindo o anterior de 310 cv e 84 kgfm. Será comercializada pela rede de 48 concessionárias pelo preço de tabela sugerido de R$ 249.900,00. Por estar acima de 3.500 kg, é necessário ter CNH categoria C. Ela se destaca não pela capacidade de carga, 1.100 kg, praticamente a mesma de uma picape média, mas sim pela condição para tracionar um reboque de até 7.550 kg. Essa é uma característica muito peculiar do mercado norte-americano. A caçamba tem um extensor como assessório. O trem de força é completado por um câmbio automático de seis marchas, com opção de trocas manuais por botão na alavanca. Está equipado, segundo o fabricante, com a função Tow/Haul, que evita trocas de marchas desnecessárias com a picape carregada ou usando o engate. A tração pode ser traseira, 4x4 ou 4x4 reduzida, selecionadas por um botão no painel. Com freios a disco ventilados nas quatro rodas, dotados de ABS e ESC, a RAM também está equipada com sistema de freio motor Diesel-Exhaust Brake, útil para poupar o sistema em descidas, quando carregada ou com reboque atrelado. Luxo e conforto Para satisfazer um público exigente e para um tipo de veículo também considerado um utilitário, seu interior é deslumbrante. A eletrônica embarcada é o que existe de mais atual. O painel de instrumentos é completo com tela de 7 polegadas. O sistema de multimídia com GPS tem tela de 8,4 polegadas, mais uma característica dos usuários norte-americanos. Os bancos são de couro ventilados e aquecidos com ajustes elétricos. Externamente, seu estilo transmite uma personalidade bruta, imponente. As rodas são de alumínio polido de 18 polegadas e pintura em dois tons. Esta nova geração está equipada com dois exclusivos compartimentos fechados com 132 litros de capacidade cada um, localizados nas laterais da caçamba. Possuem drenos para escoar água quando transportar qualquer produto gelado. Dispõe de mais duas gavetas removíveis localizadas abaixo dos bancos traseiros. Andamos com essa picape nas pistas da Haras Tuiuti. Sistema de direção hidráulica permite excelente dirigibilidade e a estabilidade é garantida pela nova suspensão com molas helicoidais instaladas em braços arrastados apoiados em três pontos e um sistema semelhante, aplicado na dianteira, é apoiado em cinco pontos. Os passageiros estão totalmente protegidos por um conjunto de seis airbags: frontais, laterais e de cortina. Revista Jornauto 9

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LOGÍSTICA Vix Logística: a maior do setor no Espírito Santo Eliana Teixeira | Vitória - ES A Pesquisa levou em conta o exercício contábil de 2014, quando a receita de serviços bruta da empresa foi de R$ 1,2 bilhão Sagrilo Vix Logística conquistou o topo do ranking das maiores empresas de transportes do Espírito Santo, segundo o anuário 200 Maiores Empresas do ES 2015, publicado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL/ES). O estudo tomou por base o levantamento de informações relativas ao exercício contábil de 2014, visando avaliar o desempenho econômico e financeiro das principais empresas no Estado e das maiores empresas dos setores agropecuário, industrial, comercial e de serviços, considerando a receita operacional bruta. “Nosso time de profissionais está empenhado em buscar as melhoRodolfo Altoé Filho res soluções para os nossos clientes, por meio da inovação, melhoria contínua de processos e ganhos na operação, sempre com foco na excelência. AcreHistória e operações dito que esse seja um dos fatores para alcançarmos mais uma vez o primeiro lugar na categoria Transportes do anuário 200 Maiores Empresas do Espírito Santo, do IEL/ES, prêmio de muito destaque e notabilidade Com início das operações em 1971, a empresa integra a Divisão Logística do no mercado capixaba e que indica que estamos no caminho certo, do Grupo Águia Branca, um dos maiores conglomerados do setor de transportes crescimento sustentável”, disse Rodolfo Altoé Filho, diretor exe- do país e que também possui negócios na área de transporte de passageiros e cutivo da Vix Logística. A empresa encerrou o ano de 2014 com uma comércio de veículos, além de participação acionária na Azul Linhas Aéreas Brareceita bruta de serviços de R$ 1,2 bilhão, o que equivale a um aumen- sileiras. Especializada em soluções customizadas de transportes, a Vix também to de 11% em relação ao ano anterior. O crescimento foi de cerca de R$ é uma das maiores corporações do setor do Brasil. Conta com mais 80 bases de 127 milhões e representa o potencial competitivo da companhia e tam- operação, responsáveis pela execução de soluções customizadas de logística, bém a sua capacidade de expansão em todos os negócios em que atua: incluindo fretamento de ônibus, gestão e locação de frota, movimentação de Fleet Service, Fretamento, Logística Automotiva e Logística Dedicada. produtos siderúrgicos, logística inbound e outbound, milk-run, logística reversa, cross-docking, gestão de estoque e armazenagem, movimentação de minério, Equipe focada operações portuárias, limpeza industrial e outros. Utilizando a marca Autoport, opera também no segmento de transporte de veículos. A empresa também atribui os bons resultados à equipe, que Novos investidores conduz todas as operações. Hoje, são mais de 8 mil funcionários e uma frota com 5,6 Apesar do momento econômico, a empresa mantém o foco na expansão de mil veículos e equipamentos. suas operações e projetos logísticos. Em dezembro de 2014, VIX Logística Segundo a Vix Logística, o de- recebeu um investimento de capital de R$ 200 milhões da IFC, instituição senvolvimento do capital hu- ligada ao Banco Mundial, e do Fundo IFC da África, América Latina e Caribe. mano, as práticas de respon- O investimento contribuiu para que a empresa continue fornecendo serviços sabilidade social e ambiental de qualidade para diversos setores-chave da economia brasileira tais como e os constantes investimentos mineração, siderurgia, petróleo e gás, e automotivo. em inovação e qualidade fazem parte do perfil da empresa, que con- O investimento da IFC foi de R$ 150 milhões, enquanto que o Fundo IFC da ta com programas sistematizados para treinamento dos funcionários, África, América Latina e Caribe (IFC ALAC) investiu R$ 50 milhões. O Fundo como os programas de Desenvolvimento de Líderes e para Reciclagem IFC ALAC é administrado pela IFC Asset Management Company, uma subside Motoristas. diária integral da IFC. Revista Jornauto 10

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LOGÍSTICA Soluções customizadas Michelle Monte Mor | São José do Rio Preto – SP Com doze anos de história, Pacer pretende investir em operações diversificadas E ste ano, a Pacer Logística completou 12 anos de atividade. Com uma rede de atendimento que conta com 30 unidades distribuídas em todo o Brasil, a empresa anuncia investimentos em seu setor comercial, com foco em alavancar as operações nos segmentos de transporte de carga fracionada, assim como as operações multimodais, que incluem transporte rodoviário e aéreo. Como meta, a empresa pretende se consolidar no mercado como provedor de soluções logísticas customizadas, atuando tanto nas operações logísticas quanto no transporte de cargas. Além disso, de acordo com Alexandre Caldas, presidente da Pacer, eles pretendem focar na especialização em alguns segmentos como o moveleiro, de decoração, de telecomunicações e de cosméticos, identificados como promissores para o futuro do negócio. São cerca de 750 funcionários e uma frota de 430 veículos, entre carretas, furgões, motocicletas e utilitários. Durante os 12 anos de operação, a empresa transportou cerca de 3 milhões de cargas dos mais diversos segmentos, como gráfico, moveleiro, autopeças e cosméticos, e também de sua maior especialidade: telecomunicações. “Nossa expectativa para este ano é de aperfeiçoar a eficiência operacional e redefinir nosso escopo comercial e os processos logísticos, a fim de um melhor aproveitamento de nossas operações. Toda essa preparação é para manter o desenvolvimento sustentável e um ritmo de 20% de crescimento em 2016”, comenta Alexandre Caldas, presidente da Pacer. Alexandre Caldas tica, e também o transporte de cargas fracionadas, que está entre as atividades da unidade Pacer Transportes. Fundada em 2003, tem entre seus principais clientes a GVT, Nokia, Grupo Itavema, Jafra e Tok&Stok. “Os nossos maiores desafios durante a nossa história foram realizar a transição de uma empresa recém-nascida para um operador logístico consolidado, além de construir um novo conceito, com uma nova marca, para um mercado dominado por players bem maiores. Também foi desafiador encontrar um grupo de colaboradores que acreditassem nessa marca, nesse novo modelo e que possuíssem espírito empreendedor. Felizmente, nossos resultados mostram que estamos no caminho certo”, explica Alexandre Caldas. Expectativa de crescimento Para o ano de 2015, a expectativa de crescimento é de 5%. Mas para o próximo ano, o presidente da Pacer está bem esperançoso. “Para 2016, nossa expectativa é mais otimista, embora também dependa do comportamento futuro da economia brasileira. Esperamos crescer em torno de 20%.” Atualmente, a Pacer oferece armazenagem e gerenciamento de operações logísticas, por meio da Unidade de Negócio Pacer Logís- Diferencial e desafios Para manter-se e crescer no mercado de transportes e logística, a Pacer busca oferecer alguns diferenciais. “Nosso maior diferencial é no atendimento ao cliente. Buscamos treinar nossa equipe para apresentar um alto padrão de atendimento e, assim, realizarmos ações de fidelização ao nosso cliente”, explica Caldas. Segundo ele, a empresa também investe constantemente em melhorias das práticas operacionais e em tecnologia, buscando sempre apresentar inovações no segmento em que atua. A Pacer atende empresas de diversos segmentos, de pequeno a grande porte. Entre os setores, estão o moveleiro e de decoração, de telecomunicações e de cosméticos, entre outros. E um dos principais desafios sé o custo de transporte no Brasil. “Além das constantes mudanças de legislação no País, como é o caso das restrições de circulação de veículos nos grandes centros urbanos, que exigem das empresas do setor agilidade para se adequarem rapidamente às novas condições. Outro ponto importante é ter celeridade e saber se preparar para as mais diversas situações são fundamentais para a diferenciação e o destaque nesse mercado,” finaliza, Alexandre Caldas. 12 Revista Jornauto

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TRANSPORTES Transporte pesado com boa perspectiva Michelle Monte Mor | São José do Rio Preto - SP Especializada no atendimento a montadoras, Encaixe Transportes investe em frota e TI. Tem dificuldades, mas espera crescimento de 10% este ano. H á quinze anos no segmento de transporte de máquinas, containeres, peças, gestão logística e armazenagem, a Encaixe Transportes, que tem sua matriz em Mococa, interior de São Paulo, investiu em 2014 e 2015, cerca de R$ 8 milhões em frota, tecnologia da informação e em treinamento maciço de seus motoristas. Com isso, a expectativa de crescimento para este ano é de cerca de 10%. Emílio Pisani Neto Com uma frota composta por 150 veículos e 180 colaboradores, um dos principais investimentos de 2015 foi a compra de 22 caminhões Iveco, 16 modelos da linha Stralis e seis da linha Tector. Entre os caminhões da marca que rodam a serviço da Encaixe, a maioria é do modelo Stralis 360 cavalos. Iveco predomina A Encaixe atua principalmente na região Sudeste, em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e também no Paraná. Com cinco filiais, a empresa tem entre os principais clientes montadoras de máquinas e veículos. Emílio Pisani Neto, diretor-proprietário da Encaixe, lembra que se tornou cliente da Iveco há três anos e, na época, comprou apenas um caminhão para testar a marca. “Atualmente, nossa frota tem 150 caminhões e 70% deles são da Iveco”, afirma. Segundo Pisani, um dos fatores que mais pesaram na decisão de compra foi a economia significativa de combustível. “Além de os veículos apresentarem qualidade muito boa e não quebrarem, o consumo é sensacional”, explica. Investimentos e dificuldades Já pensando em 2016 e 2017, Emílio Pisani adianta que os investimentos em frota e funcionários irão continuar. “Para os próximos anos, a nossa meta é investir mais R$6 milhões na Encaixe Transportes. Parte deste valor, será aplicado também em tecnologia da informação”, explica. Para enfrentar este 2015 de economia complicada, Pisani comenta que a Encaixe pretende ampliar seu leque de atuação. Segundo o diretor-proprietário, eles pretendem investir na logística. “Nessa área existem muitas oportunidades. De gestão, armazenamento e equipamento, que podem melhorar o resultado e, consequentemente, beneficiar o nosso cliente. Ao melhorar a nossa logística e ampliar as nossas opções de serviços, nós agregamos valor ao produto que oferecemos”, diz. Contornar custos Atualmente a Encaixe conta com Centros de Distribuição em São Paulo, Belo Horizonte, Piracicaba e Sorocaba. “Ao oferecermos preços competitivos e soluções inteligentes conseguimos reverter aos clientes reduções de custos e qualidade na prestação de serviço”, afirma Pisani. E por falar em custos, Emílio Pisani destaca exatamente isso como um dos principais problemas atuais no setor de transportes de cargas. “Hoje enfrentamos aumentos desleais de custos de insumos, como combustível, óleo e pneus. E temos a dificuldade de repassar os reflexos destes aumentos para os nossos serviços”, explica. Revista Jornauto 13

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LOGÍSTICA Com parceria, JSL cresce no Rio Grande do Sul Adriana Lampert | Porto Alegre - RS Trabalho junto à empresa gaúcha Celulose Riograndense - CMPC que atua no mercado internacional de celulose de fibra curta de eucalipto, iniciou em 2006. N o primeiro ano de contrato, a operação logística da paulista JSL era bem menor em estrutura e volume de negócios: abrangia apenas a movimentação de celulose, envolvia 25 colaboradores e gerava receita de R$ 106 mil por ano. Junto com o salto em faturamento- R$ 3,4 milhões - houve aumento de pessoas envolvidas nas atividades: atualmente 500 colaboradores recrutados na região operam em Guaíba, onde se localiza a fabrica de celulose. Logística completa O trabalho também inflou: agora a JSL oferece todo o suporte à operação e gestão de matéria-prima (no caso, a madeira), incluindo carregamento e transporte desde a floresta até o complexo, e armazenamento, movimentação e descarga na fábrica. O novo contrato com a CMPC visa atender a expansão da fábrica gaúcha, que desde 2012 vem recebendo investimento de R$ 5 bilhões para triplicar sua capacidade de produção. Neste período, o volume de carga pela qual a JSL responde em solução logística passou de 450 mil toneladas/ano para 1,7 milhão de toneladas. Mensalmente, a JSL transporta 180 mil toneladas de madeira dos hortos florestais para a fábrica da CMPC. Na movimentação interna, as operações abrangem 326,7 mil toneladas de madeira/mês e 63 mil toneladas de celulose/mês. Também fica a cargo da JSL o transporte dos resíduos do processo da picagem e limpeza da madeira retirada do complexo para o horto, além da limpeza mecanizada do pátio da fabricante gaúcha. Este processo envolve uma frota de 59 caminhões. “Para evitar o impacto no trânsito da região, realizamos a distribuição da saída dos veículos a cada uma hora, evitando a formação de comboios nas rodovias. Desta forma, o fluxo fica mais tranquilo e seguro”, comenta o gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional da JSL, Claudemir Turquetti. Ele coordena o Centro de Formação Profissionalizante de Motoristas que a transportadora implementou, em maio deste ano, dentro da unidade CMPC/ Guaíba. Atualmente, 20 motoristas Trainee participam do curso, com 360 horas/aula, e outros 20 já se formaram. Treinamento total Segundo Turquetti, a formação dos profisClaudemir Turquetti sionais é uma maneira da empresa enfrentar a escassez de mão de obra qualificada na região. “A ideia é capacitar profissionais locais e mantê-los no quadro de funcionários.” Nas aulas, são abordados temas como condução de equipamento, atrelar e desatrelar, tecnologia embarcada, manobras, amarração de cargas, entre outros. A empresa oferece ainda o Programa de Educação Continuada, que abrange todas as categorias de motoristas e tem como foco a redução do número de acidentes e a redução da rotatividade, além do incentivo à motivação e à redução de custos operacionais. Neste caso, os temas abordados junto aos participantes tratam de Direção Defensiva, Segurança em Neblina, Condução Econômica, Atendimento ao Cliente, Primeiros Socorros e Qualidade. Até o final deste ano, a JSL ainda levará a Guaíba o programa Pela Vida, projeto criado em 2011, que já atendeu 76 mil motoristas de veículos pesados com dicas de saúde, segurança e finanças. A operadora logística é uma das maiores do País, tem sede em Mogi das Cruzes (SP) e mais de 200 filiais operacionais. Em 2015, apesar da crise econômica, a estimativa é de um aumento entre 12% e 16% no faturamento total da empresa. 14 Revista Jornauto

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TRANSPORTES Transpanorama investe para manter crescimento Michelle Monte Mor | São José do Rio Preto – SP Tradicional transportadora paranaense mantém renovação da frota e cuida da capacitação de seus colaboradores A história da Transpanorama, localizada em Maringá, no Paraná, começou em 1986 e esteve sempre ligada ao transporte. A empresa atua no transporte rodoviário de grãos, cargas industrializadas e líquidos diversos, como combustíveis, óleo vegetal e metanol. Para manter o crescimento, os gestores da Transpanorama investem fortemente na renovação da frota e em seus colaboradores. “Uma evidência é que, em média, Claudio Adamuccio os nossos caminhões têm três anos de uso. Também temos voltado os nossos olhos para o capital humano. Com 1.200 colaboradores, fizemos investimentos em um departamento de Recursos Humanos estruturado, com ações voltadas para o colaborador, como a implantação do Plano de Cargos e Salários e o investimento na capacitação do time. Um exemplo é o Programa Acelera na Segurança, em que motoristas têm aulas à distância sobre assuntos como Direção Defensiva, Direção Econômica e Legislação de Trânsito. Outro exemplo é o CTQT (Centro de Treinamento e Qualificação no Transporte), no qual capacitamos os motoristas”, explica Claudio Adamuccio, diretor Administrativo da Transpanorama e diretor Presidente do G10. no segmento de transportes. As transportadoras do grupo conseguiram se tornar mais competitivas e atraentes, com os diferenciais que oferece”, garante Adamuccio. Investimentos e desafios Em 2014, a Transpanorama investiu R$ 50 milhões em veículos e implementos. Para este ano, de acordo com Claudio Adamuccio, o investimento será de R$ 10 milhões e o crescimento deverá ficar em torno de 7%, mesmo com a situação complicada da economia brasileira. O volume de cargas transportada deve se manter em dois milhões de toneladas, o mesmo registrado em 2014. “Para uma empresa crescer e manter-se neste segmento percebo que devemos superar os altos impostos, conseguir mão-de-obra qualificada, lutar contra a falta de infra-estrutura, qualidade ruim das rodovias, segurança e a queda no valor do frete”, diz Claudio Adamuccio. Transporte e logística Com 900 veículos na frota, atua em duas ramificações logísticas: Logística Express com operações nos sistemas Door to Door , formatando carga e otimizando rotas; o Just in Time na qual o cliente evita custos com estoques com atendimento conforme a demanda solicitada; a Frota Dedicada com coletas programadas com origem, destino e transit-time definido; Carga de Transferência, com todo produto acabado que se destina ao Centro de Distribuição da empresa ou do cliente; e Transit Point, na qual é feita a separação das cargas para as entregas locais e individuais. Na Logística Agro a empresa realiza o transporte de vários tipos de cargas, como grãos, sementes, defensivos agrícolas, produtos industrializados e líquidos diversos. Conta com terminais de cargas nas cidades de Jundiaí (SP), Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS). Grupo G10 No início, a empresa, que é gerenciada pelos irmãos, Claudio e Valdecir Ademuccio, trabalhava com o transporte de produtos hortifrutigranjeiros no estado de São Paulo e de madeiras no estado do Mato Grosso. Em 1996, a empresa mudou-se para Maringá, PR, e o foco do negócio passou para o transporte especializado de grãos. “Em 2000 fundamos o G10, com destaque para os contratos longos com empresas como a Bunge. A partir de 2004, passamos a diversificar para os granéis líquidos e, em 2006, iniciamos o transporte para os Correios”, explica Claudio. O Grupo G10 tem cinco empresas sócias: Transpanorama, Transfalleiro, Cordiolli, Rodofaixa e VMH. Cada uma tem a sua administração própria. Dessa parceria surgiram outras empresas que fazem parte do grupo e que são das empresas mencionadas acima: G10 Auto Posto, G10 Transportes e G10 Monitoramento. “A marca G10 é sinônimo de credibilidade e confiança no mercado. Completamos 15 anos como grupo em 2015. Essa união foi e é um marco Revista Jornauto 15

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